Terça-feira, 18 de Março de 2008

China e Brasil manifestam interesse de actuar em conjunto nos países lusófonos

Fonte: macauhub









Macau, ChinaA China e Brasil pretendem actuar em conjunto em projectos em países de língua portuguesa, afirmaram à macauhub representantes dos dois países que na semana passada participaram no chamado Fórum Macau.

“Podemos (China e Brasil) ampliar a nossa cooperação, trabalhar em conjunto nos outros países de língua portuguesa, promover trabalhos em diversas áreas nestes países”, disse à macauhub Zhao Chuang, conselheiro comercial do departamento de Cooperação Internacional do Ministério do Comércio da China e recém-nomeado secretário-geral do secretariado permanente do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Durante dois dias (10 e 11 de Março), a quarta reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum Macau reuniu 50 representantes dos governos de Angola, Brasil, Cabo Verde, China, Macau, Moçambique, Portugal e Timor Leste.

Zhao Chuang, presente no encontro, disse à macauhub que vê oportunidades de cooperação entre a China e Brasil, principalmente nas áreas financeira, de infra-estruturas, investimentos, intercâmbio tecnológico, agricultura, pescas e exploração mineral.

Zhao Chuang disse ter já contactado o embaixador brasileiro em Pequim, Luiz Augusto de Castro Neves, tendo sido apresentadas ideias que a partir de agora serão melhor estudadas.

“Estamos a procurar verificar a possibilidade de uma cooperação mais conjunta entre o Brasil e a China. Chineses, brasileiros e também portugueses podem associar-se em projectos na África, ou em Timor Leste, por exemplo. O Fórum pode contribuir para isso na medida que coloca em ligação e em contato autoridades e empresas de diversos países”, disse à macauhub o embaixador Castro Neves.

O comércio entre os países de língua portuguesa e a China cresceu 36 por cento em 2007 para 46,35 mil milhões de dólares.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi criado em 2003, pelo governo da China, para fomentar as relações comerciais com os países de língua portuguesa.






Comentário: Os países lusófonos ( ex-colónias) têm dois novos colonizadores interessados em substituir os portugueses.A única diferença que podemos encontrar, incide no termo usado para designar esta intenção de parceria nos projectos entre o Brasil e China.No tempo dos portugueses esta parceria era designada por " colonização", actualmente designa-se " globalização".No fundo, as intenções são semelhantes às actuais.No fundo, na época da colonização, os únicos beneficiários eram os portugueses, que foram condenados em todas as frentes internacionalmente.O benefício dos países da lusófonia, era secundário.Actualmente mudaram os termos a designar entre uns e outros, e o beneficío dos países da lusófonia continuam a ser " SECUNDÁRIOS ".

Se os países lusófonos, particularmente Angola e os angolanos, não começarem abrir os "olhos".Começarem a despertar da " sonolência" em que estão a ser submetidos, devido ao cansaço e sofrimento causado pela guerra, atraídos pelo " BUM e interesses camuflados na Reconstrução", provávelmente daqui a 20 anos, estarão novamente envolvidos numa nova LUTA pela LIBERTAÇÃO do PAÍS contra os COLONIZADORES /INVASORES ESTRANGEIROS.

Mas...Os angolanos, não podem esquecer-se, que no tempo da colonização o invasor era só UM.
Daqui a vinte anos (20), os invasores, serão não só, SUPER POTÊNCIAS MUNDIAIS, como serão uma dúzia, com os quais os angolanos terão que lutar e enfrentar, para tentarem recuperar o seu país.Sem aliados.

Não faltará muito, para a língua Chinesa e o Português Brasileiro, começar a fazer parte do currículo das disciplinas a leccionar no ensino angolano.

O povo está adormecido.

Convêm " acordar e abrir os olhos ".


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