(foto:quintal das tias brancas em Cascais, mas também pode ser um quintal dos novos ricos do MPLA em Angola/PT)
José Eduardo Águalusa recentemente classificou Agostinho Neto, como um poeta medíocre.Embora não concorde com essa classificação, pois a arte para interpretar uma obra, seja ela visual ou literária ou de outro género, depende da sensibilidade de cada um.
Assim, por exemplo o nosso compatriota Ferdinando pode classificar as obras que lê como um lixo, eu poderei classificá-las como um luxo.Isto é, ambos podemos exercer o nosso direito de opinião e de expressão de acordo com as nossas sensibilidades, afinidades, filiaçãoes ou dependências partidárias.
Uma obra de ficção pode ter por base uma realidade camuflada.Cabe ao leitor e ao observador da obra em evidência tentar descobrir onde começa uma e acaba a outra.
Indo eu, a caminho da farmácia, como acompanhante de alguém que dizia estar a passar por graves problemas de saúde do foro psiquiátrico, acompanhadas de fortes enxaquecas que mais pareciam dores de chifres, fazendo-o mergulhar numa profunda depressão e frustação.Nada que uma boa aspirina, não resolva - dizia o meu acompanhante.Entramos na sua farmácia habitual.O assistente da farmácia, muito simpático recebe-nos com um sorriso do tamanho do mundo, acompanhado das boas vindas, sem deixar de interpelar imediatamente o meu acompanhante:
- Outra vez por aqui?
- Mas então essas dores de cabeça depressivas nunca mais desaparecem?
- Não me diga que continua a ler aquele livro das suas memórias do século passado sentado no banco do quintal na casa da sua tia branca, aqui em Cascais?
- Sim continuo, mas porquê ?
- Ò homem deixe-se disso.Se na verdade quer curar esse mal, não vai lá com aspirinas nem com mézinhas importadas do Brasil.
- Ai sim!! Então diga lá qual é a cura em que está a pensar para a minha doença incurável da tola (responde o meu acompanhante)
- Pegue no seu banco de quintal e no livro que está a ler (blog) e que o anda atormentar, compre uma passagem de avião só de ida para a sua terra natal, onde você diz que só fazem coisas boas e onde também encontrará a paz, que um jovem velho como você necessita, pois parece estar a sofrer do "saudosismo do seu passado colonial", mas que infelizmente você não pode falar dele frontalmente, porque entretanto mudou de filosofia partidária, com colagens ao poder instalado na sua terra, onde só reina a paz e coisas boas.
- ( continuava a descrever a cura para o meu acompanhante)
- Lá, você encontrará de certeza o remédio santo para curar essas dores de "tola", essa psicose frustante de viver rodeado pelas tias brancas de Cascais, que andam atrofiar os seus neurónios recusando-se a ouvir e a ler as suas histórias dos seus antepassados holandeses que em tempo de paz, transformaram-se em chineses.
- Volte (retornado angolano) para a sua terra!!!homem de Deus!!!
- Deixe de atormentar-se a si e aos outros colonos portugueses.Volte para junto da sua história e das suas raízes, das matas onde matava os seus próprios compatriotas da Unita e Fnla, das suas frustações, dos seus pesadelos, das prisões da clandestinidade (massacravam, violavam, espancavam-27de Maio), dos seus antepassados holandeses, dos seus novos colonos chineses.
- Já esqueceu a sua independência e do seu papel político junto das massas do PODER POPULAR da sua terra : «Acabar com os colonos angolanos made in mpla/PT em Cascais.Escoraçá-los daqui para fora.Mandá-los trancá-los em Caxias ou num outro buraco qualquer.Tirar-lhes o passaporte português de dupla nacionalidade.Porque isto de andarem a falar mal dos seus antepassados /colonos portugueses dentro de uma vivenda de luxo em Cascais, através do uso de um computador às custas do mpla, apesar de custar-lhe ler e ouvir falar mal (quer da terra quer do partido), é considerado nojento, covardia e oportunismo do colono angolano em terras europeias, brasileiras, americanas etc,.
- Volte para a sua terra, que você está a ficar confuso, baralhado, indeciso.Deixe os seus antepassados, no país deles falarem em paz do que querem e lhes apetece mesmo que não lhe agrade a si e ao seu partido.Os seus antepassados portugueses não são obrigados a aceitar e a custear as despesas com a sua saúde mental.
- Quem levou a pedrada tem o direito de não esquecer
- O raio do farmacêutico não se calava, parecia que tinha o diabo no corpo.
- Você está com a memória curta?
- Só porque você está gravemente doente, e eu tenho pena de si ...
- Vou relembrar-lhe ... (desatou a narrar a história dos antepassados do meu acompanhante, passada no país das maravilhas onde reina a paz mundial).
(...)«Um antepassado nasceu-lhe no século XVII em Angola, no quintal dum militar holandês, Van Cappel. É o pretexto para uma digressão pela História de Angola desde os tempos da Companhia das Índias Holandesas e de Salvador Correia de Sá até à actualidade do século XXI.
Um excerto sobre o tempo de hoje: «O tão falado Homem Novo parece que é cada vez mais velho, arrastando-se de muletas, come o que lhe dão, sobretudo o milho estragado, o frango deteriorado e gripado, a carne das vacas loucas, bebe o leite com o prazo caducado, veste as roupas de fardo que a comunidade internacional envia generosamente. Toma medicamentos que já ninguém quer. Dorme com o lixo, acorda com a miséria. No entanto nem tudo é mau, fizeram-se algumas coisas boas, quanto mais não seja, a manutenção da unidade nacional e o alcance da Paz. Tentar corrigir muitos dos erros que se cometeram é um objectivo. A geração mais velha, a geração da luta contra o colonialismo, das matas, das prisões e da clandestinidade, da construção da independência, aquela que alcançou a paz e a tenta consolidar, já cumpriu o seu papel político e precisa passar o testemunho. Só se fala das coisas más, dizem alguns, mas o que se há-de fazer, dizem outros, as más são mais que muitas. A culpa foi da guerra, clamam outros, mas isso não justifica tudo, rebatem os inconformados. Ainda se ouve dizer que grande parte deles nada fazem, o que é mau, e nada deixam fazer, o que é péssimo mas atenção, muita atenção, a vítima nunca esquece o mal que lhe fazem. - Quem atira a pedra é quem se esquece mas quem levou a pedrada não se esquece.»
Gostaram da história (ficção ou realidade)?
De acordo com a vossa sensibilidade, fica ao vosso critério a classificação a atribuir a esta história do meu acompanhante
Podem escolher entre : Excelente; Boa; Suficiente; Medíocre ou Má <-
José Eduardo Águalusa recentemente classificou Agostinho Neto, como um poeta medíocre.Embora não concorde com essa classificação, pois a arte para interpretar uma obra, seja ela visual ou literária ou de outro género, depende da sensibilidade de cada um.Assim, por exemplo o nosso compatriota Ferdinando pode classificar as obras que lê como um lixo, eu poderei classificá-las como um luxo.Isto é, ambos podemos exercer o nosso direito de opinião e de expressão de acordo com as nossas sensibilidades, afinidades, filiaçãoes ou dependências partidárias.
Uma obra de ficção pode ter por base uma realidade camuflada.Cabe ao leitor e ao observador da obra em evidência tentar descobrir onde começa uma e acaba a outra.
Indo eu, a caminho da farmácia, como acompanhante de alguém que dizia estar a passar por graves problemas de saúde do foro psiquiátrico, acompanhadas de fortes enxaquecas que mais pareciam dores de chifres, fazendo-o mergulhar numa profunda depressão e frustação.Nada que uma boa aspirina, não resolva - dizia o meu acompanhante.Entramos na sua farmácia habitual.O assistente da farmácia, muito simpático recebe-nos com um sorriso do tamanho do mundo, acompanhado das boas vindas, sem deixar de interpelar imediatamente o meu acompanhante:
- Outra vez por aqui?
- Mas então essas dores de cabeça depressivas nunca mais desaparecem?
- Não me diga que continua a ler aquele livro das suas memórias do século passado sentado no banco do quintal na casa da sua tia branca, aqui em Cascais?
- Sim continuo, mas porquê ?
- Ò homem deixe-se disso.Se na verdade quer curar esse mal, não vai lá com aspirinas nem com mézinhas importadas do Brasil.
- Ai sim!! Então diga lá qual é a cura em que está a pensar para a minha doença incurável da tola (responde o meu acompanhante)
- Pegue no seu banco de quintal e no livro que está a ler (blog) e que o anda atormentar, compre uma passagem de avião só de ida para a sua terra natal, onde você diz que só fazem coisas boas e onde também encontrará a paz, que um jovem velho como você necessita, pois parece estar a sofrer do "saudosismo do seu passado colonial", mas que infelizmente você não pode falar dele frontalmente, porque entretanto mudou de filosofia partidária, com colagens ao poder instalado na sua terra, onde só reina a paz e coisas boas.
- ( continuava a descrever a cura para o meu acompanhante)
- Lá, você encontrará de certeza o remédio santo para curar essas dores de "tola", essa psicose frustante de viver rodeado pelas tias brancas de Cascais, que andam atrofiar os seus neurónios recusando-se a ouvir e a ler as suas histórias dos seus antepassados holandeses que em tempo de paz, transformaram-se em chineses.
- Volte (retornado angolano) para a sua terra!!!homem de Deus!!!
- Deixe de atormentar-se a si e aos outros colonos portugueses.Volte para junto da sua história e das suas raízes, das matas onde matava os seus próprios compatriotas da Unita e Fnla, das suas frustações, dos seus pesadelos, das prisões da clandestinidade (massacravam, violavam, espancavam-27de Maio), dos seus antepassados holandeses, dos seus novos colonos chineses.
- Já esqueceu a sua independência e do seu papel político junto das massas do PODER POPULAR da sua terra : «Acabar com os colonos angolanos made in mpla/PT em Cascais.Escoraçá-los daqui para fora.Mandá-los trancá-los em Caxias ou num outro buraco qualquer.Tirar-lhes o passaporte português de dupla nacionalidade.Porque isto de andarem a falar mal dos seus antepassados /colonos portugueses dentro de uma vivenda de luxo em Cascais, através do uso de um computador às custas do mpla, apesar de custar-lhe ler e ouvir falar mal (quer da terra quer do partido), é considerado nojento, covardia e oportunismo do colono angolano em terras europeias, brasileiras, americanas etc,.
- Volte para a sua terra, que você está a ficar confuso, baralhado, indeciso.Deixe os seus antepassados, no país deles falarem em paz do que querem e lhes apetece mesmo que não lhe agrade a si e ao seu partido.Os seus antepassados portugueses não são obrigados a aceitar e a custear as despesas com a sua saúde mental.
- Quem levou a pedrada tem o direito de não esquecer
- O raio do farmacêutico não se calava, parecia que tinha o diabo no corpo.
- Você está com a memória curta?
- Só porque você está gravemente doente, e eu tenho pena de si ...
- Vou relembrar-lhe ... (desatou a narrar a história dos antepassados do meu acompanhante, passada no país das maravilhas onde reina a paz mundial).
(...)«Um antepassado nasceu-lhe no século XVII em Angola, no quintal dum militar holandês, Van Cappel. É o pretexto para uma digressão pela História de Angola desde os tempos da Companhia das Índias Holandesas e de Salvador Correia de Sá até à actualidade do século XXI.
Um excerto sobre o tempo de hoje: «O tão falado Homem Novo parece que é cada vez mais velho, arrastando-se de muletas, come o que lhe dão, sobretudo o milho estragado, o frango deteriorado e gripado, a carne das vacas loucas, bebe o leite com o prazo caducado, veste as roupas de fardo que a comunidade internacional envia generosamente. Toma medicamentos que já ninguém quer. Dorme com o lixo, acorda com a miséria. No entanto nem tudo é mau, fizeram-se algumas coisas boas, quanto mais não seja, a manutenção da unidade nacional e o alcance da Paz. Tentar corrigir muitos dos erros que se cometeram é um objectivo. A geração mais velha, a geração da luta contra o colonialismo, das matas, das prisões e da clandestinidade, da construção da independência, aquela que alcançou a paz e a tenta consolidar, já cumpriu o seu papel político e precisa passar o testemunho. Só se fala das coisas más, dizem alguns, mas o que se há-de fazer, dizem outros, as más são mais que muitas. A culpa foi da guerra, clamam outros, mas isso não justifica tudo, rebatem os inconformados. Ainda se ouve dizer que grande parte deles nada fazem, o que é mau, e nada deixam fazer, o que é péssimo mas atenção, muita atenção, a vítima nunca esquece o mal que lhe fazem. - Quem atira a pedra é quem se esquece mas quem levou a pedrada não se esquece.»
Gostaram da história (ficção ou realidade)?
De acordo com a vossa sensibilidade, fica ao vosso critério a classificação a atribuir a esta história do meu acompanhante
Podem escolher entre : Excelente; Boa; Suficiente; Medíocre ou Má <-
