Cabinda - «Esta guerra vai continuar a ceifar vidas humanas sem distinção» declarou à PNN Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior Operacional da resistência em Cabinda, e apela aos «estrangeiros» para se retirarem do território.«Onde há guerra há consequências» disse Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior Operacional da resistência em Cabinda, fazendo alusão à morte do paramédico brasileiro, Helano Silva Araújo, a 26 de Dezembro de 2007 durante uma acção armada.
«Há alguns meses emitimos um comunicado onde alertávamos que todos os estrangeiros e todos empresários a trabalhar em Cabinda deveriam se retirar do território» lembrou Estanislau Miguel Boma, «lamentamos a morte do brasileiro, mas este morreu devido às mentiras do Governo angolano que afirma que há paz em Cabinda».
Segundo o mesmo militar esta guerra «vai continuar a ceifar vidas humanas sem distinção. Aquele que passar pelo cano é sempre um alvo da nossa represália» alertou.
«Temos como objectivo destruir tudo que sustenta o inimigo e aquele que tiver a teimosia, enganado pela política do Governo angolano que diz haver paz em Cabinda, vai sofrer consequências» afirmou o Chefe do Estado Maior Operacional das Forças Armadas de Cabinda (FAC), braço armado da FLEC: «os cabindas e a FLEC não serão responsáveis de tudo quanto acontecer a quem quer que seja, isto vai continuar nos próximos tempos. O mundo tem de compreender que Cabinda ainda está em guerra», e confirma que a resistência está em condições de operar em todo o território.
«Angola diz que a resistência está apenas no norte e centro de Cabinda, mas ainda há pouco tempo houve uma acção no centro de Tchiowa, combatentes das FAC saíram das matas e foram fazer uma acção no centro da cidade» disse o mesmo militar.
Para Estanislau Boma o fim da guerra «passa necessariamente por negociações entre todas as partes implicadas no conflito», mas lamenta que «Angola só quer resolver o problema de Cabinda através da corrupção.»
Reagindo às informações sobre as deserções no seio da resistência o Chefe de Estado Maior afirma que Angola está a «recrutar à força estrangeiros congoleses, dos dois Congos, os quais são apresentados como combatentes das FAC», segundo o militar cabindês «Bento Bembe e o Governo angolano aproveitam-se na má compreensão da historia da FLEC para gerarem confusão sobre os militares nacionalistas que se entregam» e acrescenta: «Depois da fusão da FLEC/FAC e da FLEC Renovada na Holanda em 2004, Bento Bembe, como era um instrumento do inimigo, tentou manipular toda a gente para os entregar junto dos seus patrões. Nós, a FLEC/FAC, estando cientes desta manobra conseguimos não ser arrastados. Os combatentes que se entregaram das áreas a norte, como do Miconje, eram membros do FDC (Frente Democrática de Cabinda), nunca guerrilheiros da FLEC/FAC.»
Em reacção às divisões no seio da FLEC na Europa Estanislau Miguel Boma sublinha: «só existe uma FLEC, a que foi fundada em 1963, as outras FLEC’s são manobras do nosso inimigo que joga para dividir os cabindas» e considera que as divisões no movimento foram provocadas por elementos exteriores: «Não toleramos mais intrusos que ontem colaboraram com o inimigo e hoje surgem para destruir os objectivos da luta, não queremos felinos vestidos com pele de carneiro» e afirma que deposita «total» confiança em Nzita Tiago que «saberá ultrapassar essas manobras».
Rui Neumann
(Foto: Guerrilheiro da FLEC)
Comentário: Continuam os avisos e as ameaças da FLEC.Para bom entendedor meia palavra basta.Só é preciso arranjar um motivo, para a ponta do rastilho, começar a incendiar.O pior inimigo para quem é apanhado no meio de um fogo "cruzado", é a contra-informação.
Os avisos e ameaças, nos países desenvolvidos são levados muito a sério.Veja-se o recente episódio do Rally Lisboa-Dakar
Não acrescentarei, muito mais ao meu comentário, a não ser, uma citação entre muitas que o presidente de Angola proferiu no seu discurso na tradicional cerimónia de cumprimentos de Ano Novo, oferecida ao corpo diplomático acreditado em Angola " não aceita que o país seja «teatro de novas disputas de interesses alheios» que ponham em causa a paz, estabilidade e desenvolvimento".Não especificando a que "interesses alheios", se referia.
Isto é Angola...
Em Angola não se passa nada...
Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam.Cuidado com as catanas afiadas, com a taxa da gasosa, com as doenças negras, com as quedas de aviões, com os avisos e ameaças,com a contra-informação, com as armas e saques em nome do poder popular internacionalista)
Não acrescentarei, muito mais ao meu comentário, a não ser, uma citação entre muitas que o presidente de Angola proferiu no seu discurso na tradicional cerimónia de cumprimentos de Ano Novo, oferecida ao corpo diplomático acreditado em Angola " não aceita que o país seja «teatro de novas disputas de interesses alheios» que ponham em causa a paz, estabilidade e desenvolvimento".Não especificando a que "interesses alheios", se referia.
Isto é Angola...
Em Angola não se passa nada...
Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam.Cuidado com as catanas afiadas, com a taxa da gasosa, com as doenças negras, com as quedas de aviões, com os avisos e ameaças,com a contra-informação, com as armas e saques em nome do poder popular internacionalista)



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