quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Casas Editoras portuguesas dominam sector dos manuais escolares em Angola [VERGONHA]

A falta de empresas e de técnicos qualificados justifica liderança que o sector dos manuais escolares no país seja dominado por editoras portuguesas, principalmente a Texto Editora e a Porto Editora, disseram à Lusa fontes do sector.
A totalidade dos materiais usados pelos alunos angolanos do segundo ciclo - que vai da 10ª à 12ª classe - são criados e elaborados por técnicos portugueses com a aprovação do Ministério da Educação angolano.
“Todo esse material é pilotado pela editoras estrangeiras porque nós ainda não temos muitos especialistas na elaboração dos materiais do segundo ciclo”, explicou à Agência Lusa David Chivela, director-geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento (INIDE) do Ministério da Educação de Angola.
Já os materiais usados no ensino primário e no primeiro ciclo são elaborados em Angola por técnicos nacionais, cabendo às editoras portuguesas apenas a produção dos manuais.
Neste caso, disse David Chivela, “as editoras, quer estrangeiras, quer nacionais, apenas produzem o produto acabado, mas a sua concepção, a sua elaboração, desde a fase inicial, é feita por técnicos angolanos”, sublinhou.
A área de edição em Angola “é quase inexistente”, o que obriga o governo angolano a recorrer às editoras portuguesas.
“Na realidade, não temos nenhuma editora angolana de raiz a trabalhar connosco. Trabalhamos com a Luanda Editora, mas que faz parte do grupo português Texto Editora”, afirmou o director-geral do INIDE.
“A única editora de raiz que nós conhecemos, mas que no fundo todo o material é feito em Portugal, é a Nzila”, explicou David Chivela.
No entanto, a Nzila é também uma empresa detida maioritariamente por capitais portugueses, neste caso da Editorial Caminho, empresa que Miguel Paes do Amaral e o seu sócio, Nicolas Berggruen, pretendem adquirir.
O director-geral do INIDE, o organismo público que tem como responsabilidade elaborar o material didáctico, aprová-lo e remetê-lo à direcção do Ministério da Educação, deu como exemplo a livraria Mensagem, uma empresa de direito angolano cujos produtos que comercializa são totalmente feitos fora do país.
Segundo David Chivela, o Ministério da Educação trabalha actualmente com a Plural Editores, que faz parte da Porto Editora, com a Texto Editora, de capitais mistos portugueses e angolanos, e com a Plátano, também portuguesa.
O responsável aponta a falta de matérias-primas para a produção dos livros, como a principal causa para as editoras recorrerem a Portugal para produzir os manuais escolares e os livros.
“Os livros produzidos aqui chegam a ser mais caros (do que os importados de Portugal). E compreende-se porquê, as matérias-primas são todas importadas, existem imensos problemas, a falta de água, energia, combustível, e isso tudo influi no preço do livro”, adiantou.
Segundo David Chivela, as dificuldades de trabalho são imensas e, pelo facto, as editoras nacionais que querem trabalhar com o Ministério acabam por não ser capazes de honrar os seus compromissos.
As editoras portuguesas contactadas pela Agência Lusa são unânimes em referir que o maior problema para se efectuar o trabalho em Angola prende-se com as infra-estruturas básicas.
Lusa

Comentário: Aqui está talvez, uma da suposta confirmação para as intenções do Brasil, ao intentar seduzir Angola, para a mudança da sua língua oficial, com aproximação à escrita e fala brasileira.Ainda recentemente na II Conferência da Lusofonia realizada em Lisboa (10/12/07) o embaixador brasileiro junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmava que a promoção da língua portuguesa está a ser o aspecto mais débil do trabalho da organização lusófona.Por seu lado, Ernâni Lopes, o anfitrião da Conferência, lembrou que o Brasil está a posicionar-se para ser uma das principais potências internacionais - tal como Rússia, China e Índia.

Supostamente esta situação das Editoras portuguesas em Angola, também pode ser uma das razões, para que o recente livro " Purga em Angola" esteja envolvido num mistério e trocas de acusações entre a Editora e os autores do livro.
Devo dizer, que já andei pelas livrarias à procura deste livro.A resposta foi igual em todas elas " Está esgotado". À pergunta sacramental de quando é que pensam voltar a ter a obra? Respondem todos a uma só voz: Não sabemos, vá passando.À excepção da minha livraria habitaul, onde sou frequentadora assídua e cliente, que muito simpáticamente, deixou-me a esperança de talvez conseguir arranjar o livro.Até este momento ainda não o conseguiu.
Os lobbies das influências políticas e transacções comerciais falam mais alto.Uma certeza, quase já temos.O conteúdo do livro, para além de conter factos presumívelmente verdadeiros, incomodou e mexeu com muitos Elefantes Vladmiros em Angola.
Enquanto à vida, à esperança.Eu ainda, não perdi a esperança de um dia, ainda poder vir a ler o livro

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Luanda terá 800 residências para acolher desalojados

Fonte: Jornal de Angola
Wednesday, 05 December 2007

Cerca de 800 residências serão colocadas à disposição dos cidadãos desalojados das zonas de risco, revelou terça-feira o vice-ministro das Obras Públicas, Joanes André. Segundo o responsável, as residências, que vão beneficiar dez mil famílias, estão a ser erguidas nas zonas do Panguila e Zango.
Ainda em relação ao programa de realojamento de cidadãos que viviam junto às valas e à berma das estradas, o vice-ministro das Obras Públicas assegurou que a construção das casas está a decorrer à mesma velocidade empregue nas obras.
Com vista a dar maior celeridade ao processo de realojamento, explicou o vice-ministro, o Governo agregou mais empreiteiras para a construção das residências, sobretudo por haver disparidade entre os números de cidadãos inicialmente previstos e os constatados no terreno.


Comentário: O que são 800 residências(casas) para milhões de desalojados.Se compararmos a dimensão de alguns dos projectos de obras, virados exclusimanete para o luxo de uma minoria.Verificamos que estas 800 residências são uma Gota de água no Oceano.Inclusive a notícia não apresenta um modelo tipo de residência para o referido projecto. Assim como , não avança um valor para o orçamento desta obra (comparado com os milhões de muitas outras).Talvez por vergonha e hipocrísia de quem foi e é responsável por estas descrepâncias sociais.Como é que este responsável pensa alojar 10.000 pessoas em 800 residências.Provávelmente deve estar a pensar alojar em cada residência mais de 10 pessoas, atolhadas como sardinhas em lata.Cá para mim, esta obra é mais uma acção de marketing dos governantes, políticos e partido no Poder (MPLA).É que, o povo já começa a manifestar o seu descontetamento de tantas obras só para os outros(novos ricos).Alguém lembrou-se de oferecer-lhe 800 casinhas num projecto de Natal.Desta forma acalmar os ânimos de descontentamento.






Será este, o modelo tipo da residência das 800 pessoas?





Reparem na dimensão da notícia e comparem-na com a notícia do " Projecto da Baía de Luanda ".O projecto da baía é acompanhado de promenores.Promenores esses, direccionados para o bem estar e LUXOS dos frequentadores da Marginal e Ilha de Luanda.


Para os frequentadores, continuarem a viver com luxos superiores a estes, como mostra a foto.
Enfim! Isto é Angola e a filosofia de vida luxuosa dos pseudos angolanos (Vladmiros).
800 casinhas, e já vais com muita sorte...
Aguenta POVO.
Usa bem, o teu poder de VOTO.Se não souberes usá-lo, vais continuar a ser sempre o último, nas opções das melhorias da tua vida e bem estar.

Todos nós, os conhecedores das realidades de Angola, temos consciência que Angola, e as suas capitais provinciais necessitam de obras.E que, essas mesmas obras, deveriam ter ínicio na melhoria das condições de vida das populações carenciadas.E tal, não está acontecer.Começarem pelo Topo da pirâmide.Pelos ricos.Pelos pseudo angolanos (Vladmiros).

Escutem com atenção a letra da música " Enquanto os ébridos Viverem".Reflictam sobre o massacre a que o povo angolano está sujeito, mesmo sem armas a servirem de desculpas para uma guerra fomentada pelos Vladmiros de Angola.

Projecto Baía de Luanda já consumiu 50 milhões de dólares

Fonte: Lusa
Wednesday, 05 December 2007

Cinquenta milhões de dólares foram já consumidos no projecto “Baía de Luanda”, que tenciona mudar a imagem daquela zona da capital angolana. Ao longo da Baía estão ainda em curso dragagens, prevendo-se também a abertura de um canal navegável e, entre outras movimentações, a descontaminação do local.

De acordo com o "Notícias Lusófonas", dois anos, até ao final de 2009, é o prazo estimado para a conclusão das obras da frente terrestre, que coincidirá com a finalização global do projecto "Baía de Luanda". O concurso internacional para esta nova dimensão já foi lançado e as propostas deverão ser recebidas até Fevereiro próximo.

A requalificação e o reordenamento urbano da área de intervenção, está, agora, na finalização da segunda fase da empreitada da obra marítima, que enquadra a dragagem do canal na zona sul da Baía de Luanda para o alargamento da Avenida 4 de Fevereiro.

Os trabalhos de dragagem e aterro em curso, abrangem uma área que vai desde o início da Ilha do Cabo (local de maior alargamento devido à futura construção do viaduto no nó da Fortaleza) até ao Posto de Informação, localizado em frente ao Largo do Baleizão, explica uma nota da entidade promotora.

Esta fase marítima dos trabalhos que está prestes a ser concluída tem este mês de Dezembro como limite, consubstanciando ainda a construção de um aterro no interior da Baía da Chicala destinado a suportar parte das infra-estruturas do futuro viaduto no nó da Fortaleza.

Até ao momento estão finalizadas duas fases do projecto na área marítima, que são a abertura do canal e a constituição do aterro no prolongamento do Largo 17 de Setembro, a recuperação e limpeza das estações de bombagem e do sistema de recolha de esgotos da marginal, incluindo a dragagem e aterro que estarão concluídos nas próximas semanas.

A responsável pela área de comunicação do projecto "Baía de Luanda", Catarina Sierra, revelou que no global o projecto vai custar 135 milhões de dólares (91,5 milhões de euros).

Comentário: Façam o favor de comparar a dimensão deste projecto, com as 800 habitações para desalojados.Repito 800.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Poema - As Terras Sentidas

Agostinho Neto

As terras sentidas de África
nos ais chorosos do antigo e novo escravo
no suor aviltante do batuque impuro
de outros mares
sentidas

As terras sentidas de África
na sensação infame do perfume estonteante da flor
esmagada na floresta do ferro e fogo
as terras sentidas

As terras sentidas de África
no sonho logo desfeito em tinidos de chaves carcereiras
e no riso sufocado e na voz vitoriosa dos lamentos
e no brilho inconsciente das sensações escondidas
das terras sentidas de África

Vivas
em si e connosco vivas

Elas fervilham-nos em sonhos
ornados de danças de embondeiros sobre equilíbrios
de antílope
na aliança perpétua de tudo quanto vive

Elas gritam o som da vida
gritam-no
mesmo nos cadáveres devolvidos pelo Atlântico
em oferta pútrida de incoerência e morte
e na limpidez dos rios

Elas vivem
as terras sentidas de África
no som harmonioso das consciências
incluída no sangue honesto dos homens
no forte desejo dos homens
na sinceridade dos homens
na razão pura e simples da existência das estrelas

Elas vivem
as terras sentidas de África
porque nós vivemos
e somos partículas imperecíveis
das terras sentidas de África

( Do livro Sagrada Esperança)


Comentário: Este poema parece ter sido escrito hoje.Pena que o poder político instalado em Angola e os pseudos angolanos (vladmiros) não se lembrem dele.



mentira

sábado, 1 de dezembro de 2007

Autora de "Purga em Angola" diz-se alvo de intimidação

Fonte: Jornal de Notícias
Friday, 30 November 2007

A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.
"Um antigo ministro e hoje deputado do MPLA, num telefonema que me dirigiu, afirmava, preto no branco, que a publicação do livro ainda nos traria, a mim e ao meu marido, complicações", denuncia a investigadora do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa, sem querer avançar a identidade do dirigente angolano.

Se é sobre a figura de Agostinho Neto - Presidente da República na altura dos acontecimentos - que o livro faz incidir a maior dose de responsabilidades, "Purga em Angola" coloca também em xeque figuras hoje consensuais no meio literário lusófono, como Pepetela, Manuel Rui Monteiro ou Luandino Vieira.

Os três escritores terão feito parte da tristemente célebre ‘Comissão das Lágrimas’, nome atribuído à instância criada com o objectivo de julgar os supostos envolvidos no contragolpe que pretendeu depor Agostinho Neto, distinguido com o Prémio Lenine da Paz, no ano anterior ao massacre.

Edição "embrulhada"
Números exactos sobre o total de mortos provocados pelo contragolpe não existem com rigor, mas há um dado que ajuda a situar a dimensão da chacina depois das depurações: 80 mil angolanos foram riscados do quadro de militantes do MPLA.

Ao longo da investigação, a co-autora concluiu que "militantes e simpatizantes, amigos e familiares, dezenas de milhar de pessoas passaram por cadeias e campos de concentração. E muitos foram mortos após aterradores interrogatórios, sem nunca ter sido julgados e sem se saber sequer onde repousam as ossadas".

O Jornal de Notícias contactou, ao longo do dia de ontem, a Embaixada de Angola para obter uma reacção oficial à publicação do livro, mas todas as tentativas para chegar à fala com o máximo responsável da diplomacia angolana em Portugal revelaram-se infrutíferas.

Desde o lançamento, no início de Outubro, que o livro tem estado rodeado daquilo que Dalila Mateus define como "condições atribuladas e estranhas" que fizeram aumentar as contra-informações.

A docente universitária garante também que "uma semana antes do lançamento, quando os autores ainda não tinham visto o livro, já na Embaixada de Angola alguém se gabava de o ter e de o ir mandar para Angola".

As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que a tiragem rapidamente esgotou e, apesar das sucessivas promessas nesse sentido, o stock não foi reposto. "Há praticamente um mês que não existem livros à venda", acusa Dalila Cabrita Mateus, para quem "não admira que, com esta embrulhada, apareçam pessoas a dizer que boa parte da edição foi vendida a Angola para ser queimada. Ou, então, a afirmar que Angola comprou a distribuidora e esta retirou os livros do mercado".

Carlos Araújo, editor da ASA, responsável pelo livro, desmente eventuais pressões sofridas e atribui à situação interna da empresa, adquirida há cerca de dois meses pelo grupo de Miguel Paes do Amaral, as dificuldades no lançamento de uma nova edição.

O responsável admite que "houve um erro de cálculo na tiragem", de apenas dois mil exemplares, mas garante que o problema afectou outros livros.
Apesar da garantia de Carlos Abreu de que uma nova edição estaria disponível a partir da passada terça-feira, a verdade é que ontem, ao fim do dia, "Purga em Angola" continuava esgotado.

Com excepção da Lello, no Porto, encontrar um exemplar do ensaio é uma tarefa quase condenada ao fracasso das 45 lojas da rede da Bertrand às nove do Grupo Bulhosa, o cenário repete-se um pouco por todo o lado.

Comentário: Só me apetece dizer.No meio desta embrulhada toda, está uma das razões pelas quais eu aprecio e leio atentamente as obras do escritor angolano Pepetela.Embora este escritor, afirme que as suas obras são produto de ficção, quem as lê, sabe perfeitamente 99.90% é a realidade, devido aos cargos e envolvimentos políticos que ele viveu e ocupou quer dentro do MPLA e governo quer na sociedade angolana.Ficando difícil para o escritor, separar a realidade da ficção quando escreve as suas obras.Ler Pepetela é ler a mentalidade dos angolanos pré e pós-guerra de Angola.

Quanto ao desabafo e incómodo dos autores do livro "Purga em Angola" se proventura tivessem lido atentamente a obra "Predadores" de Pepetela, já saberiam de antemão que esta situação iria acontecer.Deveriam saber que "com os Vladmiros" de Angola ninguém se mete ou mexe.Eles controlam tudo, inclusive Editoras.Para as editoras portuguesas, outros interesses se levantam.Convêm ler as intenções do escritor angolano José Eduardo Agualusa relativamente a este assunto, ao qual pretende uma aproximação ao Brasil em deterimento da língua portuguesa.E todas as Editoras portuguesas, estão interessadas e à espera de terem uma oportunidade na " Missão de Espírito de Reconstrução de Angola".Quem sabe, se este comportamento da parte da editora, esta obra não veio abrir o caminho à tal oportunidade que esperava, para integrar o "Espírito de Missão em Angola".A força do capital ( dinheiro) fala mais alto, que um simples livro e seu(s) autor(es).Deveriam ter procurado uma editora espanhola ou francesa (por exemplo), para a edição da sua obra.Infelizmente isto é Angola, e as relações bilaterais entre países.Esta obra, neste momento é inoportuna.Não interessa a nenhuma das partes envolvidas (Angola-Portugal-Editoras), à excepção dos seus autores.



sexta-feira, 30 de novembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Polícia militar agride jornalista português

Fonte: Agência Lusa
Thursday, 29 November 2007

O jornalista português António Cascais, da rádio alemã Deutche Welle, e o deputado da UNITA Alexandre Neto Salombé, foram agredidos esta quarta-feira em Luanda pela polícia militar, disse à Lusa o parlamentar da principal força da oposição angolana.
O incidente ocorreu cerca das no Bairro do Iraque, onde há várias semanas estão a decorrer demolições de casas.Alexandre Neto Salombé, deputado do partido União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e director da rádio ‘Despertar’, acrescentou à Lusa que vai denunciar o caso no parlamento angolano.O deputado e o jornalista português, que trabalha como «freelancer» para a emissora pública alemã Deutche Welle (Voz da Alemanha), foram impedidos por militares e seguranças de registar com um gravador e uma câmara de filmar incidentes a que assistiram.Contactado por telefone a partir de Lisboa, o deputado disse à Lusa ter sido vítima de humilhações e tortura psicológica por parte de militares, seguranças, e do responsável da empresa que está a gerir as demolições.
António Cascais, por sua vez, disse à Lusa que o cenário que viu no Bairro do Iraque assemelhava-se ao de uma «guerra civil», pelo que considerou obrigação sua, enquanto jornalista, divulgar o que se estava a passar.

Comentário: O petróleo e os diamantes conseguem proporcionar situações maravilhosas como esta.Só, não conseguem comprar a liberdade de expressão e a Democracia.

"Se as coisas são feitas para serem usadas (petróleo e diamantes), e as pessoas para serem amadas (respeito...aceitando o direito à difrença na opinião), porque é que, amamos as coisas ( a riqueza indivual) e usamos as pessoas (atropelamos e violamos os direitos - desrespeito)?"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Empréstimos garantidos pelo petróleo são insustentáveis - PNUD

Fonte: Reuters (Christopher Thompson)
Saturday, 17 November 2007

Especial Retrospectiva - Angola 32 Anos. A utilização de empréstimos garantidos pelo petróleo para financiar a reconstrução do pós-guerra é insustentável. Deveria realizar-se uma conferência internacional para aceder a uma maior variedade de fundos, afirmou na última terça-feira um representante das Nações Unidas.

“A situação actual não é sustentável. (Utilizar) empréstimos cuja garantia é o petróleo é atar as próprias mãos,” afirmou na terça-feira Pierre-François Pirlot, coordenador residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola. “As reservas petrolíferas não são eternas, talvez durem mais 15 anos. Se está a contar com as indústrias extractivas, a situação também não é melhor.”

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsaariana, depois da Nigéria, produzindo actualmente 1,4 milhões de barris por dia. O Governo prevê um aumento na produção para 2 milhões de barris por dia até ao final de 2007. O país está actualmente a meio do ‘boom’ da reconstrução financiado pelas receitas de petróleo, depois de uma guerra civil que durou 27 anos.

Ao contrário de outros países em situação de pós-conflito, tais como o Iraque, o Afeganistão e a Serra Leoa, Angola nunca realizou a conferência para a reconstrução. Uma decisão que alguns analistas atribuem à relutância de Angola abrir as suas contas pouco transparentes ao escrutínio externo.
“São necessários biliões de dólares para reconstruir as infra-estruturas,” disse Pirlot em entrevista à Reuters. “A nível simbólico é importante realizar uma conferência para a reconstrução, para mostrar à comunidade internacional e aos investidores que o plano a longo prazo é credível.”

Alguns economistas defendem que Angola não precisa de doadores internacionais. Os cofres do Governo angolano viram recentemente um aumento significativo no crédito externo, a principal razão para o aumento do orçamento de Estado de 2006 no valor de US 25 biliões de dólares. Em 2005, o valor foi de apenas US 13 biliões de dólares.

No entanto, Pirlot afirmou que o crédito estrangeiro pode simplesmente adiar alguns problemas, visto que Luanda consigna a maioria da sua produção petrolífera futura para o pagamento de dívidas. “O paradoxo é que Angola quer manter a sua soberania. No entanto, está a hipotecar o seu futuro,” afirmou.

O Ministro das Finanças, José Pedro de Morais, afirmou que o financiamento das linhas de crédito vai aumentar de 800 milhões de dólares em 2005 para 5 biliões em 2006, incluindo uma linha de crédito de US 3 biliões de dólares do Eximbank China, cuja garantia é o petróleo.

Portugal foi o último país a oferecer uma linha de crédito, depois de ter concedido um empréstimo no valor de 300 milhões de euros no último mês.

Pirlot afirmou que Angola precisa de um investimento a longo prazo para diversificar a sua produção, acrescentando que planeou uma conferência de investimento a médio prazo.
“São necessários investidores para desenvolver novamente o sector industrial e não linhas de crédito. A conferência de reconstrução faz sentido a médio prazo. Angola também tem sido criticada pelo uso do crédito estrangeiro no passado, sobretudo pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelas organizações de sociedade civil que dizem que os empréstimos não são transparentes.
No entanto, o Ministro das Finanças afirmou que Angola era digna de créditos devido à paz que existe actualmente no país e ao grande crescimento económico, embora 70 por cento da população viva abaixo do limiar da pobreza.

Comentário: Digam lá que o JES não é esperto.Não expõe ao mundo os montantes dos seus fundos particulares.Hipoteca Angola e o futuro dos angolanos através do petróleo e diamantes.Daqui a 15 anos os que não receberam a sua factura, ficam a chuchar no dedo, e às voltas e baldrocas com os chineses e outros (Futuros mandantes e controladores de Angola).Entretanto JES vai chorando e apelando ao investimento externo na "Missão de espírito e boa vontade na reconstrução de Angola". É tudo feito na base da boa vontade, para ambos os lados.Não se esqueçam que Angolano sabe chorar ao coração e cativá-lo, acenam com o petróleo impedem a razão de analisar friamente os factos e dados (escondem os fundos).Angolano frequentou durante 32 anos a Alta Escola da Corrupção, quer material quer das palavras e comunicação (contra informação).

Os angolanos Vladmiros ( personagem do livro "predadores"de Pepetela) vão dizer que este inglês não percebe nada dos assuntos de Angola, como tal, anda a falar àtoa por inveja.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Projecto para a construção do Novo Palácio Governamental

José Eduardo dos Santos quer governar à dimensão Mundial.


Este projecto vai implicar a destruição dos bairros da Samba Grande, Samba Pequena, Cidade Alta, Bairro da Quinanga(ex-Praia do Bispo) Bairro Azul ( ex - Bairro da Coreia)

Muita gente andava desconfiada, porque razão os terrenos envolventes ao Maussoléu de Agostinho Neto, permaneciam livres, sem a febre das actuais construções chinocas e de outros países.A resposta para essas pessoas, fica aqui exposta, através de fotos e alguns planos projectados para esse espaço








segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Estudo coloca Luanda como a cidade mais cara do mundo para expatriados

Fonte: Agência Lusa
Monday, 26 November 2007


A capital angolana, Luanda, tornou-se na cidade mais cara do mundo para trabalhadores expatriados, revela um estudo da empresa de recursos humanos ‘ECA International’, divulgado esta segunda-feira em Singapura.

O estudo baseia-se nos preços dos últimos 12 meses de um cabaz de 128 bens de consumo e serviços habitualmente adquiridos por expatriados em 300 locais do mundo. Os dados apurados são usados pelas empresas para calcular as ajudas de custo pagas a funcionários no estrangeiro.
Entre estes itens estão alimentos (lacticínios, carne e peixe, fruta fresca e vegetais), bebidas e tabaco, serviços, roupa, electrodomésticos, automóveis e peças, além de refeições em restaurantes.

Luanda é seguida por Oslo, Moscovo, Stavanger (Noruega), Copenhaga, Kinshasa, Seul, Libreville (Gabão), Genebra e o centro de Londres, no 10.º lugar.
«Algumas pessoas podem estar surpreendidas por cidades africanas estarem nos primeiros dez lugares», afirmou Lee Quane, do escritório da ECA em Hong-Kong. E explicou que os itens do cabaz de compras feitas pelos expatriados não estão facilmente disponíveis no mercado local e são, por isso, mais caros.

Em 2006, Luanda surgia em segundo lugar, atrás de Harare, posicionada então como a mais cara devido à hiperinflação registada no Zimbabué.
«Angola sempre foi um local caro para expatriados, porque é difícil obter a qualidade de bens e serviços de que eles esperariam desfrutar em casa. O seu constante crescimento no custo de vida é em larga medida resultado do aumento dos preços do petróleo», afirma a ECA International.

Com a valorização do kwanza, adianta, Luanda «tornou-se mais cara para os visitantes», apesar de a inflação estar «contida». Um outro estudo divulgado na semana passada pela consultora imobiliária Worx apontava as carências de novos projectos de habitação de qualidade «à excepção dos espaços destinados aos colaboradores das empresas relacionadas com o petróleo», como causa dos altos preços de compra a aluguer que se registam na capital angolana, dos mais altos em África.

«Com a elevada procura, as rendas atingiram valores recorde no continente africano», com os valores das «prime rent» mensais (renda de zona de referência) de T5 rondar os 12 mil dólares (17 mil euros) por metro quadrado.
A Worx explica estes valores como o resultado de 27 anos de guerra civil em Angola (1975-2002), a que se associa a falta de investimentos nos últimos anos.
Se em termos globais Luanda é a cidade mais cara, já na Ásia é a capital da Coreia do Sul, Seul, que lidera a lista definida pela ECA.
O estudo sustenta que a desvalorização do iene faz com que as cidades japonesas sejam mais baratas.

A capital japonesa, Tóquio, mantém o segundo posto das cidades mais caras da Ásia, mas em termos globais saiu da lista das 10 mais caras devido à desvalorização do iene.
«A desvalorização do iene contra várias moedas, associada a uma baixa inflação, reduziu significativamente os custos para estrangeiros em Tóquio, Yokohama e Kobe nos últimos anos», refere o relatório da sondagem.

Na Ásia, as cidades japonesas de Yokohama e Kobe surgem no terceiro e quarto lugares, seguidas de Hong Kong, Taipé (Taiwan), Pequim e Xangai (China), Singapura e Cantão (no 10.º lugar), a capital da província chinesa de Guangdong, sul do país.
A sondagem revela também que há 15 cidades chinesas entre as 39 mais caras da Ásia.

Os elevados preços da alimentação e a valorização do remimbi chinês fez aumentar o custo de vida dos expatriados nas cidades chinesas, diminuindo a diferença que mantinha com outras cidades mais desenvolvidas como Hong-Kong e Taipé.

A capital indonésia, Jacarta, está no 11.º lugar das cidades mais caras na Ásia, Banguecoque no 18.º, Manila no 19.º, Hanoi em 32.º lugar, um acima de Kuala Lumpur, a capital da Malásia que foi classificada no 33.º posto e considera Islamabad a cidade menos dispendiosa para os expatriados.

Comentário: Esta classificação não surpreende.O maldito petróleo, tanto está para o bem, como para o mal

sábado, 24 de novembro de 2007

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Série Angolana de Humor - Conversa no Quintal

Para quem não conhece ou nunca teve oportunidade de ver esta excelente série de humor angolana, aqui ficam alguns momentos divertidos.


domingo, 18 de novembro de 2007

Comunidade angolana em Portugal realiza manifestação




"O voto é um direito constitucional, ninguém nos pode impedir de o exercer"
Lisboa - A Comunidade angolana em Portugal realiza na próxima Segunda Feira, dia 19 , uma manifestação em frente ao Consulado de Angola em Lisboa para exigir o direito ao voto,nas eleições, negado a diáspora, pelo Governo do MPLA.


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Negócio do Aluguer de Casas em Luanda



Negocio : Aluguer
Cidade : Luanda
Província : Luanda
Preço, $ : 5,000
Quartos : 1
Casa de Banho : 1
Tipo de Propriedade : Apartamento
Ano de Construção : desconhecido
Metro Quadrado : desconhecido
Garagem : desconhecido
Bairro : Bairro Azul
Colegio por perto : desconhecido
Description IDEAL PARA PEQUENAS EMPRESAS IDEAL FOR SMALL BUSINESS

Apartamento tipo Estudio ideal para Escritorio. Bachelor Flat, ideal for Office.
Apenas Disponivel em Janeiro de 2008 Only available in January 2008
Com um escritorio externoWith an External Office

Fonte: http://www.casasemangola.com/

* Nota :Em caso de dúvida ou ignorância, uma vez que o preço não especifica a moeda ( kwanzas, euros, USD) se o preço pedido pelo aluguel, fôr em Kwanzas, feita a conversão do valor para Euros e USD os resultados são os seguintes :

Conversão em EUROS
2007 Novembro 16, Sexta Feira
5000 Kwanza angolana = 45.64174 Euro
5000 Euro (EUR) = 547'744 Kwanza angolana (AON)
Preço Médio 0.009082 / 0.009128 (oferta/procura)Preço estimado baseado em dólares americanos.
FXConverter™: Conversor de Moeda Corrente © 1997-2007 by OANDA.com.

Conversão em USD ( dolares)
2007 Novembro 16, Sexta Feira
5000 Kwanza angolana = 66.85922 US Dólar
5000 US Dólar (USD) = 373'920 Kwanza angolana (AON)
Preço Médio 0.01331 / 0.01337 (oferta/procura)

Pelos valores resultantes da reconversão, tudo leva a crer que o valor pedido será em Euros.Isto é 5.000 (5 mil) euros ou USD

Comentário: Imaginem se uma casa (casa é favor, diria anexo) com este nível ( tipo construção clandestina da época colonial - Bairro Azul ex Bairro da Coreia, actualmente um musseque) o aluguel é deste montante, qual será o valor de um aluguel de uma moradia nos bairros considerados finos da época colonial (Alvalade, Miramar)ou num apartamento ou moradia das actuais construções que estão acontecer na cidade de Luanda.Para suportar estes preços é necessário possuir um rendimento de milionário. Os que conseguem suportar estes preços, ou são de uma condição social restrita com acesso directo às riquezas de Angola, ou possuem uma formação altamente especializada, conseguida nas melhores Universidades da UK ou USA.Ou ainda uma formação de nível inferior, conseguida na Universidade da Escola da Vida e Esquemas Alternativos.
Com estes preços, os Deuses Angolanos devem estar Loucos, e simultâneamente contra o cidadão médio e pobre, para que estes consigam adquirir uma habitação condigna.A estes só lhes resta a alternativa de construir uma barraca, casa de lata, num musseque dentro e fora da cidade de Luanda.Não admira que Luanda seja uma cidade musseque.



Nas santas terrinhas, o povo a estas situações fazia um TOMA PARA CHULOS