Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Intolerância política é acção programada, acusa UNITA

Fonte: VOA/Multipress
Wednesday, 28 November 2007

Tudo indica que a UNITA está agastada com os actos de intolerância política que diz registarem-se um pouco por todo o país.Isaías Samakuva acusa o MPLA, não só de ter montado a máquina para intimidar os seus militantes e saquear os bens da UNITA, como também diz não ter dúvidas de que o partido no poder deu ordens recentes às suas estruturas de base para destruírem as bandeiras do «galo negro» para tirar dividendos políticos nas eleições que se avizinham.

«Nós temos acusado o MPLA de estar por detrás dos processos, deste processo que chamamos intolerância política. E não nos cansamos de dizer isso mesmo com justificações que muitas vezes os dirigentes do MPLA fazem. Nós não deixamos de continuar a acusar o MPLA, porque na realidade os dados que temos apontam para estes factos.
É uma coisa curiosa, é que o MPLA sempre diz, quero me referir aos dirigentes do MPLA, dizem que estes actos são resultantes de questões ainda do tempo da guerra. Em muitos lugares, o povo sofreu das mãos da UNITA, e ainda hoje reage, portanto, com base naquilo que a UNITA lhes teria feito nos tempos da guerra.

Ora, mas acontece que essas coisas, quando surgem, surgem em cadeia. Não acontecem só numa área. Isso é cíclico. O que quer dizer que acontecem quando há ordens dadas para que aconteçam. Começam num ponto qualquer, depois passa para todo o país. Mas as coisas ocorrem da mesma forma. Por exemplo agora, nesta fase, há um mês para cá, o que se faz é retirar bandeiras da UNITA.
Portanto, é sintomático. As eleições vêem aí. A bandeira da UNITA é o símbolo que as populações deviam conhecer, porque para votar vão guiar-se pelo símbolo da UNITA. É preciso retirá-lo para que não seja conhecido».

Isaías Samakuva que falava em exclusivo à Voz da América, no Huambo, disse igualmente que o seu partido já identificou os assuntos que constituirão o seu tema central na campanha eleitoral de 2008.

O tratamento que é dado aos membros da UNITA no GURN, para lá da gestão do país que a UNITA considera calamitosa, é, entre outros, um assunto candente do partido para as eleições parlamentares do próximo ano.

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