terça-feira, 12 de agosto de 2008

Governo angolano limita circulação de diplomatas ao interior

Fonte: Lusa

Luanda - Os diplomatas estrangeiros radicados em Angola estão obrigados a informar o governo, com dois dias de antecedência, sobre quaisquer deslocações ao interior do país, confirmou nesta segunda-feira à Agência Lusa uma fonte do Ministério das Relações Exteriores de Angola.

A circular divulgando o aviso foi enviada às representações diplomáticas no início de julho, durante o período da pré-campanha para as eleições legislativas de 5 de setembro.

O semanário angolano Novo Jornal, que divulgou a nota ministerial em sua última edição, cita fontes diplomáticas em Luanda para noticiar que o embaixador norte-americano, Dan Mozena, já exprimiu suas reservas diante da decisão ao chanceler angolano, João Miranda.

Para justificar a medida, o documento emitido pelo Ministério das Relações Exteriores recorre à Convenção de Viena, lembrando que os diplomatas têm a obrigação de não se intrometerem nos assuntos internos do Estado.

Fonte do gabinete do chanceler de Angola disse à Agência Lusa que este procedimento "é legal e prático" e "normal ao abrigo das convenções internacionais".

A fonte considerou "necessário" lembrar os diplomatas desta disposição internacional por não existirem "condições para garantir sua segurança em um raio de ação territorial muito alargado".

A fonte do gabinete de João Miranda garantiu ainda que as restrições não estão relacionadas com a proximidade das eleições legislativas, mencionando apenas que os diplomatas têm um "ângulo de movimentação limitado".

"Não é uma situação provocada pela realização das eleições, mas, talvez pela delicadeza que o momento pode exigir, era necessário lembrar tal procedimento", frisou a mesma fonte.



Comentário: Já se encontra a correr por aí, um "boato?", segundo o mesmo, foram dadas indicações para o encerramento e controle das fronteiras, desta forma, dificultar a saída dos angolanos de Angola.Segundo o mesmo boato (não há fumo sem fogo), a Embaixada de Portugal em Angola, está a dificultar os pedidos de " vistos " para a entrada em Portugal, dos angolanos.Acrescenta o mesmo boato, a existência, de uma forte intenção no controle ao voto, relativamente a todos aqueles que não exercerem o seu acto de cidadania.Este controle (perseguição), obriga que todos os angolanos com direito a voto, e que se encontrem ausentes de Angola, RETORNEM ao seu país a tempo de votarem.Caso contrário, poderão sofrer as consequências.

Limitar a circulação das pessoas, é uma medida dos estados autoritários - regimes de ditadura.

Quem não deve.Não teme.Não impõe restrições.

"Alguns sentem-se mais angolanos do que os outros" - Isaías Samakuva


Fonte: Lusa

Luanda (Lusa) - O presidente da UNITA afirma em entrevista à Agência Lusa em Luanda que persiste a ideia de que os apoiantes do seu partido não são angolanos, faltando "um longo caminho para completar a identidade nacional".

A menos de um mês das eleições legislativas de 05 de Setembro, Isaías Samakuva diz que "é costume ainda falar dos angolanos e os da UNITA, como se os angolanos da UNITA não fossem angolanos".

Centrando a mensagem da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) na mudança, Samakuva refere que é preciso modificar os dirigentes do país e também "a forma como o angolano encara o outro angolano".

"As diferenças políticas em Angola, na mentalidade actual, separam as pessoas", afirma o líder da oposição.

"Ainda não podemos dizer que todos os angolanos se identificam como angolanos, alguns sentem-se mais angolanos do que os outros. Tudo isso tem de mudar", defende.

Isaías Samakuva refere que o país ainda tem "um longo caminho para completar a sua identidade nacional", propondo uma "mudança estrutural, cultural, onde as prioridades têm de ser outras".

Em Angola, sustenta, "a prioridade não parece ser o Homem, parece ser a riqueza que não resulta do trabalho das pessoas, mas da corrupção, que beneficia apenas o homem que detém o poder e não o cidadão na sua generalidade".

"A atitude hoje dos governantes é pensar em enriquecer primeiro e não como servidores do povo mas de si próprios", acusa.

"Temos que operar essa mudança antes de pensar em mudanças de políticas, na economia, saúde e educação", sublinha.

A UNITA tem denunciado "a transferência de dinheiros públicos para indivíduos que são do regime e que se servem do erário público para benefício privado", refere Samakuva.

"Até o Presidente da República afirma que a corrupção é o segundo mal em Angola depois da guerra", diz.

Se for Governo, "a UNITA agirá de forma diferente" e compromete-se a combater a corrupção, "um mal endémico", que, no seu entender, "não melhora, está a piorar".

Em caso de vitória nas legislativas, a UNITA, garante o seu presidente, não cairá na tentação de substituir o aparelho de Estado com os seus apoiantes, propondo uma "mudança suave, que mantenha o que funciona bem e que respeite os construtores e a construção", tendo em conta "a estabilidade do país".

Nesse sentido, diz que a maior garantia que pode dar é que "a UNITA acredita em mandatos de quatro em quatro anos, acredita em eleições" e que "não haverá mais um governo de 30 anos sem eleições".

O presidente da UNITA demonstra não estar impressionado com o trabalho do executivo angolano, no âmbito das obras de reconstrução nacional, referindo que "qualquer governo que se preze não poderia fazer menos do que aquilo que está a ser feito".

"Difícil era o Governo não fazer o que fez", afirma.

"Os dinheiros que hoje se utilizam nas obras de caça ao voto poderiam ter sido aplicados há pelo menos quatro anos", afirma Samakuva, expressando a ideia de que "são obras que ainda não têm impacto real na qualidade de vida desejada pelas populações".

Reconhecendo que "a melhoria das estradas vai permitir maior circulação de pessoas e de bens", o presidente da UNITA diz que, "se esta azáfama se verificasse há quatro anos, haveria mais áreas do país a beneficiar do trabalho", em vez de existirem regiões que "ainda estão como no tempo da guerra".


Comentário:Longo e árduo, vai ser o caminho, até que um "dia" no tempo, os angolanos sejam todos iguais, em todas as vertentes.Esta mentalidade, não é de agora.Esta mentalidade, foi criada na própria capital, onde se situa o poder central.

Relativamente ao facto do presidente da UNITA, salientar que o próprio Presidente da República, afirma que a corrupção é o segundo pior flagelo de Angola, depois da guerra, não é novidade para ninguém, pois tanto a corrupção como a guerra, tiveram o seu ínicio, dentro da própria casa (paredes) do Presidente de Angola e do seu partido.Não será necessário ser-se sábio, para constatar esta realidade, uma vez que a família dos Santos, é detentora de uma das maiores fortunas mundiais.Estas fortunas, foram conseguidas através do tráfico das armas ( angola-gate), que serviram para fomentar uma guerra, matando, derramando e espalhando o sangue dos angolanos por Angola inteira.Savimbi, foi um bom pretexto para a família Dos Santos enriquecer e corromper Angola inteira.Assim como, o fenómeno da reconstrução de Angola, está a ser uma boa "arma - bandeira" eleitoralista para a família Dos Santos e seu MPLA perpetuarem o poder, com a ajuda e colaboração das chancelarias e comunidades internacionais, que estão operar no país, cujos os interesses são mais importantes que o povo angolano.Se necessário, até em cima do lixo, erguem alicerces, para edíficios megalômanos.Tudo ao molhe e fé em Deus.Um dia, a casa vem abaixo, e a culpa morre solteira, dentro dos bolsos dos generais e outros que tais.

Após as eleições, veremos se a loucura pela reconstrução do país, será para manter-se ao mesmo ritmo, ou se sofrerá do síndroma (viroses) de abrandamento, como o " deixa andar " o "ainda ...não fez" o "No stress".O importante, é que o tacho já está garantido, agora só têm que o manter e prolongar, durante a vigência do mandato, paralelamente aos negócios particulares empresariais dos respectivos deputados e governantes, dentro e fora de Angola.

Não liguem, às minhas palavras.Devo estar, a divagar ou a vegetar fora da realidade angolana ...

Certo, é que os meus olhos, não ficam empoeirados com tanta poeira no ar, como a que existe actualmente em Angola, que diáriamente cega os angolanos dentro do seu próprio país, impedindo-os de ver e alcançar, outras realidades e mentalidades de mudança.Esta poeira, é benéfica para o partido actualmente no poder - MPLA, cujo o presidente é simultâneamente Presidente do país.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Viseu: Operário morreu em Angola e deixa cinco filhos menores

Fonte:Correio da Manhã

Ligou para o marido já ele estava morto

A família de um trabalhador português, que no dia 1 de Agosto morreu num acidente em Angola, está "desesperada" e ao mesmo tempo "revoltada" por ainda não saber as circunstâncias da sua morte, nem a data em que chega o corpo.

Tiveram conhecimento da morte do familiar, residente em Mundão, Viseu, quando a mulher ligou para o seu telemóvel e atendeu outra pessoa, que lhe disse que o proprietário do equipamento "tinha acabado de morrer num acidente de viação".

Desde aí, a família diz ter feito vários contactos, nomeadamente com a empresa para a qual trabalhava. "Eles nem sequer sabiam que ele tinha morrido e continuamos sem saber exactamente o que aconteceu", conta a irmã do trabalhador, Fátima Costa.

Carlos Manuel Cristo Duarte, a vítima, tinha 38 anos e trabalhava como operador de máquinas desde Outubro numa obra em Huambo, Angola. Era casado e pai de cinco filhos menores.

Revoltada, a irmã critica a empresa por nem sequer "ter dado apoio psicológico à família, que está a sofrer tanto". Fátima Costa teme pelo futuro dos menores, já que era o seu irmão que sustentava a família". A cunhada, adianta, trabalha, "mas não é suficiente".

Na tentativa de perceber o que aconteceu, Fátima Costa recorreu, através de um amigo, a um jornalista em Angola, mas as informações são escassas. "Descobriu que ele poderia ter sido subcontratado por outra empresa, que também é portuguesa, mas tem escritórios em Angola.Liguei para lá e disseram que não sabiam o que tinha acontecido. Só sabiam que ele tinha morrido. É muito estranho", diz a irmã da vítima.

Uma das poucas informações que a família de Carlos Duarte conseguiu apurar foi que o corpo tinha sido transportado para Luanda, para ser autopsiado. Só depois seria enviado para Portugal. Continuam sem saber quando.



Comentário:Angola, o país onde o impossível é um fenómeno natural, devido à contra-informação.Quando, algo de grave acontece, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém tem culpas no cartório, onde a culpa morre solteira, antes mesmo de ter nascido.

Fazer mais o quê?

Isto é Angola, e as relações excelentes entre as empresas portuguesas e os governantes angolanos.Neste caso particular, quem se vai tramar, é a família da vítima.Entre uns (empresa) e outros (responsáveis angolanos), vai começar o jogo do empurra, no apuramento de responsabilidades.

domingo, 10 de agosto de 2008

E se !..

Artigo de António Barreto em 13ABR08 no Jornal Público. Comentários para quê?


'Portugal País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.

"Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo

Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.

O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.

A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.

Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.

Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.

Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.

Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade.

Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?


Comentário:E se !.. Substituirmos Rosa Coutinho, por José Sócrates, e Agostinho Neto (MPLA), por José Eduardo dos Santos ?

Será, que este tipo de complôs do passado, actualmente não terão semelhanças ?

E se !.. A porca, torce o rabo.Como vai ser ?

E se !? ...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para o senhor José Sócrates os angolanos não importam

Fonte: angolavaimudar.blogspot

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola 250 crianças em cada 1000 morrerem antes dos cinco anos de idade, não é importante.

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola a esperança média de vida ser de 42 anos, não é importante.

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola metade da população não ter acesso a água potável, não é importante.


Para o senhor Sócrates,o facto de em Angola sete das dez maiores fortunas pertencerem a membros do governo não é importante.

Para o senhor Sócrates, os milhões de pessoas de Luanda que tentam sobreviver com menos de um dólar por dia, não é importante.

Para o senhor Sócrates só são importantes aqueles que de uma maneira nada transparente, desviaram dinheiro dos lucros do petróleo para o investir na Galp ou no BCP.

Para o senhor Sócrates, só são visíveis os gordos e anafados membros da élite angolana, porque foram esses que se banquetearam no dia de Portugal na FILDA, porque os pobres escanzelados à porta não puderam entrar.

Só assim se comprendem os rasgados elogios que Sócrates fez ao regime angolano. Mas não surpreende ninguém. Já em 1992 o então primeiro ministro português, apesar de ser um dos árbitros da paz, com a obrigação de ser neutro, participou na campnha do Mpla, porque haveria de ser diferente agora a menos de dois meses das eleições?


Comentário:Independentemente da origem deste conteúdo, o importante para mim, é a personagem - Sócrates.Até porque, não me revejo em nenhum partido político, quer angolano quer português, por considerar a política e os políticos, farinha do mesmo saco.Vendedores especializados em marketing, na venda de sonhos e frustações ao seu povo.Tudo não passa de um churrilho de mentiras, cujo objectivo é a manutenção do TACHO, à custa do povo que votou neles.

O importante para mim, neste conteúdo, é reforçar as palavras do seu autor.

Na verdade Sócrates e José Eduardo dos Santos, estão-se maribando para os angolanos e para os portugueses.Ambos, são lobos vestidos com pele de cordeiros.Sócrates, governa um país afundado no lodo da desgraça e da desconfiança.
Sócrates, está interessado, na sua imagem de marketing de bom samaritano, com o objectivo de destronar, o seu ex-companheiro de esquerda, Durão Barroso, ou num grande tacho, numa das grandes multinacionais portuguesas ou angolanas.Não será, novidade para ninguém, se tal vier acontecer, pois muitos como ele já o fizeram anterirmente, usando o voto do povo, para fazerem carreira e ascenderem a níveis mais altos.

É só, hipocrísia de parte a parte...

Presidente de Angola recebe dirigente cubano


Fonte: Cuban News Agency

Havana - O General de Corpo de Exército cubano Leopoldo Cintra Frias foi recebido por José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Durante o encontro, ambas as figuras abordaram questões relacionadas com o incremento das relações bilaterais, ao tempo que Cintra Frias, entregou mensagem de condolências de Raúl Castro, a seu homólogo africano.
De acordo com Granma, o general transmitiu os pêsames do mandatário cubano, pela recente morte de Isabel dos Santos, irmã do presidente, acontecida em julho. Antes, lhe desejou saúde em nome do líder da nação caribenha.

As partes discutiram o incremento da cooperação nos setores da saúde, educação e construção civil.

Em declarações à imprensa, o general cubano comentou as eleições legislativas do país africano. Em resposta a uma pergunta, Cintra Frias, sublinhou o desejo de que elas se realizem em um contexto de paz, harmonia e confiança.

O também membro do Conselho de Estado da República de Cuba encabeça uma delegação que se encontra desde a segunda-feira em Luanda para uma visita de trabalho, dirigida ao incremento das relações entre ambos os países.


Comentário: Muito estranha e inoportuna, esta visita do general cubano.Será, que estão a preparar, a construção de alguma ponte de cooperação, semelhante há que existiu, na era do camarada Agostinho Neto?

Fica registada e no "ar", a suspeição desta visita...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mercado do Kinaxixe - Crime Arquitectónico

Mercado Kinaxixe


Data de Construção: 1950/1952
Autor - Arquitecto Vasco Vieira da Costa


O mercado Kinaxixe é uma das obras mais emblemáticas deste arquitecto e da arquitectura com influências Corbusianas, que maior valor internacional, haverá no território angolano. Obra referida nas revistas da especialidade, como uma das mais importantes, efectuada pelos portugueses durante o século XX.
Este arquitecto trabalhou com Le Corbusier *, tal como Óscar Niemeyer, o que, no mundo inteiro não haverá mais de uma dúzia de arquitectos, que possam ostentar essa particularidade no seu currículo, e penso que foi um dos fundadores da faculdade de arquitectura de Luanda. Nome respeitado entre os arquitectos portugueses, que tive a oportunidade de conhecer no final da década de 70, numa das suas visitas à Escola de Belas Artes do Porto.


Le Corbusier (1887- 1965) - arquitecto francês de origem suíça considerado juntamente com Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe, um dos mais importantes arquitectos do século XX, lançou as bases do movimento moderno de características funcionalistas, formulando uma nova linguagem arquitectónica que influenciou todas as gerações posteriores.


Shopping Kinaxixe - proposta de construção de um moderno shopping center a localizar exactamente no conhecido mercado Kinaxixe.
O edifício terá seis andares, três dos quais subterrâneos, destinados a estacionamento de 226 viaturas, e outros três para lojas. Àrea total construída - 55 mil metros quadrados.
Os três primeiros andares, com o perímetro totalmente climatizado, terão sete salas de cinema, lojas de brinquedos e espaço de actividades para crianças, alimentação e supermercados.
Valor estimado - 30 milhões de dólares (desactualizado).
As "desatenções" sucedem-se

KINAXIXE, EXEMPLO MAIOR DA ARQUITECTURA TROPICAL

O Kinaxixe, para além do valor patrimonial enquanto obra arquitectónica, é um dos últimos grandes exercícios de arquitectura tropical produzidos no País e que traduz, de forma indelével, o pensamento que deve estar subjacente à cultura construtiva em países tropicais. Se no caso do edifício do D. Ana Joaquina havia, fundamentalmente, a carga da sua história, no caso do Kinaxixe não!



É um edifício com nobreza, referenciado nos livros de arquitectura universal como uma referência conceptual e construtiva. "Para além de ser o único edifício de Angola referenciado no livro "Arquitecturas do Mundo", ele representa sob o ponto de vista da arquitectura tropical, a essência do pensamento sobre a ventilação cruzada e a forma como o betão deve ser usado em regiões tropicais , sendo a sua estrutura formal e compósita , um ponto de partida para se analisar o que se pode ou se deve fazer, em regiões tropicais.

O edifício reflecte os elementos base do pensamento sobre arquitectura tropical, ou seja a ventilação cruzada, o recurso ao Grande pé direito, a luminosidade controlada, as protecções a poente no percurso da incidência solar, as relações espaço/ventilação, humidade/conforto térmico. Não é por acaso que vem referenciado no livro das arquitecturas do Mundo!

Por ANDRÉ MINGAS*
Arquitecto angolano



Comentário: Perante este revoltante crime arquictetónico, só apetecer dizer: "São uma cambada de assassinos matumbos "

Para evitar, ter que usar outros adjectivos mais ofensivos para os vladmiros ébrios, que tomaram a decisão da derrocada deste importante símbolo arquitectónico, vergados aos lobbies da construção civil das empresas brasileiras e de outras, que proliferam e destroem o património do país.

Isto parece, uma obra de decisão de um general corrupto.



terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Ministério da Educação quer garantir a presença de professores e estudantes nas assembleias de voto

Pausa pedagógica durante as eleições não prejudica os alunos

A pausa pedagógica de 45 dia para os alunos do ensino primário do I e II Ciclos, programada durante as eleições legislativas, em Setembro próximo não será prejudicial para os alunos abrangidos nesta situação, garantiu o director provincial da Educação, André Soma. André Soma afirmou que antes da pausa, para permitir que muitos professores e alunos participem nas assembleias de voto, todos os constrangimentos foram tidos em conta, no sentido de estes não afectarem as crianças no seu retorno à escola.O director provincial da Educação deu a conhecer que o organismo de tutela analisou e decidiu quais os conteúdos programáticos que devem ser retomados em Setembro para que as crianças apreendam o essencial. “Estes conteúdos programáticos vão permitir que as crianças não sintam muito esta paragem, pois mais vale pararmos agora do que continuarmos sem a participação da maioria dos professores e estudantes”, disse. Quanto ao sistema de ensino nas zonas periféricas, André Soma afirmou que a situação está melhor, porque foi lançado o programa de merenda escolar em zonas como Kididi, Kakila, Tombo e Ana Nguenji.“Nestas áreas, os alunos tinham algumas dificuldades em deslocar-se à escola, porque não tinham merenda, mas depois do lançamento do programa as crianças voltaram aos estabelecimentos de ensino e o próprio rendimento subiu”, explicou o director provincial da Educação.


Comentário: Esta decisão, mais parece anedota, ou uma tentativa de atirarem areia para os olhos da opinião pública.Esta decisão, tem gato escondido com o rabo de fora.Só em Angola, é que os iresponsáveis pela educação, são capazes de ver ou de sentir perigosidade nos estudantes e professores do I e II Ciclo.Atendendo, que os estudantes neste nível de ensino, alguns não serão potenciais eleitores votantes.Atendendo, que um professor é um cidadão comum, tal como, são todos os outros cidadãos.Atendendo, que ao Director provincial da Educação, fugiu-lhe a boca para a verdade, ao afirmar que " os conteúdos programáticos devem ser retomados em Setembro para que as CRIANÇAS APRENDAM O ESSENCIAL".

O essencial, para este director, deve ser, não aprender absolutamente nada, para além do básico e que estes estudantes podem ser prejudicados, não havendo para ele e para o MPLA, mal menor, numa pausa de 45 dias.É obra, nestes níveis de ensino, onde as crianças esquecem rápidamente os conteúdos assimilados, se juntarmos o ambiente das campanhas eleitorais, mais rapidamente se apagará do seu cérebro os conteúdos aprendidos.A não ser, que o partido no poder MPLA, à qual pertence este director, estejam a pensar como outrora pensaram, em usar as crianças como bastiões de guerra e de propaganda política nos comícios.Se assim fôr, o director tem toda a razão, nem os estudantes nem os professores terão tempo livre, nem capacidades para dedicarem-se exclusivamente ao ensino e ao estudo dos conteúdos programáticos incluídos nos programas de ensino.

Os professores, as crianças e os jovens estudantes ao serviço da política. Tal é, a aflição e o receio pelos resultados eleitorais.

Lavagem cerebral, que já se viu em outros carnavais e cenários por parte do partido do poder.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Miss angolana renuncia coroa para apoiar FpD

Fonte: club-k

Luanda - A mais bela dama da província do Kuanza Sul, Domingas Manuel, surpreendeu a direcção da organização promotora de concurso de beleza em Angola ao apresentar carta de renuncia alegando que passaria apoiar o partido Frente para Democracia (FpD) que tenciona ter na Assembleia, uma bancada parlamentar que atenda e defenda os direitos cívicos dos cidadãos angolanos.


Domingas Manuel de acordo com fontes daquele Comité de Miss que vazou a informação ao Club-k.net, colocou de parte as benesses e privilégios que aufere na sua condição visto que a actividade da Miss é incompatível as actividades com cunho partidário.


Presume-se que a jovem terá ganhado simpatia com aquela forca partidária no momento em que a sua província recebera visita de Luiseth Araújo pré candidata a presidência da Republica que se fazia acompanhar do Presidente da FpD Filomeno Viera Lopes. Desde ai a Miss Domingas Manuel segundo fontes competentes seria vista a ser convidada para prelatar em palestra de ordem sócias protagonizadas pelo conhecido partido do embondeiro ou mulemba.


Depois de Justino Pinto de Andrade a declarar publicamente apoio a aquela formação Politica, a Miss Domingas Manuel é provavelmente a segunda a faze-lo. O Club-k.net tentou contactar a direcção daquele partido para ouvir a sua reacção mais sem sucesso pelo que promete fazer em tempo oportuno. De referir que as pessoas que assim procedem em Angola são objecto de criticas segundo as quais passariam ser alvo da atribuída politica de intolerância do partido do poder em Angola.


Comentário: Um exemplo a seguir.Um exemplo de coragem, atendendo à democracia de terror implementada em Angola.Um exemplo de desafio.Um teste aos mplistas.

Um exemplo a seguir, por todos aqueles, que se encontram no anonimato e que receiam as perseguições políticas por parte do partido do poder, caso manifestem as suas ideologias ou simpatias contrárias ao sistema anti-democrático do MPLA.

A todos esses, que preferem bajular aos pés do partido do poder, embora pensem de forma contrária, deveriam aproveitar esta corrente divergente e o momento eleitoral, para ajudarem o seu país no rumo à verdadeira democracia.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

As vinhas do vinho General Kopelipa made in Portugal

(clicar na imagem para ampliar)



Comentário: Tirando o facto a tudo isto, mais palavras para quê !!! Se o que foi escrito é um desabafo genuínamente made in Angola

quarta-feira, 9 de julho de 2008

“RÁDIO DESPERTAR” NOTIFICADA A SUSPENDER AS EMISSÕES

Fonte: o apostolado

O governo angolano notificou a “Rádio Despertar”, uma emanação dos acordos de paz com a UNITA, a suspender as suas emissões durante 180 dias.



Motivo? A radiação das suas ondas além do perímetro autorizado a uma rádio comercial baseada em Luanda ou, seja, para além de 50 km!

Com despacho datado de 2 Julho corrente, a medida do Ministro dos Correios e Telecomunicações, Licínio Tavares, foi recebida somente anteontem pelo director da "Despertar", Alexandre Solombe, enviada pelo Instituto Nacional de Comunicações (INACOM).

De acordo com o INACOM, a frequência modulada atribuída a "Despertar", FM 910, tem sido captada até no Uige, portanto a mais de 400 km da capital angolana.

O despacho ministerial determinou «a suspensão das transmissões por 180 dias, com efeitos imediatos, mas sem especificar o dia», disse o jornalista.

No seu ponto de vista indignado, expresso ao Apostolado ontem, o seu órgão «está a ser alvo de uma manobra eleitoral do MPLA e amadurece a reacção acertada a esta adversidade».

Reunião de emergência

Pelo seu lado, a UNITA anunciou que requereu uma reunião de emergência do mecanismo bilateral com o MPLA sobre a questão.

O anúncio foi feito pelo seu porta-voz Adalberto da Costa Júnior, que repisou na tese de uma «manifesta estratégia eleitoral do MPLA».

A Rádio Despertar iniciou as suas emissões a título experimental em Dezembro de 2006 e entrou na fase operacional três meses mais tarde.

Conseguiu uma ampla audiência na capital angolana, em especial, nas suas populosas zonas periféricas de onde os ouvintes participam via de regra em massa nos programas interactivos, entre os quais se destacou “o parlamento público”, no qual os que ligam são tratados jocosamente de deputados.

Alguns meses atrás, o secretário do MPLA para informação MPLA, Norberto dos Santos Kwata Kanawa, criticou a emissora tanto por causa da «linha editorial de propaganda de um partido» e a radiação excessiva da sua frequência.

Segundo Solombe, técnicos da empresa italiana "TeleConsult", que instalara os equipamentos da Despertar já chegaram a Luanda para fazer as adaptações necessárias.

«Na segunda-feira passada, esperávamos ter uma audiência com a direcção do INACOM para o efeito, mas foi-nos negada sem justificação», lamentou o director da"Despertar".


Comentário: Está-se a compôr, os ocupantes prepotentes do poder já estão com medo da língua afiada da voz popular (desabafos) transmitida através da rádio, que vai DESPERTANDO para outras realidades e que não podem nem devem alcançar outras zonas de Angola, pois podem provocar contágios e consequentemente alterar o sentido do voto, prejudicando o MPLA/JES, partido que ocupa o poder e controla todos os orgãos e meios de comunicação social.Quando o galo começa a cacarejar alto e longe demais, os prepotentes fazem-se valer dos seus poderes de ditadura para o silenciar.Impedindo as massas populares de expressarem livremente as suas opiniões, principalmente se elas não estiverem de acordo com as cassetes demagógicas (comunista) do MPLA/JES.Na democracia desejada pelo MPLA/JES para Angola, só pode existir um partido com exclusividade e liberdade de expressão.Esse partido, como já devem saber, é o MPLA/JES.

Tudo que seja, para DESPERTAR as massas populares contra a demagogia comunista do MPLA-JES, deve ser SILENCIADO e BANIDO durante o período da campanha eleitoral.

Com este tipo de poderes e influências, também eu ganharia as eleições com uma grande margem, tal como fez o velho senil ditador do Zimbabwé Mugabe.

Qualquer semelhança entre os ditadores do MPLA/JES e o ditador Mugabe é pura coincidência, fruto de uma ilusão, criada nas cabeças dos mal intencionados que pretendem denegrir o MPLA e o seu presidente José Eduardo dos Santos.

Com este tipo de comportamentos, alguém ainda acredita que as eleições em Angola vão ser livres e justas, cujos os partidos da oposição vão poder concorrer em pé de igualdade (meios) com o MPLA ?

Já agora, também podiam mandar encerrar o canal 2 da TPA (pertencente aos filhos do presidente da nação) o Jornal de Angola (pertencente ao MPLA/JES) cujas as suas divulgações e propagações alcançam o país inteiro, transmitindo a sua propaganda.Ou há moralidade, e comem todos pela mesma bitola.Caso contrário começa a cheirar a FRAUDE ELEITORAL.


terça-feira, 8 de julho de 2008

Betancourt grava mensagens pedindo que guerrilheiros desertem

BOGOTÁ (Reuters) - "Ei, guerrilheiros, aqui quem fala é Ingrid Betancourt. Para vocês que estão me ouvindo, se a vida de seus comandantes foi respeitada, a de vocês também será caso deponham suas armas".

Essas palavras dão início a uma das mensagens que a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt gravou e que serão transmitidas através de helicópteros em sobrevôos sobre áreas de mata do sudoeste do país.

Betancourt, 46 anos, viveu por mais de seis anos na região após ser sequestrada pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ela foi resgatada pelo Exército colombiano junto com três norte-americanos e 11 membros das forças de segurança do país, em uma operação militar na qual não se disparou um único tiro.

A ex-candidata franco-colombiana era a refém mais importante das Farc, que tentavam trocar 40 de seus cativos por 500 rebeldes presos.

"Ei, guerrilheiros, aqui quem fala é Ingrid Betancourt. Quero que recuperem sua liberdade como aconteceu comigo. Estarei esperando por vocês aqui", diz em outra das mensagens, essa acompanhada pela música "Estoy aquí", da cantora Shakira.

O grupo rebelde afirma lutar pela adoção de um sistema socialista neste país de mais de 44 milhões de habitantes marcado por profundas desigualdades sociais. As Farc continuam com 25 reféns de caráter político, além de centenas de pessoas pelas quais o grupo exige o pagamento de resgates.

Na operação militar, o Exército capturou Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César", e Alexander Farfán, conhecido como "Gafas".

Os dois guerrilheiros eram os responsáveis, havia anos, por organizar o esquema de vigilância sobre os 15 reféns resgatados, muitos dos quais mantinham acorrentados e que submetiam a um tratamento humilhante.

RECUPERANDO A HONRA E A LIBERDADE

Apesar das Forças Militares da Colômbia terem localizado mais de 50 guerrilheiros que faziam parte do grupo encarregado de vigiar a ex-candidata e os outros 14 reféns, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, deu ordens para que não fossem atacados.

O governo argumentou ter tomado essa decisão como prova de que respeita os direitos humanos e para evitar represálias contra os que continuam em poder da guerrilha. O gesto foi elogiado por Betancourt.

"Eu estou esperando por vocês. Nós lhes asseguramos que as coisas vão melhorar para vocês, que vocês vão recuperar suas famílias, sua honra, sua liberdade", disse a ex-candidata em outra das mensagens.

Betancourt também gravou mensagens para serem transmitidas por rádio e TV, afirmou o Ministério da Defesa.

O governo Uribe, com o apoio dos Estados Unidos, mantém uma ofensiva militar contra as Farc, o que obrigou o grupo a realizar uma retirada estratégica e permitiu ao Exército e à polícia recuperar o controle sobre amplas áreas de montanha e de mata antes dominadas pelos rebeldes.

A estratégia das forças de segurança, que incluiu um aumento do orçamento militar, do número de membros da ativa e das recompensas pagas, provocou uma redução no número de sequestros e de ataques contra obras de infra-estrutura do país.

Além disso, o sucesso da investida militar vem sendo apontado como um dos fatores do crescimento da economia e do volume de investimentos estrangeiros.
O governo criou ainda um programa de deserção por meio do qual oferece benefícios jurídicos, acesso ao sistema público de saúde e de educação, emprego e subsídios aos guerrilheiros que abandonam a luta armada.

Desde que Uribe subiu ao poder, em 7 de agosto de 2002, mais de 9.500 combatentes das Farc deixaram o grupo. Além disso, vários guerrilheiros foram mortos ou capturados nesse período.

Segundo membros das forças de segurança, o grupo, que chegou a ter cerca de 17 mil integrantes em 2002, conta hoje com algo em torno de 9.000 guerrilheiros.


Comentário: Sigam o exemplo desta mulher.Talvez o mundo melhore, e todos nós fiquemos a ganhar com um novo " oxigénio " na mudança das políticas adoptadas nas democracias hipócritas de fachada, onde o alcance do poder por parte dos pseudo-democratas é mais um status como trampolim para outros fins (curriculum).


Mais um desvio de fundos destinados à compra de propriedades?



Comentário:Andam todos a meter a mão na massa, no país do progresso do retrocesso, considerado como um dos maiores produtores de petróleo, onde a sua capital vive de mal a pior no que diz respeito aos postos de abastecimento de combustíveis de modo a satisfazer as necessidades da população.As verbas desaparecem sem ninguém dar satisfações e sem rasto.Isto é um bom exemplo de como os gestores e generais conseguem arranjar fundos para comprarem propriedades dentro e fora de Angola, sem que ninguém se preocupe mínimamente com a origem das verbas para a sua aquisição.E o povo indiferente, a vê-los passar à sua frente em carros de luxo topo de gama, em plena ostentação rodeada de misérias.

E diz esta gente, AMAR O SEU PAÍS...

Angola o país das oportunidades para o GAMANÇO DESCARADO, onde a culpa morre sempre SOLTEIRA, quando os ladrões pertencem ao grupo dos governantes e da podridão com a qual é constituída as novas classes sociais média e alta (ler Pepetela - Predadores).

Chefe da secreta angolana compra quintas no Douro

Fonte: PÚBLICO - 07.07.2008


O general Hélder Vieira Dias, "Kopelipa", pagou um milhão de euros por duas áreas no Douro para produzir vinho e exportar.
O responsável pelos serviços secretos da Angola, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, adquiriu duas quintas na região do Douro para produzir vinho destinado a exportação, designadamente para os países de língua oficial portuguesa (PALOP).

As propriedades agrícolas situam-se nas proximidades da Quinta da Leda, que pertenceu à lendária Ferreirinha e onde é produzido o emblemático Barca Velha. O negócio, concretizado há cerca de um mês, envolveu duas propriedades contíguas ainda por rentabilizar, a Quinta da Serra e a Quinta da Pedra Cavada, possuindo no conjunto cerca 400 hectares espalhados maioritariamente pelo concelho de Vila Nova de Foz
Côa e abrangendo a Região Demarcada do Douro e do Vinho do Porto (RDDVP). Os terrenos, de origem xistosa e marcados por elevados declives, encontram-se a dois quilómetros da Quinta da Leda.

A transacção contou do lado vendedor com produtores locais que detinham as quintas em parceria. Do lado comprador está a Superfície Vertical Investimentos Imobiliários (SVII), controlada pelo chefe dos Serviços de Inteligência Externa de Angola (SIEA). Segundo os valores registados oficialmente, Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, conhecido por "Kopelipa", pagou pelos dois terrenos cerca de um milhão de euros.

Um dos anteriores proprietários era a família de Celso Madeira (Rui e Filipe Madeira), dona da Casa Agrícola Reboredo Madeira (CARM), que desenvolve igualmente a sua actividade na zona duriense e que comercializa vinho e azeite com as marcas CARM. O primeiro contacto para a venda da Quinta da Serra e da Quinta da Pedra Cavada partiu de Celso Madeira no decurso de uma viagem a Angola.

Imobiliária mediou negócio

"Kopelipa" é desde 16 de Maio de 2007 administrador e accionista maioritário da WWC, World Wide Capital SGPS, holding que já este ano adquiriu a SVII.

O recurso a uma imobiliária para realizar a transacção prendeu-se, segundo informações obtidas pelo PÚBLICO, com questões de natureza fiscais mais favoráveis. Este alto responsável do Governo angolano assumiu em 2006, por indicação do Presidente, José Eduardo dos Santos, a liderança dos serviços secretos locais, na sequência da sindicância desencadeada a este organismo e que levou à demissão do anterior responsável, general Fernando Garcia Miala.

Em Angola, "Kopelipa" está ligado a personalidades como Isabel dos Santos, a empresária filha do Presidente e sócia de Américo Amorim em negócios como o Banco Internacional de Crédito (agora também com presença em Portugal, tendo Mira Amaral como presidente).

De acordo com informações do Semanário Angolense, entre os accionistas do projecto agrícola Terra Verde estão Isabel dos Santos, "Kopelipa" e um grupo de investidores israelitas. O general é também referido como tendo várias ligações a empresas da África do Sul, além de deter participações em diversas empresas angolanas em áreas como tecnologias de informação, transportes, cimentos e pescas.

No projecto vinícola no Douro, o novo proprietário da Quinta da Serra e da Quinta da Pedra Cavada pretende recuperar os terrenos baldios, reconvertendo-os em plantação de vinha, estando já a ser desenvolvidos contactos com vista à compra de licenças de plantio.

Produzir vinho tinto

Dos quatrocentos hectares de superfície, há autorização para cultivar 150 hectares (destinados na sua maioria a gerar vinho tinto).
O plano é arrancar numa primeira fase com o plantio numa área equivalente a metade do que é permitido. Em simultâneo estão actualmente a decorrer negociações entre a SVII e Celso Madeira, o anterior dono das quintas, com vista a celebrar uma parceria para a sua exploração e que permita a obtenção de economias de escala. As conversas entre o dono da CARM e os representantes de "Kopelipa" envolvem um projecto de exportação de vinho para África, em especial para Angola, país que em 2007 importou de Portugal cerca de 50 milhões de litros de vinho.

Nomeado em 1995 como chefe da Casa Militar de Eduardo dos Santos, "Kopelipa" iniciou a sua ascensão no seio da presidência através do departamento de estudos e análises, do qual era responsável. Entre as suas missões estavam a análise da situação política e do papel dos media, principalmente os de capitais privados.

A sua influência aumentou exponencialmente quando assumiu a direcção do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), criado em 2004. Detendo total autonomia administrativa e reportando directamente a José Eduardo dos Santos, o GRN tem como missão "promover, acompanhar e supervisionar a implementação de programas específicos no domínio da recuperação económica e social". Na prática, é por este organismo que passam centenas de milhões de dólares negociados entre a China e Angola, aplicados depois de diversas formas, incluindo a construção de infra-estruturas como habitações e estradas.

Mercado em alta

Numa fase em que Angola importa cada vez mais produtos de consumo, Portugal tem conseguido aumentar a sua presença, nomeadamente em sectores como o das bebidas. No caso do vinho, cerca de 75 por cento das marcas compradas neste país são de origem portuguesa, segundo afirmou à Lusa José Costa e Oliveira, vice-presidente da associação portuguesa de produtores (ViniPortugal) no passado dia 1 de Julho. Só em 2007 foram exportados cerca de 50 milhões de litros de vinho, equivalentes a perto de dez milhões de euros, com destaque para as marcas dos grupos do Esporão e da Sogrape. No ano que vem, e de acordo com José Costa e Oliveira, o organismo de que faz parte vai investir no mercado angolano cerca de 500 mil dólares (319 mil euros), direccionados para acções de formação, provas de vinho e bolsas de estudo.


Comentário:Como a guerra em Angola, para alguns (minoria) foi MARAVILHOSA.Um dom divino caído do céu.

A guerra em Angola, para este tipo de generais, chegou na hora certa e no momento certo, servindo de pretexto para esta MINORIA SUBIR NA VIDA À CUSTA DA DESGRAÇA E DO MARTÍRIO DO POVO.Quanto mais miserável é o povo, maiores são as oportunidades à disposição deste tipo de oportunistas.Compreendem agora, porque razão a qualidade da conservação e manutenção (edíficio DNIC) assim como, as obras de construçâo civil made in China destinadas ao povo, são de má qualidade.Porque a maioria das verbas destinadas a uma construção considerada razoável, são desviadas ( denúncia do general Miala com direito a prisão) para a compra de quintas fora de Angola, considerado como um investimento privado, com poderes administrativos autónomos devendo únicamente prestar contas (conivência) ao Presidente da Nação - JES.

Dizem por aí, que Angola é a jovem colónia da China.

Dentro em breve, vamos ouvir dizer que Portugal, é a mais jovem colónia de Angola, e que o futuro presidente de Portugal, após ter vendido Angola à China, será José Eduardo dos Santos ou quiçá uma das suas filhas, como por exemplo Isabel dos Santos - a jovem rica e empresária criola russa/angolana de 35 anos, apoiada pelo Amorim, Mira Amaral, Ulrich, Berardo e outros que tais da nossa praça financeira que habitualmente investem elevados montantes em campanhas eleitorais, para colocarem no poder quem melhor der garantias de servir os seus interesses negociais e financeiros.

Vamos também ouvir dizer, pela boca de alguns pseudo-políticos intelectuais de meia tijela portugueses (Mira Amaral, Amorim, Ulrich, PCP, etc), que este tipo de negócios e de colonização, são normais entre dois países irmãos com uma componente histórica muito forte e fora do comum.De colonizadores passam a colonizados.

Angola e Portugal são dois países maravihosos para a família dos Santos e para os seus intermediários recomendados para os negócios, puderem lavar o dinheiro do sangue dos angolanos e da corrupção, através do Banco BIC/PT .

As eleições estão à porta, há que saber prevenir-se contra a agonia do povo que pode descambar em actos de raiva, colocando em perigo o assalto popular, aos bens e às fortunas pessoais astronómicas, que todo o povo angolano se interroga, onde e como, foram conseguidas por algumas famílias, entre elas a familia dos Santos e a do general Kopelipa.

Sugiro que leiam o livro "Predadores" do escritor angolano Pepetela, para melhor compreenderem como é que este tipo de pseudo angolanos, conseguiram alcançar o poder e apoderar-se dos bens e riquezas de Angola.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ingrid Betancourt tentou fugir a nado para o Brasil, diz ex-refém

Fonte:Globo

RIO - A ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt pretendia chegar ao Brasil em uma das suas tentativas de fuga durante os seis anos que ficou em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo reportagem da CNN. O ex-congressista colombiano Luis Eládio Perez, que foi companheiro de Ingrid no cativeiro, contou detalhes da fuga frustrada à rede de TV americana. Segundo ele, a ex-senadora também teve que escapar de seguidas tentativas de estupro.

O ex-congressista passou quatro dos seus seis anos de cativeiro ao lado de Ingrid, antes de ser libertado pela guerrilha, no início deste ano. Perez acompanhou Ingrid na tentativa de fuga que levou a ex-senadora a ficar acorrentada durante três anos, conforme ela contou na semana passada, depois de ser libertada em uma operação do Exército colombiano. Ingrid, que está em Paris, mandou uma mensagem, no domingo, para os cerca de 750 reféns que ainda estão em poder da guerrilha.

Perez diz que pouco depois da meia-noite do dia 20 de julho de 2005 ele e Ingrid aproveitaram a escuridão para entrar na selva colombiana. Eles haviam decidido fugir depois de perceberem que os guerrilheiros estavam cercando o cativeiro onde estavam com arame farpado. Os dois chegaram então a um rio, onde mergulharam e nadaram por cerca de duas horas,

"Nós achávamos que o rio nos levaria até o Brasil", disse o ex-refém à CNN.

Ingrid e Perez chegaram a outra margem do rio e correram até o amanhecer, segundo o ex-refém. Ele diz que durante cinco dias, eles se escondiam e descansavam enquanto estava claro, e nadavam e corriam durante a noite. Os dois estavam com a saúde debilitada e tinham pouca comida. Perez lembra que, durante a fuga, Ingrid perdeu três iscas que eles pretendiam usar para pescar. No sexto dia, os dois decidiram se entregar depois que Perez, que é diabético, começou a se sentir mal.

"Quando nos entregamos, os guerrilheiros adotaram a repressão total", contou Perez.

O ex-congressista disse que logo que foi seqüestrada - em fevereiro de 2002 - a ex-senadora era bem tratada pela maior dos guerrilheiros. A situação mudou depois da tentativa de fuga. A tensão entre os próprios reféns também levou as Farc a endurecer o tratamento dado a eles. Perez conta que brigas e discussões eram comuns no cativeiro.

"Sem dúvida, é difícil quando muitas pessoas estão vivendo juntas" - disse Perez. "Havia incidentes e conflitos diariamente. Diferentes opiniões entre os reféns criavam atritos que resultavam em brigas".



Comentário:Depois do livro "Com Raiva No Coração", seria um grande contributo para a humanidade a realização de um grande filme, para esta grande mulher e para todas as vítimas das FARC.Talvez dessa forma, o Partido Comunista Português, trancasse o acesso às FARC durante a realização das festas do Avante.

domingo, 6 de julho de 2008

Dirigente do MPLA desmaia por não ver o nome na lista de deputados

Fonte:Club-k

Luanda - Analistas da praça política Luandense denotam, no seio dos camaradas (MPLA) dificuldades em divulgar abertamente a lista que constam os nomes dos pré candidatos, a deputado devido ao descontentamento que sentem haver nas hostes do partido sobretudo de alguns activistas que no seu interior foram alimentando a hipótese de entrarem na próxima legislatura, caso o partido ganhe folgadamente aquelas que são as segundas eleições a serem realizadas no país.

Fala-se de uma militante (nome propositadamente ocultado) que chegou a desmaiar quando foi informada sobre a propositada "decapitação" do seu nome da lista principal. Tais descontentamentos, segundo ainda, as fontes oculares do Club-k em Luanda, a desilusão embateu fortemente nas hostes da OMA o braço feminino do partido.

A actual Deputada Lourdes Maria de Lourdes foi colocada na secção dos candidatos suplentes. A Senhora é vista como uma parlamentar sénior tendo em consideração que já ocupou o cargo de Presidente do grupo das mulheres parlamentares.

Na surpreendente lista dos suplentes do “M” constam também os seguintes activistas de renome: Palmira Barbosa, Pedro Sebastião e João Baptista de Matos.

Há receio que venha acontecer o que sucedeu na diáspora. Recorda-se no ano passado horas depois do anúncio feito pelo Governo de JES de que a diáspora não participaria nas eleições alguns do comités dos camaradas na diáspora perderam o interesse de realizar qualquer acção partidária. Em Portugal, o então secretario da JMPLA Samora Neto, quase que se ajoelhava aos militantes seniores para que estes voltassem a participar nas reuniões.


Comentário: Em tempos fiz um comentário frisando precisamente este assunto, a guerra nas eleições em Angola, iria precisamente recomeçar dentro do próprio MPLA.E que as acusações dirigidas aos partidos da oposição, seriam com intuito de tentarem tapar o sol com a peneira, para esconderem o ambiente de intranquilidade que se vive dentro do partido dos camaradas, relativamente aos rejeitados e aos eleitos para as tão desejadas listas, que dão a tranquilidade e a possibilidade de puderem continuar no poleiro, às custas do Estado, onde o único trabalho que têm é de levantar o dedo, dizendo "SIM" a tudo, sem direito a opinião contrária.Inclusive, cheguei afirmar, zangam-se as comadres conhecem-se as verdades, e com as escolhas dos camaradas do MPLA, iríamos ficar a conhecer as verdades sobre o lixo, que durante 33 anos governou Angola.

Vamos aguardar pelas cenas dos próximos episódios sobre a novela "Os eleitos do MPLA"