quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Angola/Eleições: Resultados são "assustadores para a democracia", diz José Eduardo Agualusa

Fonte: Visão

Lisboa, 10 Set (Lusa) - O jornalista e escritor angolano José Eduardo Agualusa defendeu hoje que os resultados das eleições legislativas de sexta-feira em Angola são "assustadores para a democracia", com o espectro de um "pensamento político único" nos próximos anos.
Em declarações por telefone à Agência Lusa, Agualusa considerou que os resultados, apontando para uma vitória do MPLA com mais de 80 por cento, representam "um regresso ao partido único", com a desvantagem de, agora, ser legitimado pelo voto.
"Os resultados são assustadores e preocupantes. É um regresso ao partido único, só que através do voto. Não há democracia sem oposição. Não há correntes de pensamento no Parlamento, por excelência, a casa da discussão democrática", sublinhou Agualusa desde Bruxelas, onde participa, quinta-feira de manhã, num evento promovido pelo Parlamento Europeu.

Sobre esta questão, o porta voz do MPLA recusou hoje a possibilidade de a esmagadora vitória alcançada nas eleições legislativas de sexta-feira poder levar a um sistema virtual de partido único em Angola.

Respondendo aos jornalistas depois da declaração de vitória nas legislativas, o porta voz do MPLA, Norberto dos Santos "Kawata Kanawa", fez a comparação com a Europa, "onde as vitórias alargadas não conduzem a regressos dos partidos únicos", garantindo que "em Angola também será assim".

José Eduardo Agualusa, mostrando-se também "extremamente preocupado" com a pressa do reconhecimento da validade dos resultados, comparou, sem os pôr em causa, com uma eventual situação idêntica registada em Portugal ou noutro qualquer país europeu.
"Não acredito que ninguém ficasse preocupado. Os comentadores e jornalistas debateriam tudo até à exaustão. Só que é Angola... O resultado das eleições é um revés para a democracia e um pouco assustador. A grandeza da democracia está na diversidade de opinião e não na pobreza de pensamento", sustentou, aludindo ao facto de o futuro Parlamento angolano perder várias forças políticas.

Nesse sentido, Agualusa não deu qualquer importância ao facto de as principais forças da oposição ao MPLA não se terem unido em torno de um só objectivo, derrubar o partido no poder desde a independência, em 1975, defendendo que cada partido "tem a sua visão política".
"A oposição não tinha de se juntar, uma vez que cada partido tem a sua visão. Não concordo com essa ideia" de unificação da oposição para combater o poder do MPLA, explicou o jornalista e escritor angolano, lembrando que o Parlamento saído das eleições de 1992, as primeiras, era mais equilibrado.

De acordo com os últimos resultados, ainda provisórios, o MPLA tem mais de 80 por cento dos votos, enquanto a UNITA, principal partido da oposição, aparece em segundo lugar mas apenas com pouco mais de dez por cento dos votos.


sábado, 6 de setembro de 2008

2º Dia de Votação


Fonte: RTP/PT

Repetiram-se os problemas de ontem. Das 320 mesas em Luanda que deveriam reabrir logo pela manhã, mais de 100 voltaram a não o fazer por falta do "Kit Eleições".
Tem sido interessante a forma como o presidente da Comissão Nacional Eleitoral vai justificando os problemas logísticos verificados aqui em Luanda, embora sem atribuir a responsabilidade pelo sucedido.

Igualmente interessante é a reacção dos observadores. Prudência e tempo para avaliar. A chefe da missão da União Europeia só vai reagir oficialmente na Segunda-feira, ao meio-dia.

Neste momento há poucas pessoas a votar, mas as urnas vão ficar abertas até ao final da tarde. Ontem, encerraram às dez da noite e a contagem decorreu pela noite dentro.




Comentário:Num país democrático e minímamente organizado, este tipo de situações derivão de:

a) Desorganização

b) Faude

É interessante, analisar o comportamento dos observadores internacionais.Está tudo bem, quando a confusão imperou.Cheira a BAJULAÇÃO ECONÓMICA E POLÍTICA.

O que é, que, estes observadores afinal foram observar em Angola.Confirmam a confusão, mas o resultado final, é que não se passou nada de anormal.Valha-me Deus, com observadores deste tipo, não admira que os ditadores do tipo Mugabe e José Eduardo dos Santos, façam deles gato sapato, rindo na cara dos observadores e do seu povo.A esta hora, devem estar todos reunidos a elaborar (cozinhar) um discurso de consenso, para atribuírem na 2ª feira a vitória ao MPLA.


Nota: A ocasião faz o ladrão.Neste caso particular, a confusão é uma ocasião para a FRAUDE.Por muito que desejem os observadores, difícilmente conseguem controlar e contornar a opinião pública políticamente esclarecida..

Reparem na foto que acompanha o artigo.A mesa de voto está ENCERRADA.

Qual terá sido o motivo ?

Falta de cadernos eleitorais, kit, ou de votantes ?

UNITA pede a repetição das eleições legislativas

Fonte: Jornal de Notícias

Abertura tardia de assembleias de voto complicou o dia. Votação prossegue hoje em 32 mesas


Os angolanos voltaram às urnas pela primeira vez nos últimos 16 anos. Mas a jornada foi agitada.

Muitas assembleias abriram bastante mais tarde do que o previsto e a UNITA pediu que o acto fosse repetido.

Face às críticas que se prolongaram por todo o dia, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) decidiu estender, durante o dia de hoje, a votação em 32 assembleias de voto na cidade de Luanda.

A confusão começou às primeiras horas da madrugada, quando em todo o país os eleitores começaram a afluir às assembleias de voto. Em muitos casos registaram-se atrasos, sobretudo em Luanda, mais tarde admitidos pela própria Comissão Nacional de Eleições, cujo porta-voz, Adão e Silva, assegurou que as urnas só seriam encerradas "depois de o último eleitor votar".

Duas horas depois da hora marcada para abertura das mesas de voto em todo o país, a chefe da missão de observação da União Europeia(MOE-UE), a italiana Luisa Morgantini, vice-presidente do Parlamento Europeu, considerava "um desastre, péssima", a organização nas assembleias que visitou na capital. "Há muitas assembleias de voto que não estão a funcionar, faltam cadernos eleitorais, algumas não estão sequer instaladas, delegados de lista foram rejeitados, alguns receberam credenciais falsas, com números de código de assembleias que não existem", afirmou.

Ao longo do dia a situação foi melhorando ligeiramente e a votação decorreu de forma mais normal, tendo Silva Peneda, eurodeputado português que integra a MOE-UE, enaltecido "o espírito de tolerância e grande civismo" com os que os angolanos estavam a encarar o dia. Foi neste quadro que, ao princípio da noite, após o fecho das urnas, vários partidos da oposição pediram à CNE para que "assuma as suas responsabilidades" face às várias irregularidades no processo de eleitoral de ontem. Alcides Sakala, líder parlamentar da UNITA, principal partido da oposição, classificava como "um escândalo" o atraso verificado, alertando para "uma tendência deliberada de se encorajar a abstenção", pelo que o líder do "Galo Negro", Isaías Samakuva, acabou mesmo por ir à CNE pedir a repetição das eleições. "Temos que reconhecer que o sistema praticamente entrou em colapso e precisamos de fazer algo para o recuperar", disse.


Comentário:Será, que já alguém pensou, que esta confusão que aconteceu com as eleições em Angola, pode ter sido um acto premeditado, da parte do MPLA e da CNE ?

Lembram-se da proposta, da realização do acto eleitoral em dois dias ?

É claro, que o euro-deputado português, cumpriu eficientemente o seu papel de bom samaritano.Estão muitos interesses em jogo.

Com esta confusão toda, talvez as eleições durem um mês ou mais, tal como aconteceu no Zimbabwé do ditador Mugabe.

ver e ler aqui: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=361987&tema=31

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eleições em Angola : Reflexão

Terminou a campanha.

Agora, é o momento para reflectir, se possível, com base na mensagem de Eça de Queirós


" Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão "


ANGOLANOS NÃO PERMITAM QUE VOS TRAMEM PELA 2ª VEZ

Angolanos, usem o vosso VOTO, em vosso benefício.Em benefício de todos os Angolanos.Não se deixem enganar, por quem durante 33 anos, andou a TRAMAR-VOS.Andou a TRAIR-VOS, enriquecendo e corrompendo à custa da vossa dignidade, que neste momento, encontra-se à beira do abismo.Se votarem nos que estão no poder, passado 48 horas, voltarão ao passado, e a vossa dignidade e miséria continuará, enquanto eles vão continuar a enriquecer...

Pensem, muito bem... no uso que vão dar ao vosso voto.




terça-feira, 2 de setembro de 2008

QUEM TRAMOU O POVO ANGOLANO - PARTE I

Se dúvidas houver, a visualização dos vídeos, poderão ajudar a dissipá-las.Só não as dissipa, todos aqueles que estiverem cegos, e contaminados pela cassete comunista, das partes envolvidas.Vejam como eles, se abraçam tão EFUSIVAMENTE.A VITÓRIA DE AMBOS, ERA CERTA...ASSIM COMO, A DERROTA DO POVO MISERÁVEL

Reparem, que o imperialista cubano, até sabia naquela época (1975) de cor e salteado, sem gaguejar, as riquezas de Angola, de Cabinda ao Cunene... QUEM TRAMOU O POVO ANGOLANO ?


Quem tramou o POVO ANGOLANO - PARTE II

O caricato da situação, é que, o partido - MPLA, que tramou o POVO ANGOLANO, prepara-se para Vencer as Eleições, usando todos os meios que o poder, que ele ocupa desde a " TRAMÓIA" lhe permite, numa concorrência desleal ao acto eleitoral.O mais caricato, é que este POVO ANGOLANO, é um povo, tão sofredor e carente, não lhe permitindo VER, que quem os tramou, está mesmo à sua frente...Quem tramou o povo angolano foi o MPLA, Cuba, China e Rússia...
É triste verificarmos, que um partido, massacre e use um povo, para corruptamente atingir o poder, e através dele, negociar as riquezas e o povo do país, numa atitude de total desprezo e desrespeito.

É pena, que o POVO ANGOLANO, ainda não consiga ver, o que na verdade este partido, fez com ele



segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Camponeses do Huambo exigem igual distribuição da riqueza



HENRIQUE BOTEQUILHA, no Huambo
Jornalista da agência LUSA

Angola. A uma semana das legislativas, os habitantes da província do Huambo, ainda com a memória de guerras passadas, querem ter a certeza de que não voltará a haver conflito e de que terão acesso a melhores condições de vida



A votação traz o medo de um regresso a guerras passadas



As novas estradas estão a cruzar o Huambo e os camponeses que habitam uma das províncias mais devastadas pela guerra esperam que, a seguir ao asfalto, venha a distribuição justa das riquezas do país.




"A riqueza não está a ser bem repartida e somos penalizados. Não chega nada aqui", lamenta José Massuavo, camponês residente na aldeia de Candiobolo, no município de Kaala, a uns 40 quilómetros da cidade do Huambo."Mas dá para notar que, para quem trabalha no Governo, no Estado, o benefício é visível", acusa.






Em Candiombolo residem 380 pessoas. Algumas delas, as mais velhas, formam um semi-circulo para explicar, à vez, que esta aldeia de casas de adobe e telhados de capim tem solos fracos e que, entre estações, a comida escasseia.




Apesar do quadro de pobreza, estas pessoas têm uma consciência do potencial de Angola e, a mais de 600 quilómetros da capital, sentem que o caminho do desenvolvimento não chegou ainda a Candiombolo.
"Angola está preocupada com eleições, porque os penalizados somos nós mas agora podem ser eles - para não enriquecer sempre os que já têm", comenta Adelina Cavava, que vai dando de mamar ao seu mais novo filho.






Em Luvemba, noutro ponto da província, ainda se vêem vestígios da destruição da guerra, com buracos nas paredes por onde se vislumbram mulheres de pilão em punho a moer o milho. A água corre nos chafarizes, a electricidade produzida num gerador chega a quem tem dinheiro para a pagar.






A escola domina a localidade e, à hora do toque de entrada, dezenas de crianças sobem o morro vestidas com batas brancas e com as cadeiras de plástico em que se sentarão durante as aulas. Perfilam-se em frente de uma bandeira gasta da República de Angola e cantam o hino.



À mesma hora, debaixo de um enorme jango de madeira (construção circular para reuniões comunitárias), Marta Coayele reconhece que mudou muita coisa nos últimos três anos nesta comuna, destacando as melhoras na produção agrícola e na educação, o seu tema preferido: "Sem educação como o Homem fica? Um animal selvagem, pessoa analfabeta, pior do que um animal feroz."





O pensamento desta mulher de 42 anos associa eleições e guerra. "Se formos ver bem o que aconteceu em 1992, sobra sempre uma interrogação: a guerra vai acontecer ou não?"

Eugénio Cangano, a seu lado, está disponível para lhe explicar que "agora existe um único exército" e outro Eugénio (Ucuasape) acrescentará que as divergências fazem parte do jogo político.


Mas se a votação traz o medo de um regresso improvável a guerras passadas, por outro lado, Marta Coyele faz questão em alargar a sua ambição: "A paz e a tranquilidade não chegam, Angola é um país rico, toda a riqueza devia beneficiar todos."


"Andam na escola e sempre limpos. Não pode ser, Angola tem de ser para todos. Angola é para todos", continua Eugénio Ucuasape.


Os 89 mil habitantes do município de Londuimbali, também no Huambo, vêem as estradas a cortar a paisagem cercada pelas montanhas do Alto Hama. O asfalto brilha, mas a água escasseia. "Primeiro, prefiro a água, quanto à estrada posso ir a pé mesmo", diz Carlos Lomeke, um camponês de 22 anos.





Há cânticos a ecoar em todos os lados, a luz do sol está em toda a parte. Católicos de um lado, evangelistas do outro, os adventistas já tiveram o seu dia e descansam. Dia de missa a menos de um mês das legislativas. Lomeke canta: "Aleluia!"

domingo, 31 de agosto de 2008

Eleições:Igreja preocupada

Fonte:Correio da Manhã

Angola: Apreensão face a legislativas da próxima sexta-feira

Responsáveis da Igreja angolana revelam alguma apreensão quanto às legislativas da próxima sexta-feira, questionando mesmo se o ambiente é propício a eleições livres e justas.
O padre José Imbamba, director do serviço de comunicações da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, afirmou à Agência Ecclesia estar ao corrente dos receios da população face às eleições. "Não o podemos negar. A experiência de 1992 foi dura e deixou marcas em muitas pessoas." O sacerdote referia-se à violência que deflagrou após as últimas eleições em Angola.

O governo do presidente José Eduardo dos Santos já garantiu que estão reunidas todas condições para que o escrutínio decorra de forma pacífica e democrática, mas os próprios cidadãos estão apreensivos. Perante os receios, o padre Imbamba apela aos angolanos para "votarem sem medo e darem uma resposta aos políticos, manifestando-se assim contra a guerra". Recorde-se que as eleições de 5 de Setembro são as primeiras desde o fim da sangrenta guerra civil no país, em 2002.

Mas não é apenas a Igreja que se manifesta preocupada com as legislativas de sexta-feira. O presidente da Associação Cívica Justiça, Paz e Democracia, Fernando Macedo, alerta para a disparidade de meios do partido que sustém o governo. "Há partidos a distribuir bicicletas, carros, motas e outros bens de alta valia material e fazem-no com orientação de voto", declarou Fernando Macedo, citado pela Rádio Renascença, denunciando a existência de corrupção na campanha eleitoral angolana e um tratamento privilegiado ao MPLA.

Também o presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Ngola Kabangu, instruiu, no Huambo, os delegados de lista às assembleias de voto no sentido de uma rigorosa fiscalização das eleições. Recorde-se que, no total, concorrem ao acto eleitoral 14 partidos e coligações.


Comentário: Lá diz o velho ditado: " Quem está dentro do convento, é que sabe, o que lá, se passa e gasta "

Tudo, o que as chancelarias internacionais, e o marketing publicitário, possam dizer, sobre o acto eleitoral em Angola, é mera ficção.Uma utopia.Uma fachada, pintada com as cores dos lobbies e dos interesses económicos e políticos de cada um dos intervenientes.

Conclusão: quem se vai tramar, é o povo.É assim, em toda a parte do mundo.Angola com os problemas que apresenta, não é, nem será excepção.Com agravante que os políticos angolanos, obtiveram e fizeram a sua carreira política na Escola Superior da Corrupção José Eduardo dos Santos versus MPLA.Vai levar muito anos, até o povo angolano, conseguir livrar-se desta corja de pseudo-políticos.Eles estão agarrados às cadeiras do poder, feitos "CARRAÇAS".

sábado, 30 de agosto de 2008

Angola/Eleições: José Eduardo dos Santos assume-se como "jogador" na disputa eleitoral

Fonte: Lusa

Luanda,(Lusa) - O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, disse hoje no Lubango, Huila, que não é árbitro no processo eleitoral para as legislativas de 05 de Setembro, mas sim "jogador" pela equipa do MPLA, partido a que também preside

"Alguém em Luanda disse que eu estava a ser árbitro e jogador ao mesmo tempo, mas eu não sou árbitro, penso que ele não ouviu bem e não leu as leis que temos", salientou o Chefe de Estado, que discursava na cidade do Lubango, durante uma visita de trabalho à província de Huila para apelar ao voto no Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder).

Para o Presidente angolano, existe uma Comissão Nacional Eleitoral que conduz todo o processo eleitoral que é um órgão "independente" e não depende do Presidente da República.

"Eu sou o presidente do MPLA, também sou jogador. Mas ele - uma referência aos vários partidos da oposição que criticaram os apelos que tem lançado ao voto no MPLA - é muito esperto, quer que a nossa equipa fique com menos um jogador. Mas eu estou na nossa equipa. A do MPLA que é uma equipa vencedora", frisou

Eduardo dos Santos adiantou que "a direcção do MPLA quer todos os membros, amigos e simpatizantes no dia 05 de Setembro no local para votarem para o partido que têm no coração e esse partido é o (MPLA)".

Às legislativas do próximo dia 05 de Setembro concorrem dez partidos políticos e quatro coligações. Os 8,3 milhões de eleitores recenseados elegem os 220 deputados da Assembleia Nacional para um mandato de quatro anos.



Comentário:Ainda há, quem acredite que as eleições em Angola, vão ser livres e pluralistas?

Como é que tal, vai ser possível, se Angola, tem um Presidente da República, que "descaradamente" toma partido por uma das facções políticas envolvidas no processo, onde é também o máximo responsável da dita facção.Segundo o princípio institucional da democracia, o Presidente da República deveria representar todos os Angolanos, independentemente das opções várias, que o mesmo possa ter.Isto é, deveria ser PLURALISTA.Deveria ser o garante "pacificador" entre as partes envolvidas.Não deveria, envolver-se, nem tomar partido por nenhumas das partes em jogo.

Como em Angola, tudo é possível, não é novidade para todos aqueles, que são mínimamente conhecedores do sistema democrático ( do faz de conta - fachada), este tipo de pluralismo, em que a maioria das chancelarias internacionais, também tem conhecimento, só que, são obrigadas a fechar os olhos e a boca, e a vergarem-se à prepotência do Presidente da República e do seu MPLA.

Durante mais de três décadas, o Presidente e o seu partido, fizeram de Angola a sua casa particular, e a sua fonte de riqueza pessoal, onde o povo angolano, terá que submeter-se às suas regras e prepotência.Ou obedece, ou é excluído do sistema.Assim acontece, com as chancelarias internacionais a operarem económicamente em Angola.Assim vai acontecer, com os observadores internacionais, encarregues de observarem o acto eleitoral.

Penso, que todos, já têm conhecimento, que as leis que o Presidente da República e o partido que representa, assentam em bases como, a ditadura e a prepotência.

A Comissão Nacional Eleitoral, pertence ao partido no poder, embora o presidente diga o contrário.Esta comissão, vai vigiar e controlar, quem e o quê, dentro do MPLA do JES?Só os loucos, é que acreditam que esta comissão é isenta.

Eleições livres e pluralistas em Angola ?

São uma miragem, para o povo angolano.Para os outros povos, foram uma realidade e um sucesso.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Eleições em Angola: CANDIDATO PRESIDENCIAL QUESTIONA CAMPANHA DO PR


Fonte:VOA

(foto: compadrio entre o poder político e militar.O que será, que JES, estará a colocar na mãozinha do general?)

O candidato às eleições presidenciais, João Camboela considera que o Presidente Eduardo dos Santos, não devia aproveitar as obras realizadas por instituições do Governo para favorecer a campanha do seu partido, o MPLA.

O político considera «uma vantagem desnecessária» a utilização de meios do Estado para a promoção da campanha do partido governamental.

«Nenhum meio do Estado devia ser utilizado por nenhum dos partidos nesta fase de campanha política eleitoral. Porque isto chama-se vantagem desnecessária porque outros partidos ficam simplesmente a perder com isso.»

João Kamboela disse nos próximos tempos a deverá haver uma lei que impeça que o presidente da República seja também líder de um partido político. Ele disse que esta atitude do Presidente Eduardo dos Santos põe claramente em vantagem o partido no poder em relação a outros concorrentes às legislativas de 5 de Setembro.

«A maior parte da obras foram programadas para terminarem nesta altura.Obviamente que isto é uma grande vantagem que o MPLA leva em relação aos outros partidos porque tenta confundir as tarefas do Estado com a actividade de um partido político.»

Tal como em 1992, o Presidente da República entrou na campanha do seu partido com a inauguração de vários empreendimentos realizados pelo Governo nas províncias de Benguela, Lunda-Sul e Huambo.

Em todas as suas intervenções Eduardo dos Santos tem estado a pedir os eleitores a votarem no «partido do coração», numa referência implícita ao MPLA.

Comentário: Num regime cleptocrático, como o angolano, publicitar as eleições legislativas, como livres e pluralistas, é pura utopia.Porque livres, não serão certamente.A prova está à vista, com a programação da finalização das obras, tarefa que pertence ao Estado (de todos angolanos), misturada com as actividades de campanha do partido político que se encontra no poder, onde o Presidente da República é simultâneamente o seu líder.Venha quem vier, tentar contornar e abafar esta promiscuidade, não vai consegui-lo.Embora, a maioria dos parceiros económicos, tente atirar "areia para os olhos ".A base e a tendência, de uns e de outros, é a cleptomania.São todos farinha do mesmo saco.São todos diabos, camuflados de anjos protectores e salvadores, quando se trata de limpar as borradas.Quando se trata de camuflar a verdade.

Em Angola, a pior das mentiras, é considerada, como a verdade mais pura e genuína.

O povo angolano, deveria exigir, uma audotoria às fortunas do José Eduardo dos Santos e respectivas familias, sejam elas públicas, cidadãos civis ou militares, que ocupam os lugares cimeiros das maiores fortunas.Muitas das verdades, seriam descobertas.O problema, é, quem vai julgar estes bandidos, num regime judicial mafioso e corrupto.O general Miala, bem que tentou, com o controverso caso CHINA/GATE, vejam onde ele está.Atrás das grades.Há quem diga, que teve muita sorte.Pois podia, ter sido pior.Podia ter aparecido com as goelas a esbanjar sangue, a rôdos.Servindo de esxemplo, perante todos aqueles, que sonhem ou se atrevam a pisar os terrenos da máfia instalada no poder político, social (classe média e alta), judicial e militar.

Eleições livres e pluralistas em Angola.Só na cabeça dos corruptos, é que elas vão existir.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Curiosidades das eleições em Angola

Fonte: o apostolado

INTOLERÂNCIA POLÍTICA NO ‘PROJECTO NOVA VIDA’, HUAMBO E CABINDA




O PRS denunciou à Policia os actos de intolerância dirigidos contra si por alegados activistas do MPLA na moderna área residencial do ‘Projecto Nova Vida’, em Luanda.

Segundo a queixa, anunciada na ´Rádio Despertar’ pelo coordenador da Juventude do PRS no local, os membros da sua formação têm sido perseguidos «casa a casa», parafraseando, quase que alegoricamente, a propalada expressão de “campanha porta a porta”, posta em voga pelos partidos com modestas capacidades de convocar multidões.

Os activistas do MPLA arrancam tudo que é material de propaganda do PRS, deixando no campo apenas o seu, acrescentou a fonte à emissora, que não passou nem a versão contraditória, nem sequer a da Polícia.

Ordem de retirar propaganda da UNITA no Huambo

Na mesma emissora, o secretário geral da UNITA, Camalata Numa, denunciou a ordem dada pelo administrador municipal adjunto de Huambo no último fim-de-semana.

De acordo com esta ordem, a UNITA deve retirar todo o seu material de propaganda espalhado por aquela cidade no âmbito da sua campanha eleitoral.

Numa não assinalou outra reacção do seu partido, além desta lamentação na média.

Viatura da campanha eleitoral do MPLA em Cabinda

Por seu lado, a guerrilha independentista em Cabinda anunciou que alvejara uma viatura da campanha eleitoral do MPLA na passada terça-feira, 19 de Agosto, por volta das 19h00.

A acção ocorreu entre as aldeias de Kungo Thadi e Kikuanga, no Alto Sundi, na região de Miconje, Nordeste do enclave petrolífero, e fez, disse a guerrilha citada pela imprensa internacional, «vários mortes e feridos».

O esforço de se obter a versão governamental e dos observadores independentes ainda não resultou, pelo que o Apostolado voltará ao assunto tão cedo obtenha estes dados.



Comentário: Para todos os interessados nesta matéria da contra-informação em Angola, fica o aviso: Não se passa nada.A campanha eleitoral, está a decorrer às mil maravilhas, lá para as bandas das " Aldeias Novas do MPLA ".

Afinal, a reconstrução e a construção de Angola, deveu-se e foi acelerada pelos ébrios governantes e responsáveis do MPLA, pelos motivos que eram evidentes.Apresentar " obras feitas ", para a propaganda eleitoral, com os fundos provenientes das receitas das riquezas de Angola, colocadas ao serviço do MPLA.O desequílibrio de forças entre os partidos da oposição e o MPLA, é abismal.Mesmo assim, o militantes do MPLA, receiam a liberdade de expressão dos PEQUENOS = POVO.Uma pedra no sapato incomodativa.

A bem da verdade, eu não acredito nas informações dos observadores internacionais, encarregues de supervisionar o acto eleitoral em Angola.Pelos motivos que todos os angolanos conhecem.Os interesse económicos dos países aos quais pertencem os observadores, falam mais alto (maior peso), que os próprios interesses dos angolanos.Corrupção ao mais alto nível das relações entre países.

Corrupção na estratégia económica, entre as partes envolvidas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Angola é um país "entre a Disneyland e o wild west" no caminho de quatro expatriados

Fonte: açoreano

A reconstrução de Angola está à frente dos seus olhos mas a "dureza nas relações humanas", a carência de quadros e o contraste entre ricos e pobres levam quatro estrangeiros residentes no país a encarar o futuro com reservas.



A viver em Angola há 13 anos, Nancy Gottlieb, fica surpreendida todos os dias "com o que está a acontecer" quando sai de sua casa em Benguela. "Foram 13 anos a sair daqui, sempre na mesma estrada péssima, os mesmos buracos, todos os dias, nada muda... até que depois começou a mudar um pouco e, de repente... tudo mudou", conta esta norte-americana de 53 anos, que dirige uma escola de inglês com o seu nome.

Angola , descreve, "é actualmente uma mistura de Disneyland e wild West".

No sonho, ela vê a reconstrução, a sua escola cheia de alunos sedentos de aprendizagem, o mesmo nas universidades, com os alunos perfilados nas salas de aula com os seus 'laptops', pessoas nas praias a ler e a melhorar a sua formação. "Não estava acostumada a ver isto, toca-me profundamente", confessa.

Pelo lado contrário pressente que os milhões do petróleo está a fazer do país "uma espécie de Koweit, onde o interior é vazio". Em todo o caso, Angola vive "um momento precioso" e a norte-americana tenciona aproveitá-lo como se fosse uma "lua de mel" de um casamento que não sabe se vai ser feliz.

"Há várias Angolas" e Camil Bitar, 29 anos, continua a tentar descodificar cada uma delas. Engenheiro na Sonamet, a empresa criada pela angolana Sonangol e pela francesa Acergy para a criação de infra-estruturas de extracção de petróleo off-shore, partiu de Marselha para se estabelecer durante pelo menos três anos na elegante Restinga do Lobito,

"Há a Angola da Restinga, com casas coloniais bonitas, e há a Angola do interior", prossegue o francês. "Aqui há indústria e comércio, lá fora, e basta fazer 30 quilómetros, só se vende comidas e bebidas e é tudo."

Camil Bitar também viu escolas a nascer em cada aldeia, o que conduz a conversa para "o baixo nível de formação" dos angolanos. "Vejo isso pelas pessoas que trabalham comigo, têm de mandar gente para o estrangeiro e voltar - só assim o país progride".

A escassa formação dos recursos humanos também foi um dos aspectos que mais impressionou Alessandro Bavcar, 37 anos, médico italiano no Huambo. "As infra-estruturas são fáceis de fazer. Há petróleo, os chineses constroem e acaba aí", opina. "Mas para ter um médico angolano são precisos anos, é preciso criar a instituição que vai criar essa formação e depois formar esse especialista, são anos...".

No Huambo, exemplifica, está a ser construído um hospital provincial com dinheiro chinês, e a grande preocupação é a higiene: "Vão trabalhar ali, numa instalação nova, as mesmas pessoas dos centros de saúde, que estão sujos", assinala o italiano com experiência em Uganda, Somália, Sudão e Moçambique. "Angola será a última em África", diz.

Também proveniente de Itália, Claudia Antonelli, 31 anos, lamenta a "inexistência de uma sociedade civil em Angola"."Não há reivindicação, não há debate e nada é questionado", refere a técnica de uma ONG inglesa envolvida num programa de agricultura e alimentação na província de Benguela.

"Na superfície as coisas funcionam, mas no dia a dia, na atitude face ao trabalho, a regra aqui é o deixa-andar, do dinheiro agora e já e pouca gente se responsabiliza", explica. "Então é difícil pensar em serviços públicos que funcionem."

Também com experiência em outros países africanos, a italiana diz-se "chocada" com Angola. "Por um lado tem dinheiro, não é como outros países que estão a lutar para criar uma riqueza nacional, e tem também um dinamismo que não se vê noutros países de África", defende.

"Só que aqui vi os constrates na riqueza e uma dureza nas relações humanas que nunca tinha visto", continua. "É um país muito duro e que não me dá vontade de ficar".



Comentário:Estes depoimentos, são de cidadãos estrangeiros.A maioria deles, a trabalhar e a conviver com as populações do interior de Angola - A verdadeira Angola.

Fica aqui o testemunho, para todos reflectirem e analisarem ...

sábado, 23 de agosto de 2008

Mercado angolano é disputado por 150 empresas


Fonte: Lusa

O mercado publicitário em Angola está a aumentar significativamente e a acompanhar o pujante crescimento económico do país, com o sector a ser já disputado por mais de 150 empresas.

Segundo o presidente da Associação Angolana de Publicidade e Marketing (AAPM), José Guerreiro, estão incritas nesta organização 66 empresas colectivas e 96 individuais.Tendo em conta que não existe obrigatoriedade de inscrição na associação, calcula-se que tenham actividade no mercado angolano pelo menos 150 empresas, algumas sem exclusividade no ramo.

José Guerreiro, que também é director geral da TVC, empresa comercial concessionária dos espaços publicitários da Televisão Pública de Angola, assinala que a concorrência "é forte" nos sectores das telecomunicações, banca, alimentação e bebidas e construção e imobiliária.

Relativamente aos anunciantes, José Guerreiro reconhece a existência de "alguma limitação", fruto da "relativa redução" de consumidores com poder de compra para produtos de largo consumo.

"Apesar da reduzida oferta de televisão face à dimensão do país - dois canais de sinal aberto e alguns por assinatura, mas com reduzida penetração -, em termos absolutos do volume de investimentos, a televisão ainda é o principal veículo", afirma.

José Guerreiro diz que para o futuro, após as legislativas de 05 de Setembro, resta a consolidação das tendências actuais e o provável alargamento dos veículos, com o recente lançamento de vários jornais, as perspectivas de diversificação da estação pública de televisão, o previsível aparecimento de outros canais televisivos e de mais gráficas, bem como a exploração da internet.

Por sua vez, o director da Artimagem, Victor Aleixo, diz que a publicidade em Angola "vai dando os primeiros passos", acompanhando o desenvolvimento do país, mas poderá conhecer resultados "mais positivos" quando os sectores produtivos tiverem "resultados mais saudáveis".

"Desde o início da década de 1990 podemos dizer que temos publicidade comercial em Angola, antes disso havia propaganda política", disse Victor Aleixo, acrescentando que as agências brasileiras e portuguesas a trabalhar no país são o "fio condutor" para que comece haver a verdadeira publicidade angolana.

Nos próximos anos, defende ainda Aleixo, "Angola vai registar um incremento muito grande nos sectores produtivos e as agências brasileiras e portuguesas são as grandes escolas para a verdadeira publicidade angolana".

"Neste momento ainda temos imitações destes dois países adaptadas à realidade do país", frisa.

As primeiras iniciativas no ramo da publicidade começaram a surgir em Angola no início no início da década de 1970, quando foram criados os primeiros estúdios e agências.

Na altura, estes centralizavam o seu trabalho na produção de "spots" e "jingles" de rádio e anúncios gráficos para jornais, os órgãos de comunicação social mais comuns na então colónia portuguesa.

Com a proclamação da independência de Angola, em 1975, e a opção estratégica de desenvolvimento - economia planificada e centralizada - os investimentos nesta área deixaram de existir, tendo sido retomados nos anos 1980, com as reformas políticas e económicas feitas pelo Governo.

Desde essa altura, a indústria publicitária não parou e, em 1999, quando foi criada a Associação Angolana de Publicidade e Marketing (AAPM), aderiram 27 empresas, valor que mais do que duplicou em 2008.


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

UMA CAMA ARTICULADA URGENTEMENTE...EMPRESTADA

Aqui deixo a carta por mim escrita a alguns canais televisivos, que não sei se irá ou não ter resposta...




E carta dita assim:

Vou ser, o mais directa possível, pelo o urgente que me leva escrever-lhes. É um caso de extremos…
De momento, até as possíveis ideias se atropelam em minha mente, dado ás dificuldades do caso que tenho em mãos, e nem sei muito bem por onde começar, por isso peço desculpa pelo desalinho desta minha carta.
Começo por lhes dizer que minha mãe, que é sem dúvida um dos seres que mais amo, e porque sempre prometi a mim mesma nunca lhe faltar com nada, dado também ao historial de vida dela, encontra-se numa situação desesperada e de sofrimento insustentável para o mais comum dos mortais, e para mim incomportável de a ter comigo, por todos e mais alguns motivos ( a história levaria horas a contar-lhe, e a complexidade da mesma dificulta-me a discrição da mesma aqui por carta, e já que é tão urgente a questão). Para lhes dizer que é uma pessoa que pesa cerca de 200 quilos, o que e com o corpo imóvel passa a ser quase o dobro, e não mexe uma parte pequenina sequer de seu corpo…
Esteve hospitalizada até esta segunda-feira, devido a problemas de respiração e outros problemas mais… mas teve alta e teve de vir para minha casa (pequenina e sem condições para tal problema) dado que o Lar onde ela estava que é particular e por falta de meu pagamento pelas dificuldades financeiras que atravesso de muito graves (actualmente, e para ajudar desempregada de um emprego que a proprietária da empresa simplesmente não paga, e por eu reclamar me deu carta de despedida e sem direito a fundo de desemprego pelos poucos meses que lá estive a trabalhar), não a aceitou de volta e vai processar-me pela minha falta de pagamento, ou seja por não estar regularizado, o que entendo e nunca reclamei, bem como nunca disse que não pagaria o montante em dívida, mas actualmente é-me impossível, já que não possuo bens e estou a vender até possíveis tarecos e até já no chão durmo, mas quando estamos no fundo do poço todas as portas se nos fecham e com a idade de apenas 49 anos, já fazem de mim velha, em possíveis empregos que tiraria de letra e experiência de vida, os menininhos que as empresas julgam ser os profissionais excelentes, não querendo tirar o lugar a ninguém como é óbvio, mas não me passem o diploma de incompetente, só porque no meu curriculum tem lá explicito 49 anos de idade, em vez de 19 ou 29. E isso sei que não sou, bem pelo contrário sempre fui uma excelente profissional e com inteligência suficiente para abraçar qualquer desafio que em mãos me pusessem.
Peço desculpa por este desabafo desalinhado e conturbado, mas estou a roçar a loucura, se não resolvo isto. E isto e principalmente, é a situação de minha mãe que está aqui ao meu lado farta de gritar, por não estar minimamente e condignamente acomodada… Ela não pode estar num divã onde nem 10cm de cada lado tem para possíveis almofadas serem colocadas para a poder posicionar, ela não pode estar num divã deitada só de barriga para o ar e sem que eu a possa mover sequer uma perna porque sou sozinha, vivo sozinha e simplesmente não consigo forma de nem uma rastadeira lhe conseguir colocar, estou aqui com ela há cinco dias e parecem-me séculos, e de sofrimento muito mais para ela, mas também para mim e sem descanso, estou à 48 horas sem dormir, bem como ela… isto é só um pequenino capitulo de uma imensa história que por certo até já comecei a escrever da vida dela…não tenho conseguido sequer uma cama articulada porque tudo neste país é complicado, tudo tem rótulo de retardadoe eu não posso esperar, não por mim mas por ela… ela se continua assim vai acabar por sucumbir a tanto sofrimentopor favor, dêem-me a chance pelo menos de lhes mostrar a minha história… nunca os aborreceria se o caso não fosse de extremos e de tão graveeu não posso esperar a ver minha doce mãe a viver este inferno… ela simplesmente não se pode mover sem ser pelo menos 3 a 4 pessoas, como faço eu sozinha???? Estou num desespero de quase loucura… ajudem-me por favor…. A divulgar este caso para que possa dar um pouco de bem-estar a quem toda uma vida foi uma doçura mesmo dentro de tantos problemas e que nunca negou um sorriso, mesmo que a sofrer estivesse… e a quem sempre teve, e tem uma linda lição de vida, a dar a tanta gente, de valentia, por todos os problemas que teve desde os seus 4 anitos de vida, o inicio de para ela, ser de quase o inferno em vida… durante uns anos…
Não adianto mais, já que não tenho sequer discernimento claro, perante este terramoto que sobre mim caiu nestes últimos tempos…No entanto, falarei tudo o que for necessário, se me derem esse privilégio…
Fico a aguardar uma qualquer resposta, mas por favor não me ignorem…

Por favor ajudem-me, pelo menos s conseguir uma cama articulada e emprestada já que a segurança social com certeza que me irá fornecer uma outra mas demorará algum tempo, tempo esse em que ela não pode estar aqui desta forma...


Peço desculpas

Adelaide Campinos

Telemóvel 933 521 919


*Nota suplementar da minha autoria

Se existir algum coração sensível, com poses materiais e que queira ajudar esta mulher, deixo aqui uma informação suplementar, para ajudar a resolver a sua aflição.

A cama pretendida (semelhante à da foto em anexo) encontra-se á venda em :

http://www.prosavos.com/loja/product_info.php?products_id=444

(eventualmente poderão existir outros locais de venda do mesmo produto)


Preço: 320.00EUR
A LOJA
A Prós-Avós Unipessoal, Lda. está localizada em Vila do Conde, no edifício verde junto à Biblioteca Municipal

Governo desmente rumores sobre eventual encerramento das fronteiras

Fonte: angop

Luanda – Com a campanha eleitoral a acalorar, a cada dia que passa, o ministro angolano do interior, Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, apaziguou quarta-feira a população, ao considerar infundado o rumor segundo o qual a Polícia Nacional iria interditar a saída de qualquer cidadão do país a partir do mesmo dia, por causa das eleições.

O ministro pediu, com efeito, aos cidadãos para ignorarem tal rumor dada a inexistência de qualquer instrução no sentido do encerramento das fronteiras nacionais, nem sequer no dia das eleições, sublinhando mesmo que cidadãos nacionais registados para as eleições e que se encontram no exterior de Angola estão a chegar ao país para no dia cinco de Setembro exercerem o seu direito de cidadania.

De igual modo, o director nacional da Polícia Económica, sub-comissário Alexandre Canelas, desmentiu que comerciantes estrangeiros estejam a abandonar o país por alegadamente recearem a eclosão de uma crise pós-eleitoral, hipótese já afastada de forma categórica pelos líderes dos partidos políticos concorrentes ás eleições, o que poderia resultar na dificuldade do abastecimento do determinados bens a população.

O chefe da Polícia Económica referiu que, pelo contrário, tem-se registado a entrada massiva de comerciantes o que pode “ser visto a olhos nus, pois grande parte deles está a participar da campanha dos partidos políticos”.

Por sua vez, o director nacional do comércio, Gomes Cardoso, sossegou a apreensão de alguns populares ao afastar qualquer possibilidade de uma falta de produtos básicos durante o período eleitoral, garantindo que o governo tem um programa de abastecimento a todo país, traçado para curto, médio e longo prazos.

Informações que circulam nos últimos dias dão conta de alguns cidadãos que têm aprovisionado quantidades excessivas de mantimentos temendo uma ruptura de stock de víveres, como a registada em 1992 na sequência do conflito surgido logo após o anúncio dos resultados das primeiras eleições legislativas ganhas pelo MPLA, por maioria absoluta, entretanto contestadas pela UNITA.

Gomes Cardoso disse que a Direcção Nacional do Comércio está a trabalhar no sentido de reforçar o abastecimento da rede comercial retalhista em todas as províncias e a mobilizar os grossistas para comercializarem os produtos onde for necessário.

Mas se alguns eleitores ainda nutrem algum medo quanto ao desfecho das eleições, o bispo coadjutor da arquidiocese do Lubango, Dom Gabriel Bilingue, considera que, 16 anos depois do primeiro pleito eleitoral, os angolanos estão agora em condições de acautelar situações embaraçosas e promover a estabilidade e a reconstrução.

No entender do prelado, a realização das eleições são “uma oportunidade impar” para Angola mostrar a Africa e ao mundo, a sua disposição de viver na normalidade, apesar das diferenças políticas e os angolanos são suficientemente adultos para levar o país no caminho do progresso e do bem-estar.

Disse que os angolanos têm agora uma oportunidade “para dizer que aprendemos com o passado e que somos suficientemente adultos e responsáveis” para conduzir o processo “debaixo da bandeira da tolerância” e num clima de paz e harmonia.

Dom Gabriel Bilingue distanciou-se, no entanto, do padre Benedito Kapingala, que no passado domingo, no espaço de antena cedido pela TPA a UNITA, apelou aos fiéis a votarem neste partido.

O bispo coadjutor disse a postura assumida pelo padre era da sua “inteira e exclusiva responsabilidade e não vincula a Igreja Católica” cujos fiéis rezam a Deus para que as eleições decorram num clima de paz e tranquilidade e devem pautar pela harmonia e pela verdade, em primeiro lugar.

No mesmo diapasão pronunciou-se a pastora da Igreja Metodista Unida Central de Luanda, Beatriz Adão Pascoal, ao afirmar, num culto que contou com a presença de membros da direcção do MPLA, que não é intenção da sua congregação apoiar algum partido, pois a escolha é livre e ninguém deve ser pressionado a votar para determinada formação política.

Bento Bento, primeiro secretário do MPLA, que assistiu ao culto, disse que graças ao trabalho de oração realizado pelas igrejas o povo angolano tem alcançado patamares de paz, reconciliação e de tranquilidade.

Por seu lado, a directora-geral do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Fátima Viegas, apelou aos pastores e entidades ligadas a religião a contribuírem activamente no processo eleitoral com consciência e responsabilidade, para a tranquilidade e desenvolvimento do país, durante um encontro sobre valores éticos e morais do religioso no processo eleitoral
assistido por políticos, empresários e religiosos.

O coordenador adjunto da campanha eleitoral do MPLA, João Lourenço, elogiou, no entanto, o espírito de civismo e patriotismo demonstrados no decurso da campanha eleitoral que, conforme disse, vai de encontro ao apelo feito pelo chefe de estado angolano, presidente José Eduardo dos Santos, no seu discurso à nação pronunciado no passado dia quatro de Agosto, véspera do seu início.

O mesmo espírito de civismo e patriotismo foi também reclamado pelo músico angolano Barceló de Carvalho “Bonga”, que no final de uma audiência com o presidente dos Santos, considerou ter chegado “o momento de todos angolanos, a começar pelos líderes partidários, portarem-se de forma cívica, responsável e ter sempre em conta os interesses nacionais”.

O cantor vê nas eleições, previstas para dentro de duas semanas, a soberana oportunidade dos angolanos mostrarem a comunidade internacional a sua maturidade e senso de responsabilidade e de afirmarem-se perante o mundo que são responsáveis e capazes de conduzirem os seus destinos sem interferências externas.



Comentário: A contra-informação é uma arma muito poderosa em Angola.No passado, muitos foram lubridiados por causa dela.Não há fumo, sem fogo.Todo e qualquer boato, vindo da boca do povo, tem quase sempre um fundamento.Inclusive o ministro afirma: " cidadãos nacionais registados para as eleições e que se encontram no exterior de Angola estão a chegar ao país para no dia cinco de Setembro exercerem o seu direito de cidadania".

Alguém saberá responder, quais as razões pelas quais, os cidadãos angolanos que se encontram no exterior de Angola estão a chegar ao país?

Deixo a pergunta suspensa no "ar", para que todos possam fazer o seu juízo de apreciação.

É preciso ter atenção, ao pretender-se fazer um juízo convincente, ser necessário ter um conhecimento muito profundo de como funcionam os meandros da repressão do MPLA.Também eu, se estivesse acorrentado ao partido dos pés à cabeça, mesmo que não desejasse, teria que regressar a tempo e horas de poder exercer o meu direito de cidadania.Caso contrário, sofria na pele a minha falta de cumprimento ao meu dever perante o MPLA.Para evitar, fugas e surpresas ao acto eleitoral, nada melhor que prevenir.Encerrando as portas maliciosamente, longe das vistas dos observadores. Negando, perante a opinião pública o fundamento de um boato (rumor) popular.

Mais vale prevenir que remediar.São, cerca de trinta e três anos (33) de vícios, assentes na corrupção a todos os níveis. Incluindo os discursos políticos.Os maiores ladrões de Angola, durante estes trinta três anos, foram os governantes, os políticos e os militares e suas famílias.