Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Relação do Império de Lev Leviev de Angola para Nova York e para Palestina



A pressão começa aumentar de todos os lados sobre Lev Leviev, bilionário israelita cujo o "império" foi construído na corrupção, abuso, práticas ilegais e com o sangue do povo desde Angola para Nova York e para a Palestina.
Lev Lieve está também implicado por violações aos direitos Humanos em Angola.

Adalah, encarregue da Resolução dos assuntos dos Direitos Humanos, internacional NGO, proclamou também, que as empresas de segurança usadas por Levieve, os guardas encarregues da vigilância das minas de diamantes, cometeram "sistemáticamente violações aos direitos humanos ... incluindo a tortura" contra mineiros angolanos; e cometeram alegados " ofensas e abusos,e o estado real, desenvolvendo esquemas" em Nova York por Leviev e o seu antigo sócio Shaya Boymelgreen.

O jornalista angolano, e activista dos direitos humanos Rafael Marques documentou a violação dos direitos humanos [Operação Kissonde]e o impacto das minas de diamantes em um milhão de pessoas em Angola.As violações cometidas pelas empresas de segurança privadas nas minas, foi descrita, como sádica

Ler mais em: http://www.africanpath.com/p_blogEntry.cfm?blogEntryID=3568



Comentário:Com amigos desta natureza, Angola durante vários anos, esteve bem entregue, esteve a ser bem coadjuvada, segundo os responsáveis que permitiram e permitem estas situações.Esta conivência.Este saque.Este assalto, que em nada contribuiu para o povo angolano.

Muitos angolanos, ainda hoje, se queixam da descolonização imposta pelos portugueses, quando estes estiveram em Angola.O que é certo, é que os portugueses exploraram, mas também construíram infraestruturas.Algumas delas, continuam actualmente, a ser o suporte dos angolanos.Todos se queixaram dos portugueses.Não descansaram enquanto não os expulsaram de áfrica e das suas terras.Eu agora pergunto, que fizeram os angolanos do "PODER POPULAR" para expulsar estes Novos EXPLORADORES, onde milhares de angolanos são massacrados selváticamente dentro das suas terras com as suas riquezas, por estrangeiros cujo o único objectivo é a ganância, exploração e roubo.

Onde estão, essas VOZES e DEDOS que outrora, condenaram os portugueses pelos massacres e lapidação das riquezas de Angola ? (estão silenciosos ou continuam a culpabilizar os portugueses por situações como estas)

A quem interessa, que sejam as empresas privadas a cometerem este tipo de crimes, contra os angolanos?

Interessa(ou) aos governantes angolanos, e às forças militares (generais à cabeça) e policiais (chefes de comandos).Com este esquema bem montado, a culpa é empurrada de um lado para o outro, e acaba por vir a "morrer solteira" dentro dos bolsos da nova classe política/militar da nova burguesia angolana.


Perdoem-me... ( Eu vi o Filme "Diamantes de Sangue")

Esta notícia enoja-me tanto, que não sou capaz de continuar a comentar...


Angola, em ano de eleições

Fonte: Agência Eclésia

Aterrei em Luanda a 10 de Janeiro. Calor insuportável, para quem deixa Lisboa a tiritar de frio. A cidade está abarrotada de carros que não têm onde poisar as rodas. Trânsito infernal. O país é um canteiro de obras, tudo mexe: estradas, casas, escolas, centros de saúde. Com as eleições legislativas marcadas para Setembro, tudo parece campanha eleitoral: cartazes, noticiários, jornais....
A Igreja católica mexe muito: reconstrói, organiza-se, congrega, apela para valores, empenha-se na solidariedade, denuncia a má sorte dos excluídos, celebra em festa.

Foi este o país, o povo e a Igreja que encontrei por terras de Angola, dos Dembos ao Namibe, numa longa viagem que permitiu encontrar pessoas e lugares, alegrias e angústias, passado e futuro, ideias e projectos concretizados.


Dembos, a norte do Caxito

Aterrei em Luanda a 10 de Janeiro, pelas 6h30. Deixei Lisboa com frio, cheguei a Angola com um calor tórrido, agudizado pelas quase 3 h que esperei para pôr um carimbo no passaporte e sair do aeroporto. Cheguei à Casa Provincial onde me esperava o Irmão Acácio que me levou á Missão dos Dembos, no Caxito. Viagem até ao Cacuaco quese em pára-arranca. Ainda se notam os vestígios da tragédia que ali aconteceu na estação das chuvas de 2007, quando uma enorme enxurrada levou tudo na frente e fez mortos sem conta. Foram precisas 5 horas para chegar a Quibaxe (apenas 200 kms), onde se situa a Missão. Visita às Escolas que urge recuperar e jantar com as Irmãs Reparadoras que concluíam o seu retiro anual, orientado por D. Almeida Kanda, Bispo de Ndalatando.


Ler mais em: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=57064&seccaoid=4&tipoid=160



Comentário: Aventura para ler e reflectir

"E a marcação de eleições para Setembro está a constituir um enorme desafio: há que ajudar as pessoas a discernir bem e a perceber como funciona a democracia. Isto para que o período de campanha eleitoral decorra pacificamente, o processo eleitoral seja justo e transparente e haja condições para todos aceitarem os resultados das eleições."

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Sarkozy apela à libertação de Ingrid Betancourt

Fonte: TSF

Colômbia

28 de Fevereiro 08


O presidente francês apelou à libertação imediata de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana com nacionalidade francesa e que está nas mãos da FARC desde 2002.
No decurso de uma visita que está a fazer à África do Sul, Nicolas Sarkozy justificou o seu pedido com o facto de esta ser uma «questão de vida ou morte» e de ser uma «questão de urgência humanitária».

«Estou pronto para ir buscar Ingrid Betancourt à fronteira entre a Colômbia e a Venezuela se essa for uma condição», afirmou Sarkozy, que apelou ao seu homólogo venezuelano, Hugo Chavez, para usar toda a sua influência para conseguir esta libertação.



Em Paris, o primeiro-ministro francês considerou que a vida de Betancourt é uma «questão, sem dúvida, de semanas» e que se a ex-candidata colombiana morrer o «mundo inteiro vai condenar» a guerrilha colombiana.

«Mostraram ser capazes de libertar prisioneiros. Porque não Ingrid Betancourt? Este é o julgamento da história com o qual as FARC se defrontam agora», acrescentou François Fillon.

Estas declarações do presidente e do primeiro-ministro gauleses surgiram depois de o ex-marido de Ingrid Betancourt ter afirmado que a franco-colombiana padecia de hepatite B crónica.

«Sabemos que ela já tem uma hepatite e claro que ela é recorrente. E sabemos que quando as hepatites voltam tornam-se cada vez mais perigosas», afirmou Fabrice Delloye, confirmando aquilo que um dos quatro reféns libertados pelas FARC na quarta-feira tinha dito acerca de Ingrid Betancourt.

A filha da franco-colombiana também se mostrou «extremamente angustiada» com o estado de saúde da mãe revelado por Luís Eladio Perez, que diz ter visto Ingrid Betancourt pela última vez a 4 de Fevereiro.

«É extremamente inquietante e sabemos que o tempo está contado. A minha mãe está viva, mas não sei por quanto tempo e sei que é preciso que ela saia de lá o mais rápido possível», disse Melanie Delloye.

A filha de Ingrid Betancourt espera que possa haver rapidamente um acordo entre o governo colombiano e as FARC que permita a libertação da mãe e apelou à guerrilha colombiana para que não coloque em risco a vida dos reféns com «condições físicas extremamente perigosas».

Para além de Ingrid Betancourt, as FARC, que luta contra o governo colombiano desde 1964, mantém em seu poder cerca de mais 40 reféns, incluindo três cidadãos de nacionalidade norte-americana.



Comentário: Senhor Sarkozy, a sua afirmação " Estou pronto para ir buscar Ingrid Betancourt à fronteira entre a Colômbia e a Venezuela se essa for uma condição», afirmou Sarkozy " seria excelente, se a sua prontidão e disponiblidade total e imediata, fosse equivalente à velocidade com que faz as afirmações nos seus discursos.Veloz, no sentido em que o Senhor, já deveria encontrar-se a caminho da Colômbia ou da Venezuela.Falar por falar, é pura hipocrísia.É pura propaganda.É usar e renegar em terceiros (Hugo Chaves) a responsabilidade das suas afirmações.

Senhor Sarkozy, esta sua afirmação, não é totalmente verdadeira " se a ex-candidata colombiana morrer o «mundo inteiro vai condenar» a guerrilha colombiana "

Se Ingrid Betancourt morrer, o mundo inteiro para além de condenar a guerrilha colombiana, vai igualmente condenar TODOS OS POLÍTICOS E GOVERNANTES DOS DITOS PAÍSES DEMOCRÁTICOS E DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS, onde o Senhor e o país que representa, estão incluídos com maior responsabilidade, pelo simples facto de Ingrid Betancourt, ser também uma cidadã Francesa.

Senhor Sarkozy, que tem feito a França e os respectivos governantes, pela LIBERTAÇÃO de Ingrid Betancourt, desde que ela se tornou refém?

Senhor Sarkozy, se não quer ser condenado na praça pública mundial, por ser um palhaço hipócrita, passe IMEDIATAMENTE das palavras ao actos.Use das suas influências.Cumpra o seu dever.Não renegue em Hugo Chaves, uma responsabilidade que pertence à França, desde o dia que a cidadã francesa Ingrid Betancourt foi feita Refém, e que nada foi feito de concreto no terreno, para libertá-la.Muitas palavras, sem acções.Discursos de circuntância de políticos hipócritas.

BASTA DE HIPOCRÍSIA ....

Uma, entre muitas das Razões: Beleza da Mulher Africana




Uma, entre muitas das razões inquestionáveis que levam a considerar a mulher africana como uma das mais belas, é a sua capacidade de conseguir conjugar e alcançar uma "simbiose quase perfeita" entre a textura e a côr da sua pele, com a beleza das cores quentes de áfrica apresentado e representado nos padrões dos tecidos africanos, os chamados "panos africanos".
A mulher africana, perante as outras mulheres dos outros continentes, é a que apresenta de uma forma simples e simultâneamente atractiva, maior naturalidade e capacidade para realçar a sua beleza, sem sentir necessidade de recorrer a estratégias de cosmética.

Não me levem a mal, as outras mulheres dos outros continentes, pelo meu atrevimento ao afirmar que, "as cores quentes dos padões dos tecidos africanos, aliado ao brilho da côr da pele da mulher africana e ao calor humano transbordante, só é possível se fôr conjugado e aplicado numa mulher genuínamente africana".


Hoje deu-me para falar deste tema.Gostaria de comprovar a minha teoria, sobre a qual elaborei uma pequena amostra de tecidos com padrões africanos, recorrendo para tal a fotos e desenhos.

Existe pouca informação disponível na internet, sobre este tema.Quem sabe, se não seria um bom tema, para ser explorado pelas mulheres africanas.


Tecidos Africanos - Padrões

























































Honestamente, quem é que pode negar e não reconhecer esta beleza...

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

TRIBUNAIS INTERNACIONAIS COMO RECURSO CONTRA OS ACTOS DE INTOLERÂNCIA

Fonte: o apostolado

A UNITA avisa que recorrerá aos tribunais internacionais contra os actos de intolerância que se multiplicam perante a passividade do governo.
O aviso está contido no comunicado de imprensa publicado hoje pelo Secretariado para a Comunicação e Marketing do maior partido da oposição angolana.


O comunicado contou as últimas ocorrências registadas no capítulo da violenta intolerância política e deduziu:

«A UNITA chama ainda atenção do Governo da República de Angola para o facto de que os actos de intolerância são uma violação aos direitos humanos; são uma violação aos direitos cívicos e políticos, devendo a UNITA começar a recorrer aos Tribunais Internacionais, ante o constante e permanente fechar de olhos que as autoridades têm vindo a demonstrar».

Entre as ocorrências, o documento denunciou a prisão de um responsável rural do partido que a Polícia deteve por reivindicar a devolução da bandeira roubada por um quadro do MPLA.

«Na província de Benguela, foi preso pela polícia, o cidadão António Ngola, secretário da UNITA em Lukunga – Epasse- Bocoio, no dia 8 de Fevereiro corrente, por ter reivindicado a devolução da bandeira do seu partido, roubada por António Bondela, militante do MPLA», referiu o comunicado.

Outro caso: «Dia 14 de Fevereiro de 2008, 60 homens encabeçados pelo soba da Kalusinga, Silva Tchikete destruíram dez casas de militantes da UNITA na aldeia de Nhongo. Na ocasião os salteadores destruíram igualmente celeiros e todos os bens materiais, deixando famílias inteiras na desgraça e fome. As autoridades foram notificadas da ocorrência e por incrível que pareça deixaram em liberdade os prevaricadores e exerceram a sua força sobre as vítimas. Isaac Kalitangui-secretário da UNITA para o sector Nhongo, Pedro Kanganjo e Katekava Kangombe vítimas desses actos de intolerância política foram presos e levados para a cadeia no Andulo».

Segundo a mesma denúncia, a citada acção «foi inspirada pela administradora comunal da Kalussinga, Faustina Mbundu, que em comício realizado no dia 16 de Fevereiro do ano em curso, na localidade de Nhongo elogiou a destruição de casas e haveres dos militantes da UNITA».

O comunicado acrescentou que no «dia 10 de Fevereiro de 2008, foram roubadas e destruídas bandeiras nas aldeias de Lungundua e Ulimba, onde o secretário local da UNITA foi espancado e ferido com gravidade».

Acto análogo deu-se na Embala Tchingui no dia 14 de Fevereiro, «numa acção dirigida por sobas idos de Kamakupa, que exerceram violência física sobre Paulino Kasuswa».

Não se consegui ainda registar a reacção do governo, em especial do responsável pelo mecanismo bilateral de conciliação, sobre este comunicado.




Comentário: Se a Procuradoria Geral da Nação e a Comissão Nacional de Eleições, não começarem de imediato, a tomar medidas energéticas, para degular este tipo de situações de profanações aos símbolos nacionais da Nação, incluindo neste lote, as bandeiras que representam e identificam os partidos, a situação poderá descambar para a falta de controle e consequentemente para o aumento das mesma, criando um clima de "terror"

Se este tipo de situações, continuarem ou se aumentarem, será prejudicial para quem ?

A meu entender, será prejudicial, para o povo, nomeadamente para as populações do interior, e para todos os partidos inscritos para o sufrágio eleitoral, que são opositores ao partido que actualmente governa Angola, o MPLA.

Será prejudicial, para o povo do interior, uma vez que estas populações comparativamente com a população que habita na capital - Luanda, são as que se encontram menos politizadas e informadas, quer sobre o acto eleitoral, quer pelo valor, que o seu voto poderá representar e pesar no futuro da Angola do amanhã, ou ainda pelas suas limitações ao acesso à informação através dos médias - imprensa escrita e falada.

Será prejudicial, porque os partidos opositores, ficarão limitados e expostos às condições de instabilidade, não permitindo que as populações menos esclarecidas conheçam o seu "programa partidário eleitoral"

Será prejudicial, porque o clima de instabilidade e hostilidade (terror), afasta as populações receosas, cansadas e sacrificadas pelo estigma da guerra, vividas por elas no passado, podendo tornar-se presente, através de distúrbios provocados por infiltradores, durante as sessões de esclarecimentos dos partidos da oposição.

Será prejudicial, porque estas populações deixarão de ser esclarecidas e informadas convenientemente, e poderão usar o seu "voto" indefidamente, coagidos pelo fantasma da guerra e das perseguições políticas, uma vez que as forças militares e policiais estão suburdinados às "ordens" do governo e do Chefe da Nação, ambos pertencentes ao núcleo do MPLA.

- Quem beneficia, com estas situações de insegurança ?

Quem beneficia com estas situações de insegurança, é o partido que governa actualmente - MPLA.

- Que implicações, poderão estas situações ocasionar ?

Caso exista um acentuado aumento de insegurança e descontrole das situações, poderão implicar o "adiamento das eleições", por falta de condições.

O adiamento das eleições é desejado, pelo núcleo burguês do MPLA.


Sonangol diz que posição de "patrão" na Galp ditou fim da guerra pelo controlo da Enacol

Fonte : Lusa

Declarações de ontem do presidente da petrolífera angolana


A Sonangol deu por finda a batalha com a Galp pelo controlo da cabo-verdiana Enacol, porque agora "é patrão" na petrolífera portuguesa. Foi nestes termos, citados ontem pela agência Lusa, que o presidente do conselho de administração da Sonangol, Manuel Vicente, se referiu em Luanda ao assunto.

"A Galp hoje tem de obedecer às nossas instruções em Cabo Verde. Não há batalha nenhuma. Nós somos os patrões, vamos ditar as regras do jogo. Ponto final", disse Manuel Vicente. O tom com o qual o gestor garantiu que já "não há qualquer batalha" pelo controlo da distribuidora de combustíveis de Cabo Verde surpreendeu vários responsáveis em Lisboa.

O presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, encontrava-se ontem em S. Tomé e Príncipe a estudar a possibilidade de entrar em projectos de pesquisa de petróleo e gás natural, acompanhando a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. A Galp escusou-se a comentar as declarações.

Depois de, em Abril de 2007, terem adquirido cada uma 32,5 por cento da Enacol, em operação de privatização, ambas as empresas foram aumentando as suas posições accionistas através de aquisições posteriores em bolsa. Segundo a Bolsa de Cabo Verde, a Galp Energia tinha, em Dezembro, ultrapassado a Sonangol. Tinha 37,5 por cento da empresa cabo-verdiana, contra 36,7 por cento dos angolanos. A Caixa Banco de Investimentos detinha 6,2 por cento, o Estado 2,1 por cento e os restantes accionistas 17,5 por cento.

Manuel Vicente admitiu que "houve batalha, no passado". "Nós agora somos patrões na Galp. E por isso não podemos batalhar com a Galp em Cabo Verde", afirmou.

A Sonangol "é patrão" na Galp através da sua participação de 45 por cento na Amorim Energia, holding que por sua vez detém 33,34 por cento da Galp. Apesar de ter uma participação indirecta, a influência dos angolanos na empresa é considerada actualmente tão determinante como a dos italianos da ENI, que têm 33,34 por cento - uma situação que tem gerado alegados choques accionistas.

A divergência accionista no caso da Enacol levou o Governo cabo-verdiano no final do ano passado a suspender a cotação das acções da empresa, após o que tem promovido reuniões entre os accionistas. Também o presidente da Enacol, indicado pela Galp, Luís Soares, apresentou a sua demissão recentemente, queixando-se alegadamente de "interferências".

O sinal de aparente aproximação entre as partes surgiu com o comunicado da Galp Energia em 30 de Janeiro passado, no qual afirmava estar "inteiramente excluída qualquer solução que afaste da gestão um dos seus accionistas de referência". Também sublinhava que as relações de cooperação entre ambas eram, à data, "intensas, com projectos comuns em diversas partes do mundo, a ponto de a Sonangol ser um importante accionista da Galp".

O presidente da petrolífera angolana anunciou também que Luanda está a preparar, em conjunto com as autoridades governamentais, a "desregulamentação" do mercado para a entrada de outros operadores em Angola na área da distribuição, onde vão ser investidos 300 milhões de dólares.




Comentário: Relativamente a esta "guerra de interesses e influências" entre a Sonangol e a Galp, vou socorrer-me de um comentário dado por um conceituado economista português, sob anominato, quando foi solicitado a opinar sobre a participação e influência da Sonangol sobre as empresas portuguesas.

Citação do economista em Portugal/Angola: Economistas questionam dimensão d...

(...)Mais céptico, um economista e professor universitário português que pediu anonimato, salienta que, com as participações na Galp ou Millennium, Angola passa a ter "capacidade de pressão" sobre as empresas e a economia portuguesa, que em casos-limite pode até ser transformada em "poder de chantagem".

Se "de repente, por razões políticas, Angola ameaçasse vender a sua participação" em empresas como a Galp ou o Millennium, tal poderia causar grande perturbação nos mercados de capitais, exemplifica o mesmo economista. (...)

Depois destas palavras, apetece dizer : mais comentários para quê?

Se proventura existirem, ficarão por vossa conta e risco.

Angola: Sabe o que é o " Registo Eleitoral" ?




Comentário: Este trabalho, tem cerca de um ano.É preciso trabalhar no duro, para esclarecer e sensibilizar o povo, sobre qual é a utilidade da sua participação no acto eleitoral, e o uso que deve dar ao seu "voto".É preciso esclarecer o povo, que o seu voto é muito valioso.Que o seu voto, é a sua maior arma, que pode defenir o seu futuro no amanhã.

É preciso esclarecer o povo, que votar é um direito de cidadania.

É preciso esclarecer o povo, que o seu Voto não está à venda, seja qual fôr o preço.

Angolanos, se querem mudar o "rumo" do país, exerçam o vosso direito de cidadania, "votando" em massa, independentemente das ideologias.

É proibido ficar em casa, ou arranjar desculpas como pretexto, para a não participação no acto eleitoral.

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Comércio entre a China e os países de língua portuguesa aumentou 35 por cento em 2007


Fonte: macauhub

Macau, China, 20 Fev - O comércio entre a China e os países de língua portuguesa cresceu 35 por cento em 2007 para 46,35 mil milhões de dólares, informou em Macau a agência noticiosa portuguesa Lusa citando uma fonte oficial.


O principal parceiro lusófono da China é o Brasil que viu entre Janeiro e Dezembro do ano passado as trocas comerciais crescerem 46,4 por cento para um total de 29,7 mil milhões de dólares, seguido de Angola, com um aumento de 19,4 por cento para trocas comerciais de 14,11 mil milhões de dólares.

Portugal é o terceiro parceiro da China no contexto da lusofonia com trocas comerciais de 2,2 mil milhões de dólares e um crescimento homólogo face a 2006 de 29 por cento.

Moçambique fecha a lista dos principais parceiros chineses em termos de comércio com os países de língua portuguesa ao ter registado trocas comerciais no valor de 280 milhões de dólares e um crescimento de 36,8 por cento.

Entre 2003 e 2006, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos mais do que triplicaram para um total de 34 mil milhões de dólares no final de 2006, um crescimento que na altura correspondia a 46,9 por cento face a 2005.

Os valores apurados em 2007 indicam também que o comércio entre a China e os países de língua portuguesa deverá ultrapassar já em 2008 a meta de 50.000 milhões de dólares traçada para 2009. (macauhub)



Comentário: A China em grande, nos países lusófonos.Os valores apresentados nas trocas, falam por si.Não admira que a maioria dos países, cuja a sua influência e economia sejam consideradas fortes, vivam assombrados com o poder que a China lentamente vai adquirindo em África.

Tácticas e estratégias.Não dizem por aí, que os chineses nunca dormem.Trabalham de sol a sol.Enquanto uns dormem, a China acordada aproveita, para fazer as suas ultrapassagens estratégicas, na corrida da competividade, da concorrência e da influência económica.

As cabecinhas pensadoras dos chineses.Os outros países, acordaram tarde demais. Estiveram adormecidos durante um longo período, a tentar enfraquecer a China, através da condenação, à violação dos direitos humanos, sem obtenção de resultados palpáveis.As consequências desse longo adormecimento, estão à vista.

Diz um velho ditado popular "Quem vive e habita dentro do convento, é que sabe o que lá se passa, e a melhor maneira de o governar (gerir)" .

Com ou sem direitos humanos, eis a China a dominar e a controlar.

Últimamente temos vindo assistir, por parte dos países, que dizem ser, defensores dos direitos humanos, a abandonarem essa teoria.

Um bom exemplo, foi a cimeira UE/ÁFRICA, onde os interesses económicos e o combate ao poder chinês, fez esquecer as violações aos direitos humanos infringidos por ditadores ao seu povo, como Mugabe e José Eduardo dos Santos, entre outros.Durante três dias, fecharam os olhos, desligaram os cérebros e até consideraram os ditadores como uns bons parceiros económicos, com os quais os países da Europa, devem procurar estabelecer relações comerciais.Adoptaram as tácticas e a estratégia da China, numa atitude de completa "hipocrísia e desrespeito pelos direitos humanos".A condenação de outrora contra a China, obriga actualmente, por questões meramente económicas, que os países europeus se tornassem iguais a ela (China) . VIOLADORES DOS DIREITOS HUMANOS.

A hipocrísia na política e na economia é tão evidente, que os políticos actualmente, perferem nos seus discursos, atribuir culpas à GLOBALIZAÇÃO, no que diz respeito aos direitos humanos.A globalização, passou a ser a tábua de salvação, para tudo e todos justificarem os seus actos e comportamentos.

Neste momento, a questão que se coloca, incide para: Quem pode ou tem moralidade para condenar a China ?


OS “INFILTRADOS” E “O POVO EM GERAL”

Fonte : o apostolado

O recente discurso do Presidente do MPLA, pronunciado aquando da abertura da VII sessão ordinária do seu Comité Central, despertou-me dois sentimentos singulares: por um lado, perplexidade e, por outro, alguma curiosidade.

A perplexidade derivou da afirmação de Eduardo dos Santos, segundo a qual estariam a circular textos, em nome de uma suposta corrente interna do MPLA, fazendo apologia da necessidade de se impor um regime de ditadura, com a finalidade de se promover um desenvolvimento mais rápido.


Não fiquei propriamente perplexo com o surgimento dos textos apologéticos de uma ditadura. Há muito imaginava que um dia qualquer, isso sucederia. Fiquei, sim, espantado pelo facto de Eduardo dos Santos não ter reconhecido aí as suas próprias impressões digitais, ou seja, a sua responsabilidade na emergência e, sobretudo, na persistência de tais ideias. O que mais ainda me espantou foi a sua escusa em reconhecer a condição de membros do MPLA aos autores desse discurso do passado.

Na realidade, Eduardo dos Santos esqueceu-se que não passou ainda muito tempo desde que ele mesmo afirmou que o Ocidente nos havia imposto a democracia… Estranhamente, Dos Santos também se esqueceu da imagem dos seus pares mais próximos fazendo, durante algum tempo, a defesa e a difusão da ideia de que a democracia era um produto importado, e, de tão estranho, até se tornaria indigesto para o estômago dos povos africanos… Eduardo dos Santos não tem agora, pois, que e como se espantar. São somente as reminiscências do velho regime que Dos Santos dirigiu. Eles reemergiram, e querem agora fazer ouvir a sua voz.

Eu penso que, durante muito tempo, o MPLA terá ainda que conviver com os adeptos do modelo ditatorial, pois foi justamente nessa cultura ditatorial que foram “formatados” muitos dos actuais “cérebros”, agora erigidos à condição de “democratas”, por artes mágicas... Tudo isso num processo rápido: bastou-lhes mudar de roupa, colocar roupa limpa, sem terem necessidade de tomar banho… Como diz o nosso povo: Agora, “está-se mal...”, o cheiro do sovaco continua o mesmo…

Muitos desses “cérebros” foram enviados para os “santuários” das “ditaduras do proletariado”, com a sacrossanta finalidade de, no seu regresso, se transformarem nos principais pilares do velho regime. Não há, pois, que estranhar, muito menos recusar-lhes a paternidade… São filhos, sim, senhor! Até chegaram a ser tidos como os filhos mais queridos…

Talvez o que diferencia os homens e as mulheres que escrevem os textos incómodos, é que eles estão hoje certamente mais velhos, também estão mais anafados, certamente mais ricos e sem justa causa. Estão agora, sobretudo, seguramente temerosos de uma verdadeira democracia, perante a qual temem sucumbir, por falta de competência e de habilidades.

A curiosidade a que me referi no início recaiu na afirmação de Dos Santos sobre o novo conceito de “Povo”. Hoje, Dos Santos recusa, publicamente, a velha ideia de “Povo”, aquela que animou o MPLA – Neto, e que teve também um longo percurso no MPLA – Dos Santos.

No “Povo” de então, nesses tempos, cabiam apenas “os operários, os camponeses e os ditos intelectuais revolucionários ou dedicados à causa do proletariado”. Mas, agora, deixou de ser assim, isso porque já não interessa, porque seria mesmo uma incómoda contradição com a nossa realidade actual.

No velho conceito de “Povo” não caberiam nunca, pois, os actuais dirigentes, agora transformados em donos de indústrias, latifundiários, feitos banqueiros, proprietários de imóveis, os lídimos parceiros nacionais dos interesses das multinacionais. Dir-se-ia na linguagem revolucionária: estão feitos burgueses! Ou, melhor ainda: são, afinal, os verdadeiros “lacaios do imperialismo”!

Impôs-se agora uma transformação semântica. Senão, deixaria de fazer qualquer sentido a seguinte frase de Eduardo dos Santos: “O partido está unido e forte e tem uma direcção coesa, que está consciente de que a sua missão essencial é aplicar as deliberações do seu V Congresso Ordinário para a construção de um país democrático, unido e próspero, com um Governo do Povo e para o Povo”.

“(...) um Governo do Povo e para o Povo” Quando Dos Santos fala agora em “Povo”, certamente não se estará a referir ao “seu” povo do antigamente... Aquele, o do antigamente, era um conceito restrito, limitado, um conceito que convinha apenas ao processo revolucionário... Era um conceito político usado, sobretudo, para justificar o modo do exercício do poder, as exclusões que se foram arbitrariamente processando, toda a sorte de agressões morais e patrimoniais que se foram praticando.

Portanto, temos já dois tipos de “Povo”: um, que é o mais lato, onde Dos Santos e o MPLA passaram a integrar todas as camadas e classes da sociedade angolana – e fizeram-no, usando o seu livre arbítrio, na sua conveniência; o outro povo, é apenas o que a sabedoria popular decidiu chamar “o povo em geral”.

Nesse último conceito, cabem inteirinhos todos quantos estão hoje desprovidos de quaisquer privilégios. São os que se viram subtraídos até dos seus mais elementares direitos fundamentais. São a chamada “classe baixa”. São os que perderam toda a esperança, para quem há muito se esfumou a ilusão de estarem a governar... Não crêem já que alguém esteja a governar no seu interesse. Perderam tudo. Perderam até o “P” maiúsculo. Ficaram reduzidos, simplesmente, a “o povo em geral



Comentário: Concordo em absoluto com o autor deste artigo.
Só espero que, "o povo em geral", reaga para recuperar o "P" que perdeu, e que tanto jeito deu aos dirigentes do partido na era revolucionária, para que estes dirigentes alcançassem o poder e as regalias que actualmente possuem e beneficiam.A cada dia que passa, estes dirigentes sentem-se ameaçados, pelos ventos de mudança, que começam emergir.Daí a mudança repentina de roupa.De Monstros Ditadores, transformaram-se em Santos Democratas.
Os Lobos vestiram a pele de Cordeiros.Não, porque estejam preocupados com o seu povo em geral.As suas preocupações, é essencialmente continuarem usufruir da sua " condição de burgueses", parceiros privilegiados dos novos imperalistas, com quem vão assinando "acordos" e retirando " chorudas comissões".

Angola, precisa dos seus jovens, para com eles e a sua força, começar uma nova "era " de reconstrução e renovação total.Para tal, os jovens necessitam de exercer em massa ,o seu direito fundamental de cidadania, no acto eleitoral que se aproxima, votando para a mudança, em todos os sentidos.Angola precisa de respirar um novo "oxigénio".O ar que Angola respira actualmente é viciado e altamente poluído.


Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Sonangol negoceia compra de 25 por cento do capital do Totta Angola

Segundo presidente da petrolífera angolana

Fonte: Lusa

A Sonangol está a negociar a compra de, pelo menos, 25 por cento do capital do banco Totta Angola, revelou hoje o presidente da petrolífera angolana, Manuel Vicente.



O presidente da Sonangol disse que estão em curso, em Lisboa, neste momento, negociações que visam a aquisição de 49,9 por cento do BFA [detido integralmente pelo Banco BPI] por parte da Sonangol e ainda com o Santander e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para a compra de 25 por cento do Totta Angola.

Há quase dois anos, a CGD e o Santander anunciaram um acordo para a gestão do Totta Angola, que previa a entrada do banco estatal português no banco angolano, assim como de investidores angolanos, mas este nunca se concretizou nos termos previstos.

Manuel Vicente, presidente da petrolífera angolana, falou das negociações para a aquisição de participações no BFA e no Totta Angola num encontro com jornalistas, em Luanda, onde afirmou que o investimento da Sonangol em Portugal "é para continuar".

Além das entradas, em negociação, no BFA e no Totta Angola, a Sonangol já é o quinto maior accionista do Millennium BCP, com pelo menos cinco por cento do capital e interesse declarado em reforçar, e tem um acordo, assinado em Dezembro para comprar 49,99 por cento do Millennium Angola.


Comentário: O força do poder do petróleo.Como diz a canção do Dog Murras, e para o povo angolano, vamos a ver, se não é " hum hum ".

Até certo ponto, concordo que a Sonangol pretenda monopolizar a banca, nomeadamente a banca angolana.Concordo, se a monopolização fôr com intenção de melhorar, por exemplo, as condições de acesso ao crédito para os jovens empresários angolanos, que pretendam criar pequenas e médias empresas.Incentivando e diminuindo as restrições a esse acesso ao crédito, acompanhado com taxas de juro suportáveis e simpáticas.Ajudando a catapultar o pequeno e médio investimento, genuínamente angolano e a sua economia.

Não querendo ser má língua.Se as intenções forem, com a intenção de ... off-shores e outras artimanhas, como a lavagem de capitais.Está visto e sabido, que esse aumento de participações e investimentos, só irão servir aqueles que todos os angolanos e portugueses, já conhecem muito bem...Sempre as mesmas famílias, de Santos & Pecadores.

Vitrine : Júlio de Magalhães " Os Retornados – Um Amor Nunca se Esquece’


Júlio Magalhães é jornalista da TVI e responsável pela delegação da estação no Porto. Nasceu em 1963. Foi ainda bebé, com 17 meses, para Luanda. Depois a família rumou a Sá da Bandeira, actual Lubango. Júlio era rapazinho de 13 anos, assíduo espectador do cinema ‘Arco-Íris’, quando regressou ao que chamava ‘a metrópole’. O Porto era uma cidade fria e conservadora. Aos 16 anos já trabalhava nos jornais.




PRÉ-PUBLICAÇÃO DE 'OS RETORNADOS': O LIVRO DE JÚLIO MAGALHÃES

PRÓLOGO

“Nasci em 1963. Nesse ano, em Dezembro o meu pai resolveu dar um novo rumo à nossa família: partirmos para Angola onde já estavam alguns familiares nossos. Técnico de contas, na altura designado como ‘guarda-livros’, respondeu afirmativamente aos desafios que lhe eram lançados de Angola pelos meus tios e rumou para África. Com emprego garantido na empresa ‘Cafés Moura’, em Luanda, alugou uma casa no bairro da CUCA, na altura, uma das poucas casas existentes numa zona onde estava localizada a fábrica da conhecida cerveja angolana. O meu pai foi à frente, em Dezembro desse ano. Eu cheguei um mês depois nos braços da minha mãe. O meu irmão e a minha irmã só em Abril deixaram o Porto, onde morávamos, para se juntarem a nós.Durou apenas um ano a nossa estadia em Luanda. Diz a minha mãe que o meu pai era tratado pelas pessoas ali daquela zona como o ‘Juca da Cuca’. Em 1964, estávamos a fazer nova viagem e a cumprir novo destino. Um tio disse ao meu pai que uma empresa de Sá da Bandeira, hoje Lubango, designada por ‘Urbano Tavares de Sousa’ estava a precisar de um ‘guarda-livros’. Partimos.Nesse ano de 64 passámos a residir em Sá da Bandeira onde nos mantivemos até 1975. Quando a editora A Esfera dos Livros me lançou um desafio de escrever um livro sobre uma época ou figura da História de Portugal, de imediato, ocorreu-me escrever algo sobre África, mais precisamente, Angola. (...) Este é apenas um livro, romanceado, que parte de alguns factos e testemunhos verídicos. (...)Recordo a minha professora Catarina, que me ofereceu umas boas reguadas. Como gostaria de revê-la... Os caminhos para casa, ora pela rua do cinema Arco-Íris, ora pela Missão, até à rotunda da Mitcha onde morava. Os jogos aos domingos do FC Lubango, clube do qual o meu pai foi presidente, as boas lagostas da Royal, um bar-restaurante mesmo em frente ao Rádio Clube da Huíla, os passeios ao domingo no picadeiro, desde a Florida até à Praça da Câmara, e da Igreja, da Senhora do Monte, das quedas de água da Ungéria, do Cristo Rei ou da paisagem esmagadora da Tundavala, onde um eco parecia chegar ao fim do mundo, ou das nossas incursões de bicicleta e a pé pelo rio das Pedras. Os nossos dias na Chíbia, onde o meu pai tinha uma fazenda.


”PRIMEIRO CAPÍTULO“

Pela frente um longo corredor com filas de três lugares de cada lado, repletas. Joana nem sequer conseguia olhar para os passageiros que enchiam aquele Jumbo 747. Firme, de olhar pregado no fundo do corredor, esperou que a voz do comandante a salvasse daquele prolongado silêncio:‘Bem-vindos ao voo 233 da TAP. A nossa viagem com destino a Lisboa tem uma duração de 7 horas e 35 minutos. O tempo previsto em rota é bom. Peço a vossa atenção para as instruções de segurança que a seguir apresentamos.’O comandante Afonso Rosa sabia que não podia alongar-se muito mais, nem sequer deixar transparecer um sorriso. Dizer a todos aqueles passageiros ‘Bem-vindos ao voo 233 da TAP’ já era demasiado doloroso. Ninguém naquele avião desejava fazer aquela viagem.” (...)

Ler mais em : http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=278974&p=22&idselect=19&idCanal=19

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Amizades Chorudas - CUSTA A ACREDITAR...

Texto extraído do blog «A VOZ DO POVO »




Será que o Marinho Pinto se estará a referir a algum destes ???? Eles não andam nus, andam cobertos pelo manto diáfono da fantasia... e nós não há maneira de dizermos que estes reis vão nus!



Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de "trabalho", Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer…)

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas "patacas" como comentador RTP)

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

etc etc etc...


Comentário: Aqui estão algumas das razões, porque os políticos da nossa praça, ficam incomodados e picados ( caso de Sócrates) quando determinada imprensa, resolve vasculhar a vida particular e política, da maioria desta classe de "corjas papistas".

Em Portugal, os buracos de aperto do cinto da fome e da miséria, só existem para o povo.


Sugestão:Mais um excelente espaço dedicado a Angola

ANGOLA: O Novo Desenvolvimento

Neste artigo pretendemos explicitar a ambição de construção de um exemplo de sociedade organizada em rede e a caminho da concretização de um novo paradigma estratégico: a construção da “sociedade da vantagem MultiCULTURAL”.

Esta ideia do Novo Desenvolvimento, assume-se como um Manifesto de Posicionamento, relativamente à tendência que deve marcar a organização do Estado, da Sociedade e do Território, corporizando a promessa da chuva de liberdade e esperança, com que a Independência primeiro, e a Paz depois, “engravidaram” esta terra.

Daqui nascerá o Novo Desenvolvimento, ou o Pós-subdesenvolvimento.

Assim, a equidade e o conhecimento serão as novas marcas para o território angolano.

Este investimento implica um novo Paradigma de leitura e o consequente ordenamento dos “territórios”, social, cultural, económico, político e físico.

Este novo paradigma assenta num investimento na instalação de motores de desenvolvimento no interior, universidades, “clusters” estratégicos e projectos mobilizadores, criadores de riqueza e fixadores de valor.

São estas as variáveis do pós-subdesenvolvimento, em que o intellingence thinking e a criatividade estratégica são os atributos diferenciadores e construtores.

Têm sido criados alguns projectos interessantes e até mobilizadores como o CAN-2010, mas o que nos deve inquietar é a sustentabilidade dos mesmos.


Ler mais em: http://maisangola.wordpress.com/


Comentário: Devo confessar que não conhecia, este espaço.Foi com agradável surpresa que o visitei, e pude dessa forma, constatar a excelente qualidade dos artigos e respectiva visão, relativamente a Angola e aos angolanos.

Assim, não podia ficar indiferente.Resolvi partilhar e recomendar a todos os frequentadores do África Minha, uma visita e constatação "in-loco".Experimentem, que não se vão arrepender.Antes pelo contrário, vão ter uma agradável surpresa.

Ao autor do espaço, desejo-lhe as maiores felicidades e perseverança, na continuação do seu contributo, para todos os angolanos e para Angola.

Sinais de trânsito made in Angola

Uma rua de sentido único, com proibição de sentido único



Novo sinal.Este sinal só deve existir no código da estrada de Angola



(fotos: Tertúlia Africana)

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Oferta Especial de Fim de Semana



Aumentem o volume do som... toca a dançar e a cantar.

Acompanhem com a Cuca geladinha.Mas não abusem.Bebam com moderação...

Processo eleitoral tem muitas zonas cinzentas

O processo eleitoral está cheio de zonas cinzentas e uma delas é a intolerância política com tendência cada vez mais crescente.


Quem o diz é dirigente da UNITA, Fernando Heitor. Um dos vice-presidentes da Assembleia Nacional, Fernando Heitor receia que com a aproximação das eleições a situação pode complicar-se ainda mais, acrescentando que o discurso político de alguns dirigentes não ajuda a mudar o quadro.
Para o dirigente da UNITA, a situação é mais grave no interior do país, onde militantes do seu partido são constantemente perseguidos. Lembrou que a democracia pressupõe tolerância, respeito pela diferença, ética na política e eleições regulares. Fernando Heitor acredita que alguns dirigentes nunca leram os clássicos da política .?A maior parte dos políticos deste país, aqueles que ocupam cargos no Governo nunca leram Platão, não sabem o que é ética, nunca leram Aristóteles, alguns preocupam apenas com Maquiavel. É preciso ler Sócrates, Aristóteles e Platão para entender o que é a ética, o que é a política com responsabilidade social.

Quem assume posições partidárias tem que olhar para os outros como sendo todos os angolanos e tem de encontrar engenharias económicas e financeiras para resolver os problemas de todos, independentes da corda camisola?- acentuou.

Fernando Heitor denunciou ainda que a privatização do património do estado está a ser feita à favor de algumas famílias políticas, facto que considera bastante grave. Afirmou que a economia de mercado tem que ser virtuosa e se pautar por políticas com muitas perversidades, ela não se desenvolve. «Fazem-se privatizações numa conversa de restaurante. O património do estado tem de ser privatizado através de concursos públicos, dando-se a oportunidade à todos que pretendem concorrer e que vença o melhor projecto, o projecto que traga valor acrescentado ao país. O que nós vemos neste país é que o património do estado continua a ser privatizar de forma vergonhosa e descarada» - referiu.

O dirigente da UNITA, disse, por outro lado, que um dos grandes problemas em África é que os que estão no poder não pensam em abandonar o lugar e cria-se situações como a que se vive no Quénia, um país que até há pouco tempo foi um exemplo de estabilidade no continente.




Comentário:Isto acontece, porque a maioria dos políticos e partidários do MPLA, quando tomaram o poder sobre Angola, fizeram-no a pensar primeiro no saque e enriquecimento próprio e pessoal, e só tardiamente (actualmente) é que começam a politizar-se, no sentido de evoluirem e acompanharem as filosofias da ética, da política e da sociedade.Como a maioria dos políticos e partidários do MPLA, já estão caducos e burros velhos sem capacidades para aprenderem os métodos democráticos, vai ser difícil fazê-los abdicar do lugar e da política do saque e da descriminação social.Eles vão querer continuar a comer do bom e do melhor, continuando a privatizar e a hipotecar o país, de acordo com as necessidades dos seus bolsos e das suas famílias.

O problema, é que os partidários e políticos do MPLA, nunca sofreram na pele o fenómeno do exílio político, após a independência.Nunca passaram por privacidades.As saídas dos partidários e políticos do MPLA, para fora de Angola tinham outros objectivos.Lavagem de divisas, e boa vida para os seus familiares, boas escolas e Universidades na Europa, ou viagens únicamente turísticas.Nunca revelaram interesse, em trocar ideias e experiências com outros sistemas democráticos.Aliás, tenho muito dúvidas que eles saibam o que significa "democracia".

Se eles tivessem sofrido na pele, o exílio forçado no exterior de Angola, muitos deles estariam melhor preparados democráticamente, para implementarem a DEMOCRACIA no seu país.O exílio, tem como consequência a daptação e a aprendizagem, através das trocas de novas ideias, a outros sistemas democráticos.Outra visão, sobre o funcionamento da democracia.O exílio forçado, neste caso pode ser uma vantagem enriquecedora, para os que o sofrem na pele, e para o futuro funcionamento da democracia em Angola.Os que nunca, passaram por este fenómeno, têm receio que as filosofias dos exilados possam retirar-lhes o poder, que eles vão tentar impedir que os obriguem a "abandonar".Um bom exemplo do que eu acabei de salientar, foi a tentativa por parte do MPLA e do Presidente da Nação, ao impedimento dos angolanos residentes fora de Angola, de puderem exercer o seu direito fundamental de cidadania.O direito ao voto.

Angola precisa de um novo "oxigénio".Os velhos caducos e as suas famílias, já roubaram e já fizeram sofrer demais, Angola e os angolanos.

O voto, é uma arma valiosa e importante, que deve ser usada para dizer "BASTA" e rua com os imperialista e colonialistas do Poder Popular Privado


Isto é Angola...

Em Angola, não se passa nada...

Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam, cuidado com as catanas afiadas,(símbolo da bandeira da nação), com as doenças endémicas( doença do sono, malária, cólera, HIV), com as emboscadas, com a "gasosa", com as ameaças " não há fumo, sem fogo" com a contra-informação, com as perseguições aos jornalistas e imprensa privada, com as descriminações raciais no B.I, cuidado com os saques dos internacionalistas.Tudo isto, em nome do " Poder Popular " e do MPLA).

SEMANÁRIO ‘INDEPENDENTE’ DEPENDENTE

Fonte: o apostolado


O digital ´noticiaslusófonas´ denuncia a dependência do semanário ´Independente´, revelando o financiamento da sua reaparição pelo poder, mas a direcção do jornal refuta.

Segundo o digital, o ´Independente` voltou à estampa, após prolongada interrupção, por ter beneficiado de um escuro financiamento público no valor de 1,5 milhões de dólares.

«O dinheiro injectado a fundo perdido, cerca de 1,5 milhões de dólares, aos proprietários, pela cedência de parte das acções do Independente e USD 600.000,00, para o jornal, saem do montante de 10 milhões de dólares, afectos mensalmente, ao Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), para as obras de reconstrução de Angola», lê-se no artigo subscrito por Norberto Hossi.

Para Hossi, quer os membros da sociedade editora do jornal, quer o seu director, Epinelas Mateus, são gente com tenebrosas ligações com a segurança do Estado.

Abordado por Apostolado, Epinelas negou em bloco as alegações formuladas pelo digital.

«Isto não corresponde à verdade. Todas as pessoas que são citadas como proprietárias do jornal, eu não conheço ninguém. Se tivesse todo este dinheiro, nós não teríamos os problemas técnicos que temos neste momento», acrescentou Epinelas.

Atribuiu o artigo do digital à reacção emocional de William Tonet, director do semanário Folha-8, por causa de uma matéria contida na última edição do Independente envolvendo o nome dele.

Defendeu-se ter assumido a correcta postura profissional face às informações chegadas ao conhecimento do seu jornal sobre obras da Polícia Nacional, cuja execução cabia à empresa de construção de William Tonet.

Enfim, avisou que a direcção do seu órgão iria examinar todo o artigo e tomar uma decisão que será levada ao conhecimento do público.

De acordo com o articulista de noticiaslusofonas, Epinelas faz parte da «matilha» dos poderosos do país apostados em assassinar o jornalista Tonet antes das eleições.

E, prosseguiu o digital, «a notícia do Independente visou somente afastar a Jango’s (a empresa de Tonet) da II fase, pois Kopelipa e Ngongo pretendem na sua política de discriminação retirar trabalhos a empresas que sejam de pessoas que não bajulem o nosso governo e defendam o Miala».



Comentário: A maca está a começar aquecer.Troca de acusações de um lado e do outro.A ver vamos, como é que esta novela vai terminar.Sem pretensões de condenações antecipadas realtivamente aos intervenientes na "maca", pois até prova em contrário, são ambos inocentes, mas... "Não há fumo sem fogo".

A barraca está a começar abanar.Só faltam sete meses, para o dia do julgamento popular.No julgamento popular, já todos sabem permaturamente, quem vai ser o vencedor.Não se sabe, qual vai ser,o valor da margem de percentagem.

Esperemos que desta maca, não resultem mortes ou feridos.Seria um mau pronúncio.


Foto - No Comment


Se a moda pega...

Bom fim de semana

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

FERNANDO HEITOR CONSIDERA QUE HÁ UMA BURGUESIA APÁTRIDA EM ANGOLA

Fonte: VOA

O economista Fernando Heitor considera que há uma burguesia apátrida em Angola, sem qualquer sentimento nacionalista.

Em declarações à Voz da América, o segundo vice-presidente da Assembleia Nacional afirmou que magnetizados pelo dólar, os angolanos estão a perder cada vez mais a propriedade nacional, cedendo-a aos estrangeiros.

O dirigente da UNITA disse ainda que o campo está votado ao abandono. Acrescentou que muitas terras são ocupadas por altos dirigentes do país, mas não se desenvolve a actividade produtiva, porque estes ficam à espera de parcerias com estrangeiros.

«O campo está votado à sua má sorte, está entregue à bicharada As pessoas ocupam terras, põem lá os marcos que isto pertence ao fulano e não fazem nada com aquelas terras. Ficam lá à espera sentados que apareça um estrangeiro para fazer parceria.

Nós estamos a perder cada vez mais a propriedade nacional. Não estamos a ser proprietários do nosso país, estamos a ceder esta propriedade aos estrangeiros. E os nossos filhos o que é que herdarão? É preciso pensar seriamente nisso. Naquela loucura do dólar, até as nossas casas estamos a arrendar a estrangeiros. Há pessoas que tinham boas casas no Alvalade, no bairro Azul, etc, arrendaram aos estrangeiros e foram aos condomínios. Agora também já estão a fugir dos condomínios porque não conseguem chegar à hora ao local do serviço devido os engarrafamentos»- frisou.

Fernando Heitor referiu-se ainda à má distribuição da riqueza, afirmando que existe um hiato muito grande entre ricos e pobres em Angola. Mais grave ainda, sublinhou o dirigente da UNITA, é a forma como os endinheirados ostentam a riqueza, o que na sua opinião constitui uma provocação à maioria pobre.

«É uma injustiça social de tal ordem que brada os céus. Portanto é necessário que os governantes tenham um pouco mais de bom senso, um pouco de mais humanidade para irem ao encontro das necessidades gritantes dos seus compatriotas E, ilusoriamente, os endinheirados ao passarem nesses engarrafamentos diabólicos pensam que têm bem estar. Não têm nada, é uma ilusão total»- sublinhou.

Para Fernando Heitor, em Luanda praticamente não se trabalha devido aos constantes engarrafamentos, sublinhando que em quase todas as repartições públicas não se cumpre com o horário de trabalho, o que constitui um perigo para desenvolvimento do país


Comentário: Eu sempre disse, que a nova Angola e a luta pela sua independência contra os apelidados "colonos portugueses", não foi uma cruzada travada, para libertar e devolver a terra e o país ao verdadeiro povo angolano.Mas sim, uma estratégia da moderna colonização, onde são usados slogans de marketing, como "Poder Popular" e a "Luta Continua" em que a posse abusiva dos bens e das terras são nacionalizados, revertendo a favor dos mentores da moderna colonização (MPLA).Revertendo a favor das cúpulas partidárias, onde a sua divisão interna, é feita de acordo com o posto, o cargo e a patente ocupada dentro da própria estrutura partidária ou responsabilidade governativa.

Os bens e as terras, com maiores riquezas são nacionalizadas e registadas em nome pessoal dos novos proprietários, fazendo parte integrante do seu enriquecimento e negócios pessoais.

O povo, mais uma vez, foi e é enganado.Desta vez, pelos próprios angolanos.

Os mais atentos, poderão confirmar os lobbies a que estas terras estão sujeitas, e que o dirigente da UNITA denuncia, visitando através da internet locais como a CCIP - Câmara do Comércio e Indústria de Portugal - Angola.Neste local, constam as maiores empresas e accionistas com participação nas relações Portugal - Angola.As ofertas relativamente à procura de parcerias são imensas.Pelos valores constantes em algumas dessas ofertas, rápidamente verificamos que as terras não pertencem às classes desfavorecidas, mas sim às altas patentes.

Concordo plenamente que Angola, rápidamente deixará de pertencer aos angolanos.

Relativamente à questão, que "em Luanda não se trabalha, e que, em quase todas as repartições públicas não se cumpre com o horário de trabalho, o que constitui um perigo para desenvolvimento do país", este problema não é novo.Sempre foi assim a mentalidade do angolano.A filosofia do trabalho, rege-se pela teoria "o trabalho não é, para se fazer.O trabalho é, para se ir fazendo".Ou seja "ainda não se fez... amanhã talvez".

Choque entre lotação e caminhão mata 23 pessoas em Angola

Luanda, 21 fev (Lusa) - Um acidente rodoviário ocorrido nesta quinta-feira, na província de Huambo, planalto central de Angola, provocou 23 mortos e um ferido, noticiou nesta quinta a Rádio Nacional de Angola.

O acidente ocorreu quando uma van de passageiros, que seguia de Alto-Hama com destino à cidade de Huambo, se chocou com um caminhão que fazia reparos na estrada destruída durante a guerra civil do país.

A fonte contatada pela emissora oficial angolana afirma que o nevoeiro matinal e o excesso de velocidade da lotação são as prováveis causas do acidente, tendo as autoridades locais enviado uma equipe para investigar o ocorrido.

Na semana passada, acidente idêntico na estrada que liga Luanda a Sumbe, capital da província de Cuanza-Sul, resultou na morte de 15 pessoas.

Angola: Acórdão do Tribunal Supremo dá razão à UNITA sobre recenseamento eleitoral de cidadãos a residir no estrangeiro

Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Luanda, 20 Fev (Lusa) - O Tribunal Supremo (TS) pronunciou-se favoravelmente à petição da UNITA de registar e dar direito de voto aos cidadãos angolanos que vivem no estrangeiro, anunciou hoje o maior partido da oposição.

A UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) saudou hoje, em Luanda, o acórdão do TS que responde à petição apresentada há dois anos por esta força política junto do órgão que em Angola tem funções de Tribunal Constitucional.

Em causa está agora a possibilidade de eventuais atrasos no processo eleitoral, com as eleições previstas para Setembro, caso a decisão do TS obrigue ao recenseamento eleitoral dos cidadãos no estrangeiro e a preparação logística para que estes possam votar.

A decisão que retirou aos cidadãos residentes no estrangeiro a possibilidade de votar partiu da Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (MIPE) e da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que alegaram falta de condições materiais, financeiras e logísticas para o fazer.

Questionado sobre se o acórdão do TS não pode atrasar ainda mais as eleições legislativas previstas para Setembro, Daniel Maluka rejeitou afirmando que se houver "vontade política" do governo tudo poderá resolver-se.

O deputado da UNITA lembrou no entanto que se a resposta do TS tivesse sido dada no período estabelecido pela lei (prazo de 48 horas) não se colocaria o problema de eventuais atrasos na realização das eleições legislativas.

Em território angolano o recenseamento eleitoral de cerca de 8,5 milhões de eleitores já foi concluído em 2007, estando neste momento em fase de actualização, nomeadamente para a inclusão nos cadernos de cidadãos que agora completam 18 anos.

Instado a comentar as dificuldades logísticas para proceder ao registo dos eleitores que vivem fora de Angola, "Maluka" disse que a questão pode ser ultrapassada porque os partidos dispõem de "comités de acção" nos vários países, podendo estes fiscalizar o processo.


Comentário:Isto é o que se pode chamar, de uma boa notícia.De uma grande conquista.
Mas tal como a notícia adianta, não se pode lançar os foguetes antes da festa (da confirmação), pois poderá ser um pau de dois bicos.Uma estratégia para adiar o acto eleitoral.Temos vindo assistir últimamente a declarações vindas principalmente das cúpulas do MPLA, membros do governo e de alguns familiares do Presidente, no sentido de lançarem a polémica, forçar o adiamento das eleições.

O membro da UNITA salientou e muito bem,esta decisão peca por ser tardia, mas por outro lado se houver vontade política, esta decisão não implicará atrasos.

Se se confirmar, esta vitória, a realidade das eleições em Angola poderá sofrer grandes alterações.Poderá contribuir em muito, para a implementação da democracia e para outra visão da realidade.
Vamos aguardar e colocar à prova a vontade política dos responsáveis pelas eleições em Angola.

Portugal/Angola: Economistas questionam dimensão da influência angolana via Sonangol

Fonte : LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O investimento angolano em empresas estratégicas portuguesas, através da petrolífera Sonangol, dá a Luanda capacidade de influenciar decisões em Lisboa, mais do que permitir a diversificação de activos externos, defendem economistas ouvidos pela Lusa.

Enquanto alguns vêem com preocupação a entrada de gestores angolanos ligados ao Estado na administração de empresas como a Galp ou o Millennium Bcp, outros, como o gestor do programa angolano do Banco Mundial, Alberto Chueca, pensam que Luanda está principalmente interessada em ter uma palavra a dizer na gestão de grupos que têm importantes operações em Angola.

"Faria perfeito sentido que por detrás da decisão da Sonangol investir em empresas portugueses pudesse estar uma intenção estratégica de influenciar o tipo de decisões administrativas destas empresas em Angola", disse à Lusa Alberto Chueca, que afirma ser "legítima" e de "todo o bom-senso" esta postura.

"Temos muitas dúvidas de que a Sonangol tenha qualquer intenção e/ou alavancagem para desempenhar um papel" de "influenciar a política doméstica em Lisboa", adianta o responsável do Banco Mundial.

Ao contrário dos restantes economistas, Chueca faz questão de diferenciar o governo de Angola da Sonangol, que, enquanto empresa pública, "deve maximizar o lucro depois canalizado para o Estado de Angola", pelo que "não há nada de errado em fazer investimentos fora de Angola e em diferentes sectores, assegurando que o racional económico é sólido e sensato".

O comércio e os fluxos de investimento entre Portugal e Angola estarão em destaque na visita oficial de três dias que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, inicia quinta-feira à antiga colónia portuguesa.

"As relações comerciais são um aspecto importante da nossa relação. O incremento das trocas comerciais e do investimento (português) em Angola, como também de Angola em Portugal, é uma realidade que o poder político dos dois estados não pode ignorar", afirmou terça-feira à noite o ministro Luís Amado.

Para o economista e ex-secretário de Estado das Finanças Nogueira Leite, a Sonangol "actua como um fundo soberano" do Estado angolano, mas são vários os investidores do género em Portugal, pelo que Angola não deve ser marginalizada.

Exemplo, disse à Lusa, é o do banco La Caixa, que tem por detrás o governo catalão.

É certo que Espanha é um país democrático que pertence a um bloco económico de que Portugal faz parte, mas ao mesmo tempo, salienta, "diz-se que a [empresa pública russa do sector energético] Gazprom vai entrar na Galp, e a Rússia não é propriamente uma democracia".

"Temos de ser consistentes, e não pedir aos empresários que sejam políticos", enquanto o primeiro-ministro e o Presidente da República se desdobram em apelo ao investimento angolano, afirmou o economista.

Mais céptico, um economista e professor universitário português que pediu anonimato, salienta que, com as participações na Galp ou Millennium, Angola passa a ter
"capacidade de pressão" sobre as empresas e a economia portuguesa, que em casos-limite pode até ser transformada em "poder de chantagem".

Se "de repente, por razões políticas, Angola ameaçasse vender a sua participação" em empresas como a Galp ou o Millennium, tal poderia causar grande perturbação nos mercados de capitais, exemplifica o mesmo economista.

Embora levando em conta que a "relação financeira é também uma relação de poder", o ex-ministro da Economia Daniel Bessa mostra-se bastante mais optimista em relação ao investimento angolano.

"Sou dos que entendem que só pode haver uma atitude a um tempo correcta e descomplexada para com o investimento angolano em Portugal. Como português, cidadão de um país com um défice da balança de transacções correntes da ordem dos 10% do PIB, com consequente défice de poupança interna, só posso sentir-me agradecido e lisonjeado por esta disponibilidade do Estado angolano para investir em Portugal", adianta.

Para Bessa, o Estado português "não tem sequer o direito de interferir na escolha das entidades a quem os interesses privados portugueses entendem alienar os seus activos", devendo deixar esse papel a estes agentes e aos reguladores.

Isto, à excepção de "situações extremas" que, "em minha opinião, não se aplicam hoje ao Estado angolano", frisa.

"Se isso nos constitui numa situação de alguma fragilidade... é a vida. Não se pode ter `sol na eira e chuva no nabal´, sendo dos livros que, nestas matérias, a relação de poder é sempre assimétrica, em benefício dos credores e dos investidores em geral", afirma Bessa.

Para o economista e analista político angolano Justino Pinto de Andrade, a Sonangol "não é a mão directa" do Estado angolano.

A petrolífera "detém liberdade e maioridade", e acaba por ser protagonista da "internacionalização" do país apenas porque é praticamente a única empresa com capacidade para tanto.

"Por outro lado, os investimentos da Sonangol em Portugal, e noutros mercados mais competitivos, permitem a Angola obter conhecimentos que não existem internamente", disse à Lusa.

Manuel Alves da Rocha, economista e professor na Universidade Católica de Angola, também vê a Sonangol assumir-se como protagonista da "estratégia de internacionalização pela via financeira" delineada pelo governo - é o "instrumento mais poderoso" de Luanda nesta área.


Apesar de melhorias, Alves da Rocha afirma que "há ainda muito a fazer" no que diz respeito à transparência do sector petrolífero angolano."

É consensual que há determinadas questões que devem constituir segredo de Estado, especialmente nesta área onde a concorrência dita regras, mas é também verdade que nem tudo pode ser segredo", afirmou à Lusa.



Comentário:Depois de ter lido as diferentes opiniões dos credenciados economistas, sobre a pretensão dos investimentos da Sonangol no mercado português, fiquei com a sensação, que este tipo de relação tem "gato escondido com o rabo de fora", e as questões principais e fundamentais devem estar incluídas no tal "segredo de Estado" que o economista angolano Alves da Rocha salientou.

Fiquei também, com a sensação que Portugal devido à importância do Petróleo, vai começar a ser vendido em parcelas aos seus ex-colonizados, nos grupos e sectores de maior influência.Inverteram-se os pápeis.

Isto acontece, porque Portugal aos poucos foi perdendo as suas indústrias mais relevantes, devido à sua integração na UE, onde os países cujas as industrias e economias são mais fortes, acabaram por sufocar e condenar à morte súbita as industrias dos países mais débeis, com reflexos visíveis no enfraquecimento das suas economias.

Portugal neste momento, é um país cuja a sua economia assenta na "Prestação de Serviços".Presta serviços e colaboração a quem necessitar deles, internamente ou exteriormente.A cimeira UE/ÁFRICA foi um bom exemplo.Portugal prestou um grande serviço aos outros países que integram a UE, colaborando com o dinheiro dos impostos dos portugueses na sua realização.Portugal não tem mais nada, para oferecer ou para confrontar-se relativamente às economias mais fortes da UE.Aproveitou o seu mandato na Presîdência da União Europeia, para mostrar ao mundo, à UE e a África as qualidades e a qualificação dos portugueses na "PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS".Da mesma forma que o Primeiro Ministro e os membros do seu governo aproveitam a ocasião, para retirarem os dividendos antes da festa ter começado, antes dos louros estarem sólidamente certificados e carimbados, tentando transparecer uma imagem de uma governação e cimeira exemplar, mas essencialmente virtualista, fora do contexto interno e externo.

Ansiosamente, principalmente este governo, deseja a todo custo firmar acordos e parcerias em África, principalmente com Angola, numa obecção tipo combate ao défice, com o objectivo de apresentar resultados credíveis no final do seu mandato.Ao nível da Europa, Portugal deixou de ser um destino procurado e desejado para o investimento Europeu.Não há incentivos nem internamente nem extrenamente.Resumindo e concluindo, não há nada, a não ser tristeza, desmotivação, descrebilidade, devido à obecção de certos políticos prepotentes, que não têm a noção do país e do povo que governam.

Esperemos que a venda de Portugal ao ex-colonizado, seja um bom e prolongado casamento, ou invès de um amargo e litigioso divórcio, cujos os custos, mais uma vez, vão ser pagos pelo povo, devido aos acordos possíveis nos momentos de crises.Que os seus responsáveis à posteriori, não venham para a praça pública, desculpabilizar-se, alegando como outrora outros já fizeram, que "o que se fez, fez-se e bem", e a factura quem vai ter que pagá-la serão as vítimas mais frágeis, empobrecidas e desprotegidas.As mesmas de sempre.


Isto é, Portugal e as relações de amizades, entre os amigos de Portugal em Angola.

Por falar em relações de amizade.Gostaria de dizer aos amigos de Portugal e de Angola que à 32 anos que aguardo pelo pagamento dos danos causados pelo meu exílio forçado e contra a minha vontade, devido aos acordos assinados entre ambos, para a realização de um sonho, de um senhor, também ele na altura exilado em França.Esse senhor, aterrou em Portugal, sem nenhuma noção e conhecimento real do que se passava em África, a não ser pelo que tinha ouvido falar entre os africanos durante o seu exílio, e teve uma obecção sonhadora que o levou a assinar acordos, sem acautelar as consequências que o seu sonho poderia originar em milhões de portugueses e angolanos de várias gerações.

Vejam lá, se incluem uma fatiazinha do bolo da Sonangol, para contribuirem para o ressarcimento dos danos.Ou se estabelecem acordos, para que eu e a minha família, possamos regressar às origens, custeados pelos dois países, sem problemas consulares, com direito a casa e a um emprego a condizer de acordo com a inflacção em Angola.Cansei-me de ser um fardo, para o aumento do défice em Portugal, pois os políticos que na altura assinaram os tais acordos pelas costas e em segredo de Estado, nunca deram a oportunidade de poder optar com garantias e segurança, por outro défice mais vantajoso.Simplesmente ignoraram-nos, entregues às balas.

Também tenho o direito de ter as minhas obecções e sonhos, como o tal senhor ex-exilado em França, de querer retornar às minhas origens, por erros cometidos por ele.Também sou africana no exílio.Será que, o senhor ex-exilado, vai ter um sonho para concretizar o meu sonho...


Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Angola: Projectos portugueses em valor superior 370 milhões de euros aguardam por nova linha de crédito

Lisboa, 19 Fev (Lusa) - Projectos de investimentos portugueses em Angola, que totalizam 370 milhões de euros, encontram-se a aguardar por uma nova linha de crédito entre os dois países, disse hoje à agência Lusa o presidente da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC).
Gomes da Costa, que falava à Lusa no seminário promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), acrescentou que a solução passa por uma decisão política dos governos de Lisboa e Luanda.

As anteriores linhas de crédito, uma de 100 milhões de euros e a segunda de 300 milhões de euros, já estão esgotadas.

O crescimento da economia angolana explica aquela situação, depois de em 2006 as exportações portuguesas para Angola terem aumentado quase 50 por cento, até Novembro de 2007.

A linha de crédito de 300 milhões de euros, anunciada quando da visita que o primeiro-ministro português José Sócrates efectuou em Abril de 2006 a Angola, ficou esgotada em Dezembro desse ano.

O presidente da COSEC explicou ainda à Lusa que, segundo as regras definidas pela linha de crédito, a aprovação dos projectos era sempre feita consoante as prioridades definidas por Angola.

"Qualquer alargamento (da linha de crédito de 300 milhões de euros) irá funcionar dentro destes moldes", acrescentou.

Gomes da Costa salientou, por outro lado, que além dos projectos portugueses que aguardam por uma nova linha de crédito, o próprio Ministério das Finanças de Angola já inventariou, na sua página na Internet, mais projectos de investimento, que totalizam 170 milhões de euros.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, que parte quarta-feira à noite para Luanda, para uma visita oficial de três dias a convite do seu homólogo angolano, João Miranda, disse à Lusa que a questão figura na agenda dos temas a debater com as autoridades angolanas.

"As relações comerciais são um aspecto importante da nossa relação. O incremento das trocas comerciais e do investimento (português) em Angola, como também de Angola em Portugal, é uma realidade que o poder político dos dois estados não pode ignorar", salientou.


"Todos os instrumentos que possam favorecer o aprofundamento dessas relações serão tidos em conta e há a possibilidade, em concertação com o Ministério das Finanças, ver o que é que se pode fazer no sentido de reforçar os mecanismos e os instrumentos financeiros que existem para aprofundar essas relações", frisou.

EL.




Comentário: Lá vai o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, em alta velocidade a caminho de Angola.Já que Maomé não vem até à montanha.Vai a montanha que pariu um grande "Fiasco com a cimeira UE/África" até a Maomé.

Vão tratar de assuntos e relações de trocas e baldrocas.Vão tratar de exportar mais jovens portugueses para a emigração em Angola, contribuindo para a diminuição da taxa de desemprego em Portugal, e para a meta dos 150 mil postos de trabalho prometidos na campanha eleitoral de José Sócrates.Vão tratar de relações bilaterais, que podem ajudar os dois países.

Os portugueses vão ter que pagar e suportar com suor e lágrimas os 10 milhões de euros dispendidos na realização da Cimeira UE/ÁFRICA, e pelo que se tem assistido, não tem tido retorno, por parte dos países envolvidos nessa mesma cimeira.Mugabe e Gadafhi devem estar radiantes.Ambos sabiam, que esta cimeira era uma hipocrísia.Ambos sabiam, que esta cimeira, tinha como objectivo combater a forte influência da China em África, nomeadamente em Angola.Ambos sabiam, que a cimeira ia ser um fiasco, porque a China depois de entrar, passa a ditar as regras de jogo.A China, não quer saber, dos laços afectivos ou outros tipo de relações, que os países onde investe, possuíram no passado ou venham a possuir no presente e no futuro.

Boa sorte senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, pelo menos veja se consegue arranjar umas " migalhas" ou fazer acordos, para criarem um "Fundo ou uma Fundação" para indeminizarem todos os angolanos e portugueses que foram vítimas no passado pelos acordos assinados entre Portugal e Angola.


Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, mais valia terem despendido a verba de 10 milhões de euros, gastos na Cimeira, a indeminizarem os danos causados às vítimas da descolonização, atribuíndo um subsídio pelos danos causados, nos acordos assinados pelo Sócio (membro)número UM do Partido Socialista, de seu nome Mário Soares.


Sabia, senhor Ministro, que o sócio (membro) número UM do partido Socialista, tinha um sonho para África e para as ex-colónias?(veja no vídeo o seu sonho)

Senhor Ministro, o membro número um do PS, acha que o que se fez, naquela época em relação às ex-colónias, foi o que foi possível, e o que se fez, fez-se e bem.Tão bem, que ocasionou numa guerra que durou 27 anos, com milhares de vítimas.É para o lado das vítimas, que os autores que assinam acordos, dormem descansadamente de cônsciência tranquila, e se fôr preciso ainda se "gabam e não reconhecem e assumem os erros das assinaturas colocadas nos acordos".

Esperemos, que o senhor Ministro, não esteja a ser mandatário de um outro sonhador Socialista, o actual Primeiro Ministro.

Senhor Ministro, quando assinar os acordos, pelo menos tenha o bom senso de "acautelar" os interesses e os danos que proventura possam vir a surgir com as futuras PEQUENAS e FRÁGEIS VÍTIMAS envolvidas nos acordos.Não faça, como nos anteriores acordos assinados entre Portugal e Angola, deixaram as vítimas entregues à sua sorte, desprotegidas.Lavando as mãos, à semelhança dos acordos assinados entre judas e pilatos.

É possivel fumar em discotecas transformadas em associações recreativas, alertam empresários

Fonte: Lusa

ABZHP alerta para brechas na lei


A transformação de um bar ou discoteca em associação cultural e recreativa sem fins lucrativos dá aos empresários a possibilidade de permitir fumar nos seus estabelecimentos, anunciou hoje a associação do sector.

António Fonseca, presidente da Associação de Bares e Discotecas da Zona Histórica do Porto (ABZHP), afirmou, em conferência de imprensa, que existem "brechas na lei" que permitem aos fumadores matar o vício em locais onde à partida seria impossível fumar, como bares e discotecas.

Para isso, disse, "os empresários podem constituir uma associação sem fins lucrativos", uma espécie de clube.

"O clube será constituído pelo bar, onde será expressamente proibido fumar e que estará fisicamente separado dos restantes espaços, e pela sala de convívio, onde os sócios gozarão de total liberdade de acordo com o preceituado interno, respeitando os princípios da ordem pública, bons costumes, liberdade e auto-determinação pessoal dos sócios", anunciou.

Com esta designação, não é permitida a entrada de pessoas estranhas ao clube (não sócios), à excepção dos funcionários do bar, aos quais a sala de convívio estará interdita.

Assim, todos os clientes de um bar ou discoteca que seja transformado em clube terão que ser sócios da casa.

"É como um espaço privado, em que é permitido fumar", sustentou.

O responsável considerou que "não é difícil criar este formato", aconselhando ainda os empresários a concessionarem os bares para que possam ter lucro.

Para António Fonseca, com este modelo também se resolve de uma vez por todas a questão do reservado de admissão, uma vez que só entra quem for sócio.

"Há discotecas e bares que só deixam entrar determinadas pessoas. Aqui é o mesmo, só vai alterar a figura jurídica [do estabelecimento]", dissee

António Fonseca acrescentou ainda que, com este formato, haverá a possibilidade de um não sócio, quando acompanhado por um sócio, se tornar "sócio na hora", por apenas um euro.

"Este tipo de formato vai contornar alguns requisitos da lei, mesmo em relação a horários", acrescentou, admitindo, contudo, que só será permitido fumar nas discotecas que adoptem este formato "até ao dia" em que a legislação for reformulada.

A associação considera ainda que a lei do tabaco "é parcial", provocando "concorrência desleal".

António Fonseca apontou o caso das esplanadas da Foz, no Porto, onde é permitido fumar e onde um DJ está toda a noite a animar as pessoas.

"A lei do tabaco promove a desigualdade, isto é, o Estado, com esta lei, está a dar cobertura à concorrência desleal, contribuindo esse facto para o nascimento de espaços formatados, em zonas propícias para o efeito", sustentou.


Comentário: Outrora cruzou-se comigo, um expert em relações comerciais, em que a dado momento da relação comercial que se estava a estabelecer, as partes envolvidas tinham algumas dúvidas e receios relativamente às leis.Sobre as dúvidas e inquietações o expert respondeu categóricamente "Todas as leis têm uma porta de entrada e de saída.Nenhuma lei é estanque.Para encontrar essas portas, existem os bons advogados".

Relativamente à lei do tabaco, é benéfico para a democracia, que os bons advogados encontrem as portas de saídas, para combater as "atitudes prepotentes de descriminação e violação das liberdades e opções individuais de cada cidadão".Neste caso específico da Lei do Tabaco, contra um Director Geral da Saúde, que ao que parece, optou por uma perseguição e obecção (teimosia) pessoal e favorecimento de amigos, na imposição e aplicação da lei, seguindo o exemplo do Primeiro Ministro relativamente à sua obecção pelo défice.

Já agora, aproveito para felicitar o Tribunal de Contas (TC) pela decisão tomada relativamente ao crédito solicitado pela Câmara Municipal de Lisboa no valor 360 milhões de euros, em que o seu Presidente António Costa (ex-membro do governo e irmão de um dos jornalistas que entrevistou na SIC o Primeiro Ministro José Sócrates.São os lobbies das amizades de José Sócrates a funcionarem) tornou público, caso este pedido de empréstimo fosse recusado, ele demitia-se.Questionado pela imprensa sobre este assunto, o Presidente mudou de discurso, e ao que parece, já não vai passar das palavras aos actos.Vai-se manter no cargo.Pudera, com a situação política em Portugal a atravessar um caos, associado ao descrédito dos portugueses, é melhor seguir os exemplos do seu amigo José Sócrates, e recuar na decisão.A sua demissão seria um problema para o seu amigo Primeiro Ministro, pois nesta altura, seria complicado arranjar ou inventar um cargo (tacho) dentro do governo para ele.Se António Costa se mantiver na Câmara de Lisboa pelo menos fica com o posto (tacho) garantido para acumular à soma total dos rendimentos, quando fizer o seu pedido de reforma.