Fonte: o apostolado
Aconteceu no último fim-de-semana, no Katchiungo, 60 km a nordeste da cidade do Huambo, o surto de conflito entre os antigos beligerantes, que contam versões diferentes.Adeptos do MPLA e da UNITA envolveram-se em cenas de espancamento, que resultoram em oito feridos.
Segundo o secretário nacional da JURA, Liberty Chiaca, falando à Rádio Ecclesia hoje, os seus militantes foram assaltados com paus, catanas e pedras durante o acto político-cultural, que sancionou o encerramento da conferência provincial de quadros da sua organização realizada na localidade.
Dos oito jovens da UNITA alvejados, dois estão em estado grave que forçou a sua evacuação para o hospital da sede provincial, acrescentou Liberty.
Apontou os administradores locais afectos ao MPLA como responsáveis morais do incidente e deplorou a passividade da policia na região perante a desordem.
Autodefesa
Estes dados são refutados pelo Secretário Provincial do Huambo para a Informação e Propaganda do MPLA, Moreira Janeiro Lopes.
Segundo este responsável, abordado também por Ecclesia, os jovens do partido no poder apenas praticaram um acto de autodefesa contra repetidos espancamentos de correligionários pelos rivais.
Tudo resvalou quando foi alvejado um dos seus responsáveis locais.
O caso foi já encaminhado às instâncias policiais e neste momento aguarda-se pelo seu tratamento técnico, acrescentou o porta-voz provincial.
A Ecclésia contactou o comandante da polícia nacional no Huambo, Alfredo Neto, que confirmou o incidente, negando, entretanto, falar mais no assunto.
Não foi possível, ainda, obter a versão de uma fonte independente, pelo que se pode voltar, numa próxima edição, nesta recorrente chaga do passado que se pretende enterrar
Comentário: No «post» anterior o MPLA culpabiliza a UNITA das «broncas com os despojados da ilha de Luanda».Como se a decisão de desalojar, e a origem do problema tivesse sido tomada pela UNITA ou pelos outros partidos da oposição. Não esquecer que, o MPLA tem a maioria na Assembleia Nacional.
Se o mal das más decisões de Angola, fossem da UNITA, neste momento os Angolanos poderiam sonhar viver em paz.Até porque, a UNITA neste momento é um partido da oposição enfraquecido em todos os níveis.Até porque, segundo os resultados eleitorais, o MPLA obteve uma VITÓRIA ESMAGADORA, o que quer dizer, que o povo está ao lado do MPLA, e não iria permitir que a UNITA, metesse o bedelho nas boas decisões do MPLA.
O que está em causa, são as más políticas desasjustadas do MPLA, direccionadas para as camadas mais desprotegidas.O MPLA está rendido e preso aos lobies e à ganância pelos terrenos mais valiosos pela parte dos grandes grupos de construção civil a operarem em Angola.Terrenos esses, que se encontram ocupados pelo povo.Um sério problema.Qualquer pretexto, como as «calemas» para os politiqueiros do MPLA e seus parceiros nos lobbies, servem para «correr para bem longe da cidade», com o povo pé descalço, sofrido e desmazelado, que em tempo de guerra procurou protecção debaixo da alçada do MPLA, que após o acto eleitoral (maioria-quero-posso-mando) esqueceu rápidamente o voto precioso e as suas promessas.
Qualquer «maka» que possa surgir, nunca o MPLA assumirá a sua responsabilidade, como nunca, outrora o fez, usando a marca da UNITA, para desviar a atenção da sua má governação.Tapar o «sol com a peneira».
Com este tipo de jogadas, o MPLA, está a dar um tiro certeiro no seu próprio pé.Anda a «coxear» entre as más políticas (medidas) e o fantasma da UNITA, que pouca expressão obteve nos resultados do último acto eleitoral.Ou será, que os resultados foram forjados, e o MPLA vive aterrorizado com esse fantasma e organiza «rixas» entre militantes de um e de outro lado.
O tempo, dirá.Quais serão os efeitos do novo 27 de Maio (rixa), que muitos já falam em surdina, que está a ser preparado dentro dos bastidores do MPLA, por parte de alguns militantes de peso, descontentes com as más políticas, dentro e fora do partido do poder.
Na volta, se a tal «rixa» vier acontecer, vão culpabilizar a oposição, mais concretamente a UNITA.
É melhor estarmos preparados, para mais um «tiro no pé» do próprio MPLA.



1 comentário:
O MPLA COMO MARCA
O MPLA como Marca representa um poder permanente em função de mais do que a sua história e multiplicidade de histórias e perpetuações das suas tradições.
Um dos factores qualitativos de recriação da sua força consiste na lealdade da corrente regeneradora dos seus aliados.
Os seus atributos, qualidade e expectativas criadas e uma amálgama de resultados e sua funcionalidade reforçam uma narrativa que impulsiona a sua existência.
Não há dúvida de que as crenças sagradas, criações, metas e seu prestígio, sua visão e missão, capacidade de inovação reforçam o seu posicionamento.
A sua suposta notoriedade e fidelização em constante construção criando boas ligações emocionais melhorarão consideravelmente essa marca.
Sendo assim será que a marca MPLA é um sistema propulsor e fonte de criação de valor?
Será que a notoriedade do MPLA continua a ser evocada de forma espontânea?
Para que a marca MPLA se perpetue será necessário que as atitudes das pessoas correspondam a avaliações globais favoráveis.
Não há dúvida que a força da marca MPLA quase se confundirá a um culto descentralizado e de interacções e laços fortes e experiências partilhadas que criam várias identidades verbais e simbólicas.
Para falar da antiguidade da Marca MPLA teremos que falar forçosamente do seu núcleo fundador de Conacry dos anos 60.
A marca MPLA se perpetua pelo seu prestígio devido as associações intangíveis, pelo seu simbolismo popularizado incontornável e grandes compromissos com o passado.
O MPLA como marca, alem de possuir narrativas de sobrevivência, inclui testemunhos que dão a história, significados mais profundos e grande carácter de emocionalidade.
A história do nacionalismo e luta de libertação pelos actores de renome a partir da fundação do MPLA em Conacry pelos seis fundadores bem personalizados, como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Hugo José Azancot de Menezes, Lúcio Lara, Eduardo Macedo dos Santos e Matias Migueis perpetuarão essa marca de forma reflectida.
Poderemos então afirmar que os fundadores de Conacry foram os agentes prioritários e fundamentais da verdadeira autenticidade da marca MPLA.
A dinâmica da história e a construção de identidades pressupõem estados liminares, pelo afastamento constante de identidades anteriores.
Desenvolver a cultura da marca MPLA exigirá um constante planeamento e estratégias que permitirão reunir e sentir esta marca global.
Para terminar apelaria que nas verdadeiras reflexões que a lenda da marca não obscurecesse a lenda dos fundadores verdadeiros artífices.
Escrito Por:
AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES
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