A TVI emitiu ontem o filme, de que se falava há semanas, em que Charles Smith acusa Sócrates de ser "corrupto". O primeiro-ministro reagiu imediatamente anunciando que irá processar os "autores desta difamação".
Fonte:DN
O processo contra Charles Smith já está decidido - vai avançar; mas contra a TVI ainda não, estando a ponderação a cargo do advogado Daniel Proença de Carvalho.
José Sócrates reagiu assim, ontem, à transmissão pela estação de Queluz de imagens de uma gravação de 3 de Março de 2006 em que Charles Smith, intermediário no processo de licenciamento do Freeport, afirma que o primeiro-ministro "é corrupto".
Num comunicado emitido a seguir ao noticiário (ver caixa), Sócrates anunciou já ter dado "orientação" ao seu advogado para "agir judicialmente contra os autores desta difamação".
A gravação terá sido efectuada, sem o conhecimento de Charles Smith, por Alan Perkins, antigo administrador da Freeport durante uma reunião nos escritórios da empresa Smith&Pedro. Um encontro onde alegadamente participou ainda João Cabral, engenheiro que trabalhava para a empresa de Charles Smith e de Manuel Pedro.
Em 17 de Julho de 2007, Smith foi confrontado pela PJ com o conteúdo da gravação. Negou a existência de qualquer pagamento. E terá dito dito o mesmo quando foi ouvido pelo escritório de advogados inglês Decherts, que estava a fazer uma investigação para a Freeport. Os advogados concluiram, então, que a referência de Smith a pagamento não era mais do que, alegadamente, uma estratégia comercial, de forma a aumentar a avença com a empresa inglesa. E a garantir o pagamento de IVA em Portugal dos serviços prestados pela consultora. Algo que a Freeport não teria regularizado.
Face à lei portuguesa, o conteúdo do DVD não pode ser utilizado nos tribunais como prova, uma vez que se trata de uma gravação feita sem autorização judicial. E, ao que tudo indica, à revelia de pelo menos um dos participantes, Charles Smith.
No DVD que a TVI ontem pôs no ar começa por ouvir-se uma pergunta de Alan Perkins: "O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção". Charles Smith responde: "O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto". A partir daqui desenvolve-se um diálogo entre os dois, com João Cabral pelo meio, continuando Perkins a inquirir Smith. "Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?"
Smith, neste DVD, afirma que "este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido".
No noticiário da TVI falou-se a seguir de números e de pagamentos, com Perkins a perguntar "quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?" Charles Smith diz que os pagamentos "foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não... João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?"
João Cabral intervém nesta altura, referindo que "houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro". Charles Smith acrescenta que "Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe?" A seguir a isto Alan Perkins pergunta se o acordo era para pagar e Smith responde: "Para pagar uma contribuição para o partido deles". Charles Smith, que já foi constituído no âmbito deste caso, ainda diz que foi "o correio": "Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem"...
Comentário: Sócrates, não é corrupto.Corruptos somos nós, que nos deixamos corromper pela lábia dos políticos militantes dos partidos políticos em época de eleições.Na hora do voto, somos corrompidos, porque votar é um acto cívico, alegam eles.Entre uns e outros, venha o diabo e escolha.Para cumprir o dever cívico temos que votar num desses diabos cheios de lábia.Nenhum deles, é corrupto.São todos santos, gente honesta.Por serem tão honestos, é que todos ocupam cargos relevantes nas grandes empresas e grupos empresariais.E porquê? Porque as empresas e os grandes grupos, preferem contratar e pagar a peso de ouro a um ex-político, porque ele é perito na "arte de manusear influências" conhece de singeira, os locais e os lugares certos onde a corrupção (influências) deve ser exercida.
Nenhum político é corrupto (repito).
Nós, o Zé povinho, é que somos.A culpa deles serem corruptos é nossa, porque lhes damos de mão beijada os altos cargos onde a corrupção é exercida.Dizem os experts, onde circulam elevadas somas de dinheiro, é onde tem origem a corrupção.
Nas próximas eleições, eu já sei, em que local e lugar devo exercer o meu direito cívico como cidadão eleitor, para ajudar a combater a corrupção na classe política.
O local que melhor se adequa para eleger um político, é o caixote do lixo.
Fonte:DN
O processo contra Charles Smith já está decidido - vai avançar; mas contra a TVI ainda não, estando a ponderação a cargo do advogado Daniel Proença de Carvalho.José Sócrates reagiu assim, ontem, à transmissão pela estação de Queluz de imagens de uma gravação de 3 de Março de 2006 em que Charles Smith, intermediário no processo de licenciamento do Freeport, afirma que o primeiro-ministro "é corrupto".
Num comunicado emitido a seguir ao noticiário (ver caixa), Sócrates anunciou já ter dado "orientação" ao seu advogado para "agir judicialmente contra os autores desta difamação".
A gravação terá sido efectuada, sem o conhecimento de Charles Smith, por Alan Perkins, antigo administrador da Freeport durante uma reunião nos escritórios da empresa Smith&Pedro. Um encontro onde alegadamente participou ainda João Cabral, engenheiro que trabalhava para a empresa de Charles Smith e de Manuel Pedro.
Em 17 de Julho de 2007, Smith foi confrontado pela PJ com o conteúdo da gravação. Negou a existência de qualquer pagamento. E terá dito dito o mesmo quando foi ouvido pelo escritório de advogados inglês Decherts, que estava a fazer uma investigação para a Freeport. Os advogados concluiram, então, que a referência de Smith a pagamento não era mais do que, alegadamente, uma estratégia comercial, de forma a aumentar a avença com a empresa inglesa. E a garantir o pagamento de IVA em Portugal dos serviços prestados pela consultora. Algo que a Freeport não teria regularizado.
Face à lei portuguesa, o conteúdo do DVD não pode ser utilizado nos tribunais como prova, uma vez que se trata de uma gravação feita sem autorização judicial. E, ao que tudo indica, à revelia de pelo menos um dos participantes, Charles Smith.
No DVD que a TVI ontem pôs no ar começa por ouvir-se uma pergunta de Alan Perkins: "O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção". Charles Smith responde: "O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto". A partir daqui desenvolve-se um diálogo entre os dois, com João Cabral pelo meio, continuando Perkins a inquirir Smith. "Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?"
Smith, neste DVD, afirma que "este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido".
No noticiário da TVI falou-se a seguir de números e de pagamentos, com Perkins a perguntar "quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?" Charles Smith diz que os pagamentos "foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não... João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?"
João Cabral intervém nesta altura, referindo que "houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro". Charles Smith acrescenta que "Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe?" A seguir a isto Alan Perkins pergunta se o acordo era para pagar e Smith responde: "Para pagar uma contribuição para o partido deles". Charles Smith, que já foi constituído no âmbito deste caso, ainda diz que foi "o correio": "Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo... a um homem"...
Comentário: Sócrates, não é corrupto.Corruptos somos nós, que nos deixamos corromper pela lábia dos políticos militantes dos partidos políticos em época de eleições.Na hora do voto, somos corrompidos, porque votar é um acto cívico, alegam eles.Entre uns e outros, venha o diabo e escolha.Para cumprir o dever cívico temos que votar num desses diabos cheios de lábia.Nenhum deles, é corrupto.São todos santos, gente honesta.Por serem tão honestos, é que todos ocupam cargos relevantes nas grandes empresas e grupos empresariais.E porquê? Porque as empresas e os grandes grupos, preferem contratar e pagar a peso de ouro a um ex-político, porque ele é perito na "arte de manusear influências" conhece de singeira, os locais e os lugares certos onde a corrupção (influências) deve ser exercida.
Nenhum político é corrupto (repito).
Nós, o Zé povinho, é que somos.A culpa deles serem corruptos é nossa, porque lhes damos de mão beijada os altos cargos onde a corrupção é exercida.Dizem os experts, onde circulam elevadas somas de dinheiro, é onde tem origem a corrupção.
Nas próximas eleições, eu já sei, em que local e lugar devo exercer o meu direito cívico como cidadão eleitor, para ajudar a combater a corrupção na classe política.
O local que melhor se adequa para eleger um político, é o caixote do lixo.









