Mas a chamada invasão silenciosa da mão-de-obra chinesa parece estar a causar controvérsia, sobretudo depois de acusações de que Pequim estará a utilizar reclusos na construção civil, os quais trabalham em condições sub-humanas, a roçar mesmo a escravatura
Fontes oficiais angolanas contactadas pelo nosso jornal recusaram desmentir ou confirmar aquelas alegações mas, quer a nível da construção civil quer no comércio, são muitas as queixas dos angolanos.No âmbito dos acordos com Angola, que já atingiram mais de quatro mil milhões de dólares, a China está a comprar gás e petróleo (é o segundo maior cliente depois dos Estados Unidos), a reabilitar infra-estruturas e vias de comunicação, e a financiar créditos para a construção de instalações militares.
“Cada dia que passa a população chinesa aumenta, calcula-se que vivem no país mais de 150 mil”, adiantou um quadro angolano que solicitou o anonimato. A trabalhar maioritariamente no comércio e na construção civil em Luanda, “alguns chineses já estão a fixar-se nos campos, a constituir famílias entre si e com os nacionais”, acrescentou, afirmando: “Os chineses estão a comprar lojas nos musseques, têm imensos produtos que vendem a preços muito baixos. Não conseguimos concorrer com eles. Na construção civil trabalham sem condições, são presos. Trabalham 24 sobre 24 horas, em turnos de seis horas. Dormem dentro de contentores. São revezados em quatro turnos a cada seis horas.”
Refira-se que o CM não conseguiu confirmar, junto de fontes oficiais, estas informações. Aliás, outras fontes em Luanda garantem que “se existissem presos a trabalhar em regime de escravatura já teriam sido denunciados pela opinião pública”.
SOLTAS
EMPRÉSTIMO
A China já concedeu a Angola um empréstimo de 4,4 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) para a construção de infra-estruturas, a ser pago em petróleo. Os chineses estão envolvidos em todas as áreas de negócio.
COMÉRCIO
Entre Janeiro e Outubro de 2007, o comércio entre Angola e a China ultrapassou os 10,3 mil milhões de dólares (sete mil milhões de dólares), mais 3,5 por cento que no mesmo período de 2006. Os negócios vão aumentar.
PETRÓLEO
Angola já ultrapassou a África do Sul como o maior parceiro comercial da China. A seguir à Arábia Saudita, Angola é o segundo maior fornecedor de petróleo à China. Em 2006, exportou 23,45 milhões de toneladas de crude.
Comentário:Esta situação já era de esperar.Quem se mete com a China, já devia saber que a emigração é feita em contentores com milhões de formigas.Uma vez instaladas, invadem todos os territórios e terrenos, tipo "praga".Segundo a fonte, a mestiçagem já começou e vai-se alastrar.Saem uns imperialistas, entram outros para o seu lugar.
Os angolanos, arranjaram um grave e grande problema para resolver com a China.Não podem esquecer-se que a China foi um dos grandes apoiantes e fornecedores de armamento durante a guerra.A China, tal como Cuba não são uns parceiros quaisquer.
Esses parceiros não pensam assim:
"Piensam que cuando un país hace algo es porque busca petróleo, diamantes, cobre, o algún recurso natural.No... nos outros no buscamos nenhum intérese material o imperialistas, y logico que no lo entiendan".(Fidel Castro - Nações Unidas 1975)
Espero que os angolanos, apoiantes do "poder popular" sejam capazes de responder as estas perguntas:
- E agora angolanos, o que vai ser da vossa vida e identidade?
- Vão cantar kuduro e dançar kazukuta ao sabor do som, made in China?
- Vão cantar kuduro e dançar kazukuta ao sabor do som, made in China?
(Façam como eu, já comecei a educar os meus ouvidos para o estilo de música e som made in China.)
Isto é Angola...



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