sábado, 8 de novembro de 2008

RD do Congo: Conflito pode tornar-se numa guerra regional


Fonte: JN

Rebeldes dizem que militares de Angola estão a combater na região

A crise humanitária e a continuação dos confrontos militares na República Democrática do Congo justificam, segundo analistas angolanos ouvidos pela Lusa, uma intervenção "forte" de Luanda para apoiar Joseph Kabila.
Os confrontos entre a milícia Mai-Mai, aliada do Governo congolês, e os rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP). liderados pelo general Laurent Nkunda, continuaram ontem em Rutshuru, na província congolesa de Kivu Norte.
As hostilidades no leste do país voltaram ontem em grande força, tendo inclusive no meio dos confrontos os funcionários da ONU que chegaram à região com o primeiro comboio de ajuda humanitária para os 250 mil deslocados concentrados na zona de Kiwanja.
Soldados uruguaios e indianos dos capacetes azuis da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC) tiveram ontem de usar a força para resgatar 12 membros da missão humanitária que estava na área de Kiwanja, a dois quilómetros de Rutshuru, tomada pelos rebeldes tutsis em 26 de Outubro.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou entretanto que três campos de refugiados, perto de Rutshuru, tinham sido destruídos, causando a fuga de mais de 50 mil pessoas.
Os rebeldes da CNDP denunciaram a presença de soldados zimbabuanos e angolanos na província de Kivu Norte, o que a ser verdade ameaça transformar este conflito numa guerra regional. Além disso, o chefe do contingente militar uruguaio da ONU em Kivu Norte, general Jorge Rosales, afirmou que os seus soldados foram atacados por tanques ruandeses, o que sustenta a acusação de que Ruanda apoia os rebeldes.
Sobre as acusações a Angola, alguns analistas angolanos disseram à Lusa que essa situação é "incontornável". Graça Campos, director do "Semanário Angolense", diz que Luanda só aguarda pelo "apoio formal" da comunidade internacional para enviar militares em apoio de Joseph Kabila.
Por seu lado, Nelson Pestana "Bonavena", professor universitário, lembra que "Angola é parte integrante da solução do conflito na RDC ongo" frisando que Luanda "faz parte do sistema de sustentação de governação" daquele país.
"Angola é um aliado natural e forte de Kabila, pois tem participado em todos os processos de pacificação, na procura de entendimentos, e, obrigatoriamente, tem de participar nesse processo",
afirmou Nelson Pestana.



Comentário:Quem paga tudo isto ?

O mesmo de sempre.O povo.

Tudo o resto, é balelas e cozinhados entre estadistas de preferência com carácter de ditadores, cujos os interesses do povo, estão colocados no final das listas das suas prioridades.

Convoquem o recém eleito, Obama, para resolver este problema.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ensino em Angola


(Foto Sérgio Afonso)

Acompanhar esta foto, vem o seguinte comentário do autor:

Professoras do ensino primário da Vila do Quipungo. Como as escolas são poucas, esta minúscula igreja, serviu para dar lugar a três salas de aulas. Mesmo assim, muitos têm que assistir as aulas debaixo da sombra de uma arvore.
(As imagens e o referido comentário do autor, falam por si)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Angola: Sindicalistas presos durante greve de professores

Fonte:Esquerda.net

Cinco dirigentes sindicais foram presos na segunda-feira durante uma greve de professores na província angolana do Bengo. A porta-voz do SINPROF denuncia que "há perseguição aos colegas que estão a fazer piquetes" e afirmou a continuidade desta greve contra os baixos salários e falta de diálogo da direcção provincial da Educação.

"Mal estamos a formar a terceira República (designação oficiosa para o actual período pós as segundas eleições em Angola) já estamos com pressões e perseguições, o que indicia que nada mudou", acrescentou Hermínia do Nascimento, citada pelo site Notícias Lusófonas.

"A razão tem que vencer. Há razões mais do que suficientes para se fazer essa greve, aliás ainda não decretamos a segunda fase da greve nacional porque registamos que em algumas províncias ainda há algum diálogo e acreditamos que as coisas se vão resolver", salientou Hermínia do Nascimento, acrescentando que a greve de professores no Bengo prosseguirá "até que as partes sejam chamadas para negociar".

"Com estas detenções não há outra solução. Se há uma paralisação legal, as pessoas deviam sentar-se e reflectir. Só se chegou à paralisação porque não houve boa vontade por parte da direcção provincial da Educação para se resolver este problema", frisou a dirigente sindical.

A Frente para a Democracia também reagiu à detenção dos sindicalistas e vê "com apreensão que este acto gratuito de violência e de desrespeito pelos direitos humanos e pelos princípios mais elementares do Estado democrático de direito enquadra-se na estratégia da restauração autoritária reiniciada pelo Governo após a usurpação da maioria qualificada nas eleições de 5 de Setembro". A FPD diz que esta acção do Estado angolano "já se abateu sobre populares na Lunda-Norte saldando-se em 1 a 5 mortos e mais de uma centena de detidos e na detenção de aproximadamente cinco autoridades tradicionais da Lunda-Sul".



Comentário:Vai continuar tudo na mesma.A nova pseudo-democracia do MPLA, é de FACHADA.
Isto é, mudam-se os termos e as pessoas, mas a qualidade do lixo de quem o manda fabricar é a mesma - MPLA.Perseguições, autoritarismo, prepotência, violação dos direitos humanos, corrupção e compadrio, entre, e, nas altas esferas nacionais e internacionais, etc,.

Democracia em Angola?!

Só, para quem acredita em miragens, ou para os bajuladores que andam a comer do mesmo prato do MPLA e da família JES.Comem e assistem por conveniência económica e política.Convêm-lhes internacionalmente vender o lixo de má qualidade, como se de boa qualidade se tratasse.Conseguem transformar a Ditadura em Democracia.

Malembe!!! Malembe !!!

Aguenta POVO, a opção foi tua !!! Vinte 27 anos de guerra não foram suficientes para tu aprenderes.Terás que aguentar mais 4 anos, caso não emendes os teus erros.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PORTUGUESES PROCURAM INVESTIDORES EM ANGOLA

Fonte: o apostolado


Representantes de dez empresas portuguesas encontram-se em Angola, em visita de exploração de áreas de negócios

A missão empresarial portuguesa deve permanecer em Angola até ao próximo dia 24 de Outubro, próxima sexta-feira, com o intuito de cativar mais investimento angolano para as empresas portuguesas.

A comitiva portuguesa é composta por personalidades que representam empresas de diversos sectores de actividade, nomeadamente, comércio de peças e acessórios para veículos automóveis, comércio de mobiliário de escritório, carpintaria, consultoria e programação informática, comércio por grosso de ferragens, ferramentas manuais e artigos para canalizações e aquecimento, energia, serviços em gestão da qualidade, actividades de embalagem e metalomecânica.

Promovida pelo Conselho Empresarial do Centro (CEC) e pela Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC), a iniciativa inscreve-se no Projecto “Centro Internacional”, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, refere um comunicado de imprensa.

António Almeida Henriques, presidente do CEC, explica, em comunicado, que “há em Angola grandes empresas com vontade e capacidade de investimento externo e o mercado português é um dos mercados naturais desse investimento angolano. Por isso vamos levar uma missão de empresários do Centro a Angola, não só para avaliarem as possibilidades de investimento em Angola, mas também para tentarem captar parceiros para os projectos de desenvolvimento das suas empresas”.

O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC) e chefia a missão, recorda a actual conjuntura internacional, de grandes restrições ao crédito, para enquadrar esta iniciativa do CEC: “Há muitas empresas nossas associadas que estão disponíveis para abrir o seu capital a parceiros externos, como forma financiarem a sua expansão, quer interna, quer externa. Existe, assim, uma consonância de interesses e objectivos que vamos tentar operacionalizar”.


Comentário:É melhor mesmo os empresários e as empresas portuguesas rumarem com destino a Angola.Porque o puto "Portugal" está a bater no fundo do poço, embora os políticos queiram fazer crer o contrário.

Com esta procura por parte das empresas portuguesas em Angola, levanta-se uma questão.Vão canalizar e aplicar o investimento em Angola, e que medidas é que estas empresas vão tomar no puto (Portugal) para criarem postos de trabalho aos milhares de portugueses que deambulam pelas ruas e centros comerciais do Portugal dos pequeninos, consequência da má gestão económica, e da inoperância da indústria tuga, para a criação de postos de trabalho.

Sim, porque o investimento em Angola, ocasionará a abertura de postos de trabalho, para os cidadãos angolanos.Ou será, que estas empresas e respectivos empresários vão criar uma linha especial de emigração para portugueses com destino a Angola, tal como aconteceu no tempo do Salazarismo.Ajudando desta forma a resolver a GRANDE CRISE DE DESEMPREGO QUE EXISTE NO PAÍS DE ORIGEM DESTES EMPRESÁRIOS E RESPECTIVAS EMPRESAS.

Corre por aí, à boca cheia a comparação e a semelhança entre as políticas de Sócrates e de Salazar.

Corre também por aí, que já são milhares os portugueses a rumarem com destino a Angola.Alguém é capaz de adivinhar as razões desta desenfreada romaria (procura) ?

Não vale, culparem a crise dos Estados Unidos...Porque esta procura, começou acontecer muito antes dessa crise.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

JORNALISTA SÉNIOR CASTIGADO POR COMENTÁRIOS DA ÚLTIMA NOMEAÇÃO DE GOVERNANTES


Fonte: o apostolado

A direcção da Rádio Nacional de Angola (RNA) cancelou o contrato com o seu principal analista político, o jornalista sénior Victor Silva, por alegada «fuga à linha editorial».

De concreto, explicou o jornalista ao Apostolado hoje, a emissora pública discordou com a sua abordagem da nomeação dos governadores de província e vice-ministros, cujos decretos foram publicados pela Presidência da República na sexta-feira,10 de Outubro em curso.

Em resposta à pergunta do jornalista Amílcar Xavier, da RNA, Victor Silva teceu considerações gerais, além de especificar as suas impressões à volta de quatro nomeados: - Valentina Filipe, Abraão Gourgel, Amaro Tati e Syanga Abílio.

A primeira ficou vice-ministra das finanças, situação que surpreendeu tendo em conta o destaque da sua figura no controverso saldo da dívida interna.

O segundo manteve-se como vice-ministro da indústria, facto que admirou, também, o jornalista, perante as suspeitas lançadas sobre a gestão das verbas para a reconstrução da província de Uige, que Gourgel coordenara.

Em relação a Tati, que passou de governador da província de Bié, onde o MPLA conseguiu uma retumbante vitória eleitoral sobre a UNITA, o jornalista considerou-a como uma despromoção.

Teve opinião análoga sobre a exoneração do engenheiro Syanga Abílio, do posto de administrador da poderosa Sonangol. e a sua nomeação para vice-ministro do Ambiente.

Para a direcção da RNA, lamentou o jornalista,
aparentemente, estas nomeações, por serem presidenciais, não podem sofrer qualquer discussão, porque o seu serviço público consiste somente em louvar tais decisões.

Victor Silva explicou que recebera, na manhã desta sexta-feira, a notificação formal da decisão da emissora pública.

Jornalistas Amílcar Xavier e Andeiro João

Em verdade, a medida foi revelada anteontem pela representação da Voz da América em Angola (VOA) em primeira-mão em termos, ainda, na altura, de rumores.

Na altura, a VOA anunciou que a RNA resolveu suspender, igualmente, toda a equipa que esteve em serviço naquela edição. Ou, seja: o jornalista Amílcar Xavier, que actuou na condição de entrevistador, e o editor do programa de opinião, Andeiro João.

Por enquanto, a direcção da RNA e os visados fecharam-se em copa, pelo que o esforço continua a ser envidado para obterem as suas reacções. O Apostolado levará de imediato estas reacções ao conhecimento dos seu leitores mal as conseguir.

Contextualizando a ocorrência, VOA frisou que Victor Silva, também director do Novo Jornal, destacou-se nos últimos meses como comentador da RNA para os assuntos da política doméstica.
Os seus comentários centralizaram-se por conseguinte sobre o processo eleitoral que culminou com a vitória qualificada do MPLA nas legislativas de 5 de Setembro.

Retrospectiva

É pela segunda vez em menos de três anos que o ministro da Comunicação Social, suspende a participação de um colaborador nos programas da RNA, recordou, ainda, a retrospectiva dos antecedentes.

A primeira recaiu sobre o comentador desportivo, Zeca Martins, depois que questionou a suspensão do Gira Bola por causa das festividades referentes ao aniversário do Presidente da República.

Em relação aos quadros internos, o principal pivot da TPA, Ernesto Bartolomeu também foi «agraciado» com uma suspensão de seis meses por ter denunciado, durante uma acção formativa, que havia censura institucional na TPA.

À Ecclesia, ontem, Bartolomeu sublinhou a vontade de retomar o trabalho dentro em breve.

Mau augúrio

«É de mau augúrio para a nova legislatura este tipo de medida», reagiu o jornalista Siona Casimiro, de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), abordado pelo Apostolado.

Acrescentou que «as forças vivas da Nação, convém condenem esta decisão com veemência. Senão, os burocratas do regime vão convencer-se cada vez mais que chegou a hora, com a confortável vitória do MPLA, restaurar as práticas do partido único.»

«Comentar os actos presidenciais a jusante ou a montante faz parte, sim, da vertente analítica da missão do jornalista», rematou.


Comentário: Pegando em considerações como: «Comentar os actos presidenciais a jusante ou a montante faz parte, sim, da vertente analítica da missão do jornalista». ou « estas nomeações, por serem presidenciais, não podem sofrer qualquer discussão, porque o seu serviço público consiste somente em louvar tais decisões».

Pouco ou quase nada haverá para comentar, uma vez que o marketing da democracia usada pelo MPLA como bandeira, encabeçado pelo Presidente da Nação, durante a pré-campanha e campanha eleitoral, não passou de uma FACHADA.De um isco lançado ao voto popular.A democracia em Angola, enquanto estiver entregue ao MPLA, será uma ditadura camuflada.Prática usadas pelos partidos únicos."Eu quero, posso e mando"

Quem se atrever a julgar, comentar, opor-se etc e tal, sofrerá as consequências.

A melhor atitude a tomar em situações semelhantes, será a da "bajulação" concordando com tudo e todos, e se necessário agradecer com vários "amen".

Eleições em Angola livres, justas e democráticas ?

Só em miragem, ou com golpes de manipulação de dados à mistura.

O tempo irá dar as suas respostas, quanto à mudança das mentalidades e de democracia do MPLA.É uma questão de tempo e de espera.

Malembe, malembe !!!


terça-feira, 14 de outubro de 2008

DETIDOS DO TUMULTO DO CUANGO NO DUNDO

Fonte: o apostolado

102 dos 120 elementos detidos pela Polícia Nacional depois dos tumultos entre civis e agentes da empresa privada de segurança, alfa 5 já se encontram no Dundo, capital da Lunda Norte.

De acordo com o correspondente da Ecclésia, os reclusos estão acomodados em condições difíceis na cadeia de Candueji.



A sociedade, acrescentou o correspondente, está assustada e procura uma informação oficial quanto ao processo judicial dos referidos elementos.

O dia do julgamento é uma incógnita bem como o teor exacto da acusação, salvo os rumores sobre a prática de garimpo ilegal a audição do primeiro elemento pela direcção investigação criminal.

Enquanto isto, o Partido de Renovação Social (PRS) chamou a imprensa esta manhã e voltou a as acusações de estar por trás da instigação contra a empresa Alfa 5.


Comentário: Ver vídeo em anexo




segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Angola: Grandes empresas “recheadas” de figuras influentes

Fonte.: macauhub

Luanda, AngolaAs principais empresas e grupos empresariais angolanos contam maioritariamente com a presença de accionistas que são também figuras influentes no país, como demonstra a recente entrada da Unitel no capital do Banco de Fomento Angola (BFA).
Isabel dos Santos, filha primogénita do presidente ango
lano, é hoje uma das mais importantes empresárias do país e conseguiu na semana passada alargar a sua carteira de investimentos ao maior banco de Angola, o Fomento, do grupo português BPI.

A operadora angolana Unitel, que tem como principal accionista o grupo Geni, do qual faz parte Isabel dos Santos, vai comprar por 338 milhões de euros uma participação de 49,9 por cento do capital social do Fomento, que lhe dá direito a entrar também na gestão do BFA, segundo anunciaram as duas partes.

A Unitel, que tem perto de 4 milhões de clientes em Angola, é ainda participada pela Portugal Telecom, que detém 25 por cento do capital.

Além de investidora nos sectores do imobiliário e do turismo, um pouco por todo o país, Isabel dos Santos é também accionista do Banco BIC, aquele que mais rapidamente tem crescido num sector que, de acordo com a consultora Delloite, “continua a dar provas de forte dinamismo, reforçando o seu peso na economia”.

O BIC instalou-se recentemente em Portugal, onde terá como uma das suas principais missões servir de banco de investimento para fortunas angolanas e tem planos de expandir-se ainda para a República Democrática do Congo e Namíbia, numa estratégia de “apoio à internacionalização das empresas angolanas e portuguesas”.

O parceiro de Isabel dos Santos no BIC é o homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, dono da maior corticeira mundial e ambos estarão também ligados na maior empresa portuguesa, a Galp Energia, de acordo com alguns analistas.

A Amorim Energia, (titulada por uma entidade offshore, “Esperanza”), que tem mais de um terço do capital da Galp, é participada em 45 por cento pela Sonangol, estando os restantes 55 por cento repartidos por grupo Amorim, Caixa Galicia e duas entidades "offshore" anónimas, que se julga poderem estar ligadas à maior empresária angolana.

As posições dentro desta “holding” têm de manter-se até fim de 2010, determina acordo parassocial entre os accionistas da Amorim Energia. Recentemente, o presidente da petrolífera italiana ENI, que também detém um terço da Galp, admitia sair da empresa portuguesa, prometendo desenvolvimentos dentro de "três a cinco anos".

Mas o rol de figuras influentes com presença de destaque no mundo dos negócios angolano inclui também dirigentes políticos, ministros, antigos governantes e até alguns familiares destas influentes figuras.

De acordo com o Semanário Angolense, publicado em Luanda, o Banco Comercial de Angola tem entre os seus accionistas três antigos primeiros-ministros - Lopo do Nascimento, França Van Dunen e Marcolino Moco – entre outros governantes.

Higino Carneiro, ex-ministro das Obras Públicas, criou a Cabuta Organizações, presente na agricultura, agro-indústria, hotelaria, banca e seguros, de acordo com o Diário Económico, de Lisboa.

José Pedro Morais, ministro das Finanças, Pedro Neto e Kundi Paihama são os detentores da Finangest, que é concessionária das lotarias angolanas, além de investidora na área da Saúde, refere o site da empresa.

Também com investimentos na área da saúde está o grupo Gema, detentor de salas de cinema, supermercados e accionista da Coca-Cola Angola, que é presidido pelo ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Leitão.

O general João de Matos, ex-chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas Angolanas e a sua Genius, que conta também com o ex-governador do Banco Nacional de Angola Mário Pizarro como accionista, tem ganho importantes concessões diamantíferas, como a recente do Cafulo (Cuando Cubango) e tem vindo igualmente a diversificar o negócio para áreas como as telecomunicações, imobiliário ou na energia.

Armindo César & Filhos, Imporáfrica, Macon, Mello Xavier, Pecus, Prodoil, Sagripek, Somoil e Suninvest são outros nomes de referência no universo empresarial angolano.

No sul do país, destaca-se o grupo angolano Valentim Amões, cujo fundador e seu sucessor morreram num acidente de viação no início do ano.

Segundo a newsletter Africa Monitor, o grupo deverá em breve contar com um novo parceiro, na sequência de um processo de selecção a cargo da firma de consultoria internacional Ernest & Young.

Com um património avaliado em mil milhões de dólares, o grupo Amões está a despertar o interesse activo da elite empresarial angolana e em cima da mesa estará já uma proposta de 200 milhões de dólares em troca de 30 por cento do capital do grupo.


Comentário: Para quem tinha dúvidas, a saga da corrupção, dos assaltos às riquezas do país, e dos lobbies, vai continuar por parte da família dos Santos e do MPLA, com a agravante de ser legitiminada pelo voto popular.Não adianta, ao povo futuramente choramingar pelas migalhas, pois elas, provavelmente já estarão bem guardadas fora de Angola, em nomes particulares de alguns dos quais o povo elegeu.Cada um, tem o que merece e deve ser responsabilizado pelas suas opções e actos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uganda quer proibir minissaias que "causam acidentes"


Fonte:África21

Ministro Nsaba Buturo diz que uso da minissaia deve ser classificado como uma "indecência" sujeita a penalização pela lei de Uganda.


Kampala - O ministro ugandense de Ética e Integridade, Nsaba Buturo, afirmou que as minissaias devem ser banidas do país porque mulheres que as usam distraem os motoristas e provocam acidentes de trânsito. Em uma entrevista coletiva na capital, Kampala, Buturo disse que "usar minissaia é como andar nu pela rua". "Você pode causar um acidente porque algumas pessoas daqui são psicologicamente fracas", disse o ministro.

Para ele, o uso da minissaia deve ser classificado como uma "indecência" sujeita a penalização pela lei de Uganda. Buturo alertou ainda para os perigos que enfrentam os motoristas que se distraem por causa das minissaias. "Se você encontra uma pessoa nua, você começa a se concentrar no corpo da pessoa, mas continua dirigindo", disse. "Hoje em dia é difícil distinguir a mãe da filha, elas estão todas peladas", afirmou o ministro.

Buturo acredita que o uso de roupas indecentes é apenas um dos muitos vícios da sociedade ugandense. "Roubo e desvio de recursos públicos, serviços abaixo do padrão, ganância, infidelidade, prostituição, homossexualismo e sectarismo", citou o ministro.

Mmali explica que no início deste ano, a Universidade Makerere, em Kampala, decidiu impor regras para os trajes femininos na instituição. A proibição da minissaia e das calças apertadas ainda não foi implementada, mas o assunto já parece dividir setores da sociedade.

O correspondente da BBC entrevistou mulheres no campus da universidade para saber a opinião delas sobre as posições do ministro Buturo. "Se uma mulher quer usar a minissaia, tudo bem. Se outra quer colocar uma saia mais longa, tudo bem também", disse uma estudante.

Outras, no entanto, são mais solidárias às idéias do ministro. "Acho que coisas mesquinhas não são boas. Estamos mantendo a dignidade da África como mulheres e temos de cobrir nosso corpo", disse uma estudante. As informações são da BBC.



Comentário:As opiniões dividem-se.No entanto, é legítimo também recomendar aos responsáveis ugandeses, encarregues de julgar a ética, pensarem na proibição do uso de calções ou da exibição do tronco nú na via pública, por parte dos homens.Pois, podem provocar acidentes, distraindo as mulheres durante a condução no meio do trânsito.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

METADE DO CAPITAL DO BPI NO BFA VAI PARA UNITEL

Fonte: o apostolado

A operadora de telefonia móvel angolana, UNITEL, vai ser detentora de 49,9% do capital que o BPI detém no Banco de Fomento Angola, BFA.

O Banco Português de Investimento, BPI, já alienou a participação à companhia angolana, uma operação avaliada em 475 milhões de dólares (cerca de 334 milhões de euros).

O BPI satisfez a exigência do Governo angolano, que impôs a libertação de cerca de metade do capital que o banco português detém no BFA para investidores angolanos, como condição para conceder licença de operação a este banco.

Feita a alienação, restam apenas a autorização das autoridades competentes e um acordo de accionistas, que vai regular as relações das partes na gestão do BFA.

A assinatura dos respectivos contratos está agendada para o fim de Outubro próximo e a concretização da transacção até ao fim do ano.

A aposta na UNITEL foi a forma encontrada para excluir a SONANGOL do negócio, já que a petrolífera angolana é um dos principais accionistas do BCP, maior rival do BPI.



Comentário: A saga continua.As eleições, não vêm mudar nada.Antes pelo contrário, vieram ajudar à continuidade desta máfia de sugadores, à luz das leis que eles aprovam, e lhes permitem pressionar quem eles bem entenderem, rumo à ganância e detenção dos monopólios de investimento fundamentais para o país.Não haveria nada a dizer ou a comentar se a detenção desses monopólios fosse em prol do povo.Tal, não vai acontecer, servindo de exemplo este caso, a UNITEL é pertença de uma das filhas do Presidente de Angola.

Ele (JES + MPLA) e elas(filhas herdeiras), vão continuar a comer tudo.Nem os ossos vão deixar, ou oferecê-los ao povo.

O povo, fez a sua escolha, através do voto. Só merece, recolher ou colher de acordo com a sua escolha, sem lamentos.

As organizações humanitárias (ONG), deveriam abandonar Angola.Deixar os sugadores, cuidarem do povo mais carenciado e abandonado nos confins do mato.Deixá-los trabalhar no duro, sem lamentos nem desculpas da guerra.

Colocar a primeira dama ( mulher de JES) e suas filhas e filhos, a trabalharem directamente no mato, investindo na recuperação das condições de sobrevivência do povo, ao invés de andarem a sugar as riquezas de Angola investindo nas suas fortunas pessoais dentro e fora de Angola.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

França cessa inquérito por corrupção contra Eduardo dos Santos

Fonte: Lusa

(foto:aperto de mão à corrupção)


Lisboa - A justiça francesa cessou um inquérito ao património em França de cinco líderes africanos, entre eles José Eduardo dos Santos, aberto após queixa da organização não-governamental Transparency International, que os acusa de desvio de fundos públicos.

O inquérito preliminar, aberto em Julho pela procuradoria parisiense, foi arquivado "no início de Setembro, dado que a infracção não estava suficientemente detalhada" na queixa apresentada, afirmou à agência francesa AFP uma fonte judicial.

William Bourdon, advogado da Transparency International France, afirmou que o arquivamento já era esperado, e que uma nova queixa civil será apresentada em breve, conforme a permite a lei francesa.

Além de José Eduardo dos Santos, a queixa visava Denis Sassou Nguesso (Congo), Omar Bongo, Teodoro Obiang (Guiné Equatorial) e Blaise Compaoré (Burkina Faso), além de membros dos seus círculos, todos acusados de comprar imóveis e outros bens em França com dinheiro desviado do erário público dos seus países.

Em Março de 2007, três associações francesas apresentaram uma queixa semelhante, que levou à abertura de um inquérito preliminar, também arquivado alguns meses mais tarde.

De acordo com o diário francês Le Monde, o inquérito permitiu apurar que Omar Bongo e seus familiares eram proprietários de 33 apartamentos ou moradias de luxo em França, e que Denis Sassou Nguesso tinha pelo menos três moradias de grande dimensão em Paris.





Comentário:Mais comentários para quê.Se andam todos a comer do mesmo prato.Se andam todos com os problemas graves nos seus respectivos países.JES, é um dos maiores corruptos.Sarkozy, é um playboyzinho.

Não se admirem, se um dia virem, um PALÁCIO mandado construir por Sarkozy em Angola, com o dinheiro desviado do erário público francês, ou com o dinheiro do erário público dos angolanos, como recompensa de JES ao seu amigo playboy, pelos favores prestados à sua pessoa.

É com ajudas como estas, que a comunidade internacional, que tem interesses em Angola, consegue transformar um DIABO - CORRUPTO - DITADOR em Anjo - honesto - Democrático

Eleições para quê?

Observadores para quê ?

Quem votou, foi o povo angolano.Mas, com a consciência corrupta do DIABO, transformado em Anjo.

Talvez, no dia em que o DIABO desaparecer, os angolanos pensem e sonhem em viver num país justo, livre e democrático. Até que esse dia chegue, por vontade expressa na urna, vão ter que carregar a CRUZ que judas preparou para o povo.

A partir de agora, nem os governantes, nem o povo angolano, têm o direito de viverem às custas dos donativos das organizações humanitárias internacionais.

A partir de agora, ambos não têm o direito de tirar o pão da boca a outros povos que pagam os seus impostos, e os representantes dos respectivos países, desviam para ajudas donativas ao povo angolano.

A partir de agora, já não há desculpas, para o PERDÃO DE DÍVIDAS de ANGOLA aos outros países.

A partir de agora, o povo angolano, vai ter que trabalhar à sua custa.Caso contrário, será uma vergonha quer para o povo, quer para o partido vencedor das eleições.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Observadora diz que as eleições foram viciadas pelo MPLA


Fonte: Angola24Horas

As eleições legislativas angolanas de sexta-feira e sábado foram "viciadas" desde o início pelo partido no poder, razão pela qual se pode compreender a esmagadora vitória do MPLA, disse hoje à Agência Lusa uma investigadora portuguesa.

Paula Roque, analista de política internacional do Instituto de Estudos de Segurança (ISS), com sede em Pretória (África do Sul), adiantou que os "media" angolanos foram "totalmente manipulados" pelo poder e que, ao longo do último ano, "toda a população foi devidamente enquadrada".

"Os sobas (chefes do poder tradicional) estavam estruturados, os (agentes dos) serviços de informações espalharam-se pelo país para criar o medo, os apoiantes do MPLA foram muito agressivos em relação à oposição", sustentou a investigadora portuguesa, que esteve como observadora eleitoral nas províncias do Huambo e Luanda, tendo já regressado a Pretória.

Sublinhando que, durante a sua permanência em Angola, manteve contactos com a sociedade civil, com a Igreja e com dirigentes partidários das principais forças políticas, Paula Roque disse à Lusa por telefone ter testemunhado, nalguns casos, e que lhe contaram, noutros, todas estas situações.

Segundos os resultados provisórios da votação, e quando estão contados mais de 80 por centos dos votos, o MPLA ultrapassa também os 80 por cento das escolhas dos eleitores, deixando a UNITA com apenas pouco mais de 10 por cento.

"O poder corrompe e o poder total corrompe totalmente. A manipulação extrema da votação levou a esta situação. Cria-se assim um 'Estado de informadores' que é muito perigoso para a democracia. É preciso ter confiança dentro do Estado, caso contrário", alertou Paula Roque, doutorada em Antropologia Social pela Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) de Portugal.

Segundo a também mestre em Direitos Humanos, título obtido na London School of Economics, o reconhecimento, pela maioria das missões de observação eleitoral internacionais, de que a votação foi "livre, justa e transparente" tem também subjacente os grandes interesses económicos e políticos da comunidade internacional.

"Convinha manter a estabilidade política. Há grandes interesses económicos e políticos que não deixam que se questionem os direitos democráticos, pois o crescimento económico em Angola é o mais alto do mundo", afirmou a investigadora portuguesa, cujo mestrado se centrou particularmente nas leis dos Direitos Humanos e do Direito Humanitário e também nas Relações Políticas Internacionais em África.

Mas Paula Roque responsabiliza também a oposição por não ter previsto este desfecho e por não se ter organizado antes da votação, o que permitiu uma "propaganda extraordinariamente eficiente" por parte do MPLA.

Nesse sentido, questionou sobre qual o papel da UNITA, "que está dividida", e dos outros partidos, "que consideram o "Galo Negro" arrogante por não se juntar à restante oposição, no futuro, tendo em conta que haverá eleições presidenciais em 2009.

"Tudo isto é mau para a democracia. Mas o ónus está agora do lado do MPLA, que terá de cumprir ao longo dos próximos quatro anos as promessas feitas na campanha das legislativas", sublinhou Paula Roque, que trabalhou anteriormente no Instituto Sul-Africano de Assuntos Internacionais como coordenadora do Programa de Análise da Presença da China em África,

"Agora, o governo será só MPLA, pois não haverá UNITA que, estranhamente, nem sequer recorreu para o Tribunal Constitucional para contestar os resultados. O MPLA não terá desculpa para não cumprir", concluiu a investigadora portuguesa.


Comentário:Não sei, porque razão, estão a fazer tanto alarido à volta das eleições em Angola.No meu caso pessoal, eu já estava a prever, quer o resultado, quer os lobbies de conveniência das comunidades internacionais.Angola, tem tanto de riquezas, como de corrupção.Ao ponto, de contaminar internacionalmente todos os países envolvidos na sua construção, e acima de tudo na sua envolvência económica.A crise é mundial.É natural, que Angola com as suas riquezas, seja cobiçada, e que os DONOS DELA - MPLA DO JES, à custa da corrupção e da chantagem, tenha usado de todos os meios e influências.Caso contrário, quem desobedecesse às regras do jogo, teria a vida complicada, relativamente aos interesses ecónomicos de investimento.
Assim, é mais cómodo e vantajoso para as comunidades internacionais, aliar-se à corrupção, mantendo o MPLA no poder, para bem deles e para o mal do povo angolano.
Vamos aguardar, pelo tempo.Vamos aguardar, pelas respostas que o MPLA, vai dar ao povo nos próximos quatro anos.
Diz o velho ditado: Ver para crer.De promessas está o mundo cheio....

Angola/Eleições: Resultados são "assustadores para a democracia", diz José Eduardo Agualusa

Fonte: Visão

Lisboa, 10 Set (Lusa) - O jornalista e escritor angolano José Eduardo Agualusa defendeu hoje que os resultados das eleições legislativas de sexta-feira em Angola são "assustadores para a democracia", com o espectro de um "pensamento político único" nos próximos anos.
Em declarações por telefone à Agência Lusa, Agualusa considerou que os resultados, apontando para uma vitória do MPLA com mais de 80 por cento, representam "um regresso ao partido único", com a desvantagem de, agora, ser legitimado pelo voto.
"Os resultados são assustadores e preocupantes. É um regresso ao partido único, só que através do voto. Não há democracia sem oposição. Não há correntes de pensamento no Parlamento, por excelência, a casa da discussão democrática", sublinhou Agualusa desde Bruxelas, onde participa, quinta-feira de manhã, num evento promovido pelo Parlamento Europeu.

Sobre esta questão, o porta voz do MPLA recusou hoje a possibilidade de a esmagadora vitória alcançada nas eleições legislativas de sexta-feira poder levar a um sistema virtual de partido único em Angola.

Respondendo aos jornalistas depois da declaração de vitória nas legislativas, o porta voz do MPLA, Norberto dos Santos "Kawata Kanawa", fez a comparação com a Europa, "onde as vitórias alargadas não conduzem a regressos dos partidos únicos", garantindo que "em Angola também será assim".

José Eduardo Agualusa, mostrando-se também "extremamente preocupado" com a pressa do reconhecimento da validade dos resultados, comparou, sem os pôr em causa, com uma eventual situação idêntica registada em Portugal ou noutro qualquer país europeu.
"Não acredito que ninguém ficasse preocupado. Os comentadores e jornalistas debateriam tudo até à exaustão. Só que é Angola... O resultado das eleições é um revés para a democracia e um pouco assustador. A grandeza da democracia está na diversidade de opinião e não na pobreza de pensamento", sustentou, aludindo ao facto de o futuro Parlamento angolano perder várias forças políticas.

Nesse sentido, Agualusa não deu qualquer importância ao facto de as principais forças da oposição ao MPLA não se terem unido em torno de um só objectivo, derrubar o partido no poder desde a independência, em 1975, defendendo que cada partido "tem a sua visão política".
"A oposição não tinha de se juntar, uma vez que cada partido tem a sua visão. Não concordo com essa ideia" de unificação da oposição para combater o poder do MPLA, explicou o jornalista e escritor angolano, lembrando que o Parlamento saído das eleições de 1992, as primeiras, era mais equilibrado.

De acordo com os últimos resultados, ainda provisórios, o MPLA tem mais de 80 por cento dos votos, enquanto a UNITA, principal partido da oposição, aparece em segundo lugar mas apenas com pouco mais de dez por cento dos votos.


sábado, 6 de setembro de 2008

2º Dia de Votação


Fonte: RTP/PT

Repetiram-se os problemas de ontem. Das 320 mesas em Luanda que deveriam reabrir logo pela manhã, mais de 100 voltaram a não o fazer por falta do "Kit Eleições".
Tem sido interessante a forma como o presidente da Comissão Nacional Eleitoral vai justificando os problemas logísticos verificados aqui em Luanda, embora sem atribuir a responsabilidade pelo sucedido.

Igualmente interessante é a reacção dos observadores. Prudência e tempo para avaliar. A chefe da missão da União Europeia só vai reagir oficialmente na Segunda-feira, ao meio-dia.

Neste momento há poucas pessoas a votar, mas as urnas vão ficar abertas até ao final da tarde. Ontem, encerraram às dez da noite e a contagem decorreu pela noite dentro.




Comentário:Num país democrático e minímamente organizado, este tipo de situações derivão de:

a) Desorganização

b) Faude

É interessante, analisar o comportamento dos observadores internacionais.Está tudo bem, quando a confusão imperou.Cheira a BAJULAÇÃO ECONÓMICA E POLÍTICA.

O que é, que, estes observadores afinal foram observar em Angola.Confirmam a confusão, mas o resultado final, é que não se passou nada de anormal.Valha-me Deus, com observadores deste tipo, não admira que os ditadores do tipo Mugabe e José Eduardo dos Santos, façam deles gato sapato, rindo na cara dos observadores e do seu povo.A esta hora, devem estar todos reunidos a elaborar (cozinhar) um discurso de consenso, para atribuírem na 2ª feira a vitória ao MPLA.


Nota: A ocasião faz o ladrão.Neste caso particular, a confusão é uma ocasião para a FRAUDE.Por muito que desejem os observadores, difícilmente conseguem controlar e contornar a opinião pública políticamente esclarecida..

Reparem na foto que acompanha o artigo.A mesa de voto está ENCERRADA.

Qual terá sido o motivo ?

Falta de cadernos eleitorais, kit, ou de votantes ?

UNITA pede a repetição das eleições legislativas

Fonte: Jornal de Notícias

Abertura tardia de assembleias de voto complicou o dia. Votação prossegue hoje em 32 mesas


Os angolanos voltaram às urnas pela primeira vez nos últimos 16 anos. Mas a jornada foi agitada.

Muitas assembleias abriram bastante mais tarde do que o previsto e a UNITA pediu que o acto fosse repetido.

Face às críticas que se prolongaram por todo o dia, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) decidiu estender, durante o dia de hoje, a votação em 32 assembleias de voto na cidade de Luanda.

A confusão começou às primeiras horas da madrugada, quando em todo o país os eleitores começaram a afluir às assembleias de voto. Em muitos casos registaram-se atrasos, sobretudo em Luanda, mais tarde admitidos pela própria Comissão Nacional de Eleições, cujo porta-voz, Adão e Silva, assegurou que as urnas só seriam encerradas "depois de o último eleitor votar".

Duas horas depois da hora marcada para abertura das mesas de voto em todo o país, a chefe da missão de observação da União Europeia(MOE-UE), a italiana Luisa Morgantini, vice-presidente do Parlamento Europeu, considerava "um desastre, péssima", a organização nas assembleias que visitou na capital. "Há muitas assembleias de voto que não estão a funcionar, faltam cadernos eleitorais, algumas não estão sequer instaladas, delegados de lista foram rejeitados, alguns receberam credenciais falsas, com números de código de assembleias que não existem", afirmou.

Ao longo do dia a situação foi melhorando ligeiramente e a votação decorreu de forma mais normal, tendo Silva Peneda, eurodeputado português que integra a MOE-UE, enaltecido "o espírito de tolerância e grande civismo" com os que os angolanos estavam a encarar o dia. Foi neste quadro que, ao princípio da noite, após o fecho das urnas, vários partidos da oposição pediram à CNE para que "assuma as suas responsabilidades" face às várias irregularidades no processo de eleitoral de ontem. Alcides Sakala, líder parlamentar da UNITA, principal partido da oposição, classificava como "um escândalo" o atraso verificado, alertando para "uma tendência deliberada de se encorajar a abstenção", pelo que o líder do "Galo Negro", Isaías Samakuva, acabou mesmo por ir à CNE pedir a repetição das eleições. "Temos que reconhecer que o sistema praticamente entrou em colapso e precisamos de fazer algo para o recuperar", disse.


Comentário:Será, que já alguém pensou, que esta confusão que aconteceu com as eleições em Angola, pode ter sido um acto premeditado, da parte do MPLA e da CNE ?

Lembram-se da proposta, da realização do acto eleitoral em dois dias ?

É claro, que o euro-deputado português, cumpriu eficientemente o seu papel de bom samaritano.Estão muitos interesses em jogo.

Com esta confusão toda, talvez as eleições durem um mês ou mais, tal como aconteceu no Zimbabwé do ditador Mugabe.

ver e ler aqui: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=361987&tema=31

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eleições em Angola : Reflexão

Terminou a campanha.

Agora, é o momento para reflectir, se possível, com base na mensagem de Eça de Queirós


" Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão "