sábado, 29 de março de 2008

Luanda - Prédio Derrocada

Comparem os dados contraditórios incluídos no vídeo, relativamente aos acontecimentos.Em que circunstâncias ocorreu, o número de vítimas mortais.Segundo o vídeo, contrariando as informações oriundas anteriormente de Angola, por parte da comunicação social, as vítimas encontravam-se maioritáriamente dentro do edífico.

Em Angola, é preciso ter muita atenção e cuidado com a contra-informação.



Pelo menos 98 feridos em Luanda



Fonte: Lusa

Equipas de socorro continuam a resgatar sobreviventes mas não há notícia de mortos
As equipas de socorro angolanas já resgataram 98 pessoas com vida dos escombros edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) que hoje ruiu em Luanda.

As autoridades angolanas estimam que no interior do edifício que se desmoronou estariam cerca de 120 pessoas, a maior parte destas detidas no âmbito dos processos investigados pela DNIC.

Todos os agentes de serviço à hora do acidente saíram ilesos do desmoronamento.


A agência de notícias estatal angolana Angop refere que os 98 resgatados são todos feridos, não havendo ainda informações oficiais sobre eventuais mortos em resultado do colapso quase total do prédio de sete andares da DNIC, em Luanda.

Ao início da tarde de hoje, depois de o acidente ter tido lugar às 04:00, as equipas de resgate concentravam-se na procura de 10 reclusas que se encontravam numa cela feminina situada na área inferior do edifício.

Além da maquinaria colocada à disposição das equipas dos bombeiros e dos Serviços de Protecção Civil por empresas de construção civil, também o Gabinete de Reconstrução Nacional(GRN), entidade que gere o plano de obras estatais em Angola, enviou para o local um conjunto de equipamento para facilitar a remoção dos escombros.

Dezenas de veículos foram igualmente soterrados com a derrocada do edifício, estando estes igualmente a ser removidos dos escombros para permitir maior celeridade no trabalho de busca e salvamento, que ocupa centenas de homens entre bombeiros, militares, polícias, elementos da Protecção Civil e trabalhadores.

A esta conjunto alargado de operacionais, juntaram-se ainda cerca de meia centena de homens da Cruz Vermelha de Angola, que centram os seus esforços na prestação de ajuda imediata antes da transferência para os hospitais de Luanda.

O edifício, cuja construção é da década de 1970, segundo o testemunho de agentes ouvidos pela imprensa angolana, começou a desmoronar-se pelos lados, o que permitiu que os funcionários da DNIC "dessem conta do que estava a acontecer" fugindo para o exterior a tempo.

A eventual infiltração de águas nos alicerces do edifício é apontada como uma eventual causa para o acidente, mas oficialmente ainda não foi avançado qualquer dado sobre esta matéria.

Centenas de pessoas permanecem no local para "assistir" aos acontecimentos, embora a polícia mantenha na zona um forte dispositivo para garantir a solidez do cordão de segurança criado para manter os "mirones" à distância.


O que dizem outras fontes sobre o mesmo acontecimento:

(...)Desconhecem-se ainda as causas do desabamento do edifício, que recentemente beneficiou de obras de benfeitoria.

Alta patente da polícia nacional, o Comissário-Geral Ambrósio de Lemos afirma não haver nenhum “ factor externo” na origem do desaire.

O imóvel caiu milimétricamente no meio de três edifícios, 2 nas laterais e 1 nas traseiras. (...) ( o apostolado)



Comentário: Neste acidente traumático e espectacular, para mim, logo à primeira vista existem factos capazes de deixar alguém com a "pulga atrás da orelha".

O edificio tinha cerca de 7 andares, e segundo consta caiu milimétricamente, ficando totalmente em escombros, em pó.Antes da derrocada estariam ocupar o edíficio cerca de 120 pessoas.Não havendo mortos a registar, só vítimas soterradas.

Muito estranho, a derrocada, uma vez que o edíficio tem 7 andares e afunda-se tipo " baralho de cartas".Isto é, cai sobre as fundações do mesmo.Sem vítimas.

Por outro lado, o edíficio terá sido construído na época colonial, e segundo outras fontes o edíficio teria sofrido recentemente obras de remodelação.

Para mim, é muito importante para apuramento das causas da derrocada, saber quem foi o responsável pelas obras de remodelação.

Se os responsáveis, por estas obras foram os chineses, para mim não representa " SURPRESA ".É sabido internacionalmente pelos peritos responsáveis em construções civis, que as obras chinesas são de má qualidade a todos os níveis.

Francamente, não caio nessa de atribuírem as causas prováveis a " inflitrações de água ". Se assim fosse, já teriam caído vários prédios em Luanda, por exemplo o prédio inacabado do kinaxixi, abandonado pelos colonos, durante a fuga, e que actualmente serve de habitação a centenas de angolanos, com agravante de coabitar com um andaime por cima da sua estrutura, que mesmo com as chuvadas, ventos etc, permanece em pé ( vejam o vídeo anexado ao comentário e ao acontecimento).

Se proventura, vier-se a confirmar que entre as vítimas soterradas, não existirão "vítimas mortais", só prova que a construção do edífico ocorrida no ano de 1970 pelos colonos portugueses, foi e são de " boa qualidade ".

Este acontecimento só prova, que a FOBIA DA RECONSTRUÇÃO ENTREGUE A PAÍSES CUJA A CONSTRUÇÃO É DE MÁ QUALIDADE, PODERÁ NO FUTURO OCASIONAR MAIS DERROCADAS, EM EDÍFICIOS DE CONSTRUÇÃO RECENTE OU QUE SOFRAM REMODELAÇÕES.

Se não estiverem atentos, é como dizem os velhos ditados : " o barato sai caro " ou ainda " a pressa é inimiga da perfeição e qualidade ".




sexta-feira, 28 de março de 2008

Discurso do ex-1º Ministro Australiano John Howard à Comunidade Muçulmana

Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas.
Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação.


O DISCURSO:

' OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.'

'A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.'

'A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espagnol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade,aprendam a nossa língua

'A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.'

'Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.

'ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA'. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana : 'O DIREITO de PARTIR.'

'Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.'





Comentário:
Quem fala assim, não é gago de certeza absoluta. Chegue-se à frente, o primeiro intelecto pragmático, capaz de contrariar este ponto de vista do ex - Primeiro Ministro australiano.

Sinceramente, o meu atrevimento não é suficiente, nem para contrariar nem para argumentar este discurso

Assim sendo, fico-me por aqui, relativamente ao comentário.



quinta-feira, 27 de março de 2008

Alertam especialistas :Investidor em Angola deve acautelar necessidades de mão-de-obra qualificada.


Fonte: macauhub

A escassez de mão-de-obra qualificada em Angola, absorvida pela indústria extractiva e pelo sector financeiro, obriga a que os investidores acautelem as suas necessidades específicas, nomeadamente através de planos de formação, antes de abordarem o mercado, alertam especialistas.

"O número de angolanos que saem anualmente as universidades com os seus estudos terminados não corresponde ainda às necessidades do mercado e este é um assunto vital. Confiamos, porém, que esta carência esteja já bastante debelada no prazo de cinco ou seis anos", afirma João Martins Tojo, consultor sênior da consultora KPMG Angola, num suplemento dedicado ao país recentemente publicado em Lisboa pelo jornal Diário Econômico.

O assunto tem merecido a atenção de diversos investigadores econômicos angolanos, com alguns a afirmarem mesmo que a escassez de mão-de-obra qualificada pode pôr em causa os objectivos de crescimento da economia não-petrolífera; preocupado com a situação, o governo angolano tem vindo a acelerar a aprovação de estabelecimentos de ensino superior em todo o país.

"Embora haja muitos angolanos qualificados, simplesmente não os há em número suficiente devido à expansão do mercado, e os que há são captados pelos sectores mais pujantes, sobretudo o petrolífero e o financeiro", adianta o mesmo responsável da KPMG.

A opinião é partilhada por Emídio Pinheiro, presidente do Banco Fomento Angola, do grupo português BPI, actualmente um dos líderes da banca privada no país africano.

"Apesar de existirem ainda sérias limitações em termos de formação de quadros, não duvidamos em oferecer oportunidades", contratando e formando no posto de trabalho, afirma Pinheiro.

Numa experiência que considera positiva, o gestor adianta que actualmente perto de 65 por cento dos trabalhadores do banco privado têm estudos universitários.

"A postura adequada é vir para este país com experiência e determinação, e, claro está, trazendo os melhores quadros directivos de que a empresa disponha, porque é um mercado exigente em termos de capacidade de gestão. Geralmente, quando se conta com essa capacidade, a experiência corre bem", afirma o gestor português na referida publicação.

Carlos Bayan Ferreira, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola, qualifica mesmo a questão da falta de formação de mão-de-obra como "o mais acentuado" dos problemas actuais da economia angolana.

"No entanto, qualquer carência se converte em Angola numa oportunidade, e este factor não é uma excepção. As empresas e instituições dedicadas à formação de recursos humanos têm em Angola um mercado interessantíssimo, já que há uma necessidade urgente para cobrir nesse terreno", adianta o gestor português, quadro da Galp Energia, na mesma separata do Diário Económico.

No mesmo sentido, identifica na carência de infra-estruturas uma fragilidade, mas também um manancial de oportunidades para empresas angolanas e internacionais.

"Esta carência pode ser interpretada em termos de oportunidade para as empresas desse ramo. Um ramo onde, apesar da presença chinesa, Portugal continua a ser responsável pelas obras mais emblemáticas, como a sede da Sonangol, obra do consórcio entre a Soares da Costa e a Mota-Engil", afirma Bayan Ferreira.

Outra recomendação dada pelos especialistas aos investidores interessados no mercado angolano é que o façam em parceria com agentes locais.

"Apesar de não ser obrigatório investir dessa forma, continua a ser a melhor maneira de uma empresa se adaptar ao mercado angolano e de obter ajudas, quer por parte de ambos os governos, quer por parte das instituições financeiras dos dois países. Isto permite às empresas ver os seus investimentos numa perspectiva de médio e longo prazos, ou seja, para ficar", refere Carlos Bayan Ferreira.

Para o presidente da Câmara de Comércio, é importante que o investidor traga "um projecto de longo prazo", uma vez que as dificuldades - ao nível das infra-estruturas e da administração pública - "pedem uma certa paciência".

"Angola é um país rico e isso traz consigo certezas tranquilizadoras. Não tem graves problemas financeiros, como prova o facto de pôr em causa diversas condições do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, quando julga ser conveniente. Tem uma autonomia internacional não absoluta, mas significativa. As reservas monetárias fecharam 2007 com cerca de 12 mil milhões de dólares. Esta é uma garantia no momento de fazer negócios em Angola, sobretudo no que respeita aos pagamentos e este dado distingue Angola de outros países africanos", afirma Bayan Ferreira.

Paul de Sousa, presidente da KPMG Angola, afirma mesmo que portugueses e brasileiros têm em relação aos investidores de outras latitudes a vantagem estratégica de partilharem a mesma língua dos angolanos.

"O melhor modo de entrar no mercado angolano é através de uma parceria com um aliado angolano. Por isso, a formação dessas parcerias é potencialmente muito mais simples quando existe uma língua comum", refere o analista, que considera os portugueses os investidores à partida melhor posicionados para abordar o mercado.

"Mesmo que ainda haja aspectos históricos que nalgum caso possam jogar contra, o balanço é enormemente favorável aos portugueses no que respeita à ligação cultural e linguística com Angola. Só falta ter humildade e pragmatismo no que a essa relação diz respeito", afirma Paul de Sousa.

Quanto à vantagem de apostar em Angola - que este ano está no topo das previsões mundiais de crescimento econômico - os analistas mostram também estar em sintonia.

"Não há dúvida de que Angola está repleta de oportunidades, como também não se podem discutir os muito significativos incentivos que o governo está a oferecer a quem quer estabelecer-se no país, sobretudo em alguns sectores prioritários. Em Luanda pode usufruir-se de uma isenção de impostos de oito anos. Noutras províncias, essa isenção estende-se aos quinze, o que representa um aliciante muito substancial", afirma Paul de Sousa.

"Se bem que é óbvio que não se trata de um lugar fácil para fazer negócios e que existem dificuldades logísticas e burocráticas", adianta o principal responsável da KPMG Angola, "não é menos verdade que as possibilidades são imensas", com actividades económicas de todo o género por criar, e outras onde o nível de concorrência é baixo.

Pelo quarto ano consecutivo, a economia angolana cresceu em 2007 acima da média dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), impulsionada pelo investimento público e privado, e pela maior actividade, em particular nas indústrias extractivas de petróleo e diamantes.

Carlos Bayan Ferreira vê mesmo em Angola uma potência económica em formação, que começa a mostrar as suas capacidades também como investidor no estrangeiro.

"Já se nota a potencialidade de Angola na internacionalização das suas próprias empresas, como é o caso da Sonangol, que já participa no capital de importantes empresas financeiras e de energia portuguesas. Nos próximos vinte anos, Angola vai ser um exemplo de crescimento para o mundo. Vai ser imparável", afirma o gestor português.



Comentário: Para ajudar a resolver este problema da escassez da mão de obra qualificada em Angola, conforme já frisei em artigos anteriores, os responsáveis pela governação deveriam abrir nos Consulados e Embaixadas de Angola espalhadas pelo mundo, departamentos de rastreio de mão de obra qualificada.

Deveriam colocar condições aos grupos empresariais, a obrigatoriedade de obedecerem a uma escala na contratação da mão de obra, onde a primeira prioridade e oportunidade, na escolha deve ser dada ao angolano.Isto é, internamente Angola para uma determinada área, poderá não possuir quadros qualificados, mas no exterior de Angola, existirem angolanos emigrados qualificados, preenchendo os requesitos necessários para ocupar a função.

O que está acontecer em Angola, são os grandes grupos a requisitarem trabalhadores fora de Angola, cujas as remunerações são consideradas elevadas, comparativamente com um angolano,com o mesmo nível de qualificação, mas a remuneração é inferior - não incentiva e cheira a exploração da mão de obra.

Para ser mais prática, suponhamos o seguinte exemplo: Uma empresa de Construção Civil com sede em Portugal, contrata pedreiros (trolhas) portugueses para obras em Angola, cujo a remuneração ronda os 3.600 euros.É sabido, que a mão de obra africana em tempos (actualmente em menor escala) foi o suporte da Construção Civil de grandes obras em Portugal (Centro Cultural de Belém, EXPO, Ponte Vasco da Gama, Euro 2004).Esta mão de obra Africana e neste caso especial angolana, pode ser equiparada profissionalmente a um "trolha português".Porque razão as empresas portuguesas a trabalharem na Reconstrução em Angola, não contratam ANGOLANOS, com a mesma remuneração que um trolha português ( 3.600 euros)?

Se existisse a obrigatoriedade, de a primeira preferência recair sobre os quadros qualificados no exterior de Angola e registados nos tais departamentos ( gabinetes) das Embaixadas e Consulados espalhados pelo mundo, talvez o nível de qualificação dos angolanos dentro de Angola fosse melhorando.

Se existisse a obrigatoriedade, de um quadro angolano ser remunerado com o mesmo valor que é um trolha português, talvez os incentivos para o regresso dos angolanos às suas origens, melhorassem e contribuíssem para o caminho da Unificação Qualificação dos Angolanos.

Em tempos, estive à conversa com um calceteiro português, contratado por uma empresa portuguesa, a prestar serviço em Cabinda e fiquei impressionada e indignada com o valor da sua remuneração.Dá que pensar, e perguntar, quantos passeios e calçadas portuguesas foram construídas pelos africanos, e as oportunidades nos seus países de origem estão a ser dadas aos estrangeiros, pagos a peso de ouro.

Será que não existem Angolanos capazes de executar essas tarefas, e de serem pagos pelo mesmo valor que pagam a um português, brasileiro, ucraniano etc,.Será a côr da pele, que faz a diferença ?

Se fôr a côr da pele, porque razão o país de origem da sua côr, não toma medidas para proteger e evitar dentro das suas fronteiras, esta descriminação.

Quem fala dos " trolhas", fala de outras áreas, onde os angolanos que se encontram no exterior, são capazes de desempenhar condigamente e pelo mesmo valor remuneratório.

Esta situação de desiguladades no desempenho de tarefas e qualificações mexe muito comigo, pois dá a impressão que Angola está a ser de novo colonizada, por várias super potências e grupos empresariais, que estão a usá-la para resolverem os problemas internos nos seus países de origem, com assinaturas de protocolos com os governos, visando o abaixamento no pagamento de impostos e taxa de desemprego.

É urgente tomar medidas, na defesa e qualificação dos quadros angolanos.Se internamente Angola não possui quadros qualificados, pode e deve requisitá-los exteriormente, dando primazia aos angolanos, com os mesmos incentivos e regalias que dariam a um quadro estrangeiro.

Criar uma tabela de contratação, onde o topo da mesma, poderia ser :

- angolanos de nascimento
- angolanos de descendência
- angolanos por afinidade ao país, através de uma permanência por um período superior a 10 anos

Só depois de todas as hipóteses estarem esgotadas, recorrer aos estrangeiros.

Angola tem quadros altamente qualificados no EXTERIOR, que são uma GRANDE FONTE DE RIQUEZA PARA A NAÇÃO.

Abram os olhos...


segunda-feira, 24 de março de 2008

Em Angola Existe uma cultura de corrupção generalizada


Fonte:NOVO JORNAL

Por:Alves da Rocha

A CORRUPÇÃO continua a ser um tema actual em Angola. Não apenas pelas preocupações expostas por responsáveis políticos e governamentais, como, igualmente, por se continuar a sentir o seu peso no quotidiano dos cidadãos e das empresas.

Os sinais exteriores de riqueza que uma faixa muito restrita da população evidencia não se podem dever, apenas, ao sucesso profissional, por muito estrondoso e rápido que possa ser. Bastante desse bem-estar material se deve ao acesso privilegiado aos canais de informação, às fontes de financiamento, às facilidades na adjudicação de contratos e ao tráfico de influências.Ou seja, as desigualdades de oportunidades têm contribuído para a constituição duma pequena classe social muito endinheirada.


A desigualdade na repartição da riqueza e do rendimento nacional é um factor determinante para a estruturalização da pobreza.

São conhecidos estudos conduzidos por especialistas de renome internacional e por instituições de elevadíssima credibilidade que colocam a mitigação da pobreza- eventualmente a sua erradicação teria de passar por uma discussão profunda sobre o paradigma capitalista e o modelo de crescimento assente na economia de mercado e na propriedade privada- na dependência directa da melhoria da distribuição da riqueza e do rendimento.

É fácil perceber a razão dessas evidências empíricas. Com efeito, não é, de todo em todo, seguro que a criação de emprego garanta um maior acesso à renda nacional e facilite a constituição de riqueza. Naturalmente que se um desempregado conseguir trabalho, a sua renda aumenta. Porém, do que realmente se trata para se ultrapassar a pobreza é da qualidade do emprego, o mesmo é dizer, do nível salarial.

Estudos levados a efeito em alguns países da União Europeia revelaram a existência de índices elevados de pobreza entre trabalhadores de baixa renda. Portanto, não é suficiente estarse empregado para se deixar de ser pobre. Evidentemente, que quanto mais elevado for o índice de corrupção, maior será a desigual dade na repartição da riqueza e da renda nacional, donde maior a probabilidade de a pobreza continuar a ser a mesma.

Portanto, para se dar um passo de gigante no combate à pobreza é determinante diminuir a corrupção, melhorar os mecanismo e de negócios- no fundo democratizá- las, como deve ser nas democracias políticas consolidadas – aperfeiçoar as estruturas de distribuição do rendimento e garantir a transparência e o accountability (público e privado).

Não são conhecidos estudos sobre o fenómeno da corrupção em Angola, como, do mesmo modo, se não conhecem processos penais levados à barra dos tribunais sobre enriquecimento ilícito e ilegal.

O que se vai publicar nas próximas edições do “Novo Jornal” é um conjunto de excertos dum trabalho de pesquisa elaborado em Junho de 1999, por iniciativa do Instituto Democrático para Assuntos Internacionais, que na maior parte dos aspectos abordados mantém uma grande actualidade. Esse estudo baseou-se num conjunto de entrevistas realizadas em Luanda – sede do poder político, económico e administrativo, logo onde os mecanismos da corrupção são mais evidentes – a diferentes segmentos da sociedade, como empresários, parlamentares, funcionários públicos, membros do sistema judicial, jornalistas e elementos da sociedade civil.

EXTENSÃO DA CORRUPÇÃO NO PAÍS

O negócio da barragem de Kapanda poderá ter deixado sinais de pouca transparência

ATÉ FINAIS DOS ANOS 70 não se ouvia falar de corrupção, muito embora se soubessem de casos de desvios de recursos do Estado. É no princípio da década de 80 que aparecem os casos mais chocantes deste fenómeno, de que a barragem de Kapanda é, provavelmente, o exemplo mais conhecido e chocante. Enquanto que em países normais um corrupto será para sempre alguém estigmatizado, em Angola, não.

É, de facto, um problema cultural. A revelação pública da corrupção tem limites, porque a grande corrupção é defendida pelo poder. A corrupção é sistémica e está generalizada. Existe uma cultura da corrupção, o que vai ter consequências graves sobre a próxima geração, que será já moralmente corrupta. Os valores morais, éticos e cristãos de solidariedade existentes no tempo colonial perderam-se totalmente devido à corrupção. A corrupção permitiu um estado total de perversidade de carácter.

É um problema a toda a escala nacional. O país está no caos devido, em boa medida, à corrupção, que levou a que cidadãos perdessem a perspectiva de Nação e o sentimento de patriotismo, actuando, apenas e só, em proveito pessoal.

É muito mais visível em Luanda – centro do poder político, económico e financeiro – mas também se instalou, provavelmente em escala mais reduzida, em todas as capitais de província (de acordo com algumas opiniões dos entrevistados, os governadores provinciais têm, no exercício da sua governação, autênticos comportamentos monárquicos, o que corrobora as interpretações sociológicas das causas da corrupção).

O que favorece o florescimento e extensificação da corrupção é o desfuncionamento da sociedade, aspecto característico das sociedades em transição. Nestes processos de transição, muitos espaços não estão juridicamente preenchidos ou estando, não se verifica a praticabilidade das leis. Então a corrupção apropria-se deles e desenvolve os seus tentáculos a outras franjas mais ou menos legalizadas.

A corrupção em Angola pratica-se e expressa-se de modo diferente consoante o estrato social em presença. Nas classes mais altas – a dos dirigentes políticos e militares, dos quadros superiores da Administração, dos governantes e da nomenclatura, em geral – a corrupção é um “status”, é um direito derivado justamente de comportamentos específicos das sociedades tradicionais. Ser chefe dá direito a ter riqueza e como o Estado é quem concentra os recursos financeiros e patrimoniais da Nação, então deve ser extorquido.



Comentário: Se a corrupção é um "status", praticada a partir das classes mais altas, significa que teve o seu ínicio no Topo, no cargo mais "alto da Nação.Se ao nível dos cargos mais altos, não se conhecem processos penais levados à barra dos tribunais sobre o enriquecimento ilícito e ilegal, onde a grande corrupção é defendida pelo poder, todos os que estão situados ao nível inferior são inimputáveis. A corrupção é geral.

Talvez se levassem à barra dos tribunais, os orgão máximos do " poder"onde os mecanismos da grande corrupção é defendida e exercida, pudesse contribuir para o ressurgimento dos valores éticos, morais etc., recuperando o carácter perdido após a descolonização, e deixassem de pensar e actuar, pensando, apenas e só, em proveito pessoal.


Lembram-se do artigo das " Sacoleiras e trambiqueiras "?Aqui está, mais um bom exemplo para ajudar a compreender como " funcionam os esquemas ".As Sacoleiras, afirmam nesse artigo que a sua clientela, é na sua maioria da classe média e alta da sociedade angolana, onde precisamente a corrupção tem os níveis mais elevados

As Sacoleiras, são usadas para representarem o papel de " Trambiqueiras - Aldrabonas - Trafulheiras - Corruptas", ao serviço da classe média e alta, com a devida protecção ( não se aplica a lei, sanções) e tráfigo de influências, ACESSO PRIVILEGIADO À INFORMAÇÃO.Enriquecem fácilmente, sem ninguém se importunar como.Atropelam-se uns aos outros, dentro e fora do país.

A corrupção é um "status" em Angola.Quem não souber aprender a viver, nesse "status" é engolido "vivo" pelo status quo da sociedade angolana.Em Angola a honestidade, não tem valor.A honestidade em Angola, é humilhada, silenciada, desprezada e condenada a viver na pobreza.

Depois de tudo isto, ainda acham que as Sacoleiras - Trambiqueiras, deslocam-se ao Brasil, para fazer compras para a classe média e alta, para terem pouco lucro ?

Ainda acham, que os países e as empresas envolvidas na reconstrução de Angola, conseguem praticar a honestidade, fintar a corrupção ?

Ainda acham que as eleições em Angola, vão ser Limpas e Justas?

Que será possível fazer política sem ser necessário comprar as pessoas (corromper)?

Com estes níveis de corrupção, até as palavras e os actos são corruptos.

Para bom entendedor, meia palavra basta.


Não se esqueçam, quem falar mal de Angola e dos seus nívies de corrupção, não merece ser considerado "angolano de gema". Está a colocar em causa a classe média e alta.Esquecendo-se do PODER POPULAR - POVO, que é o que mais deveria importunar aos angolanos.


Angolano se destaca na Europa como caminhonista internacional

Fonte : Folha de Angola

Por:Leonel Martins


O jovem angolano Cirilo Nelson, radicado há quase uma década em Portugal, mas concretamente na cidade de Lisboa, onde trabalha como caminhonista internacional no velho continente vive uma das melhores fases de sua vida.

Cirilo que mudou-se recentemente para Espanha , onde fica em media quinze dias e quatro dias em Portugal, esta a trabalhar na frota de transportes Arniella S.A , na transportação de cisternas alimentares. A Arniella é a vigésima empresa no ranking das quarenta melhores empresas de transportação da Europa.

O caminhonista, vive uma das fases mais intensas da carreira profissional, conciliando o seu tempo escasso divido entre viagens que faz pela Europa e os respectivos artigos que escreve para o jornal português Tal & Qual e revista emigração e transporte na Espanha, a bordando assunto relacionado ao racismo e a emigração.

“Como eu digo, não há ninguém melhor que um próprio emigrante para falar sobre a imigração.Reconheço que o gosto pela leitura e a escrita me foi incutido pelo meu falecido pai que foi jornalista ( redator e repórter)da Radio Nacional de Angola, disse Cirilo Nelson em entrevista exclusiva concedida ao telefone, ao site Folha de Angola,”.

Cirilo fez os seus estudos em Angola , onde entrou para a academia militar seguindo carreira de oficial do exercito, mas os sucessivos convites que lhe foram feitos pelo seu irmão mais velho que vivia em Portugal na época fez com que o destino muda-se a vida do ex-oficial que acabou vivendo em Portugal. “Assim como todos os emigrantes, eu também trabalhei por muito tempo nas obras de construção civil por este país afora, diz”.

“A caminhonagem é uma paixão que começou por brincadeira. Soube da existência de um curso de camionista e de uma empresa portuguesa que precisava de motorista para o internacional (Portugal / Itália). Fiz as provas de seleção e fui aprovado. Logo a seguir tirei um outro curso para me especializar em cisternas, especialidade que tanto gosto dentro da caminhonagem, o que me permitiu entrar para uma empresa espanhola. Empresa esta que tem aproximadamente uma frota de 300 caminhões e que de três em três anos renova a frota com caminhões modernos, explica Cirilo,”.

“Actualmente a minha empresa está no ranking das melhores empresas a nível da Europa. Fazemos tráfego por toda Europa, incluindo a Inglaterra e países do leste. Suécia e Dinamarca, são os países que mais gosto de viajar.Sempre disse aos meus amigos ainda que por brincadeira que o meu sonho é um dia poder ter uma empresa de caminhonagem na minha terra natal, com as características das empresas aonde já trabalhei, como por exemplo em Portugal trabalhei numa empresa que tinha 150 caminhões e numa outra que tinha 70 caminhões. Alegro-me de ser o único negro na minha empresa e se houvesse mais, melhor. Claro. Talvez seja porque na minha empresa tenha muitos portugueses e porque sou angolano eles me chamam de “Man Torras”, diz Cirilo em tom sorridente.

Perguntado se tem enfrentado algum tipo de preconceito ou descriminação, o nosso entrevistado disse: “Ás vezes sim pelo facto de ser negro. Como por exemplo: numa das vezes que fui à Itália, daí a empresa mandou-me para Luxemburgo o que significa dizer que tinha que atravessar a Suíça, quando cheguei na fronteira no meio de milhares de caminhões que por aí passam, fui o único mandado parar para me pedirem os documentos. O curioso é que nem sequer pediram-me os documentos do caminhão, nem tão pouco da carga que levava.Além disso sempre que peço informação de alguma empresa aonde tenho que fazer a descarga às pessoas pelo facto de ser negro pensam que sou um “mendigo” ou que vou pedir qualquer outra coisa e então perguntam-me! onde está o motorista? a minha resposta é: o motorista sou eu, declara angolano Cirilo Nelson”.


Comentário: Um exemplo a seguir, que deve ser acarinhado meritóriamente por todos os angolanos, e não só.Muita força de vontade.Muito trabalho.Muito suor e lágrimas.
A recompensa é merecida, atendendo à profissão e aos países por onde este angolano desenvolve a sua profissão, nos quais não deve ser nada fácil, lidar com os preconceitos e descriminação.

Para este angolano, e outros exemplos idênticos, a minha " admiração".

Os governantes angolanos e outros responsáveis equiparáveis, deveriam prestar mais atenção e acarinhar o trabalho qualificado que muitos dos seus filhos, prestam e desenvolvem fora das suas fronteiras.Criar incentivos, e infraestruturas, para o seu retorno às origens.Existem fora de Angola, muitos quadros qualificados aos quais deveriam dar, a oportunidade e a hipótese de realizarem os seus sonhos dentro do seu pais.Contribuindo para a construção de uma Angola, para os Angolanos, em deterimento da contratação de quadros estrangeiros, que na maioria das vezes, encontram-se ao mesmo nível de equiparação que os emigrantes angolanos, sendo remunerados a peso de " ouro", com regalias de "luxo".Criar infraestruturas (gabinetes/secções) nas embaixadas e consulados espalhados pelo mundo, onde existam angolanos, com o objectivo de fazer o rastreio das qualificações e respectivas áreas.Facilitar-lhes o regresso com confiança, investindo nos angolanos, para os angolanos.

Sacoleiras de Angola invadem SP

Fonte: Estadão

Adriana Carranca

Já assíduas no Brás, elas seguem a moda de atrizes brasileiras e voltam à África carregadas de roupas e bijoux



É hora do almoço de um dia ensolarado e as ruas estão cheias de belas mulheres negras alegres e falantes, de penteados caprichadíssimos, roupas de cores vibrantes e adornos dourados, mas sem fazer ''banga''. Elas falam um português muito ''giro'' entre si e estão carregadas de sacolas. São respaldadas por homens fortes que entram e saem dos pequenos hotéis da redondeza levando nos ombros imensas ''pastas'' lotadas de compras feitas por elas. Uma loja de calçados exibe a bandeira desse povo alegre e apaixonado pelo Brasil. Isso, unido ao burburinho e colorido nas ruas e, por um instante, tem-se a impressão de estar em Angola.

Mas o local descrito é a esquina das Ruas Cavalheiro e Joaquim Nabuco, no Brás, centro de São Paulo. Fazer ''banga'' é ostentar riqueza, ''giro'' é palavra herdada dos colonizadores portugueses e quer dizer legal e ''pastas'' é sinônimo de malas. São palavras que se aprende em um giro - este, do português brasileiro - pelo Brás. A cena se repete no Bom Retiro e, mais recentemente, nas pontas-de-estoque de Moema. As mulheres são sacoleiras e lojistas angolanas que vêm ao Brasil comprar roupas, calçados e acessórios para vender no seu país. Algumas atravessam o Atlântico a cada duas semanas.

No 5º andar do Hotel Vitória, na Rua Cavalheiro, Cristina Rafael, a Tininha, de 31 anos, abre a porta desconfiada. Como trazem muito ''kumbu'' para as compras, feitas à vista e pagas com dólares, as angolanas ficam espertas. Costumam viajar em grupo, não andam sozinhas e só se relacionam com outros angolanos. Mas ela logo abre o sorriso - tem um cunhado paulistano e está acostumada com os brasileiros.

No ''cubico'' com TV e ''geleira'', Tininha abre as seis ''pastas'', cada uma com US$ 2 mil em mercadorias, em média. São 204 kg de roupas e sapatos, 50 pares de Havaianas e cabelo. As angolanas adoram os fios lisos e os cachos soltos das brasileiras e chegam a pagar US$ 150 por um rabo-de-cavalo de madeixas naturais - o preço depende do comprimento. Na Mãe Lú, a primeira das oito lojas de cabelo no Brás, 90% das clientes são africanas.

Os jeans e as calças coloridas e justíssimas usadas por Solange e Gislaine, de Duas Caras (leia abaixo), são mais vendidos porque, segundo Tininha, as angolanas têm o corpo das brasileiras: bem distribuído, de coxas grossas e bumbum avantajado. E ginga, elas têm? Tininha acha graça: ginga, para ela, quer dizer bicicleta.

Com três filhos para cuidar, ela vende as roupas em casa. Paga cerca de US$ 100 por sete ou oito calças e blusas femininas no Brás e vende cada uma a US$ 30, US$ 40, US$ 100 em Luanda, uma das capitais mais caras do mundo. Mas para atravessar a alfândega em Angola ela paga entre US$ 100 e US$ 350 por mala e garante que o lucro é pouco. Com a valorização do real, a China passou a fazer concorrência, mas o sucesso das novelas brasileiras sustenta o comércio de moda entre os dois países. ''O Brasil é um bocadinho caro, mas compensa a qualidade'', diz Dolores Hilário, de 28 anos.

Sua clientela faz parte da classe média e alta de Angola, que aumenta no rastro do PIB, com taxa de crescimento de 20% ao ano, uma das mais altas do mundo, desde o fim da guerra civil. Ela busca a moda brasileira nas pontas-de-estoque de Moema. Na semana passada, embarcava com a amiga Fefinha, dona de um salão de cabeleireiro em Lubanga (interior de Angola), com 408 kg de roupas e sapatos Jorge Alex.

Entre janeiro e março, mais de 800 angolanos desembarcaram em São Paulo, em dois vôos diários da South African Airlines - o dobro dos 385 que chegaram no mesmo período em 2007. O número pode ser muito maior. A Associação de Lojistas do Brás estima que 700 angolanas circulam todos os dias no bairro. De olho nelas, a OceanAir inaugura em 23 de abril o vôo São Paulo- Luanda três vezes por semana, em um Boeing 767-300 para 203 passageiros.

Hoje, único vôo direto entre Brasil e Angola faz a rota Luanda-Rio três vezes por semana em um 747-300 para até 400 passageiros. A companhia só permite 20 kg - e não há sacoleira que saia do Brasil com menos de 200 kg de bagagem. Para atendê-las, pipocaram no centro de São Paulo pequenas transportadoras como a Express Luanda, com matriz no número 99 da Rua Joaquim Nabuco e filial no Brás. Emprega 6 angolanos e 12 brasileiros e despacha 16 toneladas por semana para Luanda. Cobra U$ 5 por kg e faz a entrega em 15 dias.

Pelo menos oito hotéis simples do Brás são sustentados pelas angolanas. Com 84 apartamentos, a R$ 35 a diária com café da manhã, o Hotel Vitória tem 50% de sua ocupação garantida pelas estrangeiras. ''O Brás, hoje, depende das angolanas'', exagera o gerente Leonardo Hoeppner. Pelo menos 80 angolanos fazem ali o check-in semanalmente e ficam hospedadas, em média, cinco dias.

''As relações entre os dois países vêm desde o século 17, agora intensificadas pelo desenvolvimento de Angola. Embora tenha grande contingente de miseráveis, há uma considerável parcela da população com poder aquisitivo alto'', diz a professora de português e literatura africana da Universidade de São Paulo Rita Chaves. ''A concentração de renda e a fragilidade das instituições angolanas fazem o comércio informal sobreviver fortemente no país.''



Comentário: Após a leitura do artigo, e pelo desenrolar dos acontecimentos, onde os números são admiráveis, apetece dizer, contrariando o que diz uma das angolanas entrevistadas, segundo ela, " Mas para atravessar a alfândega em Angola ela paga entre US$ 100 e US$ 350 por mala e garante que o lucro é pouco"

Ora, se o lucro é pouco, e as passagens de avião são caras ( como é sabido), somando as despesas com a estadia, alimentação e transportes na cidade, qual é a motivação que leva estas " Sacoleiras " a deslocarem-se ao Brasil ?

Não será antes, porque o negócio é rentável e permite inclusive cobrir as elevadas despesas com a deslocação, e ainda tirar o "lucro" mais que suficiente, uma vez que Luanda é uma das cidades mais caras do mundo.Há aqui " gato escondido com o rabo de fora", porque o segredo é a " alma do negócio".Angolano e brasileiro são dois povos irmãos, que estabelecem relações desde o sec XVII.A autora deste artigo, talvez não saiba, em Angola chamam a este tipo de sacoleiras/os, "trambiqueiras".Estamos sempre aprender,.Com este artigo, aprendi onde e com quem, os angolanos aprendeream a ser "trambiqueiras".


Os angolanos sabem bem, o que significa o " trambique" das/os "trambiqueiras/os".É algo que tem contornos estranhos.Em Portugal, usam o termo " trafulhice". A procura pelo Brasil, não tem nada a ver com as novelas brasileiras.As novelas é uma camuflagem.

Este fenómeno das "Sacoleiras" angolanas, pode ser novidade no Brasil, em Portugal já se pratica à vários anos.O chamado esquema "Lá e Cá".Pratica-se ao nível do vestuário e calçado, como ao nível de outros sectores (informático, peças de automóveis, cosméticos, relojoaria, ouro, etc,.).É uma questão de visitarem o aeroporto de Lisboa, nos dias em que há vôos para Angola.As malas vêm vazias, e partem cheias.É um espectáculo digno de ser visto.Só não levam as paredes da casa, porque são de cimento e betão.Mas há quem consiga esse milagre de levar a casa em "kit".O esquema deste negócio, implica o envolvimento de vários sectores.Onde a famosa "gasosa/corrupção" impera, sendo o controlo mais apertado e dificultado na Europa, nomeadamente em Portugal.Teve a sua diminuição, porque a TAAG, foi interdita de viajar para a maioria dos aeroportos europeus, cujo o controle e o facilitismo no excesso de peso era um negócio, para os fomentadores e angariadores da " gasosa ".É normal que a rota das " Sacoleiras/Trambiqueiras" tenha mudado de destino.

Quanto ao facto de viajarem em grupo, é perceptível de entender-se.Se cada passageiro tem direito a 20 kg de bagagem, dois passageiros terão direito a 40 kg, e assim sucessivamente.

Podem crer, eu sei do que falo, em tempos uma " trambiqueira made in Angola" tentou armadilhar-me para este mundo dos negócios.Também ela, usava o mesmo " blá blá " que ganhava pouco, os filhos passavam mal, o lucro era pouco, na tentativa de eu adiantar a verba necessária para a mercadoria que ela desejava.No entanto para a trambiqueira, apesar de tudo ser " pouco", conseguia viajar para Portugal, no mínimo duas vezes por ano, conjuntamente com mais duas pessoas, onde ela era a responsável pelos pagamentos das passagens.Ao preço, que estavam as passagens de avião, começou a despertar em mim, o sintoma da desconfiança.Essa desconfiança aumentou, quando a trambiqueira que se dizia viver num prédio sem condições rodeada de lixo, sem saneamento básico,luz a gerador, comprou do dia para a noite, uma vivenda num condomínio fechado.Como é sabido uma vivenda pode custar 1 milhão de dólares.O pouco salário aumentou escandalosamente, permitindo-lhe luxos.A esta trambiqueira, não lhe restou outra alternativa, senão "Fugir da minha pessoa a sete pés", alterando tudo na sua vida.Sem que antes, conseguisse armadilhar outras pessoas, para prosseguir os seus intentos, de forma a suportar os seus negócios trambiqueiros e luxos.

Uma trambiqueira, apresenta-se de uma forma "honesta e latismosa, em fase de suicídio ou morte", maliciosamente tenta atrair a "compreensão".

Esta trambiqueira continua, tal como as Sacoleiras no Brasil, a viajar "Cá e Lá" e não admite que coloquem em causa a sua " honestidade e angolanidade de dupla nacionalidade (Angolana e Portuguesa) ".Evitando desta forma o controle alfândegário nos aeroportos e outras regalias que este estatuto lhe permite.

Vejam o vídeo em anexo da série angolana Conversas no Quintal(um bom exemplo dos trambiques, não sendo no entando, um dos exemplo que possa ser considerado dos piores, mas o mais usado para viajar para países onde o alojamento é elevado - uma casa - uma família - uma boa cobertura - camuflagem)

EXCELENTE - CRIATIVIDADE "Atirei o pau ao gato "

domingo, 23 de março de 2008

FOTO - No Comment - Himba Coke

Angola: Navios chineses detidos por pesca ilegal

Fonte : Lusa

Dois navios de pesca com 70 tripulantes de origem chinesa foram detido pela polícia fiscal quando se encontravam a pescar ilegalmente arredores de Luanda. A língua dificulta o trabalho das autoridades no processo de averiguaç?es.

De acordo com a Polícia Nacional, cada embarcação tinha a bordo 35 marinheiros, quando foram apreendidas na quarta-feira por efectivos da Unidade Fiscal Marítima do Comando Nacional da Polícia Fiscal, entre o Cabo Ledo e as Palmeirinhas, a 30 milhas da costa sul de Luanda, noticiou a Lusa.

Embora não apresentasse a quantidade de pescado contido nos dois navios, a PN garante que os mesmos encontram-se atracados na referida unidade e os seus ocupantes detidos para investigações. Segundo a PN, um dos grandes obstáculos no processo de averiguações, é a falta de diálogo entre os detidos e as autoridades, pelo facto dos pecadores falarem apenas chinês.

O mais agravante é que o número de passaportes em posse da polícia é inferior ao número de ocupantes, salienta a PN. "Foi aberto já um processo, que se encontra na fase das averiguações e depois da conclusão será enviado para a Procuradoria-Geral da República", frisou.

Trata-se da primeira apreensão neste ano que foi possível graças a resposta rápida e “eficaz” dos agentes em serviço e aos "meios modernos de fiscalização marítima".

A PN refere que com a modernização dos meios de locomoção e de comunicação em terra e no mar, a corporação passou a possuir mecanismos mais eficazes na prevenção e no combate às contrafacções contra a economia, ocorridos na orla marítima nacional.

A Unidade Fiscal Marítima do Comando Nacional da Polícia Fiscal do Comando Geral da Polícia foi inaugurada em Fevereiro passado na Ilha de Luanda, um pais com uma costa marítima de 1.600 quilómetros.





Comentário: Chinês não dorme.É preciso ter " um olho no burro outro no cigano".

sábado, 22 de março de 2008

Valor da Literatura Angolana é reconhecido e inquestionável


Fonte: Jornal de Angola

Francisco Pedro


Especialistas e estudiosos de renome que analisam frequentemente a Literatura africana, como Manuel Ferreira, Salvato Trigo, Pires Laranjeira, Ana Mafalda Leite, Inocência Mata, Laura Padilha, Cármen Tindó, entre outros, têm como referência autores angolanos quando se trata de literaturas africanas de língua portuguesa.Esta constatação foi feita ontem pelo escritor e director do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), António Fonseca, como reacção à atitude do escritor José Eduardo Agualusa, que considerou medíocres alguns dos maiores nomes da Literatura Angolana.


Em entrevista publicada no semanário “Angolense” no último fim-de-semana, Agualusa afirmou que “uma pessoa que ache que o Agostinho Neto, por exemplo, foi um extraordinário poeta é porque não conhece rigorosamente nada de poesia. Agostinho Neto foi um poeta medíocre. O mesmo se pode dizer de António Cardoso ou de António Jacinto”.
Para António Fonseca, essa posição de Agualusa já não surpreende, pois conhece-o desde há longa data e sabe de que tipo de pessoa se trata. Por outro lado, adiantou, o valor da Literatura Angolana é inquestionável e, consequentemente, os seus autores têm reconhecimento ­inter­nacional.

A título de exemplo, António Fonseca lembrou que a maior feira do livro do mundo, a Feira de Frankfurt, já nos anos 80 havia reconhecido o mérito dos escritores angolanos ao outorgar um prémio ao escritor António Jacinto, cujo emblema consta do património do INALD.

As obras de qualquer um dos escritores que Agualusa questiona, embora já falecidos, tanto Agostinho Neto, como António Cardoso e António Jacinto, por si só justificam originalidade e mérito, tanto dentro do país como no exterior, acrescentou.

Estudioso da literatura oral angolana, conhecedor de provérbios e advinhas, António Fonseca disse também que, mesmo os escritores da nova geração, como Albino Carlos, António Seitas, Ondjaki, entre outros com estilo próprio, possuem obras de referência, não devendo Agualusa confundir afectos ou simpatias políticas com gostos literários.

“É evidente que cada leitor tem os seus gostos por cada autor, o que diferencia as nossas opiniões. Porém, a crítica cabe aos críticos, com as devidas ferramentas linguísticas e literárias”, salientou o escritor, sem deixar de desencorajar a concorrência autoral que nos últimos tempos enferma a carreira e a boa imagem dos criadores angolanos.

O director do INALD lembrou que vários são os trabalhos em universidades europeias e americanas em que os estudantes apresentam teses ou trabalhos de pós-graduação sobre autores angolanos, além das traduções e prémios com base em critérios científicos, e nada de paixões políticas. “Como pode Agualusa negar ou desclassificar essas teses?”, questionou.




Comentário: A polémica está lançada.Entre o que disse o escritor e jornalista lusófono José Eduardo Agualusa numa entrevista a um jornal angolano e os seus simpatizantes defensores e os de Agostinho Neto.Na entrevista, o escritor diz " uma pessoa que ache que Agostinho Neto, por exemplo, foi extraordinário poeta, é porque não conhece rigorosamente nada de poesia.Agostinho Neto foi um poeta medíocre.O mesmo pode se dizer de António Cardoso ou de António Jacinto..."


Tal como diz o autor do artigo aqui exposto, Francisco Pedro " É evidente que cada leitor tem os seus gostos por cada autor, o que diferencia as nossas opiniões." com a qual concordo em absoluto, relativamente aos gostos dos leitores, podendo esta influenciar as opiniões.É sobre a influência, que eu quero exprimir a minha modesta opinião.

José Eduardo Agualusa, é um escritor da da nova geração da literatura angolana e LUSÓFONA.Isto é, um escritor recente.Sem lhe tirar o mérito pelas obras que escreve, pois não é isso que está em causa.Uma vez, que José Eduardo Agualusa, assim como qualquer artista, seja qual fôr a área onde esteja inserido, ao elaborar uma obra, independentemente das opiniões e impacto que possa vir a ter públicamente, a OBRA QUANDO ESTÁ A SER ELABORADA PELO ARTISTA, DESDE LOGO É POR SI CONSIDERADA UMA OBRA COM VALOR.Esse valor para o artista, nunca poderá partir do suposto, que o resultado inicial e final é ou será uma obra " MEDÍOCRE".Se tal acontecer, o artista está a suverter-se a si próprio e aos futuros leitores ou consumidores.

Portanto José Eduardo Agualusa, na minha modesta opinião, ao considerar as "obras dos outros medíocres" está a desrespeitar os verdadeiros valores e motivações dos artistas e suas obras.Até porque, como já disse, José Eduardo Agulusa é um escritor recente, com algumas provas dadas, mas que ainda não são suficientes para fazer dele, no mundo da literatura e das artes, um escritor "Excelente" e com mérito ou capacidade para julgar seja quem fôr, no mundo das artes.A escrita é uma arte.Em tudo na vida, existe coisas boas e más, e o que, para o José Eduardo Agualusa, possa ser considerado medíocre, para os outros, pode ser considerado uma " excelência" depende da sensibilidade de cada um.

Neste caso particular, parece-me que José Eduardo Agulusa, está a tentar usar o nome de terceiros, para ser o protagonista principal da polémica, tentando aumentar através dela, quiçá, o aumento da procura das suas obras, por parte de novos leitores.Uma estratégia de marketing.Aliás, José Eduardo Agualusa, é defensor de que o português falado no Brasil, deveria ser a língua principal da Lusófonia.Em defesa da sua teoria, alega que o português brasileiro abrange muitos mais leitores, devido ao número de habitantes por km2 que o Brasil possui.Isto é, esta teoria pode proporcionar um maior número de VENDAS, leitores e mercado " LITERÁRIO".

José Eduardo Agualusa, divide os seus afazeres entre Portugal ( um país minúsculo e com cerca de 10 milhões, que lhe proporciona estabilidade) Brasil ( um país enorme, com 169.799.170 habitantes) e Angola (população é de aproximadamente 10.500.000 habitantes, mas com imensas capacidades para ser aumentada, devido à sua grandiosidade). Para bom entendedor, meia palavra basta, sobre a tendência de Agualusa pelo Brasil.


José Eduardo Agualusa, talvez ainda não tenha aprendido, que os analfabetos, apesar de não saberem escrever, podem ser grandes POETAS POPULARES.A literatura portuguesa, está cheia de muitos e bons exemplos.Não vou colocar aqui nenhum desses exemplos, pelo simples facto de poder vir a ser considerada "medíocre" por alguém que apesar de poder ter mérito ( só o tempo o dirá, e em alguns casos, só após a morte do artista é que a sua obra é valorizada e reconhecida, devido à ausência que a sua pena, pincel, martelo etc, provoca no seu público alvo - Causa/Efeito).

Por outro lado, outras vozes e opiniões se levantam, contra José Eduardo Agualusa contestando a sua angolanidade, devido à repartição que o mesmo faz, entre Angola/Brasil/Portugal.Acusam-no, de a sua angolanidade só sobressair quando é para falar "mal de Angola" e que o mesmo vive distanciado da realidade quotidiana do seu país.

Acusam-no maliciosamente de ser um angolano de baixa categoria e sem moral e credibilidade para falar de Angola.

Também eu, faço parte desse grupo de angolanos que " só sabem falar mal de Angola".Porque AMO DEMAIS O MEU PAÍS, e alguém tem que fazer e representar o papel do CARRASCO.

Querer bem a alguém, seja ela pessoa, país ou objecto, não é quem que fala bem e bonito, veste bem de aparência, concorda com tudo, sem opinião própria.Querer bem a alguém, é ser frontal, é carregar os espinhos, é apontar e ajudar a sarar as feridas fétidas.Este querer, é uma tarefa árdua e difícil, talvez por ser assim, é que muitos preferem optar por falar " bem de Angola", dá menos trabalho, fica melhor na fotografia.

Mais tarde voltarei a este tema da "ANGOLANIDADE" de uns ( dos que estão dentro de Angola) e de outros ( e dos que estão fora).

Quanto ao escritor José Eduardo Agualusa, simplesmente direi, para o mesmo continuar a sua escrita, subir pelo seu próprio pé e mérito, deixar o tempo, os leitores e os críticos, considerar e julgar o que é melhor ou pior, bom ou mau.

Estar a considerar um escritor de "medíocre" é o mesmo que estar a chamar aos seus leitores e simpatizantes de maus leitores e outras coisas mais.Se fosse consigo, você e os seus leitores não gostariam de ser julgados e rotulados dessa forma.

ENSINO - ESCOLAS - YOUTUBE GERA VIOLÊNCIA





O acesso facilitado à tecnologia, está a gerar, criar, educar, formar MONSTROS

sexta-feira, 21 de março de 2008

CARTA A DEUS


Um rapazinho de 8 anos queria ganhar 100 euros e rezou durante duas semanas para Deus. Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma carta para o Todo-Poderoso com o seu pedido. Os CTT receberam uma carta endereçada para "Deus-Portugal" e resolveram entregá-la ao Primeiro Ministro. O Ministro José Sócrates ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 euros para o garotinho, pois achou que 100 euros era muito dinheiro para uma criança tão pequena.




O rapazinho recebeu os 10 euros e imediatamente sentou-se para escrever uma carta de agradecimento:



-"Querido Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que eu pedi. Contudo, notei que por alguma razão, o Senhor mandou-o através do Ministro José Sócrates e,como sempre, aquele filho da p... ficou com 90%, do que era meu!"




Comentário: Os 90% são para esbanjar na pré campanha eleitoral, daqui a um ano e meio.

quinta-feira, 20 de março de 2008

VERGONHA - Vídeo - Telemóvel - Professora - Aluna





Portugal, está bem servido de TACHOS (jobs for the boys).Está, é mal servido de políticos.Muita conversa fiada, muita imagem, muita aparência de fachada.Já dizem por aí, só vai para político, quem não é capaz de desempenhar um ofício com as mãos e só sabe usar a boca para falar.Talvez seja o caso do nosso engenheiro.

Empresa portuguesa de tintas vai iniciar produção em Luanda

Luanda, Angola, 20 Mar - A fábrica de tintas construída em Angola pela empresa portuguesa Barbot inicia a sua actividade nos próximos dias, anunciou quarta-feira em Luanda a Televisão Pública de Angola (TPA).

Em declarações ao programa Economia e Negócios da TPA, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Barbot, disse que a fábrica vai ter uma produção diária de 20 mil litros de tinta, com os mesmos padrões de qualidade verificados na Europa.


“Vamos primar sempre num método de produção limpo e eficiente, com boas soluções de qualidade e preços e, sobretudo, com produtos feitos em Angola com um nível igual aos produzidos na Europa”, disse ainda o empresário.

Carlos Barbot adiantou que a empresa está já a pensar a sua expansão em Angola, devendo a cidade de Benguela ser o próximo passo.

O empreendimento, localizado na zona do Hoji ya Henda em Luanda, está orçado em 3 milhões de dólares.

Fundada em 1920, a Barbot está colocada entre as três primeiras empresas de tintas do mercado português.




Comentário: Se esta filosofia fôr cumprida, será óptimo para Angola.

" Vamos primar sempre num método de produção limpo e eficiente, com boas soluções de qualidade e preços e, sobretudo, com produtos feitos em Angola.


Estamos na época da Páscoa, por hoje fico-me por aqui...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Angola: Governo garante que não haverá registo eleitoral no estrangeiro

Luanda, 19 Mar (Lusa)- O ministro da Administração do Território de Angola, Virgílio Fontes Pereira, assegurou hoje que não será realizado o registo eleitoral dos angolanos no estrangeiro para as próximas legislativas.

A informação foi prestada aos jornalistas no final de uma reunião entre a Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE) e os representantes dos partidos políticos.

"Ficou claro que a posição do Tribunal Constitucional não põe em causa a decisão do Governo de não realizar o registo eleitoral no exterior, porque não há condições para o fazer. O que se pode fazer no futuro é alterar a lei", afirmou o ministro.

A UNITA anunciou recentemente que o Tribunal Supremo, num acórdão proferido por esta instância judicial, atribuiu razão a uma petição do maior partido da oposição em defesa da realização do registo eleitoral no exterior do país.

Durante o encontro, o ministro, que é também coordenador da CIPE, informou que decorrerá entre Abril e Maio o processo de actualização do registo eleitoral, período em que deverão inscrever-se todos os angolanos que completem 18 anos até às eleições e outros que tendo completado essa idade não estejam ainda inscritos.

O ministro defendeu uma "maior colaboração e intervenção" dos partidos políticos na campanha de educação cívica para levar os cidadãos a devolver cartões de eleitor que tenham a mais em seu poder, em resultado de duplo registo, o que corresponde a menos de um por cento do global de eleitores registados.

Para as próximas eleições legislativas, previstas para Setembro, próximo foram registados 8,2 milhões de eleitores.

Ainda em torno da educação cívica, o governante pediu para que os cidadãos não utilizem os cartões de eleitor para outros fins que não seja o exercício do direito de voto.

Nos últimos tempos tem gerado polémica no país, o facto de cidadãos estarem a tratar documentos pessoais, nomeadamente o bilhete de identidade, com recurso ao cartão de eleitor.

"Temos apelado às entidades públicas e privadas e aos cidadãos eleitores para que não utilizem o cartão de eleitor, salvo para questões estritamente ligadas ao processo eleitoral", salientou Virgílio Fontes Pereira.

O ministro anunciou ainda que será atribuído um financiamento para os partidos políticos para o período de actualização do registo eleitoral, escusando-se a mencionar o montante que cada formação política receberá, mas citou que tal verba caberá apenas aos partidos legalizados pelo Tribunal Supremo.

O Tribunal Supremo de Angola divulgou hoje uma lista em que consta a existência no país de 98 partidos legais e 29 ilegais.




Comentário:O ministro da Administração do Território, escussou-se à verdade dos factos, alegando não há condições para realizar o registo eleitoral no exterior, por dois motivos: o primeiro por falta de " vontade política", o segundo porque os eleitores votantes no exterior são um eleitorado muito " mais esclarecido " devido ao seu envolvimento e participação com outras democracias, podendo contribuir para um outro resultado final nas eleições.Podendo o resultado final originar uma margem tangencial entre os dois maiores partidos.

O Ministro sabe muito, os angolanos no exterior " SABEM MUITO MAIS " como funciona a propaganda política e as suas influências sobre o eleitorado.

Quem espera, sempre alcança.Os angolanos no exterior esperam pelo Ministro nas próximas eleições, em que eles possam ter o direito de exercer a sua cidadania plena em igualdade de circunstância.