Está para breve a transferência do mercado do “Roque Santeiro” para outra área de Luanda.O docente universitário angolano Carlos Lopes antecipa-se sintetizando a sua história de 21 anos em livro.
O autor considera-o como "um caso de sucesso pela dimensão em termos de imagem imposta" aos consumidores de todo o país.
”O dinheiro trabalhado e amontoado naquela praça revela imagem de uma grande dinâmica do ponto de vista macro-económico” – comenta o especialista em matérias de mercado.
"Tem um peso na dimensão da paridade da moeda nacional. Mas o Roque é uma realidade muito complexa. Daí dever ser descrito e encarado com base naquilo que cada um sente quando lá se encontra", justificou.
Para ele, a deslocação daquele mercado de Angola (em particular) e de África (em geral) para outra área da cidade de Luanda "vai esvaziar o seu símbolo", pois até o próprio nome poderá ser mudado com essas trocas.
"O Roque vai ser deslocado. Por isso quero manter a sua história, depois de 21 anos. É um caso de sucesso pela dimensão em termos de imagem que conseguiu impor na mente das pessoas", considerou Carlos Lopes.
O livro, explicou à ANGOP, traz um propositado contraste entre vários aspectos ligados àquele mercado, como por exemplo a relação entre trocadores de moeda estrangeira que fazem a sua actividade de uma forma mais tranquila e os roboteiros (pessoas que levam os produtos dos compradores às costas e em carros de madeira, com sofrimento).



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