terça-feira, 19 de agosto de 2008

Morreu embaixatriz de Angola em Portugal


Fonte: África21


Lisboa - Os serviços de imprensa da Embaixada de Angola em Portugal anunciaram, nesta terça-feira (19), a morte por doença da embaixatriz Maria Antonieta Azancot de Menezes Medeiros dos Anjos, esposa do embaixador Assunção dos Anjos, ocorrida domingo, em Londres.

Licenciada em Matemática aplicada pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Maria dos Anjos desempenhou, entre outras funções, o cargo de directora de gabinete do secretário de Estado da Cooperação de Angola.

O funeral de Maria dos Anjos, de 55 anos de idade e natural do Lobito (província de Benguela), será realizado em Luanda, em data a anunciar.

Morreu Presidente zambiano

Fonte: panapress

Lusaka, Zâmbia (PANA) - O Presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, morreu terça- feira de manhã no Hospital Militar de Percy em Paris (França), onde estava internado devido a um derrame cerebral, anunciou o Vice-Presidente Rupiah Banda.

"É com profundo pesar que informo o povo da Zâmbia que o nosso Presidente, Dr. Levy Mwanawasa, morreu esta manhã no Hospital Militar de Percy em Paris, França, às 10 horas e 30 minutos", disse Banda num discurso transmitido em directo pela rádio e pela televisão estatais.

"O luto nacional começa hoje e vai durar sete dias. Apelo a todos os cidadãos a manter-se calmos e a prantear o nosso Presidente com dignidade", afirmou Banda.

Mwanawasa, de 59 anos de idade, sofreu um derrame cerebral a 29 de Junho no Egipto, onde participava na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA).

Posteriormente, o Presidente zambiano foi evacuado a 1 de Julho para o Hospital Militar de Percy onde ficou internado até a sua morte.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Desentendimento assustador entre Higino Carneiro e Kopelipa, muitas obras em risco


Fonte: Africa Monitor

Empresas estrangeiras de construção implantadas em Angola,em especial as brasileiras Odebrecht e Andrade Gutierrez consideram que algumas das suas empreitadas têm sido prejudicadas por reflexo do clima de disputas e tensões
existente entre Higino Carneiro, ministro das Obras Públicas, e M H Vieira Dias “Kopelipa”, chefe da Casa Militar e director do GRN-Gabinete de Reconstrução Nacional.

Ambas as empresas estão a construir dois grandes troços da nova via rápida Cacuaco-Viana.A empreitada tem sido perturbada por decisões de ambas as entidades que se contradizem ou anulam reciprocamente.

Exemplos concretos: o GRN proíbiu a extracção de inertes (areia e burgau) numa vasta área circundante da obra (proibição posteriormente levantada em relação ao burgau); em razão disso a Odebrecht, que constrói o troço Viana-Benfica, obteve autorização do Ministerio das Obras publicas para instalar uma potente britadeira no Dondo, a cerca de 150 kms da obra; o GRN ordenou a paragem da mesma e forçou a sua instalação em Cabo Ledo.



Comentário: Este problema das disputas, trata-se de uma questão do enchimento particular, do SACO AZUL dos dois intervenientes envolvidos na contenta do monopólio e controle dos fundos e receitas, que as grandes empresas internacionais, têm que pagar, para poderem efectuar as suas obras de construção em Angola.

Qual terá sido, o valor que a empresa que vai construir o novo Shoping do Kinaxixe, pagou em lobies, para ter conseguido a destruição de uma das maiores obras de arquitectura existente em Angola?


Terá sido, com o pagamento das gasosas (disputas), que o general Kopelipa comprou as vinhas no norte de Portugal ?

Até porque, a desconfiança aumenta, a partir do momento que um militar (general) ocupa um cargo com competências civis.Isto é, um indíviduo que é, chefe da Casa Militar e director do GRN-Gabinete de Reconstrução Nacional.



Apetece perguntar, o que é que, o fundo do traseiro do militar, tem a ver com o peso das divisas(patente) militares, colocadas nos ombros?
Cada macaco no seu galho.Um militar, é para tratar dos assuntos que dizem respeito ao exército, como o armamento, segurança e defesa do país, etc,.

Cheira a corrupção que tresanda, com a conivência do chefe da nação.Uma vez que, a Casa Militar está agregada à competência do Presidente do país.

Minha terra é linda...Todos gostam tanto dela...Para roubar !!!Seja angolano, brasileiro, português, chinês, americano etc,. Nova geração de colonos imperialistas, made in - Fidel de Castro/1975


domingo, 17 de agosto de 2008

72 mil Congoleses expulsos de Angola em 2 meses

Fonte: panapress

Kinshasa, RD Congo (PANA) - Um total de 72 mil cidadãos congoleses foram expulsos de Angola em dois meses na perspectiva da realização das eleições legislativas neste país a 5 de Setembro próximo, noticiou sábado o diário congolês "L'Avenir", próximo do poder.

As expulsões são feitas de forma brutal, incluindo violências sexuais contra Congolesas, denuncia o jornal, afirmando que 500 mulheres expulsas pela província de Kasai Oriental já apresentaram queixa por estes crimes.

De acordo com estimativas do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 150 mil cidadãos congoleses poderão ser alvos desta vaga de expulsões antes de Setembro de 2008, ou seja Angola poderá expulsar cerca de 70 mil outros Congoleses em menos de um mês.

O jornal nota que a comunidade internacional, que pede à RD Congo para moderar a sua política de expulsão de estrangeiros, nomeadamente de Mbororos e Ruandeses, é menos crítico face aos procedimentos das forças angolanas.

A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC), por intermédio do seu chefe, Alan Doss, lamentou esta situação e exprimiu-se preocupada pelas violências contra as Congolesas expulsas de Angola.


Comentário: No comment

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

VIOLÊNCIA POLÍTICA FAZ NOVE FERIDOS NO HUAMBO

Fonte: o apostolado

A comuna de Tchipeio, município de Ecunha, na província do Huambo, registou anteontem o maior incidente de percurso da campanha eleitoral, com o balanço de nove feridos.

A ocorrência deu-se no princípio da tarde, de acordo com a “Rádio Despertar”, repercutindo a participação do chefe da bancada parlamentar cessante da UNITA, Alcides Sakala.

O deputado cessante contou que a peripécia acontecera na altura em que uma delegação içava a bandeira do seu partido, no âmbito de um programa de reimplantação em certas localidades.

«Os nossos membros ali presentes foram agredidos por elementos afectos ao partido no poder, dos quais tivemos nove feridos», reportou Sakala.

Uma das vítimas destas brutalidades, acrescentou, foi uma senhora que baixou no hospital central da cidade do Huambo, em estado grave.

Na localidade de Galanga

Sakala citou outro incidente, que ele próprio presenciou na mesma quarta-feira, desta vez, no município de Londuimbali, 90 km a Noroeste de Huambo, na localidade de Galanga.

Ele chefiava a comitiva da sua formação, que foi â zona levar a cabo a campanha eleitoral.

A comitiva, disse Salaka, «foi atacada com muita agressividade na comuna da Galanga por cerca de cem elementos, entre homens e mulheres vestidos com camisolas e chapéus do MPLA

«Os agressores usavam pedras, paus e catanas e danificaram a viatura da nossa delegação e só foram dispersos com tiros disparados pela Polícia que acompanhava a nossa delegação», especificou.

Em virtude de todos estes incidentes, a delegação da UNITA na província pediu e manteve um encontro de trabalho com o comando regional da Polícia.

No encontro, explicou Salaka, a sua organização exigiu um esclarecimento e o processamento sumário dos agressores em tribunal.

Alertou contra o drama a que conduz o efeito em bola de neve de incidentes do género, reiterando o apelo à serenidade dos seus partidários e não responder às provocações.

Sakala ressalvou a hipótese de os autores de todos os referidos actos não serem de facto membros do MPLA, mas realçou a urgência da investigação policial.

Indignou-se, na mesma linha, face ao silêncio das autoridades locais e regionais contra atitudes que beliscam na prática a mensagem presidencial de 4 de Agosto passado.


Andulo

Na mesma emissora, o secretário para a Comunicação e Marketing da UNITA no município do Andulo, Manuel Sicana, denunciou acção protagonizada pela Polícia.

O caso começou, disse, por volta das 11 horas e 30 minutos quando um homem trajado a civil encontrou um militante nosso em baixo de um guarda-sol de campanha da UNITA e ele mandou retirar sem nenhuma causa.»

«A Polícia apareceu em peso e maltratou os nossos militantes recolhendo os guarda-chuvas. Neste momento estão quatro elementos sob custódia da Polícia», prosseguiu o responsável da organização do galo negro.

O episódio causou um surto de tensão na vila e uma reunião estava prevista ontem à tarde entre os responsáveis da UNITA, da Polícia e a administradora municipal, Maria Lúcia Chicapa, para debelar a situação.


Porta-voz do comando nacional da Polícia

O porta-voz do comando nacional da Polícia, superintende Carmo Neto, reconheceu o episódio, desdramatizando os aspectos alarmistas.

A Polícia interveio para manter a ordem na sequência da desordem provocada pela troca de palavras entre dois indivíduos a partida, explicou.

No seu ponto de vista, não se registou, até aqui, um incidente relevante em todo o processo, estando as unidades da corporação a bem acompanharem as diversas manifestações de campanha eleitoral dos 14 partidos.

Carmo Neto prometeu um pronunciamento sobre os casos do Huambo para mais tarde, assim que conseguir todos os dados.



Comentário:Começou a contra-informação.A confusão do jogo do empurra.Os dados a retirar, é que existiu confronto, mas como sempre acontece, nestas situações, o resultado final, são as vítimas que pagam os prejuízos, e os autores vão continuar a sua campanha de terror.

Até porque, estas situações, normalmente acontecem com maior frequência no interior de Angola, ao qual o partido do poder, conhece e reconhece, inclusive, recomendou aos representantes das comunidades estrangeiras estacionadas em Angola, a não viajarem para o interior.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

VIOLAÇAO AO AMBIENTE NAS ZONAS COSTEIRAS DE LUANDA


Fonte: o apostolado

A “Rede Terras” denuncia a violação de direitos fundiários nas zonas costeiras da província de Luanda.
Os dados do estudo de caso apresentados recentemente, revelam algumas preocupações que afectam o ambiente. O director em exercício da “Rede Terras”, afirma que nos últimos anos áreas como Mussulo, Ilha do Cabo e algumas zonas de Cacuaco têm sido as mais afectadas pelo abate de árvores e construção de grandes edifícios de betão armado.

“No próprio Mussulo o habitat das aves foi destruído e essas aves já não existem mais no Mussulo. Quem vai a Cacuaco, as árvores que ali se encontravam foram derrubadas, são estas violações para além de outros conflitos propriamente que tem a ver com o direito à terra.

Bernardo Castro considera que o reforço da fiscalização poderia inverter toda esta situação. O director em exercício da organização, que trabalha em defesa do ambiente e direitos fundiários, fala em consequências graves para a vida ambiental.

Quando o meio é agredido violentamente e o estado neste caso é permissivo e porque frágil é o seu sistema fiscal, neste caso se está a agredir o ambiente se está também a degradar a qualidade das próprias pessoas, da própria cidade de Luanda.

Para Bernardo Castro, entidades públicas e privadas são as principais violadoras dos direitos fundiários.

“As violações que estamos a ver que as pessoas vão para lá, são pessoas singulares mas também pessoas colectivas quer de direito público ou de direito privado que lá vão edificar construções que ferem aquilo que a própria lei prevê. De uma ou de outra maneira a última responsabilidade do estado”.




Comentário:De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea:
“Ordenamento do Território é a política que gere a organização do meio físico e dos recursos das diferentes regiões de um país, com vista ao seu desenvolvimento harmonioso”.

Segundo, documentos existentes sobre esta matéria, escritos por pessoas com conhecimentos e formação na área em questão, passando a citar um desses conhecimentos, onde consta, que:

- O ordenamento do território é, fundamentalmente, a gestão da interacção homem/espaço natural. Consiste no planeamento das ocupações, no potenciar do aproveitamento das infra-estruturas existentes e no assegurar da preservação de recursos limitados.

- Os diferentes planos, para serem eficazes, têm que ser enquadráveis a diversas escalas de análise, dependendo a efectividade de todos eles da coerência dos restantes.Um plano nacional de ordenamento do território tem que se basear na lógica dos planos das diferentes regiões; estes, por sua vez, têm por base planos municipais que definem o uso dos solos e estabelecem princípios para a gestão das cidades e das aldeias do local; os aglomerados deverão ser organizados por planos operativos que regulem e ordenem a sua estrutura construída, os seus edifícios, e que definam coerências para a localização das diferentes funções que neles coexistem – a indústria, o comércio, a habitação ou a agricultura. São os Planos de Urbanização, os de Pormenor ou de Salvaguarda que, e mais uma vez a escalas diversas, delimitam e desenham as malhas que estruturam e definem a urbe.

É a interacção destas escalas que permite a determinação de estratégias de planeamento coerentes: a definição de princípios para o uso de um certo recurso a uma escala maior condiciona os planos que dele dependem; no entanto, a possibilidade de compreender com a devida profundidade as questões que a gestão desse recurso levanta só poderá ser aferida a escalas menores; e como estabelecer prioridades sem compreender as dinâmicas existentes no terreno? Como tentar definir opções sem conhecer a realidade das populações?

O planeamento tem que ser pensado compreendendo a estrutura das ocupações humanas: a sua diversidade, as suas inter-relações e interacções e a complexidade das razões que justificam cada uma delas.


Poderemos acrescentar a este conhecimento, um outro, do destacado professor angolano Peixoto Alves, também ele conhecedor desta área, onde ele elabora algumas linhas e sugestões, como: Contributos, para Construir a Ambição Angola 2022: Uma Angola para nós e para os Nossos filhos

O referido professor, com o seu contributo, pretende " explicitar a necessidade de um contributo substantivo para a reflexão sobre a nossa importância e responsabilidade enquanto geração herdeira do sonho dos “libertadores” e construtores de uma ambição de País onde seja bom viver, trabalhar e que possamos deixar como herança aos nossos filhos. A concretização dessa ambição passa por uma política de cidades, reabilitação e ordenamento do território nacional, numa lógica de suporte do ciclo de vida da criação e consolidação do desenvolvimento social e económico do País e dos Angolanos".



Poderão ler mais, aqui: http://maisangola.wordpress.com/



quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Angola: Intimidação da oposição e dos media ameaçam eleições livres - organização de direitos humanos

Fonte: Lusa

Lisboa (Lusa) - A organização de defesa dos direitos humanos "Human Rights Watch" avisou hoje que a intimidação dos partidos da oposição e dos media em Angola ameaçam as perspectivas de uma votação livre e justa nas eleições de Setembro.
Num documento hoje divulgado na Internet, a "Human Rights Watch" acusa o Governo angolano de não cumprir "plenamente" o seu dever de garantir o direito de eleições livres, bem como os direitos de expressão e de reunião.

"As condições para os eleições livres e justas começam muito antes do dia eleitoral", afirma Georgette Gagnon, directora para África da organização Humam Rights Watch.
"Mas menos de um mês antes das eleições está claro que os angolanos não podem fazer campanha eleitoral sem intimidações ou pressões. A não ser que esta situação mude agora, os angolanos não serão capazes de exercer o seu voto de maneira livre", declara a mesma responsável.


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Governo angolano limita circulação de diplomatas ao interior

Fonte: Lusa

Luanda - Os diplomatas estrangeiros radicados em Angola estão obrigados a informar o governo, com dois dias de antecedência, sobre quaisquer deslocações ao interior do país, confirmou nesta segunda-feira à Agência Lusa uma fonte do Ministério das Relações Exteriores de Angola.

A circular divulgando o aviso foi enviada às representações diplomáticas no início de julho, durante o período da pré-campanha para as eleições legislativas de 5 de setembro.

O semanário angolano Novo Jornal, que divulgou a nota ministerial em sua última edição, cita fontes diplomáticas em Luanda para noticiar que o embaixador norte-americano, Dan Mozena, já exprimiu suas reservas diante da decisão ao chanceler angolano, João Miranda.

Para justificar a medida, o documento emitido pelo Ministério das Relações Exteriores recorre à Convenção de Viena, lembrando que os diplomatas têm a obrigação de não se intrometerem nos assuntos internos do Estado.

Fonte do gabinete do chanceler de Angola disse à Agência Lusa que este procedimento "é legal e prático" e "normal ao abrigo das convenções internacionais".

A fonte considerou "necessário" lembrar os diplomatas desta disposição internacional por não existirem "condições para garantir sua segurança em um raio de ação territorial muito alargado".

A fonte do gabinete de João Miranda garantiu ainda que as restrições não estão relacionadas com a proximidade das eleições legislativas, mencionando apenas que os diplomatas têm um "ângulo de movimentação limitado".

"Não é uma situação provocada pela realização das eleições, mas, talvez pela delicadeza que o momento pode exigir, era necessário lembrar tal procedimento", frisou a mesma fonte.



Comentário: Já se encontra a correr por aí, um "boato?", segundo o mesmo, foram dadas indicações para o encerramento e controle das fronteiras, desta forma, dificultar a saída dos angolanos de Angola.Segundo o mesmo boato (não há fumo sem fogo), a Embaixada de Portugal em Angola, está a dificultar os pedidos de " vistos " para a entrada em Portugal, dos angolanos.Acrescenta o mesmo boato, a existência, de uma forte intenção no controle ao voto, relativamente a todos aqueles que não exercerem o seu acto de cidadania.Este controle (perseguição), obriga que todos os angolanos com direito a voto, e que se encontrem ausentes de Angola, RETORNEM ao seu país a tempo de votarem.Caso contrário, poderão sofrer as consequências.

Limitar a circulação das pessoas, é uma medida dos estados autoritários - regimes de ditadura.

Quem não deve.Não teme.Não impõe restrições.

"Alguns sentem-se mais angolanos do que os outros" - Isaías Samakuva


Fonte: Lusa

Luanda (Lusa) - O presidente da UNITA afirma em entrevista à Agência Lusa em Luanda que persiste a ideia de que os apoiantes do seu partido não são angolanos, faltando "um longo caminho para completar a identidade nacional".

A menos de um mês das eleições legislativas de 05 de Setembro, Isaías Samakuva diz que "é costume ainda falar dos angolanos e os da UNITA, como se os angolanos da UNITA não fossem angolanos".

Centrando a mensagem da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) na mudança, Samakuva refere que é preciso modificar os dirigentes do país e também "a forma como o angolano encara o outro angolano".

"As diferenças políticas em Angola, na mentalidade actual, separam as pessoas", afirma o líder da oposição.

"Ainda não podemos dizer que todos os angolanos se identificam como angolanos, alguns sentem-se mais angolanos do que os outros. Tudo isso tem de mudar", defende.

Isaías Samakuva refere que o país ainda tem "um longo caminho para completar a sua identidade nacional", propondo uma "mudança estrutural, cultural, onde as prioridades têm de ser outras".

Em Angola, sustenta, "a prioridade não parece ser o Homem, parece ser a riqueza que não resulta do trabalho das pessoas, mas da corrupção, que beneficia apenas o homem que detém o poder e não o cidadão na sua generalidade".

"A atitude hoje dos governantes é pensar em enriquecer primeiro e não como servidores do povo mas de si próprios", acusa.

"Temos que operar essa mudança antes de pensar em mudanças de políticas, na economia, saúde e educação", sublinha.

A UNITA tem denunciado "a transferência de dinheiros públicos para indivíduos que são do regime e que se servem do erário público para benefício privado", refere Samakuva.

"Até o Presidente da República afirma que a corrupção é o segundo mal em Angola depois da guerra", diz.

Se for Governo, "a UNITA agirá de forma diferente" e compromete-se a combater a corrupção, "um mal endémico", que, no seu entender, "não melhora, está a piorar".

Em caso de vitória nas legislativas, a UNITA, garante o seu presidente, não cairá na tentação de substituir o aparelho de Estado com os seus apoiantes, propondo uma "mudança suave, que mantenha o que funciona bem e que respeite os construtores e a construção", tendo em conta "a estabilidade do país".

Nesse sentido, diz que a maior garantia que pode dar é que "a UNITA acredita em mandatos de quatro em quatro anos, acredita em eleições" e que "não haverá mais um governo de 30 anos sem eleições".

O presidente da UNITA demonstra não estar impressionado com o trabalho do executivo angolano, no âmbito das obras de reconstrução nacional, referindo que "qualquer governo que se preze não poderia fazer menos do que aquilo que está a ser feito".

"Difícil era o Governo não fazer o que fez", afirma.

"Os dinheiros que hoje se utilizam nas obras de caça ao voto poderiam ter sido aplicados há pelo menos quatro anos", afirma Samakuva, expressando a ideia de que "são obras que ainda não têm impacto real na qualidade de vida desejada pelas populações".

Reconhecendo que "a melhoria das estradas vai permitir maior circulação de pessoas e de bens", o presidente da UNITA diz que, "se esta azáfama se verificasse há quatro anos, haveria mais áreas do país a beneficiar do trabalho", em vez de existirem regiões que "ainda estão como no tempo da guerra".


Comentário:Longo e árduo, vai ser o caminho, até que um "dia" no tempo, os angolanos sejam todos iguais, em todas as vertentes.Esta mentalidade, não é de agora.Esta mentalidade, foi criada na própria capital, onde se situa o poder central.

Relativamente ao facto do presidente da UNITA, salientar que o próprio Presidente da República, afirma que a corrupção é o segundo pior flagelo de Angola, depois da guerra, não é novidade para ninguém, pois tanto a corrupção como a guerra, tiveram o seu ínicio, dentro da própria casa (paredes) do Presidente de Angola e do seu partido.Não será necessário ser-se sábio, para constatar esta realidade, uma vez que a família dos Santos, é detentora de uma das maiores fortunas mundiais.Estas fortunas, foram conseguidas através do tráfico das armas ( angola-gate), que serviram para fomentar uma guerra, matando, derramando e espalhando o sangue dos angolanos por Angola inteira.Savimbi, foi um bom pretexto para a família Dos Santos enriquecer e corromper Angola inteira.Assim como, o fenómeno da reconstrução de Angola, está a ser uma boa "arma - bandeira" eleitoralista para a família Dos Santos e seu MPLA perpetuarem o poder, com a ajuda e colaboração das chancelarias e comunidades internacionais, que estão operar no país, cujos os interesses são mais importantes que o povo angolano.Se necessário, até em cima do lixo, erguem alicerces, para edíficios megalômanos.Tudo ao molhe e fé em Deus.Um dia, a casa vem abaixo, e a culpa morre solteira, dentro dos bolsos dos generais e outros que tais.

Após as eleições, veremos se a loucura pela reconstrução do país, será para manter-se ao mesmo ritmo, ou se sofrerá do síndroma (viroses) de abrandamento, como o " deixa andar " o "ainda ...não fez" o "No stress".O importante, é que o tacho já está garantido, agora só têm que o manter e prolongar, durante a vigência do mandato, paralelamente aos negócios particulares empresariais dos respectivos deputados e governantes, dentro e fora de Angola.

Não liguem, às minhas palavras.Devo estar, a divagar ou a vegetar fora da realidade angolana ...

Certo, é que os meus olhos, não ficam empoeirados com tanta poeira no ar, como a que existe actualmente em Angola, que diáriamente cega os angolanos dentro do seu próprio país, impedindo-os de ver e alcançar, outras realidades e mentalidades de mudança.Esta poeira, é benéfica para o partido actualmente no poder - MPLA, cujo o presidente é simultâneamente Presidente do país.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Viseu: Operário morreu em Angola e deixa cinco filhos menores

Fonte:Correio da Manhã

Ligou para o marido já ele estava morto

A família de um trabalhador português, que no dia 1 de Agosto morreu num acidente em Angola, está "desesperada" e ao mesmo tempo "revoltada" por ainda não saber as circunstâncias da sua morte, nem a data em que chega o corpo.

Tiveram conhecimento da morte do familiar, residente em Mundão, Viseu, quando a mulher ligou para o seu telemóvel e atendeu outra pessoa, que lhe disse que o proprietário do equipamento "tinha acabado de morrer num acidente de viação".

Desde aí, a família diz ter feito vários contactos, nomeadamente com a empresa para a qual trabalhava. "Eles nem sequer sabiam que ele tinha morrido e continuamos sem saber exactamente o que aconteceu", conta a irmã do trabalhador, Fátima Costa.

Carlos Manuel Cristo Duarte, a vítima, tinha 38 anos e trabalhava como operador de máquinas desde Outubro numa obra em Huambo, Angola. Era casado e pai de cinco filhos menores.

Revoltada, a irmã critica a empresa por nem sequer "ter dado apoio psicológico à família, que está a sofrer tanto". Fátima Costa teme pelo futuro dos menores, já que era o seu irmão que sustentava a família". A cunhada, adianta, trabalha, "mas não é suficiente".

Na tentativa de perceber o que aconteceu, Fátima Costa recorreu, através de um amigo, a um jornalista em Angola, mas as informações são escassas. "Descobriu que ele poderia ter sido subcontratado por outra empresa, que também é portuguesa, mas tem escritórios em Angola.Liguei para lá e disseram que não sabiam o que tinha acontecido. Só sabiam que ele tinha morrido. É muito estranho", diz a irmã da vítima.

Uma das poucas informações que a família de Carlos Duarte conseguiu apurar foi que o corpo tinha sido transportado para Luanda, para ser autopsiado. Só depois seria enviado para Portugal. Continuam sem saber quando.



Comentário:Angola, o país onde o impossível é um fenómeno natural, devido à contra-informação.Quando, algo de grave acontece, ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém tem culpas no cartório, onde a culpa morre solteira, antes mesmo de ter nascido.

Fazer mais o quê?

Isto é Angola, e as relações excelentes entre as empresas portuguesas e os governantes angolanos.Neste caso particular, quem se vai tramar, é a família da vítima.Entre uns (empresa) e outros (responsáveis angolanos), vai começar o jogo do empurra, no apuramento de responsabilidades.

domingo, 10 de agosto de 2008

E se !..

Artigo de António Barreto em 13ABR08 no Jornal Público. Comentários para quê?


'Portugal País de homens sem HONRA e sem Vergonha que nunca julgou Rosa Coutinho e outros seus iguais.

"Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo

Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.

O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.

A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: 'Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela'.

Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.

Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.

Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.

Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade.

Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?


Comentário:E se !.. Substituirmos Rosa Coutinho, por José Sócrates, e Agostinho Neto (MPLA), por José Eduardo dos Santos ?

Será, que este tipo de complôs do passado, actualmente não terão semelhanças ?

E se !.. A porca, torce o rabo.Como vai ser ?

E se !? ...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para o senhor José Sócrates os angolanos não importam

Fonte: angolavaimudar.blogspot

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola 250 crianças em cada 1000 morrerem antes dos cinco anos de idade, não é importante.

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola a esperança média de vida ser de 42 anos, não é importante.

Para o senhor Sócrates, o facto de em Angola metade da população não ter acesso a água potável, não é importante.


Para o senhor Sócrates,o facto de em Angola sete das dez maiores fortunas pertencerem a membros do governo não é importante.

Para o senhor Sócrates, os milhões de pessoas de Luanda que tentam sobreviver com menos de um dólar por dia, não é importante.

Para o senhor Sócrates só são importantes aqueles que de uma maneira nada transparente, desviaram dinheiro dos lucros do petróleo para o investir na Galp ou no BCP.

Para o senhor Sócrates, só são visíveis os gordos e anafados membros da élite angolana, porque foram esses que se banquetearam no dia de Portugal na FILDA, porque os pobres escanzelados à porta não puderam entrar.

Só assim se comprendem os rasgados elogios que Sócrates fez ao regime angolano. Mas não surpreende ninguém. Já em 1992 o então primeiro ministro português, apesar de ser um dos árbitros da paz, com a obrigação de ser neutro, participou na campnha do Mpla, porque haveria de ser diferente agora a menos de dois meses das eleições?


Comentário:Independentemente da origem deste conteúdo, o importante para mim, é a personagem - Sócrates.Até porque, não me revejo em nenhum partido político, quer angolano quer português, por considerar a política e os políticos, farinha do mesmo saco.Vendedores especializados em marketing, na venda de sonhos e frustações ao seu povo.Tudo não passa de um churrilho de mentiras, cujo objectivo é a manutenção do TACHO, à custa do povo que votou neles.

O importante para mim, neste conteúdo, é reforçar as palavras do seu autor.

Na verdade Sócrates e José Eduardo dos Santos, estão-se maribando para os angolanos e para os portugueses.Ambos, são lobos vestidos com pele de cordeiros.Sócrates, governa um país afundado no lodo da desgraça e da desconfiança.
Sócrates, está interessado, na sua imagem de marketing de bom samaritano, com o objectivo de destronar, o seu ex-companheiro de esquerda, Durão Barroso, ou num grande tacho, numa das grandes multinacionais portuguesas ou angolanas.Não será, novidade para ninguém, se tal vier acontecer, pois muitos como ele já o fizeram anterirmente, usando o voto do povo, para fazerem carreira e ascenderem a níveis mais altos.

É só, hipocrísia de parte a parte...

Presidente de Angola recebe dirigente cubano


Fonte: Cuban News Agency

Havana - O General de Corpo de Exército cubano Leopoldo Cintra Frias foi recebido por José Eduardo dos Santos, presidente de Angola. Durante o encontro, ambas as figuras abordaram questões relacionadas com o incremento das relações bilaterais, ao tempo que Cintra Frias, entregou mensagem de condolências de Raúl Castro, a seu homólogo africano.
De acordo com Granma, o general transmitiu os pêsames do mandatário cubano, pela recente morte de Isabel dos Santos, irmã do presidente, acontecida em julho. Antes, lhe desejou saúde em nome do líder da nação caribenha.

As partes discutiram o incremento da cooperação nos setores da saúde, educação e construção civil.

Em declarações à imprensa, o general cubano comentou as eleições legislativas do país africano. Em resposta a uma pergunta, Cintra Frias, sublinhou o desejo de que elas se realizem em um contexto de paz, harmonia e confiança.

O também membro do Conselho de Estado da República de Cuba encabeça uma delegação que se encontra desde a segunda-feira em Luanda para uma visita de trabalho, dirigida ao incremento das relações entre ambos os países.


Comentário: Muito estranha e inoportuna, esta visita do general cubano.Será, que estão a preparar, a construção de alguma ponte de cooperação, semelhante há que existiu, na era do camarada Agostinho Neto?

Fica registada e no "ar", a suspeição desta visita...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mercado do Kinaxixe - Crime Arquitectónico

Mercado Kinaxixe


Data de Construção: 1950/1952
Autor - Arquitecto Vasco Vieira da Costa


O mercado Kinaxixe é uma das obras mais emblemáticas deste arquitecto e da arquitectura com influências Corbusianas, que maior valor internacional, haverá no território angolano. Obra referida nas revistas da especialidade, como uma das mais importantes, efectuada pelos portugueses durante o século XX.
Este arquitecto trabalhou com Le Corbusier *, tal como Óscar Niemeyer, o que, no mundo inteiro não haverá mais de uma dúzia de arquitectos, que possam ostentar essa particularidade no seu currículo, e penso que foi um dos fundadores da faculdade de arquitectura de Luanda. Nome respeitado entre os arquitectos portugueses, que tive a oportunidade de conhecer no final da década de 70, numa das suas visitas à Escola de Belas Artes do Porto.


Le Corbusier (1887- 1965) - arquitecto francês de origem suíça considerado juntamente com Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe, um dos mais importantes arquitectos do século XX, lançou as bases do movimento moderno de características funcionalistas, formulando uma nova linguagem arquitectónica que influenciou todas as gerações posteriores.


Shopping Kinaxixe - proposta de construção de um moderno shopping center a localizar exactamente no conhecido mercado Kinaxixe.
O edifício terá seis andares, três dos quais subterrâneos, destinados a estacionamento de 226 viaturas, e outros três para lojas. Àrea total construída - 55 mil metros quadrados.
Os três primeiros andares, com o perímetro totalmente climatizado, terão sete salas de cinema, lojas de brinquedos e espaço de actividades para crianças, alimentação e supermercados.
Valor estimado - 30 milhões de dólares (desactualizado).
As "desatenções" sucedem-se

KINAXIXE, EXEMPLO MAIOR DA ARQUITECTURA TROPICAL

O Kinaxixe, para além do valor patrimonial enquanto obra arquitectónica, é um dos últimos grandes exercícios de arquitectura tropical produzidos no País e que traduz, de forma indelével, o pensamento que deve estar subjacente à cultura construtiva em países tropicais. Se no caso do edifício do D. Ana Joaquina havia, fundamentalmente, a carga da sua história, no caso do Kinaxixe não!



É um edifício com nobreza, referenciado nos livros de arquitectura universal como uma referência conceptual e construtiva. "Para além de ser o único edifício de Angola referenciado no livro "Arquitecturas do Mundo", ele representa sob o ponto de vista da arquitectura tropical, a essência do pensamento sobre a ventilação cruzada e a forma como o betão deve ser usado em regiões tropicais , sendo a sua estrutura formal e compósita , um ponto de partida para se analisar o que se pode ou se deve fazer, em regiões tropicais.

O edifício reflecte os elementos base do pensamento sobre arquitectura tropical, ou seja a ventilação cruzada, o recurso ao Grande pé direito, a luminosidade controlada, as protecções a poente no percurso da incidência solar, as relações espaço/ventilação, humidade/conforto térmico. Não é por acaso que vem referenciado no livro das arquitecturas do Mundo!

Por ANDRÉ MINGAS*
Arquitecto angolano



Comentário: Perante este revoltante crime arquictetónico, só apetecer dizer: "São uma cambada de assassinos matumbos "

Para evitar, ter que usar outros adjectivos mais ofensivos para os vladmiros ébrios, que tomaram a decisão da derrocada deste importante símbolo arquitectónico, vergados aos lobbies da construção civil das empresas brasileiras e de outras, que proliferam e destroem o património do país.

Isto parece, uma obra de decisão de um general corrupto.



terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Ministério da Educação quer garantir a presença de professores e estudantes nas assembleias de voto

Pausa pedagógica durante as eleições não prejudica os alunos

A pausa pedagógica de 45 dia para os alunos do ensino primário do I e II Ciclos, programada durante as eleições legislativas, em Setembro próximo não será prejudicial para os alunos abrangidos nesta situação, garantiu o director provincial da Educação, André Soma. André Soma afirmou que antes da pausa, para permitir que muitos professores e alunos participem nas assembleias de voto, todos os constrangimentos foram tidos em conta, no sentido de estes não afectarem as crianças no seu retorno à escola.O director provincial da Educação deu a conhecer que o organismo de tutela analisou e decidiu quais os conteúdos programáticos que devem ser retomados em Setembro para que as crianças apreendam o essencial. “Estes conteúdos programáticos vão permitir que as crianças não sintam muito esta paragem, pois mais vale pararmos agora do que continuarmos sem a participação da maioria dos professores e estudantes”, disse. Quanto ao sistema de ensino nas zonas periféricas, André Soma afirmou que a situação está melhor, porque foi lançado o programa de merenda escolar em zonas como Kididi, Kakila, Tombo e Ana Nguenji.“Nestas áreas, os alunos tinham algumas dificuldades em deslocar-se à escola, porque não tinham merenda, mas depois do lançamento do programa as crianças voltaram aos estabelecimentos de ensino e o próprio rendimento subiu”, explicou o director provincial da Educação.


Comentário: Esta decisão, mais parece anedota, ou uma tentativa de atirarem areia para os olhos da opinião pública.Esta decisão, tem gato escondido com o rabo de fora.Só em Angola, é que os iresponsáveis pela educação, são capazes de ver ou de sentir perigosidade nos estudantes e professores do I e II Ciclo.Atendendo, que os estudantes neste nível de ensino, alguns não serão potenciais eleitores votantes.Atendendo, que um professor é um cidadão comum, tal como, são todos os outros cidadãos.Atendendo, que ao Director provincial da Educação, fugiu-lhe a boca para a verdade, ao afirmar que " os conteúdos programáticos devem ser retomados em Setembro para que as CRIANÇAS APRENDAM O ESSENCIAL".

O essencial, para este director, deve ser, não aprender absolutamente nada, para além do básico e que estes estudantes podem ser prejudicados, não havendo para ele e para o MPLA, mal menor, numa pausa de 45 dias.É obra, nestes níveis de ensino, onde as crianças esquecem rápidamente os conteúdos assimilados, se juntarmos o ambiente das campanhas eleitorais, mais rapidamente se apagará do seu cérebro os conteúdos aprendidos.A não ser, que o partido no poder MPLA, à qual pertence este director, estejam a pensar como outrora pensaram, em usar as crianças como bastiões de guerra e de propaganda política nos comícios.Se assim fôr, o director tem toda a razão, nem os estudantes nem os professores terão tempo livre, nem capacidades para dedicarem-se exclusivamente ao ensino e ao estudo dos conteúdos programáticos incluídos nos programas de ensino.

Os professores, as crianças e os jovens estudantes ao serviço da política. Tal é, a aflição e o receio pelos resultados eleitorais.

Lavagem cerebral, que já se viu em outros carnavais e cenários por parte do partido do poder.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Miss angolana renuncia coroa para apoiar FpD

Fonte: club-k

Luanda - A mais bela dama da província do Kuanza Sul, Domingas Manuel, surpreendeu a direcção da organização promotora de concurso de beleza em Angola ao apresentar carta de renuncia alegando que passaria apoiar o partido Frente para Democracia (FpD) que tenciona ter na Assembleia, uma bancada parlamentar que atenda e defenda os direitos cívicos dos cidadãos angolanos.


Domingas Manuel de acordo com fontes daquele Comité de Miss que vazou a informação ao Club-k.net, colocou de parte as benesses e privilégios que aufere na sua condição visto que a actividade da Miss é incompatível as actividades com cunho partidário.


Presume-se que a jovem terá ganhado simpatia com aquela forca partidária no momento em que a sua província recebera visita de Luiseth Araújo pré candidata a presidência da Republica que se fazia acompanhar do Presidente da FpD Filomeno Viera Lopes. Desde ai a Miss Domingas Manuel segundo fontes competentes seria vista a ser convidada para prelatar em palestra de ordem sócias protagonizadas pelo conhecido partido do embondeiro ou mulemba.


Depois de Justino Pinto de Andrade a declarar publicamente apoio a aquela formação Politica, a Miss Domingas Manuel é provavelmente a segunda a faze-lo. O Club-k.net tentou contactar a direcção daquele partido para ouvir a sua reacção mais sem sucesso pelo que promete fazer em tempo oportuno. De referir que as pessoas que assim procedem em Angola são objecto de criticas segundo as quais passariam ser alvo da atribuída politica de intolerância do partido do poder em Angola.


Comentário: Um exemplo a seguir.Um exemplo de coragem, atendendo à democracia de terror implementada em Angola.Um exemplo de desafio.Um teste aos mplistas.

Um exemplo a seguir, por todos aqueles, que se encontram no anonimato e que receiam as perseguições políticas por parte do partido do poder, caso manifestem as suas ideologias ou simpatias contrárias ao sistema anti-democrático do MPLA.

A todos esses, que preferem bajular aos pés do partido do poder, embora pensem de forma contrária, deveriam aproveitar esta corrente divergente e o momento eleitoral, para ajudarem o seu país no rumo à verdadeira democracia.