Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Zimbabwe - Regime de Harare Condenado Universalmente

Fonte: Canal de Moçambique

Membros do MDC Raptados * Nações Unidas Chocadas com Onda de Violência e Intimidação * Imprensa Independente Alvo de Ataques * Zâmbia Adverte Regime da ZANU-PF

Joanesburgo - Shepherd Jani, tesoureiro provincial do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) e candidato deste partido às eleições legislativas realizadas Março último no Zimbabwe, foi encontrado morto numa propriedade agrícola em Goromonzi, nas proximidades de Harare. Jani havia sido raptado há uma semana por 4 homens que o forçaram a entrar num veículo. Suspeita-se que a mesma viatura foi utilizada no rapto de Langton Mafuse, um outro candidato do MDC às eleições de 29 de Março. O paradeiro de Mafuse permanece desconhecido.
O rapto de Jani ocorreu dois dias após um comício político organizado pela ZANU-PF em Murehwa, durante o qual um membro do partido de Robert Mugabe no poder em Harare ameaçou matar os filhos de dirigentes do MDC. Falando em língua ciShonha, o responsável da ZANU-PF disse na ocasião que “os filhos das cobras também são cobras” (Vana ve nyoka inyoka wo futi). Discursando no mesmo comício, um veterano de guerra asseverou que “o MDC nunca iria governar o Zimbabwe”. A ZANU-PF é referida como tendo montado uma base em Murehwa, a partir da qual são organizadas campanhas de intimidação contra aldeões, e membros e simpatizantes do maior partido da oposição lisderado por Morgan Tsvangirai.

Nações Unidas, «Repórteres Sem Fronteira» condenam violência

Louise Arbour, alta comissária das Nações Unidas para os refugiados, condenou de forma vigorosa a matança de activistas da oposição no Zimbabwe, e a campanha de intimidação em curso contra pessoal ao serviço de organizações não-governamentais, defensores dos direitos humanos e outros membros da sociedade civil. Louise Arbour manifestou-se chocada pelas notícias que davam conta da descoberta dos corpos de activistas do MDC, incluindo o de Shepherd Jani. Ela instou o regime de Harare a “investigar e a processar judicialmente” os responsáveis pelas atrocidades que têm vindo a ter lugar em várias partes do Zimbabwe na sequência da derrota eleitoral sofrida pela ZANU-PF.
A organização, «Repórteres Sem Fronteira (RSF)», condenou o uso da violência contra a imprensa independente do Zimbabwe. A posição assumida pela RSF segue-se ao confisco de 60.000 exemplares do jornal «The Zimbabwean On Sunday», e que foram posteriormente destruídas pelo fogo no dia 24 do corrente. O jornalista Sydney Saize foi brutalmente agredido na cidade de Mutare no dia 18.
Aquela organização (RSF) acusou frontalmente o regime de Harare de violação de compromissos nacionais e internacionais, prendendo arbitrariamente jornalistas e agredindo outros. A RSF disse que os ataques contra a imprensa independente estavam a ser lançados por homens armados de espingardas automáticas AK-47, e que se faziam transportar em viaturas de tracção às quatro rodas.

Governo Zambiano adverte regime de Mugabe

Um porta-voz do governo zambiano manifestou “consternação e profunda preocupação pelos ataques desenfreados contra o chefe de Estado da Zâmbia e presidente em exercício da SADC” lançados pelo ministro da justiça do regime de Harare, Patrick Chinamasa, e amplamente divulgados pela imprensa tutelada pela ZANU-PF. De acordo com o porta-voz, “esses ataques contra a Zâmbia e os seus dirigentes, têm, lamentavelmente, o enorme potencial de prejudicar as calorosas e cordiais relações existentes entre as duas Repúblicas irmãs.”
O mesmo porta-voz zambiano disse que o regime de Harare “devia exercer o máximo de contenção, especialmente nos momentos difíceis da história do Zimbabwe, ao se relacionarem com os Estados membros da SADC, incluindo a Zâmbia, no tocante à manutenção da paz, da segurança e da estabilidade na região.”
Na sequência dos ataques verbais que o regime de Harare tem dirigido contra individualidades nacionais e estrangeiras, o referido ministro foi citado pelo matutino oficioso, «The Herald», a manifestar o seu “desapontamento em relação ao chefe de Estado zambiano, Levy Mwanawasa, por, alegadamente não ter solicitado à Inglaterra, enquanto presidente em exercício da SADC, a pôr termo às sanções decretadas contra o regime no poder no Zimbabwe. Anteriormente, o regime de Harare criticara a decisão do presidente zambiano em convocar uma cimeira de chefes de Estado e do governo da SADC para discutir a crise política no Zimbabwe depois das eleições de 29 de Março último.


Comentário:Relativamente a este assunto, sobre as loucuras do ditador não vou acrescentar mais nada, a não ser :

- Não se passa nada.Está tudo controlado nos países africanos progressistas onde imperam as "ditaduras democráticas de fachada".Comecem a contabilizar os mortos, perseguidos, desaparecidos, maltratados.Quando chegarem ao final da contabilização hão-de verificar que na verdade, internacionalmente andam todos a inventar imagens, sons e letras sobre os países dos ditadores.Especialmente para todos aqueles, que os seguem e acreditam cegamente nesses sistemas, o meu "bem hajam" por serem amigos e defensores deles, pois será um prazer ver-vos lado a lado com eles, na foto da vossa desgraçada maldição quando chegar o dia da "Derrocada do Inferno Mugabe".

Sem comentários: