Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Mercados de esquina principais fontes de contágio alimentar

Fonte: VOA

Luanda - O estado de saúde da população angolana continua a suscitar preocupação já que o quadro epidemiológico expressa indicadores com níveis que atestam uma contínua debilidade.
São vários os factores que concorrem para este estado de coisas dentre eles a indisponibilidade de infra-estruturas, equipamentos e recursos humanos, bem como, os níveis de saneamento do ambiente, a disponibilidade de água potável e a quantidade e qualidade de alimentos.

Em Luanda e um pouco por todo o país os mercados onde a maioria da população adquire os principais bens alimentares encontram-se em locais impróprios, junto ou por cima de grandes lixeiras, o que constitui um atentado a saúde pública.

O Director provincial de Luanda de Saúde Pública, Dr. Vita Vemba, falou do esforço que o governo provincial está a fazer para criar melhores condições quer de venda como de higiene.

Rm « Neste momento o esforço que está a ser feito pelo governo da província de Luanda no sentido de melhorar os principais mercados criando condições de venda, de higiene, mas a nível dos bairros ainda persistem pessoas a vender em condições de insalubridade, isso realmente constitui um grande atentado a saúde pública. Porque as pessoas muitas vezes expõe os seus produtos no chão utilizando um pano e esses produtos são perecíveis, como o tomate, legumes e outros, o que eles estão a comercializar é um produto que fica contaminado durante todo o tempo que estiver em contacto com o sol, porque nós não sabemos o que aconteceu com este sol um dia antes ou uma semana antes.

Sabemos também que em muitos desses sítios as pessoas quando não encontram ninguém a vender utilizam qualquer sítio para urinar, defecar, mas vemos alguém a colocar o seu produto para vender por cima de um sítio onde três dias antes alguém defecou, podemos depreender quais são as consequências em termos de saúde das pessoas que vão comprar estes produtos quando se trata de produtos perecíveis».
O Dr. Vita Vemba, disse ainda que é tarefa da polícia impedir que as pessoas vendam em mercados ilegais já que os produtos perecíveis não devem ser vendidos nesses locais.

Rm« É tarefa da polícia correr com as pessoas, nós trabalhamos com o mercado legalizado para ver o certificado de higiene das pessoas vendedoras, porque quem vende no mercado mesmo que tenha boas condições de higiene a pessoa que vende não pode ser um doente de tuberculose por exemplo, facilmente poderá transmitir a doença. Nós também condenamos todas as vendas nos mercados legais de todo o tipo de produtos que deve ser conservado fresco».
O deficiente saneamento do meio ambiente continua a dificultar e a impossibilitar o controlo de várias doenças como a poliomielite, malária, doenças diarreicas agudas, cólera, sarna, tuberculose, tripanossomíases e doenças respiratórias agudas.
No dia Mundial da Saúde que hoje se assinala, um olhar para a saúde em Angola, onde é preocupante a situação da saúde materna com estimativas que apontam que a mortalidade materna poderá situar-se em torno de 1.500 mortes em cada 100.000 nados vivos. Estes números estão estreitamente ligados ao facto das maternidades periféricas, para além de serem insuficientes não terem condições técnicas e capacidades humanas que garantam eficiência nos serviços que prestam.
A mortalidade infantil em crianças menores de 5 anos, é a terceira mais alta do mundo, com cerca de 21.000 mortes por ano. A desnutrição é um factor agravante que contribui para 60% das mortes por diarreia, 57% por malária e 52% das mortes por doenças respiratórias agudas.
A tuberculose para além de ser uma doença decorrente da pobreza em 60%, continua a aumentar devido a esse factor mas também, a co-infecção com o VIH-SIDA.
A cobertura do programa alargado de vacinação apesar de estar a aumentar cobre cerca de 40% da população alvo e o desejável é que cubra 80%.
A malária continua a ser a primeira causa de morbi-mortalidade representando mais de 50% da procura das unidades sanitárias no país. Ela é responsável em 23% pela mortalidade entre crianças com idade inferior a 5 anos, contribuindo também para a mortalidade materna, provoca e agrava a má nutrição e anemia, aumentando a mortalidade materna e infantil.
No país o acto para assinalar o" Dia Mundial da Saúde" foi realizado na província do Kwanza-Sul e foi presidido pelo vice-ministro da saúde, José Van-Dúnen.



Comentário:O progresso, é para o bem e para o mal.Se o povo, vê diáriamente o progresso passar-lhe à frente dos olhos, através da construção de grandes edíficios e infra-estruturas, onde ele sabe que nunca conseguirá obter, nem sequer em sonhos.

Só lhe resta, tentar desenrascar-se, criando ele próprio vias alternativas para rentabilizar as condições do seu progresso pessoal.Nem que para tal, seja obrigado a praticar a venda dos produtos em locais sem as mínimas condições higiénicas, com atentados à vida e proliferação das doenças.

Quem está mal, ou não gosta, que puxe dos cordões dos cofres do estado, e crie as condições necessárias para corrigir estas situações.Caso contrário, não tem moralidade para falar, nem de mandar "recados", quando o povo no país do progresso luta pela sobrevivência ao lado da grandeza de algumas das minorias abastadas.

Criem as condições e deixem-se de conversa fiada.



Domingo, 26 de Outubro de 2008

MÁ NUTRIÇÃO MATA DOZE CRIANÇAS NA HUÍLA


Fonte: o apostolado


Doze crianças morreram de má nutrição na província da Huíla, segundo o departamento provincial de saúde pública.

As mortes ocorreram nos 14 municípios da província, em 930 casos registados. O município de Cacula foi o que mais casos apresentou, com 435 pacientes.

A condução tardia das crianças aos centros hospitalares, é a principal causa apontada por Bernabé Lemos, Chefe do Departamento Provincial de Saúde Pública.

O responsável apontou ainda outras causas como o desmame precoce, o que leva a criança a começar a comer e a beber antes do tempo, sem cumprir no mínimo seis meses, causando doenças como a diarreia, que enfraquece o seu sistema imunológico.

"O leite materno constitui um elemento fundamental para o fortalecimento do sistema imunológico da criança, no seus primeiros meses de vida, e quando a criança desmama cedo, não havendo uma substituição adequada do leite materno, vai assim promover a má nutrição", ressaltou.

Diante deste cenário, a fonte aconselhou aos pais e encarregados de educação a não desmamarem precocemente os seus filhos, sem uma orientação médica, no sentido de se evitar que mais crianças morram por má nutrição e outras enfermidades.

No igual período de 2007 foram registados mil e 45 casos dos quais 13 resultaram em morte.



Comentário:Nem as receitas do petróleo conseguiram ou conseguem salvar as crianças.

As receitas estão todas canalizadas para a reconstrução de luxo na capital.

Quando as chuvadas chegarem, o cenário pode vir-se a complicar para estas populações desvarofecidas nas terras do fim do mundo de Angola.Se tal vier acontecer, quais serão os argumentos apresentados pelos chefes dos departamentos de Saúde Pública espalhados pelo país.

Falta de limpeza, higiene e má nutrição no deterioramento das camadas de lixo?!


Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Ensino em Angola


(Foto Sérgio Afonso)

Acompanhar esta foto, vem o seguinte comentário do autor:

Professoras do ensino primário da Vila do Quipungo. Como as escolas são poucas, esta minúscula igreja, serviu para dar lugar a três salas de aulas. Mesmo assim, muitos têm que assistir as aulas debaixo da sombra de uma arvore.
(As imagens e o referido comentário do autor, falam por si)

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Angola: Sindicalistas presos durante greve de professores

Fonte:Esquerda.net

Cinco dirigentes sindicais foram presos na segunda-feira durante uma greve de professores na província angolana do Bengo. A porta-voz do SINPROF denuncia que "há perseguição aos colegas que estão a fazer piquetes" e afirmou a continuidade desta greve contra os baixos salários e falta de diálogo da direcção provincial da Educação.

"Mal estamos a formar a terceira República (designação oficiosa para o actual período pós as segundas eleições em Angola) já estamos com pressões e perseguições, o que indicia que nada mudou", acrescentou Hermínia do Nascimento, citada pelo site Notícias Lusófonas.

"A razão tem que vencer. Há razões mais do que suficientes para se fazer essa greve, aliás ainda não decretamos a segunda fase da greve nacional porque registamos que em algumas províncias ainda há algum diálogo e acreditamos que as coisas se vão resolver", salientou Hermínia do Nascimento, acrescentando que a greve de professores no Bengo prosseguirá "até que as partes sejam chamadas para negociar".

"Com estas detenções não há outra solução. Se há uma paralisação legal, as pessoas deviam sentar-se e reflectir. Só se chegou à paralisação porque não houve boa vontade por parte da direcção provincial da Educação para se resolver este problema", frisou a dirigente sindical.

A Frente para a Democracia também reagiu à detenção dos sindicalistas e vê "com apreensão que este acto gratuito de violência e de desrespeito pelos direitos humanos e pelos princípios mais elementares do Estado democrático de direito enquadra-se na estratégia da restauração autoritária reiniciada pelo Governo após a usurpação da maioria qualificada nas eleições de 5 de Setembro". A FPD diz que esta acção do Estado angolano "já se abateu sobre populares na Lunda-Norte saldando-se em 1 a 5 mortos e mais de uma centena de detidos e na detenção de aproximadamente cinco autoridades tradicionais da Lunda-Sul".



Comentário:Vai continuar tudo na mesma.A nova pseudo-democracia do MPLA, é de FACHADA.
Isto é, mudam-se os termos e as pessoas, mas a qualidade do lixo de quem o manda fabricar é a mesma - MPLA.Perseguições, autoritarismo, prepotência, violação dos direitos humanos, corrupção e compadrio, entre, e, nas altas esferas nacionais e internacionais, etc,.

Democracia em Angola?!

Só, para quem acredita em miragens, ou para os bajuladores que andam a comer do mesmo prato do MPLA e da família JES.Comem e assistem por conveniência económica e política.Convêm-lhes internacionalmente vender o lixo de má qualidade, como se de boa qualidade se tratasse.Conseguem transformar a Ditadura em Democracia.

Malembe!!! Malembe !!!

Aguenta POVO, a opção foi tua !!! Vinte 27 anos de guerra não foram suficientes para tu aprenderes.Terás que aguentar mais 4 anos, caso não emendes os teus erros.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

PORTUGUESES PROCURAM INVESTIDORES EM ANGOLA

Fonte: o apostolado


Representantes de dez empresas portuguesas encontram-se em Angola, em visita de exploração de áreas de negócios

A missão empresarial portuguesa deve permanecer em Angola até ao próximo dia 24 de Outubro, próxima sexta-feira, com o intuito de cativar mais investimento angolano para as empresas portuguesas.

A comitiva portuguesa é composta por personalidades que representam empresas de diversos sectores de actividade, nomeadamente, comércio de peças e acessórios para veículos automóveis, comércio de mobiliário de escritório, carpintaria, consultoria e programação informática, comércio por grosso de ferragens, ferramentas manuais e artigos para canalizações e aquecimento, energia, serviços em gestão da qualidade, actividades de embalagem e metalomecânica.

Promovida pelo Conselho Empresarial do Centro (CEC) e pela Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC), a iniciativa inscreve-se no Projecto “Centro Internacional”, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, refere um comunicado de imprensa.

António Almeida Henriques, presidente do CEC, explica, em comunicado, que “há em Angola grandes empresas com vontade e capacidade de investimento externo e o mercado português é um dos mercados naturais desse investimento angolano. Por isso vamos levar uma missão de empresários do Centro a Angola, não só para avaliarem as possibilidades de investimento em Angola, mas também para tentarem captar parceiros para os projectos de desenvolvimento das suas empresas”.

O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC) e chefia a missão, recorda a actual conjuntura internacional, de grandes restrições ao crédito, para enquadrar esta iniciativa do CEC: “Há muitas empresas nossas associadas que estão disponíveis para abrir o seu capital a parceiros externos, como forma financiarem a sua expansão, quer interna, quer externa. Existe, assim, uma consonância de interesses e objectivos que vamos tentar operacionalizar”.


Comentário:É melhor mesmo os empresários e as empresas portuguesas rumarem com destino a Angola.Porque o puto "Portugal" está a bater no fundo do poço, embora os políticos queiram fazer crer o contrário.

Com esta procura por parte das empresas portuguesas em Angola, levanta-se uma questão.Vão canalizar e aplicar o investimento em Angola, e que medidas é que estas empresas vão tomar no puto (Portugal) para criarem postos de trabalho aos milhares de portugueses que deambulam pelas ruas e centros comerciais do Portugal dos pequeninos, consequência da má gestão económica, e da inoperância da indústria tuga, para a criação de postos de trabalho.

Sim, porque o investimento em Angola, ocasionará a abertura de postos de trabalho, para os cidadãos angolanos.Ou será, que estas empresas e respectivos empresários vão criar uma linha especial de emigração para portugueses com destino a Angola, tal como aconteceu no tempo do Salazarismo.Ajudando desta forma a resolver a GRANDE CRISE DE DESEMPREGO QUE EXISTE NO PAÍS DE ORIGEM DESTES EMPRESÁRIOS E RESPECTIVAS EMPRESAS.

Corre por aí, à boca cheia a comparação e a semelhança entre as políticas de Sócrates e de Salazar.

Corre também por aí, que já são milhares os portugueses a rumarem com destino a Angola.Alguém é capaz de adivinhar as razões desta desenfreada romaria (procura) ?

Não vale, culparem a crise dos Estados Unidos...Porque esta procura, começou acontecer muito antes dessa crise.

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

JORNALISTA SÉNIOR CASTIGADO POR COMENTÁRIOS DA ÚLTIMA NOMEAÇÃO DE GOVERNANTES


Fonte: o apostolado

A direcção da Rádio Nacional de Angola (RNA) cancelou o contrato com o seu principal analista político, o jornalista sénior Victor Silva, por alegada «fuga à linha editorial».

De concreto, explicou o jornalista ao Apostolado hoje, a emissora pública discordou com a sua abordagem da nomeação dos governadores de província e vice-ministros, cujos decretos foram publicados pela Presidência da República na sexta-feira,10 de Outubro em curso.

Em resposta à pergunta do jornalista Amílcar Xavier, da RNA, Victor Silva teceu considerações gerais, além de especificar as suas impressões à volta de quatro nomeados: - Valentina Filipe, Abraão Gourgel, Amaro Tati e Syanga Abílio.

A primeira ficou vice-ministra das finanças, situação que surpreendeu tendo em conta o destaque da sua figura no controverso saldo da dívida interna.

O segundo manteve-se como vice-ministro da indústria, facto que admirou, também, o jornalista, perante as suspeitas lançadas sobre a gestão das verbas para a reconstrução da província de Uige, que Gourgel coordenara.

Em relação a Tati, que passou de governador da província de Bié, onde o MPLA conseguiu uma retumbante vitória eleitoral sobre a UNITA, o jornalista considerou-a como uma despromoção.

Teve opinião análoga sobre a exoneração do engenheiro Syanga Abílio, do posto de administrador da poderosa Sonangol. e a sua nomeação para vice-ministro do Ambiente.

Para a direcção da RNA, lamentou o jornalista,
aparentemente, estas nomeações, por serem presidenciais, não podem sofrer qualquer discussão, porque o seu serviço público consiste somente em louvar tais decisões.

Victor Silva explicou que recebera, na manhã desta sexta-feira, a notificação formal da decisão da emissora pública.

Jornalistas Amílcar Xavier e Andeiro João

Em verdade, a medida foi revelada anteontem pela representação da Voz da América em Angola (VOA) em primeira-mão em termos, ainda, na altura, de rumores.

Na altura, a VOA anunciou que a RNA resolveu suspender, igualmente, toda a equipa que esteve em serviço naquela edição. Ou, seja: o jornalista Amílcar Xavier, que actuou na condição de entrevistador, e o editor do programa de opinião, Andeiro João.

Por enquanto, a direcção da RNA e os visados fecharam-se em copa, pelo que o esforço continua a ser envidado para obterem as suas reacções. O Apostolado levará de imediato estas reacções ao conhecimento dos seu leitores mal as conseguir.

Contextualizando a ocorrência, VOA frisou que Victor Silva, também director do Novo Jornal, destacou-se nos últimos meses como comentador da RNA para os assuntos da política doméstica.
Os seus comentários centralizaram-se por conseguinte sobre o processo eleitoral que culminou com a vitória qualificada do MPLA nas legislativas de 5 de Setembro.

Retrospectiva

É pela segunda vez em menos de três anos que o ministro da Comunicação Social, suspende a participação de um colaborador nos programas da RNA, recordou, ainda, a retrospectiva dos antecedentes.

A primeira recaiu sobre o comentador desportivo, Zeca Martins, depois que questionou a suspensão do Gira Bola por causa das festividades referentes ao aniversário do Presidente da República.

Em relação aos quadros internos, o principal pivot da TPA, Ernesto Bartolomeu também foi «agraciado» com uma suspensão de seis meses por ter denunciado, durante uma acção formativa, que havia censura institucional na TPA.

À Ecclesia, ontem, Bartolomeu sublinhou a vontade de retomar o trabalho dentro em breve.

Mau augúrio

«É de mau augúrio para a nova legislatura este tipo de medida», reagiu o jornalista Siona Casimiro, de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), abordado pelo Apostolado.

Acrescentou que «as forças vivas da Nação, convém condenem esta decisão com veemência. Senão, os burocratas do regime vão convencer-se cada vez mais que chegou a hora, com a confortável vitória do MPLA, restaurar as práticas do partido único.»

«Comentar os actos presidenciais a jusante ou a montante faz parte, sim, da vertente analítica da missão do jornalista», rematou.


Comentário: Pegando em considerações como: «Comentar os actos presidenciais a jusante ou a montante faz parte, sim, da vertente analítica da missão do jornalista». ou « estas nomeações, por serem presidenciais, não podem sofrer qualquer discussão, porque o seu serviço público consiste somente em louvar tais decisões».

Pouco ou quase nada haverá para comentar, uma vez que o marketing da democracia usada pelo MPLA como bandeira, encabeçado pelo Presidente da Nação, durante a pré-campanha e campanha eleitoral, não passou de uma FACHADA.De um isco lançado ao voto popular.A democracia em Angola, enquanto estiver entregue ao MPLA, será uma ditadura camuflada.Prática usadas pelos partidos únicos."Eu quero, posso e mando"

Quem se atrever a julgar, comentar, opor-se etc e tal, sofrerá as consequências.

A melhor atitude a tomar em situações semelhantes, será a da "bajulação" concordando com tudo e todos, e se necessário agradecer com vários "amen".

Eleições em Angola livres, justas e democráticas ?

Só em miragem, ou com golpes de manipulação de dados à mistura.

O tempo irá dar as suas respostas, quanto à mudança das mentalidades e de democracia do MPLA.É uma questão de tempo e de espera.

Malembe, malembe !!!


Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

DETIDOS DO TUMULTO DO CUANGO NO DUNDO

Fonte: o apostolado

102 dos 120 elementos detidos pela Polícia Nacional depois dos tumultos entre civis e agentes da empresa privada de segurança, alfa 5 já se encontram no Dundo, capital da Lunda Norte.

De acordo com o correspondente da Ecclésia, os reclusos estão acomodados em condições difíceis na cadeia de Candueji.



A sociedade, acrescentou o correspondente, está assustada e procura uma informação oficial quanto ao processo judicial dos referidos elementos.

O dia do julgamento é uma incógnita bem como o teor exacto da acusação, salvo os rumores sobre a prática de garimpo ilegal a audição do primeiro elemento pela direcção investigação criminal.

Enquanto isto, o Partido de Renovação Social (PRS) chamou a imprensa esta manhã e voltou a as acusações de estar por trás da instigação contra a empresa Alfa 5.


Comentário: Ver vídeo em anexo




Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

VERSÃO OFICIAL RECONHECE UM MORTO E CENTENA DE DETIDOS EM TUMULTO NO CUANGO

Fonte: o apostolado

A Polícia admitiu um morto e mais de 120 detidos na tentativa de conter uma revolta de garimpeiros, registada nos últimos dias nas áreas diamantíferas do Cuango, na província da Lunda-Norte.
O incidente deu-se em várias povoações do município do Cuango, Noroeste da Lunda Norte, segundo o comandante provincial da Policia, sub comissário Estêvão Delo, falando à Ecclesia.

Tudo começou, na versão deste oficial, no passado dia 03 de Outubro corrente, devido a expulsão de garimpeiros na área do Luzamba.

Revoltados, os referidos elementos envolveram-se em confrontos com as unidades da empresa de segurança ALFA 5 bem como, dias depois, com os elementos da Polícia e militares que tiveram de intervir para repor a ordem.

Houve inclusive o levantamento de barricadas pelos revoltosos, acrescentou este oficial superior, que apontou, ainda, avultados danos materiais, entre os quais várias viaturas danificadas.

O comandante afirmou, também, que os revoltosos trajavam camisolas de partidos políticos, que não discriminou.

Do conjunto da situação, resultou um morto e mais de 120 detidos, tendo sido estes transferidos do Kuango para o Dundo, onde serão presentes a julgamento.

Fontes oficiosas

As fontes oficiosas no terreno avançam que terão morrido mais pessoas para além do número apresentado pela polícia.

O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Eduardo Kuangana, falou em cinco mortos e mais de 400 detidos.

O político descartou a responsabilidade do seu partido (influente na região), atribuindo a origem da revolta à prepotência e abusos vários das empresas de exploração diamantífera na região.

Eduardo Kuangana advogou a atenção do presidente da república sobre a situação, para repor a sério a ordem.

Segundo Sapalo Mutayi, secretário-geral para a Associação do Desenvolvimento Social do Cuango (ADSC), falando à Ecclesia, a partir do terreno, o incidente nem começou dentro da concessão da Sociedade de Desenvolvimento Mineiro (SDM), que protege a empresa de segurança ALPHA 5.

Os agentes da ALPHA 5 foram intervir contra garimpeiros que recusavam pagar a percentagem reclamada por um regedor.

No ponto de vista deste responsável cívico, «o problema nas zonas diamantíferas estes dias é este. As empresas não fazem prospecção, mas andam atrás dos garimpeiros e a sua produção.»




Comentário: Mas, o que é isto « foram intervir contra garimpeiros que recusavam pagar a percentagem reclamada por um regedor ».Desde quando, os angolanos donos das suas terras e riquezas, são obrigados a pagarem taxas e percentagens, ou outro imposto a um REGEDOR, provavelmente estrangeiro ou quiçá algum " general das FAA " ou ainda, algum regedor mandatário de Isabel dos Santos (filha do presidente do país).

Quando a ira popular começa a levantar-se, por algum motivo será.Eu, não tenho dúvidas que os garimpeiros têm razão.Para confirmar e reforçar, a minha opinião, nada melhor que darem uma vista de olhos sobre este assunto (já antigo), clicando no link ( A diamond’s journey )

http://www.msnbc.msn.com/id/15842522/

Apesar de ser falado em inglês, as imagens falam por si...



Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Angola recorre e tenta evitar julgamento

Fonte: Expresso

As acusações deste caso que vai ser julgado em Paris, todas elas com penas de prisão entre cinco e dez anos, envolvem 42 pessoas e passam pelo comércio ilícito de armas, abuso de confiança, fraude fiscal e tráfico de influências.

Angola vai apresentar um recurso, em nome do "respeito pelo segredo de defesa" de um país estrangeiro, para evitar a realização do julgamento do caso 'Angolagate', cujo começo está marcado para hoje à tarde, em Paris. A decisão foi anunciada hoje por Francis Teitgen, advogado de defesa do Estado angolano, em declarações à agência AFP.

Segundo Teitgen, Angola argumenta que os direitos ligados a qualquer Estado soberano foram "ridicularizados depois do início do processo", respeitante a um caso de tráfico ilegal de armamento, alegadamente orquestrado pelos empresários Pierre Falcone e Arcadi Gaydamak entre 1993 e 1998. Luanda opõe-se também à discussão pública no conjunto de Justiça estrangeira de informações relativas ao interesse do Estado angolano e da sua defesa nacional.

O recurso vai ser apresentado ao tribunal de Paris, que tem marcado para hoje à tarde o julgamento do 'Angolagate', em que estão indiciados 42 pessoas, quase todas franceses, algumas delas altas personalidades da política e da economia.

Angola, segundo a defesa, "delegou" em Pierre Falcone a "supervisão da organização dos modos de financiamento e de pagamento de todos os bens de primeira necessidade, incluindo material logístico e militares", para o Estado africano.

"A República de Angola afirma que o senhor Pierre Falcone agiu como um representante do seu Governo, com todos os poderes requeridos para conduzir as operações de que era encarregado", lê-se numa declaração das autoridades angolanas, citadas por Teitgen.

Para evitar ser julgado, Pierre Falcone já invocou o seu estatuto de "imunidade diplomática", uma vez que, em 2003, foi nomeado "ministro-conselheiro da delegação permanente de Angola junto da UNESCO". Porém, adianta a France Presse, para o tipo de acusações de que é alvo a imunidade está apenas limitada ao exercício das suas funções, que nada têm a ver com os anos (1993/98) a que se refere o julgamento do caso 'Angolagate'.

No total, 42 pessoas, entre elas Charles Pasqua, 81 anos, ex-ministro do Interior, Jean-Christophe Mitterrand, filho de François Mitterrand, antigo Presidente francês, Pierre Falcone, empresário de 54 anos, e Arcadi Gaydamak, 61 anos, milionário israelita, vão ser ouvidos pelo alegado envolvimento no caso.

As acusações, todas elas com penas de prisão entre cinco e dez anos, passam pelo comércio ilícito de armas, abuso de confiança, fraude fiscal e tráfico de influências.

Até 4 de Março de 2009, o tribunal vai tentar apurar as responsabilidades e as ramificações de um vasto negócio da venda de armamento a Angola, no valor estimado de 790 milhões de dólares (cerca de 565 milhões de euros ao câmbio actual) e que gerou tensão nas relações entre Paris e Luanda.


Comentário: Simplesmente uma grande fantochada.Está-se mesmo a ver, qual vai ser o resultado final deste carnaval.A culpa vai morrer solteira.

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

FPD ACREDITA EM FRAUDE ELEITORAL

Fonte: VOA

A Frente para a Democracia (FPD) acredita que houve fraude eleitoral nas eleições legislativas de cinco de Setembro último, estando agora mais preocupada em apurar o nível de tal falsidade.

Na base desta hipotética ocorrência, a FPD levanta ambiguidades em relação a um certo desfasamento no número de votantes que não coincide com o de boletins de voto usados para a votação apresentados pela CNE.

O director de campanha deste partido, Nelson Pestana, disse à “Voa” haver alguma diferença global em termos numéricos, havendo casos de boletins sem voto, de um lado, e de eleitores votantes sem boletim, facto que leva a crer que os números apresentados à imprensa pela CNE não são reais.

"Significa que a CNE afinal não tem números tão reais quanto pretende fazer crer. Houve profundas irregularidades e, do meu ponto de vista, fraude eleitoral. Importa agora saber o nível da fraude. Parece-me que já não está em causa se houve ou não fraude. Importa agora, e o tempo vai nos dizer, saber o nível da fraude", afirmou.

Depois da CNE ter chumbado a reclamação apresentada pela Frente para a Democracia (FpD) segundo as quais a distribuição de mandatos no circulo nacional teria sido mal feita, esta formação política insiste em apontar irregularidades, apegando-se às Leis Constitucional e Eleitoral .

Nelson Pestana explica que a lei é muito clara quanto ao método proporcional de distribuição de mandatos, facto que permite que os partidos entrem no parlamento consoante os votos obtidos.

O político acrescenta que a Lei Eleitoral prevê também que em caso de restarem alguns mandatos, os deputados são distribuídos em ordem do resto mais forte de cada partido, e não especifica que deve ser ao partido que já tenha deputados a beneficiar-se .

Bonavena entende que por esta via não faz qualquer sentido o ponto de vista da CNE em alegar falta de suporte legal.

"Uma vez publicados os resultados, a distribuição dos mandatos não foi feita conforme a lei, mas foi feita no sentido de favorecer o partido no poder(...) para o circulo nacional e provincial devia ser aplicado o sistema de distribuição proporcional. E para o nacional uma vez escolhidos os deputados na base do coeficiente eleitoral, deveria se aplicar o princípio do resto mais forte. A distribuição do resto não foi levada em consideração. Desta maneira no circulo nacional o MPLA ficou beneficiado com mais um deputado".



Comentário: Costuma-se dizer:O corpo é sempre o mesmo.O que muda no corpo, são as roupagens de forma a apresentar um ambiente e visual mais agradável e apresentável aos interesses e conivências das partes envolvidas.O tempo, encarregar-se-á de dar todas as respostas boas ou más.