Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Isto é ANEDOTA ou Verdade

Regime disciplinar regulamenta conduta dos funcionários públicos

Fonte: Jornal de Angola

Os funcionários públicos e agentes administrativos têm deveres e direitos a cumprir e a usufruir, devendo estes conhecê-los ao pormenor, com vista a um melhor desempenho da sua actividade profissional.

De entre os deveres consta que os funcionários e agentes administrativos têm a obrigação de observar e fazer observar rigorosamente as leis e regulamentos, defendendo em todas as circunstâncias os direitos e legítimos interesses do Estado angolano e participando aos superiores hierárquicos os actos ou omissões que possam prejudicá-los.

Outro dever está ligado ao facto de estes terem de cumprir exacta, imediata e lealmente as ordens de serviço escritas ou verbais dos funcionários a que estiverem hierarquicamente subordinados.

Os funcionários públicos e agentes administrativos devem também exercer com competência, zelo e assiduidade o cargo que lhes estiver confiado. Devem respeitar os seus superiores hierárquicos, tratando-os em todas as circunstâncias com diferença e respeito.

De acordo ainda com o Decreto 33/91, de 26 de Julho, que estabelece o regime disciplinar dos funcionários públicos e agentes administrativos, eles devem ainda guardar sigilo sobre todos os assuntos relativos à profissão ou conhecidos por virtude dela, desde que por lei ou por determinação superior, não esteja expressamente autorizado a revelá-los.

Devem também adoptar um comportamento cívico exemplar na vida pública, pessoal e familiar, de modo a prestigiar sempre a dignidade da Função Pública e a sua qualidade de cidadão.

Têm o dever de usar de urbanidade nas relações com o público, com as autoridades e com funcionários seus subordinados.

Não se devem também ausentar da área de actuação dos serviços em que estão integrados, sem autorização superior, excepto no período de licença anual e dias de descanso.

O referido decreto determina também que devem aumentar a sua cultura geral e em especial cuidar da sua instrução no que respeita às matérias que interessam às funções exercidas.

O último dos deveres proíbe os funcionários e agentes administrativos de exercer outra função ou actividade remunerada sem prévia autorização.


Comentário: Parecem "deveres surrealistas" do terceiro mundo.Quem elaborou e mandou publicar um Decreto Lei com esta matéria, devia estar com uma taxa elevadissíma de "ebriedade".Isto parece Anedota.Nâo admira que Angola, nunca tenha conseguido resolver os seus problemas internos.Com este tipo de deveres, era de esperar que andasse à Deriva durante anos na canoa da corrupção e gasosa.

O dever do funcionário público que eu mais apreciei, foi : Devem também adoptar um comportamento cívico exemplar na vida pública, pessoal e familiar de modo a prestigiar sempre a dignidade da Função Pública e a sua qualidade de cidadão.

Isto é Angola...

Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Para Avivar Memórias - Obra do General Fernando Garcia Miala


Fernando Garcia Miala - Criança Futuro (1)

Projecto:

Criança Futuro - O clube de amigos surge a partir de uma visita de trabalho ao Kuito-Bié, do Senhor General Fernando Garcia Miala,que ficou profundamente sensibilizado com a situação de carência em que vivem as crianças do complexo Casas Lares do kuito-Bié, como consequência do quadro conheçido houve a iniciativa de convidar alguns amigos para a constituição do Clube de Amigos, que hoje é composto por 25 membros fundadores que actuam em diversas areas da sociedade, a saber: musicos, jornalistas, académicos, empresarios e desportistas, etc; e com numero indeterminado de membros colaboradores que têm como alvo principal o Complexo Casas Lares do Kuito-Bié.

Todos os convidados, sensibilizados com esta nobre causa, decidiram criar um projecto denominado " Criança Futuro ", cujo objetivo social sera o dia participação integral na vida das Crianças Orfãs e carentes

Comentário: Zangam-se as comadres.Conhecem-se as verdades.O General Fernando Garcia Miala encontra-se neste momento a cumprir prisão, conjuntamente com outros condenados por alegados " actos de insubordinação".O interessante deste caso, é que também foi acusado, de se envolver em relações promíscuas com membros da comunicação social.Mais uma vez,a comunicação social/imprensa, está envolvida.A comunicação social deve ser vista, por alguns políticos e governantes como "OS TERRORISTAS".Um alvo abater.O que será, que alguns políticos e governantes andaram e andam a fazer, para temerem tanto a comunicação social?

No espaço : http://www.myspace.com/mialismo podemos ler, situações, assuntos e comentários, como os que se seguem.

(...)Miala e demais condenados foram detidos a 13 de Julho na Procuradoria Militar de Luanda, e começaram a ser julgados, depois de actos de alegada insubordinação na sequência de medidas determinadas em Abril do ano passado após uma sindicância instaurada aos Serviços de Inteligência Externa, de que eram os principais responsáveis.

A sindicância, determinada pelo Presidente da República, concluiu também que Miala tinha transformado os SIE num instrumento pessoal, desrespeitando a lei, e as ordens do próprio Chefe de Estado. Miala foi igualmente acusado de interferir nas missões da escolta do Presidente, de efectuar escutas não autorizadas e de se envolver em relações promíscuas com membros da comunicação social, mas nada disso esteve em julgamento apesar da sua gravidade.
Fernando Garcia Miala, que já foi um dos homens de mais confiança de José Eduardo dos Santos, caiu em desgraça a 24 de Fevereiro do ano passado, após o brigadeiro Gilberto Veríssimo, também oficial dos SIE ter comunicado ao chefe da Casa Militar, general Hélder Vieira Dias, que ele e os agora condenados tinham feito alusão à tomada de medidas activas contra o Presidente da República, entretanto não especificadas.(...)


"Miala descobriu linha de financiamento desviada pelo Gen. Kopelika"

"Secreta descobriu linha de financiamento desviada pelo Gen. Kopelika"

Luanda - O Presidente do PARTIDO ANGOLANO INDEPENDENTE – PAI, Prof. Doutor Adriano Parreira solicitou ao Procurador Geral da República, para instaurar um inquérito criminal a fim de se apurar a veracidade das acusações feitas em Luanda dando conta da existência de dinheiro "remanescente" que o General Kopelika "depositou numa conta bancária em Hong Kong" e da tentativa de assassinato ao General Miala.

Comentário:
Correm rumores, já desmentidos mas não confirmados, que o General Kopelika teria sido preso nas vésperas do Natal.Existe um artigo, referente a este assunto, mais em baixo.
Os pequenos traidores, vão todos para a cadeia.Só não vão, os verdadeiros e grandes traidores.Este é o modelo de democracia e governação dos actuais responsáveis de Angola.
Enquanto há vida, há esperança.Vamos ter esperança...

Isto é Angola...
Em Angola, não se passa nada...
Angola recomenda-se.

Sócrates no seu melhor


Sócrates no seu melhor

CÓLERA TEIMOSA NA HUÍLA E CUNENE

Fonte: O apostolado

As Províncias da Huíla e do Cunene registaram casos de cólera no último mês do ano, num claro sinal de que a doença mantém-se nos grandes aglomerados habitacionais.

De acordo com as autoridades sanitárias, a Huíla registou
23 novos casos, que foram anotados em três municípios da província, designadamente Matala, com 5, Quipungo, com 7 e Lubango com 11 casos. Maior preocupação em relação ao Lubango, onde os focos de surgimento da doença continuam a ser os bairros João de Almeida, Sófrio, Santo António, Comercial e Mitcha.
Desde o surgimento da cólera na província da Huíla foram já notificados mil e 500 casos, tendo causado 250 mortos.

Na vizinha Província do Cunene, os dados disponíveis indicam que nos últimos dias foram notificados mais 5 casos, deixando em alerta as autoridades sanitárias.

O surto de cólera em Angola iniciou em meados de 2007 a beira mar no bairro da Boavista em Luanda. De lá para cá mais de 15 mi pessoas contraíram a doença. Mais de duas mil pessoas pereceram em todo o país.

Comentário:Eu já tive a oportunidade de comentar esta situação.Quando no período do Natal o responsável pelo hospital declarou, que a noite tinha sido calma.Na altura até ironizei, com a declaração.Mas a situação, quanto a mim, pareceu-me ser muito séria, e que o responsável pelo hospital, devido à data, talvez não pretendesse provocar alarmismos.
Passados poucos dias, tudo mudou.O surto aumentou para 5 casos.Tudo alterou-se para bem pior.Esta situação, é um bom exemplo, de como a contra-informação funciona em Angola.Um dia, Não.Um dia, Sim.

Em Angola não se passa nada.Angola recomenda-se...

Sábado, 29 de Dezembro de 2007

CHICOCA CONDENADO A 30 DIAS DE PRISÃO CORRECCIONAL

Fonte: O apostolado

O tribunal de polícia correccional condenou o jornalista Chicoca, mas a sentença foi prontamente contestada.

O juiz Antonio João Pereira da Silva rejeitou, porém, as queixas de injúria e agressão às autoridades de que era indiciado, ainda, Armando Chicoca, correspondente da Rádio Ecclesia e do jornal ´´o apostolado´´ no Namibe.

Para o tribunal, a desobediência consistiu na violação do cordão policial separando o local onde estava o comandante municipal da polícia e os vendedores que manifestavam.

O jornalista, rebateu a defesa, furou aquele espaço na insistência de querer gravar o depoimento magnético do responsável policial dentro do princípio do cruzamento das fontes.

A sua defesa foi assegurada pelos advogados Raul Rodrigues (designado localmente de oficio) e Zeca Amaral, destacado de Luanda e chegado no tribunal no meio da audiência.

A sessão durou sete horas e, no final da maratona, os advogados puseram-se logo em diligencia para tramitação administrativa do recurso contra o veredicto.

No seu primeiro comentário do julgamento, o presidente regional da Comissão dos Direitos Humanos, o jurista Raul Mangueira, sustentou que não se comprovou a desobediência às autoridades.

Pois, explicou, houve outras pessoas, citadas pela defesa, que furaram o tal cordão, mas não foram interpeladas a título testemunhal, admoestadas ou inquietadas,

Por outro lado, o curso do processo hoje esclareceu as circunstâncias da detenção do jornalista: quando estava rodeado de populares exaltados e que queriam registar ao microfone do jornalista a indignação pela demolição das suas barracas no mercado do bairro 5 de Abril.

Portanto, o filme segue proximamente com o recurso anunciado dos causídicos do jornalista.

Comentário: Como é que, um país que diz ser democrático (?) ou que pretende ser democrático.Cujos governantes passam a vida a pedir ao povo, civismo e mudança de mentalidades, consegue ter este tipo de relação amor/ódio com determinada imprensa e jornalistas em particular.Como é que, querem alcançar a democracia ou ser democráticos, se as mentalidades e formação de alguns políticos é tão baixa, que não conseguem compreender que o primeiro passo para a democracia é o direito à liberdade de expressão e do seu respeito.
Independentemente se a liberdade de expressão é expressa através da boca do povo ou através de um jornalista.Não conseguem compreender, respeitar e até mesmo aceitar, que o dever e o papel principal de um jornalista é de informar independentemente das fontes ou opções partidárias, religiosas, étnicas ou outras afins.Neste caso particular, como a situação envolvia e atingia as classes desfavorecidas, que através da sua revolta pretendiam manisfestar o seu desagrado contra decisões superiormente tomadas pelos governantes no poder.Sim, porque esta medida foi tomada pelo partido no poder, o MPLA e com carácter anti-social.Era de prever, que esta situação iria originar conflitos, porque o pobre não gosta de ficar sem o pouco que tem (mais pobre), conseguido à custa de muito sofrimento, para ter que abdicar a favor do rico.Se o caso fosse ao contrário, o rico não se importaria, porque tem meios e influências ao seu alcance para poder contornar a situação.A função do jornalista é, se ele assim entender, desempenhar o seu trabalho profissional, correndo por vezes riscos na busca de fontes e com a maior isenção possível.Dar a possibilidade aos envolvidos de expressarem livremente os seus pontos de vista.Cada uma das partes, assume as suas responsabilidades individuais e colectivas.Para que justiça, possa ser considerada digna e justa, no banco dos réus deveriam ter-se sentado o responsável policial, classes desfavorecidas implicadas, jornalista e outros orgãos que proventura possam ter existido(os tais que também furaram a barreira e não foram molestados nem presos.Em Angola, desde sempre o partido do poder tem estabelecido uma relação de mentalidades de amor/ódio com uma determinada imprensa e jornalistas.Principalmente, aquela imprensa que não é partidária ou apoiante das suas ideologias.Recorrendo por vezes a formas pouco claras na tentativa de os silenciar ou aplicar a lei da rôlha.Tentando através deste meio e de outros, alguns com a conivência da justiça, aplicar a lei da coacção psicológica e do medo.Impedir o acesso à verdadeira informação, controlando e aplicando o bonito termo " prisão correccional".O jornalista estava errado.Tem que ser castigado e corrigido com 30 dias na prisão(exagero).Tudo em Angola, resolve-se com a prisão, violação e restrição de liberdades.Pena é, que esta metodologia não se aplique a todos sem excepção.Resumindo e concluindo, todos os restantes elementos envolvidos na cena, agiram correctamente, inclusive a voz do povo, não sendo necessários para estes, nenhuma medida correcional.
A vida e a profissão de um jornalista em qualquer parte do mundo é muito difícil.Mas em Angola, a vida de um jornalista é diáriamente um inferno.Em Angola, só são considerados jornalistas credibilizados e dignos desse nome, aqueles que são partidários do partido do poder, ou aqueles que por conveniência e outros interesses, escrevem de acordo e ao encontro do MPLA e dos governantes no poder.Isto acontece, porque Angola carece de falta de valores a todos os níveis, falta de formação e mentalidade democrática. Enquanto não conseguirem correr com estes Vladmiros/Ébrios do poder, não vão conseguir levar o barco a bom porto.São valores e mentalidades adquiridas durante vários anos de vícios.Onde ninguém tem a força e o poder suficiente, para acusá-los nos bancos dos tribunais, incluindo as mais altas esferas políticas e chefias governamentais, por violação constante aos direitos humanos, como o impedimento à liberdade de expressão/informação e circulação, e do enriquecimento rápido e duvidoso através de actos ilícitos e corruptos, com danos incalculáveis para o povo, que vai empobrecendo e aprodecendo.A esses, ninguém aplica a medida de "Prisão Correctiva". Porque a esses, qualquer que seja a medida correctiva aplicada, a mesma, já não conseguirá causar qualquer efeito.Já não têm emenda.Porque esses, não são os verdadeiros jornalistas com carácter, que são injustamente condenados, por violarem um "CORDÃO POLICIAL" em prol de uma causa " a demolição das barracas onde os pobres tiram o pão que os sustenta".Os verdadeiros jornalistas com carácter, são castigados a passarem as "Festas da familia e Passagem de Ano" longe dos seus, confinados a um espaço minúsculo, partilhado por vários angolanos, onde por vezes, nem o direito têm, a um "pingo de água" que ajude a matar a sede, dos dias e noites quentes de Angola.

Os outros sem carácter, mas com o poder de decisão, confraternizam "Todos Numa Boa", nas festas dos jardins amplos do palácio na Cidade Alta, regadas com o melhor Champanhe Francês, ornamentadas com os melhores diamantes de Angola, exibidos pelas suas mulheres e damas de companhia e com direito a destaque de capa na revista «Caras», cuja a proprietária é uma das filhas do chefe do estado.Este tipo de acontecimento, é que é digno de ser considerado um bom trabalho de desempenho jornalístico e fotográfico, onde não consta nenhuma violação ao "cordão democrático" e à liberdade de poderem exprimir-se e circular em prol de uma classe privilegiada.A este tipo de angolanos, ninguém se atreve a deitar abaixo as suas barracas ou preseguir o seu sustento.Ou aplicar a prisão correctiva por violação e atentado ao pudor num total desrespeito pelos mais carenciados, que berram e lutam desesperadamente pelo o desejo de terem uma "barraca", onde o valor do rendimento mensal auferido através do trabalho da maioria dos angolanos desta classe social é de 50 US (não!!não!!Não foi erro.Leram bem, 50 dólares).

Isto é Angola...
Em Angola, não se passa nada...
Angola recomenda-se, pelas suas disparidades injustas.

Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

MPLA elogia decisão do presidente e apela à calma

Fonte:NoticiasLusofonas

O responsável pela informação e deputado do MPLA Norberto dos Santos, "Kwata-Kanawa", disse hoje que a data escolhida pelo Presidente de Angola para as legislativas é "a mais indicada" porque "cumpre todos os preceitos legais". "Kwata-Kanawa" explicou ainda que os dois dias apontados por José Eduardo dos Santos, 05 e 06 de Setembro, são fundamentais porque, "para quem conhece a realidade de Angola", é preciso atender às dificuldades de transporte não só das urnas mas também de pessoas e todo o material essencial às eleições. "Os dois dias são ainda fundamentais para evitar que algum angolano fique sem poder votar por questões logísticas ou dificuldades inerentes á realidade do país", afirmou. Questionado sobre as críticas da UNITA, que apontou os dois dias como passíveis de provocarem "problemas de transparência", o dirigente do MPLA minimizou e disse que "os partidos da oposição têm sempre este espírito" porque olham para o Presidente da República como líder do MPLA e não como chefe de Estado. "É agora tempo de os partidos se prepararem para a disputa eleitoral e o MPLA vai fazê-lo", disse, enfatizando e elogiando as palavras do Presidente da República que apelou aos angolanos para evitarem a violência verbal e física durante do período eleitoral. "É um apelo tranquilizador, porque todos nós nos lembramos do que aconteceu em 1992. O regresso à violência não interessa a ninguém, sendo o mais importante o fortalecimento da nossa democracia e do processo de desenvolvimento do país", apontou. O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, anunciou hoje para 05 e 06 de Setembro de 2008 a realização das eleições legislativas, pedindo que decorram num "clima de paz, harmonia e fraternidade". Na mensagem, lida aos microfones da Rádio Nacional de Angola, o chefe de Estado, sublinhou a importância de afastar do período eleitoral "a violência verbal ou física", pedindo "respeito pela opinião e pelas ideias alheias". "A vontade do povo angolano deve exprimir-se com verdade e sem limitações nos dias 05 e 06 de Setembro de 2008, nas eleições legislativas que serão oportunamente convocadas", disse José Eduardo dos Santos. Para que as eleições decorram no clima apontado pelo Presidente angolano, este diz que "é fundamental que seja completamente garantida a segurança dos cidadãos e a protecção dos seus bens, pois a ordem pública é uma condição indispensável", apelando à Polícia Nacional que seja o "garante da ordem".

Comentário:Dois dias, para uma acto eleitoral, cujos os argumentos são, que Angola é muito grande, e as "urnas" precisam de ser transportadas.Este promenor das urnas, terem que ser transportadas, é muito importante.Tal como o responsável do MPLA disse e muito bem, Angola é muito grande e tem dificulades de logística.Será que, no meio do transporte das ditas urnas e pessoas, não vão surgir os tais problemas e dificuldades?Será que ninguém vai-se perder pelo caminho, ou entreter-se no mato profundo a contar votos, e não gosta da contagem e faz uma fogueira?Esqueçam.Estou a fazer filmes de ficção política.Na verdade o responsável do MPLA tem toda a razão, e sabe perfeitamente do que fala.

Já escreveram, que Angola tem a intenção de comprar um satélite russo, para melhorar as suas telecomunicações.Acho correcto.Mas também acharia correcto, que os responsáveis pelo acto eleitoral tivessem sugerido ao governo e ao chefe do Estado, a disponibilização de verbas,e a criação de condições, para aquisição e aplicação do sistema do "voto electrónico".Uma vez, que Angola é tão grande e tem tantas dificuldades logísticas, e está simultâneamente muito empenhada em avançar rápidamente rumo ao futuro, através de outros projectos megalómanos com o envolvimento de milhões de dólares.No meu modesto entender, seria, um bom meio para contornar os problemas que o responsável do MPLA apresentou para justificar os dois dias.Proventura, o voto electrónico para alguns responsáveis, não seja, neste momento, uma prioridade a ter em conta em benefício do povo e da nação, de forma a garantir, mais segurança, mais clarificação, mais autênticidade, mais transparência e dignificação do acto eleitoral, marcado para Setembro de 2008.Daí talvez, a falta de empenho no incentivo à aquisição e aplicação do sistema, por parte dos responsáveis pela comissão eleitoral, e preferirem argumentar a escolha dos dois dias, com a grandeza de Angola e as dificuldades logísticas.

Só mesmo para terminar.O Brasil, também é muito grande, e usa o voto electrónico.O Brasil é parceiro económico de Angola.Podiam ter aproveitado essa parceria e a experiência no sentido de darem o salto, para o avanço tecnológico do voto electrónico.Tiveram tempo, mais que suficiente para dar esse salto (5 anos).

Em todos os países do mundo, as eleições realizam-se num só dia.Precisamente para que os resultado obtidos sejam mais transparentes, evitando as fraudes e a criação de dificulades ao processo democrático.
Mas estamos a falar de Angola.E Angola tinha que ser diferente...
As eleições em Angola, já tem por antecipação um vencedor.Nem vale a pena, estarem a gastar tanto dinheiro com as eleições, só vai trazer mais sofrimento e confusão.Mal por mal, deixem ficar como está.O resultado obtido nas eleições, oferece ao vencedor(es) um mandato pelo período de quatro anos.Feitas as contas, esse mandato irá até ao ano de 2012.Criem primeiro as condições, para que as eleições se realizem num só dia.Quem esperou até 2008, também pode esperar mais um ano, até 2009, e depois o vencedor poderá governar o seu mandato até 2013.

Enquanto à vida, à esperança.Vamos esperar, que todos os angolanos sejam dignos e capazes de honrar e de respeitar a consciência individual de cada angolano na escolha do seu voto.

Esperar, que as "urnas" não andem perdidas, no meio do mato da nossa "Angola Profunda" e culpabilizem o povo por falta de "civismo".

Isto é Angola...
Em Angola, não se passa nada e recomenda-se.

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Maioria do capital é angolano

( Foto e legenda são da autora deste blogue)

Foto:Isabel dos Santos
O olhar atento da "Anja dos angolanos"

BIC Portugal já tem autorização do BdP

Fonte: Jornal de Negócios com Lusa


O banco BIC Portugal, de capitais maioritariamente angolanos, em que o empresário português Américo Amorim possui uma participação de 25%, já recebeu autorização do Banco de Portugal para iniciar a sua actividade, apurou hoje a Lusa.
"Já recebemos a autorização do Banco de Portugal", afirmou uma fonte ligada ao processo de criação daquele que será o primeiro banco português
com capitais maioritariamente angolanos.
O novo banco, que será presidido pelo ex-ministro português Luís Mira Amaral, vai ter uma estrutura accionista idêntica à do banco BIC de Angola, que iniciou a sua actividade em Maio de 2005 e já se tornou numa das maiores instituições bancárias do país.
Assim, os maiores accionistas do BIC Portugal serão o empresário português Américo Amorim, com 25%, e a Sociedade de Participações Financeiras (SPF), da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, que também terá 25%.
Fernando Teles, presidente do BIC, terá uma participação de 20% no BIC Portugal, que terá ainda como accionista de referência o empresário luso-brasileiro José Ruas, com 10%.
O restante capital será dividido por vários accionistas angolanos, cada um com uma participação de 5%.
Neste grupo de accionistas encontra-se Sebastião Lavrador, ex-governador do Banco Nacional de Angola.
Em declarações segunda-feira à Lusa, em Luanda, quando ainda não era conhecida a decisão do Banco de Portugal, Mira Amaral afirmara esperar que o BIC Portugal pudesse iniciar a actividade nos primeiros meses de 2008.
A nova instituição já possui instalações na capital portuguesa, na zona do Marquês de Pombal, devendo alargar a sua actividade posteriormente ao Porto.
O BIC Portugal, segundo Mira Amaral, "não será um banco de retalho", assumindo-se como um pequeno banco grossista que orientará a sua actividade para o apoio a empresários angolanos que pretendam instalar-se na Europa e a empresários portugueses com interesses em Angola.
A gestão de activos financeiros angolanos no continente europeu e a intermediação financeira de fluxos entre Angola e Portugal são outras áreas onde o banco pretende intervir.
"É um banco que vai nascer muito ligado à operação que o BIC tem em Angola", frisou Mira Amaral, salientando que o novo banco pretende assumir um papel importante no "fortalecimento e desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e Angola".


Comentário: Apesar desta notícia, ter sido publicada em 30 de Outubro de 2007, continua a ser muito actual.
Senão vejamos o seguinte comentário, feito algures noutro local, supostamente por mais um angolano revoltado com este tipo de facilidades e hipocrísias.

(...)Enquanto a população angolana vive na absoluta miséria os seus líderes e familiares vão mostrando ao mundo para onde vai o dinheiro roubado.E isto tudo com a juda dos governos ocidentais, onde se inclui o português.Hipocrísia nas mais altas esferas do estado.Se o dinheiro é roubado, como é que o Banco de Portugal pode sequer pensar em legalizar um banco como este?
E depois, é ver a população portuguesa a entregar sacos de comida para as associações humanitárias distribuirem em países como Angola, que é governada por autênticos ladrões.Os portugueses já sabem, o que é ser roubado diáriamente pelos seus políticos...nada de novo portanto.(...)

Mais palavras para quê?
A não ser relembrar, que Isabel dos Santos, filha do Presidente de Angola tem 25 anos de idade.Onde conseguiu ela, com esta linda idade, ser detentora de uma invejável fortuna.Talvez, tenha andado com uma arma nas mãos, infiltrada nos matos de Angola a comer o pão que o diabo amassou, para defender o país e a fortuna do seu pai.A sua fortuna pessoal, provêm talvez, desse seu mérito e coragem.Quantos angolanos como ela, andaram pelas matas de armas nas mãos e deveriam de ter tido o mesmo mérito de alcançarem uma fortuna invejável.Pelo contrário, o mérito e a fortuna herdada pela maioria desses angolanos, é andarem pelas ruas das cidades, amputados dos seus membros, em cadeiras de rodas e canadianas obsoletas, com a mão estendida à mendicidade e caridade, para conseguirem sobreviver no mundo "Cão e Injusto" que é Angola.Por outro lado, não devemos esquecer, que a guerra em Angola teve a duração de 27 anos.Sendo a guerra, mais velha dois anos, que a filha do presidente de Angola, Isabel dos Santos.

Isto é Angola.Não se passa nada.Angola recomenda-se

Presidência de Angola desmente e confirma detenção de Kopelipa

Fonte: NotíciasLusofonas

Afinal quem é que quer instalar a confusão na opinião pública quando se desmente a informação do “Folha 8” e não se desmente a mesma informação publicada no Notícias Lusófonas?

Os Serviços de Apoio ao Presidente da República esclareceram hoje, quarta-feira, que a notícia publicada pelo semanário “Folha 8”, segundo a qual os generais Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” (na foto), chefe da Casa Militar, e António José Maria, chefe dos Serviços de Inteligência Militar, estariam sob custódia na Judiciária Militar não tem qualquer fundamento. Como esta mesma informação foi Manchete aqui no NL, no dia 22, e não é desmentida na Nota de Imprensa chegada à nossa Redacção, tudo leva a crer que o suposto desmentido é apenas para consumo interno.

Comentário:Esta notícia é um bom exemplo de como a contra informação, pode ser usada em Angola.Convêm estarmos de olhos bem abertos, relativamente às notícias sensacionalistas de índole positivistas, provenientes dos orgãos do poder.Talvez por causa, deste tipo de contra informações, desmentidos não confirmados é que o povo e os partidos da oposição decidiram usar a sua maior riqueza "o lixo" e colocá-lo no seu devido lugar.Nos lugares, que os orgãos do poder e partido que o apoia (MPLA) frequentam.Fazer lembrar, aos orgãos e políticos, que na maioria das vezes, quando aparecem para "abrir a boca ao povo" para além, de a boca cheirar mal, só sai lixo intratável, cujo a maioria dos angolanos, já o conhece e está farto de respirar, de conviver e partilhar.
São necessárias mudanças de mentalidades (disse a boca do ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro ). Mas este ministro, não disse que:
- São necessários, novos gestores para a fabricação de novos lixos.Lixos mais saudáveis e recicláveis, que ajudem a despolir o ambiente de quatro em quatro anos, através das escolhas livres do povo, ao invés das escolhas impostas à força, em que, para alguns o destino é a "cadeia" ou outros destinos mais macabros e desconhecidos.

Eleições legislativas marcadas para 5 e 6 de Setembro de 2008

Fonte: NotíciasLusofonas

As eleições legislativas em Angola foram marcadas para 5 e 6 de Setembro de 2008, anunciou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem de ano novo.

O chefe de Estado, dirigindo-se ao país numa mensagem de fim de ano, lida aos microfones da Rádio Nacional de Angola, sublinhou a importância de afastar do período eleitoral "a violência verbal ou física", pedindo "respeito pela opinião e pelas ideias alheias".

"A vontade do povo angolano deve exprimir-se com verdade e sem limitações nos dias 05 e 06 de Setembro de 2008, nas eleições legislativas que serão oportunamente convocadas", disse José Eduardo dos Santos.

Para que as eleições decorram no clima apontado pelo Presidente angolano, este diz que "é fundamental que seja completamente garantida a segurança dos cidadãos e a protecção dos seus bens, pois a ordem pública é uma condição indispensável", apelando à Polícia Nacional que seja o "garante da ordem".

José Eduardo dos Santos, no seu discurso lembrou ainda o "bom momento" que o país atravessa, sublinhando que Angola é um dos países cuja economia mais cresce no mundo.

Sendo, por isso, este "um momento de grande esperança e de grande confiança" para o povo Angolano.

Mas lembrou igualmente que "as dificuldades que o país ainda vive são imensas", embora "os resultados alcançados neste curto período de paz - cinco anos - mostram que Angola pode garantir uma vida digna a todos os cidadãos no futuro".

"A nossa economia precisa de crescer durante muitos anos mais do que cresce a nossa população. Assim criaremos mais riqueza para distribuir, e poderemos combater a pobreza de modo mais eficaz e garantir melhores condições sociais dos cidadãos".

José Eduardo dos Santos afirmou que "o governo está a fazer a sua parte", mantendo a "inflação sob controlo", e a gestão das finanças públicas "está melhor articulada com a gestão da moeda e das reservas internacionais detidas pelo país".

O Presidente da República garantiu ainda que os recursos mobilizados para a área social nestes últimos três anos "privilegiaram a reintegração social e produtiva dos desmobilizados e das pessoas deslocadas durante a guerra".

Disse ainda que esses recursos "priorizaram o melhoramento da prestação dos serviços sociais básicos, a promoção da harmonia social e a redução significativa da fome e da miséria".

"Acredito por essa razão que estamos no bom caminho mas ainda é imenso o que está por fazer, sobretudo nas periferias das cidades e nas zonas rurais", disse, adiantando que o governo "deverá prestar mais atenção às famílias que vivem nestas áreas".

"O povo angolano tem sabido assumir com maturidade e espírito solidário as suas responsabilidades históricas", disse.

José Eduardo dos Santos saudou a "atitude patriótica" dos angolanos e o seu "senso crítico" sobre a realidade de Angola, que "permite apontar os erros dos governantes" para que estes "colham os caminhos mais certos".

Garantiu ainda que o governo vai continuar a trabalhar para, "entre outros", assegurar "o direito de propriedade, o respeito aos contratos, os direitos dos consumidores, a defesa da concorrência e a regulação dos serviços públicos e operadores privados".

A continuação da política de crédito adequada e a aposta na qualificação da mão-de-obra nacional foram ainda temas abordados pelo chefe de Estado na sua mensagem de ano novo.

Comentário: Já existe uma data marcada.A partir do seu anúncio, vai começar a demanda da contra informação.O conteúdo do anúncio da marcação da data, é, e pode ser, uma prova evidente do começo da demanda.Informação para consumo interno de carácter sensacionalista.No ano de 2008, o governo e respectivos governantes, propõe-se virar "Angola do Avesso".Sempre ouvi dizer, que " a pressa é inimiga da perfeição".E pelos vistos os governantes estão muito empenhados e cheios de pressa, que as coisas aconteçam o mais rápido possível, mesmo que a qualidade e perfeição das coisas sejam más e carregadas de intenções duvidosas, quanto à sua real aplicação no presente/futuro.

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Elementos não-identificados despejam lixo propositadamente nas ruas de Luanda

Fonte: Angolapress

Luanda, 26/12 - O governador de Luanda, Job Pedro Castelo Capapinha, denunciou hoje a existência de grupos organizados, em diversos locais dos municípios da cidade capital, que propositadamente despejam lixo nas ruas, visando denegrir a imagem da governação local.“A cidade de Luanda também está a ser suja por elementos ainda não identificados que na calada da noite e à madrugada conduzem carrinhas com lixo e despejam em diversos locais do centro e arredores da urbe”, disse o governador.Esta denúncia foi feita no município da Ingombota, durante a cerimónia de cumprimentos de fina-de-ano, em que estiveram presentes vice-governadores, entidades religiosas, tradicionais, directores provinciais, administradores municipais e funcionários da sede do Governo Provincial de Luanda (GPL).Acrescentou que com a mesma prática cortejam e roubam metros de fios eléctricos e retiram tampas de colectores.Para combater com celeridade e reprimir exemplarmente estas práticas negativas, sublinhou, “ o GPL orientou e cedeu meios rolantes ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional e à Direcção Provincial dos Serviços de Fiscalização e às Administrações Municipais e Comunais.Segundo o chefe do executivo de Luanda, este investimento vai permitir uma melhor vigilância, afim de se identificar e neutralizar os infractores, detendo-os e conduzi-los aos tribunais para julgamento.

Comentário:Angolano é tramado.Só os governantes não conseguem ver e interpretar este tipo de actos.Está na cara, que os mentores da iniciativa pretendem passar a mensagem, "apesar dos governantes estarem a tentar limpar a imagem da cidade do lixo.Ele(lixo) continua a existir, cuja a sua principal fonte e proveniência, está localizada nos orgãos do poder e governação".
Os mentores, com este gesto até foram simpáticos, para com os governantes e políticos.Podiam ter aproveitado a oportunidade de ao vivo, chamarem-lhes com todas a vogais e consoantes "Lixo e lixeiros" originando uma insubordinação e aruaça, onde provávelmente os caciques dos polícias, mais uma vez, podiam ser obrigados a puxar das armas, e começarem a matar o povo inocente, e encher a cadeia de Luanda.
Cada um, usa as armas que mais lhes convêm.As eleições, provávelmente só serão daqui a 1 ano(?), mas a campanha eleitoral pelos vistos já começou.O povo e os restantes partidos politicos da oposição, não têm acesso às verbas provenientes das riquezas do seu país.Como é do conhecimento público, as riquezas estão nas mãos dos políticos do poder instalado, que usa essas verbas para mandar executar obras, de grande dimensão e projecção e com uma grande percentagem de marketing eleitoralista, mas que em nada, beneficiam as classes mais carenciadas.Por conseguinte, a estas classes carenciadas e partidos políticos, só lhes restam usar como arma, o Lixo, com o qual durante anos partilharam.Porque é, o lixo a riqueza mais valiosa que o povo carenciado e os partidos políticos da oposição herderam e possuem neste momento, mais à mão, para poderem combater as outras riquezas do poder político instalado no palácio da Cidade Alta.Com ferro nos bateste.Com ferro vais morrer.

Já estou a imaginar, esta ideia brilhante do "lixo" ser "moda" contra políticos em outros quadrantes do planeta.
Já estou, a imaginar as Assembleias das Repúblicas serem invadidas por toneladas de lixo.
Já estou, a imaginar a cara, por exemplo do Primeiro Ministro Sócrates.
Já estou, a imaginar o nosso Primeiro Ministro a chamar de Porcos e Incivilizados aos portugueses.Porque camelos, já um ministro chamou, às populações da margem sul do rio tejo.

Em breve voltarei à carga, com este tipo de lixo ou com outros...

Cunene: Hospital Central notifica seis novos casos de cólera na noite de natal

Fonte: Angolapress

Última Hora


Ondjiva, 26/12 - O Banco de Urgência do Hospital Central de Ondjiva, província do Cunene, notificou na noite de Natal (25 de Dezembro) seis novos casos de cólera, dos 92 pacientes atendidos nas últimas 24 horas, anunciou hoje à Angop, o médico em serviço, José de Almeida. Segundo o responsável, os pacientes notificados com esta patologia residem no bairro da Kashila, município do Kwanhama, presumindo-se que a chuva que caiu nos últimos dias na província, o problema de saneamento básico e a falta de higiene estejam na origem do surgimento da enfermidade. José de Almeida disse à Angop que entre os 92 cidadãos assistidos no Banco de Urgência desta unidade sanitária, consta 44 adultos e 48 crianças com patologias como malárias, cólera e o registo de indivíduos com alguns ferimentos. Dos internados consta doentes nas árias de medicina, pediatria e maternidade, perfazendo um universo de 10 pacientes internados no hospital de central de Ondjiva, revelou o interlocutor. José de Almeida considerou ter sido calma a noite de Natal no Banco de Urgência do Hospital Central de Ondjiva.


Comentário: Massacrado povo.Não morreram vitimados pela a guerra.Morrem vitimados pelas doenças.A culpa como sempre, vai morrer solteira.A culpa é sempre dos mesmos.Chuvas torrenciais, falta de saneamento e higiene.Segundo a fonte a noite foi calma no Banco do Hospital.Não se passa nada.Isto é Angola e recomenda-se.

Huambo: Polícia regista 46 crimes em sete dias

Fonte:Angolapress

Última Hora:

Huambo, 26/12 – O Comando Provincial da Polícia Nacional no Huambo registou 46 crimes, de 18 a 25 do corrente mês, menos nove em relação a igual período anterior, em que ocorreram 55 casos, refere o relatório semanal da corporação, enviado hoje, quarta-feira, à Angop.

Na prática dos crimes, foram detidos 48 elementos como presumíveis autores.

Durante o mesmo período, a Polícia Nacional no Huambo notificou 25 casos contra pessoas, 18 contra propriedades três contra a ordem e tranquilidade pública, registados na Caála, Bailundo, Ekunha e Londumbali.

O documento revela que o município do Huambo lidera a lista de maior índice de criminalidade, com 28, Caála com 04 e o Bailundo com dois.

Os crimes registados pelo Comando Provincial da Polícia no Huambo foram caracterizados em ofensas corporais voluntárias graves, ameaças de morte, introdução em casa alheia e tentativa de violação.

No tocante ao desarmamento da população, a polícia realizou duas buscas dirigidas nos municípios do Longonjo e Katchiungo, tendo apreendido dois carregadores de armas do tipo AKM, um projéctil de RPG-7 e igual número de fardas das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Comentário:Celebração das festas foram muito agitadas.Em casa onde não há pão.Todos ralham e ninguém tem razão.

Lojas fazem descontos até 30% para atrair clientes

Fonte: Jornal Angola

Natacha Roberto


Tânia Gomes circula os arredores da baixa de Luanda com o intuito de comprar prendas para a família. Pelos estabelecimentos em que passou se surpreendeu com a loja Wrangler, na Baixa de Luanda, onde encontrou uma vasta gama de produtos promocionais. Na loja, os preços foram reduzidos em 30 por cento para dar aos clientes a possibilidade de comprar mais nesta quadra festiva.
Por exemplo, uma blusa que antes custava 4 mil kwanzas está hoje a ser vendida a 1.500 kwanzas. As calças e calçado para homens e mulheres também tiveram redução nos preços.
Mas não é só o vestuário que teve queda nos preços. Júlio Ambrósio, funcionário público, preferiu gastar o salário numa nova aparelhagem, numa máquina de lavar e numa tela para a sala. Ele conseguiu comprar uma aparelhagem de som ao preço de 17 mil kwanzas, quando o preço normal era de 38 mil kwanzas na sua opinião, a quadra festiva é a melhor época para se fazer compras de electrodomésticos, uma vez que as lojas brindam os clientes com saldos e outros bónus.
Janeth da Conceição, balconista de uma das lojas, diz que a tendência dos revendedores de produtos, na época festiva, é reduzir o stock de mercadoria. Por este facto, a loja de brinquedos “Os Filhotes” pôs em promoção os helicópteros , brinquedos que se tornaram preferidos das crianças. O brinquedo viu o preço baixar de quatro mil e 50 kwanzas para dois mil 430 kwanzas.

Comentário: Que grande guerra de concorrência e preços.Quem fica a ganhar é o comprador.Mas, num país como Angola, em que as taxas aduaneiras são elevadas, esta guerra só benefecia as grandes marcas.Não sei se valerá a pena as médias empresas investirem e apostarem no mercado.

Promoções roubam lucros

Fonte: Jornal de Angola

Se uns optam pelas promoções para vender mais, outras preferem manter os preços e esperam que os clientes, ainda assim, vão em busca dos seus produtos.
As altas taxas pagas pela importação dos produtos desencorajam os comerciantes, segundo António Paulo, responsável de um estabelecimento comercial.
Ele acredita que a uniformização do pagamento de taxas seria a solução para que todas as lojas estabelecessem promoções na quadra festiva.
Na loja de roupa “Moda Tuga”, Junilson Soares comprou duas camisas e uma calça para o Natal e Ano Novo. Pagou 1.500, as camisas, e 2.000 kwanzas, a calça. Junilson julga que deveria ser mais barato para incentivar os clientes da casa. A Samirana, a Matimar, a Só Festas e a perfumaria Analeo também mantiveram os preços.

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Japão investe mais de 8 milhões de dólares na construção de escolas

Fonte:Jornal de Angola

Quarenta escolas primárias serão erguidas de raiz, a partir de 2008, nas províncias de Luanda e Benguela, fruto de um financiamento do Governo japonês, a ser entregue formalmente na próxima quinta-feira às autoridades angolanas.
O projecto, indica uma nota do Unicef distribuída ontem à imprensa, está avaliado em 8, 95 milhões de dólares, valor a ser entregue pelo embaixador daquele país em Angola, Susumu Shibata.
A cerimónia de assinatura do protocolo será presidida pela vice- -ministra da Educação, Alexandra Simeão, devendo contar também com a presença da representante do Unicef em Angola, Ângela Kearney.
Com base no projecto, explica o documento, espera-se que Luanda passe a contar, até finais de 2009, com 20 escolas de seis salas cada, que serão construídas em cinco municípios da periferia da cidade, nomeadamente Samba, Cacuaco, Viana, Kilamba Kiaxi e Cazenga.
A província de Benguela terá também, nessa ordem, 20 novas escolas, a serem erguidas nos nove municípios da região.
O financiamento japonês prevê o equipamento mobiliário das 20 escolas previstas para Benguela. Cinco delas, por estarem situadas em zonas remotas, vão ganhar instalação para 30 professores. Os 40 estabelecimentos de ensino contarão com o abastecimento de água potável, casas de banho e um muro de vedação.

















Comentário: É necessário ser o Japão a investir na construção e melhorias das condições das escolas e professores em Angola, nem o Orçamento Geral do Estado, nem as receitas tri bi milionárias da produção do petróleo e diamantes, parecem ser suficientes para contemplarem um dos maiores bens essenciais de um povo.O Direito à EDUCAÇÃO e consequentemente à sua FORMAÇÃO.As crianças e jovens angolanos devem dar " graças a Deus" por esta iniciativa meritória por parte do Japão.Graças ao Japão o ensino Educação/Formação vai deixar de ser ao " ar livre " debaixo de uma árvore ou imbondeiro, dependendo das condições atmosféricas ou das próprias crianças e jovens, carregarem às costas as cadeiras onde vão sentar-se para poderem aprender com "quantos paus se faz, o querer e a vontade de aprender".

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Pai Natal saiu da Lapónia a caminho de Angola



A autora deste espaço deseja a todos os leitores e frequentadores:

Votos de Festas Felizes.Um ano 2008 cheio de saúde, paz e muita Fortuna

O meu muito obrigado, pelo vosso carinho e interesse demonstrado.

Todos juntos " Um Dia, Seremos Enormes"

Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Kopelipa e José Maria detidos por ordem de Eduardo dos Santos

Informações de especialistas cubanos estão na base da decisão do presidente da República de Angola

O chefe da Casa Militar da Presidência da República de Angola e o chefe dos Serviços de Inteligência das Forças Armadas de Angola encontram-se detidos, desde a passada quinta-feira, nas instalações da Policia Judiciária Militar em Luanda.

Na base da detenção de Hélder Vieira Dias "Kopelipa" e de José Maria estará o facto de os especialistas cubanos, que agora garantem a segurança do chefe de Estado angolano, terem alertado a Eduardo dos Santos que os generais ora detidos guardavam documentos comprometedores nas suas residências particulares, ao invés de os manter na chamada Oficina Secreta.

Entretanto, o director de Gabinete do presidente da República terá igualmente caído em desgraça.

Eduardo dos Santos já não despacha, de algum tempo a esta parte, com Nito Cunha e, numa atitude inédita desde o tempo que, segundo as nossas fontes, assomou ao Poder, o chefe de Estado leva documentos considerados mais importantes para sua residência.

Ou seja, o presidente angolano já não confia em mais ninguém no palácio da Cidade Alta, facto que legitima a afirmação segundo a qual, depois de ter permitido o "sacrifício" do antigo director-geral dos Serviços de Inteligência Externa (SIE), Eduardo dos Santos está, vai estando, simplesmente (e cada vez mais) sozinho.



Comentário:Diz o velho ditado "Zangam-se as comadres, conhecem-se as verdades".Dentro em breve aparecerão mais zangas de comadres e suas verdades.
Em Outubro de 2007 corriam rumores que Eduardo dos Santos tinha pedido a Cuba o envio de militares para Angola, tendo sido prontamente desmentido e denunciado anteriormente por Jorge Eurico.


Eduardo dos Santos pediu a Cuba
que envie militares para Angola

- 11-Oct-2007

Razão? Clima de insegurança que paira no país. Será Miala o “culpado”, tal como em Maio de 1977 “foi” Nito Alves?

O presidente angolano solicitou, na sua mais recente visita a Cuba, a ajuda das autoridades daquele país no sentido de enviarem tropas para Angola devido ao clima de insegurança que paira sobre o território nacional desde a altura da exoneração, e consequente detenção do antigo director dos Serviços de Inteligência Externa (SIE), Fernando Garcia Miala e seus adjuntos que há cerca de um mês se encontram a cumprir uma pena de quatro anos de prisão na Unidade Penitenciária de Viana (UPV) por terem cometido o crime de desobediência, segundo as autoridades.

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

PADRE DENUNCIA MAUS TRATOS DA POLÍCIA, MAS PROCURADOR MINIMIZA

Fonte: Ecclésia

No Negage, Uíge, o padre Nelson Malundo, ao serviço da igreja católica na região, queixa-se de maus tratos da polícia nacional, enquanto o procurador da República minimiza a situação.

O sacerdote foi detido recentemente por efectivos da polícia, depois do envolvimento num acidente de viação, do qual resultou a morte de 5 pessoas.

Um ambiente tenso gerou-se momentos depois do embate, nas proximidades de um posto da polícia de trânsito. Esta deteve de imediato o padre, conduzindo-o para uma cela, na cadeia local.
Na versão do padre, o acidente ocorreu quando a outra viatura, tentando fugir ao controlo da polícia embateu contra a sua, causando as 5 vítimas mortais e 3 feridos.

Depois do interrogatório, no comando municipal diz ter sido levado para uma prisão que considera horrorosa, chegando os reclusos a fazer as suas necessidades em “garrafas de plástico”.

O padre Nelson deplora as condições na cadeia do Negage, classificando-as como desumanas e violadoras dos direitos humanos.

“ Pedi ao oficial-dia para levar-me para outro sítio, mas este disse que não o podia fazer por se tratar de ordens superiores”- contou à rádio Ecclésia.

Entretanto, o procurador da República no Uíge, Filomeno dos Santos minimiza o caso afiramando tratar-se de uma acção normal da polícia.

“ Não se trata de uma agressão mas, de um acidente que se deu no município do Negage, entre duas viaturas. É assim que a polícia se deslocou ao local, fez o seu trabalho de rotina. O padre foi detido e eu pessoalmente desloquei-me ao município do Negage, soltei o padre no quadro do termo de identidade e residência. Não estamos portanto perante uma agressão” – respondeu o magistrado do ministério público.

Comentário: Nem vale a pena comentar.Isto é Angola."Não se passa nada.Angola recomenda-se".

NAS VÉSPERAS DA MUDANÇA: LIVRO SOBRE O ROQUE

Fonte: O apostolado

Está para breve a transferência do mercado do “Roque Santeiro” para outra área de Luanda.

O docente universitário angolano Carlos Lopes antecipa-se sintetizando a sua história de 21 anos em livro.

O autor considera-o como "um caso de sucesso pela dimensão em termos de imagem imposta" aos consumidores de todo o país.
”O dinheiro trabalhado e amontoado naquela praça revela imagem de uma grande dinâmica do ponto de vista macro-económico” – comenta o especialista em matérias de mercado.


"Tem um peso na dimensão da paridade da moeda nacional. Mas o Roque é uma realidade muito complexa. Daí dever ser descrito e encarado com base naquilo que cada um sente quando lá se encontra", justificou.

Para ele, a deslocação daquele mercado de Angola (em particular) e de África (em geral) para outra área da cidade de Luanda "vai esvaziar o seu símbolo", pois até o próprio nome poderá ser mudado com essas trocas.

"O Roque vai ser deslocado. Por isso quero manter a sua história, depois de 21 anos. É um caso de sucesso pela dimensão em termos de imagem que conseguiu impor na mente das pessoas", considerou Carlos Lopes.

O livro, explicou à ANGOP, traz um propositado contraste entre vários aspectos ligados àquele mercado, como por exemplo a relação entre trocadores de moeda estrangeira que fazem a sua actividade de uma forma mais tranquila e os roboteiros (pessoas que levam os produtos dos compradores às costas e em carros de madeira, com sofrimento).

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

A não perder ...

(...)Esta Luanda encerra toda a Angola, encerrando-se da Angola que resta. A assimetria entre a capital e as províncias é enorme. E parece menor se comparada com as paralelas assimétricas que dividem os ricos inacreditavelmente ricos, os inacreditavelmente-novos-ricos e os pobres, ainda inacreditavelmente mais pobres, de Luanda.(...)

(...)Vive em Luanda uma cidade cor-de-rosa, de festas, brindes à saúde dela própria, em pose para a «Caras», por acaso propriedade de Tchizé dos Santos, filha do Presidente. O angolano tem natureza vaidosa, gosta de exibir. A «Caras» dá os «high-lights» de tudo a quem nada tem. Os luxos, as recepções oficiais nos jardins da Cidade Alta, no palácio oficial do Presidente, as galas, as festas no Mussulo, recanto paradisíaco de Luanda Sul, navegando para lá nos seus iates, trajando lantejoulas e «smokings», com vista para uma cidade feroz, nas ruas de outra realidade.(...)

Ler mais em: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4767600775793549165

Votos de Festas Felizes, regadas com o melhor champanhe francês para a natureza vaidosa dos angolanos que nada têm, e que a "Caras" tudo dá.

SAÚDE VAI MAL NA HUÍLA

No interior da província da Huíla, centros de saúde estão impossibilitados de evacuar doentes graves para o hospital central do Lubango.

Responsáveis locais do sector apontam a falta de meios de transporte como o principal entrave, dada a distância que separa a capital da província das sedes municipais. Em alguns casos, o recurso tem sido os veículos de tracção animal.

A situação, de acordo com as mesmas fontes, afecta principalmente os doentes de famílias economicamente carenciados, que chegam a falecer por falta de uma assistência médica adequada.

Além disso, há carência de medicamentos e, várias vezes, os próprios actos médicos acabam por não fazerem sentido, porque não existem farmácias nas localidades do interior da província, acabando os pacientes por não cumprir as prescrções médicas.

A medicina tradiconal tem sido na esmagadora maioria da população a alternativa à medicina convencional, por figurar como cultura e estar mais próxima das comunidades – garantem as nossas fontes.

Entretanto, contactado pela rádio Ecclésia, o Governador Provincial da Huíla, Ramos da Cruz, responde que a falta de transporte em unidades hospitalares é um problema nacional.

Para o governante a situação só será ultrapassada quando forem concretizados os investimentos prometidos para o sector, sobretudo em infraestruturas, meios humanos e materias.


Comentário:Estas situações são REVOLTANTES.
Para os Vladmiros Ébrios quantos mais angolanos morrerem, tanto melhor para eles.

Extremínio devido a "causa natural".

Não se passa nada.Angola está óptima e recomenda-se.

ANGOLA ABRIU A SUA ÉPOCA DE LEILÕES - " QUEM DÁ MAIS"

ALROSA NO PETRÓLEO ANGOLANO

Fonte: O apostolado

A empresa russa, Alrosa, entrará na exploração petrolífera angolana num consórcio com a concessionária estatal Sonangol.

Segundo anúncio da empresa esta quarta-feira, a licença de exploração, a primeira atribuída pelas autoridades angolanas a uma empresa russa, abrange depósitos "on-shore" nas zonas do Baixo Congo, Alto Kwanza, Etosha, Okavango e Kassanje.

O consórcio, de que faz parte ainda a Dark Oil, terá também a seu cargo a exploração no "off-shore", em zonas não especificadas pelo grupo russo.

No comunicado, a empresa afirma que ӎ muito cedo para divulgar quantias ou quanto esperamos extrair",

Presentemente, a concessionária diamantífera estatal russa é uma das principais associadas na Sociedade Mineira do Catoca (SMC), Província da Lunda-Sul, Leste de Angola.

A ALrosa é actualmente o segundo maior produtor mundial de diamantes depois da sul-africana De Beers.



Comentário:Angola abriu a sua época de saldos.

Está a vender ou a pagar, por qualquer preço as suas riquezas aos seus antigos aliados fornecedores de armamento durante a guerra.Ou seja à Rússia e China.

Já tenho escrito várias vezes, e vou voltar a escrever : "Angola vai pertencer a toda a gente (países) menos aos seus dignos representantes " os angolanos ".

Mais tarde as futuras gerações, provavelmente vão ter que pagar a factura dos erros cometidos no passado e presente.Se não fizerem nada para impedir e contrariar, a conivência do actual poder político na permissão descarada ao "assalto e gestão das riquezas de Angola" por parte de outros países.A hipoteca destes erros e do futuro dos angolanos, pode resultar numa nova escravatura.Os angolanos vão voltar a ser "escravos" no seu próprio país.Vão ter que trabalhar no duro, sofrer na sua própria pele o bater das chibatas, para poderem pagar estas hipotecas loucas, de forma a recuperarem de novo Angola, para os Angolanos.

Porque razão um garimpeiro angolano, não pode extrair dos rios da sua própria terra a riqueza (diamantes), e um russo já pode?

Mais Mortes - Diamantes de Sangue

Agentes ligados à empresas de segurança privada na Lunda-Norte continuam a matar cidadãos que se dedicam ao garimpo de diamantes.

Fonte: O apostolado

Agentes ligados à empresas de segurança privada na Lunda-Norte continuam a matar cidadãos que se dedicam ao garimpo de diamantes.
A denúncia foi recentemente feita pela Associação para o Desenvolvimento e Promoção dos Direitos Humanos na Lunda-Norte.
Segundo responsáveis da associação tais actos violadores dos direitos do homem marcam o quotidiano nas zonas diamantíferas, com predominância para as áreas do município do Cuango.

Os autores continuam impunes e a prestar serviços para as mesmas empresas, sem qualquer responsabilização criminal.

A Associaçãop de Promoção dos Direitos Humanos naquela província apela, por isso, à intervenção das autoridades.

Em entrevista recente à rádio Ecclésia, Dom Joaquim Ferreira Lopes administrador apostólico de Dundo conferiu também eco ao assunto, denunciando a morte de 30 pessoas nas regiões diamantíferas


Comentário: Andam todos armados até aos dentes.Não olham a meios para protegerem o "FIM" de uma minoria.Os rios quando correm no seu leito, são para toda a gente usufruir deles, são um dom da natureza, tal como o Sol e a Lua.Se a divisão das riquezas estivesse a ser equitativa, talvez não houvesse necessidade de existirem tantos garimpeiros(utopia) e tanta procura.

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Casas Editoras portuguesas dominam sector dos manuais escolares em Angola [VERGONHA]

A falta de empresas e de técnicos qualificados justifica liderança que o sector dos manuais escolares no país seja dominado por editoras portuguesas, principalmente a Texto Editora e a Porto Editora, disseram à Lusa fontes do sector.
A totalidade dos materiais usados pelos alunos angolanos do segundo ciclo - que vai da 10ª à 12ª classe - são criados e elaborados por técnicos portugueses com a aprovação do Ministério da Educação angolano.
“Todo esse material é pilotado pela editoras estrangeiras porque nós ainda não temos muitos especialistas na elaboração dos materiais do segundo ciclo”, explicou à Agência Lusa David Chivela, director-geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento (INIDE) do Ministério da Educação de Angola.
Já os materiais usados no ensino primário e no primeiro ciclo são elaborados em Angola por técnicos nacionais, cabendo às editoras portuguesas apenas a produção dos manuais.
Neste caso, disse David Chivela, “as editoras, quer estrangeiras, quer nacionais, apenas produzem o produto acabado, mas a sua concepção, a sua elaboração, desde a fase inicial, é feita por técnicos angolanos”, sublinhou.
A área de edição em Angola “é quase inexistente”, o que obriga o governo angolano a recorrer às editoras portuguesas.
“Na realidade, não temos nenhuma editora angolana de raiz a trabalhar connosco. Trabalhamos com a Luanda Editora, mas que faz parte do grupo português Texto Editora”, afirmou o director-geral do INIDE.
“A única editora de raiz que nós conhecemos, mas que no fundo todo o material é feito em Portugal, é a Nzila”, explicou David Chivela.
No entanto, a Nzila é também uma empresa detida maioritariamente por capitais portugueses, neste caso da Editorial Caminho, empresa que Miguel Paes do Amaral e o seu sócio, Nicolas Berggruen, pretendem adquirir.
O director-geral do INIDE, o organismo público que tem como responsabilidade elaborar o material didáctico, aprová-lo e remetê-lo à direcção do Ministério da Educação, deu como exemplo a livraria Mensagem, uma empresa de direito angolano cujos produtos que comercializa são totalmente feitos fora do país.
Segundo David Chivela, o Ministério da Educação trabalha actualmente com a Plural Editores, que faz parte da Porto Editora, com a Texto Editora, de capitais mistos portugueses e angolanos, e com a Plátano, também portuguesa.
O responsável aponta a falta de matérias-primas para a produção dos livros, como a principal causa para as editoras recorrerem a Portugal para produzir os manuais escolares e os livros.
“Os livros produzidos aqui chegam a ser mais caros (do que os importados de Portugal). E compreende-se porquê, as matérias-primas são todas importadas, existem imensos problemas, a falta de água, energia, combustível, e isso tudo influi no preço do livro”, adiantou.
Segundo David Chivela, as dificuldades de trabalho são imensas e, pelo facto, as editoras nacionais que querem trabalhar com o Ministério acabam por não ser capazes de honrar os seus compromissos.
As editoras portuguesas contactadas pela Agência Lusa são unânimes em referir que o maior problema para se efectuar o trabalho em Angola prende-se com as infra-estruturas básicas.
Lusa

Comentário: Aqui está talvez, uma da suposta confirmação para as intenções do Brasil, ao intentar seduzir Angola, para a mudança da sua língua oficial, com aproximação à escrita e fala brasileira.Ainda recentemente na II Conferência da Lusofonia realizada em Lisboa (10/12/07) o embaixador brasileiro junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmava que a promoção da língua portuguesa está a ser o aspecto mais débil do trabalho da organização lusófona.Por seu lado, Ernâni Lopes, o anfitrião da Conferência, lembrou que o Brasil está a posicionar-se para ser uma das principais potências internacionais - tal como Rússia, China e Índia.

Supostamente esta situação das Editoras portuguesas em Angola, também pode ser uma das razões, para que o recente livro " Purga em Angola" esteja envolvido num mistério e trocas de acusações entre a Editora e os autores do livro.
Devo dizer, que já andei pelas livrarias à procura deste livro.A resposta foi igual em todas elas " Está esgotado". À pergunta sacramental de quando é que pensam voltar a ter a obra? Respondem todos a uma só voz: Não sabemos, vá passando.À excepção da minha livraria habitaul, onde sou frequentadora assídua e cliente, que muito simpáticamente, deixou-me a esperança de talvez conseguir arranjar o livro.Até este momento ainda não o conseguiu.
Os lobbies das influências políticas e transacções comerciais falam mais alto.Uma certeza, quase já temos.O conteúdo do livro, para além de conter factos presumívelmente verdadeiros, incomodou e mexeu com muitos Elefantes Vladmiros em Angola.
Enquanto à vida, à esperança.Eu ainda, não perdi a esperança de um dia, ainda poder vir a ler o livro

Camponeses criam cooperativa de comercialização

A Unaca-Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias de Angola vai criar, em 2008, cooperativas de comercialização de produtos agrícolas nas províncias de Benguela, Huíla, Kwanza-Sul, Huambo, Lunda-Norte, Moxico e Uíje, para minimizar as dificuldades de famílias camponesas na venda e escoamento de seus bens.Em declarações prestadas ontem à Angop, em Luanda, o presidente da Unaca-Confederação, Paulo Uime, esclareceu que a instituição tomou esta decisão porque as cooperativas de camponeses destas províncias têm sofrido vários prejuízos por falta de escoamento de produtos. Paulo Uime disse que as cooperativas de comercialização vão permitir a venda de produtos do campo a preços acessíveis e serão um estímulo ao aumento da capacidade de produção das famílias camponesas. O responsável informou que todos os anos várias toneladas de produtos agrícolas, como batata doce, couve, repolho, mandioca, milho, ginguba e bata rena estragam-se por falta de escoamento.

Comentário: Ora aqui está um bom sector para as verbas obtidas pela produção e venda do petróleo e diamantes serem bem empregues.Para estes camponeses, uma quantia irrisória dessa verba significará muito, e para o orçamento do estado nem uma gota no oceano representará.
Estão à espera de quê e de quem, para ajudarem e colaborarem neste tipo de iniciativas genuínamente angolana e para os angolanos?
Será que, também vão esperar pelo investimento estrangeiro(?).Esperar que eles tomem a iniciativa e comecem a injectar as verbas necessárias, importando sementes dos seus países de origem, adulterando a produção e produtos genuínamente angolanos.Podendo ocasionar posteriormente à exploração da mão de obra, à especulação e inflacção dos produtos.Ficando mais uma vez os camponeses e Angola a perder no negócio.

União Europeia pode aumentar hoje restrições à carne brasileira

Fonte: Jornal de Angola

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) deve anunciar hoje novas restrições à carne brasileira. A decisão foi tomada depois que uma missão do Departamento de Alimentação e Veterinária (FVO, na sigla em inglês), responsável pelo controlo sanitário no bloco, detectou irregularidades no sistema fitossanitário do Brasil - o controlo sanitário da disseminação de pestes e doenças em animais e em plantas com vistas à protecção da saúde humana. Segundo uma fonte do executivo, as deficiências foram encontradas no sistema de rastreabilidade do gado, que assegura que a carne enviada à Europa não provém de áreas onde a venda para o bloco é proibida. A fonte afirmou ainda que um embargo total está praticamente descartado. Nina Papadoulaki, porta-voz do comissário europeu de Saúde e Protecção ao Consumidor, Markos Kyprianou, antecipou que o bloco deve exigir mais mecanismos de controlo, que poderão diminuir assim que o país realizar as melhorias indicadas. O sistema de teste empregue pelo Brasil é o maior alvo das críticas do lobby, formado por deputados e produtores europeus, que durante todo este ano vem pressionando Bruxelas por um embargo total à carne brasileira.

“Finalmente, a Comissão Europeia resolveu tomar uma atitude, depois de anos, que alertamos sobre esse problema”, disse à BBC Brasil o deputado britânico Neil Parish, presidente do comité de Agricultura do Parlamento Europeu e um dos líderes do lobby contra a carne brasileira. “O Brasil já teve o tempo necessário para cumprir os requisitos exigidos em relação ao teste. Se uma vez mais a FVO observou que suas regras não são seguidas, já é hora de partir para as sanções”, defende.

Comentário: O comentário segue no item anterior a este

Angola importa vinte mil cabeças de gado do Brasil

Fonte: Jornal de Angola

Angola vai importar 20 mil cabeças de bovino no próximo ano, no âmbito de um projecto conjunto que visa o desenvolvimento da indústria pecuária do país. O programa está a ser implementado pelo Governo angolano em parceria com a empresa brasileira Central da Mil.
A informação foi avançada ontem, no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, pelo engenheiro agrónomo, Etson Cruz, de nacionalidade brasileira. Actualmente estão no país mais de 10 mil cabeças.
O projecto está a ser desenvolvido nas províncias do Huambo, Malanje, Kwanza-Norte, Uíje e Kwanza-Sul”, adiantou.
Segundo o engenheiro, a par des­ta actividade, a sua empresa está a desenvolver igualmente, nas mesmas regiões, projectos de dese­nvolvimento da agricultura, fundamentalmente das culturas do milho e do feijão.
De acordo com Etson Cruz, cerca de mil hectares de terra estão já preparados pelo país, aguardando pela plantação de várias culturas.
“Este ano, tivemos uma boa co­lheita em Malanje e Huambo (feijão e milho), esperamos que o próximo seja melhor”, referiu.
Em Angola há quatro anos, a empresa Central da Mil emprega directamente 180 quadros angolanos, ao mesmo tempo que se ocupa da sua formação no Brasil, nos ramos da engenharia agrónoma e veterinária.


Comentário: Para áfrica e para os angolanos a carne e o gado do Brasil são de boa qualidade.Para a UE, são de má qualidade.
Excluindo os lobbies dos interesses entre o Brasil e UE, a questão fulcral que se coloca é saber:Em qual dos dois intervenientes, devem os angolanos depositar a confiança pelo controle da sua saúde e segurança alimentar?
(será que os veterinários angolanos ainda trabalham ao sabor da "gasosa e esquemas" e mais uma vez, os angolanos vão servir de carne para canhão ao serviço do lobbies e interesses de cada país)

Ministro do Interior indignado com excesso de zêlo de alguns efectivos policiais

Luanda, 18/12 - O ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro "Ngongo", manifestou-se hoje, em Luanda, indignado com o incidente que envolveu a utilização indevida de armas de fogo por alguns elementos afectos à Polícia Nacional.Segundo o governante, os efectivos em causa não estão enquadrados no espírito da corporação, adiantado que os mesmos actuaram a margem dos procedimentos legais previstos nos regulamentos da Polícia Nacional.O titular da pasta do Interior assegurou que têm sido orientadas medidas para a mudança das mentalidades dos efectivos policiais, fundamentalmente dos que mantêm contacto directo com o público."Não iremos descansar até que a todos os níveis se tenha a consciência de que os agentes da polícia são servidores públicos, ou seja, estão ao serviço da nação, devendo a prevenção de delitos constituir o seu principal objectivo de actuação", frisou.As declarações de Roberto Leal Monteiro "Ngongo" foram proferidas na cerimónia de encerramento da reunião extraordinária do Conselho Consultivo Alargado do seu pelouro, encerrada na noite de hoje, na capital do país.O ministro do Interior manifestou, por outro lado, a necessidade de se melhorar o sistema disciplinar e orientou a aplicação de sanções disciplinares e criminais aos agentes infractores. Como resultado dos incidentes, que chocaram a sociedade e provocaram dor e luto em algumas famílias, dois elementos da corporação alvejaram mortalmente, segunda-feira, dois jovens que se encontravam a encenar, tendo um terceiro ficado ferido.Hoje, terça-feira, dois outros agentes atingiram mortalmente um jovem ambulante no Mercado do Roque Santeiro, situado no município do Sambizanga (Luanda).

Comentário: Quem aprende nunca esquece.Mudar as mentalidades de mais de 30 anos de guerra, não é tarefa fácil.Muito menos num país como Angola, onde tudo se resolve à lei da bala.Onde cada angolano tem uma arma e deposita toda a sua esperança nela.
Como é que, vai-se mudar a mentalidade de uma geração que nasceu e cresceu sob a lei da bala.
Como é que, pode-se exigir a mudança de mentalidades, quando os pançudos dos Vladmiros Ébrios que ocupam os lugares da governação, foram os primeiros a fornecer-lhes as armas e as balas para os protegerem das más línguas e opositores ao poder instaurado à força.Que durante anos fomentou e incentivou o recurso à arma de fogo e à corrupção para resolver as situações mais críticas e intolerantes da sua má governação.

Só agora, é que se lembraram de fazer exigências ao nível das mudanças de mentalidades.Os exemplos vêm de cima e durante anos nunca aceitaram as mudanças de mentalidades diferentes dos que lhes eram opositores.Nem antes, nem agora.

Só agora, é que lembraram-se porque está em jogo, outros interesses.Os interesses dos países interessados em investir em Angola.Este tipo de mentalidades pode representar um perigo, para a estabilidade quer do regime implantado, quer para os investidores.Retira confiança.Gera instabilidade.

Se morrem dois ou três angolanos, isso é irrelevante.Relevante é criar estabilidade aos estrangeiros (novos colonizadores) e seus investimentos.

Esta mentalidade vai perdurar durante muito tempo.Porque foi durante muito tempo que ela foi-se implementando.

Cada um tem o que merece.

Marquem as eleições.Porque as eleições serão a prova de fogo máxima que no futuro poderá dar algumas garantias não só aos angolanos como aos estrangeiros empenhados no seu espirito de missão pela reconstrução de Angola.Não gastem mais dinheiro em construções desnecessárias, porque as balas das armas poderão voltar a disparar.Voltar a destruir.Estão a tentar meter a carroça à frente dos bois.Estão a tentar tapar o sol com a peneira ao pedir mudanças de mentalidades.Muitos dos policiais e guerrilheiros nunca foram ou andaram na escola, para saberem o que significa "mudança de mentalidades".Deixar a arma em casa, pode significar, poder ser morto desprevenido.

Pelos vistos, quem tem que mudar de mentalidades aos discursos são os políticos Vladmiros Ébrios, que assentaram as peidas em poltronas e nunca pegaram numa arma, para matarem outro angolano.Nem os traumas que essa mentalidade provoca em quem teve que o fazer, recebendo ordens superiores.
Os políticos têm uma memória muito curta.Já esqueceram.Viraram moralistas e educadores de mentalidades.Devem estar a sofrer os efeitos da cadeira fofa do poder.Essa cadeira deve representar um bom rendimento para este tipo de pseudos políticos e suas famílias.Durante 32 anos o trabalho deles era sacar em proveito próprio.Chegaram os novos colonizadores, com novas mentalidades e exigências, quem paga as suas incompetências é o zé povinho, que não tem mentalidade. Lembraram-se de começar a trabalhar, as eleições estão à porta (ver para crer).Mais vale tarde que nunca.Que moralidade têm estes pseudos-políticos para falarem em mudanças de mentalidades ou de julgarem e colocarem na cadeia subordinados que outrora eram capaz de dar a sua própria vida para os defenderem obedecendo a ordens superiores, nem que tivessem que recorrer à lei da bala.Metam os governantes na cadeia, pois eles foram e são os culpados morais responsáveis pelo aparecimento e aplicação destas mentalidades.

Aka!!! Isto é MESMO coisa da mentalidade do político Angolano (Vladmiros Ébrios larguem a cadeira do poder.Mudem de mentalidades.)

Andebol: Selecção termina mundial de França com posição inédita

A selecção angolana de andebol terminou a sua participação no campeonato do mundo sénior feminino, ocupando uma posição inédita (sétimo lugar) no historial do andebol nacional e continental em provas do género.
Nas anteriores edições, Angola ficou entre os três últimos da tabela classificativa. Na prova de 2005 na Rússia ocupou o 13.º posto.Para este campeonato, a Federação Angolana de Andebol havia perspectivado o 12.º posto, classificação largamente superada com o sétimo lugar ocupado.A última partida das angolanas foi renhida, sobretudo na segunda parte, já que no primeiro período houve uma ligeira vantagem das húngaras que venciam ao intervalo por 20-17.No período complementar, as duas equipas alternaram a liderança do marcador, registando-se quatro empates no marcador: 30-30 aos 46 minutos; o segundo 32-32 aos 49 minutos, o terceiro 33-33 aos 50, e o quarto 34-34 aos 52 minutos.Ao minuto 54, a formação nacional apontou o seu 35.º tento, tendo no minuto seguinte ampliado para 36. Aos 56, as húngaras reduziram, mas aos 57 minutos as angolanas selaram o resultado final, apontando o seu 37.º golo contra 36 da adversária.O percurso da selecção angolana na prova:Na primeira fase venceu a República Dominicana por 41-20 e a Austrália por 33-22, tendo perdido para a Noruega por 26-32.Na segunda etapa, derrotou a França por 29-27, a Croácia por 34-28 e a Macedónia por 33-25 e perdeu com a Rússia por 27-40.
Nos oitavos de final perdeu para a Alemanha por 33-36, e nas classificativas (do 5.º ao 8.º lugar) venceu a Hungria por 37-36 e foi derrotada antes pela Coreia do sul por 33-41.

Comentário: Este resultado deve ser digno de louvar e de um louvor.Ao nível do Andebol Mundial obter esta classificação não é FÁCIL.Não só, porque as potências mundiais com tradição nesta modalidade estão presentes, como ao nível das exigências técnico e tácticas exigidas, para este tipo de competição.Para conseguir atingi-los são necessários muito trabalho e espírito de sacríficio por parte de todas as partes envolvidas, equipa técnica ( treinador/es, comissários, equipa médica, fisioterapeutas) e das JOGADORAS.

Estão todos de parabéns.

Os resultados obtidos devem servir como incentivo e aumento dos indíces de confiança e espírito "ganhador e vencedor" não só das jogadoras mas também no apoio e carinho que todos os Angolanos devem-lhes demonstrar, nos momentos mais difíceis ao nível da alta competição.

Felizmente, tive o prazer de conhecer o treinador responsável por estas jovens e mulheres jogadoras de Andebol da Selecção de Angola.Uma pessoa conhecedora da modalidade e realista quanto às exigências dos indíces exigidos nos confrontos da alta competição.Os resultados obtidos são fruto do seu empenho técnico e profisional, e da evolução exigida às suas jogadoras.

Saudações desportivas.
Votos de muitos êxitos merecidos.

Vídeo: França - Angola


France - Angola

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Chineses investem 5 mil milhões/USD em infra-estruturas e minas

República Popular da China /RD do Congo Quando acaba de anunciar a sua intenção de financiar a emigração em massa de seus cidadãos para África, a República Popular da China não para de injectar dinheiro no continente. Desta vez é a República Democrática do Congo a abrir o seu espaço à presença do Estado mais populoso do Mundo. Assinou há dias um protocolo financeiro com a República Popular da China que prevê o empréstimo de 5 mil milhões de dólares americanos destinados à modernização de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias para além do sector mineiro. Daquele montante, 3 mil milhões/USD serão desembolsados para custear a construção de uma estrada de 3.400 km entre Kisangani, uma cidade no nordeste do país, e Kasumbalesa, na fronteira Sul com a Zâmbia. O montante irá ainda cobrir a construção de uma linha férrea de 3.200 km ligando a zona mineira no Sul do Congo ao porto de Matadi, permitindo assim o acesso à costa atlântica. Para além desses projectos, serão construídos 31 hospitais, 145 postos de saúde e duas universidades. O restantes 2 mil milhões de dólares serão despendidos numa segunda fase na reabilitação de infra-estruturas do sector mineiro e no estabelecimento de empresas em regime de associação em participação, vulgo joint venture, para exploração de depósitos de cobre, cobalto, ouro e diamantes. De acordo com o ministro das obras públicas da DRC, Pierre Lumbi, o pagamento do empréstimo será por via de concessões de exploração mineira. Este constitui o segundo grande investimento chinês na região, depois de Pequim ter concedido um crédito ao governo angolano avaliado em mil milhões de dólares americanos, numa altura em que a tradicional comunidade doadora protelava a realização de uma conferência destinada a angariar fundos para a reconstrução do país devastado pela guerra.

Comentário: À invasão desenfreada da China, ninguém escapa.Por este andar as gerações vindouras serão descendentes de asiáticos.Deixam de ser europeus, africanos, latinos- americanos.Efeitos da chamada globalização económica.
Sabendo-se da predisposição que os africanos têm para a "mestiçagem e crioulagem" não deve demorar muito a iniciação e proliferação das novas gerações descendentes de asiáticos.Para uns, esta situação não vem causar problemas de maior, inclusive até pode ser considerada bemvinda.Para outros é o começo do fim das identidades próprias de um continente ou país e seus povos, com as suas diversificadas culturas.Invasão "soft" de uma nova identidade, novos hábitos e costumes made in China ou outros "mades".Como por exemplo, no caso de Angola, uma Mamuíla começar usar missangas ou os famosos panos com a etiqueta de fabricação "made in china" nos seus adornos, que representam para além da identidade da mulher Mamuíla e dos hábitos e costumes muito próprios da sua tribo.Assim como, representam o valor patrimonial de serem um símbolo de Angola.Se permitirem esta adulteração estarão a fomentar o íncio do fim das tradições e culturas de uma tribo ou povo, e de certa forma de uma nação.Existem valores tradicionais e culturais cujo o valor é inestimável e que não podem ser destruídos ou adquiridos por outrem, seja qual fôr o valor da oferta.

Os povos deslocam-se e inter-agem uns com os outros, trocam experiências e conhecimentos, prestam ajudas, mas também CRIAM E SOLIDIFICAM RAÍZES.
Ao criarem e solidificarem raízes, criam-se vários problemas.Entre muitos problemas, ressaltam dois dilemas, ou contribuem para o aumento da "mestiçagem e crioulagem" ou colocam limites de forma a impedir a sua proliferação.Se colocarmos limites, originamos mal estar nas relações, que podem descambar para a xenofobia (racismo) ou outro tipo de exclusão.

Eis as questões:

Depois da casa arrumada e organizada, o que fazer aos que criaram raízes?

(Já não fazem falta na ajuda do "espírito de missão da reconstrução do país")

Mandá-los de volta para as suas origens?

Sugestão

Para quem se interessa por Angola, por diversos motivos, sugiro que vejam os seguintes links :

Parte 1: http://www.mundorecord.com.br/play/3d431c58-5192-400b-86ac-1644a6ae0a56

Parte 2: http://www.mundorecord.com.br/play/5ec2b652-25a4-472a-9465-9d68efafdf29

Parte 3: http://www.mundorecord.com.br/play/cd77771c-62a8-4d69-b294-afb68e007f7f

Parte 4: http://www.mundorecord.com.br/play/7f0e8457-e2ca-4fd7-903b-03ae0a7f313a

Parte 5: http://www.mundorecord.com.br/play/07dd55a2-bd1b-4008-a13e-659805b96390

Parte 6: http://www.mundorecord.com.br/play/158cb943-2959-4a33-90dd-15be6aed3e67

Comentário: Apesar dos documentários mostrarem a vida difícil do dia-a-dia dos angolanos, na cidade de Luanda, limitando-se aos aspectos da vida na rua, e sucessos dos brasileiros ( que até nem são muitos).Inclusive a ocultação do facto do jogador de futebol Mozer, que é brasileiro, mas fez a sua carreira de futebolista em Portugal no Sport Lisboa e Benfica.Quando surgiu o convite, para treinar a equipa angolana, ele encontrava-se em Portugal.Creio piamente, que o convite a Mozer não surgiu por ele ser brasileiro, mas sim por ele ter sido jogador do Sport Lisboa e Benfica onde em Angola tem milhares de simpatizantes e apoiantes.Só quem não conhece ( nem tentou conhecer - aprofundar) esta simbiose, não a divulga ou a omitiu, preferindo dar ênfase à nacionalidade.O seu a seu dono.

Penso que poderiam ter ido mais além, nestes documentários ( para mim, considero como "flash Show" propagandistas de incentivo à emigração e colonização).

Angola é imensa.Ao contrário do que muitos continuam a pensar e a desejar. Angola não se restringe à sua capital.Angola é enorme.O seu interior tem imensos problemas que deveriam também merecer, um documentário.

Os portugueses são acusados de "maus colonizadores".O interessante dessa má colonização é assistirmos passados 32 anos a tantos países interessados em serem os "novos colonizadores das ex-colónias portuguesas".Em ocupar o lugar deixado por Portugal.São tantos os interessados em deixar as suas marcas, através das novelas, da capoeira, dos biquinis, do samba, da literatura, da comida, da bolinha de berlim na praia, do carnaval, do esoterismo, da pintura do dedo do pé e da mão, etc.

Devo dizer, que não sou, nem apreciadora nem consumidora das novelas brasileiras e portuguesas.O mesmo já não posso dizer, das novelas e séries de humor angolanas, das quais sou apreciadora e consumidora ferrenha.Os angolanos deviam apostar mais, nas suas novelas e séries, não ficam nada atrás de muitas outras que angola consome de outras origens.

Com o passar do tempo, ainda vamos descobrir que o único país mais desinteressado na nova colonização das ex-colónias portuguesas, é Portugal.A bem da verdade, Portugal e todos os outros países europeus que foram colonizadores em África.Estes países, vão ser os únicos a respeitarem e aceitarem Angola e os angolanos como um país, devido às suas más experiências como colonizadores.Como se diz na giría "Já sabem, o que a casa gasta".Todos os outros, caso do Brasil, que não tem experiências de colonização, estão aprender a colonizar, e já querem ser a segunda língua mais falada em Angola.Os ensinamentos dados pelos portugueses aos brasileiros durante a colonização, foram os mesmos e ainda mais aperfeiçoados aos angolanos.Angolano não necessita que o ensinem a ser criativo.Angolano nasce com a criatividade implatada nas suas veias.Corre-lhe no sangue.É certo e sabido que nem todos sabem ou conseguem aplicá-la.Mas são uma minoria.Os brasileiros herdaram essa veia criativa através dos escravos africanos entre eles os angolanos que os portugueses levaram para o Brasil durante a colonização do mesmo. O "samba" deriva do "Semba".Não atirem areia para os olhos, começando por reconhecer o mérito dos ensinamentos de Portugal ter sido a mãe e o pai, que teve a tarefa difícil de educar, ensinar quer o Brasil quer as ex-colónias.Só quem nunca soube dar o devido valor à tarefa difícil que é ser progenitores, é que é, capaz de desprezar e apontar o dedo aos seus progenitores, tentando substituí-los na origem das suas raízes línguistas.A língua brasileira deriva da língua portuguesa, onde foram acrescentados calões e outras formas de expressões.Em Angola a língua oficial é o português, onde também consta o calão e outras formas de expressões e dialectos (kimbundo, umbundo, etc), que foram e são respeitadas pelos seus progenitores (Portugal), não existindo a intenção nem a necessidade de implementar uma nova língua ou linguagem com interferência de outros quadrantes.Existe sim, a necessidade de enquadrar e adaptar essas alterações.A palavra "bué" teve a sua origem em África, hoje consta do dicionário da língua portuguesa.Um bom exemplo para demosntrar que não há necessidade da obrigatoriedade de mudança da língua oficial de um país ou países.Se o Brasil tem muitos escritores e editores em busca de novos mercados, e consequentemente de leitores, não necessita para tal, seduzir esses mercados com a mudança da língua.Terá que adaptar a sua escrita e linguagem ao país alvo.Aprender a falar e a escrever como eles.E não o vice-versa.O vice-versa poderia ser interpretado como uma medida de intenções e interferências colonizadoras.Melhor dizendo, "Colonização Linguística".Já agora o Brasil poderia sugerir aos angolanos a mudança da sua moeda.De kwanza para real.Tem tudo a ver, uma com a outra.

Enfim, os documentários, valem pelo que valem.Já tive oportunidade de ver melhores, realizados por franceses, mesmo com a barreira da língua, conseguiram meter o dedo na ferida, aprofundando problemas semelhantes a estes, e outros igualmente degradantes e desumanos.Não se limitando a reportagens e filmagens de rua.


Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Roque Santeiro: negócios a céu aberto

Milhares de pessoas têm na praça o seu posto de trabalho
Fonte: Jornal Angola

Carlos Alberto

À volta do meu posto de observação o ambiente contrasta, em absoluto, com o cenário calmo que o Oceano Atlântico oferece. Um mar de gente está num verdadeiro frenesim. Há um vai e vem inusitado de pessoas. O bulício conforma o local, de forma electrizante. Os pregões, a anunciarem este e aquele produto, ecoam repetidas vezes e entrecruzam-se no ar.
Estamos no ambiente verdadeiramente “sui generis” e infernal do mercado “Roque Santeiro”. No calor da refrega, Fani Elongue lança-nos, com sofreguidão, um olhar meio cúmplice, meio convidativo. O “savoir-faire”. O “convite” é, por assim dizer, mais “soft”. “ Senhores, não compram biscoitos e bolachas para os filhos?” Questionam-nos. Não pestanejámos. Acedemos.
Fani é uma jovem de 32 anos, oito dos quais como vendedora do “Roque”. Vende bolachas, biscoitos e quejandos. Vive em Luanda desde 1991. O seu mundo de negócios sofreu metamorfoses. Iniciou-se na venda de roupa usada (fardos). À partida as vendas iam de vento e popa. Mas cedo descobriu que as coisas não estavam a correr a preceito. Tudo foi bastante efémero. Bateu com a porta aos fardos. Ou seja, desistiu. “Desisti, porque vender fardos é um negócio muito complicado. É como jogar ao totoloto”, explicou.
Seguiram-se momentos de ansiedade. E inquietação. Estava em jogo a sua sobrevivência, do marido - desempregado - e dos filhos. Aconselhada por amigas, optou pela venda de biscoitos e afins. A comercialização destes produtos, assegura-nos, é melhor que o fardo. O lucro é reduzido, mas as hipóteses de falência afiguram-se mais remotas.
Vender no “Roque Santeiro” é um verdadeiro sacrifício. Fani acorda todos os dias às 5H00. Estar levantada àquela hora representa um verdadeiro risco, por causa dos meliantes. Ela admite isso. Mas que fazer? Às 6H00 esfrega os olhos, ainda meio-ensonada, e expõe os seus produtos – que adquire em vários armazéns- na bancada.
Faça Sol ou chuva, os vendedores desdobram-se em vários negócios. Matilde Jaime, 30 anos, natural do Huambo, encontrou na venda de hortícolas o seu meio de subsistência. Vive em Cacuaco, no bairro da Cerâmica. Uma vez por semana recorre à Funda, um potencial agrícola, para comprar alface, couve, gimboa, quiabos e beringelas.
Na sua deslocação à Funda, com o filho às costas, despende 200 kwanzas. De regresso, com a carga, paga entre 800 a mil kwanzas. O candongueiro é difícil. Então, fica prolongadas horas à espera.
Quando chega ao “Roque Santeiro”, Matilde está no limite das suas forças. Com a ajuda de um roboteiro, desfaz-se das bagagens, arruma um leito improvisado e deixa-se embalar, num local qualquer do mercado, pelo sono até às 5h00 do dia seguinte.
Matilde Jaime está desde 1998 no “Roque Santeiro”. Faz parte de uma espécie de cooperativa de vendedoras que comporta seis grupos. Que se revezam. Os seis grupos correspondem aos dias úteis de venda. Ou seja, de terça-feira a domingo. Cada grupo, com seis pessoas, tem um dia determinado para vender os produtos. Deste modo, no dia que antecede as vendas deslocam-se à Funda para adquirir os produtos.
A estratégia parece estar bem concebida. Os lucros são repartidos pelas pessoas que compõem cada grupo. Cada grupo paga diariamente o fiscal, a limpeza, o empréstimo de cada cadeira, os roboteiros – trabalhadores braçais- e os guardas. Contas feitas, os gastos diários atingem cerca de 1500 kwanzas.

Histórias do Roque Santeiro


Número de vendedores chega a quase 10 mil

Carlos Alberto

O mercado “Roque Santeiro” espraia-se num espaço enorme. O número de vendedores actualmente é oscilante. Mas aproxima-se dos 10 mil. É o administrador adjunto do “Roque”, Anamura Júnior, que nos garante. Foi já anunciada uma possível transferência do mercado para o Panguila. Muitos vendedores estão a procurar espaço para a venda noutros mercados, mormente o Kikolo. À partida, quem não conhece os meandros fiscalizadores da administração, pensa que o mercado anda à deriva e sem controlo efectivo. A administração controla o mercado através de 83 fiscais.
Os fiscais exercem o controlo e cobram em função da divisão do mercado. No total, o “Roque Santeiro” está repartido em doze sectores que prescrevem, entre outros, venda de roupas do Brasil, pescado à grosso, à retalho, perecíveis, produtos do campo, comércio interno, cozinhas. As tarifas vão dos 100 aos 400 kwanzas.


O repouso da guerreira

Carlos Alberto

Às 15H30, de tanto gritar para apregoar os seus produtos, o fôlego de Joana Celeste vai diminuindo de intensidade. Ao lado, a sua companheira está verdadeiramente embalada numa soneca. Sinais de cansaço, ou o repouso da guerreira. Joana esboça um sorriso amarelo. O dia foi aziago. O ambiente cinzento. A desolação, o inconformismo e o desconforto são os adjectivos que conformam o cenário.
A vida é assim. Nem todos os dias são santos, como soe dizer-se. “No “Roque é necessário ter muita paciência. Há dias que não vendemos absolutamente nada. Estamos aqui para o fogão não apagar”, confidencia-nos. Aos poucos, Joana Celeste começa a desmontar o cenário. De-sarruma as latas de conserva, azeite doce, maionese, enfim, uma verdadeira montra de produtos de mercearia.
Daqui a nada, na ressaca de um dia mal sucedido, Joana suspira de alívio. Faz algumas cogitações. Nada está perdido. Não atira o tapete ao chão. Recompõe-se. Ela e algumas companheiras, antes de apanharem o táxi que vai transportá-las ao Cazenga, estão numa barraca, deleitando-se com cervejas fresquinhas, para “tirar o calor”.
Próximo delas, o roboteiro Adérito José, com o carro de mão carregado de mercadorias, faz um compasso de espera. Faltam-lhe as forças. Tem o rosto carregado. Recompõe-se. Prossegue a marcha. Esta é a quinta viagem a casa do “processo”, local reservado para guardar, ao fim da tarde, os produtos. Em média, diariamente, faz mil kwanzas.
Adérito José é natural do Bié, mas desde muito cedo transferiu-se para Benguela. Vive com uma tia. Os pais já são falecidos. Está em Luanda há seis meses. Ele é uma espécie de “nómada”. Divide, invariavelmente, Benguela com Luanda. E vice-versa. Regressa à terra que o viu crescer sempre que amealha uns tostões a mais. O que ganha é gasto meticulosamente. Não há extravagâncias.