Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Ex-dirigente da UNITA em tribunal, acusada de difamação e calúnia

Fonte:Lusa

A antiga secretária provincial da UNITA no Kuando-Kubango, Regina Chipóia, começa a ser julgada na quinta-feira no Tribunal do Menongue, capital da província, acusada de difamação e calúnia, anunciou esta quarta-feira fonte partidária.

Tudo aconteceu quando, em Agosto de 2006, aquela dirigente da UNITA se deslocou à comuna de Savati, no município de Cuangar, onde alegadamente constatou irregularidades na atribuição dos bilhetes de identidade.

Chipoia denunciou que estes documentos estavam a ser processados através de "critérios injustos", com os militantes e simpatizantes do partido no poder, MPLA, a serem "beneficiados" e os da UNITA "preteridos".

O então delegado provincial da Justiça, na província do Kuando-Kubango, moveu na altura um processo-crime contra a ex-secretária da UNITA, que terá como advogado neste processo Casimiro Calei.

Contactado pela Agência Lusa, o vice-presidente da UNITA, Ernesto Mulato, considerou o acto um "julgamento político", acrescentando que a questão já tinha sido debatida numa reunião da Comissão Bilateral de Concertação entre o Governo e a UNITA, órgão que acompanha a aplicação dos acordos de paz em Angola.

"Se a população diz alguma coisa que nos inquieta, compete-nos analisar, e foi o que a ex-secretária fez, pelo que esse dossier já estava arquivado", disse. "Mas no âmbito da estratégia do MPLA de procurar denegrir a UNITA, foi novamente activado", salientou Ernesto Mulato.

Segundo o vice-presidente da UNITA, os governantes e deputados do MPLA, mesmo constatando "algo de errado", nada dizem, e agora, por Regina Chipoia ter denunciado tal situação, querem julgá-la em tribunal.

A UNITA enviará uma delegação de "alto nível" para acompanhar o julgamento, escusando-se Mulato a adiantar quem a chefiará.

A província do Kuando-Kubango é actualmente governada pela UNITA e alguns dos seus municípios, como Mavinga e Cuito Cuanavale, foram importantes bases de apoio do partido durante a guerra civil.

A Lusa tentou sem êxito contactar as autoridades judiciais no Menongue, capital provincial.





Comentário: Lembram-se do artigo anterior e da velha máxima, tudo que acontece de amaldiçoado em Angola é por culpa da UNITA ( fantasma do Savimbi) " Aliás, esse alguém que pratica os actos de sabotagem é, segundo esta gente, a Unita como forma de denegrir a imagem do Governo maioritário do MPLA. " .Segundo a versão do vice Presidente da Unita, "Mas no âmbito da estratégia do MPLA de procurar denegrir a UNITA, foi novamente activado", considerando o acto um "julgamento político".

No meio do jogo das acusações de parte a parte, encontra-se a população em geral, que fica baralhada, sem saber em quem confiar, qual o sentido que deve tomar - contra-informação - mal estar geral.Mas se analisarmos bem, no presente quadro político, quem tem maiores vantagens e poderes para exercer o seu autoritarismo, prepotência e bloqueio à verdade dos factos de forma a adulterar (denegrir), é o partido com maior representividade na Assembleia Nacional, o MPLA, que é DEPENDENTE das ordens emanadas pelo Presidente da Nação.Nenhuma instituição pública, judicial, ministerial, política e militar em Angola, tem autonomia para tomar decisões.Todas as decisões, passam pelo Presidente da Nação.O Presidente da Nação e a sua Família Real, são os DEUSES TODOS PODEROSOS DE ANGOLA.Estão acima da Lei e da Constituição.Senão vejamos, a seguinte situação, de como os dirigentes e pseudos-democratas na sua frenética galopada, rumo à Democracia teimam em circular em sentido contrário, contrariando as regras, criando o pânico e a confusão entre os utilizadores das vias democráticas e chocando brutalmente, contra todos os valores da Democracia e do Estado de direito.
A maneira como decorreu o anúncio da data das Eleições Legislativas é um bom exemplo de uma nova democracia de fachada.

Assim sendo, recordemos o anúncio das tão desejadas eleições, pelo Sua Excelência o Presidente da Nação:

"Todos os intervenientes no processo eleitoral em curso, nomeadamente, o Presidente da República, a Assembleia Nacional, o Governo Central, Os Tribunais, os Governos Provinciais, a CNE, os Partidos Políticos, a Sociedade Civil, a Comunicação Social e os eleitores, estão obrigados a cumprirem escrupulosamente o que vem estipulado na Lei Eleitoral e no Regulamento da Lei Eleitoral.

Todos os que desejam ver uma Angola verdadeiramente democrática viram e ouviram José Eduardo dos Santos, proclamar perante a África e o Mundo inteiro, que as Eleições Legislativas de 2008 serão realizadas em 2 dias (5 e 6 de Setembro). Mantendo os velhos truques de autoritarismo e Todo Poderoso, o Chefe do Estado não se sentiu na obrigação de justificar os motivos que levaram a esta decisão. Uma vez, que, o número 1 do artigo 38 da Lei Eleitoral, estabelece que «a eleição realiza-se no mesmo dia, em todo o território nacional». Assim, facilmente observamos, que o Presidente da República, violou de forma pública e solenemente a Lei Eleitoral.
Não será este comportamento por parte do Presidente da Nação, uma forma de denegrir a imagem da oposição?

O Presidente José Eduardo dos Santos, não teve pejo, de ofender publicamente, os bons costumes democráticos e desrespeitou, descaradamente um dos principais instrumentos que podem levar à consolidação da Democracia, e uma das importantes leis da República de Angola.

Perante estes factos, só apetece perguntar: Este comportamento desrespeitador por parte do Presidente, será bom, para a tão desejada Democracia e instauração do Estado de direito, que um Presidente da República e os seus conselheiros, continuem a achar, que não são obrigados a respeitar a Lei Eleitoral e a cumprir as regras democráticas?

Os que apoiam a realização das eleições durante 2 dias, estarão a contribuir (manipular) para a tão exigida transparência do processo eleitoral em curso, e para evitar as perigosas desconfianças sobre a existência de processos viciados e de fraudes que alimentem conflitos eleitorais?

No caso concreto, da antiga secretária da UNITA, está-se mesmo a prever, que o sistema judicial (dependente do Presidente da Nação e do MPLA) vai usar esta mulher e situação, para mais uma vez, usar os seus " poderes poderosos e acima da lei " para denegrir e fragilizar a UNITA na praça pública local e internacional.Mesmo que a dirigente da UNITA tenha razão.

O MPLA tem a "faca e o queijo na mão" e não vai perder a oportunidade de mais uma vez, de a usar, tal como faz o velhinho esquizofrénico de seu nome Mugabe, no seu país - Zimbabué - manda prender os elementos da comissão eleitoral, que andaram a fazer as contagens erradas dos votos, nas últimas eleições.Estes casos e situações, de "mandar prender" com o mero objectivo de " silenciar", são típicos em áfrica, e têm um nome, uma face - Democracia de Fachada Autoritarista.Praticada pelos pseudo-democratas Ditadores, apoiados de acordo com os interesses e conveniências, por muitos países da comunidade internacional.No caso concreto de Angola, por países, como Portugal, Brasil, China, França, Estados Unidos (são tantos, que já perdi a conta).Ou seja, por países que outrora condenavam o ditador angolano, nos corredores e nas tribunas das estâncias internacionais.Actualmente o cenário alterou-se.Como a crise económica, é MUNDIAL, e Angola apresenta grandes potencialidades, para ajudar muitos desses países a resolverem as suas crises económicas internas, rápidamente o Ditador passou, de DIABO ANGOLANO a DEUS MUNDIAL.De um momento para outro, a CEGUEIRA DAS CONDENAÇÕES SILENCIOU-SE E COMEÇOU TAMBÉM, A CIRCULAR EM SENTIDO CONTRÁRIO.

Perante este cenário, internacionalmente, a UNITA encontra-se fragilizada, e muito difícilmente encontrará apoios fora de Angola.Por muito injustiçada, que se sinta.O que está em causa, não é a JUSTIÇA das situações, os direitos fundamenatis democráticos.O que está em causa, são os INTERESSES INTERNACIONAIS em ANGOLA.No âmbito dos interesses dos imperialistas, condenados outrora, pelo MPLA e pelo Presidente.O Ministro das Relações Exteriores (João Miranda) tem conseguido excelentes conquistas diplomáticas, na ajuda de monopolizar e centralizar esses interesses na reconstrução de uma Angola Democrática, Livre e Justa (utopia).O MPLA e o Presidente da Nação, deviam condecorá-lo e mandar erguer uma estátua, pelo mérito do seu desempenho.Graças, a este ministro, Angola está a vender de uma forma corrupta, o seu PEIXE de país das oportunidades de DEMOCRACIA DE FACHADA.


Meus caros, não liguem, ao que esta MERCENÁRIA, acabou de escrever.Acabei de beber, carradas de copos de wisky, em doses industriais.Estou com uma bezana, de cair para o lado.Acreditem, não é a primeira bezana, nem será a última.A primeira, foi precisamente em Angola, na cidade de Luanda, quando estive dez (10) horas debaixo de fogo, numa noite escura como bréu, sem saber porquê.Presentemente, já sei porquê.Porque, andavam aos tiros e morteiradas, uns com os outros, a tentarem denegrir a imagem das partes envolvidas.Quem se encontrar no meio do fogo cruzado da denegradação, é que se LIXA.

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