Domingo, 29 de Junho de 2008

País tem apenas 107 engenheiros civis

Fonte:Jornal de Angola

(Foto:Senhor Engº Político José Eduardo dos Santos, cuja a sua maior obra de engenharia, foi a destruição e desabamento colectivo do país do Progresso.Qualquer semelhança entre este engº e o engº Sócretino é pura ilusão óptica ou lavagem de roupa suja, com intuito de denegrir a imagem dos Srs. Engº ao invés dos países que eles representam)

O país formou apenas 107 engenheiros civis, desde 1964 até à data de hoje. Este dado foi revelado ontem, em Luanda, pelo reitor da Universidade Agostinho Neto (UAN), João Teta, na abertura do 2º seminário de avaliação interna da instituição.


Segundo João Teta, este número, que é claramente reduzida, representa um problema sério para o país. Para ele, o número de engenheiros civis formados até agora pela UAN se for comparado a outros quadros, como os licenciados em física, química, matemática, electrotecnia ou geologia, por exemplo, notamos que há uma grande diferença.
«Notamos que precisamos de formar muitos mais engenheiros civis», realçou o reitor da UAN. Ele informou, a propósito, que a Universidade Agostinho Neto está a avaliar neste momento o seu desempenho, para apurar, com propriedade, as virtudes e os constrangimentos, tendo em conta a preparação do plano geral de desenvolvimento até ao ano 2025.

O reitor da UAN, João Teta, deu a conhecer que a nível das faculdades de Engenharia e de Ciências a avaliação está a ser feita com apoio de três docentes da Universidade Técnica de Lisboa (IST), que, desde ontem, coordenam e orientam o trabalho, em estreita ligação com docentes das respectivas faculdades.

Entretanto, com a realização deste seminário sobre a avaliação interna, a UAN pretende ainda dar continuidade ao processo de criação, em cada uma das suas unidades orgânicas, de comissões técnicas de apoio ao escalão organizacional mais baixo.

João Teta esclareceu, no entanto, que tudo está a ser feito no âmbito das reformas em curso na instituição. A faculdade de Medicina, segundo o interlocutor, foi a que mais subsídios deu a este processo.


Comentário: O país do progresso vive dependente da mão de obra europeia, chinesa, cubana, brasileira, russa, americana como quem espera que o pão chegue à sua boca matreira e ansiosa.

Desde 1964 até à data só conseguiu formar no seu mercado interno 107 engenheiros.Feitas as contas um engenheiro acabado de formar em 1964, cuja a idade tenha sido 23 anos à data da conclusão da sua formatura, terá hoje, se fôr vivo 64 anos.Terão sido estes engenheiros os encarregados pela elaboração do relatório das causas do desabamento do edífico da DNIC ?

É uma possibilidade a ter em conta.

Outra possibilidade poderá passar, pelo facto que mesmo relatório (DNIC) tenha sido elaborado por engenheiros angolanos cuja a sua formação terá acontecido no decorrer da guerra que assolou o país durante 32 anos.Atendendo que os quadros superiores com habilitação credível para integrarem os quadros do ensino Superior em Angola (Faculdades ) a fim de leccionarem Engenharia, ABANDONARAM O PAÍS fugindo da guerra.Fixando-se no exterior de Angola.

Sendo assim, a formação dos 107 engenheiros angolanos durante o período da guerra, não poderá ser nunca de boa qualidade, pelos motivos que todo mundo conhece, quando um país vive em constante ambiente de guerra.A formação obtida direcciona-se para desenrascanço. Consequentemente de má qualidade.

Por outro lado, feito um filme virado para o passado, cuja a elaboração de relatórios pertencem ao presente, podemos questionar uma situação do filme.

Um engenheiro angolano nascido em 1975, à data terá 33 anos. Atendendo que a sua formação tenha sido integralmente obtida numa Faculdade Angolana, sob ambiente de guerra, quais serão as suas aptidões e qualificações credíveis para poder elaborar relatórios sobre derrocadas, desabamentos de edíficios em Angola ?


É por causa destas lacunas, que a maioria dos angolanos duvidam do relatório conclusivo das causas ambíguas do desabamento do edíficio da DNIC.Representando um sério problema para o país em termos de credibilidade para elaboração de relatórios onde deve imperar a seriedade e profissionalismo, sem deixar quaisquer tipo de suspeição na opinião pública.

Não haverá problema de maior, como também não será pelo facto de os engenheiros angolanos permitirem execução de obras semelhantes às fotos que acompanham este comentário, que os edíficios e relatórios angolanos por eles elaborados, deixarão de ter credibilidade na cabeça dos governantes/desgovernados do país do progresso.

Sábado, 28 de Junho de 2008

Refugiados

Fonte: Jornal de Angola

Artigo de opinião do director do jornal

O número de refugiados no mundo nunca alcançou um nível tão elevado. Isso é preocupante. Mas o assustador é ver que a Europa aparece entre os dez piores lugares do mundo para os refugiados. A classificação está no Relatório Mundial de Refugiados feito por uma organização não-governamental americana, o Comité para os Refugiados e Imigrantes.Os dez maiores violadores dos direitos dos refugiados são, segundo o relatório, China, Índia, Malásia, Tailândia, Bangladesh, Iraque, Quénia, Rússia, Sudão e Europa.

A procura de refúgio em terra mais acolhedora é um drama enorme. Os angolanos são testemunhas vivas desse facto, porque sentiram na carne o que é atravessar fronteiras, descobrir um tecto para dormir, viver debaixo da ponte ou numa tenda, cozinhar em lata de leite e ter os melhores argumentos para conquistar uma rapariga que não entende a nossa língua.

Mas saber receber os povos que nos batem à porta nos momentos mais difíceis é um dever, mais do que uma retribuição, e as instituições nacionais têm de estar preparadas para a eventualidade. Muitos dos Patricks e Hamutenyas, que comeram connosco no mesmo prato e dormiram na mesma esteira, na Vila Alice, em Viana, no Kwanza-Sul, no Moxico, durante o apar-theid na África do Sul, a ocupação da Namíbia e a ditadura de Mobutu são hoje cidadãos livres nos seus países. É bom ouvir, como todos escutámos pela RNA, de um cidadão do Rwanda, que os seus conterrâneos refugiados em Angola deixaram de viver da ajuda humanitária, que ele próprio constituiu aqui família, que beneficia de assistência social e dos mesmos serviços de saúde e medidas de protecção prestados aos angolanos com quem partilhou as rações do PAM.

Atitude diferente é de esperar relativamente àqueles que nos entram porta adentro com desígnios política ou economicamente motivados, que minam a coesão social, julgando que nos demovem dos nossos princípios. Falo dos que, induzidos por redes de traficantes de ilusões, constroem do dia para a noite um ninho de minaretes atrás da nossa orelha, elegendo-se no dia seguinte como consumados líderes comunitários. Não há memória que prática recíproca de construção dos nossos “templos” ou do nosso Carnaval tenha sido, em época alguma, a dos angolanos que estiveram refugiados no estrangeiro. Recordo-me, aliás, que entre os embaixadores que ajudaram a unir as comunidades angolanas no exterior (outros faziam por dividi-las, é claro), José Patrício, em Lisboa, aconselhava os nossos compatriotas a conduzirem-se pelo princípio “em Roma, sê Romano!” Por essa e outras razões é que os angolanos são considerados dos imigrantes mais bem comportados do Mundo.

O regresso em massa dos refugiados angolanos e o facto de os beneficiários da paz em Angola terem sido também os cidadãos estrangeiros que vivem entre nós, é outro dado novo da realidade angolana. As novas medidas de controlo migratório anunciadas pelo Governo no início do ano e que os Serviços de Migração e Estrangeiros estão a implementar poderão reforçar essa tendência. Pelo menos desta vez, na lista, não saímos tão mal como a Europa.


Comentário:Este artigo do Director do Jornal de Angola, deve ter sido escrito para divertir os angolanos imigrados.

Vejamos, ele começa por dizer que os 10 maiores violadores dos direitos dos refugiados são, em 1º lugar a CHINA, sendo o último lugar ocupado pela Europa

Acabando o artigo por estabelecer a comparação entre Angola e a Europa, passo a citar "Pelo menos desta vez, na lista, não saímos tão mal como a Europa".

Esta leitura e desvio da realidade que ele próprio escreve no seu artigo, é no mínimo caricata, aberrante, revelando comportamentos de perseguição à Europa e aos europeus, tal como faz o senil ditador Mugabe, quando lhes faltam argumentos para contrapôr a realidade dos factos e dos fracassos a que estão sujeitos perante a opinião pública, denegrindo a imagem do país - Angola.

Sim, porque a realidade dos factos no artigo deste director, é que a CHINA aliada de ANGOLA é detentora do 1º lugar da lista das violações.Vá-se lá saber as razões pelas quais, a escolha do director recaíram sobre o último lugar da lista, para estabelecer as suas comparações xenófobas ao elaborar este artigo.

Por outro lado, este Director deve pensar que o mundo que rodeia os outros, encontra-se tão limitado como o dele.Ora, em Angola não há refugiados em tão grande número pelas razões que todo mundo conhece.Só um louco desesperado e faminto, como este director escolheria Angola em tempo de guerra para refugiar-se.É claro que existem excepções, e uma delas advém dos refugiados congoleses, onde recentemente vieram a público denúncias sobre acções de violações e de violência, cometidos por Angola aos refugiados congoleses, levadas a cabo nas várias tentativas de os expulsarem do país.

No entanto, existe neste artigo uma afirmação pela qual o director não tem argumentos para contrariar, ou talvez seja porque viaja muitas vezes para a Europa, no tal esquema « Luanda/Lisboa/Luanda - Cá e lá» onde ele próprio pode constatar essa realidade inegável.Ele afirma que: « aconselhava os nossos compatriotas a conduzirem-se pelo princípio “em Roma, sê Romano!” Por essa e outras razões é que os angolanos são considerados dos imigrantes mais bem comportados do Mundo.

As razões são demasiado evidentes, e o Director nada pode fazer para contrariá-las.Os angolanos são considerados dos imigrantes mais bem comportados do Mundo, porque tiveram que ser educados, politizados pelos países Europeus (e não só), onde eles se inseriram, podendo viver em LIBERDADE - livres de qualquer tipo de pressão.São estes angolanos, que cuidam da imagem de Angola fora dela. O mesmo não acontecendo por parte dos angolanos que vivem dentro de Angola, onde os valores cultivados, são do pior que há no mundo, entre muitos, passo a citar alguns : Falta de liberdade de expressão - Ditadura (perseguição), Corrupção - é um status da sociedade angolana, segregação social (musseques misturados com condomínios de luxo), xenófobia (contra os europeus), pobreza, miséria, lixo, falta de cultura higiénica, deficiências no ensino, na saúde, na justiça, etc, etc,.

Deve ter sido, por estas razões que o Director escolheu a Europa ao invés da China. Para atirar pedras ao vizinho, que o colonizou recheado de muitos e bons valores, cujos os que ficaram em Angola a defender o país de uma guerra inventada para apoderarem-se das riquezas só para uma minoria, não souberam dar continuidade, cultivando-a.Relegando e empurrando o povo para a sua auto-destruição. - valores bélicos de agressão e atentados às violações e direitos do ser humano

Por isso, senhor Director continue atirar pedras a quem está habituado a matar a fome da sua barriga de miséria no prato europeu (Portugal) sem ter que pagar um cêntimo.Inclusive a casa onde habita será uma obra made in Europa (Portugal).Os angolanos que vivem fora de Angola, são civilizados e bem comportados, porque vivem em países com regras democráticas.Acima de tudo, não são ingratos e lambe-botas xenófobos como o senhor, nem se encontram ao serviço do seu MPLA e do seu presidente, consequentemente não são capazes de vender a sua própria família nem o seu voto, o que deve ser o seu caso, para conseguirem assegurar a manutenção do posto de mendigos para agradar aos ditadores Chinês, Angolano e Zimbabueano.Eles são livres.

Senhor Director, venha mais vezes à Europa, matar a sua fome com os angolanos civilizados à volta de uma mesa recheada com uma moambada com cozido à portuguesa, onde pode falar e comentar de tudo, que ninguém leva a mal, nem tão pouco o vai xibar ao seu MPLA e presidente.

Senhor Director, não necessita de enviar recados chorosos aos angolanos imigrados na Europa, com tentativas de aliciamento para regressarem às suas origens.Eles estão suficientemente democratizados e politizados para saberem quando devem regressar.O senhor, já devia saber, quando a esmola (choro) é muita, o angolano civilizado e comportado desconfia dessa esmola.

Cuide da sua vidinha, e deixe os angolanos imigrados na europa em paz.Você em tempo de guerra deve ter sido dos muitos que participou através do jornal que representa, na propaganda do seu MPLA e do seu presidente para persegui-los e escoraçá-los do seu próprio país.

A civilização europeia, é a civilização mais antiga da humanidade.Os imigrantes angolanos na europa aprenderam a ser civilizados e bem comportados seguindo os seus exemplos.Caso contrário, se estivessem no seu país estariam incivilizados e mal comportados como a maioria do povo angolano.

Tenha vergonha nessa cara, e escreva directamente «Pelo menos desta vez, na lista, não saímos tão mal como a CHINA»



TOPO DE GAMA

É fim de semana!!!

Satisfazendo com agrado um comentarista deste espaço.Ficam aqui registadas algumas fotos dos TOPO DE GAMA DE LUXO a circularem na terra do progresso - Angola


Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Informação: Consulado de Angola realiza actos consulares no Seixal

O Consulado geral de Angola promove, no próximo sábado, dia 28 de Junho, a partir das 9.30 horas, no auditório da Junta de Freguesia de Amora, a realização de diversos actos consulares.

A comunidade angolana residente no Seixal pode, até às 15.30 horas, realizar a inscrição consular, fazer o pedido de passaporte, o registo de nascimento e o recenseamento militar.
Esta actividade é realizada em parceria com a Câmara Municipal do Seixal e a Junta de Freguesia de Amora.

Inscrição Consular
Documentação necessária: fotocópia do Bilhete de Identidade, cédula (para menores de idade), Certidão de Nascimento ou Passaporte e uma fotografia tipo passe.

Pedido de passaporte
Documentação necessária: fotocópia do Bilhete de Identidade, cédula (para menores de idade), Certidão de Nascimento, quatro fotografias tipo passe e cartão consular, caso possua.

Registo de Nascimento
Documentação necessária: fotocópia da Certidão de Nascimento do menor, emitida pela Conservatória portuguesa emitida a menos de seis meses de validade, o B.I. ou Passaporte Novo e válido dos pais.

Recenseamento Militar
Documentação necessária: Bilhete de Identidade, Certidão de Nascimento, Cédula de Nascimento ou Passaporte válido e duas fotografias tipo passe

Angola: Presidente do MPLA alerta para certa "promiscuidade" que existe hoje no Governo

Fonte: Visão

Luanda,(Lusa) - O presidente do partido no poder em Angola, MPLA, José Eduardo dos Santos, disse hoje que é preciso acabar com uma "certa promiscuidade" que se verifica no exercício de funções públicas e, ao mesmo tempo, de gestão empresarial.

"Devemos aprovar regras mais claras para pôr cobro a uma certa promiscuidade que se verifica hoje", disse José Eduardo dos Santos lembrando que "um membro do governo pode ser accionista, pode ser detentor de quotas numa empresa, mas não deve ocupar-se da sua gestão e nem desrespeitar o princípio da isenção e da imparcialidade no exercício das suas funções administrativas".

José Eduardo dos Santos, também presidente da República de Angola, discursava na abertura da XI sessão extraordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), destinada à apreciação e aprovação das propostas de listas de candidatos para as eleições legislativas, marcadas para 05 de Setembro deste ano.

José Eduardo dos Santos sublinhou ainda a necessidade de correcção de "todas as práticas negativas que afectam a imagem do Governo do MPLA".

"Estas são algumas pistas que deixo para o fundamento posterior e na firme convicção de que de facto faremos tudo para que o MPLA seja cada vez melhor e ajude também o país a mudar", disse o Presidente.

Referindo-se a acções levadas a cabo pelo seu partido depois de Angola ter alcançado a paz, em 2002, José Eduardo dos Santos disse que incidiram sobretudo na pacificação dos espíritos, na reunificação das famílias e no apoio aos que foram mais atingidos.

"Mas mesmo assim temos que reconhecer que começa a haver um relativo desequilíbrio entre o investimento público nas cidades e nas vilas e o que é feito junto das comunidades rurais", disse José Eduardo dos Santos.

No seu discurso, o presidente do MPLA disse que deve ser dada mais atenção aos antigos combatentes e os deficientes físicos de guerra, bem como à educação patriótica dos adolescentes e da juventude, para que conheçam melhor a história do país e preservem os valores, usos e costumes e a cultura angolana.

José Eduardo dos Santos referiu que a economia de mercado que está a ser edificada leva à estratificação da sociedade e à necessidade de uma gestão ou regulação equilibrada pelo poder político, das diferentes classes e camadas sociais.

"Neste contexto, temos que definir correctamente as políticas públicas, com o domínio fiscal, do trabalho e de salários, da segurança social e no da economia agrária e rural", frisou José Eduardo dos Santos.

O Presidente angolano apelou aos empresários nacionais a investirem cada vez mais na economia do país, ao invés de fazerem investimentos no estrangeiro, proporcionando assim mais empregos e melhores salários para os angolanos.

"O país precisa de um sector económico privado forte, que permita ao Estado reduzir a sua presença neste domínio e consagrar a sua atenção principal à área social e à sua função reguladora e fiscal", sublinhou o Presidente.



Comentário: Olha quem fala, quando faz este tipo de afirmações "Devemos aprovar regras mais claras para pôr cobro a uma certa promiscuidade que se verifica hoje", disse José Eduardo dos Santos lembrando que "um membro do governo pode ser accionista, pode ser detentor de quotas numa empresa, mas não deve ocupar-se da sua gestão e nem desrespeitar o princípio da isenção e da imparcialidade no exercício das suas funções administrativas".

Alguém devia lembrar ao presidente do partido MPLA e simultâneamente do País, que a primeira pessoa a exercer a promiscuidade é ele.O presidente deve ter memória curta, ou está a tentar fazer de todos angolanos e da opinião pública em geral de "parvinhos", pois então todos os poderes e todas as decisões em Angola estão sobre a sua alçada.Deviam lembrar ao presidente que o poder judicial e a sua gestão deve ser independente e que deve respeitar o princípio da isenção da imparcialidade no exercício das suas funções governativas - caso Miala e outros que tais.Sendo que este tipo de ingerência na gestão pode ocasionar " práticas negativas que afectam a imagem do Governo do MPLA" este tipo de acções levadas a cabo pelo seu partido depois de Angola ter alcançado a paz, em 2002, José Eduardo dos Santos deveria ter dito que incidiram sobretudo para alertar os espíritos, sobretudo na reunificação da sua família e no apoio aos que foram mais beneficiados pela sua governação corrupta e ditadora.


(clicar na foto para ampliar)

O Presidente angolano apelou aos empresários nacionais, caso do exemplo da sua filha Isabel dos Santos a investirem cada vez mais na economia do país, ao invés de fazerem investimentos no estrangeiro, proporcionando assim mais empregos e melhores salários para os angolanos


Para finalizar, vou só levantar a suspeição.

Quem terá sido o autor (encomendado) que elaborou este discurso ?

É sabido que o presidente José Eduardo dos Santos, não possuí nem dom da palavra nem bagagem suficiente para elaborar discursos sem "guião".Os seus discursos são encomendados, uma vez que ele é inequestionável.Fica completamente à vontade para falar exlusivamente sobre que está escrito (guião), mesmo que o seu conteúdo seja aberrante e contraditório à realidade dos factos do país.Discursos que são autênticos verbos de encher.

Corre por aí à boca cheia, que os debates televisivos propostos para um frente a frente com os outros candidatos durante a campanha eleitoral em que participará o presidente do MPLA (será que vai mesmo participar) as perguntas terão que ser préviamente elaboradas, dessa forma o presidente só responderá ao que foi estipulado, e decorado por ele para os respectivos debates, devido à sua falta de bagagem e poder de comunicação no confronto de ideias, pois o mesmo não conhece efectivamente os problemas graves dos dossier que o país atravessa.

Zimbabwé versus Portugal

(clicar nas imagens para ampliar e facilitar a leitura)



Comentário: Luís Amado, considera as afirmações abusivas, talvez por conveniência, uma vez que Portugal trabalhou em conjunto com o governo britânico esquecendo-se de acrescentar que o Zimbabwé trabalhou em conjunto com o governo angolano.A existirem abusos e propagandas terão que ser de ambas as partes - Zimbabwé e Portugal.Não esquecer que um dos objectivos da cimeira UE/ÁFRICA era atrair o presidente de Angola José Eduardo dos Santos, amigo do ditador Mugabe.O trabalho em conjunto entre o governo português e o britânico centrou-se exclusivamente nas ameaças que o presidente angolano colocou a Portugal (realizador da Cimeira) caso fosse interditada a presença de Mugabe.

A existirem abusos e propagandas, elas aconteceram por parte de Portugal antes e durante a cimeira UE/ÁFRICA ao abrir precedentes para facilitar a presença de Mugabe.Esta abertura pode ser vista como um embaraço que o governo português colocou ao governo britânico optando pelo Mugabe.Perante estes factos, sobre o qual existem registos comprovativos, Luís Amado só tem que engolir em seco as palavras do vice-ministro do Zimbabwé.

Portugal está a tentar adoptar o perfil de "anjinho defensor dos seus aliados europeus" esquecendo-se que em Dezembro de 2007 adoptou o perfil de "advogado do diabo - Mugabe".

Pela boca morre o peixe.Luís Amado, devia ficar caladinho e encaixar os elogios vindo do Zimbabwé

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Zimbabwé

(clicar em cima da imagem para ampliar e facilitar a leitura)




UNITA APONTA OS CAMINHOS DE UMA FRAUDE ELEITORAL ANTECIPADA

Fonte: VOA

Fonte da Voz da América garantiu que os presidentes dos grupos parlamentares mantiveram uma reunião, esta tarde, com o Presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida, para entre outros assuntos agendados, serem informados da necessidade de rever a Lei Eleitoral no sentido de permitir a votação em dois dias.

Estando prevista a realização de uma plenária na próxima terça-feira para aprovar as Leis referentes ao Conselho Nacional de Comunicação Social e do Direito de Antena e de Resposta que completa o pacote eleitoral, a fonte disse crer que, usando da maioria que detém no parlamento, o MPLA vai fazer passar a revisão da Lei eleitoral.


A UNITA, em reacção, considera num comunicado da sua Comissão Permanente que a iniciativa tornada pública pelo MPLA de alterar a Lei Eleitoral, para realizar a eleição em dois dias, é um factor perturbador à estabilidade do processo e revela a intenção de concretizar a fraude.

A UNITA denuncia e repudia esta iniciativa do MPLA, porque «considera que qualquer alteração à Lei Eleitoral depois de convocadas as eleições e aprovados os planos para a sua realização constitui um sério atentado à integridade do processo eleitoral e à paz política».

De acordo com o documento, a fraude processual começou com a violação constitucional, por omissão, da não fixação atempada de uma data para a normalização institucional.

Criticas não foram poupadas ao figurino da administração do processo eleitoral, que conforma uma fraude à partida, pelo facto de ter nomeadamente negado o direito ao voto aos angolanos na diáspora, criticando igualmente «os actos de intimidação dos eleitores, por via da intolerância política que nunca cessou, cujos autores continuam impunes e induzidos à continuidade pelo conluio de instituições que deveriam ser garantes da ordem e da justiça».

A continuação desta fraude, lê-se no documento, «prossegue com a partidarização das autoridades tradicionais, com atentados à liberdade de imprensa e a ostensiva falta de pluralismo nos órgãos de comunicação social do Estado, cujas chefias censuram o trabalho dos jornalistas, colocando-se ao serviço da propaganda política a favor do Partido da situação».

A UNITA lembra que nos últimos dias têm-se multiplicado as tentativas por parte do regime de silenciar rádios privadas, porque plurais, bem como a estranha coincidência de haver uma boa parte dos directores de órgãos de comunicação privados sob processos judiciais.

O paralelismo com a situação prevalecente no Zimbabwe foi igualmente realçado pelo Comité Permanente nos termos de que naquele país perdeu-se o controlo da situação que, entretanto, «está a ser bem aproveitado pelas autoridades angolanas para proceder do mesmo modo».

A diferença no entender da UNITA é que «as autoridades angolanas procuram viciar, de modo subtil, um processo do qual pretendem possuir o absoluto controlo, a todo o tempo», não se satisfazendo já com a manipulação da imprensa, mas pretende também ter a custódia dos votos depois de expressos e antes do apuramento.

Sustenta esta apreciação afirmando que «sómente a realização da votação em dois dias permitirá tal custódia para, durante a longa noite do dia 5, cortar a luz e as comunicações em zonas sensíveis, introduzir votos e assembleias de voto fantasmas, desviar cadernos eleitorais e substituir actas ou urnas», lê-se no comunicado.

De comparação em comparação, à demência e falta de lucidez de Mugabe é contraposta uma constatação de um José Eduardo dos Santos que utiliza, de modo lúcido e subtil, as instituições do Estado para turvar as águas de um processo cujos vícios somente poderão ser anulados pela determinação dos angolanos, nas urnas, de rejeitar 30 anos de corrupção política e económica.

É convicção dos angolanos e da comunidade das nações, no entender do maior partido na oposição, que «Angola, tal como o Zimbabwe, possui um déficit democrático elevado, pratica a corrupção a todos os níveis do Estado e adquiriu perícia e experiência em subverter as instituições do Estado para violar os direitos fundamentais dos cidadãos, delapidar o erário público e manipular as regras eleitorais. Os eleitores angolanos não confiam no Governo para garantir a integridade dos seus votos. Eles sabem que quem rouba dinheiro do povo, também rouba o voto do povo».

Lembra que desde Dezembro de 2007 que o Presidente Eduardo dos Santos, de forma subtil, manifestou a intenção do regime de subverter a lei e a escolha dos angolanos, ao ter anunciado na sua comunicação ao País, a realização das eleições «nos dias 5 e 6 de Setembro».

Não tendo obtido o consenso da sociedade e do Conselho da República para realizar a eleição em dois dias, diz a UNITA, ao arrepio da Lei, o Presidente da República foi forçado a respeitar a Lei e convocar as eleições para um só dia.

Como nem o Conselho da República nem o Presidente da República têm iniciativa legislativa, o regime não teve outra alternativa senão deixar cair a máscara da integridade e anunciar a sua intenção de fazer rolar o rolo compressor da maioria que ainda possui no Parlamento para realizar os seus intentos. Mas fê-lo encomendando primeiro um parecer à sua instrumentalidade, a Comissão Nacional Eleitoral.

É assim que surge a Comissão Nacional Eleitoral a aprovar, no dia 24 de Junho, um Memorando não solicitado, sobre um estudo que os conselheiros do Presidente da República teriam recomendado à Assembleia Nacional.

«Se é verdade, como implicou o ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, que a Justiça está em crise e há juizes que emitem sentenças por encomenda, também é verdade que o Memorando da CNE é um parecer por encomenda, que apenas serve os interesses anunciados do regime, e não dos eleitores», ressalta o documento.

Neste parecer por encomenda, a CNE distorce o sentido da recomendação do Conselho da República por inseri-lo no quadro da «continuidade das operações eleitorais», prevista no artigo 120º da Lei eleitoral, quando os conselheiros do Presidente da República solicitaram o estudo no quadro do Artigo 121º que dispõe sobre as «causas da não realização da votação.» Além disso, agride o princípio da ininterruptibilidade da votação, consagrado na lei, e ignora o facto de que a lei já estabelece como a CNE deve lidar com situações excepcionais e localizadas.

«Devemos recordar, que em Dezembro de 2007 e em 30 de Maio de 2008, a CNE remeteu a Sua Exa. o Presidente da República o seu parecer favorável para a convocação das eleições. Nesses documentos, a CNE identifica todos os preparativos em curso, incluindo a compra de material logístico, o treinamento dos agentes eleitorais e o seu Plano para a votação num só dia. Haverá cerca de 52,000 mesas de voto, onde deverão votar apenas 250 pessoas por mesa. Para cada mesa haverá quatro cabides de votação disponíveis. A CNE não fez qualquer referência à necessidade de se alterar o período da votação, nem em Dezembro de 2007, nem em Maio de 2008, exactamente porque ela já fez os estudos necessários, e sabe que a lei já estabelece como lidar com situações excepcionais que eventualmente surjam», precisa o documento.

A UNITA declara que, pela sua conduta, as instituições do Estado têm vindo a desqualificar-se para actuar como garantes da integridade do processo eleitoral angolano. Assim, através da participação maciça na votação, nos actos de fiscalização do voto e tutela das urnas, o único garante da integridade do processo eleitoral é o povo soberano de Angola.

A UNITA considera que o Governo de Angola não deve dar cobertura a um processo anti-democrático e violento de subversão, pelo que deve fazer regressar a Angola a sua delegação de observação eleitoral, sob pena de ser considerado co-responsável pela violação dos direitos fundamentais do povo do Zimbabwe e das normas universalmente estabelecidas.



Comentário:As boas intenções da democracia de FACHADA foram sol de pouca duração.O tempo começa a escassear e a apertar, o descontentamento do povo a aumentar, a credibilidade dos governantes e do MPLA a diminuir, e algo tem que ser feito para contrariar estas tendências.Nada melhor para quem ainda detém o poder para tomar iniciativas subtis de forma a contrariar à força a tendência do cenário negativo que se espera através do voto popular.Seguindo o exemplo do senil ditador Mugabe, Angola adoptou moldes mais softs para alcançarem os mesmos objectivos dando continuidade à ditadura transformada em democracia de fachada, que impera em Angola desde a Revolução dos Cravos em Portugal.

Assim sendo, vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos desta novela "Eleições em Angola"

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

FALHAS ESTRUTURAIS DETERMINARAM COLAPSO DA DNIC

Fonte: VOA

O relatório da comissão de inquérito criada para averiguar as causas que estiveram na base da derrocada do edifício onde funcionou a DNIC-Direcçao Nacional de Investigação Criminal, no passado dia 29 de Março, foi apresentado hoje na reunião do Conselho de Ministros.

O relatório concluiu que as causas do desabamento do edifício foram a falta de capacidade das peças estruturais, nomeadamente pilares, vigas e lajes, para suportarem o excesso de cargas acidentais e permanentes a que a estrutura estava sujeita.

O director do Laboratório de Engenharia de Angola, Molares de Abril pormenorizou as causas, afirmando que o excesso de peso foi a razão principal da queda do edifício.

« Depois da análise de toda a informação recolhida e da análise da estrutura do edifício concluiu-se que a derrocada do edifício se deveu a factores estruturais; o edifício tinha problemas estruturais que foram agravados com um tipo de ocupação que não era a inicialmente prevista no projecto».

Para além disso, o director do Laboratório de Engenharia de Angola falou também dos problemas que o edifício tinha com humidade nos solos na fundação.

« Tinha problemas com humidade nos solos na fundação. Portanto, tinha baixa capacidade resistente nos solos de fundação e tinha também baixa capacidade resistente na estrutura para as solicitações a que estava sujeito nos últimos tempos. Aquilo foi feito para uma estrutura do tipo aparthotel e foi ocupado para escritórios, a maior parte daqueles gabinetes eram escritórios, passavam pela DNIC em dias de muito trabalho mais de mil pessoas. Uma ocupação completamente diferente daquela que foi prevista no projecto inicial na fase de construção. Estamos a falar das solicitações superiores duas ou duas vezes e meia das solicitações iniciais do projecto. Por isso é que eu digo que o tipo de ocupação era diferente daquela que foi inicialmente concebida.»

Molares de Abril apontou ainda alguns erros de construção, afastando, entretanto, a hipótese da queda do edifício estar ligada ao manto freático existente naquela zona. (AMendes)


Comentário: Eu não sei qual é o nível de formação nem de especialização dos técnicos angolanos encarregues de elaborar as causas do desabamento do edíficio da DNIC.Mas uma coisa eu sei e a restante opinião pública também sabe, que todos os edíficios em Angola, particularmente na cidade de Luanda sofrem do mesmo mal (causa) excesso de lotação.Portanto não é necessário para quem não é leigo na matéria, aceitar que levem cerca de dois meses e meio para elaborar um relatório sobre as causas do desabamento, para concluírem que o mesmo deveu-se a « excessos de lotação e de peso, que foram fragilizando as peças estruturais, assim como da humidade dos solos.

Estes técnicos, levaram tanto tempo a apurar causas, onde não eram necessários estudos aprofundados para o seu apuramento, pois as mesmas podem ser constatadas pelo cidadão comum diáriamente, bastando para tal conviver e observar a olho nú para a degradação, que não só o edíficio da DNIC sofria, como a maioria dos edíficios que foram construídos na época colonial, sem que nunca tenham sofrido obras de conservação, pelo contrário só sofreram degradações constantes.

A conclusão deste relatório por parte dos técnicos angolanos, só demonstra aquilo que todos aguardavam à muito.Incompetência, desleixo, compadrio, falta de profissionalismo e outros itens semelhantes.


No entanto, gostaria de salientar a malícia empregue pelo Morales Abril ao apontar "alguns erros na construção".Por outras palavras, este técnico pretende passar a mensagem que os colonos portugueses, podem não só, ter sido incompetentes, cometendo erros na construção do edíficio da DNIC, mas também em outros edíficios semelhantes, que são a maioria na cidade de Luanda.Para mim, esta dedução maliciosa revela a falta de carácter e de responsabilidade e até que ponto estes responsáveis pela segurança e pela qualidade de vida dos angolanos são capazes de ir, para fugirem ao reconhecimento das suas incompetências.Para tal, basta olharmos para o edífico do kinaxi (ver foto) inacabado pelos colonos, para comprovarmos a qualidade e os erros cometidos na sua construção na época colonial.Este edíficio actualmente serve de tecto (habitação) a centenas de famílias de angolanos, consequentemente sofrendo de todos os males, alguns deles bem piores que os males do edíficio da DNIC , continuando em pé, firme e resistente a todas as tempestades naturais e humanas, incluindo as morteiradas do material bélico empregue nas vossas guerras

Lembram-se do desafio lançado aqui, sobre existir " gato escondido com o rabo de fora " no post : http://africaminhamami.blogspot.com/2008/06/caso-dnic-os-resultados-do-inqurito-na.html
Este relatório indica-nos que o gato eram os "erros de construção dos portugueses" e como tal não era necessário nem obrigatório serem recebidos pelo dito senhor.Compreendemos agora as causas para tal comportamento.Os portugueses servem de desculpa para os erros dos angolanos na mesma proporção que serve a raça branca para o ditador Mugabe.

Para aqueles que têm memória curta e sofrem de deficiências visuais, deixo aqui exposto algumas fotos que servem como exemplos de edíficos construídos durante a época colonial, para que possam comprovar a sua qualidade e erros na sua construção por parte dos portugueses




- Este edífico faz parte da paisagem de enquadramento semelhante a muitos outros na cidade de Luanda.Está à espera de desabar, devido aos erros de construção, excesso de lotação e de peso.









- Este edíficio situa-se no Kuito.Nem as morteiradas da guerra conseguiram desabá-lo.Tudo devido aos erros sólidos de construção





Para concluir, penso que ninguém estava à espera que o relatório às causas do desabamento da DNIC, após dois meses e meio para a sua conclusão, fosse diferente do apresentado.Até porque, se tal viesse acontecer, muitas cabecinhas "armadas em inteligentes" iriam rolar quer na opinião pública angolana e internacional quer ao nível dos governantes desgovernados.Onde e com quem estão os sacos dos diamantes que se encontravam no edíficio da DNIC?

Por favor, não atirem mais « areia dos escombros do desabamento da DNIC para os olhos quer do povo angolano, quer do mundo em geral»

A existirem burros cegos e incompetentes, são os técnicos que elaboraram o relatório.O país está todo desgovernado e corrompido

Água - Petróleo do povo angolano


Comentário:No país do progresso, a ÁGUA É O PETRÓLEO DO POVO.

Quem tem moralidade para condenar o povo que vive miserávelmente, atendendo que Isabel dos Santos (descendência made in URSS), filha de José Eduardo dos Santos é proprietária de uma empresa fantasma destinada à contratação de trabalhadores angolanos para operarem nas plataformas petrolíferas, sendo retirado antecipadamente a esses trabalhadores uma verba aos seus vencimentos ( semelhante aos fiscais da EPAL), só depois é que o trabalhador angolano recebe a sua remuneração.

O povo, aprendeu a gerir o seu negócio petrolífero (água) com os exemplos da Sonangol e da família dos Santos, coadjuvada pelos generais amigos.

Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão.

Cá se fazem... Cá se pagam.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Afinal Bob Geldof tem razão - Levantam-se as vozes da indignação

(clicar na foto para ampliar- facilitar a leitura)

Comentário: Mais uma voz indignada contra a especulação imobiliária em Angola

Fotos do Euro 2008

Esta foto foi-me enviada por um amigo ...
Deliciem-se

SADC QUER UMA TRANSIÇÃO NEGOCIADA NO ZIMBABWE

Fonte: o apostolado

A vigésima nona reunião do Comité Inter-Estados de Política e Diplomacia "da SADC, realizada ontem, em Luanda, pronunciou-se a favor de uma transição negociada no Zimbabwe.

A posição foi anunciada à imprensa pelo secretário executivo da organização, o moçambicano Tomaz Salomão.

«A solução tem que ser encontrada pelas partes. Elas têm que trabalhar para encontrar esta solução. Para nós, está claro, qualquer solução que se encontre para a situação no Zimbabwe, deve ultrapassar uma segunda volta das eleições presidenciais», disse Salomon ao balancear os trabalhos à noite.

Ou seja, precisou, «esta solução tem que ser inclusiva, participativa e que traga para as instituições e órgãos de decisão as diferentes sensibilidades para a redução das tenções prevalecentes»

A SADC não se importa do nome ou fórmula desta transição.

«O que nós preconizamos é que as partes pensem para além do dia 27 de Junho, pensem no Zimbabué que se pretende, no Zimbabué que tem que sarar as feridas, as diferença, as mágoas, as tensões para que se pense, no Zimbabué em que, numa transição, em primeiro lugar, e, posteriormente, num processo normal, se crie as condições para que amanhã, os zimbabueanos possam decidir sobre o seu próprio futuro», ressalvou o secretário executivo da SADC.

Componente político e jurídico

Salomon defendeu a análise da anunciada desistência do candidato Tsvangirai, no duplo componente político e jurídico.

Cabe aos juristas fazerem a interpretação sobre se é valido para se dizer que o mesmo já não é candidato à corrida presidencial, comentou Salomon, que referiu acreditar, no entanto, nas causas do gesto radicadas no grau de violência que Tsvangirai assinalara.


A SADC já manifestou a sua preocupação com esta situação de insegurança, recordou o secretário executivo, responsabilizando o poder actual sobre esta situação.

"Para a SADC, até a proclamação do novo parlamento e das novas instituições, quem está no poder tem a exclusiva responsabilidade de proteger os cidadãos», frisou o secretário executivo.



Violência xenófoba na África do Sul

Para além da situação no Zimbabué, que dominou a ordem do dia, explicou Salomão, a XXIX sessão do Comité passou em revista a situação geral na região.

Assim, as delegações tomaram conhecimento dos recentes actos de violência xenófoba que tiveram lugar na África do Sul, não tendo explicitado as suas conclusões.

Analisaram, ademais, a situação prevalecente no Malawi, Lesotho e República Democrática do Congo.

Também, se debruçaram sobre o projecto “Univisa”, visando acelerar a integração na região pela redução das formalidades migratórias.

Em relação ao ponto, foi assente um novo encontro das equipas de trabalho em Julho próximo, em Gaberone (Botswana), para apreciar as recomendações da sessão de Luanda.

O encontro de Gaberones haverá de sugerir ao Conselho de Ministros se será necessário ou não, uma reunião complementar em Agosto, na África do Sul, para se tomar as decisões finais.

No que toca à criação do Conselho Eleitoral, recomendou-se a aprovação e fixação dos termos de referência deste órgão, que vai aconselhar a região em matérias ligadas a processos eleitorais



Comentário:Demoraram a reagir.Até parece que estavam à espera que o desistente abandonasse a corrida e entregasse de mão beijada os trunfos ao Ditador.Esperemos que esta reacção por parte SADC não seja, o que já temos assistido noutras partes do globo.Tomada de posições e condenações de índole na base da hipocrísia.Só para ficarem bem na fotografia, e de no futuro não sofrerem acusações de que nada fizeram para ajudarem a resolver a crise no Zimbabwé.

O ditador já elaborou o seu plano para o povo zimbabueano para além do dia 27 de Junho.Caso contrário não teria adoptado pela estratégia da perseguição e da chantagem com uma « guerra civil ».Caso ele não vença as eleições.Perante esta estratégia, que mais poderá dizer o SADC senão elaborar mensagens de reconcialação floridas, com autênticos verbos de encher, que na prática estão dependentes e condicionados à vontade do ditador.

Tenham dó!!!Chamem os bois pelos nomes.Ao invés de andarem com eles ao "colo" com paninhos quentes, feitos covardes.

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Prova de vida de deputado colombiano raptado há seis anos

Fonte: EL UNIVERSAL



As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia divulgaram um vídeo onde aparece um deputado colombiano raptado há seis anos.

Sigifredo López é o único sobrevivente de um grupo de doze políticos raptados em 2002.

EM RISCO DE VIDA O CABO MONCAYO PEDE A INGRID BETEANCOURT QUE NÃO SE RENDA

O Segundo Cabo do Exército Pablo Emílio Moncayo pede à ex-candidata presidencial, sequestrada tal como ele, pelas Farc, que não se renda porque tem muito pelo que lutar e viver.

Assim o manifesta num vídeo que se constitui prova de vida do militar e que foi revelado pela sua família, que o possuía desde há dois meses.

O suboficial sequestrado em 21 de Dezembro de 1997 durante um ataque das Farc à Base Militar de comunicações do cerro Patascoy (Nariño), disse à política que " não se renda, tem muito pelo que lutar, pelo que viver".

Na sua mensagem, Moncayo, que em Dezembro completará 11 anos de sequestrado, diz "à doutora Ingrid envio-lhe uma mensagem de força, convido-a a continuar, a levantar-se, a ajudar-se, porque só os que são amados podem brindar ao amor. Apenas são fonte de Paz OS que ESTão em Paz consigo mesmos.

O pai do Cabo Moncayo, Gustavo, tinha o vídeo em seu poder há dois meses, mas não o tinha dado a conhecer, desconhecendo-se as razões dessa atitude. O ano passado, o pai do militar realizou uma caminhada de mais de 800 Km, desde a sua terra natal, Sandoná, no distrito de Nariño, até Bogotá, para pedir um acordo humanitário entre o Governo colombiano e as Farc.


O terrorista mais perigoso de todos os tempos

Ingerência de Mbeki quer precipitar negociações entre Mugabe e Tsvangirai


Fonte: TSF

O presidente sul-africano declarou, este domingo, querer negociações entre o histórico chefe de estado zimbabueano, Robert Mugabe, no poder desde 1980, e o líder da oposição Morgan Tsvangirai, para a formação de um governo de unidade nacional.

O homem forte do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), que venceu a primeira volta das presidenciais zimbabueanas a 29 de Março, tal como o seu partido as eleições legislativas concomitantes, acaba de anunciar o abandono da corrida à segunda volta, no dia 27, por temer uma «orgia de sangue» no país.

«Espero que ambos os dirigentes estejam dispostos a encetar um processo conducente a um acordo», declarou Thabo Mbeki na televisão pública SABC.

O presidente sul-africano, que mandou no sábado dois emissários ao Zimbabué, com o apoio da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), vincou que Mugabe e Tsvangirai «serão encorajados» a dialogar.

A comunidade internacional reagiu com «indignação» ao desenrolar dos acontecimentos no Zimbabué, ao ponto de o chefe da diplomacia britânica, David Maliband, falando na televisão Sky News, ter classificado de «ilegítimo» o poder de Mugabe.

Em Washington, a Casa Branca defendeu eleições livres - e não a reeleição automática de Mugabe, resultante da desistência de Tsvangirai -, exigindo o fim da «orgia de violência» dos simpatizantes da força política do histórico presidente (ZANU-FP), denunciada pelo líder da oposição.

A França também condenou, através do Presidente Nicolas Sarkozy, «as atrocidades» perpetradas pelo regime de Mugabe, saldadas desde 29 de Março em pelo menos 70 oposicionistas mortos, mais de 400 detidos, 100.000 feridos e 20.000 habitações destruídas, em números da organização não-governamental (ONG) norte-americana Human Rights Watch.

Em Bruxelas, o alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum (PESC) da UE, Javier Solana, rotulou de «inaceitável» a campanha de intimidação e violencia dos sicários de Mugabe.




Comentário: Este filme parece uma cena de um outro mundo.Em pleno sec XXI, o mundo ainda encontra-se sujeito e entregue a pragas do tipo Mugabe.Ao que parece ainda ninguém conseguiu fabricar um antídoto para extreminar esta praga.Todos se apressam a condenar e a assistir vergados à impotência.Reinou o bom senso de Tsvangirai, para evitar um massacre e um banho de sangue para o povo.

Na lista dos países que apresentam as suas respectivas condenações, pelo menos nesta notícia não consta o nome de Portugal.Não será dificil de imaginar as razões pelas quais Portugal ainda não condenou este comportamento de Mugabe.Entre muitas, podemos especular na base da cimeira UE/África realizada em Portugal onde foi permitida a presença de Mugabe contra os protestos da Inglaterra e outros países, considerando intolerante e inaceitável a presença do louco ditador na respectiva cimeira.Como também é do conhecimento, um dos objectivos da cimeira era estabelecer acordos e protocolos com alguns países africanos, nomeadamente Angola.
Angola, na pessoa do seu presidente José Eduardo dos Santos, também ele ditador há vários anos no poder, e amigo e aliado de Mugabe, fez ameaças aos organizadores da cimeira, caso fosse vetada a entrada do ditador na dita reunião, não compareceria.Esta atitude chantagista e de protecção por parte do presidente angolano ao ditador Mugabe, deitaria a perder todos os objectivos fundamentais que levariam à realização da cimeira, sendo um deles atrair a presença do presidente angolano para assinatura dos tais acordos e protocolos que ditariam o sucesso da cimeira para Sócrates e seus compinchas empresariais.

Encostado à parede perante este problema, Portugal como país organizador abre um precedente e permite a entrada e a presença do ditador Mugabe, com os quais nenhum país europeu maioritáriamente governados pela raça branca ( a tal raça que Mugabe está a usar para manter-se no poder à força), estaria interessado assinar acordos nem protocolos.A abertura de precedentes por parte de Portugal colocou a pairar no "ar" um certo mal estar, oriundos dos países que compõem a UE.Isto é, Portugal marimbou para as reclamações da Inglaterra e aliou-se aos dois ditadores africanos - Mugabe e José Eduardo dos Santos

Perante este quadro humorístico criado por Portugal, neste momento a única atitude que pode adoptar é pelo silêncio, pois aos olhos do mundo e principalmente dos europeus não tem moralidade para condenar seja o que fôr relativamente aos acontecimentos no Zimbabwé nem futuramente em relação a Angola, pois tornou-se num dos aliados dos dois países e dos dois ditadores, tudo devido à sua incompetência na governação e na defesa do bom nome dos portugueses internamente e externamente.

Portugal vendeu-se aos dois ditadores em troca de acordos e de protocolos económicos e empresariais, que muitos portugueses estão a pagar caro através dos elevados impostos cobrados pela governação de alguns sócretinos.Dos resultados da cimeira, ainda não se viu nada de concreto nem de melhorias para aliviar a crise económica que os " burros dos portugueses" têm que suportar para custear cimeiras para constarem no curriculum dos sócretinos que neste momento estão caladinhos perante os acontecimentos no Zimbabwé.

Este tipo de politicas e de políticos, enojam as sociedades dos países onde eles estão inseridos.

Domingo, 22 de Junho de 2008

Vivendas de luxo deveriam custar 90 mil

Fonte:Jornal de Angola

O metro quadrado de uma vivenda de luxo em Luanda deveria estar à volta do equivalente a 700 a 1000 dólares, cinco vezes a menos que os praticados actualmente no mercado imobiliário, segundo o arquitecto Cruz Calvário.
Com esta taxa, a vivenda poderia custar entre os 50 e os 90 mil dólares contra as 20 vezes a mais de que são vendidas hoje. O arquitecto não compreende que bases estas imobiliárias utilizaram para estipular os preços dos imóveis. “Nós fizemos um estudo no mercado angolano, baseado nos padrões internacionais, que pelo menos o metro quadrado para uma casa de luxo estaria entre os 700 e os 1000 dólares”.

Cruz Calvário, que falava à margem do II fórum Imobiliário, Urbanismo e Arquitectura de Angola, que terminou ontem, disse haver necessidade de se disciplinar o mercado para que num futuro próximo não atinja níveis assustadores.

Nesta senda, o arquitecto João Donito sublinha que as instituições de direito são chamadas a criarem uma regulamentação que defina o tipo de construção a ser feita e os valores a serem aplicados a cada uma delas. Só assim, refere, é que as empresas poderão ter o máximo cuidado de estipularem preços dos imóveis. Aliás, durante a abertura do evento, o vice-ministro do Urbanismo e Ambiente, Mota Liz, anunciou a intenção de o governo criar mecanismos jurídicos para proteger o cidadão da especulação financeira que se verifica no mercado imobiliário.

O Governo está preocupado com a situação, pois, já está tornar a vida do cidadão de baixa renda mais difícil. Por isso, desenvolve alguns programas de fomento habitacional para que todos os cidadãos tenham acesso a moradias condignas e a preços mais baixos.
Estes programas contemplam infra-estruturas como água, luz, telecomunicações, drenagem pluvial e esgotos públicos, espaços verdes, escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais.



Comentário:Finalmente o Jornal de Angola, começa a dar a mão à palmatória depois da sua evidente colagem ao poder e da sua tentativa desenfreada ao tentar acusar Bob Geldof, os jornais Expresso, Público a SIC e o seu programa "eixo do mal " apelidando-os de boateiros.Afinal não há fumo sem fogo.Afinal o "boato" confirma-se ser verdadeiro com a confirmação do Jornal de Angola, através da publicação desta notícia.Estou em crer, se não fosse verdade o dito jornal não a teria publicado.Pela boca morre o peixe.

Por último, a ver vamos se as políticas que o governo diz estar a fomentar para contrariar esta especulação e simultâneamente permitir aos cidadãos com baixos rendimentos e recursos terem acesso a moradias condignas a preços mais baixos, assim como, às respectivas infra-estruturas inerentes à sua funcionalidade vão na verdade comtemplar esssas classes.Tudo não passa também, por um negócio paralelo dos amigos com influência ao serviço do Estado para os amigos dispostos a pagar a taxa suplementar do favorecimento, a chamada dita «gasosa».



Sempre disse por aqui, que Angola tinha começado a reconstrução do país pelo topo da pirâmide, cedendo aos lobbies e às pressões das grandes empresas de contrução civil envolvidas na reconstrução.Começaram pelos endinheirados, pelo retorno rápido do investimento, descurando o suporte da base da pirâmide, as classes com baixos rendimentos que dia-a-dia vai sufocando e reclamando pela melhoria das suas condições de vida, que na prática nada foi feito, antes pelo contrário, agravaram-se as suas condições com as expropriações de terras onde essas classes de baixos rendimentos tentam sobreviver sem dignidade e fora do contexto das riquezas do país, atirando com elas para os confins do mundo ou para o relento, tendo como tecto o sol e as estrelas.

Os responsáveis pelo Urbanismo e Arquitectura de Angola, deveriam ler e escutar as opiniões como as que são expostas, aqui : http://maisangola.wordpress.com/

REVISTA DA IMPRENSA: DEPUTADOS CESSANTES GANHAM SUBSÍDIO DE REINTEGRAÇÃO NO VALOR DE 200 MIL DÓLARES, DESTACA O ANGOLENSE

«Os actuais deputados vão custar caro, vão abocanhar 200 mil dólares americanos» uma abordagem do jornal Angolense sobre a cessação de funções dos actuais parlamentares.
Antes disso, porém, aprovaram para si mesmos um pacote chorudo de compensações financeiras composto por um subsídio de reintegração que podem chegar aos 200 mil dólares para aqueles que mais tempo lá estiveram.

Além disso, outras garantias como carros e casas de função foram devidamente acauteladas pelos deputados em fim de mandato.

«Corrupção nas alfândegas do terminal do Aeroporto» é uma matéria que retrata denúncias concretas de várias pessoas, mormente comerciantes que se dizem roubadas pelos funcionários ali colocados.


Comentário: Perante esta tamanha injustiça, apetece perguntar, o que é que esta cambada fez durante este tempo todo na Assembleia dos incompetentes, para ter o descaramento de insultar os angolanos com aprovação desta verbas com garantias e compensações, abusando dos poderes que o cargo lhes confere.

Esta cambada, com este comportamento mais uma vez, veio provar e comprovar que o mais importante para eles durante este tempo todo, era viverem à custa do Estado no bem bom, enquanto aos filhos desmazelados do país lhes era imposto a obrigação de os defenderem com uma arma na mão e de fazerem a guerra.Enquanto várias famílias ficaram mutiladas e marcadas físicamente e psicológicamente devido à guerra, sendo obrigadas a viver da mendicidade vagueando pelas ruas das cidades de Angola.Esta cambada devia ter vergonha.Mas é sabido que vergonha é coisa que eles não têm, porque falta-lhes o carácter.

Esta cambada, já está a pensar que vai ser «ruada» do poleiro, e trataram de prevenir-se.Vão-se e nunca mais voltem.Vão com destino ao diabo que os há-de carregar até ao inferno.

Duzentos mil dólares é muita massa para um país onde o povo vive miserávelmente com um dólar diário. Isto é uma afronta.Um desrespeito.Um roubo ao povo angolano.

Votem neles...Pois isso é o que eles querem.Para poderem aprovar leis que futuramente os beneficiem.

Sábado, 21 de Junho de 2008

Euro 2008: História de uma eliminação precoce

Fonte: Jornal de Notícias

A eliminação portuguesa nos quartos-de-final do Euro 2008 é um mau resultado. Aliás, até o próprio seleccionador português já o disse, logo após a derrota com a Alemanha. Agora que a equipa das quinas já voltou a casa, há que fazer uma viagem ao que não correu bem.




Falta de físico

A altura, a robustez física e, consequentemente, a capacidade de choque não são atributos desta selecção. Os médios titulares, por exemplo, tinham, em média, 1,74 metros de estatura e 70 quilogramas de peso. Os dois centrais da equipa inicial padeciam do mesmo mal. E isso acabou por ser decisivo diante da Alemanha.

Sem trabalho de casa

É um mal que não é de agora. Coincide, precisamente, com a entrada de Scolari na selecção. O brasileiro é um mestre na motivação dos futebolistas, mas continua a não preparar os jogos da melhor forma, sobretudo em matéria defensiva. E a equipa das quinas continua a ser vítima das bolas paradas. Em 2004, com a Grécia, foi na sequência de um canto. Em 2006, frente à França, num penálti. Agora, diante da Alemanha, por duas vezes na marcação de livres. Não é coincidência…

Falta de lateral esquerdo

A falta de um lateral esquerdo de raiz foi o outro grande problema da selecção. Paulo Ferreira fez o que pôde e o que não pôde, mas, mesmo assim, percebeu-se desde o primeiro jogo, com a Turquia, que era pouco para uma competição deste nível. Era, claramente, o elo mais fraco. Confirmado o afastamento de Nuno Valente, Scolari esteve dois anos a apostar no também improvisado Caneira, para, na fase final, avançar para o futebolista do Chelsea. Incompreensível.

Anúncio de Scolari

O momento do anúncio da saída de Scolari foi cirurgicamente pensado pelo treinador. Confirmado o apuramento para os quartos-de-final, após a vitória sobre a República Checa, o Chelsea teve luz verde para revelar o acordo com o ainda seleccionador português. Se esse momento não afectou o técnico, o mesmo não se poderá dizer da equipa e da própria FPF. Os jogadores nunca esconderam a surpresa da notícia, ao passo que Madail esteve até ao final da prestação portuguesa remetido ao silêncio e escondido num comunicado emitido no site da FPF. Coincidência ou não, desde que a saída de Felipão foi oficializada, a equipa das quinas somou por derrotas os dois jogos disputados.

Cristiano Ronaldo

Apesar da dura época que teve pela frente, apareceu em excelentes condições físicas. No entanto, o seu rendimento acabou por ficar aquém do desejado. A partir do momento em que a mais do que provável transferência para o Real Madrid passou a andar nas bocas do mundo, o extremo do Manchester United nunca mais foi o mesmo. Havia sempre qualquer coisa que não saía bem. Houve pouco Ronaldo e muito Real Madrid.

Eternos suplentes

Um banco que tem Meira, Bruno Alves, Raul Meireles, Veloso, Nani e Quaresma não pode ser desprezado. Se é verdade que, diante da Suíça, nenhum deles agarrou a titularidade com as duas mãos, não é menos verdade que Scolari é um treinador "quadrado" na forma de pensar. É incapaz de mudar a equipa em função do adversário. Quem não entra de início no onze, sabe que vai passar ao lado da competição. É sempre assim…

Os erros de Ricardo

É, claramente, o calcanhar de Aquiles da selecção. Capaz de defesas fantásticas entre os postes, foi, mais uma vez, uma pobreza nos cruzamentos. Ficará para sempre ligado à eliminação com os alemães. Em 2004 e 2006, escondeu essa intranquilidade com actuações empolgantes em vitórias no desempate por grandes penalidades. Desta vez, não houve Inglaterra para esconder o que todos sempre viram e que Scolari nunca quis ver.


Comentário: Desculpem-me todos os apoiantes de Scolari, mas sem dúvida nenhuma que o único trabalho de mérito que ele conseguiu desenvolver não só ao nível dos jogadores mas também ao nível do país, foi únicamente elevar aos níveis da auto-estima.

À custa dessa fraqueza, Scolari foi subindo os níveis da fasquia na admiração por parte dos portugueses.Factos como este são um mau indicador para o estado em que Portugal se encontra nos sectores, sociais, económicos, políticos e desportivos.De costas voltadas para estes problemas em que o povo não vê nem sente melhorias, o escape concentra-se na selecção de futebol, nas bandeirinhas do Scolari como se ele fosse um salvador que aterrou em Portugal para salvar esta nação desorientada e afundada desde há muito tempo em políticas de governação assentes na hipocrísia e mentira.Os próprios políticos eram apoiantes incondicionais de Scolari, pois este veio resolver um problema que eles nunca conseguiram e tiveram capacidade para resolver, visto eles serem os únicos culpados do estado depressivo dos portugueses e do marasmo profundo em que se encontram.Quantas mais bandeirinhas o Scolari pedisse para os portugueses colocaram à janela, mais aplausos recebia por parte da classe política eufórica.Scolari olheiro e viseiro, analisou a situação e pegou no elo mais fraco dos portugueses naquele e neste momento.O elo, da auto-estima deplorável que a selecção e o país atravessavam e atravessam.

Scolari soube aproveitar-se dessa situação, e quando começou a presentir que as suas filosofias não acompanhavam certos resultados dentro das quatro linhas, começou a procurar outras alternativas fora delas e a tirar altos dividendos.Era previsível que este casamento fosse terminar da maneira como terminou.

Para quem tem memória curta, Portugal foi o organizador do Euro 2004, teve todas as condições para alcançar o título, perante um adversário como a Grécia sem pregaminhos futebolísticos e no entanto não conseguiu o tão desejado título, tudo devido à má preparação e falta de conhecimentos da cultura táctica de Scolari (sempre na defensiva).Os resultados positivos que foi obtendo deveu-se exclusivamente a jogadores como Figo e Rui Costa.Estes dois símbolos do futebol português desfraudados por não terem conseguido o título do Euro 2004, tomam a decisão de abandonar a selecção, pois só assim os fanáticos e seguidores de Scolari iriam perceber que a falta de êxito nos resultados deve-se exclusivamente à má preparação do seleccionador para nos momentos críticos saber encontrar e tomar as decisões tácticas acertadas onde era pago a peso de ouro num país afundado num défice estrondoso.

É inegável o mérito de Scolari para analisar e avaliar até onde poderia ir e o que poderia ganhar com a situação.

É impensável, alguém ter a coragem para chamar Burro ao Scolari.

A existirem burros, eles serão exclusivamente a Federação Portuguesa de Futebol que para além de o ter contratado a peso de ouro, tolerou e consentiu situações a Felipão que não tolaria a um seleccionador português.Os outros burros que acompanham a FPF, são o próprio povo português que deixou-se ir na "onda " da lábia maliciosa de Scolari.

Provávelmente Scolari não vai ter a mesma sorte de conseguir enganar e de levar na onda os ingleses.

Os ingleses, já começam a reclamar pelas suas atitudes e comportamentos evasivos às questões fundamentais, e ele ainda nem sequer começou a treinar.

Foto: No comment

Carro a circular em Angola

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Mugabe só se retira quando terra estiver nas mãos dos negros

Fonte: TSF

No Zimbabué, no mesmo dia em que o candidato da oposição anunciou a intenção de desistir da segunda volta das presidenciais, o presidente Robert Mugabe, afirmou que só vai sair do poder quando tiver a certeza que «a terra está verdadeiramente e em segurança nas mãos da maioria negra».


Dirigindo-se a milhares de apoiantes da União Nacional Africana do Zimbabué-Frente Patriótica (ZANU-PF), em comícios realizados nas províncias de Matabeleland Norte e Matabeleland Norte, o «comandante Mugabe» disse ter de garantir que «a terra roubada por colonizadores britânicos é devolvida aos seus proprietários - o povo negro - antes de pensar em retirar-se», segundo o Herald.

Assim que tiver a certeza de que a tarefa (a devolução da terra aos negros) está verdadeiramente cumprida, «então poderei dizer: o meu trabalho está terminado», refere o Herald.

O jornal adianta que «foi derramado sangue pela libertação do país (...) e portanto, não há qualquer possibilidade de revolucionários como Mugabe poderem deixar o Zimbabué voltar a cair nas mãos dos britânicos, que mutilaram e mataram a população indígena por resistir à colonização».

Mugabe afirmou que a segunda volta das presidenciais, na próxima sexta-feira, é uma oportunidade para «todos os zimbabueanos patriotas rejeitarem tentativas de nova colonização do país, de uma vez por todas», adiantou o Herald.

Segundo o jornal, Mugabe afirmou que veteranos de guerra (pela libertação do Zimbabué) lhe disseram que a defesa da independência, soberania e da terra «não é uma questão que possa ser decidida num processo eleitoral como o que se realiza a 27 de Junho».

Esta sexta-feira, o candidato da oposição e vencedor da primeira volta das eleições no Zimbabué, Morgan Tsvangirai, anunciou que esta a ponderar desistir da segunda volta, por receio que as eleições não decorram de modo transparente.






Comentário: Mas o Zimbabwé (terra) já não é pertença dos negros ? O que andou a fazer o negro mais branco e Louco Mugabe, durante estes anos todos, para vir agora afirmar que a terra ainda não está na posse dos negros ? Provávelmente andou ocupado com os seus negócios particulares, que nem se apercebeu que tinha um país e um povo para governar.Mais uma vez recorre aos brancos ( raça sobre a qual ele gostaria de ter nascido), como massa (tapa buracos) para disfarçar a sua incompetência e ditadura

Mugabe devia ter dito, para garantir que «a terra roubada por ele aos colonizadores britânicos um dia será devolvida aos seus proprietários - o povo negro - por enquanto e antes de pensar em retirar-se», todas essas terras serão património pessoal dele.Quem manda é ele, e os brancos que sempre foram o garante da sustentabilidade do Zimbabwé, têm que servir para alguma coisa, pelos menos enquanto o Louco racista não desistir das suas loucuras que mutilou e matou a população indígena por tentar resistir à DITADURA MUGABE».

Mugabe afirmou que veteranos de guerra (pela libertação do Zimbabué) comprados e intimidados à força por ele, lhe disseram que a defesa da independência, soberania e da terra «não é uma questão que possa ser decidida num processo eleitoral como o que se realiza a 27 de Junho, caso contrário o Louco é capaz de sofrer um ataque (crise maligna) de TERROR contra tudo e todos que contrariarem a sua decisão ».

Assim que o mundo tiver a certeza de que a tarefa (a devolução da terra aos negros) por parte do Louco (racista) Mugabe ao seu povo está verdadeiramente cumprida, «então poderemos dizer: o trabalho dele foi um fiasco, uma farsa, e já devia ter terminado há muito tempo»


Para onde caminhas África com ditadores desta índole e carácter ?

GASÓLEO A 0,80€ PARA OS IATES

Mas agora, todos ficam a saber:

os que têm iates e embarcações de recreio que através do Artº 29 do Cap. II da Portaria 117-A de 8 de Fevereiro de 2008, beneficiam de gasóleo ao preço do que pagam os armadores e os pescadores.

Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates

É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,42€, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal' o paguem a 0,80€, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!

Porreiro, pá!


Comentário: Porreiro pá !Este país denominado República das Bananas made in Portugal, é um oásis maravilhoso para os grandes grupos empresariais, banqueiros, deputados, ministros e outros respectivos governantes, pertencentes à classe (corja) dos sócretinos.

Quem tiver o azar de não pertencer a este tipo de classes sociais, é um malandro da pior estripe, como tal tem que forçosamente pagar o gasóleo mais caro, pois ao invés de andar a trabalhar, ocupa o seu tempo a passear em iates de luxo.


Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Caso DNIC: Os resultados do inquérito na próxima sessão do Conselho de Ministros

Fonte: o apostolado

O público saberá o resultado do inquérito sobre o desabamento da sede da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) no termo da próxima sessão do Conselho de Ministros.

O anúncio é do ministro do interior, Leal Monteiro Ngongo, feito hoje no decurso de uma entrevista concedida à Rádio Nacional.

«Estou a informar que na próxima reunião do Conselho de Ministros , vai ser apresentado o resultado do inquérito feito pelo ministério das obras públicas», anunciou.

Refutou as críticas de certos sectores, frisando que a coordenação da tarefa coube ao ministério das obras públicas, através do vice-ministro do pelouro, Johanes André, e não ao seu ministério.

Esclareceu que a comissão de investigação foi criada por despacho presidencial publicada no dia 10 de Abril para cumprir com a sua missão no prazo de 20 dias.

No final deste prazo inicial, explicou o ministro, a comissão apresentou um relatório preliminar e solicitou dez dias adicionais, tendo já concluido o seu trabalho.

O desabamento do prédio de sete andares que albergava os diversos serviços da DNIC aconteceu na madarugada de 29 de Março do ano em curso.

A imprensa já começou a criticar a demora do inquérito, que envolveu até peritos fornecidos pelo Laboratório de Engenharia de Portugal, que o ministro teria negado receber.

«Não é o ministro do interior que vai trabalhar com o engenheiro de construção civil do Laboratório de Engenharia de Portugal, nem tem que receber nenhum engenheiro», esclareceu o ministro neste aparte, ao sublinhar o pelouro ao qual coube coordenar a investigação.


Comentário: Será desta que o maldito do relatório vai sair do ventre do dito " pelouro" a quem coube a coordenação da investigação.Não vão pedir mais dias adicionais que possívelmente prolongam-se em meses.

Nesta notícia existe um «gato escondido com o rabo de fora».Vou deixar que a vossa investigação apurada, descubra onde é que o gato deixou o rabo de fora.

A caldeirada de gato à moda de Angola, quando fôr tornada pública apresenta-se apuradinha, pois tiveram tempo mais que suficiente para incluir ou excluir os condimentos.

A ver vamos se vão existir surpresas.Eu cá não conto com elas.

Parece certo, é que até agora, os restantes edíficios que certas bocas apressaram-se a juntar no mesmo lote, fazendo crer que estariam também na eminência de sofrerem derrocadas, lá continuam de pé e ao serviço da comunidade.Sem estes edíficios coloniais o que seria do povo.

Militantes denunciam fraude na Assembléia de eleição do MPLA na Holanda

Fonte: Club-k.net

Holanda - Um caso caricato que caracteriza o tipo de democracia no MPLA ocorreu no seio dos seus militantes que se reuniram na passado dia 14 na cidade de Amersfoot, Holanda para eleição da direccao do Comitê do partido junto as comunidades em Benelux (Holanda, Luxemburgo e Bélgica).

Disputada inicialmente por dois candidatos electrizou-se quando hora da votação os coordenadores da Assembléia exclui um dos candidatos sem que este fosse informado das reais razões de fundo. O certame foi acompanhado por uma delegação que veio de Luanda.

“Para o espanto de todos, puseram em votação um único candidato, excluindo o candidato potencial tido como favorito e que gozava popularidade.” Disse ao Club-k.net um dos presentes revelando ter havido manipulação no sentido de votarem para um candidato do agrado da equipa que esteve a frente da organização da conferencia.

Informações que circulam na seio da comunidade dos militantes do MPLA dão conta que a manipulação partiu da senhora Maria Eugenio coordenadora da conferencia. A senhora é igualmente familiar de um dos responsáveis da equipa de acompanhamento enviado pela sede do partido em Luanda.

De acordo com os manuais internos do MPLA, mesmo havendo um único candidato o mesmo tem que obter a maioria absoluta dos votos validos, o que não aconteceu na conferencia da Holanda que acabou por eleger um candidato contestado pelos militantes.

“O que se passou aqui é uma fantochada. Já não é a maioria que decide e que vence. O Presidente José Eduardo dos Santos disse no discurso da III Conferência do MPLA em Luanda, que tem que se combater o trafico de influências e o que vimos aqui é pura e simplesmente escandaloso e vergonhoso” desabafou uma desiludida rapariga acrescentando que “ Todos saímos daqui tristes com este acontecimento”

“O Partido tem que rever casos similares para o bem do MPLA. Seria bom que viesse outros camaradas que não fossem os mesmos para rever este caso, porque assim o Partido não irá longe com cenas deste tipo, e ainda por por cima aqui na diáspora” continuou a mesma fonte “Em Angola é normal acontecer isto mas aqui a gente não tem nada a perder".

Convidado para analisar o incidente, uma fonte independente na Holanda descreveu que “Neste momento os militantes deste Partido se perguntam que democracia é que existe no seio do e que democracia é que o Partido quer defender em Angola” finalizou.

O MPLA partido no poder em Angola esta organizado na diáspora através dos seus comitês de apoio as comunidades no exterior.



Comentário: Ainda acreditam em eleições justas e democráticas em Angola ?

Posso deduzir o que muitos poderão pensar, e com vontade de dizer, qualquer coisa semelhante a, "estes pequenos incidentes não significam nada perante a grandeza do partido MPLA".

Pois sim. Até pode ser o caso.Mas também pode dar-se o caso, que num território onde a amostra até nem tem significado (expressão), o garante pelo "poleiro-da direcção nas comunidades" obrigou a fraudes e malabarismos, agora imaginem se o "poleiro" em causa fosse na própria Angola.Eram capazes de matarem-se uns aos outros.Eram capazes de uma fantochada ainda maior, pois na democracia interna deste partido e de outros, há muito que deixou de ser a maioria a decidir e a vencer.

Os votos na diáspora são muito importantes.O MPLA melhor do que ninguém sabe disso.Talvez tenha sido por isso, que o MPLA não se empenhou a fundo para possibilitar o voto a esses cidadãos angolanos.

Vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos respeitantes a este assunto - eleições .

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

As novas “Donas Brancas”

Fonte: Página 1

- Perante o desespero de muitos e a dificuldade de satisfazer a ambição de riqueza de outros, as crises económicas são campo ideal para o nascimento de esquemas de geração de dinheiro fácil. Especuladores e gente sem escrúpulos vivem nas crises os seus melhores momentos.Neste quadro, as notícias surgidas no final da semana sobre o facto haver uma espécie de novas “Donas Brancas” do jogo não traria nada de novo.

Novo é só o facto dessas “correntes”, ou “bolhas”,como os jogadores lhe chamam, se estar a generalizar à classe média/alta, com apostas de 50 euros para ganhar 400 a crescerem para dez mil euros para ganhar 80 mil.Alguns estarão já mesmo “viciados” e fascinados com os ganhos obtidos, subindo a parada das apostas.

Os encontros entre apostadores são rodeados de todos os cuidados. Compram-se
telemóveis que servem exclusivamente para marcar os encontros.Estes realizam-se em locais públicos. As apostas são feitas em notas, para não deixar rasto. Compram-se
cofres para guardar os ganhos… Conhecem-se os relatos dos jogadores pelos jornais.
E que dizem os agentes de justiça? Dos Magistrados do Ministério Público aos
funcionários de Investigação Criminal?
Que não sabem se é crime e que é preciso fazer um estudo aprofundado para o saber.Aqui, sim, abre-se a boca de espanto.
Não sabem? Onde estão os impostos devidos por essas mais-valias? Para que serve a lei do jogo? Os ganhos de jogo já não são tributados?

Nos países nórdicos, onde fugir ao fisco é visto pela sociedade como sinónimo de ROUBAR, não haveria dúvidas. Por cá, este tipo de dúvidas explica boa parte do nosso atraso.

Graça Franco


Comentário: Por cá, a vida está tão difícil que até o ROUBO já faz parte da lista dos crimes menores.Quem tem olho em terra de cegos é rei.Sendo assim, só joga e aposta forte os endilheirados que ficam com as esmolas do desespero dos pobres.Por cá, os endilheirados estão protegidos ao abrigo das leis, pois conhecem os amigos e os conhecidos nos lugares certos dentro dos esquemas.Por cá, até os agentes da justiça, os magistrados e os funcionários da investigação estão com a corda no pescoço.Por cá, quem sabe se não serão todos farinha do mesmo saco...

Depois do caso do apito dourado, da sentença do FCP ter resultado em águas de bacalhau, já nada admira nem escandaliza a opinião pública, nem muito menos apostar no Ronaldo (símbolo da Nação) ou no Scolari pode ser considerado crime maior.O povo vive obcecado por eles, quem é que tem moralidade para condenar o próprio povo, seja ele pertencente à classe baixa/média ou alta.O futebol neste momento é a única alegria e a fonte de rendimento de todas as classes, num país onde não há nada de bom que possa dar outro tipo de alegrias.

Estamos na república das bananas, governados por sócretinos, onde cada macaco faz o que quer, quando se trata de explorar o pobre, até o próprio Estado faz as maiores macaquices e safadices, quanto mais os restantes.