segunda-feira, 14 de abril de 2008

Nem sempre seremos capazes e absolutos de assegurar a qualidade das obras – Higino Carneiro

Fonte:TPA

O país está em construção e a fiscalização está em primeiro lugar, defendeu ontem (quinta-feira), em Luanda o Ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro (na foto).

Falando a margem, da Conferencia sobre Fiscalização e Priori e Posterior das Obras Publicas de Reconstrução Nacional, o responsável disse ainda que neste momento existem muitas obras, quer de reabilitação, quer de construção de novas infra-estruturas e, nem sempre as coisas correrão como se prevê.
“Nem sempre seremos capazes e absolutos de assegurar a qualidade daquilo que gostaríamos”, frisou.

O ministro fez saber que neste momento, o seu ministério conta com quase 3.000 projectos de reconstrução e reabilitação de infra-estruturas em todo país.

Recorde-se que a Conferência sobre "Fiscalização a Priori e Posterior das Obras Públicas de Reconstrução Nacional" tem o término previsto esta sexta-feira e se enquadra nas comemorações do sétimo aniversário do Tribunal de Contas, a assinalar-se a 12 de Abril de 2008.

Nela participam peritos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe.




Comentário: Mais uma VOZ que se levanta, para dar a mão à palmatória sobre a QUALIDADE DAS OBRAS na RECONSTRUÇÃO NACIONAL.Será isto um AVISO, a prever novos desabamentos.A preparar a população, no sentido que as novas infra-estruturas, apesar de serem novas, são de má qualidade, e que ninguém está seguro (livre), que um DIA A CASA PODE VIR ABAIXO (com as chuvadas), porque foi construída ao abrigo de protocolos de baixos custos made in China ?

Quais são as razões, porque nem sempre serão capazes em absoluto de assegurar a qualidade das obras ?

- Será, por falta de gestores competentes?( dança das cadeiras - sai um, entra outro)

- Será, por falta de quadros técnicos qualificados (de nível verdadeiramente e comprovadamente SUPERIOR) ?

- Será, por falta de fiscalização ISENTA (livre da corrupção) ?

- Será, pela corrida contra o tempo, em quererem fazer tudo (à pressa), e que não fizeram em trinta anos (30) ?(nem cuidar da manutenção dos edíficios dos imperialistas e colonos portugueses, foram capazes em absoluto, quanto mais dos novos)

- Será, pelos acordos e protocolos que assinam, cujas as contrapartidas estão livres de EXIGÊNCIAS ? ( retorno made in China de 252% - é obra de altos custos - Vírus Chinoca - quando penetra, não há antibiótico que o impeça de avançar cada vez mais...)


Já agora, uma curiosidade.Li algures que " Maldito lençol freático(...) «Hospital Américo Boavida (HAB)pode vir abaixo». Uma fissura de três centímetros que percorre de alto a baixo o edifício número 2 obrigou já a transferência dos seus serviços para uma outra instalação.

Começa a ser estranho, e até caricato, de um momento para o outro, todos os edíficios estão na eminência de desabarem (Angola está paiada).

Estas estranhezas, fazem-me lembrar, à uns tempos atrás (recentes), o surto das " doenças estranhas".Por tudo e por nada, sem mais nem menos, surgiam doenças estranhas (?).

Aproveitando a oportunidade, quando é que está prevista a "divulgação dos resultados à(s) causa(s) do Desabamento do edíficio da DNIC", feita por técnicos portugueses ?

Esperemos que a divulgação, não demore o mesmo tempo, que está a demorar a divulgação dos resultados das eleições no Zimbabué (estão a cozinhar entre uns e outros, qual será o resultado à(s) causa(s) mais conveniente à actual situação).

Só espero, que não venham afirmar para a praça pública, que " nem sempre serão capazes em absoluto de apurar as causas do desabamento dos edíficios".

Não levem a mal, a minha condição de Mercenária, por vezes, sofre sériamente de " CRISES DE DESCONFIANÇA".

Tentem compreender, é que em Angola, para certas situações e acontecimentos, existe uma CERTA LIGEIREZA APRESSADA, para tornar público certos acontecimentos (inaugurações), que na maioria das vezes, são as mais favoráveis aos governantes, aos representantes, ao MPLA e ao Presidente da Nação, mesmo que esses acontecimentos sejam de má qualidade (duvidosa), conseguidos através de "baixos custos".

Abram os OLHOS, e aprendam, antes que comece TUDO a DESABAR (novo e velho). O BARATO SAI CARO.



Fiscalizem à LUPA, as obras da NOVA MARGINAL.Caso contrário, é melhor começarem a pensar, em encomendar à China, COLETES DE SALVAÇÃO a baixo custo, para evitarem morrerem afogados num desabamento GERAL e TOTAL, porque nem sempre serão capazes em absoluto de assegurar a qualidade daquilo que gostariam.


Angola tem milhões nos cofres da SONANGOL da ENDIAMA e nas Fortunas Pessoais da Família Dos Santos, para ter a OBRIGAÇÃO e o DEVER MORAL e CÍVICO, de POSSUIR CONSTRUÇÕES DE BOA QUALIDADE, CAPAZES DE ASSEGURAR EM ABSOLUTO, A QUALIDADE DAQUILO QUE TODOS DESEJAM E GOSTARIAM.

Acabem com o velho hábito (adquirido durante a guerra) de andarem constantemente a CHORAMINGAR para as chancelarias e comunidades internacionais, na tentativa de arranjar culpados e desculpas esfarrapadas, para as más decisões (opções) políticas, sociais e económicas .


Fiscalizem também à LUPA, as agências bancárias, pois elas devem estar infestadas de ácaros (piolhos) informáticos, para poderem serem capazes de assegurar em absoluto a qualidade que todos desejam e gostariam de ter, na segurança do seu dinheiro e bens.

Na santa terrinha, dizemos: Queres dinheiro?Vai ao totta ou ao millenium BCP!!


Comecem a semana de trabalho, a treinar, a nova forma de dançar a baixos custos " kizomba made in China "

domingo, 13 de abril de 2008

FOTO - NO COMMENT

Fonte: uigecentrico.blogspot

(Clicar na imagem para ampliar)

sábado, 12 de abril de 2008

Ministro diz que chineses apresentam tecnologia de baixo custo


Fonte:Angop

O ministro das Finanças, José Pedro de Morais, disse hontem (quinta-feira), em Luanda, que as empresas chinesas que participam na reconstrução das infra-estruturas de Angola continuam a beneficiar de vantagens em relação aos outros concorrentes que operam no mercando, por disporem de tecnologia de baixo custo.


Ao falar no final da conferência sob tema “A China: Um Parceiro Precioso, Ainda que Polémico e Misterioso”, realizada hoje, numa promoção do Centro de Estudos Estratégicos de Angola (CEEA), o governante salientou que, além da tecnologia de baixo custo, as empresas chinesas trazem material e mão-de-obra a custos mais baixos em relação aos seus concorrentes.

No tocante à entrada maciça de trabalhadores chineses em Angola, o ministro disse que os asiáticos estão no país por um período temporário, porque depois de terminada as grandes obras eles vão se embora.

Segundo Pedro de Morais, nem sequer se deve falar em competição entre chineses e força de trabalho angolana, porque o Governo não está à procura de trabalhos temporários para os nacionais.

De acordo com o ministro, o Executivo chamou os chineses para reconstruir as infra-estruturas e permitir criar uma base produtiva alargada, que possibilite aos angolanos terem um “emprego permanente”.

A criação de emprego permanente para os angolanos, disse, decorre do crescimento económico que está a ser provocado pela reconstrução das infra-estruturas, realizada na sua maioria por chineses.

Atendendo ao facto da mão-de-obra nacional ser jovem, acrescentou, ela precisa ser bem treinada para se integrar no sistema produtivo, pois o Governo augura ter fábricas, complexos agrícolas e uma indústria de serviço onde possa ser empregada a mão de obra nacional de forma progressiva e rentável.

Precisou que o resultado da cooperação vantajosa com a China está a vista, pois os institutos médios, hospitais, estradas e pontes estão a ser inaugurados, criando desta forma novas oportunidades de empregos para professores, técnicos formados em saúde e outras áreas de actividade.

O titular das Finanças disse que o Governo persegue um objectivo, consubstanciado na recuperação sustentável das infra-estruturas básicas, e para resolver esse problema Angola precisa de financiamento de longo prazo e barato.

“Precisamos de tecnologia que não seja muito cara. Quem tiver é lá onde o Governo vai fazer recurso. É uma decisão que releva das condições competitivas que o mundo tem hoje. Vamos fazer aquilo que é melhor para os angolanos, e o melhor para Angola é realizar os seus objectivos de desenvolvimento com custos razoáveis” – disse.

O ministro disse que o OGE deste ano reserva 12 biliões e 500 milhões de dólares norte-americanos para a realização de investimentos públicos.





Comentário: Senhor Ministro, o senhor precisa de "tecnologia barata " para o Pobre - Povo consumir.Eu não acredito que o senhor Ministro das Finanças, tenha a coragem suficiente, para arriscar na compra de um edíficio de caráter pessoal, made in China.

Senhor Ministro das finanças, não sabe fazer contas aos custos.Eu não sou perita na matéria, mas também perante os factos conhecidos mundialmente, não é fundamental ser-se perita na matéria, para saber fazer contas aos produtos made in china a longo prazo.

A tecnologia e os produtos made in china, são baratos, porque os materiais usados na sua concepção são de MÁ QUALIDADE, devido precisamente de serem de baixo custo.

Partindo desse princípio, Senhor Ministro das Finanças qualquer produto made in China o seu prazo MÁXIMO de validade é de SEIS MESES - leu bem - seis meses.

Sendo assim, vamos às contas, de quanto pode ficar uma "opção pelos custos baixos".

Por exemplo, a compra de uma máquina de barbear.Uma máquina de barbear, com tecnologia avançada e de qualidade, sem ser made in China, o seu preço varia entre os 35 e 70 euros, com direito a garantia de dois anos.

Uma máquina de barbear made in China, custa entre 15 a 20 euros, sem direito a garantia e sem direito a talão comprovativo de compra.

Senhor Ministro das Finanças, sabe porque razão a máquina de barbear, não tem direito a garantia ?

Precisamente, porque é de "baixo custo" e de duração limitada.No máximo de seis meses.( disse o Presidente da Assembleia Nacional: devido à existência de várias empreitadas que são inauguradas e pouco tempo depois apresentam sinais de deterioração» )

Feitas as contas, pegando nos custos, os resultados finais podem ser estes:

Uma máquina com garantia de 2 anos, cujo o preço seja de 70 euros (escolhi o preço mais elevado).Durante esse período se a culpabilidade do mau uso de funcionamento, não fôr do comprador, está livre de mais encargos ( custos)

Uma máquina made in china, sem garantia, cuja a duração é de seis meses e o preço de 20 euros, sofre um acréscimo de aumento dos custos, relativamente à máquina de 70 euros.

Dados para as contas, baseados no tempo de garantia, de dois anos, da máquina de 70 euros :

20 - preço da máquina made in china
6 - prazo de duração (sem garantia)

Ao fim de 6 meses, com muita sorte, terei que comprar uma nova máquina made in china, o que perfaz o total do baixo custo em 40 euros (12 meses).

Em dois anos de garantia, o custo da máquina de barbear made in china, atinge o custo total de 80 euros.
O que quer dizer Senhor Ministro das Finanças, que a compra de baixo custo, sai mais cara 10 euros.
O que quer dizer Senhor Ministro, que o BARATO SAI CARO, e não tem qualidade nem garantias.

Especulando, também podemos inventar a hipótese, de alguém estar a desviar para o seu bolso 10 euros (lembrem-se a corrupção em Angola é um status geral), devido à opção tomada, a favor da compra de tecnologia, da construção e mão de obra, a custos mais baixos.O que seria um problema grave para as gerações "vindouras", resolverem.Essas gerações, ou acarretam com os prejuízos, arrastando a manutenção pelas opções de custos mais baixos, tomados por outras cabecinhas que financeiramente, não percebiam nada do assunto, a não ser a contabilidade financeira dos seus bolsos.Ou mandam deitar tudo a baixo, e reconstroem tudo de novo, proporcionando a VERDADEIRA QUALIDADE DE VIDA, evitando por outro lado, danos graves com vitimas inocentes, caso comecem acontecer desabamentos incontroláveis, devido à deficiência na construção de obras de baixo custo.

Senhor Ministro, eu compreendo a sua posição na opção relativamente aos baixos custos da China, principalmente quando esses baixos custos são direccionados para as classes sociais mais baixas e desfavorecidas ( os ricos ganham muito $ à custa dos pobres).Qualquer porcaria serve, para os contentar e calar.Até porque, o tempo, não espera e escasseia.Existe muita obra por fazer, até às eleições.E nessa matéria, os produtos de baixo custo made in China são os MELHORES DO MUNDO - SÃO CAMPEÕES - ÓPTIMOS PARA CAMUFLAR E DISFARÇAR AS DEFICIÊNCIAS NAS OPÇÕES POLÍTICAS DE MÁ QUALIDADE.

Senhor Ministro, aproveito a oportunidade para informá-lo que a maior Ponte do Mundo, a ser construída precisamente na CHINA, não é uma OBRA MADE IN CHINA de BAIXO CUSTO.
É uma obra Made In Portugal.
Senhor Ministro das finanças, sabe o que isso significa ? Sabe ?

Senhor Ministro, significa que é uma obra, com elevados custos de RESPONSABILIDADE.

Responsabilidade, não é anarquia.Responsabilidade, não são obras, como os exemplos que acompanhem este comentário.


Exemplos da Construção Chinesa - Tecnologia de baixo custo.

A quem se destinam estes edíficios ? Ao povo ?
Qualquer dia a casa vem abaixo.As comadres zangam-se.Os culpados pela opção do " baixo custo" onde estarão ?

Comparem, o que é que dizem actualmente alguns dos responsáveis, pela opção dos "baixos custos" na reconstrução nacional

- "O ministro das Finanças, José Pedro de Morais, disse hontem (quinta-feira), em Luanda, que as empresas chinesas que participam na reconstrução das infra-estruturas de Angola continuam a beneficiar de vantagens em relação aos outros concorrentes que operam no mercando, por disporem de tecnologia de baixo custo."


- "O presidente da Assembleia Nacional Roberto de Almeida (AN) exteriorizou a sua opinião ao abrir hoje a conferência “Fiscalização a priori e a posterior das Obras Públicas de Reconstrução Nacional”."

Não se coibiu de exprimir o seu desagrado em relação à qualidade de muitas obras públicas realizadas nesta era de paz.

«A avaliação das obras, no que concerne à sua conservação e manutenção, é de extrema importância devido à existência de várias empreitadas que são inauguradas e pouco tempo depois apresentam sinais de deterioração», disse.
Destacou a questão da responsabilidade dos donos das obras públicas no acompanhamento e fiscalização das empreitadas.

- " Sobe número de firmas chinesas "
O número de empresas chinesas a operar em Angola no sector privado cresceu 93 por cento, de 2006 a 2007, num total de 31 companhias. Em termos de valor, os investimentos realizados por estas companhias passaram de 11 milhões para 37 milhões de dólares no ano passado, correspondendo a um aumento de 252 por cento.
Ao abordar a cooperação com a China, Carlos Fernandes disse que a China procurou cooperar com Angola de modo inteligente, porque não impôs pré-condições para financiar a reconstrução de Angola, ao contrário das instituições financeiras internacionais.


Qual vai ser, o ministro responsável, com CORAGEM para pedir responsabilidades e fiscalização, aos donos das Obras públicas CHINESAS, cuja a opção foi o " baixo custo" sem imposição de pré-condições para financiar a reconstrução?

Quais são os tipos de moedas de troca, que a CHINA está a exigir ao governo angolano, para pagamento das suas obras públicas de baixo custo ? ( Petróleo, cobre, minerais radioactivos, ouro, diamantes, ferro).Feito o balanço das transacções na cooperação, os chineses trocam a má qualidade dos seus produtos, por produtos angolanos altamente rentáveis e de qualidade considerável.Chinês não dorme, ao contrário do angolano.Chinês injecta milhões sem condições, com objectivo de receber 252% de retorno.

Apetece questionar:tanta riqueza em Angola, o melhor que os actuais governantes responsáveis pela sua governação, conseguem ao nível da qualidade de vida para os angolanos, é um nível de baixo custo, proporcional à pobreza das minorias.Talvez para a cabecinha pensadora do ministro das Finanças, esta teoria de cálculo, seja um bom NEGÓCIO DA CHINA.

Na linguagem típicamente angolana: Estes governantes angolanos, estão a PAIAR ANGOLA.O povo angolano está PAIADO...























A - Húmido
B - Seco + húmido (não existe tempo, para secagem, solidificação das estruturas)
C - espessura das colunas
D - Dimensões das janelas inferiores (coincidem com as janelas superiores), comparadas com as portas e dimensões do edíficio
E - Dimensões das portas
F - Comprimento (distâncias entre postes)
G - Espaço entre a janela e o piso superior
H - Não existe diferenciação entre o piso do terreno, com o piso da construção
I - Distância (espaço) entre as portas e a estrutura da cobertura
J- Janela ou porta?Se fôr janela, a distância que a separa da cobertura é inferior ao da porta (I)




Dois dias depois (reparem na diferenciação do cimento, da zona frontal do piso superior e inferior).









Construção Chinesa - Palácio da Justiça - Luanda

Coitadas das vítimas.






Senhor Ministro das Finanças, o governo de certeza, que não " AUGURA" o DESABAMENTO COLECTIVO, DE TODAS AS ESTRUTURAS A CURTO PRAZO, DEVIDO AOS BAIXOS CUSTOS DA TECNOLOGIA E MÃO DE OBRA CHINESA ?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Desmantelada rede de fraudes bancárias

Fonte:AngolaPress

Luanda - Uma rede que se dedicava a fraudes bancárias e que nas suas acções conseguiu subtrair, desde o início do ano, um milhão e cem mil dólares, foi apresentada hoje, em Luanda, pela Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC).

Segundo o chefe de departamento nacional de crimes contra a ordem e tranquilidade pública e fraudes financeiras, Eduardo Semente, a rede protagonizou desde Janeiro do corrente ano levantamentos por ordem falsas de pagamento, introduzidas no sistema bancário através de várias agências domiciliadas em Luanda.

"Para tornar perfeitas as operações de fraude, a rede inovou as formas de actuação e adoptou um "modus operandi" tecnicamente mais dissimulados, designadamente a desactivação ilegal de números de telemóveis de clientes, tendo para o efeito criado previamente as respectivas conexões com determinados assistentes das operadoras de telefonia móvel", explicou o responsável.

Durante o acto, a DNIC apresentou os estudantes Agnaldo Vigário António Mendes e Adão Domingos António, que sob a liderança de António Mabi Leman Coxe, bancário de profissão, praticavam as referidas fraudes.

A DNIC deu a conhecer que os presos com cauções pagas foram todos soltos depois de ter sido feito o rastreio às guias de pagamento, onde consta a identificação do arguido, do instrutor do processo e da respectiva brigada.





Comentário: Quando li esta notícia, recuei no tempo (2001).Ao tempo, em que a "CERÉBRO Made in Angola" movimentava-se numa certa e determinada agência bancária.Onde aplicava os seus conhecimentos adquiridos através das suas seis(6) licenciaturas de nível médio.Segundo a cérebro afirmava, uma das suas funções e responsabilidades na agência bancária, era a abertura madrugadora (05:00) dos " cofres da agência" para retirar as importâncias necessárias, para posteriormente serem distribuídas, pelas várias províncias de Angola, por via aérea.

Na realidade esta situação, à primeira vista, pode parecer "normal", para quem à distância, está longe do interior do convento (agêngia bancária) e da realidade do funcionamento e contexto do cenário real.

Voltemos atrás no tempo.Em 2001, Angola ainda vivia condicionada pelo espectro da "guerra".
Dá que pensar, qual é a instituição bancária, capaz de atribuir a responsabilidade de transportar e proteger elevadas importâncias em moeda, a uma MULHER, desde o local, onde se encontra a agência bancária, até ao aeroporto (avião)?

Dá que pensar, e perguntar :Em 2001, na referida agência bancária (Luanda), não existiam homens capazes para executar esta missão de alto risco?

Estranho, não é?À primeira vista, parece tudo normal. (Em Angola até o impossível, é possível)

Tão normal, como a cérebro angolana, estar noiva do responsável pela segurança informática da mesma agência bancária.Não comecem, a fazer julgamentos precipitados.As aparências iludem. As aparências (mentiras) são desfeitas rápidamente.O noivado foi cancelado pela noiva (cérebro angolana).Segundo a noiva, apareceu à sua frente caído do céu, uma paixão virtual, que ela não conhecia fisicamente e na realidade.A distância que separava os "APAIXONADOS VIRTUAIS" era tão só, cerca de 8.000km (coisa pouca e suficiente para acabar com um noivado real e optar por um virtual).A paixão era baseada e alimentada na "palavra" dos apaixonados.Ou seja, o noivo encarregue pela segurança informática da agência, existia na realidade, mas não na condição de noivo dela, mas sim de outra pessoa.A condição do suposto noivo, era tão sómente de colega de trabalho.O suposto colega (noivo) estava a ser usado, sem ter conhecimento.A cérebro angolana, temendo que as paredes tivessem ouvidos e olhos, e a notícia soprasse aos ouvidos do falso noivo, podendo ocasionar uma BRONCA das grandes.Rápidamente arquitectou outra estratégia, para eliminar o noivado e o noivo.Maliciosamente e pela costas, tenta atrair uma nova vítima (desconhecedor de todos os factos anteriores) e com reduzida capacidade para conseguir alcançar outra visão, sobre a paixão repentina.Era a vítima ideal, para dar a cobertura cega aos futuros actos da Cérebro made in Angola.Nada melhor que uma paixão arrebatedora, do dia para a noite, para cegar e envolver uma vítima fragilizada (caída do céu).Uma vez, que, a pressão exercida por outras vítimas anteriores, era cada vez maior e a sua credibilidade e honestidade eram constantemente colocadas em causa.

Foi devido a situações estranhas como esta, e a outras subsequentes, que a " CÉREBRO MADE IN ANGOLA", começou a meter os pés pelas mãos.Começou a entrar em parafuso, pois cada vez mais, os seus actos corruptos eram evidentes.

Lembram-se do artigo das SACOLEIRAS, que vão ao Brasil fazer compras.Lembram-se do meu comentário sobre essa situação, ao qual dei o exemplo de uma "Trambiqueira made in angola".

Passo a citar, o que escrevi sobre ela, no referido comentário do artigo das Sacoleiras:

- " trambiqueira made in Angola" tentou armadilhar-me para este mundo dos negócios.Também ela, usava o mesmo " blá blá " que ganhava pouco, os filhos passavam mal, o lucro era pouco, na tentativa de eu adiantar a verba necessária para a mercadoria que ela desejava.No entanto para a trambiqueira, apesar de tudo, ser " pouco", conseguia viajar para Portugal, no mínimo duas vezes por ano, conjuntamente com mais duas pessoas, onde ela era a responsável pelos pagamentos das passagens.Ao preço, que estavam as passagens de avião, começou a despertar em mim, o sintoma da desconfiança.Essa desconfiança aumentou, quando a trambiqueira que se dizia viver num prédio sem condições rodeada de lixo, sem saneamento básico,luz a gerador, comprou do dia para a noite, uma vivenda num condomínio fechado.Como é sabido uma vivenda pode custar 1 milhão de dólares.O pouco salário aumentou escandalosamente, permitindo-lhe luxos.A esta trambiqueira, não lhe restou outra alternativa, senão "Fugir da minha pessoa a sete pés", alterando tudo na sua vida.Sem que antes, conseguisse armadilhar outras pessoas, para prosseguir os seus intentos, de forma a suportar os seus negócios trambiqueiros e luxos.

Uma trambiqueira, apresenta-se de uma forma "honesta e latismosa, em fase de suicídio ou morte", maliciosamente tenta atrair a "compreensão".

Pois bem, a dita " trambiqueira made in Angola" segundo afirmava, "era uma simples funcionária bancária ".Conseguem imaginar, o alcance do perigo que representa, para uma agência bancária, ter nos seus quadros como trabalhador e colega, um cérebro com este perfil.Uma Forjadora profissional dos seus actos (corrupta).

Será, que todas as mudanças e alterações repentinas (2001-2002) na vida privada, social e económica do "dia para a noite" da cérebro made in Angola, deveu-se a : levantamentos por ordem falsas de pagamento, introduzidas no sistema bancário através de várias agências domiciliadas em Luanda.

Acreditem, não bebi carradas de copos de wisky.Até porque, particularmente neste caso, existem testemunhas, e seria complicado para mim, alegar o estado de "coma alcoólico".

Se proventura, essas testemunhas lerem este comentário, saberão que a minha Verdade, ao contrário da verdade angolana, é MAIS PURA que todas as MENTIRAS QUE A TRAMBIQUEIRA ANGOLANA, possa arranjar para contra-argumentar.

Mas atenção.Em Angola reina o status da Corrupção.Não me admiraria, que a "CÉREBRO-Trambiqueira made in Angola" fizesse uso da corrupção (oferta de passagens de avião para viagens à kianda), para mudar o testemunho das testemunhas, caso os seus calos começassem apertar demasiado.

A HONESTIDADE, não necessita de comprar testemunhos.

Em Angola, a mais pura das verdades, é a MENTIRA - CORRUPÇÃO A TODOS OS NÍVIES - É UM STATUS SOCIAL.

Aos clientes da agência bancária, uma palavra de "alívio ?".A dita trambiqueira, já não trabalha nessa agência bancária.Mudou-se para outra.Não gostava do cheiro nauseabundo da Baía de Luanda (estou a ironizar?).Imaginem, quem foi(ram) o(s) autor(es) culpado(s), pela sua mudança repentina de agência ...

Desenganem-se, os que pensam, que este Cérebro made in Angola, nos seus negócios corruptos, limitou-se exclusivamente aos factos das situações que acabei de mencionar.

Um dia... prometo que vão conhecer, mais episódios sobre as redes e fraudes made in Angola.Quiçá, conte o episódio da "Doença Súbita e Incurável".A maldita doença, que deixou todas as pessoas envolvidas, de "rastos", fragilizadas e sensíveis.Graças à doença súbita e incurável, todas as pessoas aprenderam a saber dar valor a tudo que fazem em Angola, quando se trata de secar as lágrimas (corruptas) que todos os dias correm pela cara abaixo dos angolanos corruptos.

Acreditem, a escola da guerra e da corrupção é capaz de "PARIR MONSTROS PERIGOSOS", escondidos e camuflados em qualquer lugar, à espera do momento certo, para lançarem os seus tentáculos, à partida IMPOSSÍVEIS e IMPENSÁVEIS para uma pessoa comum e normal.

Alguém é capaz de ter dúvidas, que a dupla nacionalidade da trambiqueira angolana, tem mais valor que a minha angolanidade ?

Eu não sinto necessidade, de servir-me de Angola para enriquecer de forma ilícita.Eu sirvo Angola, para enriquecer-me honestamente.Caso contrário, não estaria a sofrer na pele o "exílio marcenário".

Este desmantelamento de redes de fraudes bancárias, pecou por ser tardia.Para bom entendedor, meia palavra basta.

Touché !!!

Angola pede respeito por soberania e símbolos nacionais

Fonte: Lusa

Luanda - O governo angolano publicou nesta quinta-feira no Jornal de Angola (JA, estatal) um "veemente apelo" a "todos os cidadãos" para respeitarem os órgãos de soberania e os símbolos nacionais.

Numa "Declaração do Governo de Angola" datada de 6 de fevereiro, mas apenas hoje tornada pública em página inteira do JA, o executivo de Luanda destaca que os símbolos nacionais e os órgãos de soberania "não podem nem devem ser objeto de desprezo e desrespeito" por "consubstanciarem a própria Nação".

A declaração não aponta quaisquer casos ou exemplos de desrespeito, mas a sua publicação surge num momento em que um dos símbolos maiores de Angola e primeiro presidente da república, Agostinho Neto, está no centro de uma polêmica que envolve o escritor angolano José Eduardo Agualusa, que o considerou um poeta "medíocre".

No entanto, a polêmica que envolve Agualusa é posterior à data do texto assinado pelo governo da república.

No texto, o governo de Angola - chefiado pelo chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que preside ao Conselho de Ministros - refere a importância de projetar uma boa imagem do país em dois grandes eventos em 2010: o 35º Aniversário da Independência e o Campeonato Africano das Nações (CAN).

Admite ainda que "a situação do país ainda não é a melhor", justificando que isso se deve ao prolongado conflito, aos constrangimentos enfrentados e aos fenômenos sociais "adversos", que permitiram "alguma desorganização e indisciplina".

Mas enfatiza que "urge reverter tal situação" através de uma "mudança radical de atitude de comportamento".


"Temos de respeitar as normas mínimas de convivência social, os espaços e os bens públicos e privados, o direito de cada um se expressar com liberdade e responsabilidade e promover o civismo como forma de vida", destaca o executivo.

Na página do JA dedicada à Declaração do Governo de Angola surgem três fotografias: à esquerda, na área inferior do espaço, a fachada da presidência da república, à direita o Símbolo da República e ao centro a fotografia de José Eduardo dos Santos.

No texto é ainda lembrado que "a autoridade do Estado e das suas instituições, exercida nos termos da Lei, não deve ser contestada nem posta em causa, mas é importante que os seus agentes e representantes dêem o exemplo e se comportem como modelos dignos de ser seguidos por todos os cidadãos".

"Vamos todos, nestes próximos dois anos, provar a nós próprios e ao mundo que não são casuais os nossos êxitos e as nossas vitórias e que, unidos e conscientes, podemos inserir-nos neste mundo com uma identidade própria e a disposição de competir, em pé de igualdade e a todos os níveis, com qualquer outro país neste mundo cada vez mais globalizado", refere.

O texto faz ainda menção à necessidade de integrar socialmente os mais desfavorecidos e de acelerar a organização social nas cidades e no universo rural, bem como "assumir a paz e a reconciliação nacional e o diálogo social permanente".

No documento não é feita qualquer referência às eleições legislativas que José Eduardo dos Santos anunciou no discurso de final do ano para 5 e 6 de setembro, apesar de ainda não estar formalizada a data.



Comentário:Achei particularmente interessantes estas expressões: "Temos de respeitar as normas mínimas de convivência social, os espaços e os bens públicos e privados, o direito de cada um se expressar com liberdade e responsabilidade e promover o civismo como forma de vida" - "a autoridade do Estado e das suas instituições, exercida nos termos da Lei, não deve ser contestada nem posta em causa, mas é importante que os seus agentes e representantes dêem o exemplo e se comportem como modelos dignos de ser seguidos por todos os cidadãos".

Esta declarção do Governo está datada de 6 Feveriro.Manteve-se em " banho maria" guardada na gaveta do responsável do Jornal de Angola (director), aguardar pela melhor oportunidade ou quem sabe, da manipulação através da " ordem do todo PODEROSO CHEFE DA NAÇÃO " em representação do seu partido, MPLA.

A cubata do poder, está a começar a abanar.No seu interior o "ar" começa a ficar insuportável, carregado de hipocrísia e armadilhas, por parte do "Todo Poderoso da Nação" no uso e abuso dos seus poderes.Manda os seus súbitos, respeitar tudo e todos, com responsabilidade e controle na liberdade ( tento na língua e actos), promovendo o civismo.Por outro lado, ameaça maliciosamente os seu súbitos, relativamente à autoridade do Estado e das suas instituições, que não devem ser colocadas em causa nem contestadas.O maior escândalo da hipocrísia, é afirmar na dita declaração, que: os agentes e representantes dêem o exemplo e se comportem como MODELOS DIGNOS de ser seguidos por todos os cidadãos. (esqueceram-se de encomendar espelhos á China)

Perante estes dados, ficamos " CONFUSOS " e na DÚVIDA, se o Presidente da Nação, estará a passar bem de saúde.Se não sofrerá, de nenhuma doença do foro mental.Tipo falta de memória temporal.Todos viram e ouviram José Eduardo dos Santos, proclamar perante a África e o Mundo inteiro, que as Eleições Legislativas de 2008 serão realizadas em 2 dias (5 e 6 de Setembro).

Mantendo a velha tradição de autoritarismo e desrespeito, pelos cidadãos ANGOLANOS e MUNDIAIS, contradizendo a sua declaração, de pedido de respeito pela soberania e símbolos nacionais, não dando a devida importância que os agentes e representantes do ESTADO dêem o exemplo e se comportem como modelos dignos de ser seguidos por todos os cidadãos.Atropelando o " número 1 do artigo 38 da Lei Eleitoral, que estabelece que a eleição realiza-se no mesmo dia, em todo o território nacional".Violando e desrespeitando de forma PÚBLICA DESCARADAMENTE, ESCANDALOSA E SOLENE a Lei Eleitoral (uma das principais Lei), um dos principais instrumentos que ajudam a consolidar a DEMOCRACIA.

Com este comportamento, estará o Presidente da Nação a SER UM MODELO DIGNO?Estará a respeitar a SOBERANIA POPULAR E UM DOS MAIORES SÍMBOLOS DA DEMOCRACIA - O VOTO ?

Os Deuses em Angola, devem estar com graves traumas de GUERRA, e com a FOBIA PELO PODER, aumentaram os índices da sua LOUCURA.Necessitam urgentemente de uma PAUSA, para internamento num Hospital Psiquiátrico, para curar as suas LOUCURAS, ou umas férias no Zimbabué.


Que moralidade, tem o Presidente da Nação, ao serviço de um partido - MPLA, fazer uso do seu poder, para fazer DECLARAÇÕES a exigir respeito, aos símbolos pelos quais ele e os agentes e representantes do seu ESTADO, nunca respeitaram.Pelo contrário, atropelaram constantemente os símbolos e o POVO (poder popular) numa luta CEGA pela POSE DAS RIQUEZAS DA NAÇÃO, pelo seu bem estar pessoal e das suas famílias.

Qualquer cego, é capaz de ver e comparar, a miséria a que o POVO está renegado, e às Fortunas - RIQUEZAS acumuladas pelo Presidente da Nação e sua familia, pelos agentes e representantes do Estado, antes, durante e depois da guerra.Valeu tudo, no maior desrespeito pelo maior SÍMBOLO DE UMA NAÇÃO - O POVO, a quem hoje exigem e ameaçam com o AUTORITARISMO e PREPOTÊNCIA DE SEMPRE.

Senhor Presidente a sua declaração e publicação são intencionais, prestam um serviço ao partido que o senhor representa.Noutras partes do mundo, chamamos à sua declaração, uma intenção de influências - Uso do poder para coagir.

Senhor Presidente, noutras partes do mundo a realização das eleições durante 2 dias, contribuem para a VICIAÇÃO - MANIPULAÇÃO - FRAUDE ELEITORAL. (era bom e aconselhável que tomasse como exemplo o acto eleitoral do Zimbabué.A não ser que...estejam à espera da UNITA, para que tome a iniciativa, no sentido de denegrir o acto eleitoral e o MPLA e pegue fogo à cubata...)

Senhor Presidente, em Angola, até o impossível é possível.Até a mentira, é a mais PURA DAS VERDADES ( número 1 da lei da corrupção e branqueamento para denegrir e usufruir).

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Contra Relógio - Velocidade das Construções Chinesas - Uíge

Fonte: uigecentrico.blogspot.com













As duas fotos só têm dois dias de diferença!Os chineses sao muito rápidos, mas nada se sabe sobre a qualidade... ????






Comentário:A esta velocidade e qualidade, provavelmente daqui a dez anos, talvez até antes, acontecem tragédias do tipo desabamentos.Quem vai ser, o principal responsável(culpado), se tal acontecer? A China ?

Este exemplo, corresponde a uma construção de pequena envergadura.Imaginem esta velocidade (corrida contra relógio), ser empregue na construção de um edificio de grande envergadura, com quinze (15) ou mais andares (pisos).

Luanda: Palácio da Justiça - Construção Chinesa






























Sempre ouvi dizer, que "a pressa é inimiga da perfeição", origina descuidos e imperfeições nos detalhes.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A FUGA DE CEREBROS: manter os que cá estão e estimular o regresso dos que se encontram fora de Angola

Por: Domingos da Silva Neto*


* Doutorado e pós-doutorado em Biologia, Investigador do INIP e Professor Universitário

Provavelmente mais de 90% de angolanos (se não todos) que se encontram em Portugal, auguram regressar à Angola.Contudo, as pessoas tem medo de largar o pouco ou muito que conseguiram ao longo do tempo. Acho que o cenário não étão diferente para os mwangolês (angolanos) de outras diásporas.

Para muitos deles paira na mente que regressar agora pode vir a transformar-se numa aventura ou mesmo pesadelo. Pode parecer um exagero pensar-se desta forma, mas na realidade existe esta psicose em muitos bons filhos desta terra que por razoes várias “preferem” continuar a milhas do berço-mãe. Todavia, não faltarão outras razões, talvez mais objectivas, para justificar o diferimento do regresso dos que aos olhos de muitos parecem teimar em continuar no “bem-bom” ou a suportar cenários em muitos casos nada abonatórios.

Por exemplo, muitos angolanos que se encontram em Portugal não conseguem regressar porque, como se diz na gíria, estão amarrados. Estes, com o alcance da paz em 2002, “de repente” depararam-se com a situação de como lidar-se com o imobiliário, viatura e/ou um outros bens que, nos últimos anos, compraram por crédito bancário. Falando em credito bancário, como se sabe, os bancos preferem o dinheiro que, em vez disto, receberem bens.

Depois, se por exemplo, alguém vem pagando a casa a 8, 10 ou mais anos psicologicamente tende ficar “amarrado” porque quererá sempre revender o imobiliário adquirido para retirar a parte que falta devolver ao banco e também reaver parte do dinheiro que na maior parte dos casos seriam uns preciosos trocados para accionar a operação “regresso à casa”. Tudo pode parecer muito simples, mas vender casa em Portugal pode levar anos e anos, visto que deixou de ser tarefa fácil pelo menos desde 2000.

Agora, imagine-se como fica um indivíduo nesta situação, tanto mais que em muitos casos estaremos a falar do regresso de uma família de 4 ou mais membros. Antes mesmo de se analisarem os mais diversos cenários de recomeçar a vida em Angola, em caso de regresso, a cabeça do chefe de família fica logo às voltas devido aos custos da viagem e,não raramente, o sonho do tão ansiado regresso converte-se em miragem.

Em prova disso, conheço angolanos a residirem em Lisboa que, tal como eu, anunciaram o seu regresso em 2001 ou antes,mas até hoje não conseguem concretizar esta intenção. Eu, cá estou, regressei um ano depois. A canção “Porquê” de Matias Damásio fala de outras coisas, contudo o refrão da mesma encaixa-se perfeitamente para a realidade de muitos angolanos na diáspora: “Parece mentira, mas é verdade. Mas para eles e para o bem de Angola era bom se não fosse realidade”. Entre regressar à Angola de mãos vazias e com um futuro incerto, muitos preferem primeiro acabar de pagar a casa (se for ocaso) ou simplesmente esperar para ver. Eu, felizmente em boa hora percebi que isto de empréstimos bancários para“comprar casa” podia tornar-se num empecilho em caso de regresso a curto ou médio prazo.

Ao regressar de Portugal em 2003, surpreendi todos: colegas, amigos e tantos outros que sabiam que eu estava a cumprir com sucesso um pós-doutoramento de 3 anos (1999 –2002) na Universidade de Lisboa (vulgarmente conhecida por Universidade Clássica),financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal (FCT) e que tinha propostas de continuar por lá no final do mesmo. Aproveito a ocasião para agradecer à FCT e Universidade de Lisboa pela oportunidade concedida.

Pela minha idade, claro que só podia ser (!), estou entre aqueles que podem ser considerados quadros totalmente formados no período pós-independência. Contudo, para além de ter a boa sorte de estudar quase sem parar, ė bom que se diga que sempre aproveitei da melhor forma as oportunidades que tive para me formar, aprovando sempre e por norma estando entre os melhores das instituições de ensino em que passei (tanto em Angola como no exterior do país). Mas, bastou regressar à terra querida (Angola) para perceber que isto de estudar demais (se assim se pode dizer), rapidamente pode transformar-se num factor de pouca sorte.

Provavelmente, os indícios de pouca sorte foram surgindo quando, em 1994, me candidatei para uma bolsa de doutoramento na Rússia. Apesar de eu apresentar o certificado com notas acima da média e um documento de um Conselho Cientifico que recomendava a prosseguir os meus estudos para o nível de doutoramento, vi muitos processos com menos requisitos e sem recomendação nenhuma a seguirem em frente em detrimento do meu. Não foi difícil concluir que, afinal, a “cunha” é que essencialmente ditava as regras. Depois de muita insistência, finalmente, fui autorizado para uma bolsa de estudos parcial, ou seja fui autorizado com uma comparticipação de 60% do Governo de Angola. Lembro-me que éramos três angolanos com este tipo de bolsa na Rússia. Os outros dois conseguiram boas afinidades junto do pessoal da Embaixada de Angola na Rússia e lá conseguiram passar a sua bolsa para 100%.

Quando tentei faze-lo junto do Sector de Estudantes da Embaixada não fui bem sucedido.Não me restou outro remédio senão contar com o apoio dos meus irmãos, que tiveram que apertar mais os cintos, porque os tais 60% pareciam vir que nem de um tubo de destilação que purificava água de um rio não permanente. Os pagamentos eram tão raros que as vezes pensava-se haver algum masoquista a brincar com os bolseiros. Daqui que os processos crimes desencadeados contra muitos funcionários ou ex-funcionários do Instituto Nacional de Bolsas de Estudos nunca surpreendeu quem viveu aquela etapa em que as dívidas com os estudantes rondavam os três anos. Que sacrilégio!

Três anos e meio depois (em Maio de 1998), o bolseiro dos 60% (tal como muitos me chamavam em Moscovo) defendia com distinção o doutoramento em Biologia,especialidade “Fisiologia Vegetal”. Perante tanta surpresa do pessoal da embaixada que (se fez representar) pelo êxito da defesa, ouvi deles palavras reconfortantes como “afinal os que andam a estudar nem aparecem assim tanto na embaixada”, “afinal temos dado dinheiro à pessoas erradas”. Enfim, em jeito de brincadeira, um deles não se coibiu em rematar: “estamos surpresos que quase sem dinheiro fizestes muito mais que os que costumamos dar prioridade, mas também fostes culpado por nunca nos teres convidado para um almoço” e lá rimos todos.

Felizmente, de seguida, os homens da embaixada passaram das palavras a acção e na mesma semana em que defendi, sem que oficialmente o Sector de Estudantes da Embaixada de Angola em Moscovo tivesse dinheiro para o pagamento aos estudantes, transferiram para a minha conta bancária 50% do total da dívida. Telefonei para saber da transferência e um indivíduo do Sector de Estudantes deu o esclarecimento solicitado e admitiu que tomaram tal decisão para recompensar as injustiças que me tinham feito. Fiquei estupefacto, agradeci e ao mesmo tempo os meus olhos brilharam com vontade de chorar, enquanto lentamente poisava o telefone. Era uma mistura de alegria e raiva. Perante tal revelação do Senhor do Sector de Estudantes, decidi, mais uma vez, ir agradecer pessoalmente pelo gesto e nobreza de terem reconhecido que teriam falhado em relação à minha pessoa.

Na altura que terminei o doutoramento passou a circular entre nós informações, segundo as quais, que pelo menos uma embaixada de um país estrangeiro em Moscovo estava a recrutar indivíduos com PhD (grau de doutor em qualquer área do saber) para irem trabalhar naquele país. A esmagadora maioria de angolanos com PhD (Philosophy’s Doctor) defendia a idéia que, segundo a qual, fazia mais sentido regressarmos ao nosso país e lá darmos o nosso contributo.

Estávamos convictos que o país precisa de muitos quadros e que terá políticas para um aproveitamento eficaz dos tecnicos angolanos,inclusive os de formação especializada avançada (entre os quais PhDs).Regressado ao país, em Novembro de 1998, comecei a sentir na pele o que ė ser-se doutorado em Angola.

Geralmente, as pessoas ficavam espantados comigo, talvez porque ainda era muito jovem ou quiçá porque não era cabeludo e tão pouco usava barba desajeitada tal como passava pela cabeça de muitos. Contudo, o pior foi mesmo constatar que o então sistema praticamente não contemplava altos níveis de formação. Aliás, mesmo nos dias que correm, quando nos solicitam para preencher um formulário e há necessidade de se indicar o nível de formação académica, ainda é comum que o nível máximo esperado (ou admitido em Angola) seja o grau de licenciado (técnico superior). Noutros países como Portugal, Namíbia, Africa do Sul e tantos outros o comum ė encontrar nos formulários níveis como secundário (médio), bacharelato,superior, formação especializada (pós-graduação) e avançada (mestrado, doutoramento e pós-doutoramento).

Tal como funcionam as coisas no nosso país os quadros de formação especializada avançada, caso raras excepções, são por norma colocados no “pote” de técnicos superiores, o que ė pura ilusão para quem assim pensa.

Coisas como essas, até podem parecer algo de menor importância, mas elas podem servir de indicador suficiente para mostrar que o nosso sistema indicia não estar ainda preparado para acolher condignamente técnicos angolanos com altos níveis de formação. Outro exemplo capaz de ilustrar como andam as coisas cá no nosso país ė ouvir ou ler-se coisas do tipo“tese de licenciatura”, para não falarmos de outras nuances como pessoas que se apresentam ou assinam abusivamente como “doutores”, alguns mesmo sem o serem. Mas pronto, não vamos entrar em (mais) polémicas. Se calhar, resta-nos esperar que o próprio tempo resolva as coisas para que haja alguma ordem nisso. Aí onde as coisas estão organizadas, os detalhes ou pormenores são de grande importância e servem de barómetro para marcar a diferença.

Tal como na diplomacia, também pode-se ganhar ou perder um jogo de futebol ou uma batalha devido aos detalhes.Aquando da minha primeira participação num cruzeiro de investigação científica, em Abril de 1999, pelo actual Instituto deInvestigação Pesqueira (INIP), os colegas estrangeiros que participavam do mesmo (alemães e namibianos) arranjaram forma de confirmar (em surdina) porque razão me tinham chamado de “doutor” quando fui apresentado. Tal interesse podia resultar somente da necessidade de conhecerem melhor o meu “background” (experiência profissional), mas afinal fiquei asaber que queriam, a priori, tirar a limpo se na verdade eu era detentor do grau de doutor ou simplesmente me tinham chamado “doutor”, porque segundo ironicamente confidenciou-me um deles “em Angola a todos chamam doutores”.

Lá tentei dar explicações sobre a realidade de Angola, mas a mesma pessoa insistiu dizendo que o sistema de graus científicos e títulos profissionais ė universal. Obviamente, que situações como essas, em que os “doutores de Angola” tem que passar pelo crivo devido à “permanente desconfiança” não são desejáveis. A técnica geralmente utilizada para saberem quem ė quem ė de fazerem perguntinhas-armadilha como “em que universidade fez a sua formação?”, “qual foi o tema ou que tipo de investigações desenvolveu?”, “tem trabalhos publicados em revistas de especialidade?” e por aí fora.

Coisas como essas, de alguma forma, servem também de barómetro da mentalidade geral da nossa sociedade. A título de curiosidade, recentemente ouvi um licenciado em economia a explicar à um grupo de pessoas (incluindo outroslicenciados) que “PhD” significava “pós-homem doutor”. Fiquei incrédulo com o que ouvia e a aparente certeza com que o homem falava. Este episódio fez-me lembrar relatos, segundo os quais, que alguns PhDs ao procurarem emprego nesta ou naquela empresa angolana do ramo da sua área de formação depararam-se com respostas assustadoras por parte de alguns funcionários dos Recursos Humanos: “Lamentamos mas não temos trabalho para si, visto que o Senhor ė formado em filosofia”, isto devido à vaga ou errónea interpretação do termo “Philosophy’s Doctor”.

Enfim, depois do pós-doutoramento em Portugal, regressei definitivamente ao país em 2003. Devido às dificuldades devaria ordem, então a Embaixada de Angola em Portugal prontamente satisfez um pedido meu de 1000 € para agilizar o meu regresso. Chegado ao país, continuei a dar o meu contributo à investigação científica no INIP, a partir do mesmo ano.

De seguida, juntei um volumoso processo para o meu enquadramento na Função Publica e/ou na Carreira de Investigação científica, esta última aprovada em 2001. Por inerência da minha actividade profissional é lógico que a finalidade era entrar na Carreira de Investigador Científico (CIC).Esclarecimentos obtidos naquela altura indicavam que primeiro o candidato tinha que ingressar na Função Publica e somente depois na CIC. Contudo, não decorreu muito tempo e ficou-se a saber que já não era necessário passar-se pela Função Publica. Isto significava que quem faz investigação científica podia ingressar directamente na CIC. O único senão então evocado para a não entrada imediata era esperar pelo novo ano fiscal para a devida cabimentação em termos orçamentais. Para tal, as instituições de investigação científica tinham (ou têm) que apresentar Planos de Necessidade de pessoal. A instituição para a qual trabalho tem sido implacável no preenchimento e envio atempado dos referidos Mapas de Necessidades para cada ano fiscal seguinte.

Finalmente desde 2005 passou-se a realizar concursos públicos para o ingresso na CIC, mas infelizmente reparamos que até ao momento só têm disponibilizado lugares nas posições mais baixas da referida carreira (os de Estagiários e Assistentes de Investigação), enquanto que, por exemplo, segundo a nossa Lei e como é pratica mundial um doutorado, no mínimo à entrada, começa na posição de Investigador Auxiliar. Quando, em 1999 cheguei a Portugal para fazer o pós-doutoramento “automaticamente” fez-se o meu enquadramento como Investigador Auxiliar sem que fosse necessário requerer, escrever ou reunir processos adicionais. Em Angola, já me fartei de reunir processos, de abordar pessoas e nada. Quando tentamos saber a razão de não disponibilizarem posições mais altas, ficamos a saber que pouco ou nada podia-se fazer porque agora os orçamentos eram aprovados para cada dois anos subsequentes e por aí fora. Sei que a instituição pela qual trabalho fez todas as démarches para resolver o assim denominado “caso dos contratados” com experiência comprovada e com formação avançada. Até ao momento nada que seja palpável transpirou. Como é óbvio nenhum técnico de formação especializada avançada quer passar pela humilhação de ter que começar por uma posição da CIC como as que ate agora vão colocando à disposição, tanto mais para, por exemplo, alguém que ė pós-doutorado, já teve o enquadramento de Investigador Auxiliar por 3 anos em Portugal e que há mais de 3 anos faz investigação cientifica em Angola numa instituição governamental.

Os prejuízos advindos do meu não ingresso na Carreira de Investigador Cientifico até a presente data são visíveis e tentem a ser um factor inibidor. Reparem que trabalho como contratado, estou na mesma escala salarial desde 2003 (sempre com todos os descontos em dia), não recebo subsídios de ferias, não recebo prémios por publicações de reconhecido valor científico e tão pouco faço carreira. Será que o país não tem mesmo dinheiro para pagar técnicos com formação avançada que por esta ou aquela razão não ingressaram logo em 2001 quando se fez o enquadramento massivo? Ou terei que emigrar para um outro país, onde não há dificuldades de lidarem-se com a inserção condigna de mestres, doutores ou pósdoutorados?

Tudo indica que os técnicos em Angola de formação especializada avançada (e não simplesmente técnicos superiores) geralmente têm sido vítimas de uma inserção e aproveitamento não adequados e inclusive à muitos é-lhes negada a possibilidade de fazerem carreira profissional por erros flagrantes da aplicação da CIC.

Que os Ministérios da Ciência e Tecnologia, do Trabalho e Segurança Social e das Finanças criem uma equipa técnica interministerial para que colha experiências de como se aplica (funciona) uma Carreira de Investigador Cientifico em países da região como África do Sul e Namíbia e/ou noutros como Portugal e Brasil. Não ė segredo para ninguém que a esmagadora maioria de indivíduos que lida-se com este processo não tem experiência nenhuma sobre esta matéria. Para se evitarem dissabores na implementação da legislação existente e para se melhorar ou adequar a actual CIC, segundo os padrões internacionalmente aceites, ė também recomendável que se recorra aos serviços de uma consultoria internacional que englobasse angolanos que já tenham vivido esta experiência noutras paragens.

Assim o processo será célere, eficaz e o mecanismo funcionara como uma máquina lubrificada. Tal como as coisas vão se arrastando desde 2001, dá a impressão que se quer voltar a “inventar uma nova bicicleta”. Senão como explicar tanta falha na legislação e a ausência de um mecanismo que funcione de forma simples e efectiva? Vamos continuar a ter esperanças que a situação vai ser modificada em 2008. Os indícios para alimentar esperanças não são poucos, nomeadamente: a) a intervenção de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro de Angola durante a cerimonia de encerramento do II Fórum Pan-Africano de Capacitação Institucional, que decorreu na capital moçambicana, onde apelou os para a prevenção da fuga dos cérebros africanos (Jornal de Angola de 4/8/2007); b) a entrevista concedida à TPA pela Conselheira Especial de Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica, Eng. Albina Assis, pouco tempo depois da intervenção do Senhor Primeiro Ministro em Maputo; c) entrevista de um representante da ONG GENSTINFOR que afirmou estarem disponíveis para facilitarem a inserção de quadros angolanos na diáspora, assim que regressassem ao país (Programa “Bom dia Angola” da TPA, edição de 25 de Outubro/2007).

Por último, que o próximo Orçamento Geral do Estado não contenha a falha de não se voltar a contar com os técnicos de formação especializada avançada que queiram dar ou já vão dando a sua contribuição à investigação científica cá em Angola.

Estou convicto que o nosso país precisa e ainda vai precisar de muitos técnicos, incluindo os de formação avançada. Caso assim não fosse, então faria pouco sentido que, por exemplo, os órgãos reitores da Universidade Agostinho Neto estivessem actualmente tão empenhados na criação de tantos cursos de mestrado. Por isso, faz todo sentido estimular o regresso dos angolanos que continuam lá fora e mais ainda manter os que cá estão para amanhã não lamentarmos da fuga de cérebros.

Bem haja!



Comentário: Perante o exposto, caro Doutor Domingos Silva Neto, os angolanos que que neste momento se encontram na diáspora, têm razão, relativamente aos receios e pesadelos que pode acarretar o seu "regresso às origens".Angola está cheio de " FALSOS Doutores, de graduação comprada".Eu conheci em tempos, um " cérebro com formação superior made in Angola ", que aos 30 anos, gabava-se de ser detentora de seis (6) Licenciaturas.A ser verdade, quer dizer que, esse cérebro, na época da guerra, ocupava o seu tempo, em Faculdades angolanas a queimar os neurónios.Resta saber, em quais Faculdades angolanas em tempo de guerra e o tempo de duração de cada licenciatura (3-4-5 anos)? Os Falsos Doutores made in Angola, não estão interessados em "largar os seus tachos" para dar lugar aos verdadeiros " DOUTORES".Os Falsos Doutores, não estão interessados que os cérebros angolanos na diápora, regressem.Tentarão fazer de tudo, para dificultar e atrasar o " esclarecimento das graduações ".Separar o trigo do jóio.Talvez seja por isso, que as situações para a clarificação não avançam, e acomodam-se num impasse.

Todos os angolanos, com formação e graduação superior, que se encontram fora de Angola, têm consciência desse problema e nenhum arrisca voltar para o seu país, onde não é reconhecido nem valorizado com "dignidade".A formação superior, é um investimento pessoal, cujo o seu objectivo é partilhá-la e contribuir através dela no desenvolvimento de um país.

Caro Doutor, provavelmente se tivesse dupla nacionalidade (angolana e portuguesa), talvez a sua formação, tivesse mais mérito e reconhecimento, inclusive SUPERIORMENTE REMUNERADA, porque era considerado estrangeiro no seu próprio país.

Perante o quadro que o Doutor apresenta, "ANGOLA É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA OS CÉREBROS ESTRANGEIROS E RECOMENDA-SE", e segundo o cantor angolano Dog Murras, e para o "Angolano hum hum " .

Caro Doutor, pegando no exemplo do caso das " seis(6) licenciaturas made in Angola".Se fizermos as contas, rápidamente chegamos à conclusão, que as mesmas ou são uma fraude completa, cuja a formação é duvidosa, ou foram compradas (falsas).

Uma quadro superior com seis licenciaturas, cuja a idade é de 30 anos, feitas as contas, vai dar igual a:

Se a formação fôr de 3 anos, o grau será de bacharel.

- 3 anos de formação x 6 (nº de lic) = 18 anos de formação - 30 anos(idade)= 12 anos
Quer dizer que aos 12 anos iniciou a sua 1ª formação do tipo bacharel.Improvavel em Angola, em tempo de guerra.

- 4 anos de lic x 6 (nº de lic) = 24 anos de formação - 30 anos(idade)= 06 anos
Quer dizer que aos 06 anos iniciou a sua 1ª licenciatura. Mais improvavel se torna, não só em Angola, como em qualquer parte do mundo.

- 5 anos de lic x 6 (nº de lic) = 30 anos de formação - 30 anos(idade)= 0
Quer dizer que antes de ter nascido, já vinham incluídas no pacote as 6 licenciaturas

Conclusão:Perante os factos, só resta concluir, que a maioria das licenciaturas que atribuem o grau de Licenciado com acesso ao Doutoramento, são uma FRAUDE. São FALSAS.Quanto muito, são Formações de nível "médio" cuja a duração varia entre 1 a 2 anos.Não tendo o nível médio de formação, nada a ver, com a formaçâo de nível Superior.E, por terem sido adquiridas em Angola, já se consideram equiparados a Doutores, com o "Rei na barriga".

Caro Doutor Domingos Silva Neto, pessoas como a do exemplo anterior, não vão gostar que os verdadeiros CÉREBROS ANGOLANOS REGRESSEM ÀS SUAS ORIGENS.

Para que não julguem que estou a especular, ando a beber "wisky" em doses industriais, podem contactar-me pessoalmente, que estarei disponível para disponibilizar todos os dados respeitantes "AO CÉREBRO MADE IN ANGOLA".


Touché !!!

"COM RAIVA NO CORAÇÃO" - Ingrid Betancourt

Convêm relembrar umas passagens (pag 69,70,71,72) do livro "COM RAIVA NO CORAÇÃO" de Ingrid Betancourt, para terem uma pequena ideia, não só do valor do seu trabalho e luta, mas também, o valor que ela representa para as Farc (contrabandistas), para os políticos colombianos, para os países corruptos da América Latina.



"Quanto a mim, vou herdar um segundo dossier envenenado: o do contrabando.Trata-se de um questão urgente.A indústria colombiana está a definhar devido à entrada fraudulenta de produtos estrangeiros não tarifados e, portanto, vendidos no mercado interno a um preço muito inferior ao da nossa produção local.É, nomeadamente, o caso da indústria colombiana do tabaco, asfixiada pelos cigarros americanos de contrabando.As nossas produções de têxtil, calçado e vinho estão também ameaçadas.Por outro lado, muita gente vive desse comércio ilícito, e seria irresponsável querer mudar tudo de um dia para o outro.A nossa ideia é, pois, delimitar geograficamente as zonas ditas de « comércio livre » no interior das quais os produtos colobianos seriam isentos de impostos, de forma a neutralizar a atracção do contrabando.De facto, para quê importar fraudulentamente cigarros amercinos se os nossos são ao mesmo preço, e até mais baratos?
esta prática de transição permitiria à população local prosseguir o seu comércio, pondo fim à criminalidade inerente ao contrabando e à rede de corrupção que ela implica.
Mas este plano só poderá existir se se conseguirem convencer as pessoas a aderir a ele.E eis-nos então de partida - três tecnocratas - para Maicao, capital do contrabando na Costa Atlântica, onde eu acompanhara a minha mãe no Verão de 1986, por ocasião dessa viagem surrealista dos deputados.Desta vez, o ambiente não está para graças.Uma camioneta Toyota espera-nos à saída do avião.Tem a particularidade de estar crivada de impactes de balas.

-O que é que aconteceu a este veículo ? - perguntamos.
- Isto aqui é muito perigoso - responde sombriamente o motorista. - É preciso ter cuidado, as pessoas são violentas.
Caso não tivéssemos entendido a mensagem, ela é repetida à entrada de Maicao, numa faixa gigantesca, estendida por cima da entrada: « Fora com os enviados do Ministério».E para sublinhar a frieza da recepção, todos os comerciantes fecharam as suas lojas, à laia de boas-vindas.Operação cidade-fantasma, e, por toda a parte, panfletos a dizer : «Rua!».
Está programada uma sessão pública para as dezassete horas, numa enorme cabana de terra batida, com capacidade para quinhentas pessoas.O clima é tenso quando chegamos.Uma multidão de homens de olhar sombrio - não vejo uma única mulher vestida com o traje wayu dos índios da região - e, mais inquietante ainda, há garrafas de wisky a circular.O ambiente é pesado, estamos todos a suar.

Leonardo o único homem do nosso trio, começa a explicar o projecto de um ponto de vista técnico, no meio de uma silêncio trocista.Em seguida, erguem-se alguns braços, e o público começa a manifestar-se.São dezoito horas; vão monopolizar o microfone durante mais de quatro horas.Progressivamente o tom sobe, estimulado pelo álcool, pela cólera e pelo calor, passando a vociferações de ódio e aos insultos. «O Governo está a estender-nos uma «armadilha», « O pessoal do Governo só cá vem para nos criar problemas»...
Quando Leonardo tenta assumir o controlo, um grupo de homens bêbados aproxima-se, lançando perdigotos e, de punho no ar, ameaça-nos: « Mentirosos!Burocratas! Vocês não percebem nada deste país!Ponham-se a andar!»
- Vamos embora - segreda-me a minha colega. - Vamos ser massacrados.
Quanto a mim, fugir seria catastrófico para a imagem do Estado, que já não é nada brilhante.Decido então jogar a última cartada, a da galanteria, sempre presente no coração dos Colombianos.Levanto-me e pego no microfone.
- Só vejo homens aqui - digo eu gravemente. - Estamos aqui há horas e durante todo este tempo esperei em vão que um de vós tivesse ao menos a cortesia de nos deixar dizer qualquer coisa.Mas ninguém foi capaz dessa elegância elementar...
Silêncio.Dir-se-ia que estas palavras os despertam.Apertam-se uns contra os outros, resmungam, e depois calam-se.Só me resta engrenar no meu discurso.
- O que é que vocês querem ? Um país onde é preciso que as pessoas se matem umas às outras para poderem ter o seu comércio?Trouxeram-nos para aqui num veículo crivado de balas.É nesse clima que vocês querem obrigar as vossas mulheres a viver e educar os vossos filhos?Mas que ideia fazem vocês da felicidade, da vida?Os mais ricos de vocês barricam-se atrás de portões, arames farpados, câmaras de filmar, e nunca têm a certeza de poder regressar a casa à noite.De que vos serve serem ricos se vivem no meio do terror?A verdade é que vocês são todos prisioneiros da corrupção e do contrabando.Pensem um pouco se as vossas mulheres e os vossos filhos não prefeririam viver ao lado de um comerciante normal, honrado, cujo sucesso não o transforma em alvo abater...Ouçam bem:não viemos aqui para vos impor uma coisa à viva força!Essa zona de comércio livre é do interesse de todos, tanto nosso como vosso.Mas não a criaremos à força.Isso nunca!Se a quiserem, muito bem.Se a não quiserem, ficarão nesse estado de ilegalidade que todos os anos mata dezena de vós.Eu, pessoalmente, só vejo nisto o interesse dos vossos filhos...
Entreolham-se, murmuram, acalmam-se.Estão menos agressivos.Contudo, já é tarde, e decidimos voltar a reunir-nos no dia seguinte, não com quinhentas pessoas, mas com uma delegação.Seis meses depois, as zonas de comércio livre de Maicao, Urubá e Tumaco são criadas por decreto. "

domingo, 6 de abril de 2008

Uma angolana "prisiricolga" em Lisboa

Uma história magnífica que me caiu na caixa do correio, sem autor, anónima, que se baseia num relato pessoal de uma prostituta angolana a residir em Lisboa. Desconheço a veracidade, sei apenas que é uma narrativa magnífica, daquelas que ouvimos a quem sabe muito da vida e quase nada de letras e alfabetos e que neste caso tem como protagonista uma mulher que se diz ser “prisiricolga” em Portugal, porque leva os clientes para o quarto da pensão e eles pagam-lhe para falar em vez de quererem os seus serviços sexuais.


Vamos à história: a protagonista chama-se Simara e é uma prostituta angolana que imigrou para Portugal e que frequenta uma “leitaria velha e suja” na rua de S. Paulo, na baixa de Lisboa, onde, diz o autor do texto, se cruzam, ao princípio da manhã, quem acaba de trabalhar de noite com quem vai trabalhar de dia. “Taxistas em fim de turno, putas, policias extraviados, pintas decadentes, emigrantes clandestinos desempregados e eu. Cervejas convivem com meias de leite pacificamente sobre as mesas de mármore”, descreve o autor anónimo.

Foi nesse estabelecimento que Simara, numa bela manhã, enquanto o contador da história bebia uma meia-de-leite e fazia tempo para ir trabalhar no escritório, decidiu desabafar e retratar os portugueses que ela melhor conhece - os seus clientes – comparando-os com os compatriotas angolanos. Os que também imigraram para cá e os que ficaram lá. Em comum têm todos os facto de alguma vez se terem deitado com a “baixa e arredondada” mulher a troco de dinheiro.

Conta o autor que Simara “tem os olhos azuis plásticos constantemente a lacrimejar das lentes de contacto e, na cabeça, usa uma cabeleira com cabelo preto desfrisado. Sei que tem lentes e cabeleira porque às vezes, quando a leitaria fica mais vazia, a Simara vai tirar as lentes e a cabeleira… quando isso acontece as botas e a eterna mini-saia destoam do seu rosto vulgar de mulher cansada.”

No dia em que decidiu desabafar, aparentava estar alcoolizada e tinha modos de andar a “facturar em cima do subsídio de Natal”, arrisca o narrador, que diz conhecer a mulher de se cruzarem na leitaria, o que lhe granjeou estatuto para ouvir as confissões da prostituta, como alguém que não é amigo mas é pelo menos um velho conhecido.

No cenário aparece uma outra prostituta, mais nova e aparentemente toxicodependente, o dono da leitaria, que é surdo, e o autor, que faz descrições longas em discurso directo da “nossa” mulher, o que indica que muito texto, a corresponder à realidade, terá sido reproduzido de memória.

A história propriamente dita começa quando Simara, sem se perceber bem porquê, talvez pela língua solta à custa do álcool ingerido noite fora, largou a frio, em tom de desabafo, para os três presentes: “- Em Luanda aprendi o ofício de pu.., mas em Lisboa aprendi [o] de prisiricolga.
- Psicóloga !!! - corrigiu a agarrada na sua voz sonolenta”, relata o homem da meia-de-leite.
- Isso prisiricolga.”

Segue-se a explicação. Em Angola, os homens, quando querem agradar aos amigos não os convidam para jantar ou almoçar, como cá. Isso, conta ela, faz-se tanto com amigos como inimigos, conhecidos ou com quem nunca se viu. Para os que são mesmo chegados, oferece-se uma ida às meninas e uns momentos de sexo, pagando, mesmo que sejam três ou quatro. No fim perguntam aos obsequiados: “”Então gostaste desta, pá? ” Se eles reclamarem, a bronca levanta-se. Simara diz que alguns dos que pagam querem o dinheiro de volta se as profissionais não satisfizeram os amigos, uma bronca das antigas pra as mulheres.

Mas relata ela que a vida de uma prostituta em Luanda não é só passada com quem paga aos amigos para se “satisfazerem”. Há os emigrantes, os que estão longe das mulheres com quem vivem, enfim… Curiosamente, a angolana incomoda-se mais com o que veio encontrar em Portugal. “Aqui os homem que vem nas menina são diferente. Vem sempre sozinho. Parece que não vem para fudé. Tem imigrante angolano que vem comigo para falar das coisas que tem em Angola e das coisa que já tem em Portugal e já comprou e que vai comprar. São dos que fo... e depois fica a conversar alto para impressionar as menina. A mim não faz efeito essa magia!!! Desses eu não gosto mesmo porque normalmente nunca querem pagar logo, logo. Depois perguntam se gostei. O que é que tu vais responder a isso? Vou responder a verdade? Eu gosto é de dinheiro?? Não pode. Então se respondo que sim, mesmo por delicadeza vão-me logo a querer o dinheiro de volta. Tchiiii pá!!! Com parente e compatriota assim, aka que fica difícil!!! Depois também há os homem portugueses, esse são os piores pá!!!”

Destacam-se na narração os antigos combatentes da guerra colonial. “Depois todos os que são kota vem contar historia de tropa. Sobem comigo para a pensão e quase que f*dem a correr só para ficar a falar da tropa que fizeram em Angola. Das comissão, dos camarada, dos barco. Da guerra mesmo não falam e todos diz que não são racista e todos diz que não disparou tiros nem matou ninguém. Mas sei mesmo que é mentira, pá!!! Eu quando era canuca em Malange aprendi na escola dos pioneiros tudo sobre a guerra de libertação. Agora vêm os portugueses e dizem que não mataram.”

“Já tinham-me avisado que os portugueses gostavam das angolanas, mas não tinham-me dito que gostavam da gente para ficar a dar conversa fiada!!! Por isso, eu digo, aqui em Lisboa eu não sou pu..., sou prisiricolga.”

sábado, 5 de abril de 2008

Jorge Coelho na Mota Engil

Posse como presidente prevista para Maio

CMVM pediu explicações. O ex-ministro deveria assumir as funções de presidente executivo da holding em Maio, mas as notícias dos últimos dias podem ter antecipado mudanças

Uma assembleia geral a realizar em Maio deveria eleger António Mota como presidente não executivo do grupo e Jorge Coelho como presidente executivo. A notícia dada ontem, terça-feira, pelo site do Expresso e por alguns diários de hoje pode, no entanto, ter obrigado a antecipar as nomeações.

Coelho irá liderar a "holding", sendo que o grupo tem quatro "sub-holdings" dedicadas às várias áreas onde a Mota Engil tem interesses: engenharia e construção,concessões e transportes, ambiente e serviços e indústria e energia. O grupo está a apostar na internacionalização, sobretudo em Angola.

As mudanças na estrutura dirigente do grupo - o maior do sector da construção - ainda não foram comunicadas à CMVM que, entretanto, já pediu explicações.

Segundo fonte da empresa, na assembleia geral de 28 de Março foi votado um modelo que prevê a criação de uma Comissão Executiva, uma decisão que terá agora de ser tomada pelo Conselho de Administração. Essa Comissão Executiva será composta por alguns dos actuais membros da administração, o que implica que Jorge Coelho tenha de ser antes nomeado administrador do grupo.




Comentário:Lembram-se, quando o bastonário da ordem dos advogados, colocou a " boca no trombone" para denunciar a promiscuidade que existia entre o poder político, os deputados com assento na Assembleia da República, e os grandes grupos empresariais.O bastonário, falou até que a voz lhe doesse, sobre os lobbies e corrupção dos deputados e ministros pertencentes aos partidos, quer estejam ou não no poder.

Lembram-se também, a polémica e o incómodo que provocou na classe política e deputados de alguns partidos políticos, que vieram a terreiro defender a sua classe, negando a existência da promiscuidade e corrupção.Pois é, um corrupto nega tudo.

Esta nomeação, de um ex-ministro das Obras Públicas, de um governo PS, para integrar as fileiras da Mota Engil com aliciamento de um cargo de chefia superior, vem dar razão ao bastonário da ordem dos advogados.Já vimos este filme anteriormente, com Mira Amaral, o tal que foi reformado por incapacidade, e actualmente exerce um cargo de chefia no banco BIC de Angola.


É uma vergonha, esta nomeação e aliciamento, uma vez que na pré-campanha o PS do filosofo Sócrates, estão previstas " obras de grande envergadura ".A Mota Engil, não é uma empresa qualquer ao nível da Construção Civil em Portugal e além mar.Nada melhor, que " comprar e aliciar " um ex-membro do governo SOCIALISTA, cuja a sua carteira e agenda de contactos de influências, deve ser demasiada valiosa, para a Mota Engil.É só oportunismo, de ambas as partes.Os conhecimentos técnicos, a valia profissional, nestas situações não é fundamental nem sequer uma exigência.O próximo candidato, a um convite desta índole, será o Engenheiro mais fomoso da nossa praça.O engenheiro da Universidade Independente ( encerrada por fraudes).Cujo o valor técnico e profissional das suas obras e inglês, todos os portugueses já conhecem.O tacho político é um meio (via) oportunista, para muitos indivíduos sem brio, aproveitarem para voarem mais alto, à custa do " voto dos portugueses".Em pré-campanha, recorrem à filosofia do aliciamento do voto do povo, porque o objectivo, não é servir o povo ou servir o país, é venderem-se aos grandes grupos empresariais as suas influências adquiridas, enquanto poder.

Jorge Coelho foi ministro da Obras Públicas deste País, e agora passa a ser administrador de uma empresa que tem relações com o Estado, particularmente na área onde Jorge Coelho foi ministro.


Convêm cruzar os dados, entre as próximas grandes obras em carteira do estado (maioria socialista), com Jorge Coelho e a Mota Engil:

- Ex-Ministro das Obras Publicas - Jorge Coelho
- CEO da Mota Engil (engenheira de transporte, obras publicas)
- Concursos para a Contrução do Aeroporto
- Concursos para a Construção da nova Ponte sobre o Tejo
- Concursos para a Construção do TGV
- Eleições em 2009 - Partido SOCIALISTA - Sócrates


Se o nosso engenheiro Sócrates, perder as eleições em 2009, já tem um lugar garantido, com ajuda do seu amigo Jorge Coelho da Mota Engil.Quiçá vai assumir a presidência da holding em África - Angola.

Ainda há quem acredite, que os políticos não são corruptos, que não usam os cargos, e o povo, para ascenção na sua carreira privada ?

Eu não me iludo, nessa teoria que, Político não é corrupto.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Ingrid Betancourt e Farc - O que pensam os colombianos

Opinião de um professor Universitário

Este mecanismo de opinión libre y anónima que nos permite EL Espectador sobre cada uno de sus artículos debemos honrarla. En este artículo se están mostrando elementos trascendentales de la historia de dolor y chantaje que hemos padecido los colombianos por culpa de estas guerrillas que no entienden algo que es obvio tanto para cualquier ser humano con un mínimo de valores humanos como para cualquier país democrático: EL SECUESTRO NO ES, NO HA SIDO Y NUNCA SERÁ UN ARMA POLÍTICA. Ustedes FARC viven en una ignorancia absoluta y en un proceso de negación total. A los únicos que escuchan aparentemente las FARC son a los dementes populistas como Chávez con proyectos expansionistas de miseria para el pueblo y enriquecimiento para él y sus secuaces. ESA ES LA BUENA VOLUNTAD QUE USTEDES TIENEN FARC? Ustedes se están suicidando mundialmente FARC. No existe un país democrático que les pueda dar alguna credibilidad si INGRID muere. Que miseria ideológica son las FARC que ni siquiera tienen capacidad de emitir una RESPUESTA FORMAL a un enorme esfuerzo que tres países (Francia, España y Suiza) de gran prestigio mundial vienen adelantando después de mucho tiempo.


Outra opinião

visionariaAL UNIVERSITARIO.PROFESOR= Ante todo coincido totalmente con la gentileza e importancia de este periodico EN PERMITIRNOS EXPRESARNOS-GRACIAS.Su analisis es casi perfecto y estoy segura que al igual que usted piensan y sienten casi todos los colombianos creyentes de la paz y democracia pero.... usted dice .."el secuestro no es,no ha sido y nunca sera un arma politica..."es cierto si no estuvieramos frente a individuos cuya belicosidad es su unico lenguaje.Lenguaje que ni usted ,ni yo, ni millones sabemos pronunciar pero que si existen seres como HUGO CHAVEZ quien lo entiende a la perfeccion y con esa misma belicosidad se dirige y trata a los venezolanos a diario . OJO escribi venezolanos porque a los bolivarianos, los que hablan su lenguaje entienden de maravilla que estas pobres personas no son SECUESTRADOS SON PRISIONEROS DE GUERRA. De una guerra que aunque tiene casi 5 decadas para HUGO CHAVEZ comenzo desde que las FARC y ELN se le acercaron para demostrarle su apoyo,y hugo chavez les ha devuelto este apoyo de mil maneras; las visibles , las hemos presenciado con asombro y estupor., como el pasado23 de enero en pleno acto del Congreso(asamblea nacional) pidio AL MUNDO LA BELIGERANCIA DE LAS GUERRILLAS,Y ESTO PARA QUE ?PUES PARA FACILITAR SU PROYECTO DE EXPANSION. Usted tambien dice tratando desesperadamente que las FARC razonen...."no existe ningun pais democratico que les de credibilidad si Ingrid muere.... le digo que para ellos existe LA REPUBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA y eso les basta y les sobra!!! Aunque las FARC quisieran emitir una respuesta como grupo subversivo Colombiano acerca de todo esto NO PUEDEN YA QUE SU RESPUESTA SALE MANCOMUNADA DEL ESCRITORIO DE HUGO CHAVEZ, a quien le vale un frijol que intervengan Francia-Espana-Suiza.- Cual es la solucion de este horror pues que TODOS-TODOS los Colombianos DEMOCRATICOS abran los ojos y se pregunten= Porque si tenemos nuestros propios problemas tenemos que desayunar -almorzar y cenar HUGO CHAVEZ ?.- DESDE CUANDO HUGO CHAVEZ SE INSTALO EN NUESTRAS VIDAS COTIDIANAS?? y cuando se den cuenta que HUGO CHAVEZ( y todo lo que el arrastra) YA! PENETRO A COLOMBIA y por lo tanto su PROYECTO EXPANSIONISTA CON EL CUAL LE HACE FALTA CONQUISTAR A COLOMBIA y por el que lleva TIEMPISIMO socabando la vida colombiana, la PAZ la mucha ,poca ,o media que tengan.-MIENTRAS NO SE DETENGA A HUGO CHAVEZ LAS FARC y ELN SEGUIRAN HACIENDO LO QUE LES DE LA GANA.- DIOS GUIE EL CAMINO DE LA MISION HUMANITARIA!!!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Começou missão humanitária por Ingrid Betancourt


Colômbia: operação visa assistir a refém sequestrada pelas FARC


Teve início a operação humanitária organizada conjuntamente pela França, pela Espanha e pela Suíça, para assistir a refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) Ingrid Betancourt. A eminência desta missão fora adiantada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que dera conta que a franco-colombiana, nas mãos dos guerrilheiros colombianos desde 2002, poderá morrer se não receber tratamento médico.

O início desta missão foi avançado pela presidência francesa, num curto comunicado, em que não surge sequer o nome da antiga candidata presidencial colombiana.

O presidente francês tinha dado conta que esta operação tinha como finalidade «contactar com as FARC» para conseguir entrar em contacto com Betancourt. E o presidente colombiano, Alvaro Uribe, deu garantias de que as operações militares na zona onde a missão se vai realizar seriam suspensas.

O porta-voz do Eliseu disse que não será prestada qualquer informação adicional para além da que foi veiculada no comunicado.

A franco-colombiana sofre de hepatite B e de leishmaniose - uma doença transmissível por picadas de mosquito e que provoca úlceras cutâneas e internas - e necessita de uma rápida transfusão de sangue, segundo um jornalista da rádio Caracol, da Colômbia, enviado à zona onde se presume que Betancourt esteja aprisionada.

O filho mais novo de Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, apelou esta quarta-feira à libertação da sua mãe, frisando que esta está em perigo de vida e que morreria se não recebesse uma transfusão de sangue «nas próximas horas».



Comentário: É lamentável e revoltante.Foi necessário chegar a este extremo.A este sufoco, numa corrida contra o tempo, para socorrerem um ser humano.

Há, quem apoie os ideais da Farc, não é minha intenção apoiá-los, mas sim condená-los, quando " USAM E ABUSAM DE UM SER HUMANO COMO BANDEIRA DOS SEUS IDEAIS, FAZENDO DELE UM MÁRTIR DE UMA CAUSA PELA QUAL NÃO SE REVÊ".Guerrilha não só armada, como política.Com este tipo de comportamento e jogo político, as Farc só dão razão ao presidente Uribe, e perdem credibilidade internacionalmente.Um grupo armado de terroristas selvagens, capazes de tudo.Gente com este carácter quer governar um país ?

Que moralidade tem as Farc, para condenar o Presidente da Colômbia ou os Estados Unidos, se é igual ou pior que eles.

A minha mensagem, vai no sentido humano das vítimas, especialmente para Ingrid Betancourt, desejar que consiga ter forças para aguentar, até à chegada da ajuda (?).






Cabinda: Mais uma empresa atacada pela guerrilha

Fonte: Jornal Digital

Cabinda - Esta segunda-feira a empresa de construção civil Emcica em Buco Zau foi atacada pela resistência cabindesa causando dois mortos civis. A guerrilha prossegue com a estratégia de fragilizar as estruturas económicas angolanas em Cabinda.

«Já fizemos vários apelos e não fomos ouvidos, as empresas preferem seguir as mentiras do governo angolano, assim como dos seus lacaios. Estamos numa campanha contra a ocupação angolana. O amigo do seu inimigo é um inimigo, assim as empresas com capitais mistos com Angola são nossos inimigos» ameaçara Alexandre Taty, vice-presidente da FLEC em entrevista à PNN alertando que esta estratégia é no «início de uma campanha que as Forças Armadas Cabindesas (FAC) programaram e vão executar nos próximos tempos».

Esta segunda-feira, 31 de Março, a empresa de construção civil Emica a operar em Buco Zau, norte de Cabinda, foi vítima de um ataque da guerrilha provocando dois mortos civis, um natural de Cabinda e um funcionário de nacionalidade congolesa, confirmou à PNN fonte próxima da resistência.

O ataque à empresa Emcica acontece cerca de um mês após uma emboscada que resultou no ferimento grave de um cidadão português funcionário da Tecnovia, também a operar em Cabinda. No final de 2007 um paramédico de nacionalidade brasileira morreu numa operação da guerrilha contra a empresa de exploração petrolífera Grant Geofísica.
Apesar de o Governo angolano não reconhecer oficialmente estas operações da guerrilha a empresa estatal petrolífera angolana, Sonangol, decidiu suspender os programas de estudos sísmicos no Bloco Norte em Cabinda devido a graves problemas de segurança.

A guerrilha garante que vai prosseguir os ataques às empresas que «colaboram com o Governo de Angola» até que Luanda se decida estabelecer negociações directas com a resistência.





Comentário: Este tipo de situação, acontece porque as empresas não dão " cavaco " às ameaças da FLEC.Preferem dar " cavaco" ao poder (governo).As empresas afirmam que as FAA, garantem a sua protecção no território.Em quatro meses, o número de vítimas estrangeiras (conhecidas) causadas pela FLEC, são de três mortos e um ferido.Será, que a protecção das FAA está a ser eficaz?

Atendendo que faltam seis meses para as eleições, o tempo começa a apertar, é muito provável que a FLEC intensifique as suas acções de guerrilha, contra os estrangeiros.Matando estrangeiros, rápidamente a FLEC, faz notícia e tem impacto internacionalmente.

Se fosse comigo, eu cá não confiava muito nem nas FAA, nem no poder central.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Estádio da Cidadela será demolido em Maio

Fonte:JD

A Selecção Nacional de futebol de honras vai realizar os seus jogos qualificativos ao Mundial da África do Sul, em 2010, nos Coqueiros. Tudo porque o Estádio Nacional da Cidadela será demolido em Maio próximo, segundo apurou o “Jornal dos Desportos” de uma fonte credível do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud).


A decisão da demolição do catedral do futebol nacional saiu de um encontro realizado recentemente entre os altos responsáveis do Minjud, no dizer da mesma fonte.

O estado precário em que se encontra o estádio – com o segundo anel interdito por questões de segurança – é um dos argumentos de peso que o executivo de José Marcos Barrica utilizou para persuadir as mais altas instâncias do país.

“O Estádio da Cidadela representa um perigo para os espectadores. Faz tempo que o recinto não apresenta as mínimas condições para a acomodação daqueles que lá se dirigem para presenciar jogos, aliás, por isso, o Ministério da Juventude e Desportos interditou há seis anos, o segundo anel”, disse a nossa fonte.


O Estádio da Cidadela, com sérios problemas de drenagem, constitui um quebra-cabeça para a sua administração quando chove na capital. O recinto fica submerso e se transforma numa “piscina de ocasião”, pois a água chega a atingir uma altura superior às balizas. Recentemente, o subcomissário Joaquim Vieira “Quim” Ribeiro e o 1º superintendente Aristófenses dos Santos, coordenador e coordenador-adjunto da comissão de segurança do Campeonato Africano das Nações, CAN, que o país vai acolher em 2010, mostraram as sua preocupações em relação as condições que o Estádio da Cidadela oferece, no que a segurança diz respeito, no programa Tribuna dos Desportos da Rádio Cinco.




Comentário: Na minha modesta opinião, deviam demolir todas as construções que apresentem perigo de desabamento.Ao invés de terem optado pelas novas construções, atrofiando ainda mais a cidade.

A nova marginal de Luanda, no futuro será um bom exemplo, das más decisões e opções de construção em Luanda.A pressa de fazer em grande e bonito, pode resultar numa implusão natural e colectiva, devido às águas da baía, que lentamente vão empurrando e infiltrando nos alicerces submersos das estruturas.Com a natureza não se brinca, por mais avançadas que estejam as técnicas da engenharia e construção.

Acredito, caso aconteça uma catástrofe na marginal de Luanda, a maioria dos Arquitectos e Engenheiros, que exercem a sua profissão com brio e responsabilidade, não se admirarão que a mesma aconteça.

Algumas fotos da nova Baía de Luanda










O que dizem alguns dos peritos, que assistem diáriamente ao " BUM das Construções em Luanda"

- Sob técnicas “Dubaianas” reinventa-se espaço de terra firme na baía de Luanda. Barcos, bóias, escavadoras e holofotes concentram-se, desde Setembro, a extrair areia do fundo da baía e colocá-la junto à costa, fazendo uma extensão ao calçadão cá do sítio.

Toneladas de areia são injectadas dia e noite para a superfície onde, depois de lapidadas por escavadoras, formam um lindo e brilhante areal que, daqui a uns tempos, preencherá a baía por completo.





Projecto do qual já se fala há algum tempo, planeia a colocação de esplanadas, restaurantes, locais de lazer e espaço para passear em plena marginal. Prevê também o alargamento das estradas de acesso. Aliviam assim a famosa “ilha de Luanda” (a caminho da saturação), exploram mais a parte baixa da cidade, dando-lhe vida e dispersam mais as pessoas. Até aqui tudo bem…não estivéssemos em Luanda!!



Em Portugal, existe um bom exemplo recente, sobre as construções que são partilhadas com as águas.Refiro-me ao novo túnel do Metro do Terreiro do Paço e os problemas que teve durante a sua construção.Se tivermos o cuidado de observar a obra do topo superior, verificamos que a dimensão das fundações e da obra, partilhada com as águas do rio, em caso de catástrofe, difícilmente as vítimas sairão de lá com vida.A espessura e altura das paredes, o isolamento das mesmas - metal, localizados no piso inferior, onde estão colocados os apeadeiros, não dão hipóteses de uma possível fuga.Não tenho intenções de desvalorizar a obra de engenharia, até porque tem o seu mérito.Mas nem sempre, quando se lida com as forças da natureza, a engenharia pode garantir a segurança das pessoas, mesmo que as técnicas e materiais sejam das mais avançados.

Dizem, que viver é um risco.Concordo.Mas, desafiar o risco de vida de quem não o pediu, não será um crime desnecessário ?

Nada melhor, que esperarmos pela resposta do tempo e da natureza, para confirmar as teorias e as opções de construções.


Prédios em Luanda, em perigo de desabamento ??? (clicar nas fotos para ampliar)