quarta-feira, 19 de março de 2008
O inglês técnico do Sócrates
Observem a paciência e o ar do Bush, para tentar não gozar com o nosso PM.Com esta demonstração do inglês falado por parte do Sócrates, denota-se que o " Inglês Técnico " da Universidade Independente, foi leccionado na secretaria.
Mais palavras para quê.É um artista português
Por falar na Independente, nunca mais se ouviu falar dela.Será que a culpa morreu solteira?
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terça-feira, 18 de março de 2008
Cabo Verde: Exemplo de "sofisticação" e diversificação das relações chinesas com África
Fonte: macauhub
Macau, China - Cabo Verde é exemplo de como nas relações da China com os países africanos a tendência é de "sofisticação" e diversificação e também de como os pequenos investidores estão a abrir caminho no fortalecimento dos laços económicos e comerciais, afirma o investigador Loro Horta.
Numa investigação recentemente publicada, Horta, da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam e da Universidade Tecnológica Nanyang (Singapura), afirma que a percepção ocidental das relações chinesas com África é "simplista" e que Cabo Verde o demonstra.
"A visão estereotipada de alguns quadrantes ocidentais é que a China e as empresas chinesas apenas estão interessadas em matérias-primas e lucros rápidos em África; e que mais facilmente se implantam em países despóticos e isolados internacionalmente, como o Zimbabué ou o Sudão. Isto é uma enorme simplificação", afirma Loro Horta no estudo recentemente publicado.
Apesar de haver "comportamentos predatórios" da parte de actores chineses, adianta Horta, hoje em dia "as empresas chinesas são cada vez mais adaptáveis e capazes de serem bem sucedidas mesmo em países bem governados tradicionalmente ligados ao Ocidente".
Cabo Verde é exemplo de que "as relações económicas da China com África estão a tornar-se cada vez mais sofisticadas e multidimensionais".
Horta relembra alguns dos principais projectos chineses em curso no arquipélago e que Cabo Verde é um forte candidato a ser escolhido como uma das cinco zonas de cooperação económica chinesas em África.
"A zona económica especial de São Vicente seria em primeiro lugar desenvolvida como um centro de processamento de pesca industrial para atender às necessidades das várias frotas chinesas que operam no Atlântico. A China também espera fazer da ilha um ponto de passagem para o reabastecimento e apoio logístico aos milhares de navios chineses que atravessam o Atlântico Sul", afirma o investigador.
Do outro lado do oceano, também tem sido dada conta de grandes investimentos chineses em portos brasileiros, em particular o de Salvador, no Estado da Bahia.
Em Cabo Verde, empresas públicas e privadas chinesas estão ligadas a projectos de grandes dimensões como o da primeira cimenteira do arquipélago, na ilha de Santiago, vários novos edifícios públicos, barragens, infra-estruturas básicas.
Vai ainda apoiar o fornecimento de navios para fazer a ligação entre as oito ilhas do arquipélago, oferece 100 bolsas de estudo a estudantes cabo-verdianos, disponibiliza médicos para os hospitais locais e cancelou recentemente a dívida cabo-verdiana.
"A influência da China vai continuar a crescer. Os grandes grupos empresariais públicos chineses estão a começar a demonstrar interesse e o governo chinês está a avançar em larga medida com financiamento", refere Loro Horta.
Entre as áreas que apresentam maior potencial de reforço das relações económicas e comerciais está o sector marítimo, mas também o turismo, beneficiando do recentemente reconhecimento de Cabo Verde como destino turístico chinês.
"Com o seu clima quente e praias idílicas ornadas de palmeiras, Cabo Verde está bem posicionado para beneficiar da expansão do mercado turístico chinês. A estabilidade política e baixos níveis de crime e corrupção apenas aumentam o seu potencial de venda enquanto destino turístico", refere o investigador.
Os primeiros projectos chineses de grande dimensão já começaram a surgir, primeiro o empreendimento do milionário de Macau David Chau, em Santa Maria, arredores da capital, tendo mais recentemente sido dado conta do interesse também de Stanley Ho em investir no turismo, jogo e lazer em Cabo Verde.
"O papel de Chau em Cabo Verde sublinha o crescente envolvimento de grandes empresários de Macau noutros pontos da África lusófona, incluindo em Angola e Moçambique", afirma o investigador da Universidade Tecnológica Nanyang.
Contudo, foram os pequenos empreendedores que abriram caminho ao reforço das ligações económicas e comerciais entre China e Cabo Verde, numa altura em que estas se resumiam ao estritamente necessário para que o arquipélago se mantivesse do lado de Pequim na questão taiwanesa.
Os pequenos empreendedores começaram a chegar em meados da década de 1990 e "o seu número era reduzido a princípio, mas aumentou continuamente à medida que a economia local prosperava e as suas histórias de sucesso eram conhecidas", um "padrão de investimento muito diferente do observado nos países ricos em petróleo, como Angola ou Sudão, onde grande empresas públicas chinesas abriram o caminho".
Hoje, cerca de 200 lojas chinesas podem ser encontradas em Cabo Verde, sobretudo nas ilhas de Santiago e São Vicente, e a população chinesa deverá rondar 2.300 pessoas, a segunda maior comunidade estrangeira do arquipélago depois da portuguesa.
De um modo geral os "invasores" chineses foram "bem recebidos" pela população local e é reconhecido que os seus produtos apresentam preços substancialmente inferiores aos importados de Portugal e de outros países da União Europeia, além de que os proprietários imobiliários beneficiaram de um crescimento acentuado dos preços das rendas nas zonas urbanas.
Além da lição de que o investimento chinês está a diversificar-se, o caso de Cabo Verde demonstra que "os negócios privados de pequena dimensão podem estar a emergir fortemente como o elemento mais dinâmico do relacionamento da China com África", afirma Loro Horta.
"Foi o sucesso de homens de negócios chineses em Cabo Verde que chamou a atenção de investidores de maior dimensão e do governo chinês, abrindo caminho à florescente relação que hoje existe", adianta o investigador.
Comentário: Enquanto uns dormem, organizam cimeiras, assinam acordos, aplicam e perdem tempo com discursos, a China actua cirúrgicamente em todas as frentes, sem grandes alaridos.A ser verdade os dados apresentados no artigo, se compararmos o volume dos negócios e os respectivos valores envolvidos, com a dimensão(área) de Cabo Verde, ficamos impressionados com o nível de desenvolvimento esperado.Umas décadas atrás, ninguém arriscaria apostar em Cabo Verde.Cujas as suas maiores fontes de riqueza, era a " Emigração e um Turismo Ténue ".
O dedo da China para além de transformar tudo e todos, impressiona.
Macau, China - Cabo Verde é exemplo de como nas relações da China com os países africanos a tendência é de "sofisticação" e diversificação e também de como os pequenos investidores estão a abrir caminho no fortalecimento dos laços económicos e comerciais, afirma o investigador Loro Horta.Numa investigação recentemente publicada, Horta, da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam e da Universidade Tecnológica Nanyang (Singapura), afirma que a percepção ocidental das relações chinesas com África é "simplista" e que Cabo Verde o demonstra.
"A visão estereotipada de alguns quadrantes ocidentais é que a China e as empresas chinesas apenas estão interessadas em matérias-primas e lucros rápidos em África; e que mais facilmente se implantam em países despóticos e isolados internacionalmente, como o Zimbabué ou o Sudão. Isto é uma enorme simplificação", afirma Loro Horta no estudo recentemente publicado.
Apesar de haver "comportamentos predatórios" da parte de actores chineses, adianta Horta, hoje em dia "as empresas chinesas são cada vez mais adaptáveis e capazes de serem bem sucedidas mesmo em países bem governados tradicionalmente ligados ao Ocidente".
Cabo Verde é exemplo de que "as relações económicas da China com África estão a tornar-se cada vez mais sofisticadas e multidimensionais".
Horta relembra alguns dos principais projectos chineses em curso no arquipélago e que Cabo Verde é um forte candidato a ser escolhido como uma das cinco zonas de cooperação económica chinesas em África.
"A zona económica especial de São Vicente seria em primeiro lugar desenvolvida como um centro de processamento de pesca industrial para atender às necessidades das várias frotas chinesas que operam no Atlântico. A China também espera fazer da ilha um ponto de passagem para o reabastecimento e apoio logístico aos milhares de navios chineses que atravessam o Atlântico Sul", afirma o investigador.
Do outro lado do oceano, também tem sido dada conta de grandes investimentos chineses em portos brasileiros, em particular o de Salvador, no Estado da Bahia.
Em Cabo Verde, empresas públicas e privadas chinesas estão ligadas a projectos de grandes dimensões como o da primeira cimenteira do arquipélago, na ilha de Santiago, vários novos edifícios públicos, barragens, infra-estruturas básicas.
Vai ainda apoiar o fornecimento de navios para fazer a ligação entre as oito ilhas do arquipélago, oferece 100 bolsas de estudo a estudantes cabo-verdianos, disponibiliza médicos para os hospitais locais e cancelou recentemente a dívida cabo-verdiana.
"A influência da China vai continuar a crescer. Os grandes grupos empresariais públicos chineses estão a começar a demonstrar interesse e o governo chinês está a avançar em larga medida com financiamento", refere Loro Horta.
Entre as áreas que apresentam maior potencial de reforço das relações económicas e comerciais está o sector marítimo, mas também o turismo, beneficiando do recentemente reconhecimento de Cabo Verde como destino turístico chinês.
"Com o seu clima quente e praias idílicas ornadas de palmeiras, Cabo Verde está bem posicionado para beneficiar da expansão do mercado turístico chinês. A estabilidade política e baixos níveis de crime e corrupção apenas aumentam o seu potencial de venda enquanto destino turístico", refere o investigador.
Os primeiros projectos chineses de grande dimensão já começaram a surgir, primeiro o empreendimento do milionário de Macau David Chau, em Santa Maria, arredores da capital, tendo mais recentemente sido dado conta do interesse também de Stanley Ho em investir no turismo, jogo e lazer em Cabo Verde.
"O papel de Chau em Cabo Verde sublinha o crescente envolvimento de grandes empresários de Macau noutros pontos da África lusófona, incluindo em Angola e Moçambique", afirma o investigador da Universidade Tecnológica Nanyang.
Contudo, foram os pequenos empreendedores que abriram caminho ao reforço das ligações económicas e comerciais entre China e Cabo Verde, numa altura em que estas se resumiam ao estritamente necessário para que o arquipélago se mantivesse do lado de Pequim na questão taiwanesa.
Os pequenos empreendedores começaram a chegar em meados da década de 1990 e "o seu número era reduzido a princípio, mas aumentou continuamente à medida que a economia local prosperava e as suas histórias de sucesso eram conhecidas", um "padrão de investimento muito diferente do observado nos países ricos em petróleo, como Angola ou Sudão, onde grande empresas públicas chinesas abriram o caminho".
Hoje, cerca de 200 lojas chinesas podem ser encontradas em Cabo Verde, sobretudo nas ilhas de Santiago e São Vicente, e a população chinesa deverá rondar 2.300 pessoas, a segunda maior comunidade estrangeira do arquipélago depois da portuguesa.
De um modo geral os "invasores" chineses foram "bem recebidos" pela população local e é reconhecido que os seus produtos apresentam preços substancialmente inferiores aos importados de Portugal e de outros países da União Europeia, além de que os proprietários imobiliários beneficiaram de um crescimento acentuado dos preços das rendas nas zonas urbanas.
Além da lição de que o investimento chinês está a diversificar-se, o caso de Cabo Verde demonstra que "os negócios privados de pequena dimensão podem estar a emergir fortemente como o elemento mais dinâmico do relacionamento da China com África", afirma Loro Horta.
"Foi o sucesso de homens de negócios chineses em Cabo Verde que chamou a atenção de investidores de maior dimensão e do governo chinês, abrindo caminho à florescente relação que hoje existe", adianta o investigador.
Comentário: Enquanto uns dormem, organizam cimeiras, assinam acordos, aplicam e perdem tempo com discursos, a China actua cirúrgicamente em todas as frentes, sem grandes alaridos.A ser verdade os dados apresentados no artigo, se compararmos o volume dos negócios e os respectivos valores envolvidos, com a dimensão(área) de Cabo Verde, ficamos impressionados com o nível de desenvolvimento esperado.Umas décadas atrás, ninguém arriscaria apostar em Cabo Verde.Cujas as suas maiores fontes de riqueza, era a " Emigração e um Turismo Ténue ".
O dedo da China para além de transformar tudo e todos, impressiona.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Angola: Ministério do Comércio pretende instalar laboratórios de controlo de qualidade
Fonte: macauhub
Luanda, Angola, 17 Mar - O Ministério do Comércio angolano pretende instalar laboratórios de controlo e análise da qualidade de produtos em todas as províncias do país, a fim de garantir a segurança alimentar, afirmou sexta-feira em Luanda o titular da pasta.
Joaquim Icuma Muafumba, que falava à imprensa a propósito do Dia Mundial do Consumidor, frisou ser fundamental a instalação de tais laboratórios nas províncias, a fim de garantir a qualidade dos produtos que são vendidos às pessoas.
Para o ministro, a medida ajudaria a controlar também a ementa das famílias e evitaria muitos riscos de intoxicação alimentar na população, principalmente nas camadas mais vulneráveis (crianças e idosos).
Referiu que a situação nas províncias é péssima, dadas as condições de controlo dos alimentos, acrescentando que mesmo os laboratórios existentes em Luanda não dispõem de capacidade absoluta para certificar e determinar a qualidade de todos os produtos.
De igual modo, sublinhou, urge a necessidade de se formar especialistas capazes de levarem a diante a função de analisar e controlar a qualidade dos produtos importados e vendidos pelos agentes económicos nacionais e estrangeiros.
O ministro aproveitou a ocasião para apelar aos consumidores para denunciarem os estabelecimentos comerciais que estejam a vender produtos deteriorados ou em vias de deterioração.
Comentário: Senhor Ministro do Comércio, a iniciativa é óptima, esperemos que não leve demasiado tempo para ser executada e aplicada.Finalmente começa-se a descobrir o fenónemo das " doenças desconhecidas" que fazem milhares de vítimas em Angola.Falta de condições, estruturas humanas, de equipamentos etc,.Senhor Ministro fora de Angola devem existir centenas de angolanos especializados nessa área.É necessário que o seu ministério crie também as condições de incentivo para que esses quadros angolanos possam contribuir nessa área.Ao invés de andarem a pagar "remunerações de luxo aos estrangeiros"
Luanda, Angola, 17 Mar - O Ministério do Comércio angolano pretende instalar laboratórios de controlo e análise da qualidade de produtos em todas as províncias do país, a fim de garantir a segurança alimentar, afirmou sexta-feira em Luanda o titular da pasta.
Joaquim Icuma Muafumba, que falava à imprensa a propósito do Dia Mundial do Consumidor, frisou ser fundamental a instalação de tais laboratórios nas províncias, a fim de garantir a qualidade dos produtos que são vendidos às pessoas.
Para o ministro, a medida ajudaria a controlar também a ementa das famílias e evitaria muitos riscos de intoxicação alimentar na população, principalmente nas camadas mais vulneráveis (crianças e idosos).
Referiu que a situação nas províncias é péssima, dadas as condições de controlo dos alimentos, acrescentando que mesmo os laboratórios existentes em Luanda não dispõem de capacidade absoluta para certificar e determinar a qualidade de todos os produtos.
De igual modo, sublinhou, urge a necessidade de se formar especialistas capazes de levarem a diante a função de analisar e controlar a qualidade dos produtos importados e vendidos pelos agentes económicos nacionais e estrangeiros.
O ministro aproveitou a ocasião para apelar aos consumidores para denunciarem os estabelecimentos comerciais que estejam a vender produtos deteriorados ou em vias de deterioração.
Comentário: Senhor Ministro do Comércio, a iniciativa é óptima, esperemos que não leve demasiado tempo para ser executada e aplicada.Finalmente começa-se a descobrir o fenónemo das " doenças desconhecidas" que fazem milhares de vítimas em Angola.Falta de condições, estruturas humanas, de equipamentos etc,.Senhor Ministro fora de Angola devem existir centenas de angolanos especializados nessa área.É necessário que o seu ministério crie também as condições de incentivo para que esses quadros angolanos possam contribuir nessa área.Ao invés de andarem a pagar "remunerações de luxo aos estrangeiros"
Angola: Rádio Despertar acusa MPLA de querer interferir na programação
Fonte: Lusa
Luanda, 17 Mar (Lusa) - A "Rádio Despertar" acusou hoje o secretário para a Informação do MPLA, Norberto dos Santos "Kwata-Kanaua", de pretender interferir na linha editorial da estação, uma situação que considerou "absurda
Luanda, 17 Mar (Lusa) - A "Rádio Despertar" acusou hoje o secretário para a Informação do MPLA, Norberto dos Santos "Kwata-Kanaua", de pretender interferir na linha editorial da estação, uma situação que considerou "absurda Em declarações à Agência Lusa, o director desta estação emissora, Alexandre Neto Solombe, afirmou não perceber que um partido político tenha necessidade de se reunir com a direcção da rádio para analisar a sua linha editorial.
Para Alexandre Solombe, não é da "competência" do secretário para a Informação do MPLA, partido no poder, questionar a rádio sobre assuntos relativos à sua programação.
O director da "Rádio Despertar" reagia às acusações do secretário para a Informação do MPLA, segundo as quais a emissora estaria a fazer política a favor dos partidos da oposição angolana e não a assumir-se como uma estação comercial, razão pela qual foi criada.
Na altura, Norberto dos Santos manifestou a intenção de se reunir com a direcção da rádio para analisar a situação.
Por seu lado, o director da emissora afirmou ter enviado uma carta ao secretário do MPLA a solicitar "argumentos técnicos" para questionar a rádio.
"A projecção do sinal da Rádio Despertar é que está a preocupar, porque embora emita em Frequência Modulada, devendo apenas ouvir-se em Luanda, as suas ondas sonoras chegam a atingir cantos mais longínquos do país", referiu Alexandre Solombe.
A rádio já foi inspeccionada pelo Instituto Nacional de Comunicações (INACOM) no sentido de avaliar o alcance do sinal, uma iniciativa que o director da rádio considera ter sido desencadeada por um "órgão político".
"Acho caricato que um partido político entenda discutir com a direcção de uma rádio aspectos que dizem respeito à programação", frisou.
Alexandre Solombe afirmou que neste momento a Rádio Despertar é a mais ouvida em Luanda, de acordo com uma sondagem feita pela rádio britânica BBC, que tem escritórios na capital angolana.
"Isto incomoda e pode também pôr em evidência o carácter dos regimes ditatoriais. Significa que estamos ainda numa democracia muito ténue", comentou.
Nos últimos tempos, a "Rádio Despertar" tem inserido na sua programação debates públicos directos, em que os ouvintes criticam sistematicamente as autoridades, pondo em causa o seu desempenho, face às carências sentidas pelas populações.
À pergunta se a rádio está ligada à UNITA, Alexandre Solombe preferiu questionar se os angolanos simpatizantes da UNITA não podem constituir uma sociedade comercial que inscreva uma estação emissora e que respeite as leis do país.
Em funcionamento desde 2006, a "Rádio Despertar" substituiu a antiga Voz da Resistência do Galo Negro, emissora da UNITA, está instalada em Viana, nos arredores de Luanda, contando com 15 profissionais e 18 horas de emissão diária.
Da sua grelha de programação constam espaços informativos, de entretenimento, cultura e desporto. A Rádio Despertar possui correspondentes em Cabinda, Uíge, Benguela e Huíla.
Para Alexandre Solombe, não é da "competência" do secretário para a Informação do MPLA, partido no poder, questionar a rádio sobre assuntos relativos à sua programação.
O director da "Rádio Despertar" reagia às acusações do secretário para a Informação do MPLA, segundo as quais a emissora estaria a fazer política a favor dos partidos da oposição angolana e não a assumir-se como uma estação comercial, razão pela qual foi criada.
Na altura, Norberto dos Santos manifestou a intenção de se reunir com a direcção da rádio para analisar a situação.
Por seu lado, o director da emissora afirmou ter enviado uma carta ao secretário do MPLA a solicitar "argumentos técnicos" para questionar a rádio.
"A projecção do sinal da Rádio Despertar é que está a preocupar, porque embora emita em Frequência Modulada, devendo apenas ouvir-se em Luanda, as suas ondas sonoras chegam a atingir cantos mais longínquos do país", referiu Alexandre Solombe.
A rádio já foi inspeccionada pelo Instituto Nacional de Comunicações (INACOM) no sentido de avaliar o alcance do sinal, uma iniciativa que o director da rádio considera ter sido desencadeada por um "órgão político".
"Acho caricato que um partido político entenda discutir com a direcção de uma rádio aspectos que dizem respeito à programação", frisou.
Alexandre Solombe afirmou que neste momento a Rádio Despertar é a mais ouvida em Luanda, de acordo com uma sondagem feita pela rádio britânica BBC, que tem escritórios na capital angolana.
"Isto incomoda e pode também pôr em evidência o carácter dos regimes ditatoriais. Significa que estamos ainda numa democracia muito ténue", comentou.
Nos últimos tempos, a "Rádio Despertar" tem inserido na sua programação debates públicos directos, em que os ouvintes criticam sistematicamente as autoridades, pondo em causa o seu desempenho, face às carências sentidas pelas populações.
À pergunta se a rádio está ligada à UNITA, Alexandre Solombe preferiu questionar se os angolanos simpatizantes da UNITA não podem constituir uma sociedade comercial que inscreva uma estação emissora e que respeite as leis do país.
Em funcionamento desde 2006, a "Rádio Despertar" substituiu a antiga Voz da Resistência do Galo Negro, emissora da UNITA, está instalada em Viana, nos arredores de Luanda, contando com 15 profissionais e 18 horas de emissão diária.
Da sua grelha de programação constam espaços informativos, de entretenimento, cultura e desporto. A Rádio Despertar possui correspondentes em Cabinda, Uíge, Benguela e Huíla.
Comentário: O director da rádio não percebe, nem a maioria das pessoas percebem, a razão de tanta preocupação por uma rádio, da parte de um partido, que ocupa o poder.Será pelas sondagens e pelo alcance da difusão que a rádio em causa consegue atingir?
A nova filosofia do MPLA sobre a democracia começa a revelar-se, quando sentem o verdadeiro poder que os média possuem nas populações, principalmente quando as rádios dão a " voz ao povo", para manifestar-se.Os pseudos/novos/ democráticos do MPLA não gostam deste tipo de democracia.
Porque razão, as rádios que emitem directamente de Angola, não conseguem ultrapassar fronteiras.Os angolanos no exterior NÃO conseguem captar as suas ondas.Se os angolanos no exterior, conseguissem captar as rádios, a " bronca e as dores de cabeça" para o secretário da informação do MPLA seria enormes, para poder "controlar" a "Voz do povo".
Um dos grandes pesadelos do MPLA são os " JORNALISTAS E JORNAIS INDEPENDENTES".
Um dos grandes problemas do MPLA é a intolerância política das ideias e da renovação.
Um dos grandes problemas do MPLA, é que a democracia e a política das ideias, foi é, e vai continuar a ser de FACHADA.
O poder e os interesses particulares que ele proporciona aos seus protagonistas, está acima dos interesses democráticos, dos interesses do povo e dos interesses da Nação.Não convêm despertar mentes.Não convêm fazer muito "alarido".
Até quando, Angola vai ter que esperar, até que esta corja de pseudos novos democráticos, entenda que deve retirar-se, para dar lugar a novas e renovadas ideias políticas, sociais e económicas.
Vamos continuar com uma Angola democráticamente de "fachada", ao serviço dos interesses particulares de alguns, ao serviço da corrupção e influências, ao serviço dos países estrangeiros que pactuarem com esta " formula de democracia".
Porque razão, as rádios que emitem directamente de Angola, não conseguem ultrapassar fronteiras.Os angolanos no exterior NÃO conseguem captar as suas ondas.Se os angolanos no exterior, conseguissem captar as rádios, a " bronca e as dores de cabeça" para o secretário da informação do MPLA seria enormes, para poder "controlar" a "Voz do povo".
Um dos grandes pesadelos do MPLA são os " JORNALISTAS E JORNAIS INDEPENDENTES".
Um dos grandes problemas do MPLA é a intolerância política das ideias e da renovação.
Um dos grandes problemas do MPLA, é que a democracia e a política das ideias, foi é, e vai continuar a ser de FACHADA.
O poder e os interesses particulares que ele proporciona aos seus protagonistas, está acima dos interesses democráticos, dos interesses do povo e dos interesses da Nação.Não convêm despertar mentes.Não convêm fazer muito "alarido".
Até quando, Angola vai ter que esperar, até que esta corja de pseudos novos democráticos, entenda que deve retirar-se, para dar lugar a novas e renovadas ideias políticas, sociais e económicas.
Vamos continuar com uma Angola democráticamente de "fachada", ao serviço dos interesses particulares de alguns, ao serviço da corrupção e influências, ao serviço dos países estrangeiros que pactuarem com esta " formula de democracia".
Pavilhão Atlântico cheio de crianças a chorar com anulação do concerto da banda alemã Tokio Hotel
Fonte: Lusa
Lisboa - O cancelamento do concerto de estreia da banda alemã Tokio Hotel, no Pavilhão Atlântico, transformou-se num "espectáculo deprimente" com milhares de crianças a chorar e adolescentes a desmaiar em pleno recinto.Eram cerca das 20:00 quando chegou a notícia que chocou os milhares de fãs: o espectáculo tinha sido cancelado porque o vocalista Bill Kaulitz tinha uma amigdalite.
Segundo relatos de pessoas presentes no Pavilhão Atlântico feitos à Lusa, quando a anulação foi conhecida, imensas miúdas desmaiaram e a maioria das crianças desatou a chorar.
"Na esperança de conseguirem um lugar na fila da frente", muitos já estavam no recinto do Parque Expo há dois dias "a aguardar a abertura das portas", referia um comunicado da empresa responsável pelo evento, a Everything is New.
"Eu sou mãe e estou indignada. Isto é um espectáculo deprimente que deixa qualquer mãe em choque. As crianças estão apavoradas, a chorar baba e ranho", criticou uma mãe que decidiu levar o filho de 14 anos ao concerto.
Fernanda Celeste, mãe de Ana Sofia, 14 anos, e Helena Isabel, 10 anos, que veio do Porto no sábado para "estar bem cedo" no Parque Expo corrobora, indignada, a informação prestada pela Everything is New.
"Comprei os bilhetes há quatro meses e quando aqui chegámos ouvi dizer que havia miúdos que estavam a dormir aqui desde quinta-feira. Isto é inaceitável", criticou Fernanda Celeste, lembrando que "deixaram os miúdos entrar. Estiveram lá imenso tempo aos pulos e depois anunciaram que não havia espectáculo. Havia miúdos que se atiraram para o chão a chorar".
As filhas de Fernanda Celeste também choraram "de tristeza", mas ficaram mais calmas quando a mãe lhes prometeu que voltariam ao Pavilhão Atlântico no fim de Junho para ver a banda alemã.
De acordo com um comunicado da promotora do evento, o concerto "foi remarcado para o próximo dia 29 de Junho" e os bilhetes agora comprados serão válidos para esse espectáculo.
Segundo a Everything is New, "quem pretender a devolução do dinheiro, deve dirigir-se ao respectivo local de compra, a partir da próxima quinta-feira, 20 de Março. O prazo de devolução é de 30 dias e termina no dia 18 de Abril".
"Os Tokio Hotel, a Everything is New e o Pavilhão Atlântico lamentam o sucedido e tudo fizeram para que os fãs não perdessem a oportunidade de assistir a este grande espectáculo inserido na 1000 Hotel European Tour", refere ainda o comunicado.
Comentário: Não querendo ser " má língua", mas esta situação tem " gato escondido com o rabo de fora".Se o "rapazinho" estava doente, quase de certeza que a doença não se manifestou horas antes do concerto, como tal, teria tido tempo mais que suficiente para fazer o devido cancelamento atempadamente, evitando esta imagem desoladora por parte da " criançada e respectivos pais ".Cá para mim o " rapazinho" e a organização não deveriam ter a casa " cheia " como desejariam, e arranjaram um motivo para o seu adiamento, na eventualidade de na próxima data marcada a " casa estar mais composta - mais cheia ".
Não esquecer que este grupo " Tókio Hotel" vai actuar no Rock in Rio.Não há pais, que aguentem tanta despesa a alimentar estes " rapazinhos".
Um pedido de indemnização por danos causados, não seria uma má ideia.Talvez assim os " rapazinhos" começassem aprender a respeitar a "criançada" que compra a sua música e alimenta a sua "fama".
Não esquecer que este grupo " Tókio Hotel" vai actuar no Rock in Rio.Não há pais, que aguentem tanta despesa a alimentar estes " rapazinhos".
Um pedido de indemnização por danos causados, não seria uma má ideia.Talvez assim os " rapazinhos" começassem aprender a respeitar a "criançada" que compra a sua música e alimenta a sua "fama".
sábado, 15 de março de 2008
Ingrid Betancourt é a 2ª personalidade mais popular na Colômbia
Fonte: globo
Ela foi seqüestrada pelas Farc há seis anos.
Ex-candidata só ficou atrás do atual presidente, Alvaro Uribe.
A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há seis anos, foi apontada como a segunda personalidade pública mais popular da Colômbia, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Gallup.
A ex-candidata, que atingiu opinião favorável de 71% dos entrevistados, ficou atrás apenas do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que obteve 84% de aprovação.
É a primeira vez que o instituto de pesquisa consultou a opinião sobre a ex-candidata Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, e completou no dia 23 de fevereiro deste ano seis anos em poder das Farc.
Na quarta-feira, a Gallup havia antecipado alguns resultados, entre eles o de Uribe, que obteve uma aprovação histórica, logo após a operação militar que matou o número dois das Farc.
Entre as personalidades avaliadas, a senadora opositora Piedad Córdoba, ex- mediadora, junto a Chávez na busca de um acordo humanitário para libertar os reféns das Farc, entre eles Ingrid Betancourt, obteve apenas 20% de aprovação frente a 69% de opinião desfavorável.
A enquete consultou mil pessoas maiores de 18 anos em Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais.
Ela foi seqüestrada pelas Farc há seis anos.
Ex-candidata só ficou atrás do atual presidente, Alvaro Uribe.
A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há seis anos, foi apontada como a segunda personalidade pública mais popular da Colômbia, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Gallup.A ex-candidata, que atingiu opinião favorável de 71% dos entrevistados, ficou atrás apenas do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que obteve 84% de aprovação.
É a primeira vez que o instituto de pesquisa consultou a opinião sobre a ex-candidata Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, e completou no dia 23 de fevereiro deste ano seis anos em poder das Farc.
Na quarta-feira, a Gallup havia antecipado alguns resultados, entre eles o de Uribe, que obteve uma aprovação histórica, logo após a operação militar que matou o número dois das Farc.
Entre as personalidades avaliadas, a senadora opositora Piedad Córdoba, ex- mediadora, junto a Chávez na busca de um acordo humanitário para libertar os reféns das Farc, entre eles Ingrid Betancourt, obteve apenas 20% de aprovação frente a 69% de opinião desfavorável.
A enquete consultou mil pessoas maiores de 18 anos em Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais.
Angola: Qualidade de alimentos em Angola "é preocupante" - ministro do Comércio
Fonte: Lusa
Luanda - O ministro do Comércio de Angola, Joaquim Muafumba, considera "preocupante" a qualidade dos alimentos que são comercializados no país, onde no início deste mês nove pessoas morreram por intoxicação alimentar.
O governante falava à margem de uma palestra sobre Intoxicação Alimentar realizada sexta-feira em Luanda para assinalar o dia mundial do consumidor, que se comemora hoje.
"Sabemos que muitos alimentos são rotulados com uma data falsa da sua validade, por isso achámos por bem realizar esta palestra no sentido de alertar os consumidores", disse em declarações à Agência Lusa o ministro.
Esta semana surgiram notícias no país de que uma doença estranha tinha morto nove pessoas na província do Huambo, em menos de cinco dias, tendo-se chegado depois à conclusão que uma intoxicação alimentar, ocorrida durante um velório, tinha sido a causa destas mortes.
Segundo Joaquim Muafumba, o que aconteceu no Huambo "é um caso genérico", porque acontece em todo o país, mas de forma "despercebida" devido à falta de informação.
O ministro no seu discurso de abertura fez referência aos programas e estruturas que foram criados no país para garantir a defesa do consumido e assegurar as práticas leais do comércio.
Joaquim Muafumba congratulou-se com o facto de os consumidores angolanos estarem a ganhar consciência do assunto, surgindo cada vez mais em maior número a participarem casos de falsificações de produtos alimentares.
"Começamos a ter já consumidores mais exigentes, que participam casos de falsificação dos produtos alimentares e não só, como também de brinquedos, roupa, entre outros", salientou.
Em 2007, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) registou um aumento em 30 por cento, comparativamente a 2006, de reclamações dos consumidores, tendo sido todas elas resolvidas.
A maior parte das reclamações estiveram ligadas à venda de geradores e aparelhos de ar condicionado, sem garantias.
Na palestra de sexta-feira, dirigida a inspectores do INADEC, foram focados aspectos sobre a "Definição de Intoxicação Alimentar", a "Contaminação de Alimentos", "Formas de Evitar" e as "Consequências" que dela podem advir.
"A palestra é dirigida à pessoas ligadas a essa área, cujo papel é muito importante, por isso ninguém melhor do que eles para estarem munidos e devidamente bem informados sobre o assunto", disse à Lusa, Amílcar Dunduma, da organização não governamental norueguesa Det Norske Veritas, que presta serviço de consultoria ao Ministério do Comércio.
Segundo Dunduma, a salmonela, um microrganismo encontrado na carne de porco, ovos e nas aves, é o principal agente de contaminação, causando por falta de cuidados na conservação e na confecção destes alimentos intoxicações alimentares.
"A salmonela é um microrganismo que resulta do consumo de carne de porco, ovos e aves e em Angola há um grande consumo destes tipos de produtos, daí ser também alto o número de intoxicações alimentares", referiu.
De acordo com o Amílcar Dunduma, a inexistência de dados estatísticos não permite quantificar o número de vítimas, mas garante que "é grande".
"Na verdade, vai ocorrendo uma série de mortes que não são associadas à intoxicação alimentar, porque falta informação", frisou.
Comentário: Está justificado o comentário que o Ministro da Saúde Ruben Sicato, fez durante a sua visita ao Huambo, na qual morreram nove pessoas, segundo o ministro " Para confirmar as causas destas mortes foram enviadas amostras para laboratórios em Luanda, mas o ministro da Saúde garante que os óbitos se deveram a «intoxicação alimentar»".O ministro já sabia que este flagelo existe à muito tempo, só que preferem rotular de " doença desconhecida" por falta de informação e incapacidade de meios.Num país onde o comércio é feito à base da "anarquia" sem Rei nem Rock, onde o flagelo de doenças, como a cólera e a malária convivem lado a lado com os produtos alimentares, é natural que os consumidores exigentes sejam oriundos maioritáriamente das comunidades estrangeiras a operar em Angola como "Turistas trabalhadores", com elevado poder de compra, para adquirir os seus produtos em locais credenciados e certificados.
As classes desfavorecidas, sem poder de compra, mesmo esclarecidas sobre este flagelo das doenças desconhecidas, como a intoxicação alimentar, ocasionada pela falsificação e adulteração dos produtos, realiza as suas compras nas ruas (no meio da poluição), no Roque Santeiro e outros locais semelhantes, onde o controlo é impossível de ser realizado, onde acontecem o elevado número de mortes devido às doenças desconhecidas de Angola.
No meu caso pessoal, existem duas mortes que um dia se Deus quizer, inevitávelmente irão acontecer.Mas se a "intoxicação ou outra doença desconhecida " fizer o favor de actuar antes do seu tempo, seria um grande contributo para a sociedade angolana.Não será necessário mencionar nomes, nem locais, nem estatutos, sobre quem faço referência, porque elas sabem bem, a quem me refiro.Essas pessoas endinheiradas, empobrecidas de espírito e de princípios, quando apanham uma doença desconhecida ou sentem o "rabo arder" em Angola, a primeira providência que tomam, é apanhar um avião com destino à europa, nomeadamente para Portugal, contaminando e usando tudo e todos que compartilham o seu espaço, quer antes, durante e depois da viagem, sem o mínimo de controlo à saída e entrada no destino.Não devemos desejar a morte a ninguém, até porque o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro.Mas neste caso, quantas pessoas já foram vítimas mortais, devido à falta de controlo e desrespeito pelo outro.
O governante falava à margem de uma palestra sobre Intoxicação Alimentar realizada sexta-feira em Luanda para assinalar o dia mundial do consumidor, que se comemora hoje.
"Sabemos que muitos alimentos são rotulados com uma data falsa da sua validade, por isso achámos por bem realizar esta palestra no sentido de alertar os consumidores", disse em declarações à Agência Lusa o ministro.
Esta semana surgiram notícias no país de que uma doença estranha tinha morto nove pessoas na província do Huambo, em menos de cinco dias, tendo-se chegado depois à conclusão que uma intoxicação alimentar, ocorrida durante um velório, tinha sido a causa destas mortes.
Segundo Joaquim Muafumba, o que aconteceu no Huambo "é um caso genérico", porque acontece em todo o país, mas de forma "despercebida" devido à falta de informação.
O ministro no seu discurso de abertura fez referência aos programas e estruturas que foram criados no país para garantir a defesa do consumido e assegurar as práticas leais do comércio.
Joaquim Muafumba congratulou-se com o facto de os consumidores angolanos estarem a ganhar consciência do assunto, surgindo cada vez mais em maior número a participarem casos de falsificações de produtos alimentares.
"Começamos a ter já consumidores mais exigentes, que participam casos de falsificação dos produtos alimentares e não só, como também de brinquedos, roupa, entre outros", salientou.
Em 2007, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) registou um aumento em 30 por cento, comparativamente a 2006, de reclamações dos consumidores, tendo sido todas elas resolvidas.
A maior parte das reclamações estiveram ligadas à venda de geradores e aparelhos de ar condicionado, sem garantias.
Na palestra de sexta-feira, dirigida a inspectores do INADEC, foram focados aspectos sobre a "Definição de Intoxicação Alimentar", a "Contaminação de Alimentos", "Formas de Evitar" e as "Consequências" que dela podem advir.
"A palestra é dirigida à pessoas ligadas a essa área, cujo papel é muito importante, por isso ninguém melhor do que eles para estarem munidos e devidamente bem informados sobre o assunto", disse à Lusa, Amílcar Dunduma, da organização não governamental norueguesa Det Norske Veritas, que presta serviço de consultoria ao Ministério do Comércio.
Segundo Dunduma, a salmonela, um microrganismo encontrado na carne de porco, ovos e nas aves, é o principal agente de contaminação, causando por falta de cuidados na conservação e na confecção destes alimentos intoxicações alimentares.
"A salmonela é um microrganismo que resulta do consumo de carne de porco, ovos e aves e em Angola há um grande consumo destes tipos de produtos, daí ser também alto o número de intoxicações alimentares", referiu.
De acordo com o Amílcar Dunduma, a inexistência de dados estatísticos não permite quantificar o número de vítimas, mas garante que "é grande".
"Na verdade, vai ocorrendo uma série de mortes que não são associadas à intoxicação alimentar, porque falta informação", frisou.
Comentário: Está justificado o comentário que o Ministro da Saúde Ruben Sicato, fez durante a sua visita ao Huambo, na qual morreram nove pessoas, segundo o ministro " Para confirmar as causas destas mortes foram enviadas amostras para laboratórios em Luanda, mas o ministro da Saúde garante que os óbitos se deveram a «intoxicação alimentar»".O ministro já sabia que este flagelo existe à muito tempo, só que preferem rotular de " doença desconhecida" por falta de informação e incapacidade de meios.Num país onde o comércio é feito à base da "anarquia" sem Rei nem Rock, onde o flagelo de doenças, como a cólera e a malária convivem lado a lado com os produtos alimentares, é natural que os consumidores exigentes sejam oriundos maioritáriamente das comunidades estrangeiras a operar em Angola como "Turistas trabalhadores", com elevado poder de compra, para adquirir os seus produtos em locais credenciados e certificados.
As classes desfavorecidas, sem poder de compra, mesmo esclarecidas sobre este flagelo das doenças desconhecidas, como a intoxicação alimentar, ocasionada pela falsificação e adulteração dos produtos, realiza as suas compras nas ruas (no meio da poluição), no Roque Santeiro e outros locais semelhantes, onde o controlo é impossível de ser realizado, onde acontecem o elevado número de mortes devido às doenças desconhecidas de Angola.
No meu caso pessoal, existem duas mortes que um dia se Deus quizer, inevitávelmente irão acontecer.Mas se a "intoxicação ou outra doença desconhecida " fizer o favor de actuar antes do seu tempo, seria um grande contributo para a sociedade angolana.Não será necessário mencionar nomes, nem locais, nem estatutos, sobre quem faço referência, porque elas sabem bem, a quem me refiro.Essas pessoas endinheiradas, empobrecidas de espírito e de princípios, quando apanham uma doença desconhecida ou sentem o "rabo arder" em Angola, a primeira providência que tomam, é apanhar um avião com destino à europa, nomeadamente para Portugal, contaminando e usando tudo e todos que compartilham o seu espaço, quer antes, durante e depois da viagem, sem o mínimo de controlo à saída e entrada no destino.Não devemos desejar a morte a ninguém, até porque o feitiço pode virar-se contra o feiticeiro.Mas neste caso, quantas pessoas já foram vítimas mortais, devido à falta de controlo e desrespeito pelo outro.
sexta-feira, 14 de março de 2008
DILÚVIO EM BENGUELA
Fonte : o apostolado
O balanço preliminar até ao princípio desta tarde apontava para 11 mortos, várias casas desabadas, centenas de pessoas ao relento e o espectáculo dantesco de edifícios submersos por todo o lado.
Nem foi possível ainda reunir os principais responsáveis da região, devido a intransitabilidade das vias, reconheceu o governador da província, Dumilde Rangel.
A Rádio Nacional de Angola contactou-o em directo ao telefone a partir do seu palácio.
A calamidade assola toda a área que abarca as cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e Baia Farta.
A maioria das vitimas morreu soterrada nos escombros das casas pobres situadas no Lobito e Baia Farta e duas eram crianças de 12 e 14 amos pertencentes à mesma família.
De acordo com o governador, a população sinistrada precisa urgentemente de «ser deslocada das zonas de risco, tendas, alimentação e roupa».
Quanto às quantidades exactas, isto é outra história.
«Marcamos uma reunião para 11h00, adiamos para 12h00 e ainda não há condições para fazer às 12h00. Estamos á espera de uma pequena para reunir e consolidar todas as informações e fazermos estatísticas solidas e credíveis«», confessou.
Não é normal
O administrador apostólico da diocese, situado a escassos metros do palácio do governador, também, se disse incapaz de dar uma avaliação exaustiva dos prejuízos por enquanto.
«Choveu toda a noite. Começou logo aí por volta das 19horas. Choveu muito, muito.
Portanto, é natural que haja alguma coisa, mas eu ainda não tenho conhecimento (dos danos) porque ainda continua a chover», explicou Dom Óscar Braga.
Acrescentou, falando à Ecclesia : «ainda não se pode circular assim à vontade para ir ver, o que não é normal porque Benguela não costuma chover assim com tanta intensidade».
Segundo Eugénio Laborinho, coordenador da Comissão Nacional da Protecção Civil, o seu organismo começou a preparar a assistência para ser enviada nas próximas horas.
Alertas já previam
Sublinhou no entanto que os últimos alertas expedidos pela sua comissão para todas as províncias em risco já previam esta evolução.
«Em especial sobre Benguela, já avisamos também sobre as calemas porque a situação pode complicar-se mais», reforçou, quando abordado pela emissora pública, em Luanda.
No seu ponto de vista, o presente mês é tradicional, em Benguela, do aumento do nível do mar e «outra situações complicadas podem surgir».
«Vai haver aumento das águas do mar. Vai haver inundações e necessidade de retirar a população residente das proximidades das zona balneares», completou.
Reconheceu que «a situação está a fugir ao controlo da comissão provincial de protecção civil de Benguela» e confirmou que já recebera o pedido formal de socorros por parte das autoridades daquela província.
Eugénio Laborinho salientou, por outro lado, que correm risco semelhante as províncias de Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Namibe e Kuanza-Norte.
Lembrou que as províncias de Cunene e Cuando-Cubango já se encontram sob emergência amarela no mesmo âmbito climático.
Comentário: Já previam. A situação pode fugir do controlo, porque não há meios para acudir a emergências deste tipo.É lamentável...
O balanço preliminar até ao princípio desta tarde apontava para 11 mortos, várias casas desabadas, centenas de pessoas ao relento e o espectáculo dantesco de edifícios submersos por todo o lado.Nem foi possível ainda reunir os principais responsáveis da região, devido a intransitabilidade das vias, reconheceu o governador da província, Dumilde Rangel.
A Rádio Nacional de Angola contactou-o em directo ao telefone a partir do seu palácio.
A calamidade assola toda a área que abarca as cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e Baia Farta.
A maioria das vitimas morreu soterrada nos escombros das casas pobres situadas no Lobito e Baia Farta e duas eram crianças de 12 e 14 amos pertencentes à mesma família.
De acordo com o governador, a população sinistrada precisa urgentemente de «ser deslocada das zonas de risco, tendas, alimentação e roupa».
Quanto às quantidades exactas, isto é outra história.
«Marcamos uma reunião para 11h00, adiamos para 12h00 e ainda não há condições para fazer às 12h00. Estamos á espera de uma pequena para reunir e consolidar todas as informações e fazermos estatísticas solidas e credíveis«», confessou.
Não é normal
O administrador apostólico da diocese, situado a escassos metros do palácio do governador, também, se disse incapaz de dar uma avaliação exaustiva dos prejuízos por enquanto.
«Choveu toda a noite. Começou logo aí por volta das 19horas. Choveu muito, muito.
Portanto, é natural que haja alguma coisa, mas eu ainda não tenho conhecimento (dos danos) porque ainda continua a chover», explicou Dom Óscar Braga.
Acrescentou, falando à Ecclesia : «ainda não se pode circular assim à vontade para ir ver, o que não é normal porque Benguela não costuma chover assim com tanta intensidade».
Segundo Eugénio Laborinho, coordenador da Comissão Nacional da Protecção Civil, o seu organismo começou a preparar a assistência para ser enviada nas próximas horas.
Alertas já previam
Sublinhou no entanto que os últimos alertas expedidos pela sua comissão para todas as províncias em risco já previam esta evolução.
«Em especial sobre Benguela, já avisamos também sobre as calemas porque a situação pode complicar-se mais», reforçou, quando abordado pela emissora pública, em Luanda.
No seu ponto de vista, o presente mês é tradicional, em Benguela, do aumento do nível do mar e «outra situações complicadas podem surgir».
«Vai haver aumento das águas do mar. Vai haver inundações e necessidade de retirar a população residente das proximidades das zona balneares», completou.
Reconheceu que «a situação está a fugir ao controlo da comissão provincial de protecção civil de Benguela» e confirmou que já recebera o pedido formal de socorros por parte das autoridades daquela província.
Eugénio Laborinho salientou, por outro lado, que correm risco semelhante as províncias de Cabinda, Zaire, Bengo, Luanda, Namibe e Kuanza-Norte.
Lembrou que as províncias de Cunene e Cuando-Cubango já se encontram sob emergência amarela no mesmo âmbito climático.
Comentário: Já previam. A situação pode fugir do controlo, porque não há meios para acudir a emergências deste tipo.É lamentável...
Angola: Produção na fábrica de automóveis Dongfeng-Nissan arranca em Abril
Fonte: macauhub
Pequim, China - A empresa constituída em Angola pela chinesa Dongfeng e pela japonesa Nissan para a produção de automóveis inicia a sua produção em Abril próximo, com sete meses de atraso, noticiou terça-feira a imprensa estatal chinesa.
A fábrica da Zhengzhou Nissan, parceria chinesa detida na mesma proporção pela Nissan e pela Dongfeng, planeia iniciar a produção em Angola em Abril, na unidade do pólo industrial de Viana, a norte de Luanda, diz o jornal oficial Economic Daily, citando Guo Zhenfu, presidente da parceria.
Em Julho do ano passado a CSG Automóvel, parceira angolana da Zhengzhou Nissan, tinha anunciado para Outubro de 2007 a abertura da unidade industrial, um investimento de 30 milhões de dólares, com uma área de 840 mil metros quadrados e que dará emprego a 300 pessoas, numa fase inicial.
A Zhengzhou Nissan prevê produzir até 30.000 veículos por ano em Angola, entre carrinhas de caixa aberta, autocarros de pequeno, médio e grande porte, comerciais ligeiros, carros de passageiros multiusos e o jipe Nissan Paladin, que só se encontra à venda na China com um preço base de 159,8 mil renminbi.
A CSG Automóvel, empresa financiada com verbas do Fundo Internacional da China, que controla as verbas da cooperação económica entre a China e Angola, o mercado angolano já encomendou 2.800 veículos.
Pequim, China - A empresa constituída em Angola pela chinesa Dongfeng e pela japonesa Nissan para a produção de automóveis inicia a sua produção em Abril próximo, com sete meses de atraso, noticiou terça-feira a imprensa estatal chinesa.A fábrica da Zhengzhou Nissan, parceria chinesa detida na mesma proporção pela Nissan e pela Dongfeng, planeia iniciar a produção em Angola em Abril, na unidade do pólo industrial de Viana, a norte de Luanda, diz o jornal oficial Economic Daily, citando Guo Zhenfu, presidente da parceria.
Em Julho do ano passado a CSG Automóvel, parceira angolana da Zhengzhou Nissan, tinha anunciado para Outubro de 2007 a abertura da unidade industrial, um investimento de 30 milhões de dólares, com uma área de 840 mil metros quadrados e que dará emprego a 300 pessoas, numa fase inicial.
A Zhengzhou Nissan prevê produzir até 30.000 veículos por ano em Angola, entre carrinhas de caixa aberta, autocarros de pequeno, médio e grande porte, comerciais ligeiros, carros de passageiros multiusos e o jipe Nissan Paladin, que só se encontra à venda na China com um preço base de 159,8 mil renminbi.
A CSG Automóvel, empresa financiada com verbas do Fundo Internacional da China, que controla as verbas da cooperação económica entre a China e Angola, o mercado angolano já encomendou 2.800 veículos.
Avanço chinês traz benefícios e moralidade à África, diz acadêmico sul-africano
Fonte: macauhub
Macau, China, 10 Mar – A China tem estreitado cada vez mais suas relações comerciais e políticas com a África. Para o acadêmico sul-africano Garth lePere, a forte presença chinesa tem trazido vários benefícios aos países africanos e representa o início de uma “política moral” no continente.
Macau, China, 10 Mar – A China tem estreitado cada vez mais suas relações comerciais e políticas com a África. Para o acadêmico sul-africano Garth lePere, a forte presença chinesa tem trazido vários benefícios aos países africanos e representa o início de uma “política moral” no continente.Segundo lePere, a atuação da China na África não acontece “exatamente conforme as expectativas ocidentais”, mas tem propocionado “novas oportunidades econômicas e opções de desenvolvimento” aos países africanos.
“A maioria dos países africanos já têm laços diplomáticos formais com a China. Nos assuntos internacionais, também tem havido uma estreita cooperação entre a China e a África”, escreveu lePere recentemente no “Foreign Affaris Journal”, do Insitituo de Relações Exteriores do governo chinês (Chinese People's Institute of Foreign Affairs).
O “símbolo mais profundo das relações foi a China ter assumido um assento nas Nacões Unidas em 1971, quando de 26 países africanos deram seus votos favoráveis para tornar a situação possível”, afirmou o acadêmico.
A China tem acordos assinados com mais de 20 países africanos, oferece bolsas para 21 mil estudantes africanos e prometeu criar 30 centros de prevenção de malária no continente, lembrou o sul-africano em seu artigo, que foi reproduzido recentemente no jornal China Daily.
Enquanto isso, o Brasil ainda engatinha nas relações com o continente africano. No campo empresarial, poucas companhias brasileiras têm bases sólidas na África. Destaque para a mineradora Vale e as construtoras Odebrecht e Camargo Correa, com atuações principalmente em Angola e Moçambique.
“A presença de empresas brasileiras é bastante tímida. De acordo com dados do Banco Central do Brasil o investimento brasileiro direto (IBD) na África atinge apenas US$ 23 bilhões”, disse à Macauhub Luís Afonso Lima, economista da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).
Segundo Lima, isso se explica por dois fatores: “primeiro o movimento de internacionalização de empresas brasileiras é bastante recente. Além disso, há uma tendência de concentração de IBD na região latina”, explicou.
A China, por sua vez, está presente em diversos projetos em países africanos. Em infra-estruturas, tem forte presença nos lusófonos Cabo-Verde e Angola, por exemplo. Ao último, disponibiliza uma linha de crédito de US$ 7 bilhões, através do Export-Import Bank of China (Eximbank), segundo dados divulgados no final do ano passado pelo governo angolano.
Paralelamente, o Fundo Internacional da China (CIF, na sigla em inglês) prevê disponibilizar a Angola cerca de US$ 9,8 bilhões, de acordo com dados recentemente veiculados pelo Banco Mundial, com base em estatísticas do governo angolano.
“A forte cooperação entre a China e a África tem proporcionado uma série de benefícios para os países africanos desde 1956. Alguns projetos incluem a ferrovia Tanzânia-Zâmbia, de 1860 km, o Porto de Amizade na Mauritânia e o Centro de Convenções Internacional, no Cairo”, afirmou lePere no artigo.
Segundo lePere, que é diretor executivo do Instituto para o Diálogo Global, da África do Sul, “o Fórum para a Cooperação China-África (Focac), criado em 2000, tornou-se um mecanismo institucional chave através do qual a China coordena suas atividades na África”.
“O encontro mais importante do Focac aconteceu em Pequim, em novembro de 2006. Durante essa reunião, a China assumiu compromissos ainda mais profundos, como uma promessa de dobrar a sua ajuda à África até 2009”, escreveu o acadêmico.
“Embora o comércio da China com a África corresponda a apenas 3% do seu seu total mundial, o volume aumentou 700% na década de 1990, quase duplicou entre 2000 e 2004, e estima-se ter ultrapassado US$ 70 bilhões no ano passado”, disse lePere.
“Investidores chineses estabeleceram 800 projetos empresariais em 49 países africanos em um vasto espectro de atividades. O turismo é outro setor em crescimento”, acrescentou.
O acadêmico sul-africano ressaltou que a crescente presença de chineses em toda a África tem tornado cada vez mais proeminentes as barreiras culturais e de idioma. LePere sugere uma reflexão sobre “as questões sistémicas que fundamentam a emergência da China na economia mundial”.
Nos últimos vinte anos, a China alcançou um notável sucesso econômico na sua busca da modernização e reteve uma instintiva apreensão dos Estados Unidos nas suas relações internacionais. Não é de admirar que a China continua desconfiada de um mundo uni-polar dominado pelos EUA”.
“Em um ambiente ‘anárquico’, um país como a China tenderá a equilibrar a sua posição contra a dominação de um jogo hegemônico de soma zero entre vencedores e vencidos”, continuou o acadêmico.
LePere citou Yong Deng e Thomas G. Moore, que escreveram no “The Washington Quarterly”: “a China tem um novo papel da globalização em transformar o grande poder político da luta absoluta pela supremacia de épocas anteriores a uma forma de competição inter-Estados mais cooperativa, que aumenta as perspectivas de sua ascensão pacífica ".
O sul-africano defendeu que “em um mundo de interdependência global, o desenvolvimento econômico e político da China tem profundas implicações para outras regiões”.
“Economicamente, a reforma e abertura da China expôs o país para o mundo de oportunidades de comércio e investimentos numa escala sem precedentes, e o mundo está provavelmente em melhor situação para o seu crescimento liderado pelo mercado e inovações e eficiências nos métodos de produção”, disse lePere no “Foreign Affaris Journal”.
Por outro lado, o acadêmico sul-africano lembra que a China tem 1,3 bilhões de pessoas, então “a linha lógica deveria ser que a China não fosse contida, mas encorajada a se tornar um cidadão global responsável”, disse.
LePere continuou: “Vincent Cable e Peter Ferdinand têm argumentado que por motivos econômicos, ambientais e de segurança, uma prioridade agora seria trazer a China para o centro global e regional. Em um curto espaço de tempo, a China está começando a ter mais importância para o resto do mundo, como Japão, a União Européia ou os EUA".
Por estas razões, “a China precisa de um ambiente global pacífico para fazer avançar seu programam de modernização econômica e para enfrentar os seus próprios inúmeros desafios domésticos e realizar reformas imperativa como um país em desenvolvimento”, defendeu lePere.
“O que faria mais sentido seria que os países cooperassem mais intensamente em áreas-chave das relações internacionais, diplomacia e comércio que pudessem avançar a paz global, a estabilidade e a prosperidade”, sugeriu o acadêmico.
Para lePere, “uma base apropriada para a avaliação do papel da China na África não deve ser a realpolitik [expressão alemã para “política da realidade”, política baseada no pragmatismo] e estéril idéia de uma ‘China ameaçadora’, mas sim da dinâmica chinesa de um ‘crescimento pacífico’”.
O acadêmico sul-africano compara o que apelidou de "Consenso Pequim" – que seria a política chinesa para a África – ao Consenso de Washington (conjuntos de princípios e diretrizes que formam a política dos Estados Unidos para o continente).
“A China tem insistido na estabilidade como base da sua política externa, transmitida pelo valor de cinco princípios: sinceridade, igualdade e benefício mútuo, não-interferência, solidariedade e desenvolvimento comum”, escreveu lePere.
“Enquanto o Consenso de Washington suporta todas as características da arrogância do ‘fim da história’, o ‘Consenso Pequim’ está no coração do desenvolvimento, com destaque para as dimensões econômica, social e cultural. Em muitos aspectos, ele assinala uma mudança da política de poder para a política da moral”, disse.
“O empenho da China com a África não é exatamente conforme às expectativas ocidentais. No entanto, a sua capacidade de competir eficazmente com outros atores extra-regionais proporciona novas oportunidades econômicas e opções de desenvolvimento para África”, finalizou lePere. (macauhub)
“A maioria dos países africanos já têm laços diplomáticos formais com a China. Nos assuntos internacionais, também tem havido uma estreita cooperação entre a China e a África”, escreveu lePere recentemente no “Foreign Affaris Journal”, do Insitituo de Relações Exteriores do governo chinês (Chinese People's Institute of Foreign Affairs).
O “símbolo mais profundo das relações foi a China ter assumido um assento nas Nacões Unidas em 1971, quando de 26 países africanos deram seus votos favoráveis para tornar a situação possível”, afirmou o acadêmico.
A China tem acordos assinados com mais de 20 países africanos, oferece bolsas para 21 mil estudantes africanos e prometeu criar 30 centros de prevenção de malária no continente, lembrou o sul-africano em seu artigo, que foi reproduzido recentemente no jornal China Daily.
Enquanto isso, o Brasil ainda engatinha nas relações com o continente africano. No campo empresarial, poucas companhias brasileiras têm bases sólidas na África. Destaque para a mineradora Vale e as construtoras Odebrecht e Camargo Correa, com atuações principalmente em Angola e Moçambique.
“A presença de empresas brasileiras é bastante tímida. De acordo com dados do Banco Central do Brasil o investimento brasileiro direto (IBD) na África atinge apenas US$ 23 bilhões”, disse à Macauhub Luís Afonso Lima, economista da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).
Segundo Lima, isso se explica por dois fatores: “primeiro o movimento de internacionalização de empresas brasileiras é bastante recente. Além disso, há uma tendência de concentração de IBD na região latina”, explicou.
A China, por sua vez, está presente em diversos projetos em países africanos. Em infra-estruturas, tem forte presença nos lusófonos Cabo-Verde e Angola, por exemplo. Ao último, disponibiliza uma linha de crédito de US$ 7 bilhões, através do Export-Import Bank of China (Eximbank), segundo dados divulgados no final do ano passado pelo governo angolano.
Paralelamente, o Fundo Internacional da China (CIF, na sigla em inglês) prevê disponibilizar a Angola cerca de US$ 9,8 bilhões, de acordo com dados recentemente veiculados pelo Banco Mundial, com base em estatísticas do governo angolano.
“A forte cooperação entre a China e a África tem proporcionado uma série de benefícios para os países africanos desde 1956. Alguns projetos incluem a ferrovia Tanzânia-Zâmbia, de 1860 km, o Porto de Amizade na Mauritânia e o Centro de Convenções Internacional, no Cairo”, afirmou lePere no artigo.
Segundo lePere, que é diretor executivo do Instituto para o Diálogo Global, da África do Sul, “o Fórum para a Cooperação China-África (Focac), criado em 2000, tornou-se um mecanismo institucional chave através do qual a China coordena suas atividades na África”.
“O encontro mais importante do Focac aconteceu em Pequim, em novembro de 2006. Durante essa reunião, a China assumiu compromissos ainda mais profundos, como uma promessa de dobrar a sua ajuda à África até 2009”, escreveu o acadêmico.
“Embora o comércio da China com a África corresponda a apenas 3% do seu seu total mundial, o volume aumentou 700% na década de 1990, quase duplicou entre 2000 e 2004, e estima-se ter ultrapassado US$ 70 bilhões no ano passado”, disse lePere.
“Investidores chineses estabeleceram 800 projetos empresariais em 49 países africanos em um vasto espectro de atividades. O turismo é outro setor em crescimento”, acrescentou.
O acadêmico sul-africano ressaltou que a crescente presença de chineses em toda a África tem tornado cada vez mais proeminentes as barreiras culturais e de idioma. LePere sugere uma reflexão sobre “as questões sistémicas que fundamentam a emergência da China na economia mundial”.
Nos últimos vinte anos, a China alcançou um notável sucesso econômico na sua busca da modernização e reteve uma instintiva apreensão dos Estados Unidos nas suas relações internacionais. Não é de admirar que a China continua desconfiada de um mundo uni-polar dominado pelos EUA”.
“Em um ambiente ‘anárquico’, um país como a China tenderá a equilibrar a sua posição contra a dominação de um jogo hegemônico de soma zero entre vencedores e vencidos”, continuou o acadêmico.
LePere citou Yong Deng e Thomas G. Moore, que escreveram no “The Washington Quarterly”: “a China tem um novo papel da globalização em transformar o grande poder político da luta absoluta pela supremacia de épocas anteriores a uma forma de competição inter-Estados mais cooperativa, que aumenta as perspectivas de sua ascensão pacífica ".
O sul-africano defendeu que “em um mundo de interdependência global, o desenvolvimento econômico e político da China tem profundas implicações para outras regiões”.
“Economicamente, a reforma e abertura da China expôs o país para o mundo de oportunidades de comércio e investimentos numa escala sem precedentes, e o mundo está provavelmente em melhor situação para o seu crescimento liderado pelo mercado e inovações e eficiências nos métodos de produção”, disse lePere no “Foreign Affaris Journal”.
Por outro lado, o acadêmico sul-africano lembra que a China tem 1,3 bilhões de pessoas, então “a linha lógica deveria ser que a China não fosse contida, mas encorajada a se tornar um cidadão global responsável”, disse.
LePere continuou: “Vincent Cable e Peter Ferdinand têm argumentado que por motivos econômicos, ambientais e de segurança, uma prioridade agora seria trazer a China para o centro global e regional. Em um curto espaço de tempo, a China está começando a ter mais importância para o resto do mundo, como Japão, a União Européia ou os EUA".
Por estas razões, “a China precisa de um ambiente global pacífico para fazer avançar seu programam de modernização econômica e para enfrentar os seus próprios inúmeros desafios domésticos e realizar reformas imperativa como um país em desenvolvimento”, defendeu lePere.
“O que faria mais sentido seria que os países cooperassem mais intensamente em áreas-chave das relações internacionais, diplomacia e comércio que pudessem avançar a paz global, a estabilidade e a prosperidade”, sugeriu o acadêmico.
Para lePere, “uma base apropriada para a avaliação do papel da China na África não deve ser a realpolitik [expressão alemã para “política da realidade”, política baseada no pragmatismo] e estéril idéia de uma ‘China ameaçadora’, mas sim da dinâmica chinesa de um ‘crescimento pacífico’”.
O acadêmico sul-africano compara o que apelidou de "Consenso Pequim" – que seria a política chinesa para a África – ao Consenso de Washington (conjuntos de princípios e diretrizes que formam a política dos Estados Unidos para o continente).
“A China tem insistido na estabilidade como base da sua política externa, transmitida pelo valor de cinco princípios: sinceridade, igualdade e benefício mútuo, não-interferência, solidariedade e desenvolvimento comum”, escreveu lePere.
“Enquanto o Consenso de Washington suporta todas as características da arrogância do ‘fim da história’, o ‘Consenso Pequim’ está no coração do desenvolvimento, com destaque para as dimensões econômica, social e cultural. Em muitos aspectos, ele assinala uma mudança da política de poder para a política da moral”, disse.
“O empenho da China com a África não é exatamente conforme às expectativas ocidentais. No entanto, a sua capacidade de competir eficazmente com outros atores extra-regionais proporciona novas oportunidades econômicas e opções de desenvolvimento para África”, finalizou lePere. (macauhub)
Comentário : A política do desenvolvimento da China em África.China não dorme na formatura.É melhor os Estados Unidos mudarem de estratégia relativamente à China, e às condenações e violações dos Direitos Humanos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Especulação assola compra e aluguer de casas em Luanda
Fonte : TPA
Arrendar ou comprar uma Casa está cada vez mais caro no Centro e arredores de Luanda, onde os clientes desembolsam entre Mil à 5 Mil Dólares para alugar um apartamento.
Ao passo que a compra varia entre os 300 mil e 1 Milhão de Dólares, e no caso de se tratar de uma Vivenda, o preço pode atingir os 5 Milhões de dólares, de acordo com os Corretores de Imóvel, que entretanto, admitem existir alguma especulação mas, os preços actuais são motivados pela crescente procura.
“Bem para aluguer pode de facto ficar entre os Mil e Mil e quinhentos dólares, mas se for um proprietário especulativo ai já pode chegar aos 2.500 ou 3.000 Dólares”, afirmou Nelson Braz da Propricasa, a Reportagem do Programa Economia e Negócios da TPA.

O aluguer desta casa (tipo anexo) era de 5.000 dólares
Segundo o Intermediário Gaspar Domingos a compra de um Apartamento com 2 Quartos, no Centro da Cidade de Luanda, pode rondar os 500 Mil dólares, caso o edifício tenha Parque de estacionamento e Elevador o preço é de 600 dólares e se for na Marginal a compra atinge 1 Milhão e meio de dólares.
Zonas como Alvalade, Miramar, Vila Alice e Bairro Azul são as privilegiadas para a compra de Vivendas, dependendo sempre do seu estado de conservação.

Quanto ao Aluguer de Vivendas os preços variam dos 15 aos 30 Mil dólares norte – americanos.
Entretanto, os correctores advogam que mesmo acima de tanta especulação nos preços existe sempre quem paga.
Comentário: Sendo assim, qual será o valor recomendável, que um cidadão, deverá possuir como vencimento mensal, de forma a cobrir esta especulação de loucos e outras do género, como a alimentação, o vestuário, a educação e a saúde ?
Se a compra de um apartamento varia entre os 300 mil e 1 milhão, e no caso de uma vivenda, o preço pode atingir os 5 milhões de dólares, cujo o aluguer varia entre os 15 mil e os 30 mil dólares, não será preferível ao especulador, optar pela compra do imóvel e posteriormente alugá-la, procurando outro destino fora de Angola para viver (por exemplo a Europa) à custa do aluguer e da especulação, onde o custo de vida é mais baixo.
Ou ainda, optar por construir uma cubata num musseque, onde habitualmente vive a classe social desfavorecida ?
Arrendar ou comprar uma Casa está cada vez mais caro no Centro e arredores de Luanda, onde os clientes desembolsam entre Mil à 5 Mil Dólares para alugar um apartamento.Ao passo que a compra varia entre os 300 mil e 1 Milhão de Dólares, e no caso de se tratar de uma Vivenda, o preço pode atingir os 5 Milhões de dólares, de acordo com os Corretores de Imóvel, que entretanto, admitem existir alguma especulação mas, os preços actuais são motivados pela crescente procura.
“Bem para aluguer pode de facto ficar entre os Mil e Mil e quinhentos dólares, mas se for um proprietário especulativo ai já pode chegar aos 2.500 ou 3.000 Dólares”, afirmou Nelson Braz da Propricasa, a Reportagem do Programa Economia e Negócios da TPA.

O aluguer desta casa (tipo anexo) era de 5.000 dólares
Segundo o Intermediário Gaspar Domingos a compra de um Apartamento com 2 Quartos, no Centro da Cidade de Luanda, pode rondar os 500 Mil dólares, caso o edifício tenha Parque de estacionamento e Elevador o preço é de 600 dólares e se for na Marginal a compra atinge 1 Milhão e meio de dólares.
Zonas como Alvalade, Miramar, Vila Alice e Bairro Azul são as privilegiadas para a compra de Vivendas, dependendo sempre do seu estado de conservação.

Quanto ao Aluguer de Vivendas os preços variam dos 15 aos 30 Mil dólares norte – americanos.
Entretanto, os correctores advogam que mesmo acima de tanta especulação nos preços existe sempre quem paga.
Comentário: Sendo assim, qual será o valor recomendável, que um cidadão, deverá possuir como vencimento mensal, de forma a cobrir esta especulação de loucos e outras do género, como a alimentação, o vestuário, a educação e a saúde ?
Se a compra de um apartamento varia entre os 300 mil e 1 milhão, e no caso de uma vivenda, o preço pode atingir os 5 milhões de dólares, cujo o aluguer varia entre os 15 mil e os 30 mil dólares, não será preferível ao especulador, optar pela compra do imóvel e posteriormente alugá-la, procurando outro destino fora de Angola para viver (por exemplo a Europa) à custa do aluguer e da especulação, onde o custo de vida é mais baixo.
Ou ainda, optar por construir uma cubata num musseque, onde habitualmente vive a classe social desfavorecida ?
Invasão de leões, elefantes e hipopótamos aflige angolanos
Fonte : Lusa
Luanda - A invasão de elefantes, hipopótamos e leões em áreas residenciais de Angola está preocupando as autoridades governamentais por causa de ataques a pessoas e destruição de campos agrícolas.
Segundo a Rádio Nacional de Angola, no domingo, duas pessoas ficaram feridas quando uma leoa invadiu uma aldeia do município de Camanongue, província de Moxico, no leste do país, tendo sido depois abatida pelos moradores.
Ambientalistas contatados pela emissora local afirmam que os animais, com o fim da guerra civil, estão regressando às suas áreas de origem e encontram os humanos em seu habitat.
As fortes chuvas que nos últimos tempos têm caído na região sul do país, deixando inundadas várias localidades das províncias do Cunene, Cuando Cubango, Huíla e Namibe, também são apontadas como causas que levam à movimentação dos animais à procura de locais mais seguros.
Aliada a estes motivos está a procura de alimentos, escassos no habitat, pelos animais.
De acordo com relatos de habitantes destas localidades, que já manifestaram sua preocupação às autoridades, manadas de elefantes estão destruindo os campos agrícolas.
Em fevereiro, um total de 248 famílias, na comuna de Lumbala Caquengue, município do Alto Zambeze, em Moxico, tiveram suas plantações devastadas por mais de 70 elefantes.
O camponês José Cacoma, uma das vítimas, conta que, para escapar de um ataque de sete elefantes, precisou subir em uma árvore, onde permaneceu durante três horas, tempo necessário para os animais se alimentarem "até dos viveiros".
Comentário : Os Animais Retornados, regressam às suas origens.Retornam a casa.Reenvidicam os seus "bens" e o seu espaço, para refazer o seu habitat, outrora ocupado pelo "grito das armas" e pelo os homens.Estão no seu direito, e o homem tem o dever de o respeitar.
Luanda - A invasão de elefantes, hipopótamos e leões em áreas residenciais de Angola está preocupando as autoridades governamentais por causa de ataques a pessoas e destruição de campos agrícolas.Segundo a Rádio Nacional de Angola, no domingo, duas pessoas ficaram feridas quando uma leoa invadiu uma aldeia do município de Camanongue, província de Moxico, no leste do país, tendo sido depois abatida pelos moradores.
Ambientalistas contatados pela emissora local afirmam que os animais, com o fim da guerra civil, estão regressando às suas áreas de origem e encontram os humanos em seu habitat.
As fortes chuvas que nos últimos tempos têm caído na região sul do país, deixando inundadas várias localidades das províncias do Cunene, Cuando Cubango, Huíla e Namibe, também são apontadas como causas que levam à movimentação dos animais à procura de locais mais seguros.
Aliada a estes motivos está a procura de alimentos, escassos no habitat, pelos animais.
De acordo com relatos de habitantes destas localidades, que já manifestaram sua preocupação às autoridades, manadas de elefantes estão destruindo os campos agrícolas.
Em fevereiro, um total de 248 famílias, na comuna de Lumbala Caquengue, município do Alto Zambeze, em Moxico, tiveram suas plantações devastadas por mais de 70 elefantes.
O camponês José Cacoma, uma das vítimas, conta que, para escapar de um ataque de sete elefantes, precisou subir em uma árvore, onde permaneceu durante três horas, tempo necessário para os animais se alimentarem "até dos viveiros".
Comentário : Os Animais Retornados, regressam às suas origens.Retornam a casa.Reenvidicam os seus "bens" e o seu espaço, para refazer o seu habitat, outrora ocupado pelo "grito das armas" e pelo os homens.Estão no seu direito, e o homem tem o dever de o respeitar.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Angola: MPLA acusa "Rádio Despertar" de incumprimento de linha editorial
Fonte : Lusa
Luanda, 12 Mar - O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) acusou hoje a "Rádio Despertar" de não cumprir a sua linha editorial, referindo que a mesma se tem pautado por um "pendor mais político ligado à UNITA do que comercial".Em declarações à Agência Lusa o secretário para Informação do MPLA, Norberto dos Santos "Kuata-Kanaua", afirmou que a questão foi apresentada quarta-feira na reunião do Mecanismo Bilateral de Concertação entre Governo e a UNITA.
Norberto dos Santos, que considera a situação "grave", refere que a "Rádio Despertar" não pode fazer actividade política, enquanto foi licenciada como emissora comercial.
"Se nós respondermos pela mesma letra poderemos criar uma situação que não interessa muito aos angolanos", salientou "Kuata-Kanaua".
O dirigente do MPLA, partido no poder, que se escusou a exemplificar a atitude política assumida pela emissora disse que o assunto será discutido durante um encontro com o conselho de administração da referida rádio, a quem promete apresentar vários exemplos.
"Esta será uma primeira abordagem desta questão e depois, caso não se resolva, iremos levar o assunto à consideração do Ministério da Comunicação Social e do Conselho Nacional de Comunicação Social", frisou.
Contactado pela Lusa, o secretário para a Comunicação e Marketing da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, refutou as acusações afirmando que a "Rádio Despertar" assume-se como um "verdadeiro Parlamento, onde os ouvintes sem distinção de qualquer espécie expõem os seus problemas e isso não tem agradado ao partido no poder".
"Essa acusação não colhe porque a Rádio Despertar trouxe uma mais-valia na informação pública, com visões de todos os partidos, até do próprio MPLA, o que não acontece com os demais órgãos de informação públicos, como a Rádio Nacional de Angola que privilegia o partido no poder", disse Adalberto da Costa Júnior.
Segundo este político, "mesmo dentro do MPLA têm surgido vozes que aplaudem a postura desta rádio e essa reclamação é própria de quem não está habituado ao pluralismo na informação, pois vivemos ainda num Estado partidário".
Já o editor-chefe da "Rádio Despertar", José Ernesto, disse à Lusa que "não têm razão de ser as críticas proferidas pelo secretário para a Informação do MPLA, pois estão desprovidas de qualquer fundamento".
"O que acontece é que as pessoas com opiniões críticas ao Governo encontram nesta emissora e não na oficial espaço para exprimirem os seus pontos de vista e geralmente nós também ouvimos a voz dos governantes, mas estes normalmente nunca estão disponíveis", afirmou José Ernesto.
A "Rádio Despertar" é uma estação emissora comercial angolana criada ao abrigo dos acordos de paz em Angola, em substituição da extinta "Voz da Resistência do Galo Negro", antiga rádio da UNITA.
Comentário:O secretário para Informação do MPLA, Norberto dos Santos "Kuata-Kanaua", esqueceu-se de demonstrar a sua indignação relativamente à disponibildade dos meios materiais colocados à disposição do MPLA (partido no poder) que pode usar a máquina administrativa do país para fazer campanha, como a Rádio Nacional de Angola e a TPA que prestam serviço exclusivo ao MPLA.Assim como, o MPLA pode ususfruir das melhores instalações para fazer campanha, não dando hipóteses à concorrência (outros partidos) de poderem usufruir do dinheiro e materiais do estado para " fazer campanha".Aliás esta situação, já é muito "velha"" em Angola , por parte do MPLA (partido no poder) quando se trata dos meios de comunicação e dos seus profissionais, tentando manipulá-los, limitá-los e manietá-los, numa completa e total intolerância política, que origina perseguições, processos judiciais, prisões.Quantos jornalistas e orgãos de comunicação sociais sentiram e sentem na pele este " PENDOR MAIS POLÍTICO, QUE COMERCIAL DO MPLA" considerados crimes " graves", que sempre RESPONDEU e agiu de acordo com a LETRA implícita nesta afirmação do Secretário da Informação "Se nós respondermos pela mesma letra poderemos criar uma situação que não interessa muito aos angolanos", salientou "Kuata-Kanaua".
Quantos mpalistas, sentem-se indignados pela recente "transmissão da posse do canal 2 da TPA " para a posse da família "Dos Santos".Cuja a transmissão e os argumentos apresentados pelo Ministro da Comunicação na Assembleia, não convenceram nem os deputados do MPLA, nem a cúpula do partido, criando um mal estar interno.Convêm que nesta trapalhada o Secretário da Informação do MPLA, esteja atento à actividade do canal 2 da TPA, para que não possa fazer actividade política, enquanto fôr um canal da cupúla da familia Dos Santos.
A temperatura do clima eleitoral, começa a " aquecer ".
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