Sábado, 10 de Maio de 2008

BWÉ DE EMPREGOS E CASAS NUMA PRÓXIMA LEGISLATURA DO MPLA

Fonte: o apostolado

O MPLA promete criar 1,3 milhões de empregos sob o seu próximo mandato, de acordo com o seu presidente, José Eduardo Dos Santos, dando o tom da campanha eleitoral do maioritário.

Dos Santos abriu hoje a III Conferência Nacional do MPLA, chamada a clarificar a estratégia eleitoral e o futuro programa de governação no mandato de 2009 a 2013.

Citou as demais metas de destaque do projecto, entre as quais, o repto de se construir um milhão de casas para as classes médias.

Outro: mais de 30 % de mulheres no governo e na futura bancada da maioria!

Frequentemente interrompida pelos 1.500 conferencistas reunidos na esplanada do complexo balnear de Futungo, engalanada de vermelho e rubro do MPLA, Dos Santos apontou, também, o aumento das áreas de cultura dos cereais para 4 milhões de hectares, precavendo o país da crise alimentar mundial e restaurando o antigo estatuto de grande produtor e exportador.

Na mesma tecla: explorar 500 mil hectares sobre o total de 35 milhões de terras aráveis do país.

No domínio macroeconómico: 17,1 % (a média anual de crescimento do PIB), 18,5 % (taxa média de crescimento das receitas e despesas públicas), 15 % (a taxa de desemprego).

«Trabalhar para vencer» é o lema da campanha eleitoral dos camaradas, amiúde entoado por Dos Santos acompanhado sempre de vivos aplausos.

Sereno e a montante deste delírio, o chefe dos camaradas não deixou de avisar que «as eleições serão altamente competitivas», galvanizando os seu partidários para o trabalho que sobra em persuadir hesitantes e mal informados.

«A vitória que ansiamos agora não há-de cair do céu, nem nos será entregue numa bandeja de prata, sem luta. As eleições vão ser altamente competitivas, temos de trabalhar arduamente para conseguirmos os nossos propósitos», sustentou.

A seu ver, porém, «nenhum partido se posiciona melhor do que o MPLA para garantir a realização do bem comum e da plena cidadania dos angolanos. Isto não é mera retórica, a história, as vicissitudes por que passamos, as vitórias e conquistas que já obtivemos assim o confirmam».

«Todo o rico património do MPLA resulta dos seus militantes, do sacrifício de milhares de militantes anónimos, da coragem e dedicação dos que abraçaram o ideal da independência e a construção de uma pátria unida e próspera. Hoje temos o dever sagrado de dar continuidade a esta gesta, enriquecendo esta herança», frisou, ainda, Dos Santos.

Voltou a defender a agenda nacional de consenso, matriz do programa de governo pós eleitoral do seu partido, frisando a sua longa discussão e detalhada no ano transacto.

Governar mal e desgovernar bem

Verosimilmente, este aparte e os detalhes das metas da mudança, na perspectiva do MPLA, esquivam politicamente uma proposta a que insiste a UNITA estes tempos.

A UNITA, que resumiu a sua estratégia também sob o lema de programa da mudança, quer concluir um «pacto de estabilidade» com o actual partido maioritário.

«Queremos nos sentar com a Direcção do MPLA para discutirmos juntos a nossa proposta do "Pacto da Estabilidade." Desejamos discutir com o MPLA o futuro de Angola (…) O Pacto da Estabilidade é, pois, um Acordo Político, que a Nação deverá estabelecer com os actuais detentores do poder político, antes das eleições, para assegurar a estabilidade do País enquanto se efectua a mudança», afirmou o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, anteontem.

Foi no encerramento do Comité Permanente da Comissão Política Nacional, que aprovou a estratégia eleitoral do galo negro.

A sua formação não parece demasiado amedrontada com o ponto de vista de muitos observadores que destacam a experiência de governação do MPLA entre os trunfos deste último.

Para, Samakuva, «o MPLA adquiriu uma dupla experiência: experiência em governar e em desgovernar. Governar mal e desgovernar bem.»

Logo, estima que «se o povo decidir que é de interesse nacional que a experiência acumulada pelo MPLA seja agora colocada ao serviço de Angola na função estatal de oposição, estamos convencidos que a Direcção do MPLA e sobretudo Sua Exa. o Presidente da República irão garantir que a vontade do povo seja respeitada. Esta é a função do Presidente de todos os angolanos. Esta é a função do garante da Constituição e da escolha do povo.»

«Angola não pode seguir os maus exemplos do Quénia ou do Zimbabwe», rematou o discurso do maior maninho enviado ontem ao Apostolado.




Comentário: Em primeiro lugar, gostaria desde já, dizer "NÃO HÁ FOME QUE NÃO DÊ EM FARTURA".

Em segundo lugar, gostaria de perguntar: Em Angola hoje foi FERIADO

Faço esta pergunta, pois a notícia faz referência ao local onde aconteceu tamanho acontecimento, frisando " Frequentemente interrompida pelos 1.500 conferencistas reunidos na esplanada do complexo balnear de Futungo", isto quer dizer que estavam lá todos eufóricamente prontos a aplaudir o camarada presidente e o SANTO que vai salvar a nação.Haja Deus, finalmente os petrodólares vão começar a saltar dos bolsos dos selectos, dos tais criminosos apupados pelo músico (para alguns drogado) Bob Geldof.

Assim sendo, para poderem estar 1.500 camaradas todos reunidos em amena demagogia, aplaudindo uns aos outros, não poderiam estar simultâneamente a labutar nem a laborar nos problemas fundamentais do país.Assim sendo, os camaradas tiveram obrigatóriamente que fazer gazeta - feriado e relegaram a responsabilidade dos problemas do país temporáriamente ao " amigo de baixos custos" que nem direito a dias de descanso tem, pois está empenhado numa corrida contra o tempo, para conseguir terminar as obras que o camarada presidente e o seu partido, fazem tensões de usar como bandeira, na pré-campanha e posteriormente na campanha.

Para além do amigo dos baixos custos, também os amigos dos altos custos - grupos empresariais a labutar no país, ficaram privados de alguns camaradas nos lugares, cujas as suas funções são de responsabilidade e do interesse do próprio país.Quero com isto dizer que, hoje foi um "dia Santo" para os grandes grupos empresariais, no sentido que pouparam uns petrodólares chorudos com a chamada taxa da " gasosa".Os camaradas hoje foram receber a taxa, junto do camarada presidente.

Mas deixem para lá. Em Angola, é feriado por tudo e por nada.É dos países do mundo com mais feriados.Daí os grupos empresariais sentirem a necessidade de contratarem quadros no exterior do país.Inclusive o próprio Estado adopta essa medida(chineses).Porque sabe que o estatuto da "gazeta-feriado" a torto e a direito foi instituído por ele próprio, no passado, quando o povo era um infeliz massacrado com a guerra.Para minimizar esse sofrimento, instituiu feriados e cervejas a granel.Actualmente esta situação, é um grave problema para os grupos que investem biliões no país e que têm trabalhadores angolanos nos seus quadros. "Hoje é dia Dos Santos...Não há trabalho para ninguém", se quizeres trabalha tu...

Não vou falar das promessas do camarada presidente(foram bwés), porque logo no ínicio, salientei " Que não há fome que não dê em fartura" e num quadro de pré-campanha, suportada pelas receitas do Estado, só um " matumbo" é que seria incapaz de não aproveitá-las e junto das suas cúpulas, prometer a terra, o céu e o infermo.Exigindo empenho.Caso contrário o tacho "mama" para alguns pode acabar.Para esses o caminho a percorrer pode ser espinhoso, dependendo dos espinhos dos caminhos e atalhos das matas do país profundo, onde a guerra deixou marcas e bolsas profundas.A maioria dos camaradas, continua a pensar que o camarada presidente se quizer, tem poderes para alterar o sentido de voto do povo, tirando os espinhos das caminhadas, facilitando de novo o acesso ao poder dos actuais camaradas.Eles ainda não se aperceberam, se o povo quizer, a caminhada de alguns camaradas termina no dia do acto eleitoral.

Para finalizar, mais uma pergunta:Mas o presidente já oficializou por decreto a(s) data(s) do(s) dia(s) das eleições?

Faltam quatro meses para a data provável (atirada para o ar), e ainda não está oficializada por decreto?

Já estão em pré-campanha, enquanto os partidos da oposição ainda não receberam as verbas a que têm direito, para poderem também contar com o " ovo tirado do cú da galinha" chamada receita do Estado?

Onde é que está a igualdade de meios e forças ?

Eu só peço aos camaradas, por favor não encham a minha caixa do correio, com T-shirts, isqueiros, bonés, sacos, saquetas e outras bujigangas de propaganda.O povo precisa desse dinheiro, para comer, para vacinas, para saneamento, para tratamentos à coluna e à cabeça, devido a trinta e três anos de uma governação exemplarmente desgovernada a carregar água para as suas necessidades básicas e essenciais.

Força camaradas com as promessas.Este vai ser o vosso maior ano de esbanjamento de receitas do Estado, em propaganda de obras luxuosas pelas quais nunca apresentaram contas ao povo.

" Trabalhar para vencer à custa dos imperialistas do baixo e alto custo"


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