Luanda, (Lusa) - O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, condicionou hoje o calendário para as eleições presidenciais, até aqui apontadas para 2009, à aprovação da nova Constituição angolana, que considerou uma prioridade do MPLA. José Eduardo dos Santos, que também preside ao maior partido angolano, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), considerou que uma das prioridades desta força política para 2009 é fazer aprovar uma nova Constituição do país. Ao intervir na abertura da reunião do Comité Central do MPLA, em Luanda, José Eduardo dos Santos adiantou que o partido, através da sua bancada parlamentar, vai propor a criação de uma comissão "ad hoc" na Assembleia Nacional que será encarregada de elaborar o projecto da Constituição e de "promover, eventualmente, a sua discussão alargada antes da aprovação pelo Parlamento".
José Eduardo dos Santos afirmou que o Presidente da República será eleito a partir do que ficar plasmado na Lei Fundamental angolana, não fazendo qualquer alusão à eventual realização de eleições durante o ano de 2009 como, até aqui, tem sido apontado, inclusive pelo MPLA. O líder do MPLA e Chefe de Estado admitiu que existem hoje na sociedade angolana duas correntes de pensamento quanto à forma como o Presidente da República deve ser eleito.
Uma dessas correntes, disse, aponta para a eleição do Presidente da República pelo Parlamento, "por sufrágio indirecto", e outra defende que devem ser os cidadãos a "eleger directamente" o Chefe de Estado através do sufrágio universal directo.
Sem apresentar a sua preferência, José Eduardo dos Santos disse apenas que vai ser a Constituição a aprovar durante o ano de 2009 a "definir a melhor via a seguir" e, assim, defendeu que se estará em condições de "elaborar o calendário para as eleições presidenciais".
Comentário: Ora aqui está uma boa novidade.No mínimo será um ano à deriva para preparar a comissão ad hoc, com mais um ano de efectivação da dita comissão para começarem a elaborar os projectos de alteração à constituição, seguido de mais um para a discussão e aprovação. Correspondendo na totalidade a um período equivalente a três anos, podendo ser alargado para quatro.Ou seja, mais um mandato sem se submeter ao voto popular.Mais três anos para a família dos Santos ficar agarrada ao poder.Na volta, o MPLA ainda opta pela corrente: eleição do Presidente da República pelo Parlamento, "por sufrágio indirecto".Onde o MPLA tem a maioria.
José Eduardo dos Santos, cabecinha pensadora.Não admira.Frequentou as altas escolas de lavagens cerebrais russa/cubana/chinesa.
Ainda dizem que a guerra em Angola não foi fomentada pelo MPLA, atribuindo as culpas dessa mesma guerra a outros protagonistas que foram picados e arrastados pelos camaradas (russos/chineses/cubanos) a envolverem-se em confrontos armados.
Brasil - Militante de esquerda, simpatizante do PC do B, o escritor angolano Nelson Pestana foi preso político em Angola. Ele conta que a tortura era feita pelo Exército cubano. Segundo ele, Fidel dilapidou o patrimônio de Angola, roubando até fábricas que eram levadas para Cuba. O exército cubano chegou a estuprar mulheres
DEPOIMENTO DE NELSON PESTANA, ESCRITOR ANGOLANO DE ESQUERDA
O papel de Cuba em Angola, do meu ponto de vista foi um papel de potência de segundo grau e de colonização. Os cubanos representaram um mercenarismo de Estado. Da mesma maneira que houve a intervenção de outros exércitos, como o sul-africano e o zairense, por parte dos outros movimentos de libertação, Cuba interveio para apoiar o MPLA.E interveio como força expedicionária que se apropriou da riqueza nacional, inclusive porque os cubanos, a uma determinada altura, mandavam no país.Os angolanos eram marionetes nas mãos dos cubanos. O poder angolano de Agostinho Neto dependia da força expedicionária cubana. Tanto é assim que, quando houve uma cisão dentro do MPLA e há um golpe de Estado em 27 de maio de 1977, esse golpe é controlado pelos cubanos, que estão do lado de Neto. São os cubanos que reprimem a tentativa de golpe de estado dessa corrente do MPLA, que era comandada por Nito Alves e que tinha o apoio da União Soviética. Os cubanos tinham interesses próprios, como potência regional de segunda ordem, e, nesse caso, ficaram em lado oposto aos soviéticos.
A intervenção em Angola trazia um desafogo para a própria economia cubana. O internacionalismo é discurso de propaganda. Os cubanos eram pagos e bem pagos, inclusive os soldados, não era só o pessoal civil que era pago. Lembra-me que, numa determinada altura, cada soldado cubano custava mil dólares para Angola, por mês. Era uma fatura muito elevada. O internacionalismo era apenas um discurso de legitimação. Essas quantias em dólares pagas aos cubanos deram um desafogo à economia de Cuba, que estava extremamente estrangulada na altura em que eles fizeram a intervenção em Angola. Daí os interesses diferentes de cubanos e soviéticos. Cuba apoiou Neto porque ele dava maior garantia aos cubanos de permanência no país. Cuba chegou a ter 60 mil pessoas em Angola, entre soldados e civis. Não eram os angolanos que diziam: "Agora, precisamos de 20 médicos". Cuba que mandava 30 médicos. Angola tinha que os aceitar e lhes pagar os salários, além de comprar todo o material que era operado pelos cubanos. Inclusive, antes de Angola estruturar sua própria força repressiva, os cubanos é que torturavam diretamente os angolanos.
Os cubanos são idolatrados como internacionalistas, sei que na América Latina eles têm essa imagem, mas, pelo lado da população angolana, eles são vistos como força de intervenção. Eles tiveram as práticas de todas as forças de intervenção, como violação de mulheres, apropriação de fábricas completas. Os cubanos, normalmente, eram os primeiros que chegavam às cidades desertadas pelas forças sul-africanas e de outros movimentos de libertação. Então, os cubanos se apropriavam de tudo aquilo que lhes interessava. Conta-se, inclusive, uma anedota, que acho que tem a ver com a realidade, que, numa primeira viagem de Estado que Agostinho Neto fez a Cuba, ele levou vários ministros, entre eles o ministro da Justiça, que teve a surpresa de ver, em Havana, o carro que lhe tinha sido roubado em Havana. Muitos carros circulavam em Havana com a matrícula "MP", que significava "matrícula pedida". Eram carros roubados em Angola, levados para Cuba e, depois, matriculados com uma nova chapa cubana. Mas não foram só carros. Foram roubadas até fábricas. Eram desmontadas as fábricas, postas em barcos e levadas para Cuba, assim como clínicas e hospitais.
Os cubanos fizeram uma depredação histórica em Angola, não só porque arrancavam coisas para levar para Cuba, mas também porque quebraram monumentos, alegando que eram alusivos ao colono. E a depredação dos cubanos não foi só na retirada deles, mas assim que chegaram. Era uma depredação organizada. Por exemplo, em Cabinda, que é uma região de floresta, que tem madeiras preciosas, eles cortavam a madeira, punham nos barcos e levavam, simplesmente não pagavam impostos, não pagavam a madeira, não pagavam nada. Faziam uma exploração da madeira, por conta própria, sem qualquer autorização ou acordo entre Cuba e Angola. Os cubanos destruíram a produção de cana-de-açúcar em Angola. Os cubanos comandaram, durante muito tempo, a marinha mercante angolana, e fretavam barcos para servirem à sua própria marinha mercante. E nós pagávamos frete de barcos cubanos que serviam à sua marinha mercante.
Eles fizeram imensas coisas. Há coisas que já estão sendo mais ou menos relatadas por cubanos dissidentes.De qualquer maneira, os cubanos não saíram totalmente de Angola. Saíram as tropas. Muitos deles converteram-se em negociantes e continuam em Angola, com lojas de comércio externo, clínicas, entre outros negócios. Alguns deles são uma força de reserva do próprio regime, porque um general que vira comerciante é sempre general.Há bem pouco tempo, o presidente angolano José Eduardo dos Santos visitou Cuba para um novo incremento da colaboração militar com Cuba. Apesar dos pesares, não temos uma atitude revanchista em relação aos cubanos. Naquilo que eles forem interessantes para Angola, conversamos muito bem, pode haver colaboração com Cuba.
Deixe me dizer que conheci Cuba, em 1981, e o que mais me chocou em Cuba foi o racismo contra os negros, pior do que no Brasil, mas como é uma revolução socialista, fala-se muito de Guevara, esconde-se muito isso. A guerra em África, tanto em Angola como na Etiópia, serviu, também, um bocado à comunidade negra cubana para a sua afirmação, para a sua promoção social, porque não se viam generais negros no Exercito cubano. Passou a haver numa determinada altura, porque a intervenção em África fez com que o discurso de Fidel incidisse sobre a recuperação das raízes africanas cubanas e isso motivou certa promoção da comunidade negra cubana. Há muito tempo que não vou a Cuba, mas, em 1981, quando estive lá, havia um racismo declarado em Cuba, a ponto de um branco não dançar com uma negra. E de eu me interessar por uma mulher que, nas circunstâncias, era negra e ela perguntar-me se eu efetivamente gostava dela, porque achava que um indivíduo com a minha pigmentação não poderia se interessar, de maneira nenhuma, por uma mulher de pele escura. Porque em Cuba havia essa separação, a separação das raças. Eu tinha companheiros cubanos desportistas que não dançavam num baile com brancas, porque se fossem pedir para dançar, elas não aceitavam porque eles eram negros. É um racismo que se pode encontrar mesmo nos textos do José Martí, quando ele fala no nosso "irmão mais novo", o negro, numa atitude paternalista, que é, também, uma forma de racismo.
Costumo dizer aos meus amigos brasileiros, alguns com militância no PT, que Fidel Castro, moralmente, está uns pontos abaixo de Pinochet. Porque Pinochet era um ditador, mas, hoje, pôs a sua cadeira à disposição de um referendo. Fidel Castro, apesar de ter sido aconselhado a fazer o mesmo, até para renovar a sua legitimidade, nunca o fez e continua a manter uma ditadura das mais retrógradas. Mas eu costumo dizer aos meus amigos brasileiros que o nosso ditador é sempre mais simpático que o ditador do outro. O Pinochet era o ditador da direita e, por isso, é aquela besta que reprimiu a república, que matou Allende. Sabemos disso e tenho muito respeito por essa resistência, mas eu vi um resistente do Chile a ir buscar o Pinochet em Londres, para que ele não fosse julgado por Baltazar Garzón. E ele explicava que a democracia tinha sido negociada com esse ditador, que decidiu renunciar ao poder porque perdeu um referendo.
Não tenho simpatia nenhuma por nenhum tipo de ditador, mas, como homem de esquerda, embora de uma esquerda democrática, que não aceita nenhuma forma de coação sobre as liberdades individuais e coletivas, não posso me identificar com um ditador como Fidel Castro. Eu me identifico mais com aqueles a quem ele chama de vendilhões da pátria, que são esses movimentos da sociedade civil que apenas têm a fragilidade de seus corpos para opor ao regime brutal de Fidel Castro. E é um regime verdadeiramente brutal. Não é por acaso que alguns intelectuais de esquerda que até há pouco tempo o apoiavam cortaram relações com ele. O último caso foi o do escritor José Saramago, que escreveu aquela célebre carta aberta.
Conheci Cuba e não vi as grandes conquistas do socialismo que eles vendem. Mas, mesmo que houvesse essas grandes conquistas do socialismo, nada justifica a opressão sobre as pessoas. Não é por um prato de arroz que um ditador qualquer tem direito a impor uma ditadura como a de Fidel Castro. Por isso, acho que o PT teria muito a ganhar demarcando-se desse tipo de ditadura, a não ser que ele concorde com uma política de dois pesos e duas medidas: por um lado, o PT que fez um percurso de 20 anos de luta e chegou ao poder pela legitimidade do voto popular; por outro, o PT que apóia Fidel Castro, um dinossauro que não tem legitimidade nenhuma.
Fidel não aceita pôr o seu poder ao referendo da população cubana, porque acha que isso é invenção do ianque. Mas não é. Ele pode organizar as manifestações que quiser, com a população que quiser, para dizer que aqueles ativistas cívicos cubanos que lutam pela liberdade do país não representam ninguém. Mas Ceaucescu, na Romênia, também tinha eleições com 90 por cento de aprovação, mas, de um dia para o outro, caiu e nós depois vimos o que era efetivamente esse poder. No Iraque, Saddam ganhou as últimas eleições que fez com 100 por cento dos votos, mas hoje vemos que as manifestações no Iraque contra a potência ocupante mostram uma pluralidade de movimentos e não 100 por cento em favor do ditador que foi derrubado pela intervenção americana. Fidel não tem, com certeza, 100 por cento da população do seu lado. Mas bastava que houvesse um cubano que pensasse diferente do Fidel para que ele tivesse o direito de pensar diferente.
Voltando ao PT, eu acho que há uma corrente no partido que, efetivamente, não aceita a democracia como modelo a seguir, que se submeteu a ela, nas circunstâncias do Brasil, e que, por isso, poderá ser sempre um risco para a própria democracia brasileira. E eu, não sendo brasileiro, sendo angolano, digo isso com preocupação, porque é normalmente nesses modelos ditatoriais que os nossos ditadores se inspiram. E, por isso, o exemplo brasileiro, nesse capítulo, pode ser um mau exemplo para Angola. E, como tal, eu tenho que me bater para que a própria democracia brasileira se fortaleça e se desenvolva naquele caminho que todos nós desejamos.
Comentário: Este depoimento quase que dá para fazer uma anedota de humor negro verdadeiro
Agostinho Neto, lá no seu descansado reino do todo Poderoso dos Céus, envia uma carta a Fidel de Castro e a José Eduardo dos Santos, a perguntar-lhes quais sãos os remédios que tomam para o tratamento das suas doenças cancerígenas, pois tardam em morrer para largarem o poder a favor das forças populares do internacionalismo imperialista apergoado por Fidel nas Nações Unidas em 1975, aquando da sua invasão em Angola.Ele (Agostinho Neto) está farto de esperar por eles no seu todo poderoso Reino dos Céus, que foi obrigado à força pela Rússia a construir e a ocupar antes da sua verdadeira hora chegar.Foi com entusiasmo que Agostinho Neto, foi recebido no reino dos Céus enviado pela Rússia, ao qual os russos entregaram de mão beijada o poder ao jovem José Eduardo dos Santos, a quem deram toda a formação e lavagem cerebral política para assumir o poder largado pelo defundo.Inclusive, até uma mulher de origem russa lhe ofereceram, da qual nasceu uma filha criola (russa/angolana) que é detentora de fortunas incalculáveis, sustentadas muito provavelmente à custa das balas, mortes, mutilação de muitos dos angolanos.Nenhum angolano, atreve-se a contestar as origens destas fortunas, porque sabe de antemão que corre sérios riscos.
Nada melhor, que deixar anexado a este comentário um vídeo, com as palavras que o próprio Fidel de Castro, proferiu nas Nações Unidas, onde ele sem gaguejar enumera as riquezas de Angola.
Construa-se a história de Angola, na base da verdade dos factos e dados.Basta de hipocrísia.Basta de culparem o Savimbi e outros mentores pela guerra ao poder em Angola. Porque os verdadeiros culpados continuam vivos e impunes.Continuam nesse poder a enganar o povo, tentando trocar as voltas à verdadeira história dos acontecimentos da guerra em Angola.A guerra em Angola, começou devido aos problemas da divisão interna dentro do MPLA, que usaram outras estruturas para camuflarem a verdade pelo assalto e a ganância ao poder com a ajuda dos Cubanos, Russos e Chineses.Esses sim, é que são os verdadeiros culpados e neste momento são os maiores parceiros de Angola.Quando é que o povo angolano vai acordar do sonho vendido através da falsidade para o pesadelo da verdade.Quando é que o povo angolano vai conseguir ter maturidade suficiente para aceitar esta dura realidade.Quando ?!
O embaixador de Angola na Guiné-Bissau condenou a «tentativa de assassínio» contra «Nino» Vieira, anunciando que deu instruções para que o pessoal diplomático acolhesse qualquer dirigente guineense que procurasse asilo. O embaixador de Angola na Guiné-Bissau condenou a «tentativa de assassínio» contra «Nino» Vieira, anunciando que deu instruções para que o pessoal diplomático acolhesse qualquer dirigente guineense que procurasse asilo. «Uma situação destas não é nada agradável para ninguém e não pode ser tolerada», disse António Brito, «sobretudo agora que o país acabou de realizar eleições legislativas, consideradas justas e livres».
«Vi os estragos causados na residência e se Nino não estivesse num sítio seguro, teria perdido a vida», afirmou o embaixador angolano, adiantando que o chefe de Estado guineense «está calmo e com moral alta».
Comentário: Segundo o embaixador angolano, Nino Vieira está "calmo e com a moral em alta".Como é que alguém, que sofre uma tentaiva de assassínio, com os problemas graves com que a nação guiniense se debate neste momento, pode aparentar um estado de espírito equilibrado, semelhante ao que o embaixador angolano tenta transmitir para a opinião pública.
Mais uma vez, os angolanos peritos em camuflagens da "mentira", tentam trocar as voltas à verdade, querendo iludir a opinião pública, sob o estado de tensão que se vive na Guiné Bissau.É tudo uma questão de tempo.Tal como acontece com a RDCongo, onde o seu presidente esteve trancado em Luanda, durante horas com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, talvez a tratarem de assuntos estratégicos para os dois países e a elaborarem um comunicado conjunto recheado de farsas e hipocrísias para ambos os povos dos dois países.
Para os representantes angolanos (embaixadores, governantes, etc) em África reina a estabilidade em todos os países que constituem o continente.Até mesmo, naqueles países onde governam os ditadores aliadaos de Angola.
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano?São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente.Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu doshomossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia
Comentário:Estas perguntas devem ser respondidas, principalmente pelo africanos com a boca larga e apoiantes dos governantes ditadores/coruptos.Por aqueles africanos que conseguem em momentos eleitorais transformaros líderes ditadores em autênticos democratas.Onde os Estados Unidos, também tem a sua cota parte de responsabilidade.Veja-se o caso de Angola.José Eduardo dos Santos, em pouco tempo passou de um dos maiores ditadores (diabo) para um dos maiores democratas (Anjo) que inclusive poderia mudar o " rumo de toda a África " .A este tipo de viragens devido aos interesses económicos dos Estados Unidos e de outros países, com interesses em Angola e em África, chamamos, tal como Mia Couto refere, de PURO CINISMO.
Se a vitória de Obama, fôr como muitos andam por aí apergoar, como sendo a vitória dos negros. Obama, vai ter muito que trabalhar em África para alterar as mentalidades e para correr com os líderes corruptos africanos agarrados ao poder.Mesmo que esses líderes, tenham sido eleitos através do voto popular.Onde o povo inconscientemente é coagido a votar no(s) ditador(es).Pois, o povo conscientemente saberá, se assim o não o fizer, dará argumentos aos ditadores para iniciarem uma guerra, onde ele (povo) será a maior vítima.Portanto o povo Angolano votou conscientemente, a favor da sua segurança pessoal ao dar o seu voto ao MPLA representado pelo seu Presidente ditador, não dando margens nem a um (MPLA) nem a outro (JES) para terem motivos para iniciarem uma guerra de bastidores, perseguições e chacinas a famílias inteiras, a um povo, já por si massacrado devido aos interesses e à ganância particular dos líderes.
Mal por mal.Fica como está.Obama nada puderá fazer contra estes líderes africanos.A não ser, esperar que os ditadores e suas familias morram e desaparecendo da face da terra.
Se proventura algum mal, um dia vier acontecer a Obama, serão os próprios africanos a causar-lhe esse mal.Porque ele representa um incómodo para certos líderes e mentalidades xenófobas em África
Luanda - Sectores do regime, com realce ao Comitê de especialidade dos aeronáuticos revelam apreensão face a marginalização de cerca de 40 trabalhadores da Ghassist que recentemente canalizaram as suas preocupações denunciando que a direcção daquela empresa teria ameaçado despedi-los por terem se envolvido na greve que ocorreu na primeira semana de Outubro. Alguns desses trabalhadores que também residem em subúrbios, tem o nível de escolaridade baixa ostentam uma concepção de que tudo que tem haver com responsabilidades sobre os deveres da classe a que pertencem envolve o MPLA.
O Facto de figuras do MPLA como Maria Mambo Café fazerem parte da Administração da empresa, deixa os trabalhadores mentalizados que o incumprimento das suas reivindicações esteja ligado a ma vontade do partido no poder. Acentuaram-se comentários/alertas, em meios do regime denotando que medidas como a que a direcção da Ghassist impõe sobre os seus funcionários de base podem manchar o “bom nome” do MPLA. Os mesmos sectores do regime mostram se indignados face ao clima de suspeição instalado, a semana passada na empresa. Em causa esta o surgimento de um artigo sobre a Ghassist publicado no portal do Club-k.netalertando que a empresa teria desobedecido o General Manuel H V “Kopelipa” ao não cumprir a solicitação feita no sentido de aquela direção poderia encontrar a melhor solução para os trabalhadores “rebeldes” que opõem aos baixos salários. Informações em posse dos sectores que citamos, observam que esta ser sentido uma espécie de “caça as bruxas” na Ghassist que se receia que venham afectar a imagem do MPLA. Rui Candove, ex assessor do PCA “Vinito” Gouveia de quem diz-se ter laços de parentescos, foi suspeito de ter sido a personalidade ou fonte que levou informações da empresa para fora (entenda-se portal do Club-K). Candove é jornalista de profissão com passagem pela Radio Lac e pela FM Sterio. De acordo com observações internas, as pessoas andaram a imprimir o que saiu da “internet” mesmo dentro da empresa mostrando copia aos trabalhadores e a pessoas chegadas ao próprio PCA. Logo apos a saída/divulgação do artigo foram chamados alguns trabalhadores para responder sobre a situação das faltas que no entender do Direção dos Recursos Humanos pode dar em despedimento conforme aquele departamento interpreta a lei geral de trabalho.
Outra preocupação em meios do regime tem haver com a transparência de um empréstimo para compra de material vindo dos Estados Unidos através da Agencia Nacional de Investimento Privado (ANIP) acerca de dois anos atrás. O material nunca chegou ou nunca foi visto em Angola. Ary de Carvalho, o administrador financeiro da Ghassist e igualmente administrador da ANIP é alvo de suspeita de que terá influenciado o processo que uniu as duas empresas. Ao que se constata, o atraso do material tem impossibilitado a execução de tarefas sobretudo na existência de varias descargas em simultâneo. As matérias em referencia são escadas , tapetes, autocarros loaders, air starter e geradores, razão pela qual os atrasos dos aviões estão relacionados sempre com estas dificuldades. Por exemplo se chegam quatro aviões em simultâneo a Ghassit tem dificuldades em assistir porque terá de esperar as escadas e trocar os “loaders” para carregamento de bagagem.
A Ghassist é a única empresa de handling a operar no aeroporto internacional “4 de Fevereiro” garantindo assistência de carga, correio, bagagem, serviços de rampa, serviço de limpeza de aeronave e load control (despacho operacional, documentação de trafego e emissão de folha de carga e de balanceamento). A Ghassist tem cerca de 600 trabalhadores dentre os quais 300 filiados.
Trata-se de uma empresa com caracter privado envolvendo três accionistas nomeadamente a MACGRA, ENANA e TAAG. O PCA “Vinito” Gouveia é muito próximo ao General Kopelipa. Parte da direção são figuras ligadas a famílias do poder político. A Presidente da Mesa de Assembléia é a economista Maria Mambo Café, uma figura respeitada do MPLA ao que suporta a conotações segundo a qual a empresa esteja ligada ao grupo de subdiciaria pertença ao sector econômico do MPLA.
Comentário: O povo angolano gosta de ser enganado.Se anteriormente já tinham conhecimento destas trafulhices e jogos entre as empresas e o poder, porque razão não usaram a arma do voto, para penalizar e contestar vivamente, este e outros tipos de jogos.Provavelmente, porque o povo receando as represálias maciças e respectivas consequências (perseguições e chacinas 27 de Maio) por parte do MPLA, preferiu optar por ser brando e bajulador ao partido até então no poder, dando-lhe a continuidade para continuar a impôr e a aplicar as regras e filosofias de um partido a todo o povo angolano, inclusive é imposto aos angolanos o juramento sobre uma bandeira que se diz ser representante de uma nação e é pertença de um partido autoritário e anti-democrático - MPLA.Não vão a bem, vão a mal.Enquanto o mal, vai trabalhando e enriquecendo os bolsos de alguns, o bem continua igual ao que era antes.Um pobre desgraçado.
Se fosse eu a mandar em Angola, adoptava as medidas que estão a ser aplicadas na reconstrução das infra-estruturas do país.Mandava acabar com TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS EM ANGOLA DA VELHA GERAÇÃO.Mandava destruir e queimar tudo que esses pseudos partidos ergueram, dando lugar a novas mentalidades.Um novo oxigénio.Uma nova e verdadeira Angola.
Lisboa, 16 Nov (Lusa) - O Consulado de Angola em Lisboa informou hoje que abriu um "processo de averiguações" para apurar responsabilidades relacionadas com os desacatos ocorridos fora do recinto onde sexta-feira à noite decorreu a festa comemorativa do Dia Nacional de Angola. Um comunicado do Consulado de Angola enviado à Agência Lusa adianta que a comemoração decorreu com "a total normalidade dentro do recinto", mas que se "verificaram fora do mesmo desacatos diversos dos quais resultaram danos materiais e, mais relevantes ainda, danos colaterais que afectaram a imagem de Angola".
Isto - acrescenta a nota - "num dia que deveria ter servido para cimentar a credibilidade que o povo e os dirigentes angolanos, em geral, e os residentes Angolanos em Portugal, em particular, procuram cultivar".
Na base dos problemas esteve o facto de terem sido emitidos e vendidos "bilhetes falsos que, sem a grande maioria dos seus adquirentes saber, causaram constrangimentos diversos à organização e a todos quantos legitimamente marcaram presença na comemoração do 33/0 aniversário da independência de Angola, explica o consulado.
Segundo noticiou hoje a cadeia de televisão SIC, dezenas de pessoas protestaram porque foram impedidas de entrar no recinto, junto ao Parque das Nações, levando à intervenção da PSP.
O Consulado de Angola esclarece que, dada a evolução dos acontecimentos, a organização do evento "solicitou a intervenção policial para repor a ordem pública" e "embora alheio às razões que provocaram os desacatos, apresenta as mais sinceras desculpas ao todos quantos se sentiram lesados pelo sucedido. Agradece também "a pronta intervenção policial que, com toda a correcção, repôs a ordem pública".
Segundo os cálculos da organização, a iniciativa de 2008 de comemoração do Dia Nacional de Angola indicava que o evento acolheria de 2.000 a 2.500 pessoas, sendo que "além de alguns, poucos, convites oficiais, o acesso às comemorações fazia-se pela aquisição de bilhetes ao preço simbólico de cinco euros", nada fazendo prever o sucedido
Comentário:O barato saiu caro.O ano passado, nada disto aconteceu.Adivinhem porquê?
Porque a realização da festa, foi na antiga FIL, cujas as condições de acesso e de segurança são mais restritivas e inacessíveis a falcatruas.Por outro lado, os bilhetes eram mais caros, mas dentro dos parâmetros e limites da bolsa de qualquer um - 10 euros.
O vice-ministro angolano das Relações Exteriores, Jorge Chicoty, confirmou hoje que o seu país vai enviar mais tropas para a República Democrática do Congo (RDC), onde é sabido que Luanda tem desde há tempos alguns batalhões na região do Baixo Congo, designadamente em Matadi, Kitona e Inga, conforme dizem os serviços secretos ocidentais. E na capital, Kinshasa, também costuma haver forças especiais da polícia angolana, segundo referiu esta semana em Lisboa o boletim confidencial África Monitor.
Chicoty fez as suas revelações à Rádio Nacional de Angola (RNA), depois de o Governo de Luanda se ter manifestado preocupado com o agravamento da situação de segurança e humanitária na província congolesa do Kivu Norte, junto à fronteira com o Ruanda; e considerado que as acções dos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) constituíam uma “violação flagrante” dos acordos existentes para a resolução do conflito no antigo Zaire.
Foi depois de ontem ter participado em Bruxelas numa reunião com os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) que o vice-ministro confirmou a disponibilidade de dar seguimento às determinações da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), no sentido de se reforçarem as tropas na RDC, que desde há anos têm assessores angolanos.
As notícias de que tropas angolanas poderiam ajudar o Presidente Joseph Kabila a vencer a rebelião no Leste do país coincidem com a afirmação, feita pelo chefe das operações da ONU, Alain Le Roy, de que é improvável de que até ao fim do mês o Conselho de Segurança consiga tomar uma decisão sobre o reforço da Missão de Observação das Nações Unidas no Congo (MONUC). Isto, apesar de a Índia já se ter disponibilizado para enviar mais 1200 capacetes azuis, de modo a que o contingente geral destacado no país possa passar de 17.000 a 20.000 efectivos.
O próximo debate do Conselho de Segurança sobre esta questão está agendado para 26 de Novembro e os países da SADC estão a encarar alternativas para a pacificação de um país que constitui charneira entre a África Central e a Austral, sendo a sua aparente prioridade impedir que os rebeldes do general Laurent Nkunda entrem na cidade de Goma, capital da província do Kivu Norte.
Decisão atrasada
Foi em 3 de Outubro que o representante da ONU em Kinshasa, Alan Dosse, solicitou um reforço de 3000 homens, proposta partilhada um mês depois por Angola, que perante a inexistência de qualquer resposta clara de Nova Iorque ou de Bruxelas para enviar tropas para o terreno se predispôs a ir em socorro do seu aliado Joseph Kabila.
O êxodo da população do Kivu Norte já atingiu, segundo as autoridades angolanas, “uma cifra que supera os dois milhões de deslocados internos”, mais do que os números referidos no início do mês pelos ministros francês e britânico dos Negócios Estrangeiros, respectivamente Bernard Kouchner e David Miliband.
Comentário:Os vendedores de armamento que se cheguem à frente.China, Rússia, Estados Unidos etc, e tal.Negoceiem com Angola a quantidade, pois é um país com negócios privilegeados com os países vendedores de armamento (China,Rússia,USA), por outro lado, é um país altamente qualificado e preparado para as guerras, principalmente quando essas guerras são destinadas a socorrer os seus aliados ditadores, como kabila e Mugabe.Esta história de desmentidos e confirmações por parte de Angola, que os militares angolanos estariam desde à muito a combater na RDCongo, faz lembrar a história do navio chinês, carregado com armamento destinado ao Zimbabwe, para socorrer o seu amigo e aliado Mugabe.Inicialmente era tudo falso, até que a falsidade não conseguiu resistir às pressões verdadeiras dos factos.Obrigando os angolanos a cederem, confirmando que o navio encontrava-se em águas angolanas, à espera de oportunidade para atracar.
Democracia em África duradoira e estável? Nunca vi.
São tantos as razões anti-democráticas, que basta um pequeno motivo para incendiar o rastilho, e fazê-lo desplontar numa guerra.Não contando com a influência dos produtores de armamento e respectivos intermediários, cuja a necessidade da existência de guerras, é fundamental a todos os níveis, são milhões de investimento.África é um bom mercado, para incendiar o rastilho para as guerras onde a anti-democracia reina.
Pequim, (Lusa) - A embaixada de Angola na China já emitiu este ano cerca de 40.000 vistos, confirmando o aumento das relações entre os dois países, afirmou hoje o embaixador João Manuel Bernardo. Numa conferência de imprensa para assinalar o 33º aniversario da independência de Angola, que se comemora terça-feira, o embaixador angolano em Pequim disse que "há muitos chineses a trabalhar na reconstrução nacional" do seu pais, nomeadamente na "reabilitação de estradas e escolas", mas não precisou quantos.
"A cooperação com Angola está num nível muito bom (…) Há chineses em todas as 18 províncias de Angola, mas não sei exactamente quantos", disse. Dos vistos já emitidos este ano em Pequim, referiu, 5.000 são de trabalho e os restantes de curta duração. João Bernardo, acreditado em Pequim há seis anos, manifestou-se "muito satisfeito" com a presença chinesa em Angola e disse que a cooperação bilateral "irá aumentar". "Temos de construir um milhão de habitações e um milhão de empregos.
É um grande projecto, um grande desafio, e precisamos da ajuda dos países amigos", salientou o diplomata.Segundo adiantou, nos primeiros nove meses deste ano, o valor do comércio bilateral já ultrapassou os 14 mil milhões de dólares (cerca de 11,2 mil milhões de euros), dos quais mais de 80por cento dizem respeito ao petróleo angolano importado pela China.Nos últimos quatro anos, Angola tornou-se um dos maiores fornecedores de petróleo da China e o montante dos créditos chineses concedidos àquele país africano atingiu os 4,5 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros). A independência de Angola foi proclamada a 11 de Novembro de 1975.
Comentário: Ai jesus, com tanto visto passado e tantos dólares a circularem a troco de petróleo e de obras públicas de qualidade duvidosa, fiquei com os olhos mais rasgados(em bico) que os próprios olhos dos chineses.
Dizem eles, que têm que construir um milhão de habitações e um milhão de empregos.As habitações devem ser, para os amigos e familiares dos detentores de cargos públicos ao seu serviço do país nos escalões de nível inferior.Os empregos devem ser para os chineses.Pois segundo, as más línguas, andam por aí a comentar à boca cheia, que a invasão dos quadros pseudo-qualificados made in china deportados para Angola, são oriundos das cadeias chinesas.Isto é, cidadãos que tem contas a ajustar com a justiça chinesa, e que são uma má influência para o trabalhador angolano, por conseguinte nas obras de construção a cargo das empresas chinesas, só são admitidos trabalhadores made in China.Os angolanos ficam de fora.Onde é, que o embaixador de Angola na China vai desenrascar um milhão de empregos para os angolanos na cooperação com a China.
Com tantos números e cifrões, cheira a propaganda do embaixador angolano na China.Cheira a mais um, angolagate económico.Os chineses, estão a vender aos angolanos "gato por lebre".Compram o petróleo e outros minerais não menos importantes, ao preço da uva michona, em troca vendem 40.000 vistos de qualidade duvidosa, para serem aplicados em obras de reconstrução igualmente duvidosas.É certo e sabido, que a qualidade dos produtos chineses são de má qualidade e de pouca durabilidade (prazo mínimo umas horas, e o máximo seis meses).
A pergunta que se coloca, é: Quem vai pagar a factura de tudo isto no futuro ?
O mesmo de sempre.O massacrado povo angolano.Pois, nem o próprio embaixador de Angola na China, sabe dizer o número exacto de chineses em Angola.
Diplomata de peso estratégico na época, do lado soviético, depõe de forma inédita sobre o apoio militar, dado à parte aliada durante a crise que caracterizou a acessão de Angola à independência. O depoimento foi conseguido pelo jornalista José Milhazes da Agência Lusa, que o divulgou por ocasião do 33 aniversário da independência de Angola, que é comemorado amanhã.
A situação militar criada em torno de Luanda era tão grave na véspera da proclamação da independência, em 11 de Novembro de 1975, que os dirigentes soviéticos deram autorização secreta para que os seus militares participassem nos combates ao lado do MPLA contra a UNITA e a FNLA.“Na véspera dos acontecimentos decisivos de 11 de Novembro de 1975, recebemos de Moscovo um telegrama cifrado que autorizava directamente aos nossos especialistas militares a participarem em acções de combate ao lado das forças do MPLA e das tropas cubanas. Isto era explicado pela situação extremamente tensa da situação que surgiu no país na véspera da proclamação de independência do país”, recorda Boris Putilin, que trabalhou nos meados dos anos 70 do século passado como primeiro secretário da Embaixada soviética no Congo (Brazzaville).Foi precisamente este homem que, em 1975, coordenou, pela via da GRU (Direcção Principal de Reconhecimento – espionagem militar) do Ministério do Interior, os fornecimentos de armas ao MPLA da URSS, mas também os planos de ajuda da parte dos especialistas militares soviéticos e cubanos.“O primeiro grupo de militares soviéticos, dirigido pelo coronel Trofimenko, que se encontrava na República do Congo, através da qual passava a corrente fundamental de ajuda para o MPLA, foi enviado para Luanda”, continua Putilin, acrescentando que este grupo tinha uma espécie de “carta branca” de Moscovo para participar em acções militares.O primeiro grupo de militares e tradutores soviéticos entrou em Angola a 16 de Novembro de 1975, cinco dias após a proclamação da independência.“No dia 1 de Novembro, o primeiro grupo de especialistas e tradutores militares soviéticos, entre os quais eu me encontrava, chegou a Brazzaville, entrei na capital da República Popular do Congo num voo regular da Aeroflot”, recorda Andrei Tokarev, tradutor militar, em declarações à Lusa. “Antes de nos enviar e dando-nos as últimas instruções, em Moscovo, no Estado-maior tentaram dar-nos o máximo de informação fresca sobre os acontecimentos em Angola. O MPLA controlava a maioria das províncias do país e a capital, mas compreendemos que este controlo não era seguro”, continua Tokarev, hoje professor da Universidade Militar de Moscovo.Segundo esta fonte, “cada uma das partes fazia esforços para desenvolver o seu êxito; por exemplo, o Zaire comprou à França “Mirages”, esperava-se a qualquer momento a sua chegada. Talvez eles participassem nos voos sobre a capital de Angola, Luanda, no seu bombardeamento.”“A fim de evitar isso - continua Tokarev - o nosso comando enviou para essa região (por um prazo de mês e meio, mas com a possibilidade de prolongamento) o nosso grupo: oficiais e sargentos, especialistas no emprego militar de complexos móveis de defesa anti-aérea “Strela”, e nós, cadetes-tradutores militares”.Estes primeiros especialistas militares soviéticos começaram de imediato o treino dos soldados e oficiais do MPLA.Tokarev recorda: “Os nossos especialistas montaram rapidamente, numa antiga base aérea militar portuguesa de Luanda, vários pontos de treino e começámos imediatamente a treinar os combatentes das FAPLA. Os nossos especialistas iam frequentemente à frente de combate, que estava situada a apenas algumas dezenas de quilómetros. Normalmente, eram acompanhados por cubanos. À frente, regra geral, ia um jipe, um carro blindado ou tanque cubano, que nos protegiam.”
Comentário: A coisa que eu mais adoro na vida, é o "tempo".Porque o tempo, apesar de puder ser longo, não perdoa as mentes de todos aqueles, que a possuem carregadas de pesadelos e de contradições.Com o tempo, estas mentes sentem necessidade de descarregar, de falar, de contar, de libertarem-se.
Com a ajuda do tempo, a verdadeira história da guerra em Angola, vai começar a escrever-se.Talvez para muitos angolanos essa verdadeira história, não seja nenhuma novidade.Assim como, não foi novidade o desaparecimento de Agostinho Neto na Ex-União Soviética.Assim como, não foi novidade o nascimento da filha primogénita de José Eduardo dos Santos, na União Soviética.Fruto de uma relação com uma cidadã russa, que ninguém ouve falar dela.Foi tudo uma montagem bem arquitectada pelos russos, para manipularem José Eduardo dos Santos.Actualmente, a filha primogénita de JES, de seu nome Ana Paula dos Santos, é detentora de fortunas fabulosas, com apenas pouco mais de trinta anos de idade.
Muitos dos angolanos que andaram a combater cegamente na guerra do MPLA/Rússia/Cuba, tombaram ou sobreviveram com marcas físicas e psicológicas profundas, tendo sido essas as únicas riquezas e fortunas que herdaram da guerra.
É pena, que o povo angolano, não consiga ou não queira visualizar outras origens para a guerra em Angola, e prefira culpabilizar a UNITA e a FNLA ou até os portugueses.Talvez porque, receiem a verdadeira verdade da guerra em Angola, e prefiram, viver sobre uma história mal contada e fictícia.Uma história de guerra e de ilusão sobre a libertação do povo angolano.
Talvez um dia, o povo angolano acorde dessa ilusão.Se tal vier acontecer, provavelmente muitos dos culpados, já não estarão no mundo dos vivos, para serem culpabilizados judicialmente e moralmente, por todos os danos que causaram ao povo angolano, em nome de uma luta e de uma vitória certa dos interesses de uma minoria.Que usou o povo, para ascender aos poderes político, militar e económico.
Amanhã, é dia do MPLA/RÚSSIA/CUBA festejarem mais um ANO DE VITÓRIA.Não se esqueçam, de mais uma vez embebedarem o povo, oferecendo-lhe, muito alcóol, muita música e vários dias de folga ao trabalho.Enquanto o tempo vai passando, e a história da verdadeira guerra de Angola, vai-se construindo noutras partes do planeta, com outras mentalidades angolanas, mais conscientes e politizadas à cerca do seu país.
Rebeldes dizem que militares de Angola estão a combater na região
A crise humanitária e a continuação dos confrontos militares na República Democrática do Congo justificam, segundo analistas angolanos ouvidos pela Lusa, uma intervenção "forte" de Luanda para apoiar Joseph Kabila. Os confrontos entre a milícia Mai-Mai, aliada do Governo congolês, e os rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP). liderados pelo general Laurent Nkunda, continuaram ontem em Rutshuru, na província congolesa de Kivu Norte.
As hostilidades no leste do país voltaram ontem em grande força, tendo inclusive no meio dos confrontos os funcionários da ONU que chegaram à região com o primeiro comboio de ajuda humanitária para os 250 mil deslocados concentrados na zona de Kiwanja.
Soldados uruguaios e indianos dos capacetes azuis da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC) tiveram ontem de usar a força para resgatar 12 membros da missão humanitária que estava na área de Kiwanja, a dois quilómetros de Rutshuru, tomada pelos rebeldes tutsis em 26 de Outubro. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou entretanto que três campos de refugiados, perto de Rutshuru, tinham sido destruídos, causando a fuga de mais de 50 mil pessoas.
Os rebeldes da CNDP denunciaram a presença de soldados zimbabuanos e angolanos na província de Kivu Norte, o que a ser verdade ameaça transformar este conflito numa guerra regional. Além disso, o chefe do contingente militar uruguaio da ONU em Kivu Norte, general Jorge Rosales, afirmou que os seus soldados foram atacados por tanques ruandeses, o que sustenta a acusação de que Ruanda apoia os rebeldes.
Sobre as acusações a Angola, alguns analistas angolanos disseram à Lusa que essa situação é "incontornável". Graça Campos, director do "Semanário Angolense", diz que Luanda só aguarda pelo "apoio formal" da comunidade internacional para enviar militares em apoio de Joseph Kabila.
Por seu lado, Nelson Pestana "Bonavena", professor universitário, lembra que "Angola é parte integrante da solução do conflito na RDC ongo" frisando que Luanda "faz parte do sistema de sustentação de governação" daquele país. "Angola é um aliado natural e forte de Kabila, pois tem participado em todos os processos de pacificação, na procura de entendimentos, e, obrigatoriamente, tem de participar nesse processo", afirmou Nelson Pestana.
Comentário:Quem paga tudo isto ?
O mesmo de sempre.O povo.
Tudo o resto, é balelas e cozinhados entre estadistas de preferência com carácter de ditadores, cujos os interesses do povo, estão colocados no final das listas das suas prioridades.
Convoquem o recém eleito, Obama, para resolver este problema.
Luanda - Estão a ser sentidos, em meios do regime, sinais que denotam apuração/verificação das fontes de riquezas adquiridas por personalidades proximas ao poder politico ou daquelas que fazem aproveitamento endivido de bens públicos para fins pessoas. “Assessement” originários de meios competentes trás dados que indicam que tem se feito recurso a métodos usados por Fernando Miala. A pratica ou "fiscalização" é alcunhada internamente por “teste de fidelidade” ao erário publico. O ex patrão da Secreta angolana teria usado tais habilidades para fiscalizar, o processo da linha de credito da China conduzido pelo General Manuel Helder “Kopelipa”.
Vestígios emitidos, por figuras da linha de Pedro de Morais, ex Ministro das Finanças e de Manuel Rabelais da comunicação social distinguidos internamente como os dirigentes que mais se enriqueceram deforma “estranha”, nos últimos anos, encorajaram sectores do regime a proceder um estudo profundo iniciando pela captação de elementos de informação que servem de base para analise. As mesmas justificações são ainda reforçadas de que tais procedimentos sejam para atenuar/controlar, os níveis incontroláveis de surgimento de riquezas "agressivas" por isso defendem ser "necessário estudar os caminhos e canais usados para tais praticas."
Marcolino Moco, por exemplo, já não faz parte do executivo à muito tempo mas na versão, que alimentam, há interesse de apurar o seu grau de honestidade. Moco apresentam-se em meios da sociedade como figura honesta que nunca fez uso das suas anteriores funções para fins pessoais. Ele esteve, à um ano envolvido na compra de cinco apartamentos T1 através de uma imobiliária RBR, no projecto “Astros”, na qual faz um “installment” de 22 925 mil dólares embora submete a uma alteração para USD 15 000. Este processo inspira aos vigilantes econômicos perceber a fonte da capacidade financeira de Moco que agora dedica-se a docência.
Em tempos atrás passaram pelos mesmos testes algumas figuras “sem expressão políticas” colocadas em posições chaves do aparelho do sistema. Francisco Lemos Maria , actual Director Financeiro da Sonangol é tido como uma das personalidades mais honesta/discreta próxima ao regime. “Lemos” como é chamado, é na pratica a “segunda” figura da petrolífera angolana e ao mesmo tempo o “brain”. é através de si que figuras da marca do General Helder Manuel “Kopelipa” tratam directamente operações de interesse nacional, que se requer préstimos da Sonangol.Os apuramentos do “teste de fidelidade” a que foi submetido não influenciou a sua reputação de figura honesta. Foi constatado que os canais externos (entenda-se off shore) por si usados mas sobretudo ao que foi verificado não é algo significante comparando a alguns barões. Pelos trâmites usados foi confirmado que é uma figura discreta e que evita exposição. Há uns anos atrás Lemos comprou uma vivenda no Alvalade (nas proximidades por detrás da catedral do Reino de Deus), ao tomar conhecimento que o PCA da Sonangol M Vicente acabava de comprar uma vivenda na mesma rua, Lemos desfez-se da sua para não parecer concorrência com seu superior hierárquico.
No tempo que Desiderio Costa era Vice Ministro dos Petróleos, Franscisco Lemos era ainda um quadro economista colocado no departamento do plano da empresa petrolífera. O ex Vice ministro cuja competência era a si atribuída autorizou-lhe fazer uma pos graduação no exterior. Mais tarde, já nas veste de Director de finanças da Sonangol Lemos viria desiludir o então Ministro D Costa por alegado pedido de esclarecimento de uma operação que D Costa pretendia por via da empresa petrolífera. Recentemente foi chamado a substituir Pedro de Morais das Finanças pelo que terá declinado em ultima da hora. Recusou entrar para o executivo. Aguarda próxima mexida, após as eleições presidências que o terá como “Vice” de Manuel Vicente no Ministério dos Petróleos
O “assessement” que vimos fazer referencia analisa a fonte de receita que habilitou o actual responsável das finanças do MIREX, Sr Simão, para edificação de uma mansão nos arredores de Viana sobretudo por ter sido erguida por uma construtora Sul africana “JV Constraction”. Antes de ocupar o posto em que está, o Director do DAGO foi adido financeiro da missão diplomática angolana em Pretoria e segundo as constatações de que foi alvo, ele foi figura chave em diligenciais consubstanciadas em aquisição de bens imobiliário do Estado angolano por via daquele representação diplomática. Procurou-se estudar ate que ponto foi a honestidade da figura em causa visto que a empresa encarregue das obras da sua mansão em Viana é a mesma que reestruturou uma residência no bairro Waterklof de Pretoria pertença a embaixada e que fora habitada no passado pelo então Embaixador M Rodrigues “Kito”.
A nível das instituições, com destaque as missões diplomáticas no exterior, os vigilantes passaram concentrar-se mais nas transparências da compra de edifícios e o nível de cumplicidade entre chefe de missões com os adidos financeiros. Indagou-se por exemplo as razões por detrás da decorrente frieza entre Manuel Pedro Pacavira e o seu financeiro Sebastião Liliano cujas relações estavam a ser caracterizadas por discrepâncias. Na base, segundo informações que se teve acesso, estava o processo de compra do novo edifício da actual MD situado na 39 da via Druso perpendicular entre a travessa Via Gallia e a via della Nevicella. Não há conhecimento que ambos descordaram por fruto de alegada subfaturacão. A compra do edifício foi a primeira coisa que Pacavira fez quando assumiu o posto. Diz-se que a intenções do embaixador não eram más. Pretendia organizar a casa. Colocou um sistema de segurança eletrônico que através do seu Gabinete consegue controlar a hora e saída dos funcionários. O velho foi inicialmente mal entendido por um diplomata que se presume ser o primeiro ou o segundo secretario (dado por se verificar).
A cerca de 2/3 anos atrás, o regime desencadeou discreta purga culminando em apuramento de fundos suspeitos de terem vindo do erário publico. Ao tempo que Albino Malungo estava no MINARS, uma funcionaria Maria do Céu, ex Delegada provincial do Ministério para província de Luanda foi levada ao tribunal de conta para esclarecimento de fundos no valor de 20 milhões de dólares. Soube-se que Maria do Céu havia comprado uma residência na Rua Feliciano de Castilho, na Vila Alice e um estabelecimento milionário no largo triangulo, na entrada da Avenida Brasil que da para o mercado do Congoleses.
Meneses de Oliveira, o analista solicitado a comentar observou que “essas investigações apenas servem para o regime saber as riquezas dos seus homens para terem eles no bolso” e cita o exemplo de ex governante que quando quis rebelar-se contra o sistemalhe foi perguntado se estava capacitado em devolver os bens do estado que tinha se apropriado. “este camarada ate hoje calou-se”, rematou
Comentário:A ser verdade todas estas tramóias dos protagonistas em causa, e sobre as quais, eu não coloco dúvidas, simplesmente colocaria no primeiro lugar da lista, o Presidente da Nação e a sua respectiva família.Principalmente a sua filha, Isabel dos Santos.
Maioritáriamnete nestes casos, dos desvios de fundos, os "barões" que controlam os esquemas, têm tendência para analisar e fiscalizar a raia miúda.Aquela raia, que em termos gerais é a que faz os desvios mais insignificantes.Esta raia miúda, é usada como marketing publicitário por parte das hierarquias superiores do poder da Nação.Para darem entender que estão a trabalhar no sentido de acabarem com a corrupção.Só se, o deus Angolano, José Eduardo dos Santos estiver a ficar louco.Sem faculdades.Porque caso contrário, o "pente fino" deveria começar a ser analisado primeiramente no seu próprio reino, servindo como exemplo de transparência.
Como tal e para já, nunca irá acontecer, a raia miúda vai servindo e é usada para tapar os GRANDES BURACOS DOS DESVIOS DOS GRANDES BARÕES DE ANGOLA.
O caso Miala, denunciou os grandes barões, o seu destino foi a cadeia.Falou demais, no tempo e local errado, sobre pessoas desonestas com aparência honesta.
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Vamos construir uma cubata - Material necessário
Secagem ao sol dos adobes de argila. Na imagem, vê-se uma cubata construída com este material. Ao fundo, molhos de colmo para os telhados.
Construção da cubata - Passo 1
Construção da estrutura que irá suportar a cobertura de colmo da cubata. Estas, construídas com estacas de madeira, são depois revestidas de argila.
Construção da cubata - Passo 2
Construção da estrutura que irá suportar a cobertura de colmo da cubata.
Construção da Cubata - Passo 3
Reforçando a estrutura que irá suportar a porta da cubata. Reparar na forma como as ripas horizontais são seguras às verticais.
Construção da Cubata - Passo 4
A sequência de imagens permite ficar com uma ideia das técnicas de construção usadas nesta zona: estrutura de pau a pique revestida da barro e coberta de colmo ou paredes de adobes de barro secos ao sol.
SOBRE A GÉNESE DA LITERATURA ANGOLANA
Escrito por: Pepetela
O primeiro livro editado em Angola e escrito por um angolano data de 1849 e foi publicado em Luanda pouco depois de se ter instalado a Imprensa Oficial. Trata-se de um livro de poemas, intitulado “Espontaneidades da minha alma”, cujo autor, José da Silva Maia Ferreira, pertencia a uma família de comerciantes portugueses instalada há muito na colónia.
Podemos inventar um passado, um pai e até um ideal para subir na vida? Sim, principalmente se essa vida se passar em Angola na pós Guerra Colonial. Pepetela regressa com um retrato mordaz dos últimos 30 anos em Angola, a seguir ao fim da Guerra Colonial, através da ascensão e queda do empresário Vladimiro Caposso. Rapaz modesto do Calulo, o filho de enfermeiro que tratava a tropa portuguesa, depressa descobre que sobreviver em Luanda em muito depende do MPLA e, por isso, muda o seu nome de José para o mais revolucionário Vladimiro. É a partir daí que começa a escalar os degraus da política e da finança. Dos anos 70 e da loja aberta no feriado da Independência para poder “servir o Povo” ao novo milénio do campo de golfe onde rouba a água do rio aos pastores e agricultores, Vladimiro Caposso e a sua família empreendem em Predadores uma viagem ao longo das três décadas de transformação. Onde o oportunismo e a esperança se entremeiam na evolução de Angola até aos dias de hoje
Autor: Pepetela Editora: Publicações D. Quixote Colecção: Autores Língua Portuguesa 1ª Edição: Outubro 2005 Nº Páginas: 384
Pepetela, (n. Benguela, Angola, em 29 de Outubro de 1941) é o pseudónimo do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos.Licenciado em Sociologia e exerce a docência na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Luanda. Em 1997, foi galardoado com o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra.
Obras: 1973 - As Aventuras de Ngunga 1978 - Muana Puó 1980 - Mayombe 1985 - O Cão e os Caluandas 1985 - Yaka 1992 - Geração da Utopia 1995 - O Desejo de Kianda 1996 - A Glorioso Família 1996 - Parábola do Cágado Velho 1997 - A Gloriosa Família 2000 - A Montanha da Àgua Lilás 2001 - Jaime Bunda, Agente Secreto 2003 - Jaime Bunda e a Morte do Americano 2005 - Predadores
"O quase fim do mundo " - Pepetela
Novo Romance
Sou médico. Não muito especializado, daqueles que servem para todas as ocasiões, género roupa unisex pronta a vestir. Habitava então a minha caótica cidade de cerca de dois milhões de habitantes, mas nunca ninguém se preocupou em saber ao certo, até podiam ser quatro. Nessa manhã muito cedo fui coordenar uma campanha de vacinação contra um surto de poliomielite acabado de surgir num conjunto de aldeias relativamente perto da cidade. Avanço acrescentar que a doença já fora dada como extinta várias vezes pelo governo, o que lhe merecera felicitações internacionais, no entanto ao fim de uns tempos regressava para provocar explicações descosidas do ministro da Saúde, acusando pragas fomentadas do exterior.
E se a vida animal de repente desaparecesse da Terra, excepto num pequeno recanto do mundo e em doses mínimas? Talvez as causas se conheçam depois, mas o que importa é a existência de alguns seres, aturdidos pelo desaparecimento de tantos, e procurando sobreviver. É sobre estes sobreviventes e as suas reacções, desejos, frustações mas também pequenas/grandes vitórias que trata o novo romance de Pepetela. Detalhe importante: o recanto do mundo que escapou à hecatombe situa-se numa desgraçada zona da desgraçada África. Um livro das publicações Dom Quixote Relembre-se que Pepetela é Prémio Camões 1997.
Literatura Africana - Sugestões de Leitura
Manuel Arouca - "Deixei o meu Coração em África"
Deixei o Meu Coração em África
Isabel recebe um manuscrito em condições inesperadas e misteriosas. O seu autor, Rodrigo, desaparecido há seis anos e dado como morto pelos seus amigos, relata as experiências e as vivências, os factos e as emoções, os encontros e os desencontros que marcaram a sua vida. Assim, o leitor é levado numa viagem que, por um lado, o transporta aos loucos anos sessenta na alta sociedade lisboeta; e, por outro, o leva à sedução de África, continente misterioso que abre novos horizontes. Se encontramos a guerra de guerrilha, difícil e intensa, deparamo-nos também com o glamour de uma vida aventureira, célebre por safaris, pára-quedismo, aviões e um quotidiano nas fazendas marcado pela ousadia. As relações pessoais espelham-se num pano de fundo que é uma época politicamente moralista, marcada por valores tradicionais e pela guerra colonial.
MANUEL DOS SANTOS LIMA
MANUEL DOS SANTOS LIMA
Nasceu no Kuito, antiga Silva Porto, em 1935. Estudante de Direito em Coimbra, representou Angola, juntamente com Joaquim Pinto de Andrade, no 1º Congresso Internacional dos Escritores e Artistas Negros realizado em Paris. Na sequência da sua actividade intelectual a PIDE fixou-lhe residência em Portugal de 1958 a 1961, ano em que é chamado a cumprir o serviço militar. É já como oficial do exército português, com destino marcado para Goa, que decide desertar e juntar-se à rebelião angolana. Como membro do Comité Director do MPLA foi fundador e 1º comandante em chefe do EPLA – Exército Popular de Libertação de Angola, embrião das futuras FAPLA. Já depois da independência tornou-se opositor ao regime de Luanda denunciando criticamente o que vai mal em Angola. Doutorou-se em Letras em Lausane, Suíça, exercendo funções docentes nesse país , em França e no Canadá. Sobre a experiência de ter estado em ambos os lados da barricada, escreveu “AS LÁGRIMAS E O VENTO” em 1975 (uma publicação da Editora Afrontamento de 1989), onde analisa, de modo ficcional, a forma de estar na guerra colonial de cada um dos contendores: o Exército Português e o MPLA. Já nessa obra conseguimos notar uma visão fortemente crítica sobre os futuros líderes angolanos, como pode ver-se neste breve trecho do livro, onde escreve, referindo-se à CEI – Casa dos Estudantes do Império, que “era antes um centro bastante reaccionário que consagrava as divisões sócio-raciais existentes nas colónias e onde os estudantes “do Ultramar” se erigiam em revolucionários a conta-gotas, de óculos e pêra “à Lumumba” mas tirados a papel químico da imagem dos seus colegas metropolitanos. O desencadeamento da insurreição deixara-os tão surpresos quanto perplexos.”
Purga em Angola
A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.(Deve ser uma óptima leitura de reflexão e não só... para quem conseguir encontrar)
Paulo Seco lança novo livro na Casa de Angola em Lisboa
«A nudez cristalina de Susana» é o título do novo livro do jovem escritor angolano Paulo Seco, que será lançado esta quarta-feira, dia 19 de Dezembro, pelas 18.30h, na Casa de Angola de Lisboa. «A nudez cristalina de Susana é um romance que versa sobre um chamamento para uma reconciliação do ser humano com o ambiente que se insere e cumpre os desígnios da própria vida. (...) Ainda existe gente (Susana é toda essa gente) capaz de viver em perfeita comunhão com a natureza e prenhe de humanidade». Estas são algumas palavras do prefácio que esclarecem a essência do quarto trabalho de Paulo Seco, nascido em Luanda, a 20 de Junho de 1974.Lançou em 2001 “Uma Gota de Água repousada na Pétala da Flor da Esperança, poesia; em 2003 “Sermão da Noite Desconhecida”, poesia, e em 2007 “Laços verticais”, também poesia.Actualmente, Paulo Seco é aluno de Letras da UP e trabalha numa esplanada na zona histórica do Porto.
África Acima - Gonçalo Cadilhe
Depois de quinze anos a viajar por terra e mar, Gonçalo Cadilhe aventurou-se pelo continente africano numa jornada que teve início no ponto mais austral de África, a Cidade do Cabo, e terminou em Lisboa.
"As Mulheres do Meu Pai" - José Eduardo Agualusa
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola a 13 de Dezembro de 1960.Estudou Agronomia e Sivicultura em Lisboa.Vive entre Lisboa e Luanda
"As Mulheres do Meu Pai"
Romance
Por ocasião da morte da mãe, Laurentina, prosaica mulher portuguesa, descobre que aqueles que a criaram não são os seus verdadeiros pais e que é filha de um famoso músico angolano chamado Faustino Manso.Empreende então uma viagem a Angola acabando por chegar precisamente no dia do funeral de Faustino.Realizadora de cinema, Laurentina resolve abraçar a sugestão de um dos seus sobrinhos e dá início a um périplo por todos os locais por onde passou Faustino Manso a fim de realizar um documentário sobre o músico.Saindo de Luanda até Benguela, Namíbe, África do Sul, Maputo, Quilimane e Ilha de Moçambique, Laurentina traça um roteiro que lhe permitirá reconstruir a história do seu pai e, sobretudo, as paisagens e culturas tão diferentes.E é aqui que o livro resplandece beleza.As diversas culturas entrelaçam-se nas várias personagens que surgem. A narração poética de Agualusa consegue-nos transmitir o exótico daqueles países, faz-nos ter vontade de conhecer aqueles personagens e realizar-mos, nós próprios, essa espécie de road-movie que Laurentina efectua.No entanto, nem tudo o que parece é, e Laurentina descobre factos muitos interessantes sobre Faustino.
Opiniões: Gostei imenso do livro.As descrições de Agualusa sobre essas culturas transmitem alegria e naturalidade. A expressão das relações promiscuas, que é ancestral, está bem vincada e achei curioso a forma como Agualusa contrapõe ou, diria, equivale ao comportamento verificado hoje em dia por grande parte dos jovens portugueses. Não será esse comportamento importando a essas gentes africanas e à sua cultura, tão diferente da portuguesa? Até porque Laurentina representa uma faixa, minoritária é certo, de jovens portugueses: Nascida em Portugal, mas com fortes laços culturais com essa África.Quanto à escrita de Agualusa, é poética, descreve na perfeição sítios e lugares, transmitindo várias das chagas que abundam em África (e não só) e a alegria e despreocupação em que vivem os autóctones daquelas regiões. Não é tão corrosivo como outro célebre autor angolano, mas deixa entender, embora ao de leve, crítica sociais ao pós independência como também ao papel dos colonos portugueses.Interessante a leve referência ao aparthaide, assunto que talvez merecesse uma abordagem mais ampla, mas não no contexto deste livro.
TCHIKAKATA BALUNDU (Aníbal João Ribeiro Simões)
“O FEITIÇO DA RAMA DE ABÓBORA”. Delicioso título este que, só por si, dá vontade de ler. Trata-se de uma publicação de 1996 da Editora Campo das Letras. O autor, nascido em 1955 na aldeia de Chilume na província do Huambo, transporta-nos para uma Angola rural, tema pouco abordado na literatura angolense mas que, ainda assim ou talvez por isso, ganhou o Prémio Sonangol de Literatura em 1991
TAZUARY NKEITA (José da Costa Soares Caetano)
Jornalista e escritor, nasceu em Luanda no ano de 1956. Foi chefe de redacção da ANGOP (1975-1984), chefe da secção de informação internacional do DIP do MPLA (1984-1990), director do gabinete do ministro da comunicação social (1990-1991), director de informação da ANGOP (1991-1994) e jornalista da OMS em Angola (1995-2001)
MIGUEL FRANCISCO “MICHEL”
“Este livro é um hino à Liberdade, à dignidade Humana, e um testemunho que deixará uma memória escrita às novas gerações para que situações semelhantes não voltem a acontecer numa jovem e grande nação.” Estas são as palavras do Editor para o livro “NUVEM NEGRA – O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977” publicado pela Clássica Editora em 2007. O seu autor, com o nome de guerra “Michel”, nasceu em 1955 em Dala-Cachibo, município da Kibala, Kwanza-Sul. É licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto. Foi professor de Direito na Jean Piaget e é, actualmente, docente na Universidade Lusíada em Angola. Foi incluído na leva de prisioneiros sem culpa formada durante os dias que se seguiram à alegada tentativa de golpe de estado levada a cabo por Nito Alves e enviado para um campo de concentração em Calunda na província do Moxico. Aí sofreu e foi testemunha das barbaridades praticadas pelos guardas do dito campo. “Nunca, por nada deste mundo, aceitarei silenciar a existência daquele Campo, onde assisti os piores horrores de que só interesses não confessados de falsos militares podem justificar a barbárie praticada depois do 27 de Maio. (…) Nunca me passou pela cabeça admitir que numa Angola independente fosse possível praticarem-se tamanhas atrocidades…” O autor aponta um dedo acusador ao presidente Neto e aos que o rodeavam....
"Os verdes do mato não acabam" - João Coutinho
Natural da República Democrática do Congo, nascido a 6/4/44, João Coutinho foi oficial miliciano em Angola no período 1967/69 sendo actualmente Professor (na situação de reformado), tradutor, jornalista colaborador da RTP-Madeira na área do desporto, licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Franceses). Deixou Angola em Setembro de 1975 (Editora Ausência)
" A balada do Subúrbio " - José Vegar
Contra o poder político autárquico e o poder policial, Kamikaze, um jovem negro líder de um gangue de um bairro excluído no subúrbio de Lisboa, lança uma revolução silenciosa, disseminada de modo incontrolável através da Internet, do rap e do grafitti.
PEDRO ROSA MENDES
“Este é um livro sobre coisas simples: a tranquilidade do medo e a vitalidade da morte. Em Junho de 1997 aterrei em Luanda com a intenção de atingir Quelimane por terra. A razão para tal projecto era a mais nobre de todas, ou seja, nenhuma em especial. Estas páginas são o atlas para ler essa travessia: a cartografia afectiva de uma rota cujos locais têm rosto de gente e onde espaço e tempo são as coordenadas que mais mentem. Avisaram-me todos: a guerra permanecia nessa latitude. Houve baixas entre os companheiros de estrada. O meu regresso também não estava prometido.” Depois de ler esta nota introdutória quem pode ficar indiferente? O livro intitula-se “BAÍA DOS TIGRES”, foi publicado pela Dom Quixote em 1999 e é um dos meus livros de cabeceira. O autor, um jornalista português nascido em 1968 em Cernache do Bonjardim, propôs-se imitar os passos dos exploradores Hermenegildo Capello e Roberto Ivens, voltando a percorrer os caminhos por eles traçados no século XIX, que os levaram de Angola à Contracosta. O resultado é a descrição de uma viagem preenchida com sensações fortes, onde percorremos paisagens naturais e humanas de uma intensidade incrível. Vamos assistindo horrorizados aos monstros e monstruosidades que a(s) guerra(s) gera(m). Mas vemos também as singularidades do continente africano, coisas pequenas, onde residirá aquele feitiço que nos agarra e nos prende:
Angola situa-se na costa ocidental da África austral, tendo sido colónia portuguesa até 11 de novembro de 1975, quando conquistou sua independência. Tem uma área de 1.246.700 Km quadrados. A língua oficial é o português, mas Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, kimbundo, kikongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama. A população é predominantemente cristã, e a religião católica é a mais difundidaA moeda corrente é o Kwanza (KZ). .
Clima de Angola
A latitude da República de Angola (Sul do Equador, entre os paralelos 4º 22' e 18º 02') determina, em termos gerais, um clima entre o árido ou dos desertos e o temperado quente com seca quase invernal. O seu tipo de relevo, dominado por planaltos e ainda os efeitos da corrente oceânica fria de Benguela bem como o factor de continentalidade, resultam numa importante diversidade climática.O clima é tropical ao Norte e subtropical ao Sul, sendo temperado nas zonas de maior altitude. Há duas estações distintas: uma quente e húmida, e com níveis de pluviosidade bastante elevados, e outra mais fria e seca, denominada cacimbo.
Mulheres e Homens das Tribos de Angola
Distribuição dos Povos de Angola
Culturas e etnias
A população de Angola, a sua distribuição geográfica e a taxa de variação anual não são conhecidas com precisão, devido à não realização de recenseamentos desde 1970. O português falado por um número crescente de angolanos é a língua oficial do país, sendo já entendido por consideráveis faixas urbanas da população, localizadas sobretudo ao longo do litoral, com menos de 40 anos, como a sua língua materna. Do ponto de vista da sua composição etnolinguística, o povo angolano é integrado maioritariamente pelos seguintes grupos: Ovimbundu (língua Umbundu); Ambundu ou Akwambundu (língua Kimbundu); Bakongo (língua Kikongo); Lunda-Cokwe (língua Cokwe); Nganguela (designação genérica de povos no quadrante sudeste, sendo mais útil identificar os vários subgrupos); Nyaneka-Humbe (ou Nkhumbi), na realidade dois povos diferentes (línguas Lunyaneka e Lukhumbi); Ovambo (a língua principal em Angola é a dos Kwanyama, um subgrupo); Helelo ou Herero (língua Tjihelelo).Todos estes são grupos Bantu. Os Ambundu, Ovimbundu e Bakongo juntos representam (usando os dados dos Censos de 1960 e 1970 como referência) cerca de 75% da população. Há uma pequena minoria de povos autóctones da região, não-Bantu, com destaque para os Kung ("Bosquímanos"), caçadores-colectores descendentes dos mais antigos habitantes desta região austral. Em consequência da colonização, existe também um pequeno número de angolanos de origem europeia.
Minerais de Angola
Pesca - Principais Centros - Namíbe - Benguela
Toda a costa maritíma de Angola é rica em peixe.São inúmeras e diversas as espécies de peixes e crustáceos.Sendo a pesca artesanal a de maior incidência
Pesca Artesanal
Hidrografia - Rios
A configuração hidrográfica de Angola tem uma estreita ligação com o seu relevo uma vez que os rios têm como origem as zonas planáltica e montanhosa seguindo depois para as regiões de mais baixo-relevo. Os seus leitos são, na sua maioria, irregulares não faltando os rápidos e as inclinações, alargando-se nas zonas costeiras. Existem quatro vertentes de escoamento das águas:(a) a vertente atlântica, com os rios Chiluango, Zaire ou Congo, o rio Bengo, Kwanza ou Cuanza, o rio Queve ou Cuvo, o Catumbela e o rio Cunene;(b) a vertente do Zaire, no norte de Angola, com os rios Cuango, Cassai, e seus afluentes, Cuilo, Cambo, Lui, Tchicapa e Luachimo;(c) a vertente do Zambeze, à qual pertencem os rios do Leste de Angola tais como os afluentes do Zambeze, o Luena, Lungué-Bungo e o Cuando;(d) e, por fim, a vertente do Kalahari, com muitos rios de regime intermitente de onde se destacam os rios Cubango e os afluentes Cuchi e o Cuito. O maior e o mais navegável rio de Angola é o Kwanza, com cerca de 1.000 quilómetros de extensão e cujo afluente, o Lucala, forma as célebres quedas de Kalandula, de impressionante beleza e com mais de 100 metros de altura.
Angola - Ritmos e Danças
Danças Africanas
Danças Tribais Africanas. Danças e rituais que despertam o ritmo e as expressões corporais, que existem dentro de nós, inspirando o corpo e a alma e onde a música e a se entrelaçam com dinamismo e alegria de viver. Dançadas individualmente. Dança de saltos atléticos, figurinos exóticos e ritmos de êxtase. É uma expressão fortíssima de sentimentos artísticos, emocionais e religiosos.
Dança
Angola é detentora de 1650km de costa marítima com águas deliciosamente quentes.É também rica em belezas naturais que proporcionam paisagens espectaculares destacando-se as formações rochosas, várias quedas de água, praias, lagoas e rios.
Deserto do Namíbe e Flora
Este deserto singular, onde a Corrente fria de Benguela transforma o ar quente em névoa, permite a sobrevivência de espécies raras de plantas, que alimentam elefantes, girafas e antílopes. Uma das plantas mais fabulosas do deserto do Namibe é a Welwitschia Mirabilis, apelidada por Charles Darwin de "ornitorrinco do reino vegetal" que vive até 2 mil anos só com a névoa matinal. Outra planta que sobrevive bem às duras condições do deserto é o melão !nara, com sua raiz de 40 metros de profundidade.
Flora - Imbondeiro - Baoba
Imbondeiro árvore de grande porte e imponência.Encontra-se espalhado por toda Angola.O imbondeiro é uma fonte de inspiração de muitos artistas, proporcionando contrastes magníficos com a natureza.O fruto desta árvore denomina-se "Múcua"