Sábado, 17 de Maio de 2008

Offshore salarial

Fonte:Correio da Manhã

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto


Já se sabe que o Banco de Portugal é uma espécie de offshore salarial do Estado, onde um alto funcionário recebe o dobro do primeiro-ministro e os administradores, além do excelente salário, têm direito a reformas milionárias, sem ligação directa ao conjunto da carreia contributiva. Não se sabia era que a autoridade bancária também promovia técnicos que não exercem funções na instituição, que mesmo em licença sem vencimento tiveram direito a notas de mérito.


Vítor Bento é um excelente economista com um óptimo currículo e não tem culpa directa nesta promoção que o Banco de Portugal lhe outorgou. A responsabilidade é exclusiva da administração liderada por Vítor Constâncio, que enquanto economista e defensor da estabilidade dos preços tem alertado sistematicamente para a "moderação salarial".


O caso desta promoção por ‘mérito – que equivale a um aumento salarial extra de 720 euros mensais, mais do que o valor médio do salário dos trabalhadores por conta de outremé escandaloso num momento em que o Estado quer impor rigor e limites apertados nas promoções da Administração Pública. Quando os funcionários públicos ouvirem os avisos de Constâncio podem lembrar-se da história de frei Tomás: "Façam o que ele diz, não o que ele faz."




Comentário: Mais um exemplo de como o tráfico de influências (corrupção-aliciamento) funciona ao nível do Estado.Mais uma vez, o protagonista principal, não podia ser outro, senão o amiguinho Vitor Constâncio.O tal, que volta e meia aparece nos media a azugrinar o povo com os seus alertas deprimentes para os bolsos dos portugueses, relativamente à congelação e moderação dos salários dos trabalhadores de baixo nível.

Posteriormente nos bastidores a cobro das leis próprias das instituições, que roubam os tostões aos portugueses, aplicam na prática benezes a um funcionário dos escalões mais altos, que nem sequer está ao seu serviço.Digam lá, se todos os trabalhadores não gostariam de ter no seu círculo de tráfico de influências, um amigo como Vítor Constâncio. Volta e meia, éramos surpreendidos com promoções por mérito de "ausência ao trabalho prolongado".

Quando a populaça sair à rua em protesto e manifesto, os amigos como Vítor Constâncio e outros como ele, são bem capazes de manifestarem o seu desagrado, considerando o protesto da populaça, como Impróprias, descabidas e mandatárias das centrais sindicais, que não sabem compreender o "momento de crise, pelo quais o país, a Europa e o mundo atravessam".Quem os ouve e vê falar, até parecem honestos nas convicções apresentadas.Mas depois do show-off das câmaras e microfones desligarem, na penumbra da escuridão, longe das audiências, cozinhado nos gabinetes, sugerem-se promoções, aos amigos ausentes das suas actividades, que sem saberem, cai-lhes directamente no bolso selecto quantias provenientes da populaça miserável, contribuinte activo dos luxos que o tráfico de influências alimenta e suporta através dos impostos que são depositados à guarda dos cofres do Estado.



- Òh Manel, aperta o cinto, mais um buraco, que os pobres coitados dos administradores dos bancos portugueses, andam na Rua do Ouro feitos mendigos a pedir esmolas (aumento de taxas), para o povo comer...(o povo de alto nível dos bancos, subentenda-se, os amigos dos amigos do tráfico - corrupção)


O rico, está cada vez mais rico, ao contrário do pobre, que está cada vez mais pobre.Com filhos da ... como estes a gerirem os dinheiros públicos, também não era de esperar, outro cenário, mais pobre...

Está na hora do povo começar a pensar em sair à rua, e fazer um novo 25 de Abril, com os actuais ditadores corruptos de influências, continuamos a sofrer e à acumular disparates.É necessário, injectar um novo " oxigénio político".O povo é quem mais ordena...

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