terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

O Príncipe Perfeito



Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional e não mais através do voto popular, em eleições directas, o que em princípio assegurará a permanência no poder de José Eduardo dos Santos. Os deputados da UNITA, o principal partido da oposição, abandonaram a sala antes da votação.
Várias vozes se ergueram em Angola e no exterior a contestar a futura constituição. Marcolino Moco apelou à idoneidade dos juízes do Tribunal Constitucional, esperançado ainda no chumbo de uma constituição que classificou como absurda, palavras duras, sobretudo se atendermos ao facto de terem sido proferidas por alguém que já foi secretário-geral do MPLA e primeiro- -ministro. Nelson Pestana, dirigente do Bloco Democrático, pequeno partido de esquerda, herdeiro da extinta Frente para a Democracia, anunciou o fim do Estado de Direito: "O Estado de Direito desaparece para dar lugar ao livre-arbítrio do Príncipe, em todas as suas declinações. Na melhor das hipóteses, teremos um Estado administrativo que vai reprimir a liberdade e promover a igualdade dos indivíduos perante o Príncipe, para que o possam melhor servir."

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes, num comentário recolhido pelo diário "Público", sugere que José Eduardo Santos ficou numa posição difícil depois da vitória esmagadora - demasiado esmagadora - do MPLA. Por um lado, não gostaria de ter menos votos do que o seu partido. Por outro, se tivesse mais, no caso mais de 82%, dificilmente conseguiria ser levado a sério fora do país.

Devíamos, talvez, começar por aqui. O único motivo que poderia levar José Eduardo dos Santos a sujeitar-se ao escrutínio popular, e a todas as coisas mesquinhas e desagradáveis que, para alguém como ele, tal processo implica, incluindo discursos em comícios, banhos de multidão e entrevistas, seria conseguir o respeito da comunidade internacional. José Eduardo dos Santos está um pouco na situação do escritor brasileiro Paulo Coelho, o qual depois de conquistar milhões de leitores, depois de enriquecer, ambiciona agora ser levado a sério como escritor. Quer o respeito dos críticos.

A diferença é que José Eduardo dos Santos, não tendo o respeito da comunidade internacional, começa a beneficiar do temor desta - o que para um político pode ser algo bastante semelhante.

O crescimento económico de Angola, por pouco que seja, e ainda que afectado por distorções de todo o tipo, representa uma garantia de bons negócios para um vasto grupo de empresas multinacionais. A prosperidade de Angola é uma boa notícia também para os jovens quadros portugueses no desemprego. Favorece, aliás, todo o tipo de sectores. Lembro-me de ter lido há poucas semanas uma notícia segundo a qual dezasseis por cento dos produtos de luxo vendidos em Portugal são adquiridos por cidadãos angolanos.

Há uns dois anos almocei num simpático restaurante da Ilha de Luanda com um diplomata português. Antes de chegarmos à sobremesa já ele me dava conselhos: "Você só tem problemas porque fala de mais", assegurou-me. "Escreva os seus romances mas não ataque o regime. Não há necessidade." Depois disso tenho escutado conselhos semelhante vindos de editores, empresários e políticos portugueses.

"Já não posso ouvir o José Eduardo Agualusa e todos os outros portugueses e angolanos cá em Portugal que não se cansam de denunciar os desmandos e a corrupção do governo angolano", escreveu Miguel Esteves Cardoso numa extraordinária crónica, publicada nas páginas do jornal "Público" a 30 de Outubro de 2009, e depois reproduzida no "Jornal de Angola": "Angola é um país soberano; mais independente do que nós. [...] Os regimes políticos dos países mais nossos amigos são como os casamentos dos nossos maiores amigos: não se deve falar deles. [...] Não são só nossos amigos: são superiores a nós."

No meu último romance, "Barroco Tropical", esforcei-me por expor a forma como, em regimes totalitários, o medo vai pouco a pouco corrompendo as pessoas, mesmo as melhores. O medo é uma doença contagiosa capaz de destruir toda uma sociedade.

Mais extraordinário é perceber como um regime totalitário consegue exportar o medo. Não já o medo de ir para a cadeia, é claro; ou o medo de ser assassinado na via pública durante um suposto assalto. Trata-se agora do medo de perder um bom negócio. Do medo de ofender um cliente importante.

Ver dirigentes políticos portugueses, de vários quadrantes ideológicos, a defenderem certas posições do regime angolano com a veemência de jovens aspirantes ao Comité Central do MPLA seria apenas ridículo, não fosse trágico.

Alguns deles, curiosamente, são os mesmos que ainda há poucos anos iam fazer piqueniques a essa espécie de alegre Disneylândia edificada pela UNITA no Sudeste de Angola, a Jamba, vestidos à Coronel Tapioca, e que apareciam em toda a parte a anunciar Jonas Savimbi como o libertador de Angola.

José Eduardo dos Santos decidiu fazer-se eleger pelo parlamento, por mais cinco anos, por mais dez anos, troçando da democracia, por uma razão muito simples: porque pode. Porque já nem sequer precisa de fingir que acredita nas virtudes do sistema democrático. Enquanto Angola der dinheiro a ganhar, aos de fora e aos de dentro, e mais aos de fora que aos de dentro, como sempre aconteceu, ninguém o incomodará. Para isso, para que Angola continue a dar dinheiro, exige-se alguma estabilidade social, sim, mas não democracia. Democracia é um luxo.

Bem pode Ana Gomes manifestar a sua indignação. Mais facilmente os dirigentes do partido que representa a admoestarão a ela, por ter tomado tal posição, do que incomodarão os camaradas angolanos.

Aos angolanos resta a esperança de que o crescimento económico possa contribuir para a formação e o regresso de jovens quadros. Estes, juntamente com uma mão-cheia de jornalistas independentes, de activistas cívicos, de militantes de pequenos partidos, todos juntos, talvez consigam criar um amplo movimento social capaz, a médio prazo, de vencer o medo e de transformar Angola numa verdadeira democracia.

por José Eduardo Agualusa


Comentário: Eu vou seguir o conselho do diplomata.Vou-me calar.Vou ver, e engolir em seco, não vá os governantes cá da nossa Santa Terrinha começarem a perseguir todos aqueles que contestam e reprovam a vergonhosa BAJULAÇÃO ao Presidente angolano e ao seu MPLA, cujos os interesses económicos de alguns, são mais importantes que o direito à liberdade de expressão dos seus povos.Um dos direitos fundamentais na democracia - a liberdade de opção e de escolha, tal como fizeram com a lei do casamento homosexual  na Santa Terrinha, decidiram e impuseram ao povo a vontade deles.Seguiram o mesmo critério que o Príncipe Perfeito,  " discutiram " e aprovaram a lei de acordo com os seus interesses.Ao ponto que isto chegou.Temos que fazer como a maioria actualmente faz, bajular o príncipe perfeito, senão qualquer dia, inventam os cruzamentos de dados (Angola/PT), e todos aqueles que forem contra a bajulação ao príncipe perfeito e ao seu MPLA serão identificados/rotulados com o lápis de côr azul ou vermelha, ou serão perseguidos pela PIDE MODERNA, como era no tempo do Salazar.Pela boca morre o peixe.Até perdem a vergonha e os ideais da " liberdade de Abril  " para bajularem um ditador.



segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Angola e a CAN


Sabemos muito pouco de Cabinda, nós os portugueses, para percebermos o que aconteceu ontem com a Selecção do Togo, um ataque que mancha de certeza a CAN 2010 porque vai ter enormes repercussões, dado que há grandes jogadores, bem conhecidos em todo o mundo, nas selecções destinadas a jogar naquele território.

Quando um país como Angola (ou Portugal, ou vários outros) se propõem organizar uma prova como a Taça das Nações Africans (conhecida como CAN, acrónimo de Coupe d'Afrique des Nations) é porque quer mostrar alguma coisa. Angola, depois de 25 anos de guerra terminados em 2001, queria mostrar que o país estava numa nova via, que a guerra tinha efectivamente terminado e que o seu povo, para além de adorar futebol, como todos sabemos, também começa a ter acesso a outros bens porque o país está a evoluir.

Na altura em que escrevo, não sei se as autoridades vão manter o grupo em Cabinda - um enclave, um território muito rico mas descontínuo em relação ao de Angola - ou se vão tomar outras decisões. Depois de ter procurado alguma coisa na Imprensa digital angolana, para entender melhor, fica-se com a certeza que as autoridades não tomaram todas as precauções necessárias.

Foi a pior maneira de começar a CAN 2010, foi a pior maneira de Angola se estrear nestas grandes organizações, foi a pior publicidade possível para a família Eduardo dos Santos, que quer mostrar uma face muito respeitável nesta altura apesar de os seus negócios e a sua riqueza estarem sob uma enorme suspeição. O futebol, em princípio, não em nada com isso mas claro que o Governo se aproveita politicamente, como tantos torneios deste género são aproveitados politicamente.

Espero ainda que, se for possível, a CAN angolana decorra sem mais problemas. E espero que Angola vença embora uma parte das minhas razões para este desejo (para além da presença do meu amigo Manuel José no comando) sejam algo mesquinhas: é que pelo menos isso contribuiria para estimular um pouco mais a economia angolana e Portugal hoje depende também desse estímulo.

Fonte: Manuel Queirós ( De Trivela)
 
Comentário: Quem são os culpados destas situações acontecerem, senão a CAF e a FIFA? Os principais organizadores deste tipo de eventos.
 
Quem lhes mandou confiar no " charme mentiroso do Zedu e dos seus petrodólares ".Afinal os petrodólares, com os quais construíram os estádios,  até pertencem aos Cabindenses.Têm ou não os cabindenses motivos para reclamarem, o que é seu por legitimidade e forjado pelos acordos de Alvor em 1975 pelos portugueses, que não souberam salvaguardar a sua própria honra e dignidade.Chamar um bando de rebeldes à FLEC (fundada em 4 de Agosto de 1963), é o mesmo que outrora chamar aos movimentos de libertação de guerrilha, como o MPLA, FNLA, e UNITA. Nessa época estes ditos movimentos de guerrilha rebeldes, também organizavam emboscadas e ataques terroristas (chamados turras) contra civis inocentes angolanos, para fazerem chegar as suas vozes internacionalmente.Quem com ferro mata...com ferro morrerá.
 
Não sou a favor, de actos criminosos de qualquer espécie, mas também não sou a favor da " Areia nos olhos ", como marketing de propaganda, ao tentarem transformar o presidente de  um movimento rebelde terrorista, transformado em partido político, como o MPLA, em Santinho e democrata, quando também ele, já deu muitos e maus exemplos ao povo angolano.Povo esse, que continua amordaçado, miserável e faminto, com receio das represálias da máquina rebeldista, terrorista e maqueavélica do MPLA, dentro e fora das suas fronteiras.
 
Que sirva de exemplo para futuros eventos.As máquinas do marketing político, conseguem transformar as aparências através dos mídias e dos meios audiovisuais.Só não conseguem transformá-las nas "matas profundas e nas terras minadas de Angola ".
 
Só um(a) ingénuo(a), e desconhecedor(a) da verdadeira realidade angolana, muito bem camuflada, é que é capaz de acreditar que Angola, é um país que oferece garantias de segurança.
 
 

sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Selecção do Togo metralhadada em Angola

Um grupo de rebeldes atacou o autocarro da comitiva do Togo que vai participar na CAN





O autocarro que transportava a selecção do Togo foi metralhado por rebeldes ao passar a fronteira entre o Congo e Angola. Ficaram feridos dois jogadores, o motorista, um assistente técnico, o médico da delegação e um jornalista que acompanhava a selecção, que vai participar na Taça Africana de Nações (CAN).

O incidente ocorreu no mesmo dia em que a polícia angolana garantia as condições de segurança das equipas apuradas. O ataque aconteceu no enclave de Cabinda.

"Fomos atacados, mas depois fomos escoltados por dois carros da polícia", relatou Thomas Dossevi, jogador do Nantes, que estava no autocarro, e que descreveu momentos de pânico da comitiva, com todos os jogadores a atirarem-se para o chão do autocarro.

Os dois jogadores feridos são Kodjovi Obilale, do Pontivy, e o defensa do Vaslui, Serge Akakpo.

Fonte:DN


Comentário: Grupo de rebeldes ? Continuam a existir grupos de rebeldes em Angola ? Segundo fontes militares e policiais angolanas, Angola é um país seguro.Não me digam que eles não sabiam da existência destes rebeldes.Sabendo ou não, da sua existência, este caso só demonstra que Angola continua a ser um país frágil e inseguro.Políticamente e militarmente vive da imagem que o marketing criou dentro e fora de fronteiras.Esperemos que casos como estes não se alastrem e fiquem por aqui, na república das bananas do todo poderoso JES&Família.Só é pena, os rebeldes, não conseguirem atacar a comitiva dele durante a deslocação da sua equipa ao estádio de Luanda.Deve ser o único estádio, onde ele irá assistir aos jogos do seu CAN, com medo da (in)segurança dos seus militares generais.


quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

África Minha

Deseja ...


Quem poupa na democracia gasta na ditadura



Um dos argumentos utilizados por defensores da realização de uma única eleição para os órgãos de soberania é a poupança de recursos financeiros m momento de crise económico-financeira mundial que, como não podia deixar de ser, afecta Angola.

O argumento, segundo o qual fazendo uma única eleição, o país pouparia muitos recursos financeiros, já de si escassos, (estamos endividados até ao pescoço!), é, aparetemente, verídico. De facto, as eleições são caras. E uma eleição custa, financeiramente e em termos imediatos, menos do que duas, três ou mais.

Se olharmos para tal argumento de forma linear, e, tendo em conta o que já se designa por pensamento «evolutivo», será fácil concluir que se poupam ainda mais recursos se não realizarmos qualquer eleição.

«Evolutivamente» pensando e de forma atípica seria assim. Mas, quem assim pensa, certamente que se esquece de olhar à sua volta para perceber que não há, no mundo, nenhuma grande economia desenvolvida que não esteja alicerçada numa sólida democracia.

Do Japão ao Canadá, passando pela Europa, todas grandes economias o são, não pelos recursos naturais, como petróleo ou diamantes, mas, sim, porque adoptaram regimes onde a competitividade e o contraditório, dentro da igualdade de oportunidades, são a base.

Essas sociedades perceberam que, para se manterem no pelotão da frente, precisam também de tornar a sua democracia mais acutilante e actuante. Assim se explica que já em plena recessão económica, os americanos tenham gasto, em 2008, na última campanha eleitoral mais de 5,3 mil milhões de dólares, superando em larga escala todas as campanhas anteriores, inclusive a de 2004 que custou 3,9 milhões.

Parte substancial daquela astronómica quantia foi gasta em debates na rádio e televisão, sessões de esclarecimentos para informar o eleitorado sobre as diferentes propostas em jogo. Na mesma senda, a Alemanha, da reeleita chanceler Ângela Merkel, gastou, nas eleições de Setembro último, 64,7 milhões de euros, mais 1,8 milhões do que em 2005, antes da crise atingir o coração da Europa.

Não se conhece nenhum país que tenha adiado ou suprimido qualquer acto que dê forma à democracia, por causa da crise. A democracia é único dos regimes que possibilita a competitividade, a igualdade de oportunidades, a escolha livre dos melhores para governar, num determinado momento, a pluralidade, a diversidade e o contraditório e disso surge a evolução, o desenvolvimento, a modernidade.

A não realização de eleições livres, directas e transparentes, através do voto secreto ou a sua supressão, desemboca em regimes autocráticos que acabam em ditaduras. Desenganem-se aqueles que pensam viver em democracia, «canjonjando» nos seus custos. Se a democracia sai financeiramente cara em termos imediatos, o seu oposto - a ditadura - comporta custos sociais, económicos e políticos insuportáveis a médio e longo prazo.

Custos esses, facilitadores da bajulação, do culto de personalidade, do endeusamento que dão lugar ao clientelismo, nepotismo e corrupção, factores impeditivos do desenvolvimento. Só a democracia é capaz de criar mecanismos eficazes de defesa contra a corrupção.

A democracia, tal como a liberdade, é cara. A sua relação custo/benefício é que faz dela o melhor dos regimes actuais. «Não há um pouco nem mais ou menos democracia. É como estar grávida. Ou se está grávida ou não se está. Com a democracia acontece o mesmo. Ou se está em democracia e se respeitam todos os direitos e garantias ou não se está em democracia», dizia há dias, em Lisboa, Cristina Kirchner, Presidente da Argentina.

Por isso, as posições defensoras de redução dos actos que consubstanciam a democracia surgem como perigosas IVD (Interrupção Voluntária da Democracia), com todas as consequências que um aborto acarreta.

Para que a tolerância à corrupção atinja o nível zero é indispensável que os pressupostos de uma sociedade democrática sejam cumpridos. E esses passam primeiramente pela separação e respeito dos três principais poderes: legislativo, executivo e judicial.

Sendo a corrupção um crime, cabe aos tribunais, o local onde, em democracia, são punidos os criminosos, dar-lhe combate, incluindo de forma preventiva. Ao poder político compete criar as condições quer legislativas, quer materiais para que os tribunais exerçam as suas funções.

Em democracia, o poder político não manda nos tribunais, nem o poder judicial deve andar a reboque da agenda ou dos pronunciamentos políticos de A ou B. A politização dos tribunais é tão má quanto a «justicialização» da política. A Justiça deve procurar os corruptos, julgá-los e condená-los, como criminosos que são.

Não basta que os corruptos sejam destituídos desse ou daquele ministério e, em seguida, nomeados para um qualquer posto de maior ou menor relevância. É preciso criminalizá-los, como forma de moralizar a sociedade, para que a corrupção não compense.

Sem uma verdadeira independência dos tribunais e do seu principal aliado nesse combate — a comunicação social — a quem cabe o papel de denunciador, de alertante dos males da sociedade, qualquer tentativa de combate à corrupção será uma miragem. Uma comunicação social não espartilhada entre pública e privada. Os detentores dos meios podem ser públicos ou privados, mas o jornalismo tem que ser único.

Continua ...(Parte II)

Quem poupa na democracia gasta na ditadura (Parte II)

Enquanto os media sob a tutela do Estado, os únicos com audiência em todo território nacional, não desempenharem o seu papel de espaço do poder, onde o poder é sufragado ou esmiuçado, como é moda dizer-se, não há comunicação social livre e não sendo livre não cumprirá um dos seus objectivos o de denunciador da corrupção.

Uma comunicação social que funcione não como oposição, mas como contra poder. A sua influência deve limitar abusos, corrupção, nepotismo, compadrios e outras jogadas nefastas à sociedade, evitando que de quarto do poder — onde o poder se veste e se despe — passe para quarto de brincar, onde o poder abusa das suas fragilidades.

Sendo uma endemia, que em Angola ganhou foros de instituição, a corrupção é já um polvo que mina e destrói as bases para a construção de um Estado de direito e democrático. O seu combate só pode ser feito com transparência.

Cada kwanza gasto por qualquer gestor de empresa pública, governante ou líder político, deve ser justificado. Porque sendo dinheiro público, é do Estado. O Estado é o conjunto de cidadãos que constituem a sociedade e não uma personalidade individual ou partido político.

Para a opinião pública nacional, na sociedade angolana, não há governantes ou seus familiares, nem gestores públicos que tenham enriquecido de forma lícita. O cidadão comum é de opinião que tal enriquecimento é sempre feito através do roubo (desvios de fundos públicos), burla, tráfico de influência e outras formas de corrupção.

O combate à corrupção ficaria a ganhar se se tornasse obrigatória, aos governantes e gestores da coisa pública, a entrega e publicitação anual de uma declaração de rendimentos e património. Isso servia como ponto de partida para o combate ao enriquecimento ilícito.

Outro caminho, no sentido da lisura, seria a criação imediata de ama Alta Autoridade Contra a Corrupção, independente, liderada por uma figura idónea, impoluta e desafecta ao poder político e integrada por personalidades de igrejas com nome e prestígio reconhecidos.

Só evitando a IVD, estaremos combater a corrupção pelas causas e a construir os alicerces de uma democracia onde se respeitam os direitos e garantias do cidadão.

Recuarmos na edificação de um estado democrático é um passo demasiado caro, porque, como Daniel Moniz, meu pai, me ensinou: quem poupa na mercearia, gasta na farmácia.

Luzia Moniz

 
Comentário:

Sr. José Eduardo dos Santos, e respectiva máfia  

Feliz Ano Novo 2010 !

Com mais Democracia, e a abolição da DITADURA !
 
 

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Feliz Natal !





Boas Festas !

General Kopelipa vai às compras



A Porturil Investments e Telecomunicações (PIT) que, segundo o Novo Jornal, permitiu ao General Kopelipa adquirir 40% da Movicel, é agora detentora de 24 por cento do Banco Espírito Santo Angola, BESA. O anúncio foi feito pelo próprio banco, através de uma «press release» publicada no fim da semana passada. O negócio ficou em 254.2 milhões de euros, cerca de 369 milhões de dólares.


Fontes citadas pelo Novo Jornal estimam em 200 milhões o valor da venda da Movicel à companhia detida maioritariamente pelo chefe da Casa Militar do presidente da República. No espaço de seis meses a Porturil- Investiments e Telecomunicações fez aquisições no valor de '569 milhões de dólares.

O general Kopelipa também é accionista do Banco Privado Atlântico (BPA) onde divide interesses, com Manuel Vicente e Leopoldino Fragoso do Nascimento. É igualmente a principal figura da holding que controla a TV Zimbo, O País, Rádio Mais, Publivisão, Dhamer, Imprescrita e também a SHA, Sociedade de Hidrocarbonetos de Angola.

A entrada da PIT no capital do BESA aconteceu ao abrigo de uma nova lei que prevê que o capital de todos bancos privados seja detido por angolanos em pelo menos 49 por cento. De acordo com a Equity Bites a venda de 49 por cento do total das suas quotas de bancos portugueses a grupos ou cidadãos angolanos rendeu aos mesmos, isto é, Millennium BCP, BPI, BES, e Standard Totta, 900 milhões de euros, cerca de 1 bilião e 308 milhões de dólares.

A nova estrutura accionista do BESA, inclui ainda o Banco Espírito Santo de Portugal detentor de 51,94 por cento, assim como a Geny, accionista da Unitel,.e na qual se cruzam interesses de Isabel dos Santos, António Van-Dúnem, antigo secretário do Conselho de Ministros, e Leopoldino Fragoso do Nascimento, chefe das Comunicações da PR. A Geny adquiriu em 2005, 20 por cento daquele banco, por uma quantia não especificada. Cinco por cento do capital do BESA é controlado por membros da administração daquele banco.

A nota do BESA diz ainda que a 27 de Novembro, data em que supostamente fechou a contabilidade, o banco tinha registado lucros de 122.7 milhões de euros, cerca de 178 milhões de dólares.

Os accionistas do BESA aprovaram também um aumento de capital de 10.053 milhões de dólares para 170 milhões de dólares. O incremento de capital foi aprovado na íntegra por todos os accionistas, e realizado em «cash».

O BESA chega ao fim do último trimestre deste ano com lucros de perto de 144 milhões de dólares, um aumento de 66 por cento. O BESA tem 31 agências e vinte e uma das quais em Luanda: O BESA está agora avaliado em 900 milhões de euros, cerca de 1 bilião e 458 milhões de dólares.

Fonte: Semanário Angolense


Comentário: Afinal o homem andou na guerra, tem tanto ou mais direito de encher o seu saco azul particular, que a filha primógenita do Zedu !

Andam todos ao mesmo.Foi para enriqueceram que armaram e fizeram as lutas de libertação.Saí um ladrão (colono português - Salazar/Marcelo Caetano), com obras feitas que conseguiram perdurar até aos tempos actuais, para entrarem meia dúzia de angolanos, cujas as únicas obras que conseguiram fazer para calar o zé povinho, foi a construção de estádios de futebol, com o objectivo de levantar a auto-estima, mas também silenciar o povo, dando-lhes festas de futebol, misturadas com muito alcóol (Cucas, Ekas,Nocal), acompanhadas de muito kuduro.Vai ser uma alegria.Um fartote.Depois das festas, é que vão ser elas.Quando o povo regressar à sua rotina diária, e verificar que os generais e outros que tais, usaram o CAN, para aumentarem as suas fortunas e investimentos pessoais, cujos os juros vão ser pagos pelo Zé povinho durante anos.

Votaram neles ?! Aguentem o pagamentos das facturas e das falcatruas !


segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

"CONGRESSO DO CORTE"



Começou hoje em Luanda o VI Congresso do MPLA que vai marcar, supostamente e de acordo com a versão oficial, um "corte" com o passado na organização do partido ao abrir a porta para a existência de listas concorrentes aos órgãos de direcção do maior partido angolano.

No seio dos militantes e dirigentes do MPLA já é comum a designação deste conclave como "o congresso do corte", porque, com a alteração já confirmada dos seus estatutos, no futuro e em teoria vão ser possíveis listas distintas a disputar os diversos patamares de direcção.

Este é, como confirmou à Lusa o porta voz do MPLA, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", o último congresso em que é a sua direcção a apresentar as listas para os órgãos do partido, como, por exemplo, o comité central.

Entretanto, o presidente do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, José Eduardo dos Santos, realçou hoje o sistema de reorganização do partido, que permitiu a transferência dos comités de locais de trabalho para os de residência.

Discursando na cerimónia de abertura do VI Congresso, José Eduardo dos Santos condenou a prática do tribalismo e racismo, enquanto elementos que minam a coesão e unidade da Nação, tendo, por isso, defendido a necessidade de serem combatidos.

Depois de 34 anos de independência e sempre sob o domínio da mesma força, o MPLA, eis que Angola quer, ou simula querer, apresentar-se como um Estado de Direito.

Eduardo dos Santos, igualmente presidente da República e um dos homens mais ricos do país, realçou também a participação no conclave de membros das várias esferas que representam as maís diversas especialidades e sectores, o que testemunha a unidade do partido.

Na sua intervenção, Eduardo dos Santos destacou ainda o sistema que promoveu a Organização, promoção e direcção a partir das zonas de residência, o que garante um partido de massas, aberto e democrático.

Realçou ainda a necessidade de os seus militantes respeitarem os estatutos e regulamentos do partido, baseados na necessidade da construção de uma sociedade democrática, de justiça e segurança social, objectivos definidos por estes dois documentos orientadores da acção do MPLA.

O mundo poderá estar de olhos postos neste congresso, já os angolanos não estão. Poucos são os que acreditam.

Comentário
Comparando a palavras do discurso de Zedu neste congresso, com as teorias impostas no livro Vitória é Certa, teremos a oportunidade de constatar, que os "inimigos do povo no passado" (colonialistas e movimentos fantoches) que tentaram dividir o povo angolano, com práticas tribalistas, foi uma continuidade do MPLA durante 34 anos, que nada fez para a impedir e para a contrariar, antes pelo contrário (como provam as palavras de Zedu) só aumentou e minou ainda mais a tão apergoada coesão nacional

(...)José Eduardo dos Santos condenou a prática do tribalismo e racismo, enquanto elementos que minam a coesão e unidade da Nação, tendo, por isso, defendido a necessidade de serem combatidos (...)



Doc nº 17 (Vitória é Certa)





Continuando a comparar "discursos do MPLA"  do passado e presente, nada melhor que colocar algumas passagens do livro "Vitória é certa", destinado à alfabetização (lavagem cerebral) do povo angolano, na luta armada que o MPLA decidiu presentear e massacrar o seu povo, verificamos que os erros que o MPLA apontava aos colonizadores, passados 34 anos foram os mesmos, por sinal, com mais agravantes que os colonizadores do passado, aplicaram ao povo angolano.

Doc nº8 (Vitória é Certa)


Doc nº 15 (Vitória é Certa)



Doc nº 3 (Vitória é Certa)





Diz o velho ditado: " Pela boca morre o peixe "

Mais documentos do livro Vitória é Certa, poderão ser consultados aqui:

http://www.kandandoangola.com/

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Isabel dos Santos: A face invisível dos negócios angolanos em Portugal


A filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos tem cada vez mais negócios no seu país de origem e em Portugal. Mas nada disso a faz alterar a sua postura de total discrição, o que dificulta a resposta à pergunta: afinal, quem é Isabel dos Santos, e como é que tem montado o seu império empresarial?

Para Isabel dos Santos, este foi um ano em grande no que diz respeito aos negócios, e ainda falta cerca de um mês para chegar ao fim. Até lá, tem ainda a oportunidade de acrescentar um outro projecto ao pequeno império empresarial que já montou.

Na terça-feira foi lançado para o espaço um satélite da Eutelsat, a partir do Cazaquistão, que permitirá reforçar os serviços prestados pela empresa de comunicações. Entre os seus clientes estão a filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos e a portuguesa Zon. É este satélite que irá permitir o arranque do mais recente negócio da empresária, a televisão por subscrição em Angola através de uma parceria onde detém 70 por cento do capital, ficando a Zon com os restantes 30 por cento.

A analogia é fácil, mas este é apenas mais um sinal de que os investimentos de Isabel dos Santos estão em plena ascensão, sejam em Portugal ou em Angola. O nome de Isabel José dos Santos, ou simplesmente Isabel dos Santos, como é conhecida, é hoje um sinónimo de negócios. E se estes são cada vez mais, o certo é que a empresária, nascida em 1973, filha única do primeiro casamento de Eduardo dos Santos (com Tatiana Kukanova, quando foi estudar para a ex-URSS), não alterou a sua postura de total discrição pública.

Negócios em expansão

Para a primogénita do Presidente angolano, formada em Engenharia em Londres, este foi, de facto, um ano repleto de avanços e concretizações. Após ter comprado ao BCP os 9,7 por cento que o banco detinha no BPI, por 164 milhões de euros, colocou em Abril um gestor da sua confiança, Mário Silva, no conselho de administração da instituição financeira liderada por Fernando Ulrich.

O banco BIC Portugal, onde detém 25 por cento e faz parceria com Américo Amorim (dono de outros 25 por cento), terminou em Junho a sua primeira fase de expansão no mercado nacional com a abertura do sexto escritório em Braga. E foi através deste banco que Isabel dos Santos assumiu recentemente o seu primeiro cargo numa empresa no território português, fazendo agora parte do conselho de administração do BIC Portugal, gerido por Luís Mira Amaral. Uma forma de acompanhar mais de perto os seus investimentos.

Na Galp Energia, onde está indirectamente através da Amorim Energia (é sócia da Sonangol na Esperaza, empresa com sede na Holanda, onde tem 40 por cento do capital, e que por sua vez é accionista de referência da Amorim Energia), é dona de seis por cento da petrolífera. Esta percentagem, que a torna na quarta maior accionista, já lhe rendeu cerca de 56 milhões de euros em dividendos desde 2006 até meados deste ano.

A par da Sonangol, Isabel dos Santos é a maior investidora em Portugal. Segundo a consultora AT Kearney, os investimentos da empresária e da petrolífera estatal angolana valiam, no início de Setembro, três por cento do principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, o que equivale a 1813 milhões de euros. Enquanto não ocorre uma maior distribuição de riqueza em Angola, com o despontar de classe média e novos empreendedores, Isabel dos Santos continua a fazer parte do sector privado angolano, que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caracteriza com sendo "dominado por uma elite muito restrita, ligada aos partidos".

Objectiva e implacável

No único depoimento escrito que lhe é conhecido em Portugal, um direito de resposta que enviou à Sábado, em 2007, a propósito de um artigo da revista que motivou mesmo um processo, Isabel dos Santos fez questão de sublinhar a sua independência face a ligações familiares. "Não represento nenhum interesse e não represento ninguém, a não ser a mim própria. Há mais de uma década escolhi uma carreira diferente e independente da minha família", afirmou. O certo é que os seus dois meios-irmãos, "Tchizé" dos Santos e José Paulino dos Santos, são menos dados às lides de investimentos empresariais. Ligados à Semba Comunicações, uma consultora, tiveram ambos uma participação no angolano Banco de Negócios Internacional (BNI), mas já venderam as suas acções.


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Comentário: José Eduardo dos Santos, e a sua família, descobriram o "El Dourado em terras de Portugal".Descobriram que Portugal estava falida dos pés à cabeça e que seria um bom destino, para aplicar os fundos da recente medida apergoada pelo José Eduardo dos Santos, da "Tolerância Zero " à corrupção em Angola.Com ajuda dos políticos portugueses, começando na esquerda socialista e comunista, passando pelos centristas do CDS, acabando nos sociais democratas(PSD) do Mira Amaral (o tal que recebe uma reforma choruda do Estado português por incapacidade, acumulando com parcerias na administração dos investimentos do banco BIC de Isabel dos Santos, para o qual não revela incapacidades).Uns e outros, Amam MUITO os seus países.A comprová-lo, basta olhar para os sinais exteriores de riquesa de cada um deles, para compreendermos este tipo de tráfico de influências corruptas ao nível dos negócios, mas também uma nova táctica de colonização, a que muitos chamam "globalização"




quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

H1N1-O surto da guerra biológica europeia



Breves passagens do artigo


“Aviões suspeitos forçados a aterrar. Um avião NA-124 (de fabrico russo de longo alcance de transporte pesado) dos EUA alterou o seu sinal de chamada de civil para militar, algo que despoletou uma resposta da Força Aérea da Índia, ao entrar no espaço aéreo do Paquistão, obrigando o avião a aterrar em Mumbai, enquanto um segundo avião foi forçado a aterrar por aviões a jacto nigerianos e que prenderam a tripulação”.

“Consta que a Força Aérea do Exército de Libertação da República da China contactou os Serviços Secretos da Índia e da Nigéria, quanto à presença destes aviões ucranianos operados pelos EUA, muito preocupados de os Estados Unidos estarem a espalhar ‘agentes biológicos’ na atmosfera terrestre, algo que certas entidades chinesas acreditavam ser uma tentativa maciça de genocídio, através do alastramento da gripe A/H1N1.”

Estes aviões “transportavam sistemas de ‘eliminação de lixo’ que podiam deixar até 45.000 kg de produto através de sofisticados nano-tubos” colocados nas suas asas – chamados chemtrails (rastos químicos na atmosfera).

Sabemos que a Baxter International Pharmaceuticals enviou 72 quilos de material para vacinas contra a gripe humana H3N2 para 16 laboratórios de países europeus que continha o vírus activo H5N1 da gripe das aves. Sabemos que isto apenas foi descoberto depois que um laboratório checo ter testado o material em furões (os furões têm um sistema respiratório similar aos humanos) e estes terem morrido num curto espaço de tempo. Sabemos a Baxter ter declarado tratar-se de erro humano. Também sabemos que ‘erro humano’ é algo impossível, com os protocolos de restrição existentes na Baxter ou em quaisquer outros laboratórios modernos que utilizam a tecnologia Biosafty Level 3 (BLS-3).

Sabemos que, em meados de Agosto, Joseph Moshe, um perito da guerra biológica da Mossad, ligou para o Dr. A. do True Ott’s talk-show da rádio nacional e disse que a Baxter estava a preparar-se para lançar uma peste mortífera, dos seus laboratórios na Ucrânia, e que ele iria encontrar-se, dentro em breve, com advogados norte-americanos, em Los Angeles, para falar sobre este assunto. Sabemos que pouco mais tarde, Moshe foi detido por agentes federais e pela polícia de Los Angeles e levado para o Consulado de Israel. Sabemos que foi rapidamente enviado para Israel e que não voltou a fazer declarações.

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quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Drª Ruani Rilde - Denúncias vergonhosas






Comentário: As vítimas, são as ovelhas dos rebanhos dos governos Europeus, que pactuam com os lobies dos laboratórios farmacêuticos e com o todo poderoso Estados Unidos da América. Tudo não passa de uma corja de assassinos de colarinho branco, camuflados na farsa de Santos Salvadores e Protectores de políticas assassinas.

Elaboram vírus, fomentam e alimentam guerras entre os povos com ingerência quase directa nos seus sistemas políticos e sociais, criando sistemas de marketing nos corredores das organizações, como a ONU, para desacreditarem e difamarem, quem se atrever a contestar as suas políticas interesseiras, apelidando-os de ditadores e bandidos.

Perante estes factos, que moralidade têm os Estados Unidos e os governos europeus para condenarem a China, Venezuela, Paquistão, Irão, Iraque, Líbia etc,.

Se não estivermos atentos, em relação aqueles em quem pensamos confiar o nosso destino, quando dermos por ela, encomendam a nossa sorte ao diabo, com a fabricação de vírus e vacinas dúbias - extremínio/genocídio colectivo.

Não existirá nenhum tribunal no mundo, com coragem, para julgar à escala mundial estes criminosos de colarinho branco.Visto ser impensável para a nossa mente marketerizada e empoeirada pelos produtos americanos, divulgados através da imprensa escrita e falada, que actos desta natureza possam ser praticados, mesmo debaixo do nosso nariz, fazendo de todos nós cobaias e actores impotentes de um filme a ser rodado com as peças (actores) viradas do avesso, em que os maus da fita, são os que denunciam e contestam, sem se calarem este tipo de guerras virais, onde um vírus aparece de repente, em plena crise mundial, tornando-se também ele actor importante numa guerra à escala mundial, onde as armas disponíveis para o combater, estão ao dispôr dos grandes laboratórios farmacêuticos americanos e europeus.

A quem interessará este tipo de guerras virais?

O dilema que se coloca, é saber, em quem devemos confiar?

Devemos confiar e estar atentos, a toda e qualquer informação que vise alertar em sentido contrário, os interesses dos fabricantes de armas e de vírus (indústria farmacêutica).


domingo, 22 de Novembro de 2009

Trinta e quatro anos depois, já não basta a possibilidade de sobrevivência

Aos trinta e quatro anos de independência, o país deveria oferecer já uma vida diferente aos seus filhos. Mesmo que tenhamos de lembrar a guerra, já se passaram quase oito anos de vida em paz. Os mais graves males de que padece esta Angola de 34 anos estão obviamente ligados à guerra mas não só.

A guerra contribuiu imenso para o grande palco das injustiças sociais em que o país se transformou mas, ainda assim, começa a ser hora de encararmos com frontalidade e coragem os outros factores que também foram responsáveis pelo actual estado de coisas. Somado o argumento da herança colonial e o dos efeitos da guerra, temos que assumir que ainda nos resta parte da responsabilidade para o estilo de governação que, ao longo dos tempos, criou zonas cinzentas de promiscuidade e práticas discricionárias de gestão.

Esquecida a guerra e a herança colonial, um olhar honesto para o país não pode deixar de ver a corrupção, profusamente instalada como uma incontornável marca dos nossos tempos. Vemos igualmente a fraca administração pública e gestão dos bens públicos submissos aos caprichos individuais ligados aos colarinhos brancos. Não há nada na nossa administração que não seja alterável com uma boa cunha, com um bom-nome ou com uma boa orientação superior. Mesmo as leis são contornáveis e enfraquecidas dependendo de quem as aplique ou as use, revelando toda a fraqueza deste nosso Estado.

O mesmo se aplica a valores. Os valores como a honestidade, a defesa do bem público ou o tratamento do bem no serviço público são habitualmente objecto de punição, despromoção ou alvo de tratamento jocoso. O mérito profissional é algo que nada vale. Muitos dos quadros que, com mérito, ocupam lugares e funções de responsabilidade tiveram de passar pela vergonha de ceder ao status quo ou, também exemplos desses, tornaram a sua capacidade técnica tão óbvia que só muita cara de pau os deixaria de fora.

Esta nossa sociedade angolana de 34 anos está profundamente marcada por estes hábitos e vícios de gestão. A sociedade está toda corroída desses males e eles são, ao mesmo tempo, os grandes entraves do sucesso individual. Qualquer indivíduo da minha geração, a caminho dos cinquenta anos, que é, assumidamente, uma geração da independência, não tem hipótese de atingir o sucesso individual se não se curvar à corrupção, às regras estabelecidas ou ao carreirismo político vigente.

A geração que se segue, abaixo dos quarenta anos, tem menos oportunidades ainda e o caminho da porta da cozinha é uma boa saída para o futuro. Por isso, a minha geração ainda sofre com cada momento que tem de dobrar a coluna, mas os mais novos não se mostram nada constrangidos. A quebra de valores morais está a subverter a imagem do angolano. De trabalhadores, corajosos e persistentes, hoje raramente vemos esses atributos serem associados aos angolanos.

Podemos até argumentar com os efeitos da guerra ou do 27 de Maio, mas hoje raramente somos vistos como corajosos. A definição como «povo heróico e generoso», que era uma virtude afirmar, hoje é um motivo de chacota quase para significar falta de coragem e burrice. É um insulto à nossa história de luta, mas ninguém se importa com isso.

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Comentários: Outra visão sobre os 34 anos da independência nacional de Angola.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

JOÃO MELO VENCE PRÉMIO NACIONAL DE CULTURA ANGOLANO

Quem é João Melo ?

Para além de escritor, é também um jornalista angolano, que assina colunas no Jornal de Angola, com fortes ligações ao poder governativo.

A propósito da atribuição deste prémio, o também escritor e jornalista Carlos Ferreira, escreveu acerca do escritor Fernando Baião e da promiscuidade existente entre a atribuição de galardões e o poder. (Ver documento em anexo)







(clicar na imagem para ampliar)

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

11 de Novembro - 34 ANOS DEPOIS DA OPERAÇÃO CARLOTA





" A TRINTA ANOS DA SUA "INDEPENDÊNCIA"
EM ANGOLA...

"TODOS SÃO CARLOTAS!"

Cada 11 de novembro, pode-se recordar que passou mais um ano desde que Angola, (um dos países mais ricos do mundo e com 1.240.000 k2 de superfície), deixou de ser colónia com responsabilidade social explorada pelos interesses económicos portugueses para passar a ser explorada pelos interesses económicos da União Soviética, seus aliados e seus cúmplices.
E pode-se "festejar" que se tenha transformado em terra de ninguém, explorada e arrasada por quanta raça de aventureiros continua a passar por lá.

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Rosa Coutinho, escreve ao Camarada Agostinho Neto




Rosa Coutinho, NÃO É PLATÓNICO...As vítimas, é que o foram...