Fonte: Jornal de Notícias
A polícia neozelandesa conseguiu capturar dois fugitivos com a ajuda de um poste. Na fuga, os prisioneiros esqueceram-se que estavam algemados um ao outro e tentaram passar pelo poste, um de cada lado... Veja o vídeo.
Como as leis da física são imutáveis e não permitem que se atravesse sólidos, a fuga acabou por ali e a polícia capturou-os facilmente.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Deputados com remunerações aumentadas
Fonte:Club-k
Luanda - O valor médio mensal das remunerações dos deputados angolanos (vencimento base+subsídios) foi elevado para c USD 10.000 – c três vezes mais que na legislatura anterior. A medida terá sido influenciada por critérios políticos, entre os quais o de tornar atractivo o cargo de deputado, de modo a acomodar grupos internos do regime.
Ao vencimento base de um deputado, aumentado de c USD 1.250 para c USD 5.000, por votação em plenário, acrescem subsídios vários, tais como os seguintes:
- Subsídio de instalação: c USD 35.000 (ocasional).
- Subsídio para aquisição de viatura de função: c USD 75.000 (ocasional).
- Subsídio para manutenção de viatura: n/c
- Subsídio de manutenção de residência: c USD 35.000 (anual).
- Subsídio mensal de renda de casa: c USD 1.500 (mensal).
- Subsídio de atavio (vestuário): c USD 1.500 (mensal).
- Subsídio para pagamento de empregados domésticos: c USD 1.600 (mensal).
Uma nova modalidade de usufruto dos subsídios foi também adoptada. Os valores correspondentes passaram a ser depositados em contas dos deputados, cabendo aos mesmos a sua administração. Anteriormente era o Parlamento que processava pagamentos de aquisições e serviços prestados aos deputados, mediante apresentação de facturas.
A acomodação da elite política e da classe média ligada ao regime, ocorrida no seguimento das eleições de Set.2008, é considerada imperativo do esvaziamento a que o “desmesurado” resultado do MPLA sujeitou a UNITA e a oposição em geral, (a lógica foi a de colmatar o desaparecimento de um factor de coesão com a criação de outro).
O fraco resultado obtido pela UNITA fez esbater a “ameaça” que desde sempre lhe esteve associada (AM 340), tendo-se dissipado assim um factor de coesão de grande utilidade na manutenção da coesão interna do regime. As novas e mais compensadoras oportunidades de acomodação no poder, Governo, Assembleia, diferentes escalões da administração, foram calculadas para servir de novo factor de coesão.
A nova Assembleia Nacional, é na sua composição dominada pelo MPLA, com mais de 80% dos lugares. A UNITA tem apenas 16 deputados – quatro vezes menos que na anterior legislatura. Perdeu visibilidade ao ser-lhe atribuída a terceira vice-presidência (que nunca tem lugar na mesa) e esteve mesmo destinada a ocupar os lugares do fundo da sala de sessões.
Comentário: Cá(Tuga) como lá(Mwangolê) a vida é TÃO BELA para os DEPUTADOS.
EU JURO QUE CUMPRIREI FIELMENTE E DEDICAMENTE O CARGO PARA O QUAL FUI NOMEADO PELO VALOR DE 5.000 USD MENSAIS, ACRESCIDO DAS RESPECTIVAS AJUDAS DE CUSTO.
Viva o POVO que anda CEGO !!
Luanda - O valor médio mensal das remunerações dos deputados angolanos (vencimento base+subsídios) foi elevado para c USD 10.000 – c três vezes mais que na legislatura anterior. A medida terá sido influenciada por critérios políticos, entre os quais o de tornar atractivo o cargo de deputado, de modo a acomodar grupos internos do regime.Ao vencimento base de um deputado, aumentado de c USD 1.250 para c USD 5.000, por votação em plenário, acrescem subsídios vários, tais como os seguintes:
- Subsídio de instalação: c USD 35.000 (ocasional).
- Subsídio para aquisição de viatura de função: c USD 75.000 (ocasional).
- Subsídio para manutenção de viatura: n/c
- Subsídio de manutenção de residência: c USD 35.000 (anual).
- Subsídio mensal de renda de casa: c USD 1.500 (mensal).
- Subsídio de atavio (vestuário): c USD 1.500 (mensal).
- Subsídio para pagamento de empregados domésticos: c USD 1.600 (mensal).
Uma nova modalidade de usufruto dos subsídios foi também adoptada. Os valores correspondentes passaram a ser depositados em contas dos deputados, cabendo aos mesmos a sua administração. Anteriormente era o Parlamento que processava pagamentos de aquisições e serviços prestados aos deputados, mediante apresentação de facturas.
A acomodação da elite política e da classe média ligada ao regime, ocorrida no seguimento das eleições de Set.2008, é considerada imperativo do esvaziamento a que o “desmesurado” resultado do MPLA sujeitou a UNITA e a oposição em geral, (a lógica foi a de colmatar o desaparecimento de um factor de coesão com a criação de outro).
O fraco resultado obtido pela UNITA fez esbater a “ameaça” que desde sempre lhe esteve associada (AM 340), tendo-se dissipado assim um factor de coesão de grande utilidade na manutenção da coesão interna do regime. As novas e mais compensadoras oportunidades de acomodação no poder, Governo, Assembleia, diferentes escalões da administração, foram calculadas para servir de novo factor de coesão.
A nova Assembleia Nacional, é na sua composição dominada pelo MPLA, com mais de 80% dos lugares. A UNITA tem apenas 16 deputados – quatro vezes menos que na anterior legislatura. Perdeu visibilidade ao ser-lhe atribuída a terceira vice-presidência (que nunca tem lugar na mesa) e esteve mesmo destinada a ocupar os lugares do fundo da sala de sessões.
Comentário: Cá(Tuga) como lá(Mwangolê) a vida é TÃO BELA para os DEPUTADOS.
EU JURO QUE CUMPRIREI FIELMENTE E DEDICAMENTE O CARGO PARA O QUAL FUI NOMEADO PELO VALOR DE 5.000 USD MENSAIS, ACRESCIDO DAS RESPECTIVAS AJUDAS DE CUSTO.
Viva o POVO que anda CEGO !!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Luisete Araújo - Pré-candidata a Presidente da República Popular de Angola

2009 LUISETE ARAÚJO A ESCOLHA DO POVO
Luisete Macedo Araújo, em entrevista a uma das rádios da capital considerou que: “ ainda me falta apoio massivo mas o povo tem que me ajudar a escrever o próximo capítulo da história de Angola; a minha candidatura é para o povo. Estamos a criar já um amplo movimento de apoio a minha candidatura e todos aqueles que queiram fazer parte da mesma deverão dar a fotocópia do cartão eleitoral para poder na hora certa apresentar Ao Tribunal Constitucional. Podemos ver em cada esquina do nosso país as várias crises em que vivemos por isso temos que mudar o quadro cruel do país.
LUISETE ARAÚJO PODERÁ SER PAIXÃO DO ELEITORADO
As pessoas não escondem simpatia por Luisete. A candidata do povo como é conhecida e única mulher na corrida presidencial deixa bem claro que quer milhões de votos dos Angolanos, sente-se confortável quando é entrevistada pela imprensa. A Pré-candidata não tem currículo politico é cara nova no mercado isto agrada o povo e trás curiosidade. Luisete Macedo Araújo é neta materna de António Pedro Benje natural de Cabinda, preso político no então processo 50 e sobrinha de João Pedro Benge assassinado na rua Senado da câmara logo após o 25 de Abril de 1974.
MULHERES QUASE SEM DIREITOS
Luisete Araújo quer proteger as mulheres se for eleita presidente de Angola em 2009, com posições claras contra os maus tratos que as mesmas têm vivido em Angola. “ Vou envolver os media num crescente e ruidoso movimento, para que as mulheres conquistem espaço e dignidade de vida no país inteiro.
Luisete Araújo, desperta entusiasmo e amor ao próximo quando fala aos micros das rádios, diz que ama o país e que os governantes deveriam fazer o mesmo dando dignidade de vida ao povo, afirma ainda que: “Temos que tirar os nossos jovens do mundo das drogas e do alcoolismo, devemos acabar com a violência mental através de bons programas televisivos e criação de emprego.
TRAGO POLITICAS CLARAS PARA O POVO
Uma das primeiríssimas coisas que farei se for eleita presidente de Angola é tirar todos os doentes mentais e crianças da rua, dar-lhes uma nova oportunidade de vida através de um serviço médico de especialidade, fico com o coração partido quando vejo os doentes mentais – temos que tratar os nossos doentes. Que crescimento económico é este que deixa-os a viverem como animais? Trago políticas claras para o povo – temos esta tarefa de servir quando somos puder e não nos servirmos do povo.
LUISETE MACEDO ARAÚJO PROMETE:
Se for eleita presidente de Angola, quero ser uma presidente bem entrosada com o povo, saber como eles vivem, estar presente e sermos todos abençoados.
Folha 8 – Como se sente a entrada do ano das Eleições Presidenciais 2009?
Luisete Macedo Araújo – Estou consciente que terei muito trabalho pela frente, mas sinto-me motivada pois, enquanto existir a miséria nas proporções que se verifica em Angola, batalharei por esta causa. Angola é um super país, com riquezas imensas, mas com um índice de corrupção altíssimo. Ora, nós andamos aqui a confundir crescimento com a exploração de petróleo e desenvolvimento com a construção de casas. Pelo que sabemos, o desenvolvimento mede-se com um bom nível de vida do povo na sua maioria – não é o que acontece em Angola. “Quero fazer de Angola uma grande nação com ajuda de todos”.
Ler mais aqui : http://luisetearaujo.blogspot.com/
Comentário:Mulher de coragem.
É preciso ter coragem para enfrentar a máfia do MPLA, chefiada através do actual presidente ZeDu dos Santos e da sua respectiva família.
Vamos a ver, se o desejo de Luisete Araújo, não morre antes mesmo de se ter iniciado, com o aparecimento de entraves e o envolvimento de esquemas pouco claros, por parte de outras figuras que fazem parte da actual governação angolana.
É por este tipo de candidaturas, que eu alinho e denomino de partido " NOVO OXIGÉNIO PARA ANGOLA ".Novas pessoas, novas mentalidades, novas filosofias políticas e económicas, dirigidas para a unificação do povo angolano.É tempo de dizer BASTA, à governação e à manipulação da família Dos Santos durante 34 anos.
Tinta quatro anos, é tempo mais que suficiente para considerarmos a permanência de um presidente no poder, como sendo um regime de Ditadura/Dinastia familiar dos Santos.
Luisete Macedo Araújo – Estou consciente que terei muito trabalho pela frente, mas sinto-me motivada pois, enquanto existir a miséria nas proporções que se verifica em Angola, batalharei por esta causa. Angola é um super país, com riquezas imensas, mas com um índice de corrupção altíssimo. Ora, nós andamos aqui a confundir crescimento com a exploração de petróleo e desenvolvimento com a construção de casas. Pelo que sabemos, o desenvolvimento mede-se com um bom nível de vida do povo na sua maioria – não é o que acontece em Angola. “Quero fazer de Angola uma grande nação com ajuda de todos”.
Ler mais aqui : http://luisetearaujo.blogspot.com/
Comentário:Mulher de coragem.
É preciso ter coragem para enfrentar a máfia do MPLA, chefiada através do actual presidente ZeDu dos Santos e da sua respectiva família.
Vamos a ver, se o desejo de Luisete Araújo, não morre antes mesmo de se ter iniciado, com o aparecimento de entraves e o envolvimento de esquemas pouco claros, por parte de outras figuras que fazem parte da actual governação angolana.
É por este tipo de candidaturas, que eu alinho e denomino de partido " NOVO OXIGÉNIO PARA ANGOLA ".Novas pessoas, novas mentalidades, novas filosofias políticas e económicas, dirigidas para a unificação do povo angolano.É tempo de dizer BASTA, à governação e à manipulação da família Dos Santos durante 34 anos.
Tinta quatro anos, é tempo mais que suficiente para considerarmos a permanência de um presidente no poder, como sendo um regime de Ditadura/Dinastia familiar dos Santos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Angola: Polícia nega recrutamento à força de jovens para conflito na RDCongo
Fonte: Jornal de Notícias
Luanda, 07 Jan (Lusa) - A Polícia Nacional (PN) de Angola rejeitou hoje o alegado recrutamento de jovens nas províncias do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul para se envolverem directamente no conflito da República Democrática do Congo, como denunciou a Associação Mãos Livres.
Em declarações à Agência Lusa, o comissário-geral da PN, Ambrósio de Lemos, referiu que a polícia não tem competência para fazer recrutamentos militares.
A denúncia de que as Forças Armadas e a PN estavam a fazer "rusgas" para recrutar à força jovens para alegadamente enviar para a República Democrática do Congo (RDCongo) foi feita pela Associação Mãos Livres, uma organização que se dedica à defesa dos Direitos Humanos em Angola.
Refutando a acusação, Ambrósio de Lemos sublinhou à Lusa que "a Polícia Nacional não recebeu nenhuma orientação do Governo para que assim procedesse", acrescentando que já entrou em contacto com os comandantes provinciais da polícia do Moxico e das Lundas, e que "nenhum deles afirmou ter feito qualquer acção nesse sentido".
A Associação Mãos Livres, que congrega juristas e se dedica à defesa dos Direitos Humanos, especialmente na área da Justiça, fez esta denúncia salientando que durante as rusgas eram revistadas casas para a localização de jovens entre 14 e 30 anos para integrarem os efectivos militares angolanos que iriam combater na RDCongo.
"Não sei onde é que surgiu esse boato de que alguns elementos estariam a ser perseguidos para serem enquadrados na polícia ou nas forças armadas", frisou o oficial da PN.
Segundo o comissário-geral da polícia, a situação foi "categoricamente desmentida", quer pelo comandante provincial do Moxico, da Lunda-Sul e da Lunda-Norte, quer pelos governos locais.
"Não há qualquer acção nesse sentido. A polícia está a fazer recrutamentos na base de concursos públicos, tendo até excedentes de efectivos", afirmou Ambrósio de Lemos.
"Não foi a polícia nem as forças armadas mandatadas para fazer isso", reiterou.
Segundo relatos de fontes das FAA, divulgados pela imprensa angolana, a origem desta acusação poderá estar relacionada com algumas acções dos militares angolanos com o objectivo de evitar a infiltração em território angolano de elementos ligados a organizações separatistas da RDCongo, país que vive actualmente uma situação de conflito armado no Leste e que tem uma extensa fronteira com Angola.
As autoridades de Kinshasa já pediram a intervenção do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, no sentido de encontrar uma solução para o conflito que opõe Kinshasa ao general rebelde Laurent Nkunda, no Kivu-Norte.
Pedido que Luanda sempre rejeitou directamente, alegando que só no âmbito das organizações internacionais seria possível enviar tropas para o território.
Angola combateu ao lado das forças de Kinshasa contra os rebeldes durante a guerra civil na RDCongo (1998-2002).
Comentário:Simplesmente direi: "Não há fumo sem fogo".Tratando-se de uma organização composta por juristas, não é credível nem para essa organização nem para o impacto que esta acusação possa ter ao nível interno e externo.Não é credível, uma organização que se dedica à defesa dos Direitos Humanos fomente e alimente um boato.Quem conhece como funciona a estratégia política e militar em Angola, sabe que a contra-informação é a melhor arma dos governantes e militares.
Vamos aguardar pelo tempo.Ele dará as respostas necessárias.
Luanda, 07 Jan (Lusa) - A Polícia Nacional (PN) de Angola rejeitou hoje o alegado recrutamento de jovens nas províncias do Moxico, Lunda-Norte e Lunda-Sul para se envolverem directamente no conflito da República Democrática do Congo, como denunciou a Associação Mãos Livres.Em declarações à Agência Lusa, o comissário-geral da PN, Ambrósio de Lemos, referiu que a polícia não tem competência para fazer recrutamentos militares.
A denúncia de que as Forças Armadas e a PN estavam a fazer "rusgas" para recrutar à força jovens para alegadamente enviar para a República Democrática do Congo (RDCongo) foi feita pela Associação Mãos Livres, uma organização que se dedica à defesa dos Direitos Humanos em Angola.
Refutando a acusação, Ambrósio de Lemos sublinhou à Lusa que "a Polícia Nacional não recebeu nenhuma orientação do Governo para que assim procedesse", acrescentando que já entrou em contacto com os comandantes provinciais da polícia do Moxico e das Lundas, e que "nenhum deles afirmou ter feito qualquer acção nesse sentido".
A Associação Mãos Livres, que congrega juristas e se dedica à defesa dos Direitos Humanos, especialmente na área da Justiça, fez esta denúncia salientando que durante as rusgas eram revistadas casas para a localização de jovens entre 14 e 30 anos para integrarem os efectivos militares angolanos que iriam combater na RDCongo.
"Não sei onde é que surgiu esse boato de que alguns elementos estariam a ser perseguidos para serem enquadrados na polícia ou nas forças armadas", frisou o oficial da PN.
Segundo o comissário-geral da polícia, a situação foi "categoricamente desmentida", quer pelo comandante provincial do Moxico, da Lunda-Sul e da Lunda-Norte, quer pelos governos locais.
"Não há qualquer acção nesse sentido. A polícia está a fazer recrutamentos na base de concursos públicos, tendo até excedentes de efectivos", afirmou Ambrósio de Lemos.
"Não foi a polícia nem as forças armadas mandatadas para fazer isso", reiterou.
Segundo relatos de fontes das FAA, divulgados pela imprensa angolana, a origem desta acusação poderá estar relacionada com algumas acções dos militares angolanos com o objectivo de evitar a infiltração em território angolano de elementos ligados a organizações separatistas da RDCongo, país que vive actualmente uma situação de conflito armado no Leste e que tem uma extensa fronteira com Angola.
As autoridades de Kinshasa já pediram a intervenção do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, no sentido de encontrar uma solução para o conflito que opõe Kinshasa ao general rebelde Laurent Nkunda, no Kivu-Norte.
Pedido que Luanda sempre rejeitou directamente, alegando que só no âmbito das organizações internacionais seria possível enviar tropas para o território.
Angola combateu ao lado das forças de Kinshasa contra os rebeldes durante a guerra civil na RDCongo (1998-2002).
Comentário:Simplesmente direi: "Não há fumo sem fogo".Tratando-se de uma organização composta por juristas, não é credível nem para essa organização nem para o impacto que esta acusação possa ter ao nível interno e externo.Não é credível, uma organização que se dedica à defesa dos Direitos Humanos fomente e alimente um boato.Quem conhece como funciona a estratégia política e militar em Angola, sabe que a contra-informação é a melhor arma dos governantes e militares.
Vamos aguardar pelo tempo.Ele dará as respostas necessárias.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Convite para festa de revellion de Isabel dos Santos custou 800USD por casal
Fonte: Club-k
Luanda - A badalada festa de “réveillon 2008-2009” promovida pela empresária Isabel dos Santos, é até agora tida como a mais cara das festas que ocorreu em Luanda. O preço inicial dos convites por cada pessoa custava 150 dólares americanos.
Em última da hora os mesmos bilhetes/convites chegaram a ser vendidos por 400USD por cada pessoa. (Quer dizer que um casal pagava 800 USD).
O local foi o habitual “Miami Beach”, restaurante pertencente a empresária localizado na Ilha de Luanda. Para aquisição de convites vendidos, em última da hora (comprados na porta do recinto) os organizadores com realce a Isabel dos Santos adoptaram como critério de selecção a exigência de exibição da cópia de um documento de identificação.
Isabel dos Santos terá sido mal interpretada pelos pressentes porque houve quem julgasse que ela estava pedir identificação para certificar se as pessoas fossem da designada “família nobre” próxima ao poder político/económico no país.
As festas de passagem de ano organizada por Isabel dos Santos tornaram-se tradicional devido a sua concorrência e selecção de “bom pessoal” (designação usada para descrever a juventude próxima a elite política/económica).
Festa também badalada ocorreu no restaurante Caribe e Chill out também situados na ilha de Luanda cujos convites chegaram ser comercializados por 200 dólares americanos. O Chill out e o Caribe restaurantes separados por um muro. Os organizadores colocaram uma espécie de ponte que facilitava a circulação dos convidados de uma festa para outra.
A festa no cine tropical, algures próximo a Avenida Lenine foi também bastante falada pela sua fineza. Os convites custaram 150 UDS por cada casal.
Comentário:Este tipo de festanças faz lembrar aquela canção, que diz:
"Eles comem tudo!Eles comem tudo! E não deixam nada!
Dedico essa canção a todos os angolanos que pactuam e acarinham este tipo de comportamentos e festanças organizadas pela família real "Dos Santos".
Continuem a apostar neles.Continuem os angolanos a achar que esta "corja mplista made in Santos" é o máximo e a ideal para governar o destino de Angola.
Compreendem agora, a razão porque o MPLA do Dos Santos teve receio do Voto da Diáspora.Porque os angolanos que estão na diáspora não pactuam nem toleram com este tipo de comportamentos corruptos contra a dignidade da maioria do povo angolano que continua a viver abaixo dos índices toleráveis de pobreza.Os corruptos pertencentes à corja Dos Santos, vão comer tudo e não vão deixar nada para o povo.
Luanda - A badalada festa de “réveillon 2008-2009” promovida pela empresária Isabel dos Santos, é até agora tida como a mais cara das festas que ocorreu em Luanda. O preço inicial dos convites por cada pessoa custava 150 dólares americanos.Em última da hora os mesmos bilhetes/convites chegaram a ser vendidos por 400USD por cada pessoa. (Quer dizer que um casal pagava 800 USD).
O local foi o habitual “Miami Beach”, restaurante pertencente a empresária localizado na Ilha de Luanda. Para aquisição de convites vendidos, em última da hora (comprados na porta do recinto) os organizadores com realce a Isabel dos Santos adoptaram como critério de selecção a exigência de exibição da cópia de um documento de identificação.Isabel dos Santos terá sido mal interpretada pelos pressentes porque houve quem julgasse que ela estava pedir identificação para certificar se as pessoas fossem da designada “família nobre” próxima ao poder político/económico no país.
As festas de passagem de ano organizada por Isabel dos Santos tornaram-se tradicional devido a sua concorrência e selecção de “bom pessoal” (designação usada para descrever a juventude próxima a elite política/económica).
Festa também badalada ocorreu no restaurante Caribe e Chill out também situados na ilha de Luanda cujos convites chegaram ser comercializados por 200 dólares americanos. O Chill out e o Caribe restaurantes separados por um muro. Os organizadores colocaram uma espécie de ponte que facilitava a circulação dos convidados de uma festa para outra.
A festa no cine tropical, algures próximo a Avenida Lenine foi também bastante falada pela sua fineza. Os convites custaram 150 UDS por cada casal.
Comentário:Este tipo de festanças faz lembrar aquela canção, que diz:
"Eles comem tudo!Eles comem tudo! E não deixam nada!
Dedico essa canção a todos os angolanos que pactuam e acarinham este tipo de comportamentos e festanças organizadas pela família real "Dos Santos".
Continuem a apostar neles.Continuem os angolanos a achar que esta "corja mplista made in Santos" é o máximo e a ideal para governar o destino de Angola.
Compreendem agora, a razão porque o MPLA do Dos Santos teve receio do Voto da Diáspora.Porque os angolanos que estão na diáspora não pactuam nem toleram com este tipo de comportamentos corruptos contra a dignidade da maioria do povo angolano que continua a viver abaixo dos índices toleráveis de pobreza.Os corruptos pertencentes à corja Dos Santos, vão comer tudo e não vão deixar nada para o povo.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Angola: Crise obriga a "reajustamento" no Orçamento mas não afecta reconstrução - José Eduardo dos Santos
Luanda - O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou hoje em Luanda que a descida dos preços do petróleo e dos diamantes obrigam a reajustamentos no Orçamento de Estado e no Plano Nacional para 2009, mas não vão afectar a reconstrução nacional.
Apesar da crise financeira global, o Governo angolano vai empenhar-se em manter a estabilidade política e macroeconómica e continuará a realizar investimentos públicos significativos na reabilitação e construção de infra-estruturas, garantiu José Eduardo dos Santos, na sua tradicional mensagem de fim-de-ano à Nação, transmitida em simultâneo nos órgãos públicos de comunicação social angolanos.
"No nosso caso, o preço do petróleo e dos diamantes tem estado a descer muito, exigindo do nosso Governo acções que visem o reajustamento do Orçamento Geral do Estado e de algumas metas do Plano Nacional para 2009", salientou Eduardo dos Santos.
Segundo o estadista angolano, "esse ajustamento, não vai modificar a estratégia nem os objectivos estabelecidos no domínio económico e social".
Nessa perspectiva, José Eduardo dos Santos disse que o executivo angolano vai criar empregos e condições para o crescimento da produção, na base do aproveitamento racional dos recursos naturais, respeitando o equilíbrio entre a economia e a ecologia.
"O Governo vai estimular e incentivar o investimento privado na produção, para aumentar a oferta de bens e serviços, e vai também desenvolver uma política adequada de investigação científica, de formação e gestão dos recursos humanos", frisou.
"Apesar das consequências que Angola possa sofrer por causa da crise económica mundial, pretendemos manter o nosso modelo de desenvolvimento sustentável e a tendência de forte crescimento económico, com a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e das famílias angolanas", declarou José Eduardo dos Santos.
Segundo o Presidente angolano as conquistas já obtidas por Angola na reconstrução do país são "expressivas" e serão ainda "maiores" nos anos que se seguem, se os angolanos forem capazes de reconstruir também as mentalidades.
"A hora de começarmos a construir uma nova mentalidade é esta", alertou Dos Santos.
Relativamente ao ano de 2008 José Eduardo dos Santos elogiou a participação "maciça e exemplar" dos cidadãos nas eleições legislativas de cinco de Setembro, referindo que agora existe a certeza de que a grande maioria dos angolanos apoia "sem reservas" a política de reconstrução nacional e de desenvolvimento em curso.
"Para a completa normalização da vida política nacional falta-nos agora aprovar a nova Constituição da República e realizar as eleições presidenciais", afirmou.
Para Eduardo dos Santos, participação "consciente" do cidadão comum na vida nacional foi importante, desejando que seja complementada com a revalorização do seu lugar junto da família, do trabalho e da comunidade mais próxima, de modo a criar uma sociedade mais "justa e equilibrada".
Comentário: Era bom era.A crise ser mundial e um país como Angola, sem estruturas solidificadas, passar ao largo da "crise".Mentira tem perna curta.Esperemos pela passagem do tempo, para confirmar as palavras do presidente da nação através dos seus actos, uma vez que, ele anuncia públicamente que não vai modificar a estratégia.
Apesar da crise financeira global, o Governo angolano vai empenhar-se em manter a estabilidade política e macroeconómica e continuará a realizar investimentos públicos significativos na reabilitação e construção de infra-estruturas, garantiu José Eduardo dos Santos, na sua tradicional mensagem de fim-de-ano à Nação, transmitida em simultâneo nos órgãos públicos de comunicação social angolanos.
"No nosso caso, o preço do petróleo e dos diamantes tem estado a descer muito, exigindo do nosso Governo acções que visem o reajustamento do Orçamento Geral do Estado e de algumas metas do Plano Nacional para 2009", salientou Eduardo dos Santos.
Segundo o estadista angolano, "esse ajustamento, não vai modificar a estratégia nem os objectivos estabelecidos no domínio económico e social".
Nessa perspectiva, José Eduardo dos Santos disse que o executivo angolano vai criar empregos e condições para o crescimento da produção, na base do aproveitamento racional dos recursos naturais, respeitando o equilíbrio entre a economia e a ecologia.
"O Governo vai estimular e incentivar o investimento privado na produção, para aumentar a oferta de bens e serviços, e vai também desenvolver uma política adequada de investigação científica, de formação e gestão dos recursos humanos", frisou.
"Apesar das consequências que Angola possa sofrer por causa da crise económica mundial, pretendemos manter o nosso modelo de desenvolvimento sustentável e a tendência de forte crescimento económico, com a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e das famílias angolanas", declarou José Eduardo dos Santos.
Segundo o Presidente angolano as conquistas já obtidas por Angola na reconstrução do país são "expressivas" e serão ainda "maiores" nos anos que se seguem, se os angolanos forem capazes de reconstruir também as mentalidades.
"A hora de começarmos a construir uma nova mentalidade é esta", alertou Dos Santos.
Relativamente ao ano de 2008 José Eduardo dos Santos elogiou a participação "maciça e exemplar" dos cidadãos nas eleições legislativas de cinco de Setembro, referindo que agora existe a certeza de que a grande maioria dos angolanos apoia "sem reservas" a política de reconstrução nacional e de desenvolvimento em curso.
"Para a completa normalização da vida política nacional falta-nos agora aprovar a nova Constituição da República e realizar as eleições presidenciais", afirmou.
Para Eduardo dos Santos, participação "consciente" do cidadão comum na vida nacional foi importante, desejando que seja complementada com a revalorização do seu lugar junto da família, do trabalho e da comunidade mais próxima, de modo a criar uma sociedade mais "justa e equilibrada".
Comentário: Era bom era.A crise ser mundial e um país como Angola, sem estruturas solidificadas, passar ao largo da "crise".Mentira tem perna curta.Esperemos pela passagem do tempo, para confirmar as palavras do presidente da nação através dos seus actos, uma vez que, ele anuncia públicamente que não vai modificar a estratégia.
A reconversão da mentalidade dos angolanos, passa primeiro pela mudança da mentalidade do Presidente da Nação e do partido político que ele representa.Deixarem de parte as mentiras que originam sonhos a muitos sonhadores.
Político, manda muito blá blá.
Político, é um vendedor de sonhos, experiente.O mundo está recheado deles.O Presidente Angolano, não é, nem nunca será uma excepção na venda dos sonhos ao seu povo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Banca: BCP vende participação no BPI a empresária angolana Isabel dos Santos
Fonte: Lusa
A Santoro Financial Holdings, que pertence a Isabel dos Santos - filha do Chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos - pagou 1,88 euros por cada acção do BPI, o que representa um prémio de 47 cêntimos, ou 33,3 por cento, face ao valor do fecho de hoje das acções do banco liderado por Fernando Ulrich (1,41 euros).
Desta forma, Isabel dos Santos reforça a sua presença no sector bancário português, juntando a participação no BPI à posição de 25 por cento que controla no capital do Banco BIC (liderado por Mira Amaral, antigo ministro da Indústria dos governos de Cavaco Silva).
O investimento no BPI permitirá ainda à empresária angolana estreitar as relações com o banco liderado por Fernando Ulrich, que recentemente abriu o capital do Banco Fomento Angola (BFA) à operadora de telecomunicações Unitel (que tem Isabel dos Santos entre os seus accionistas de referência).
O BPI torna-se, assim, o segundo grande banco nacional a contar com investimentos angolanos no seu capital, a par do Millennium BCP, que tem como principal accionista a petrolífera angolana Sonangol (com cerca de 10 por cento do capital).
A operação está sujeita a não oposição do Banco de Portugal, nos termos do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, refere o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Comentários: Acerca desta jovem - Isabel dos Santos e das suas fortunas pessoais eu já fiz demasiados comentários.Pena, que os angolanos e os portugueses estejam cegos à muitos anos, para permitirem estes negócios.Onde foi esta jovem arranjar tantos milhões-164 milhões.À custa do seu trabalho, suor e lágrimas não foi concerteza.Em outros locais, provavelmente chamariam a este tipo de negociatas "lavagem de capitais", cuja a proveniência pode ser duvidosa e em nome de terceiros.Quiçá de uma famosas família de Angola.De Santos, eles não têm nada.Santo, é o povo angolano e português que permitiram/em esta vergonha.
Os portugueses têm que fazer uma guerra, semelhante à que existiu em Angola pré-descolonização.Estão a ser escravizados e COLONIZADOS PELOS CAPITAIS PRIVADOS DA FAMÍLIA DOS SANTOS, idêntica (segundo os angolanos mplistas e portugueses socialistas de esquerda) ao que o Salazar terá feito em Angola e no restante ultramar português.Encetou uma colonização, permitindo-lhe encher os cofres portugueses com capitais africanos.Com uma diferença. Salazar encheu os cofres em benefício de um país, enquanto que a familia dos Santos está colonizar Portugal em seu benefício pessoal e particular.
Os culpados de tudo isto, são sempre os mesmos, os idealistas das revoluções e das guerras apoiantes da esquerda (PS- Mário Soares).Os tais, que em Angola e em Portugal se denominam por políticos de carreira.Foram eles que arquitectaram e fomentaram a vergonhosa descolonização e as guerras pós-independência.São eles, que actualmente fazem a mesma guerra do facilistismo aos investimentos (PS - Sócrates), jogando com os lobbies políticos, devido ao poder que a governação lhes confere, falando em nome de um povo.Mal sabe o povo, que tudo isto, não passam de jogadas e favorecimentos pessoais que provavelmente mais tarde trarão a quem participa e facilita este tipo de negociatas, a ocupação de um Alto cargo em alguma empresa angolana.Veja-se o exemplo de Mira Amaral (BIC) e de Jorge Coelho (Mota Engil).Como estes exemplos, existem centenas.Eles estão na política para retirar dela usufrutos pessoais, através dos cargos que ocupam durante os mandatos que o povo lhes confere.Não admira que a crise mundial esteja na banca rôta.A política deixou de ser um sacerdócio, para passar a ser um negócio com altos rendimentos.
Jogam entre eles na "bolsa", como se o povo fosse um peão ou uma carta fora do baralho.
Durão Barroso, é um bom exemplo de como os políticos podem usar um povo para jogarem na "Bolsa dos lobbies".
Durão Barroso, era um esquerdista(idealista).Virou à direita.Em nome de um povo foi eleito Primeiro Ministro.Na primeira oportunidade em que lhe ofereceram um alto cargo fora do país e do povo que o elegeu, não pensou duas vezes, abandonou o cargo o povo, e fugiu.Pensou primeiro nele, nos rendimentos que o cargo permitiam usufruir e outras regalias,e no curriculum que esse cargo traria para ele.Borrifou para o voto do povo.
A sua fuga, originou uma crise de governação no país, ao qual o Presidente da República de então, deu uma mãozinha ao PS.
PS, que se encontrava também ele numa crise, possível envolvimento de alguns dos seus militantes em escândalos de pedofilia que prontamente foram feitos emigrantes à força em países da Europa.Resolvida a crise e criadas as condições no PS que lhe permitissem assumir o poder, o Presidente da República (socialista,) entra em acçaõ, e retira o tapete a Santana Lopes (substituto de Durão Barroso).Cai o governo, antes de terminar o mandato popular.
Lá (Angola), como cá (Portugal) metem nojo.
É melhor calar-me, antes que a PIDE dos tempos modernos, bata à minha porta.
Eu sou pobre.Não sou rica, para poder pagar cauções chorudas ao Estado, permitindo-lhe encher os cofres vazios.Porque os políticos esvaziaram-nos com o facilistismo em isenções, permitidas aos grandes lobbies (empresas e fortunas pessoais) estrangeiros que investem em Portugal.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Angola proíbe documentário sobre a intervenção cubana em África
Fonte: Jornal Digital
Luanda – O governo angolano proibiu a exibição do documentário «Cuba, uma Odisseia Africana», realizado pela francesa Jihan El Tahri, sobre a presença cubana em África e a sua intervenção militar, nomeadamente em Angola.
O documentário foi realizado em 2007 e revela África, um dos seus cenários mais desconhecidos, como um dos principais palcos da Guerra Fria. Entre 1961 e 1989 as nações africanas que tinham alcançado a independência, ou que lutavam ainda por ela, tiveram que enfrentar não apenas as antigas potências coloniais mas também as aspirações hegemónicas das duas potências, União Soviética e Estados Unidos, sobre o continente africano. Os soviéticos queriam prolongar sua influência a um novo continente, os Estados Unidos aspiravam a apropriar-se das riquezas naturais de África, os países colonizadores sentiam escapar o seu potencial colonizador e as nações recém-criadas pretendiam defendiam a sua independência.
Através de alianças internacionais os países africanos tentaram manter-se aquém desta disputa e garantir a sua independência protagonizando uma luta contra o capitalismo, o socialismo e o colonialismo. A ajuda dada por Cuba a revolucionários como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral e Agostinho Neto foi importante uma vez que o país teve um papel de liderança na tentativa das nações africanas de controlar os seus próprios destinos. O documentário aborda a Guerra Fria e os seus conflitos focando o envolvimento de Che Guevara no Congo ou a batalha do Cuito Cuanavale em Angola, mostrando como a Cuba de Fidel Castro teve um papel crucial, embora pouco conhecido, na nova estratégia ofensiva das nações do Terceiro Mundo.
São feitas algumas revelações que vão contra o que é do conhecimento do público em geral sendo talvez essas revelações a causa de alguns acontecimentos menos democráticos. Segundo o documentário, o número exacto de soldados cubanos em território angolano era superior ao que é actualmente conhecido, mostra que foram os cubanos que estiveram nas frentes estratégicas da batalha do Cuito Cuanaval e que as tropas angolanas inicialmente sofreram derrotas nesta batalha. Talvez por causa destas revelações, um professor da Universidade Lusíada, e também comentador político, mostrou o documentário «Cuba, uma Odisseia Africana» e, além de ter sido chamado à atenção, pelos Serviço de Inteligência Militar, deixou de fazer comentários quer na Televisão Pública de Angola (TPA) quer na emissora estatal angolana (RNA). O semanário «Novo Jornal» classificou como «censurado» o filme que está a gerar polémica.
Comentário:O único comentário que apetece fazer, é dizer aos senhores encarregues pela " censura angolana", que: Quem não deve.Não teme.
Angola, continua a ser governada por uma democracia e liberdade de expressão, puramente e exclusivamente de FACHADA.
Luanda – O governo angolano proibiu a exibição do documentário «Cuba, uma Odisseia Africana», realizado pela francesa Jihan El Tahri, sobre a presença cubana em África e a sua intervenção militar, nomeadamente em Angola.O documentário foi realizado em 2007 e revela África, um dos seus cenários mais desconhecidos, como um dos principais palcos da Guerra Fria. Entre 1961 e 1989 as nações africanas que tinham alcançado a independência, ou que lutavam ainda por ela, tiveram que enfrentar não apenas as antigas potências coloniais mas também as aspirações hegemónicas das duas potências, União Soviética e Estados Unidos, sobre o continente africano. Os soviéticos queriam prolongar sua influência a um novo continente, os Estados Unidos aspiravam a apropriar-se das riquezas naturais de África, os países colonizadores sentiam escapar o seu potencial colonizador e as nações recém-criadas pretendiam defendiam a sua independência.
Através de alianças internacionais os países africanos tentaram manter-se aquém desta disputa e garantir a sua independência protagonizando uma luta contra o capitalismo, o socialismo e o colonialismo. A ajuda dada por Cuba a revolucionários como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral e Agostinho Neto foi importante uma vez que o país teve um papel de liderança na tentativa das nações africanas de controlar os seus próprios destinos. O documentário aborda a Guerra Fria e os seus conflitos focando o envolvimento de Che Guevara no Congo ou a batalha do Cuito Cuanavale em Angola, mostrando como a Cuba de Fidel Castro teve um papel crucial, embora pouco conhecido, na nova estratégia ofensiva das nações do Terceiro Mundo.
São feitas algumas revelações que vão contra o que é do conhecimento do público em geral sendo talvez essas revelações a causa de alguns acontecimentos menos democráticos. Segundo o documentário, o número exacto de soldados cubanos em território angolano era superior ao que é actualmente conhecido, mostra que foram os cubanos que estiveram nas frentes estratégicas da batalha do Cuito Cuanaval e que as tropas angolanas inicialmente sofreram derrotas nesta batalha. Talvez por causa destas revelações, um professor da Universidade Lusíada, e também comentador político, mostrou o documentário «Cuba, uma Odisseia Africana» e, além de ter sido chamado à atenção, pelos Serviço de Inteligência Militar, deixou de fazer comentários quer na Televisão Pública de Angola (TPA) quer na emissora estatal angolana (RNA). O semanário «Novo Jornal» classificou como «censurado» o filme que está a gerar polémica.
Comentário:O único comentário que apetece fazer, é dizer aos senhores encarregues pela " censura angolana", que: Quem não deve.Não teme.
Angola, continua a ser governada por uma democracia e liberdade de expressão, puramente e exclusivamente de FACHADA.
A verdadeira história de Angola, só será construída e conhecida quando as pessoas que têm este tipo de comportamentos, desaparecerem da face da terra.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Fidel Castro saqueou Angola e torturou angolanos
Fonte:Club-k
Brasil - Militante de esquerda, simpatizante do PC do B, o escritor angolano Nelson Pestana foi preso político em Angola. Ele conta que a tortura era feita pelo Exército cubano. Segundo ele, Fidel dilapidou o patrimônio de Angola, roubando até fábricas que eram levadas para Cuba. O exército cubano chegou a estuprar mulheres
DEPOIMENTO DE NELSON PESTANA, ESCRITOR ANGOLANO DE ESQUERDA
O papel de Cuba em Angola, do meu ponto de vista foi um papel de potência de segundo grau e de colonização. Os cubanos representaram um mercenarismo de Estado. Da mesma maneira que houve a intervenção de outros exércitos, como o sul-africano e o zairense, por parte dos outros movimentos de libertação, Cuba interveio para apoiar o MPLA. E interveio como força expedicionária que se apropriou da riqueza nacional, inclusive porque os cubanos, a uma determinada altura, mandavam no país. Os angolanos eram marionetes nas mãos dos cubanos. O poder angolano de Agostinho Neto dependia da força expedicionária cubana. Tanto é assim que, quando houve uma cisão dentro do MPLA e há um golpe de Estado em 27 de maio de 1977, esse golpe é controlado pelos cubanos, que estão do lado de Neto. São os cubanos que reprimem a tentativa de golpe de estado dessa corrente do MPLA, que era comandada por Nito Alves e que tinha o apoio da União Soviética. Os cubanos tinham interesses próprios, como potência regional de segunda ordem, e, nesse caso, ficaram em lado oposto aos soviéticos.
A intervenção em Angola trazia um desafogo para a própria economia cubana. O internacionalismo é discurso de propaganda. Os cubanos eram pagos e bem pagos, inclusive os soldados, não era só o pessoal civil que era pago. Lembra-me que, numa determinada altura, cada soldado cubano custava mil dólares para Angola, por mês. Era uma fatura muito elevada. O internacionalismo era apenas um discurso de legitimação. Essas quantias em dólares pagas aos cubanos deram um desafogo à economia de Cuba, que estava extremamente estrangulada na altura em que eles fizeram a intervenção em Angola. Daí os interesses diferentes de cubanos e soviéticos. Cuba apoiou Neto porque ele dava maior garantia aos cubanos de permanência no país. Cuba chegou a ter 60 mil pessoas em Angola, entre soldados e civis. Não eram os angolanos que diziam: "Agora, precisamos de 20 médicos". Cuba que mandava 30 médicos. Angola tinha que os aceitar e lhes pagar os salários, além de comprar todo o material que era operado pelos cubanos. Inclusive, antes de Angola estruturar sua própria força repressiva, os cubanos é que torturavam diretamente os angolanos.
Os cubanos são idolatrados como internacionalistas, sei que na América Latina eles têm essa imagem, mas, pelo lado da população angolana, eles são vistos como força de intervenção. Eles tiveram as práticas de todas as forças de intervenção, como violação de mulheres, apropriação de fábricas completas. Os cubanos, normalmente, eram os primeiros que chegavam às cidades desertadas pelas forças sul-africanas e de outros movimentos de libertação. Então, os cubanos se apropriavam de tudo aquilo que lhes interessava. Conta-se, inclusive, uma anedota, que acho que tem a ver com a realidade, que, numa primeira viagem de Estado que Agostinho Neto fez a Cuba, ele levou vários ministros, entre eles o ministro da Justiça, que teve a surpresa de ver, em Havana, o carro que lhe tinha sido roubado em Havana. Muitos carros circulavam em Havana com a matrícula "MP", que significava "matrícula pedida". Eram carros roubados em Angola, levados para Cuba e, depois, matriculados com uma nova chapa cubana. Mas não foram só carros. Foram roubadas até fábricas. Eram desmontadas as fábricas, postas em barcos e levadas para Cuba, assim como clínicas e hospitais.
Os cubanos fizeram uma depredação histórica em Angola, não só porque arrancavam coisas para levar para Cuba, mas também porque quebraram monumentos, alegando que eram alusivos ao colono. E a depredação dos cubanos não foi só na retirada deles, mas assim que chegaram. Era uma depredação organizada. Por exemplo, em Cabinda, que é uma região de floresta, que tem madeiras preciosas, eles cortavam a madeira, punham nos barcos e levavam, simplesmente não pagavam impostos, não pagavam a madeira, não pagavam nada. Faziam uma exploração da madeira, por conta própria, sem qualquer autorização ou acordo entre Cuba e Angola. Os cubanos destruíram a produção de cana-de-açúcar em Angola. Os cubanos comandaram, durante muito tempo, a marinha mercante angolana, e fretavam barcos para servirem à sua própria marinha mercante. E nós pagávamos frete de barcos cubanos que serviam à sua marinha mercante.
Eles fizeram imensas coisas. Há coisas que já estão sendo mais ou menos relatadas por cubanos dissidentes. De qualquer maneira, os cubanos não saíram totalmente de Angola. Saíram as tropas. Muitos deles converteram-se em negociantes e continuam em Angola, com lojas de comércio externo, clínicas, entre outros negócios. Alguns deles são uma força de reserva do próprio regime, porque um general que vira comerciante é sempre general. Há bem pouco tempo, o presidente angolano José Eduardo dos Santos visitou Cuba para um novo incremento da colaboração militar com Cuba. Apesar dos pesares, não temos uma atitude revanchista em relação aos cubanos. Naquilo que eles forem interessantes para Angola, conversamos muito bem, pode haver colaboração com Cuba.
Deixe me dizer que conheci Cuba, em 1981, e o que mais me chocou em Cuba foi o racismo contra os negros, pior do que no Brasil, mas como é uma revolução socialista, fala-se muito de Guevara, esconde-se muito isso. A guerra em África, tanto em Angola como na Etiópia, serviu, também, um bocado à comunidade negra cubana para a sua afirmação, para a sua promoção social, porque não se viam generais negros no Exercito cubano. Passou a haver numa determinada altura, porque a intervenção em África fez com que o discurso de Fidel incidisse sobre a recuperação das raízes africanas cubanas e isso motivou certa promoção da comunidade negra cubana. Há muito tempo que não vou a Cuba, mas, em 1981, quando estive lá, havia um racismo declarado em Cuba, a ponto de um branco não dançar com uma negra. E de eu me interessar por uma mulher que, nas circunstâncias, era negra e ela perguntar-me se eu efetivamente gostava dela, porque achava que um indivíduo com a minha pigmentação não poderia se interessar, de maneira nenhuma, por uma mulher de pele escura. Porque em Cuba havia essa separação, a separação das raças. Eu tinha companheiros cubanos desportistas que não dançavam num baile com brancas, porque se fossem pedir para dançar, elas não aceitavam porque eles eram negros. É um racismo que se pode encontrar mesmo nos textos do José Martí, quando ele fala no nosso "irmão mais novo", o negro, numa atitude paternalista, que é, também, uma forma de racismo.
Costumo dizer aos meus amigos brasileiros, alguns com militância no PT, que Fidel Castro, moralmente, está uns pontos abaixo de Pinochet. Porque Pinochet era um ditador, mas, hoje, pôs a sua cadeira à disposição de um referendo. Fidel Castro, apesar de ter sido aconselhado a fazer o mesmo, até para renovar a sua legitimidade, nunca o fez e continua a manter uma ditadura das mais retrógradas. Mas eu costumo dizer aos meus amigos brasileiros que o nosso ditador é sempre mais simpático que o ditador do outro. O Pinochet era o ditador da direita e, por isso, é aquela besta que reprimiu a república, que matou Allende. Sabemos disso e tenho muito respeito por essa resistência, mas eu vi um resistente do Chile a ir buscar o Pinochet em Londres, para que ele não fosse julgado por Baltazar Garzón. E ele explicava que a democracia tinha sido negociada com esse ditador, que decidiu renunciar ao poder porque perdeu um referendo.
Não tenho simpatia nenhuma por nenhum tipo de ditador, mas, como homem de esquerda, embora de uma esquerda democrática, que não aceita nenhuma forma de coação sobre as liberdades individuais e coletivas, não posso me identificar com um ditador como Fidel Castro. Eu me identifico mais com aqueles a quem ele chama de vendilhões da pátria, que são esses movimentos da sociedade civil que apenas têm a fragilidade de seus corpos para opor ao regime brutal de Fidel Castro. E é um regime verdadeiramente brutal. Não é por acaso que alguns intelectuais de esquerda que até há pouco tempo o apoiavam cortaram relações com ele. O último caso foi o do escritor José Saramago, que escreveu aquela célebre carta aberta.
Conheci Cuba e não vi as grandes conquistas do socialismo que eles vendem. Mas, mesmo que houvesse essas grandes conquistas do socialismo, nada justifica a opressão sobre as pessoas. Não é por um prato de arroz que um ditador qualquer tem direito a impor uma ditadura como a de Fidel Castro. Por isso, acho que o PT teria muito a ganhar demarcando-se desse tipo de ditadura, a não ser que ele concorde com uma política de dois pesos e duas medidas: por um lado, o PT que fez um percurso de 20 anos de luta e chegou ao poder pela legitimidade do voto popular; por outro, o PT que apóia Fidel Castro, um dinossauro que não tem legitimidade nenhuma.
Fidel não aceita pôr o seu poder ao referendo da população cubana, porque acha que isso é invenção do ianque. Mas não é. Ele pode organizar as manifestações que quiser, com a população que quiser, para dizer que aqueles ativistas cívicos cubanos que lutam pela liberdade do país não representam ninguém. Mas Ceaucescu, na Romênia, também tinha eleições com 90 por cento de aprovação, mas, de um dia para o outro, caiu e nós depois vimos o que era efetivamente esse poder. No Iraque, Saddam ganhou as últimas eleições que fez com 100 por cento dos votos, mas hoje vemos que as manifestações no Iraque contra a potência ocupante mostram uma pluralidade de movimentos e não 100 por cento em favor do ditador que foi derrubado pela intervenção americana. Fidel não tem, com certeza, 100 por cento da população do seu lado. Mas bastava que houvesse um cubano que pensasse diferente do Fidel para que ele tivesse o direito de pensar diferente.
Voltando ao PT, eu acho que há uma corrente no partido que, efetivamente, não aceita a democracia como modelo a seguir, que se submeteu a ela, nas circunstâncias do Brasil, e que, por isso, poderá ser sempre um risco para a própria democracia brasileira. E eu, não sendo brasileiro, sendo angolano, digo isso com preocupação, porque é normalmente nesses modelos ditatoriais que os nossos ditadores se inspiram. E, por isso, o exemplo brasileiro, nesse capítulo, pode ser um mau exemplo para Angola. E, como tal, eu tenho que me bater para que a própria democracia brasileira se fortaleça e se desenvolva naquele caminho que todos nós desejamos.
Comentário: Este depoimento quase que dá para fazer uma anedota de humor negro verdadeiro
Agostinho Neto, lá no seu descansado reino do todo Poderoso dos Céus, envia uma carta a Fidel de Castro e a José Eduardo dos Santos, a perguntar-lhes quais sãos os remédios que tomam para o tratamento das suas doenças cancerígenas, pois tardam em morrer para largarem o poder a favor das forças populares do internacionalismo imperialista apergoado por Fidel nas Nações Unidas em 1975, aquando da sua invasão em Angola.Ele (Agostinho Neto) está farto de esperar por eles no seu todo poderoso Reino dos Céus, que foi obrigado à força pela Rússia a construir e a ocupar antes da sua verdadeira hora chegar.Foi com entusiasmo que Agostinho Neto, foi recebido no reino dos Céus enviado pela Rússia, ao qual os russos entregaram de mão beijada o poder ao jovem José Eduardo dos Santos, a quem deram toda a formação e lavagem cerebral política para assumir o poder largado pelo defundo.Inclusive, até uma mulher de origem russa lhe ofereceram, da qual nasceu uma filha criola (russa/angolana) que é detentora de fortunas incalculáveis, sustentadas muito provavelmente à custa das balas, mortes, mutilação de muitos dos angolanos.Nenhum angolano, atreve-se a contestar as origens destas fortunas, porque sabe de antemão que corre sérios riscos.
Nada melhor, que deixar anexado a este comentário um vídeo, com as palavras que o próprio Fidel de Castro, proferiu nas Nações Unidas, onde ele sem gaguejar enumera as riquezas de Angola.
Construa-se a história de Angola, na base da verdade dos factos e dados.Basta de hipocrísia.Basta de culparem o Savimbi e outros mentores pela guerra ao poder em Angola. Porque os verdadeiros culpados continuam vivos e impunes.Continuam nesse poder a enganar o povo, tentando trocar as voltas à verdadeira história dos acontecimentos da guerra em Angola.A guerra em Angola, começou devido aos problemas da divisão interna dentro do MPLA, que usaram outras estruturas para camuflarem a verdade pelo assalto e a ganância ao poder com a ajuda dos Cubanos, Russos e Chineses.Esses sim, é que são os verdadeiros culpados e neste momento são os maiores parceiros de Angola.Quando é que o povo angolano vai acordar do sonho vendido através da falsidade para o pesadelo da verdade.Quando é que o povo angolano vai conseguir ter maturidade suficiente para aceitar esta dura realidade.Quando ?!
Brasil - Militante de esquerda, simpatizante do PC do B, o escritor angolano Nelson Pestana foi preso político em Angola. Ele conta que a tortura era feita pelo Exército cubano. Segundo ele, Fidel dilapidou o patrimônio de Angola, roubando até fábricas que eram levadas para Cuba. O exército cubano chegou a estuprar mulheres
DEPOIMENTO DE NELSON PESTANA, ESCRITOR ANGOLANO DE ESQUERDA
O papel de Cuba em Angola, do meu ponto de vista foi um papel de potência de segundo grau e de colonização. Os cubanos representaram um mercenarismo de Estado. Da mesma maneira que houve a intervenção de outros exércitos, como o sul-africano e o zairense, por parte dos outros movimentos de libertação, Cuba interveio para apoiar o MPLA. E interveio como força expedicionária que se apropriou da riqueza nacional, inclusive porque os cubanos, a uma determinada altura, mandavam no país. Os angolanos eram marionetes nas mãos dos cubanos. O poder angolano de Agostinho Neto dependia da força expedicionária cubana. Tanto é assim que, quando houve uma cisão dentro do MPLA e há um golpe de Estado em 27 de maio de 1977, esse golpe é controlado pelos cubanos, que estão do lado de Neto. São os cubanos que reprimem a tentativa de golpe de estado dessa corrente do MPLA, que era comandada por Nito Alves e que tinha o apoio da União Soviética. Os cubanos tinham interesses próprios, como potência regional de segunda ordem, e, nesse caso, ficaram em lado oposto aos soviéticos.A intervenção em Angola trazia um desafogo para a própria economia cubana. O internacionalismo é discurso de propaganda. Os cubanos eram pagos e bem pagos, inclusive os soldados, não era só o pessoal civil que era pago. Lembra-me que, numa determinada altura, cada soldado cubano custava mil dólares para Angola, por mês. Era uma fatura muito elevada. O internacionalismo era apenas um discurso de legitimação. Essas quantias em dólares pagas aos cubanos deram um desafogo à economia de Cuba, que estava extremamente estrangulada na altura em que eles fizeram a intervenção em Angola. Daí os interesses diferentes de cubanos e soviéticos. Cuba apoiou Neto porque ele dava maior garantia aos cubanos de permanência no país. Cuba chegou a ter 60 mil pessoas em Angola, entre soldados e civis. Não eram os angolanos que diziam: "Agora, precisamos de 20 médicos". Cuba que mandava 30 médicos. Angola tinha que os aceitar e lhes pagar os salários, além de comprar todo o material que era operado pelos cubanos. Inclusive, antes de Angola estruturar sua própria força repressiva, os cubanos é que torturavam diretamente os angolanos.
Os cubanos são idolatrados como internacionalistas, sei que na América Latina eles têm essa imagem, mas, pelo lado da população angolana, eles são vistos como força de intervenção. Eles tiveram as práticas de todas as forças de intervenção, como violação de mulheres, apropriação de fábricas completas. Os cubanos, normalmente, eram os primeiros que chegavam às cidades desertadas pelas forças sul-africanas e de outros movimentos de libertação. Então, os cubanos se apropriavam de tudo aquilo que lhes interessava. Conta-se, inclusive, uma anedota, que acho que tem a ver com a realidade, que, numa primeira viagem de Estado que Agostinho Neto fez a Cuba, ele levou vários ministros, entre eles o ministro da Justiça, que teve a surpresa de ver, em Havana, o carro que lhe tinha sido roubado em Havana. Muitos carros circulavam em Havana com a matrícula "MP", que significava "matrícula pedida". Eram carros roubados em Angola, levados para Cuba e, depois, matriculados com uma nova chapa cubana. Mas não foram só carros. Foram roubadas até fábricas. Eram desmontadas as fábricas, postas em barcos e levadas para Cuba, assim como clínicas e hospitais.
Os cubanos fizeram uma depredação histórica em Angola, não só porque arrancavam coisas para levar para Cuba, mas também porque quebraram monumentos, alegando que eram alusivos ao colono. E a depredação dos cubanos não foi só na retirada deles, mas assim que chegaram. Era uma depredação organizada. Por exemplo, em Cabinda, que é uma região de floresta, que tem madeiras preciosas, eles cortavam a madeira, punham nos barcos e levavam, simplesmente não pagavam impostos, não pagavam a madeira, não pagavam nada. Faziam uma exploração da madeira, por conta própria, sem qualquer autorização ou acordo entre Cuba e Angola. Os cubanos destruíram a produção de cana-de-açúcar em Angola. Os cubanos comandaram, durante muito tempo, a marinha mercante angolana, e fretavam barcos para servirem à sua própria marinha mercante. E nós pagávamos frete de barcos cubanos que serviam à sua marinha mercante.
Eles fizeram imensas coisas. Há coisas que já estão sendo mais ou menos relatadas por cubanos dissidentes. De qualquer maneira, os cubanos não saíram totalmente de Angola. Saíram as tropas. Muitos deles converteram-se em negociantes e continuam em Angola, com lojas de comércio externo, clínicas, entre outros negócios. Alguns deles são uma força de reserva do próprio regime, porque um general que vira comerciante é sempre general. Há bem pouco tempo, o presidente angolano José Eduardo dos Santos visitou Cuba para um novo incremento da colaboração militar com Cuba. Apesar dos pesares, não temos uma atitude revanchista em relação aos cubanos. Naquilo que eles forem interessantes para Angola, conversamos muito bem, pode haver colaboração com Cuba.
Deixe me dizer que conheci Cuba, em 1981, e o que mais me chocou em Cuba foi o racismo contra os negros, pior do que no Brasil, mas como é uma revolução socialista, fala-se muito de Guevara, esconde-se muito isso. A guerra em África, tanto em Angola como na Etiópia, serviu, também, um bocado à comunidade negra cubana para a sua afirmação, para a sua promoção social, porque não se viam generais negros no Exercito cubano. Passou a haver numa determinada altura, porque a intervenção em África fez com que o discurso de Fidel incidisse sobre a recuperação das raízes africanas cubanas e isso motivou certa promoção da comunidade negra cubana. Há muito tempo que não vou a Cuba, mas, em 1981, quando estive lá, havia um racismo declarado em Cuba, a ponto de um branco não dançar com uma negra. E de eu me interessar por uma mulher que, nas circunstâncias, era negra e ela perguntar-me se eu efetivamente gostava dela, porque achava que um indivíduo com a minha pigmentação não poderia se interessar, de maneira nenhuma, por uma mulher de pele escura. Porque em Cuba havia essa separação, a separação das raças. Eu tinha companheiros cubanos desportistas que não dançavam num baile com brancas, porque se fossem pedir para dançar, elas não aceitavam porque eles eram negros. É um racismo que se pode encontrar mesmo nos textos do José Martí, quando ele fala no nosso "irmão mais novo", o negro, numa atitude paternalista, que é, também, uma forma de racismo.
Costumo dizer aos meus amigos brasileiros, alguns com militância no PT, que Fidel Castro, moralmente, está uns pontos abaixo de Pinochet. Porque Pinochet era um ditador, mas, hoje, pôs a sua cadeira à disposição de um referendo. Fidel Castro, apesar de ter sido aconselhado a fazer o mesmo, até para renovar a sua legitimidade, nunca o fez e continua a manter uma ditadura das mais retrógradas. Mas eu costumo dizer aos meus amigos brasileiros que o nosso ditador é sempre mais simpático que o ditador do outro. O Pinochet era o ditador da direita e, por isso, é aquela besta que reprimiu a república, que matou Allende. Sabemos disso e tenho muito respeito por essa resistência, mas eu vi um resistente do Chile a ir buscar o Pinochet em Londres, para que ele não fosse julgado por Baltazar Garzón. E ele explicava que a democracia tinha sido negociada com esse ditador, que decidiu renunciar ao poder porque perdeu um referendo.
Não tenho simpatia nenhuma por nenhum tipo de ditador, mas, como homem de esquerda, embora de uma esquerda democrática, que não aceita nenhuma forma de coação sobre as liberdades individuais e coletivas, não posso me identificar com um ditador como Fidel Castro. Eu me identifico mais com aqueles a quem ele chama de vendilhões da pátria, que são esses movimentos da sociedade civil que apenas têm a fragilidade de seus corpos para opor ao regime brutal de Fidel Castro. E é um regime verdadeiramente brutal. Não é por acaso que alguns intelectuais de esquerda que até há pouco tempo o apoiavam cortaram relações com ele. O último caso foi o do escritor José Saramago, que escreveu aquela célebre carta aberta.
Conheci Cuba e não vi as grandes conquistas do socialismo que eles vendem. Mas, mesmo que houvesse essas grandes conquistas do socialismo, nada justifica a opressão sobre as pessoas. Não é por um prato de arroz que um ditador qualquer tem direito a impor uma ditadura como a de Fidel Castro. Por isso, acho que o PT teria muito a ganhar demarcando-se desse tipo de ditadura, a não ser que ele concorde com uma política de dois pesos e duas medidas: por um lado, o PT que fez um percurso de 20 anos de luta e chegou ao poder pela legitimidade do voto popular; por outro, o PT que apóia Fidel Castro, um dinossauro que não tem legitimidade nenhuma.
Fidel não aceita pôr o seu poder ao referendo da população cubana, porque acha que isso é invenção do ianque. Mas não é. Ele pode organizar as manifestações que quiser, com a população que quiser, para dizer que aqueles ativistas cívicos cubanos que lutam pela liberdade do país não representam ninguém. Mas Ceaucescu, na Romênia, também tinha eleições com 90 por cento de aprovação, mas, de um dia para o outro, caiu e nós depois vimos o que era efetivamente esse poder. No Iraque, Saddam ganhou as últimas eleições que fez com 100 por cento dos votos, mas hoje vemos que as manifestações no Iraque contra a potência ocupante mostram uma pluralidade de movimentos e não 100 por cento em favor do ditador que foi derrubado pela intervenção americana. Fidel não tem, com certeza, 100 por cento da população do seu lado. Mas bastava que houvesse um cubano que pensasse diferente do Fidel para que ele tivesse o direito de pensar diferente.
Voltando ao PT, eu acho que há uma corrente no partido que, efetivamente, não aceita a democracia como modelo a seguir, que se submeteu a ela, nas circunstâncias do Brasil, e que, por isso, poderá ser sempre um risco para a própria democracia brasileira. E eu, não sendo brasileiro, sendo angolano, digo isso com preocupação, porque é normalmente nesses modelos ditatoriais que os nossos ditadores se inspiram. E, por isso, o exemplo brasileiro, nesse capítulo, pode ser um mau exemplo para Angola. E, como tal, eu tenho que me bater para que a própria democracia brasileira se fortaleça e se desenvolva naquele caminho que todos nós desejamos.
Comentário: Este depoimento quase que dá para fazer uma anedota de humor negro verdadeiro
Agostinho Neto, lá no seu descansado reino do todo Poderoso dos Céus, envia uma carta a Fidel de Castro e a José Eduardo dos Santos, a perguntar-lhes quais sãos os remédios que tomam para o tratamento das suas doenças cancerígenas, pois tardam em morrer para largarem o poder a favor das forças populares do internacionalismo imperialista apergoado por Fidel nas Nações Unidas em 1975, aquando da sua invasão em Angola.Ele (Agostinho Neto) está farto de esperar por eles no seu todo poderoso Reino dos Céus, que foi obrigado à força pela Rússia a construir e a ocupar antes da sua verdadeira hora chegar.Foi com entusiasmo que Agostinho Neto, foi recebido no reino dos Céus enviado pela Rússia, ao qual os russos entregaram de mão beijada o poder ao jovem José Eduardo dos Santos, a quem deram toda a formação e lavagem cerebral política para assumir o poder largado pelo defundo.Inclusive, até uma mulher de origem russa lhe ofereceram, da qual nasceu uma filha criola (russa/angolana) que é detentora de fortunas incalculáveis, sustentadas muito provavelmente à custa das balas, mortes, mutilação de muitos dos angolanos.Nenhum angolano, atreve-se a contestar as origens destas fortunas, porque sabe de antemão que corre sérios riscos.
Nada melhor, que deixar anexado a este comentário um vídeo, com as palavras que o próprio Fidel de Castro, proferiu nas Nações Unidas, onde ele sem gaguejar enumera as riquezas de Angola.
Construa-se a história de Angola, na base da verdade dos factos e dados.Basta de hipocrísia.Basta de culparem o Savimbi e outros mentores pela guerra ao poder em Angola. Porque os verdadeiros culpados continuam vivos e impunes.Continuam nesse poder a enganar o povo, tentando trocar as voltas à verdadeira história dos acontecimentos da guerra em Angola.A guerra em Angola, começou devido aos problemas da divisão interna dentro do MPLA, que usaram outras estruturas para camuflarem a verdade pelo assalto e a ganância ao poder com a ajuda dos Cubanos, Russos e Chineses.Esses sim, é que são os verdadeiros culpados e neste momento são os maiores parceiros de Angola.Quando é que o povo angolano vai acordar do sonho vendido através da falsidade para o pesadelo da verdade.Quando é que o povo angolano vai conseguir ter maturidade suficiente para aceitar esta dura realidade.Quando ?!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
E se Obama fosse africano?
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos
de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato.
Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu doshomossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos
devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos
ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia
Comentário:Estas perguntas devem ser respondidas, principalmente pelo africanos com a boca larga e apoiantes dos governantes ditadores/coruptos.Por aqueles africanos que conseguem em momentos eleitorais transformaros líderes ditadores em autênticos democratas.Onde os Estados Unidos, também tem a sua cota parte de responsabilidade.Veja-se o caso de Angola.José Eduardo dos Santos, em pouco tempo passou de um dos maiores ditadores (diabo) para um dos maiores democratas (Anjo) que inclusive poderia mudar o " rumo de toda a África " .A este tipo de viragens devido aos interesses económicos dos Estados Unidos e de outros países, com interesses em Angola e em África, chamamos, tal como Mia Couto refere, de PURO CINISMO.
Se a vitória de Obama, fôr como muitos andam por aí apergoar, como sendo a vitória dos negros. Obama, vai ter muito que trabalhar em África para alterar as mentalidades e para correr com os líderes corruptos africanos agarrados ao poder.Mesmo que esses líderes, tenham sido eleitos através do voto popular.Onde o povo inconscientemente é coagido a votar no(s) ditador(es).Pois, o povo conscientemente saberá, se assim o não o fizer, dará argumentos aos ditadores para iniciarem uma guerra, onde ele (povo) será a maior vítima.Portanto o povo Angolano votou conscientemente, a favor da sua segurança pessoal ao dar o seu voto ao MPLA representado pelo seu Presidente ditador, não dando margens nem a um (MPLA) nem a outro (JES) para terem motivos para iniciarem uma guerra de bastidores, perseguições e chacinas a famílias inteiras, a um povo, já por si massacrado devido aos interesses e à ganância particular dos líderes.
Mal por mal.Fica como está.Obama nada puderá fazer contra estes líderes africanos.A não ser, esperar que os ditadores e suas familias morram e desaparecendo da face da terra.
Se proventura algum mal, um dia vier acontecer a Obama, serão os próprios africanos a causar-lhe esse mal.Porque ele representa um incómodo para certos líderes e mentalidades xenófobas em África
Se proventura algum mal, um dia vier acontecer a Obama, serão os próprios africanos a causar-lhe esse mal.Porque ele representa um incómodo para certos líderes e mentalidades xenófobas em África
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Receio que Ghassist manche “o bom nome” do MPLA
Fonte: club-k
Luanda - Sectores do regime, com realce ao Comitê de especialidade dos aeronáuticos revelam apreensão face a marginalização de cerca de 40 trabalhadores da Ghassist que recentemente canalizaram as suas preocupações denunciando que a direcção daquela empresa teria ameaçado despedi-los por terem se envolvido na greve que ocorreu na primeira semana de Outubro.Alguns desses trabalhadores que também residem em subúrbios, tem o nível de escolaridade baixa ostentam uma concepção de que tudo que tem haver com responsabilidades sobre os deveres da classe a que pertencem envolve o MPLA.
O Facto de figuras do MPLA como Maria Mambo Café fazerem parte da Administração da empresa, deixa os trabalhadores mentalizados que o incumprimento das suas reivindicações esteja ligado a ma vontade do partido no poder. Acentuaram-se comentários/alertas, em meios do regime denotando que medidas como a que a direcção da Ghassist impõe sobre os seus funcionários de base podem manchar o “bom nome” do MPLA.
Os mesmos sectores do regime mostram se indignados face ao clima de suspeição instalado, a semana passada na empresa. Em causa esta o surgimento de um artigo sobre a Ghassist publicado no portal do Club-k.net alertando que a empresa teria desobedecido o General Manuel H V “Kopelipa” ao não cumprir a solicitação feita no sentido de aquela direção poderia encontrar a melhor solução para os trabalhadores “rebeldes” que opõem aos baixos salários. Informações em posse dos sectores que citamos, observam que esta ser sentido uma espécie de “caça as bruxas” na Ghassist que se receia que venham afectar a imagem do MPLA. Rui Candove, ex assessor do PCA “Vinito” Gouveia de quem diz-se ter laços de parentescos, foi suspeito de ter sido a personalidade ou fonte que levou informações da empresa para fora (entenda-se portal do Club-K). Candove é jornalista de profissão com passagem pela Radio Lac e pela FM Sterio.
De acordo com observações internas, as pessoas andaram a imprimir o que saiu da “internet” mesmo dentro da empresa mostrando copia aos trabalhadores e a pessoas chegadas ao próprio PCA. Logo apos a saída/divulgação do artigo foram chamados alguns trabalhadores para responder sobre a situação das faltas que no entender do Direção dos Recursos Humanos pode dar em despedimento conforme aquele departamento interpreta a lei geral de trabalho.
Outra preocupação em meios do regime tem haver com a transparência de um empréstimo para compra de material vindo dos Estados Unidos através da Agencia Nacional de Investimento Privado (ANIP) acerca de dois anos atrás. O material nunca chegou ou nunca foi visto em Angola. Ary de Carvalho, o administrador financeiro da Ghassist e igualmente administrador da ANIP é alvo de suspeita de que terá influenciado o processo que uniu as duas empresas.
Ao que se constata, o atraso do material tem impossibilitado a execução de tarefas sobretudo na existência de varias descargas em simultâneo. As matérias em referencia são escadas , tapetes, autocarros loaders, air starter e geradores, razão pela qual os atrasos dos aviões estão relacionados sempre com estas dificuldades. Por exemplo se chegam quatro aviões em simultâneo a Ghassit tem dificuldades em assistir porque terá de esperar as escadas e trocar os “loaders” para carregamento de bagagem.
A Ghassist é a única empresa de handling a operar no aeroporto internacional “4 de Fevereiro” garantindo assistência de carga, correio, bagagem, serviços de rampa, serviço de limpeza de aeronave e load control (despacho operacional, documentação de trafego e emissão de folha de carga e de balanceamento). A Ghassist tem cerca de 600 trabalhadores dentre os quais 300 filiados.
Trata-se de uma empresa com caracter privado envolvendo três accionistas nomeadamente a MACGRA, ENANA e TAAG. O PCA “Vinito” Gouveia é muito próximo ao General Kopelipa. Parte da direção são figuras ligadas a famílias do poder político. A Presidente da Mesa de Assembléia é a economista Maria Mambo Café, uma figura respeitada do MPLA ao que suporta a conotações segundo a qual a empresa esteja ligada ao grupo de subdiciaria pertença ao sector econômico do MPLA.
Comentário: O povo angolano gosta de ser enganado.Se anteriormente já tinham conhecimento destas trafulhices e jogos entre as empresas e o poder, porque razão não usaram a arma do voto, para penalizar e contestar vivamente, este e outros tipos de jogos.Provavelmente, porque o povo receando as represálias maciças e respectivas consequências (perseguições e chacinas 27 de Maio) por parte do MPLA, preferiu optar por ser brando e bajulador ao partido até então no poder, dando-lhe a continuidade para continuar a impôr e a aplicar as regras e filosofias de um partido a todo o povo angolano, inclusive é imposto aos angolanos o juramento sobre uma bandeira que se diz ser representante de uma nação e é pertença de um partido autoritário e anti-democrático - MPLA.Não vão a bem, vão a mal.Enquanto o mal, vai trabalhando e enriquecendo os bolsos de alguns, o bem continua igual ao que era antes.Um pobre desgraçado.
Se fosse eu a mandar em Angola, adoptava as medidas que estão a ser aplicadas na reconstrução das infra-estruturas do país.Mandava acabar com TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS EM ANGOLA DA VELHA GERAÇÃO.Mandava destruir e queimar tudo que esses pseudos partidos ergueram, dando lugar a novas mentalidades.Um novo oxigénio.Uma nova e verdadeira Angola.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
China: Embaixada angolana em Pequim já emitiu 40.000 vistos este ano
Fonte:Lusa
Pequim, (Lusa) - A embaixada de Angola na China já emitiu este ano cerca de 40.000 vistos, confirmando o aumento das relações entre os dois países, afirmou hoje o embaixador João Manuel Bernardo. Numa conferência de imprensa para assinalar o 33º aniversario da independência de Angola, que se comemora terça-feira, o embaixador angolano em Pequim disse que "há muitos chineses a trabalhar na reconstrução nacional" do seu pais, nomeadamente na "reabilitação de estradas e escolas", mas não precisou quantos.
"A cooperação com Angola está num nível muito bom (…) Há chineses em todas as 18 províncias de Angola, mas não sei exactamente quantos", disse. Dos vistos já emitidos este ano em Pequim, referiu, 5.000 são de trabalho e os restantes de curta duração. João Bernardo, acreditado em Pequim há seis anos, manifestou-se "muito satisfeito" com a presença chinesa em Angola e disse que a cooperação bilateral "irá aumentar". "Temos de construir um milhão de habitações e um milhão de empregos.
É um grande projecto, um grande desafio, e precisamos da ajuda dos países amigos", salientou o diplomata.Segundo adiantou, nos primeiros nove meses deste ano, o valor do comércio bilateral já ultrapassou os 14 mil milhões de dólares (cerca de 11,2 mil milhões de euros), dos quais mais de 80por cento dizem respeito ao petróleo angolano importado pela China.Nos últimos quatro anos, Angola tornou-se um dos maiores fornecedores de petróleo da China e o montante dos créditos chineses concedidos àquele país africano atingiu os 4,5 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros). A independência de Angola foi proclamada a 11 de Novembro de 1975.Comentário: Ai jesus, com tanto visto passado e tantos dólares a circularem a troco de petróleo e de obras públicas de qualidade duvidosa, fiquei com os olhos mais rasgados(em bico) que os próprios olhos dos chineses.
Dizem eles, que têm que construir um milhão de habitações e um milhão de empregos.As habitações devem ser, para os amigos e familiares dos detentores de cargos públicos ao seu serviço do país nos escalões de nível inferior.Os empregos devem ser para os chineses.Pois segundo, as más línguas, andam por aí a comentar à boca cheia, que a invasão dos quadros pseudo-qualificados made in china deportados para Angola, são oriundos das cadeias chinesas.Isto é, cidadãos que tem contas a ajustar com a justiça chinesa, e que são uma má influência para o trabalhador angolano, por conseguinte nas obras de construção a cargo das empresas chinesas, só são admitidos trabalhadores made in China.Os angolanos ficam de fora.Onde é, que o embaixador de Angola na China vai desenrascar um milhão de empregos para os angolanos na cooperação com a China.
Com tantos números e cifrões, cheira a propaganda do embaixador angolano na China.Cheira a mais um, angolagate económico.Os chineses, estão a vender aos angolanos "gato por lebre".Compram o petróleo e outros minerais não menos importantes, ao preço da uva michona, em troca vendem 40.000 vistos de qualidade duvidosa, para serem aplicados em obras de reconstrução igualmente duvidosas.É certo e sabido, que a qualidade dos produtos chineses são de má qualidade e de pouca durabilidade (prazo mínimo umas horas, e o máximo seis meses).
A pergunta que se coloca, é: Quem vai pagar a factura de tudo isto no futuro ?
O mesmo de sempre.O massacrado povo angolano.Pois, nem o próprio embaixador de Angola na China, sabe dizer o número exacto de chineses em Angola.
Ai jesus, onde é que isto vai parar ?
sábado, 8 de novembro de 2008
RD do Congo: Conflito pode tornar-se numa guerra regional
Fonte: JN
Rebeldes dizem que militares de Angola estão a combater na região
A crise humanitária e a continuação dos confrontos militares na República Democrática do Congo justificam, segundo analistas angolanos ouvidos pela Lusa, uma intervenção "forte" de Luanda para apoiar Joseph Kabila.Os confrontos entre a milícia Mai-Mai, aliada do Governo congolês, e os rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP). liderados pelo general Laurent Nkunda, continuaram ontem em Rutshuru, na província congolesa de Kivu Norte.
As hostilidades no leste do país voltaram ontem em grande força, tendo inclusive no meio dos confrontos os funcionários da ONU que chegaram à região com o primeiro comboio de ajuda humanitária para os 250 mil deslocados concentrados na zona de Kiwanja.
Soldados uruguaios e indianos dos capacetes azuis da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC) tiveram ontem de usar a força para resgatar 12 membros da missão humanitária que estava na área de Kiwanja, a dois quilómetros de Rutshuru, tomada pelos rebeldes tutsis em 26 de Outubro.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou entretanto que três campos de refugiados, perto de Rutshuru, tinham sido destruídos, causando a fuga de mais de 50 mil pessoas.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) confirmou entretanto que três campos de refugiados, perto de Rutshuru, tinham sido destruídos, causando a fuga de mais de 50 mil pessoas.
Os rebeldes da CNDP denunciaram a presença de soldados zimbabuanos e angolanos na província de Kivu Norte, o que a ser verdade ameaça transformar este conflito numa guerra regional. Além disso, o chefe do contingente militar uruguaio da ONU em Kivu Norte, general Jorge Rosales, afirmou que os seus soldados foram atacados por tanques ruandeses, o que sustenta a acusação de que Ruanda apoia os rebeldes.
Sobre as acusações a Angola, alguns analistas angolanos disseram à Lusa que essa situação é "incontornável". Graça Campos, director do "Semanário Angolense", diz que Luanda só aguarda pelo "apoio formal" da comunidade internacional para enviar militares em apoio de Joseph Kabila.
Por seu lado, Nelson Pestana "Bonavena", professor universitário, lembra que "Angola é parte integrante da solução do conflito na RDC ongo" frisando que Luanda "faz parte do sistema de sustentação de governação" daquele país.
"Angola é um aliado natural e forte de Kabila, pois tem participado em todos os processos de pacificação, na procura de entendimentos, e, obrigatoriamente, tem de participar nesse processo", afirmou Nelson Pestana.
Comentário:Quem paga tudo isto ?
O mesmo de sempre.O povo.
Tudo o resto, é balelas e cozinhados entre estadistas de preferência com carácter de ditadores, cujos os interesses do povo, estão colocados no final das listas das suas prioridades.
Convoquem o recém eleito, Obama, para resolver este problema.
"Angola é um aliado natural e forte de Kabila, pois tem participado em todos os processos de pacificação, na procura de entendimentos, e, obrigatoriamente, tem de participar nesse processo", afirmou Nelson Pestana.
Comentário:Quem paga tudo isto ?
O mesmo de sempre.O povo.
Tudo o resto, é balelas e cozinhados entre estadistas de preferência com carácter de ditadores, cujos os interesses do povo, estão colocados no final das listas das suas prioridades.
Convoquem o recém eleito, Obama, para resolver este problema.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Ensino em Angola

(Foto Sérgio Afonso)
Acompanhar esta foto, vem o seguinte comentário do autor:
Professoras do ensino primário da Vila do Quipungo. Como as escolas são poucas, esta minúscula igreja, serviu para dar lugar a três salas de aulas. Mesmo assim, muitos têm que assistir as aulas debaixo da sombra de uma arvore.
(As imagens e o referido comentário do autor, falam por si)
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Angola: Sindicalistas presos durante greve de professores
Fonte:Esquerda.net
Cinco dirigentes sindicais foram presos na segunda-feira durante uma greve de professores na província angolana do Bengo. A porta-voz do SINPROF denuncia que "há perseguição aos colegas que estão a fazer piquetes" e afirmou a continuidade desta greve contra os baixos salários e falta de diálogo da direcção provincial da Educação.
"Mal estamos a formar a terceira República (designação oficiosa para o actual período pós as segundas eleições em Angola) já estamos com pressões e perseguições, o que indicia que nada mudou", acrescentou Hermínia do Nascimento, citada pelo site Notícias Lusófonas.
"A razão tem que vencer. Há razões mais do que suficientes para se fazer essa greve, aliás ainda não decretamos a segunda fase da greve nacional porque registamos que em algumas províncias ainda há algum diálogo e acreditamos que as coisas se vão resolver", salientou Hermínia do Nascimento, acrescentando que a greve de professores no Bengo prosseguirá "até que as partes sejam chamadas para negociar".
"Com estas detenções não há outra solução. Se há uma paralisação legal, as pessoas deviam sentar-se e reflectir. Só se chegou à paralisação porque não houve boa vontade por parte da direcção provincial da Educação para se resolver este problema", frisou a dirigente sindical.
A Frente para a Democracia também reagiu à detenção dos sindicalistas e vê "com apreensão que este acto gratuito de violência e de desrespeito pelos direitos humanos e pelos princípios mais elementares do Estado democrático de direito enquadra-se na estratégia da restauração autoritária reiniciada pelo Governo após a usurpação da maioria qualificada nas eleições de 5 de Setembro". A FPD diz que esta acção do Estado angolano "já se abateu sobre populares na Lunda-Norte saldando-se em 1 a 5 mortos e mais de uma centena de detidos e na detenção de aproximadamente cinco autoridades tradicionais da Lunda-Sul".
Comentário:Vai continuar tudo na mesma.A nova pseudo-democracia do MPLA, é de FACHADA.
Isto é, mudam-se os termos e as pessoas, mas a qualidade do lixo de quem o manda fabricar é a mesma - MPLA.Perseguições, autoritarismo, prepotência, violação dos direitos humanos, corrupção e compadrio, entre, e, nas altas esferas nacionais e internacionais, etc,.
Democracia em Angola?!
Só, para quem acredita em miragens, ou para os bajuladores que andam a comer do mesmo prato do MPLA e da família JES.Comem e assistem por conveniência económica e política.Convêm-lhes internacionalmente vender o lixo de má qualidade, como se de boa qualidade se tratasse.Conseguem transformar a Ditadura em Democracia.
Malembe!!! Malembe !!!
Aguenta POVO, a opção foi tua !!! Vinte 27 anos de guerra não foram suficientes para tu aprenderes.Terás que aguentar mais 4 anos, caso não emendes os teus erros.
Cinco dirigentes sindicais foram presos na segunda-feira durante uma greve de professores na província angolana do Bengo. A porta-voz do SINPROF denuncia que "há perseguição aos colegas que estão a fazer piquetes" e afirmou a continuidade desta greve contra os baixos salários e falta de diálogo da direcção provincial da Educação."Mal estamos a formar a terceira República (designação oficiosa para o actual período pós as segundas eleições em Angola) já estamos com pressões e perseguições, o que indicia que nada mudou", acrescentou Hermínia do Nascimento, citada pelo site Notícias Lusófonas.
"A razão tem que vencer. Há razões mais do que suficientes para se fazer essa greve, aliás ainda não decretamos a segunda fase da greve nacional porque registamos que em algumas províncias ainda há algum diálogo e acreditamos que as coisas se vão resolver", salientou Hermínia do Nascimento, acrescentando que a greve de professores no Bengo prosseguirá "até que as partes sejam chamadas para negociar".
"Com estas detenções não há outra solução. Se há uma paralisação legal, as pessoas deviam sentar-se e reflectir. Só se chegou à paralisação porque não houve boa vontade por parte da direcção provincial da Educação para se resolver este problema", frisou a dirigente sindical.
A Frente para a Democracia também reagiu à detenção dos sindicalistas e vê "com apreensão que este acto gratuito de violência e de desrespeito pelos direitos humanos e pelos princípios mais elementares do Estado democrático de direito enquadra-se na estratégia da restauração autoritária reiniciada pelo Governo após a usurpação da maioria qualificada nas eleições de 5 de Setembro". A FPD diz que esta acção do Estado angolano "já se abateu sobre populares na Lunda-Norte saldando-se em 1 a 5 mortos e mais de uma centena de detidos e na detenção de aproximadamente cinco autoridades tradicionais da Lunda-Sul".
Comentário:Vai continuar tudo na mesma.A nova pseudo-democracia do MPLA, é de FACHADA.
Isto é, mudam-se os termos e as pessoas, mas a qualidade do lixo de quem o manda fabricar é a mesma - MPLA.Perseguições, autoritarismo, prepotência, violação dos direitos humanos, corrupção e compadrio, entre, e, nas altas esferas nacionais e internacionais, etc,.
Democracia em Angola?!
Só, para quem acredita em miragens, ou para os bajuladores que andam a comer do mesmo prato do MPLA e da família JES.Comem e assistem por conveniência económica e política.Convêm-lhes internacionalmente vender o lixo de má qualidade, como se de boa qualidade se tratasse.Conseguem transformar a Ditadura em Democracia.
Malembe!!! Malembe !!!
Aguenta POVO, a opção foi tua !!! Vinte 27 anos de guerra não foram suficientes para tu aprenderes.Terás que aguentar mais 4 anos, caso não emendes os teus erros.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
PORTUGUESES PROCURAM INVESTIDORES EM ANGOLA
Fonte: o apostolado
Representantes de dez empresas portuguesas encontram-se em Angola, em visita de exploração de áreas de negócios
A missão empresarial portuguesa deve permanecer em Angola até ao próximo dia 24 de Outubro, próxima sexta-feira, com o intuito de cativar mais investimento angolano para as empresas portuguesas.
A comitiva portuguesa é composta por personalidades que representam empresas de diversos sectores de actividade, nomeadamente, comércio de peças e acessórios para veículos automóveis, comércio de mobiliário de escritório, carpintaria, consultoria e programação informática, comércio por grosso de ferragens, ferramentas manuais e artigos para canalizações e aquecimento, energia, serviços em gestão da qualidade, actividades de embalagem e metalomecânica.
Promovida pelo Conselho Empresarial do Centro (CEC) e pela Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC), a iniciativa inscreve-se no Projecto “Centro Internacional”, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, refere um comunicado de imprensa.
António Almeida Henriques, presidente do CEC, explica, em comunicado, que “há em Angola grandes empresas com vontade e capacidade de investimento externo e o mercado português é um dos mercados naturais desse investimento angolano. Por isso vamos levar uma missão de empresários do Centro a Angola, não só para avaliarem as possibilidades de investimento em Angola, mas também para tentarem captar parceiros para os projectos de desenvolvimento das suas empresas”.
O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC) e chefia a missão, recorda a actual conjuntura internacional, de grandes restrições ao crédito, para enquadrar esta iniciativa do CEC: “Há muitas empresas nossas associadas que estão disponíveis para abrir o seu capital a parceiros externos, como forma financiarem a sua expansão, quer interna, quer externa. Existe, assim, uma consonância de interesses e objectivos que vamos tentar operacionalizar”.
Comentário:É melhor mesmo os empresários e as empresas portuguesas rumarem com destino a Angola.Porque o puto "Portugal" está a bater no fundo do poço, embora os políticos queiram fazer crer o contrário.
Com esta procura por parte das empresas portuguesas em Angola, levanta-se uma questão.Vão canalizar e aplicar o investimento em Angola, e que medidas é que estas empresas vão tomar no puto (Portugal) para criarem postos de trabalho aos milhares de portugueses que deambulam pelas ruas e centros comerciais do Portugal dos pequeninos, consequência da má gestão económica, e da inoperância da indústria tuga, para a criação de postos de trabalho.
Sim, porque o investimento em Angola, ocasionará a abertura de postos de trabalho, para os cidadãos angolanos.Ou será, que estas empresas e respectivos empresários vão criar uma linha especial de emigração para portugueses com destino a Angola, tal como aconteceu no tempo do Salazarismo.Ajudando desta forma a resolver a GRANDE CRISE DE DESEMPREGO QUE EXISTE NO PAÍS DE ORIGEM DESTES EMPRESÁRIOS E RESPECTIVAS EMPRESAS.
Corre por aí, à boca cheia a comparação e a semelhança entre as políticas de Sócrates e de Salazar.
Corre também por aí, que já são milhares os portugueses a rumarem com destino a Angola.Alguém é capaz de adivinhar as razões desta desenfreada romaria (procura) ?
Não vale, culparem a crise dos Estados Unidos...Porque esta procura, começou acontecer muito antes dessa crise.
Representantes de dez empresas portuguesas encontram-se em Angola, em visita de exploração de áreas de negócios
A missão empresarial portuguesa deve permanecer em Angola até ao próximo dia 24 de Outubro, próxima sexta-feira, com o intuito de cativar mais investimento angolano para as empresas portuguesas.
A comitiva portuguesa é composta por personalidades que representam empresas de diversos sectores de actividade, nomeadamente, comércio de peças e acessórios para veículos automóveis, comércio de mobiliário de escritório, carpintaria, consultoria e programação informática, comércio por grosso de ferragens, ferramentas manuais e artigos para canalizações e aquecimento, energia, serviços em gestão da qualidade, actividades de embalagem e metalomecânica.
Promovida pelo Conselho Empresarial do Centro (CEC) e pela Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC), a iniciativa inscreve-se no Projecto “Centro Internacional”, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, refere um comunicado de imprensa.
António Almeida Henriques, presidente do CEC, explica, em comunicado, que “há em Angola grandes empresas com vontade e capacidade de investimento externo e o mercado português é um dos mercados naturais desse investimento angolano. Por isso vamos levar uma missão de empresários do Centro a Angola, não só para avaliarem as possibilidades de investimento em Angola, mas também para tentarem captar parceiros para os projectos de desenvolvimento das suas empresas”.
O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC) e chefia a missão, recorda a actual conjuntura internacional, de grandes restrições ao crédito, para enquadrar esta iniciativa do CEC: “Há muitas empresas nossas associadas que estão disponíveis para abrir o seu capital a parceiros externos, como forma financiarem a sua expansão, quer interna, quer externa. Existe, assim, uma consonância de interesses e objectivos que vamos tentar operacionalizar”.
Comentário:É melhor mesmo os empresários e as empresas portuguesas rumarem com destino a Angola.Porque o puto "Portugal" está a bater no fundo do poço, embora os políticos queiram fazer crer o contrário.
Com esta procura por parte das empresas portuguesas em Angola, levanta-se uma questão.Vão canalizar e aplicar o investimento em Angola, e que medidas é que estas empresas vão tomar no puto (Portugal) para criarem postos de trabalho aos milhares de portugueses que deambulam pelas ruas e centros comerciais do Portugal dos pequeninos, consequência da má gestão económica, e da inoperância da indústria tuga, para a criação de postos de trabalho.
Sim, porque o investimento em Angola, ocasionará a abertura de postos de trabalho, para os cidadãos angolanos.Ou será, que estas empresas e respectivos empresários vão criar uma linha especial de emigração para portugueses com destino a Angola, tal como aconteceu no tempo do Salazarismo.Ajudando desta forma a resolver a GRANDE CRISE DE DESEMPREGO QUE EXISTE NO PAÍS DE ORIGEM DESTES EMPRESÁRIOS E RESPECTIVAS EMPRESAS.
Corre por aí, à boca cheia a comparação e a semelhança entre as políticas de Sócrates e de Salazar.
Corre também por aí, que já são milhares os portugueses a rumarem com destino a Angola.Alguém é capaz de adivinhar as razões desta desenfreada romaria (procura) ?
Não vale, culparem a crise dos Estados Unidos...Porque esta procura, começou acontecer muito antes dessa crise.
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