terça-feira, 22 de outubro de 2013
Cacimbo
Desceu o cacimbo sobre a minha terra,
Deixei d’a ver, perdi a noção como era,
Só sei que é linda, sua gente e história
Não sairão jamais desta boa memória.
O cacimbo é cerrado, como noite escura,
Assim permanece há muito tempo, cego
Como eu que mergulhei nesta clausura,
Perdi a noção do tempo, meu pobre ego.
Tenho inda esperança que este cacimbo
Levante e ajude a apagar as queimadas,
E poupar assim as árvores derrubadas.
Que o Sol surja p’ra iluminar o caminho,
Eu voltar à minha terra p’rá contemplar,
E o chão poder com carinho pisar e beijar.
(Ruy Serrano)
Mujimbo: Fim das parcerias entre Angola e Portugal (Parte I)
O Jornal de .Angola, é um excelente incendiário com a proteção do regime vai lançando "fogo à sanzala", e alimenta o incêndio, e não vai descansar, até que Portugal e os portugueses se verguem/cedam à vontade do regime angolano, aproveitando-se do facto de Portugal e os portugueses estarem atravessar momentos dificeis de crise (fraqueza).É, nos momentos de fraqueza, que os falsos amigos se revelam e atacam de má fé (à traição), para imporem a sua vontade, recorrendo ao mesmo tempo, ao papel de vitimas, tentando esconder/camuflar os seus problemas internos junto do povo angolano e simultâneamente tentar limpar a imagem junto da comunidade internacional.Que como se sabe, não é nada abonatória devido ao elevado índice de corrupção reinante em todos os níveis.Este sistema incendiário de guerrilha, aprende-se nos manuais de guerra e propaganda de esquerda, e nele os angolanos são peritos e implacáveis.Tantos anos de guerra devem e têm que servir para alguma coisa.Cortar as munições ao inimigo (parcerias), contra-atacando com os berros inflamados de ódio do Jornal de Angola.
Convêm não esquecer que Rafel Marques, é uma pedra dolorosa no sapato do regime angolano, desde há muito tempo.Dar voz e tempo de antena a este jornalista no exterior, é considerado pelo regime, pelas elites angolanas e Jornal de Angola, como uma traição - ameaça.Zedu sabe bem o impacto, que esse tempo de antena pode ter na opinião pública, ainda recentemente fez uso dele, ao dar uma entrevista a uma televisão em Portugal, com um discurso pré fabricado e propagandista, dirigido ao investimento português e estrangeiro/marketing.Portugal está na Europa, é um bom parceiro estratégico para atrair investimentos europeus.Inclusive, até apaparicou os portugueses com mimos, dizendo que eles eram bem-vindos e bem recebidos em Angola.De repente, mudou o discurso, porque o advogado português(ministro MNE) das elites angolanas descaiu-se públicamente.As elites angolanas arrogantes não gostaram do descuido.O advogado/ministro português pediu desculpas, mas de nada serviu.A bomba desflagrou, Rafael Marques tinha razão nas acusações que faz às elites e governantes angolanos.Será fácil de imaginar a cara das elites e governantes, quando ouviram o ministro/advogado a falar deles públicamente sem papas na língua.Devem ter ficado com a sanzala arder, com a bunda a tremer.O pior disto tudo, é a falta de pudor e respeito das elites e governantes angolanos para evitarem o falatório da opinião pública nos dois países, usam os dois povos de Angola e de Portugal, colocando-os numa situação incómoda, isto é, uns contra os outros, colocando os seus interesses privados acima de tudo e todos.Resta saber, se o ministro MNE/ advogado dos angolanos, não foi nomeado para o cargo, por indicação do regime angolano, numa das tais parcerias estratégicas.É que o ministro estando próximo do poder, pode ser um boa fonte de informação para os angolanos, sobre o decorrer das investigações no ministério público português.Lobies políticos(parcerias), com ingerência camuflada.Se assim fôr, o ministro MNE deveria ter-se demitido.Não andar a brincar aos cow-boys com assuntos sérios e acima de tudo, continuar a dar motivos ao Jornal de Angola, para continuar a escrever artigos inflamados/incendiários contra Portugal e portugueses.Alimentar a cowboyada.
Há mais mujimbos na Parte II
Mujimbo: Fim das parcerias entre Angola e Portugal (Parte II)
Os
problemas internos de Angola e dos angolanos, não passam exclusivamente pelo
incómodo de Rafael Marques, ou pelas relações com os portugueses, existe outro
problema interno na actualidade, bem mais grave e de dificil resolução para o
regime angolano, causada pela detenção do jovem Nito Alves(17 anos, menor de
idade) acusado de elaborar t-shirts com mensagens difamatórias contra o
regime.O caso deste jovem, tornou-se conhecido internacionalmente, e só por
isso, o regime ainda não mandou acabar com ele/silenciar.O regime angolano está neste momento com pés
de barro, sem saber o que fazer ao jovem, com receio que a Sanzala chamada
Angola, pegue fogo, ao ponto de poder provocar um banho de revolta/indignação
nacional e internacional.Perante, tanta agitação interna, e depois da bomba explodir em Portugal, dando razão às acusações do jornalista William Tonet, nada melhor que o presidente da
Sanzala Angolana no seu discurso anual à nação na assembleia nacional, ter
virado a sua artilharia /atenção contra Portugal, com a ajuda do Jornal de.Angola.
Na
minha modesta opinião, a melhor forma de acabar com estes ataques odiosos/inflamados/incêndiários no
que diz respeito a Portugal, é a imprensa portuguesa e o povo português não
publicarem artigos ou comentarem/dar opinião sobre o que o Jornal de Angola
escreve nos seus artigos em relação a Portugal e aos portugueses.Sempre ouvi dizer, que o silêncio e o
desprezo eram as melhores armas.
Portugal não deve nada aos angolanos.Antes pelo contrário, os angolanos é que devem a Portugal a conquista da sua liberdade, Se depois de os portugueses sairem de Angola, decidiram andar aos tiros, uns com os outros por causa da riqueza da banana, criando um problema entre os angolanos, destruindo o país, partindo as infra-estruturas (algumas eram tão boas que conseguiram resistir à força dos morteiros, e durante décadas, foram o suporte de sobrevivência para milhões de angolanos).Não basta fazer a guerra, partir tudo, sem pensar nas consequências dos danos.Destruiram, vão ter que pagar um bom preço pela destuição, ainda mais, tratando-se de um país rico, com imensas riquezas naturais.Angola está a ser reconstruída, e muito deve à mão de obra especializada dos portugueses e outros cidadãos estrangeiros. Os angolanos, neste momento, ainda não se encontram em condições para andarem a mandar arrufos de arrogãncia, como estão a tentar demonstrar, em relação a Portugal e aos portugueses.Até porque, a língua que eles falam é a portuguesa, para além dos dialectos nativos. Por muito que desejem os angolanos, mesmo recorrendo à arrogância, não se podem esquecer que o factor da língua, será sempre um elo de ligação entre os dois povos através das gerações passadas, presentes e futuras.Os homens morrem, a língua permanece.
Ao invés
de tentarem meter o bedelho em casa alheia com pressões ao ministério público
português, ocasionada por uma minoria/elite angolana, que supostamente dizem andar a desviar fundos, tratem de cuidar da própria
sanzala angolana, melhorar as condições para a MAIORIA do povo, aproveitem também, para dedicarem mais do vosso tempo e esforço, à resolução dos graves problemas internos que
atravessam no que diz respeito à liberdade de expressão do povo.A liberdade do povo começa, quando terminar a liberdade dos governantes opressivos.É com receio dessa liberdade, que as elites, os governantes e o Jornal de Angola receiam, recorrendo ao clima de ameaças e de terror.
Daí ser imperativo por parte de todos os angolanos mais empenho na resolução dos seus problemas internos, antes, que chegue o dia, em que as relações com os outros parceiros estratégicos, por exemplo a China, também dê origem a uma maka da grossa para o regime da sanzala resolver.Sem nunca esquecerem que, a China não é Portugal (que atura as birras arrogantes dos angolanos), nem o poder dos interesses económicos e financeiros são comparáveis.Angola, só é dos angolanos, de boca.Económicamente e financeiramente, Angola pertence e depende da China e de outras potências semelhantes.
Os governantes e as suas elites angolanas, estão conscientes que esse dia (maka com a China) pode vir acontecer.Sabem também, que é no exterior de Angola que têm que criar as bases e garantias do seu sustento/fortuna, quando o povo angolano despertar para essa dura realidade, onde a sua liberdade ficou dependente de terceiros, porque o país foi hipotecado e vendido/mal gerido.Quando esse momento chegar, as elites saqueadoras, já estarão salvaguardadas e bem longe do problema que causaram.Quiçá na terra dos portugueses que tanto amor/ódio desperta nos angolanos.Quiçá no Algarve/Alvor, em banhos de sol.
Daí ser imperativo por parte de todos os angolanos mais empenho na resolução dos seus problemas internos, antes, que chegue o dia, em que as relações com os outros parceiros estratégicos, por exemplo a China, também dê origem a uma maka da grossa para o regime da sanzala resolver.Sem nunca esquecerem que, a China não é Portugal (que atura as birras arrogantes dos angolanos), nem o poder dos interesses económicos e financeiros são comparáveis.Angola, só é dos angolanos, de boca.Económicamente e financeiramente, Angola pertence e depende da China e de outras potências semelhantes.
Os governantes e as suas elites angolanas, estão conscientes que esse dia (maka com a China) pode vir acontecer.Sabem também, que é no exterior de Angola que têm que criar as bases e garantias do seu sustento/fortuna, quando o povo angolano despertar para essa dura realidade, onde a sua liberdade ficou dependente de terceiros, porque o país foi hipotecado e vendido/mal gerido.Quando esse momento chegar, as elites saqueadoras, já estarão salvaguardadas e bem longe do problema que causaram.Quiçá na terra dos portugueses que tanto amor/ódio desperta nos angolanos.Quiçá no Algarve/Alvor, em banhos de sol.
Angola é um jovem país, como tal, ainda tem muito que aprender, com a lição que os outros países prestam e oferecem na sua ajuda à reconstrução, erguendo o país das cinzas e traumas da guerra.A caminhada dos angolanos, ainda vai no adro e vai ser muito longa.Ainda há muito trabalho para fazer.Não percam o vosso tempo e energias a cuspirem no prato de quem vos ajuda a comer/levantar, mesmo que o preço a pagar seja elevado e crie desigualdades.Angola é um país com riquezas suficientes, para aguentar e suportar todas as despesas.A não ser, que, algumas elites andem a desviar os seus fundos para outras origens/paraísos fiscais.
Sejam humildes, deixem-se de hipocrísia, de arrogância, de jogos políticos, recorrendo a golpes baixos, como a chantagem e o medo.Esses jogos, podem ter resultados dentro da sanzala Angola, porque o povo não está ainda suficientemente esclarecido.Fora da sanzala, não têm hipóteses.E esse, é o vosso maior receio, serem julgados por fraudes/desvios ilícitos dos bens dos angolanos, em proveito próprio, perante o povo e a opinião pública internacional - quebra de confiança.
Trabalhem mais, em prol do país.Protestem contra os políticos obsecados pelo poder alicerçado em ideologias kasseteiras do poder eterno, virada para o culto e bajulação de uma personalidade.Exigam a vossa liberdade total para mudar as fraldas, quando a porcaria já começa a ser longa demais e a cheirar mal por todos os cantos da sanzala.Nenhum homem é eterno, assim como, eterno não é o poder.Só Deus é que é eterno, e Ele, é um ser universal e globalizante, não pertence a uma só ideologia partidária.Mandem o Jornal de Angola fechar a matraca odiosa inflamada/incendiária.Uma vez, que é do conhecimento de toda a comunidade internacional, que o Jornal de.Angola, TPA estão ao serviço dos governantes e das elites angolanas.Da fama não se livram.E são estes pequenos/grandes promenores que fazem com que, a comunidade internacional, não acredite na honestidade democrática do regime angolano e nos angolanos.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
IPGUL e Ordem dos Arquitectos analisam situação urbanística de Luanda
O Instituto do Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL) e a Ordem dos Arquitectos de Angola (OA) analisaram dados técnicos ligados a situação urbanística e o exercício da arquitectura e urbanismo na capital do país. De acordo com o director-geral do IPGUL, Hélder da Conceição José, o encontro permitiu divulgar as realizações da instituição no domínio do ordenamento do território, sobretudo as executadas nos últimos cinco anos. “Hoje apresentamos a informação territorial que temos estado a organizar na perspectiva de organizar o território, que infelizmente apresenta problemas graves”, afirmou o arquitecto. Por seu turno, o presidente da Ordem dos Arquitectos, Victor Leonel Miguel, informou que o encontro permitiu tomar conhecimento das acções que a IPGUL tem estado a desenvolver em termos de planeamento urbano e gestão Urbana. “Nós a ordem dos arquitectos percebemos os critérios usados na aprovação de projectos, bem como o tempo que levam os processos para a sua anuência,” disse. O Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda foi criado a 6 de Fevereiro de 2007 para responder às necessidades de regulação urbanística da província de Luanda, face aos problemas de sobrecarga demográfica e o caos urbano provocados pela ausência de instrumentos de planeamentos e gestão urbana. Parte do troço pólvora/Gamek com nova camada de asfalto Pelo menos 300 metros dos seis quilómetros do troço entre a antiga fábrica de pólvora (Cacuaco) e o bairro da Gamek (Viana) receberam a primeira camada da sub-base de asfalto e rede de drenagem, no quadro da reabilitação das vias secundárias e terciárias da capital do país. Em declarações hoje (sexta-feira) à Angop, o responsável da empreiteira Aglobal, Cláudio Mateus, informou que os trabalhos na via estão subdividido em três lotes e consistem na terraplenagem, criação de valas de drenagem, colocação de redes técnicas, lancis, asfaltamento, sinalização e iluminação pública. Após terminar, a via, de acordo com o responsável da construtora Aglobal, terá duas faixas de rodagem de 3,5 metros cada e um metro de bermas em cada sentido. O troço mereceu a visita recentemente do secretário de Estado da Construção, António Flor e de um grupo de técnicos do Instituto de Estradas de Angola (INEA), no quadro da constatação das obras rodoviárias em curso naquela circunscrição.
Um total de 23 trabalhadores, na sua maioria jovens locais, trabalham na recuperação do troço.
Fonte:Governo Provincial de Luanda
Angola Não é de Ninguém
Angola Não é de Ninguém, é um filme documentário que narra aspectos da história colonial e contemporânea de Angola, sob a perspectiva de João Cristóvão António, angolano nascido em 1930, ou seja, 45 anos antes da Independência do país.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Lobito, 100 anos sem nada
A cidade do Lobito está em plena comemoração dos seus cem anos, alguém já reparou? Mas é isso mesmo, se não se nota pelo menos o marco é este mesmo.
A cidade fecha-se por volta das vinte horas, nada de espectáculos.No fim-de-semana nada de festas de rua, nem teatro de rua, nem corridas de sacos, nem rali-papers, nada.Pelos vistos, o programa previsto está mesmo previsto (porque não se vê) apenas para ser executado pela administração, ou controlado, quando nestas coisas a actividade deve ser da comunidade.Não acredito que as associações de estudantes, culturais e recreativas estejam tão secas de imaginação.Nem concurso de melhor jardim há.Aí as casas ficariam mais bonitas.Há habitantes da cidade que nem suspeitam do centenário que se “vive”.
As exposições de arte, os saraus culturais, as sessões de poesia, a mostra fotográfica sobre a urbe, as actividades para as crianças das escolas, como sessões de contos infantis… onde está aquilo que mostra que uma cidade está a viver a festa dos seus cem anos?Que grande desperdício. Nem grandes outdoors, enfim…
Mas esta crónica não pretende desmoralizar quem queira visitar a cidade, haverá certamente espaço para as raves e maratonas.Há hotéis novos, as ruas estão limpas, continua a beber-se muito - o emprego falta.Como uma boa programação das festas poderia ocupar muita gente…As praias mantêm-se convidativas.Há encantos do Lobito que nem a inércia cultural (ou incompetência?) da administração consegue apagar.Quanto ao resto, tipo programação cultural e roteiros, arranje-se.
No entanto, escolha bem o seu hotel.Caros são todos, é normal em Angola.Os empresários angolanos da hotelaria resolveram que cada cliente traz diamantes nos bolsos e é um excelente alvo a assaltar. Aliás, acho que eles julgam que as pessoas se sentirão ofendidas se os preços forem pelo menos razoáveis.E agora então que têm de pagar a “consultores” aqueles preços….Um destes dias o negócio fale e o consultor vai embora com o seu pé-de-meia feito. O resto que vá para o desemprego.
O nosso empresário hoteleiro prefere ter a casa às moscas a fazer promoções que atraiam jovens estudantes, por exemplo.As férias, época baixa e época alta são coisas que não lhes dizem nada.No limite poderemos dizer que esta malta está a sabotar qualquer esforço para que os jovens viagem pelo país, para que descubram oportunidades noutras regiões e busquem fixar-se nelas.
Se os preços são altíssimos, já o serviço prestado, por favor, é absolutamente sofrível. No fim-de-semana passado estive num hotel do Lobito onde se alguém solicitar o serviço de quarto paga o alimento que pede e o serviço.Então, para uma tosta que custa oitocentos kwanzas (vejam o absurdo), se o empregado a for levar ao quarto a taxa é de dois mil kwanzas.
Neste mesmo hotel uma refeição feita de um prego no pão (um pão pequenino) e um galão vai aos três mil kwanzas.E não é que no balcão estavam umas baratas todas dengosas a passear a sua imundice?Calma, diz o empregado, isso é normal, qualquer hotel do mundo tem baratas e ratos, é por isso que temos aqui esta lata de insecticida.
José Kaliengue
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Acácia
O sítio da acácia
No lugar onde aprendi a dizer o teu nome
Abri um buraco fundo e plantei uma acácia,
Que cresceu até o infinito.
Abri um buraco fundo e plantei uma acácia,
Que cresceu até o infinito.
Vieram as aves em sucessivas primaveras
E fizeram ninhos quentes e macios
E criaram os filhotes,
Como se do alto daquela acácia florida
Fosse possível alcançar o céu.
E fizeram ninhos quentes e macios
E criaram os filhotes,
Como se do alto daquela acácia florida
Fosse possível alcançar o céu.
Hoje, que o céu ficou plúmbeo,
Duma angústia com lágrimas de chuva
Nos olhos,
Já não me lembro que nome era o teu...
Sei apenas que a acácia está velha,
Como eu!
Duma angústia com lágrimas de chuva
Nos olhos,
Já não me lembro que nome era o teu...
Sei apenas que a acácia está velha,
Como eu!
(Paulo César)
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O Príncipe Perfeito
Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional e não mais através do voto popular, em eleições directas, o que em princípio assegurará a permanência no poder de José Eduardo dos Santos. Os deputados da UNITA, o principal partido da oposição, abandonaram a sala antes da votação.
Várias vozes se ergueram em Angola e no exterior a contestar a futura constituição. Marcolino Moco apelou à idoneidade dos juízes do Tribunal Constitucional, esperançado ainda no chumbo de uma constituição que classificou como absurda, palavras duras, sobretudo se atendermos ao facto de terem sido proferidas por alguém que já foi secretário-geral do MPLA e primeiro- -ministro. Nelson Pestana, dirigente do Bloco Democrático, pequeno partido de esquerda, herdeiro da extinta Frente para a Democracia, anunciou o fim do Estado de Direito: "O Estado de Direito desaparece para dar lugar ao livre-arbítrio do Príncipe, em todas as suas declinações. Na melhor das hipóteses, teremos um Estado administrativo que vai reprimir a liberdade e promover a igualdade dos indivíduos perante o Príncipe, para que o possam melhor servir."
A eurodeputada portuguesa Ana Gomes, num comentário recolhido pelo diário "Público", sugere que José Eduardo Santos ficou numa posição difícil depois da vitória esmagadora - demasiado esmagadora - do MPLA. Por um lado, não gostaria de ter menos votos do que o seu partido. Por outro, se tivesse mais, no caso mais de 82%, dificilmente conseguiria ser levado a sério fora do país.
Devíamos, talvez, começar por aqui. O único motivo que poderia levar José Eduardo dos Santos a sujeitar-se ao escrutínio popular, e a todas as coisas mesquinhas e desagradáveis que, para alguém como ele, tal processo implica, incluindo discursos em comícios, banhos de multidão e entrevistas, seria conseguir o respeito da comunidade internacional. José Eduardo dos Santos está um pouco na situação do escritor brasileiro Paulo Coelho, o qual depois de conquistar milhões de leitores, depois de enriquecer, ambiciona agora ser levado a sério como escritor. Quer o respeito dos críticos.
A diferença é que José Eduardo dos Santos, não tendo o respeito da comunidade internacional, começa a beneficiar do temor desta - o que para um político pode ser algo bastante semelhante.
O crescimento económico de Angola, por pouco que seja, e ainda que afectado por distorções de todo o tipo, representa uma garantia de bons negócios para um vasto grupo de empresas multinacionais. A prosperidade de Angola é uma boa notícia também para os jovens quadros portugueses no desemprego. Favorece, aliás, todo o tipo de sectores. Lembro-me de ter lido há poucas semanas uma notícia segundo a qual dezasseis por cento dos produtos de luxo vendidos em Portugal são adquiridos por cidadãos angolanos.
Há uns dois anos almocei num simpático restaurante da Ilha de Luanda com um diplomata português. Antes de chegarmos à sobremesa já ele me dava conselhos: "Você só tem problemas porque fala de mais", assegurou-me. "Escreva os seus romances mas não ataque o regime. Não há necessidade." Depois disso tenho escutado conselhos semelhante vindos de editores, empresários e políticos portugueses.
"Já não posso ouvir o José Eduardo Agualusa e todos os outros portugueses e angolanos cá em Portugal que não se cansam de denunciar os desmandos e a corrupção do governo angolano", escreveu Miguel Esteves Cardoso numa extraordinária crónica, publicada nas páginas do jornal "Público" a 30 de Outubro de 2009, e depois reproduzida no "Jornal de Angola": "Angola é um país soberano; mais independente do que nós. [...] Os regimes políticos dos países mais nossos amigos são como os casamentos dos nossos maiores amigos: não se deve falar deles. [...] Não são só nossos amigos: são superiores a nós."
No meu último romance, "Barroco Tropical", esforcei-me por expor a forma como, em regimes totalitários, o medo vai pouco a pouco corrompendo as pessoas, mesmo as melhores. O medo é uma doença contagiosa capaz de destruir toda uma sociedade.
Mais extraordinário é perceber como um regime totalitário consegue exportar o medo. Não já o medo de ir para a cadeia, é claro; ou o medo de ser assassinado na via pública durante um suposto assalto. Trata-se agora do medo de perder um bom negócio. Do medo de ofender um cliente importante.
Ver dirigentes políticos portugueses, de vários quadrantes ideológicos, a defenderem certas posições do regime angolano com a veemência de jovens aspirantes ao Comité Central do MPLA seria apenas ridículo, não fosse trágico.
Alguns deles, curiosamente, são os mesmos que ainda há poucos anos iam fazer piqueniques a essa espécie de alegre Disneylândia edificada pela UNITA no Sudeste de Angola, a Jamba, vestidos à Coronel Tapioca, e que apareciam em toda a parte a anunciar Jonas Savimbi como o libertador de Angola.
José Eduardo dos Santos decidiu fazer-se eleger pelo parlamento, por mais cinco anos, por mais dez anos, troçando da democracia, por uma razão muito simples: porque pode. Porque já nem sequer precisa de fingir que acredita nas virtudes do sistema democrático. Enquanto Angola der dinheiro a ganhar, aos de fora e aos de dentro, e mais aos de fora que aos de dentro, como sempre aconteceu, ninguém o incomodará. Para isso, para que Angola continue a dar dinheiro, exige-se alguma estabilidade social, sim, mas não democracia. Democracia é um luxo.
Bem pode Ana Gomes manifestar a sua indignação. Mais facilmente os dirigentes do partido que representa a admoestarão a ela, por ter tomado tal posição, do que incomodarão os camaradas angolanos.
Aos angolanos resta a esperança de que o crescimento económico possa contribuir para a formação e o regresso de jovens quadros. Estes, juntamente com uma mão-cheia de jornalistas independentes, de activistas cívicos, de militantes de pequenos partidos, todos juntos, talvez consigam criar um amplo movimento social capaz, a médio prazo, de vencer o medo e de transformar Angola numa verdadeira democracia.
por José Eduardo Agualusa
Comentário: Eu vou seguir o conselho do diplomata.Vou-me calar.Vou ver, e engolir em seco, não vá os governantes cá da nossa Santa Terrinha começarem a perseguir todos aqueles que contestam e reprovam a vergonhosa BAJULAÇÃO ao Presidente angolano e ao seu MPLA, cujos os interesses económicos de alguns, são mais importantes que o direito à liberdade de expressão dos seus povos.Um dos direitos fundamentais na democracia - a liberdade de opção e de escolha, tal como fizeram com a lei do casamento homosexual na Santa Terrinha, decidiram e impuseram ao povo a vontade deles.Seguiram o mesmo critério que o Príncipe Perfeito, " discutiram " e aprovaram a lei de acordo com os seus interesses.Ao ponto que isto chegou.Temos que fazer como a maioria actualmente faz, bajular o príncipe perfeito, senão qualquer dia, inventam os cruzamentos de dados (Angola/PT), e todos aqueles que forem contra a bajulação ao príncipe perfeito e ao seu MPLA serão identificados/rotulados com o lápis de côr azul ou vermelha, ou serão perseguidos pela PIDE MODERNA, como era no tempo do Salazar.Pela boca morre o peixe.Até perdem a vergonha e os ideais da " liberdade de Abril " para bajularem um ditador.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Angola e a CAN
Sabemos muito pouco de Cabinda, nós os portugueses, para percebermos o que aconteceu ontem com a Selecção do Togo, um ataque que mancha de certeza a CAN 2010 porque vai ter enormes repercussões, dado que há grandes jogadores, bem conhecidos em todo o mundo, nas selecções destinadas a jogar naquele território.
Quando um país como Angola (ou Portugal, ou vários outros) se propõem organizar uma prova como a Taça das Nações Africans (conhecida como CAN, acrónimo de Coupe d'Afrique des Nations) é porque quer mostrar alguma coisa. Angola, depois de 25 anos de guerra terminados em 2001, queria mostrar que o país estava numa nova via, que a guerra tinha efectivamente terminado e que o seu povo, para além de adorar futebol, como todos sabemos, também começa a ter acesso a outros bens porque o país está a evoluir.
Na altura em que escrevo, não sei se as autoridades vão manter o grupo em Cabinda - um enclave, um território muito rico mas descontínuo em relação ao de Angola - ou se vão tomar outras decisões. Depois de ter procurado alguma coisa na Imprensa digital angolana, para entender melhor, fica-se com a certeza que as autoridades não tomaram todas as precauções necessárias.
Foi a pior maneira de começar a CAN 2010, foi a pior maneira de Angola se estrear nestas grandes organizações, foi a pior publicidade possível para a família Eduardo dos Santos, que quer mostrar uma face muito respeitável nesta altura apesar de os seus negócios e a sua riqueza estarem sob uma enorme suspeição. O futebol, em princípio, não em nada com isso mas claro que o Governo se aproveita politicamente, como tantos torneios deste género são aproveitados politicamente.
Espero ainda que, se for possível, a CAN angolana decorra sem mais problemas. E espero que Angola vença embora uma parte das minhas razões para este desejo (para além da presença do meu amigo Manuel José no comando) sejam algo mesquinhas: é que pelo menos isso contribuiria para estimular um pouco mais a economia angolana e Portugal hoje depende também desse estímulo.
Fonte: Manuel Queirós ( De Trivela)
Comentário: Quem são os culpados destas situações acontecerem, senão a CAF e a FIFA? Os principais organizadores deste tipo de eventos.
Quem lhes mandou confiar no " charme mentiroso do Zedu e dos seus petrodólares ".Afinal os petrodólares, com os quais construíram os estádios, até pertencem aos Cabindenses.Têm ou não os cabindenses motivos para reclamarem, o que é seu por legitimidade e forjado pelos acordos de Alvor em 1975 pelos portugueses, que não souberam salvaguardar a sua própria honra e dignidade.Chamar um bando de rebeldes à FLEC (fundada em 4 de Agosto de 1963), é o mesmo que outrora chamar aos movimentos de libertação de guerrilha, como o MPLA, FNLA, e UNITA. Nessa época estes ditos movimentos de guerrilha rebeldes, também organizavam emboscadas e ataques terroristas (chamados turras) contra civis inocentes angolanos, para fazerem chegar as suas vozes internacionalmente.Quem com ferro mata...com ferro morrerá.
Não sou a favor, de actos criminosos de qualquer espécie, mas também não sou a favor da " Areia nos olhos ", como marketing de propaganda, ao tentarem transformar o presidente de um movimento rebelde terrorista, transformado em partido político, como o MPLA, em Santinho e democrata, quando também ele, já deu muitos e maus exemplos ao povo angolano.Povo esse, que continua amordaçado, miserável e faminto, com receio das represálias da máquina rebeldista, terrorista e maqueavélica do MPLA, dentro e fora das suas fronteiras.
Que sirva de exemplo para futuros eventos.As máquinas do marketing político, conseguem transformar as aparências através dos mídias e dos meios audiovisuais.Só não conseguem transformá-las nas "matas profundas e nas terras minadas de Angola ".
Só um(a) ingénuo(a), e desconhecedor(a) da verdadeira realidade angolana, muito bem camuflada, é que é capaz de acreditar que Angola, é um país que oferece garantias de segurança.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Quem poupa na democracia gasta na ditadura (Parte II)
Enquanto os media sob a tutela do Estado, os únicos com audiência em todo território nacional, não desempenharem o seu papel de espaço do poder, onde o poder é sufragado ou esmiuçado, como é moda dizer-se, não há comunicação social livre e não sendo livre não cumprirá um dos seus objectivos o de denunciador da corrupção.
Uma comunicação social que funcione não como oposição, mas como contra poder. A sua influência deve limitar abusos, corrupção, nepotismo, compadrios e outras jogadas nefastas à sociedade, evitando que de quarto do poder — onde o poder se veste e se despe — passe para quarto de brincar, onde o poder abusa das suas fragilidades.
Sendo uma endemia, que em Angola ganhou foros de instituição, a corrupção é já um polvo que mina e destrói as bases para a construção de um Estado de direito e democrático. O seu combate só pode ser feito com transparência.
Cada kwanza gasto por qualquer gestor de empresa pública, governante ou líder político, deve ser justificado. Porque sendo dinheiro público, é do Estado. O Estado é o conjunto de cidadãos que constituem a sociedade e não uma personalidade individual ou partido político.
Para a opinião pública nacional, na sociedade angolana, não há governantes ou seus familiares, nem gestores públicos que tenham enriquecido de forma lícita. O cidadão comum é de opinião que tal enriquecimento é sempre feito através do roubo (desvios de fundos públicos), burla, tráfico de influência e outras formas de corrupção.
O combate à corrupção ficaria a ganhar se se tornasse obrigatória, aos governantes e gestores da coisa pública, a entrega e publicitação anual de uma declaração de rendimentos e património. Isso servia como ponto de partida para o combate ao enriquecimento ilícito.
Outro caminho, no sentido da lisura, seria a criação imediata de ama Alta Autoridade Contra a Corrupção, independente, liderada por uma figura idónea, impoluta e desafecta ao poder político e integrada por personalidades de igrejas com nome e prestígio reconhecidos.
Só evitando a IVD, estaremos combater a corrupção pelas causas e a construir os alicerces de uma democracia onde se respeitam os direitos e garantias do cidadão.
Recuarmos na edificação de um estado democrático é um passo demasiado caro, porque, como Daniel Moniz, meu pai, me ensinou: quem poupa na mercearia, gasta na farmácia.
Luzia Moniz
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
General Kopelipa vai às compras
A Porturil Investments e Telecomunicações (PIT) que, segundo o Novo Jornal, permitiu ao General Kopelipa adquirir 40% da Movicel, é agora detentora de 24 por cento do Banco Espírito Santo Angola, BESA. O anúncio foi feito pelo próprio banco, através de uma «press release» publicada no fim da semana passada. O negócio ficou em 254.2 milhões de euros, cerca de 369 milhões de dólares.
Fontes citadas pelo Novo Jornal estimam em 200 milhões o valor da venda da Movicel à companhia detida maioritariamente pelo chefe da Casa Militar do presidente da República. No espaço de seis meses a Porturil- Investiments e Telecomunicações fez aquisições no valor de '569 milhões de dólares.
O general Kopelipa também é accionista do Banco Privado Atlântico (BPA) onde divide interesses, com Manuel Vicente e Leopoldino Fragoso do Nascimento. É igualmente a principal figura da holding que controla a TV Zimbo, O País, Rádio Mais, Publivisão, Dhamer, Imprescrita e também a SHA, Sociedade de Hidrocarbonetos de Angola.
A entrada da PIT no capital do BESA aconteceu ao abrigo de uma nova lei que prevê que o capital de todos bancos privados seja detido por angolanos em pelo menos 49 por cento. De acordo com a Equity Bites a venda de 49 por cento do total das suas quotas de bancos portugueses a grupos ou cidadãos angolanos rendeu aos mesmos, isto é, Millennium BCP, BPI, BES, e Standard Totta, 900 milhões de euros, cerca de 1 bilião e 308 milhões de dólares.
A nova estrutura accionista do BESA, inclui ainda o Banco Espírito Santo de Portugal detentor de 51,94 por cento, assim como a Geny, accionista da Unitel,.e na qual se cruzam interesses de Isabel dos Santos, António Van-Dúnem, antigo secretário do Conselho de Ministros, e Leopoldino Fragoso do Nascimento, chefe das Comunicações da PR. A Geny adquiriu em 2005, 20 por cento daquele banco, por uma quantia não especificada. Cinco por cento do capital do BESA é controlado por membros da administração daquele banco.
A nota do BESA diz ainda que a 27 de Novembro, data em que supostamente fechou a contabilidade, o banco tinha registado lucros de 122.7 milhões de euros, cerca de 178 milhões de dólares.
Os accionistas do BESA aprovaram também um aumento de capital de 10.053 milhões de dólares para 170 milhões de dólares. O incremento de capital foi aprovado na íntegra por todos os accionistas, e realizado em «cash».
O BESA chega ao fim do último trimestre deste ano com lucros de perto de 144 milhões de dólares, um aumento de 66 por cento. O BESA tem 31 agências e vinte e uma das quais em Luanda: O BESA está agora avaliado em 900 milhões de euros, cerca de 1 bilião e 458 milhões de dólares.
Fonte: Semanário Angolense
Comentário: Afinal o homem andou na guerra, tem tanto ou mais direito de encher o seu saco azul particular, que a filha primógenita do Zedu !
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