sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Mensagem do dia

 
 

Angola:Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti

Cidadania:Civismo


 
 
 
 

Angola:Branqueamento de capitais

O mercado paralelo/informal, gera milhares de milhões de kwanzas, uma gigantesca porta aberta à fuga e ao branqueamento de capitais,  prejudicando a credibilidade da economia angolana.
 
Quase todos os angolanos de baixa e média renda, estão envolvidos neste negócio de corrupção, por conveniência.
 
Por exemplo, um candongueiro ou kupapata, é capaz de render verbas elevadas, sem pagamento de impostos, ao ponto de pressionarem as empresas de táxis legalizadas, que possuem taxímetros e viaturas confortáveis.Segundo eles, retiram-lhes a concorrência e prejudicam o negócio.Os grandes armazens, são outra fonte de fuga aos impostos, usam o mercado paralelo/informal e os angolanos de baixa e média renda, para colocarem os seus produtos à venda pelas ruas das cidades, fugindo ao pagamento de impostos, prejudicando os negócios legalizados, contribuintes activos da economia angolana, que estão constantemente a receber a visita dos fiscais das actividades económicas, procurando encontrar fragilidades, para receberem a dita gasosa suplementar, não agindo da mesma forma no mercado paralelo, partem do princípio que os infractores no mercado paralelo não possuem dinheiro para pagar a gasosa, quando a maioria deles se encontram ao serviço de grandes armazenistas nacionais e estrangeiros.Esta disparidade cria grandes desigualdades, levando muitos empresários honestos e cumpridores a desistirem de investirem em Angola com credibilidade, igualdade e justiça.
 
Não é só a familia real que enriquece devido à corrupção, o povo também beneficia, em muito, com estas fugas aos impostos.É preciso ter muita coragem para acabar com estes esquemas económicos, porque a coragem pode dar origem a uma grande revolução no povo(os governantes sabem disso), que necessita de ser educado e civilizado.Vamos a ver, se o partido maioritário, vai ou não, ter a coragem para aprovar a lei e agir na prática com o seu cumprimento, começando por eliminar os fiscais corruptos, que são a sua grande maioria.
 
 

quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

Música do dia: Grande verdade

Mensagem do dia

 



Imagem do dia:Angola/Lobito





Pedro Abrunhosa reage a texto de Henrique Monteiro

Veja a reação do músico portuense relativamente a um texto publicado por Henrique Monteiro no seu blogue.

Recebemos, de Pedro Abrunhosa, o seguinte texto com pedido de publicação ao abrigo do Direito de Resposta, relativamente a uma crónica publicada a 31 de janeiro passado:



"Não esperaria de Henrique Monteiro, cronista do Expresso, outra reacção à minha intervenção sobre a repercussão nefasta que a falta de investimento público produz na economia em áreas axiomáticas como Saúde, Justiça, Educação, Investigação e Cultura, do que aquela que teve em artigo recente que me dedica, revelando surpreendente desconhecimento no que afirma.

Afirmei que a democracia foi tomada de assalto por interesses financeiros privados, aos quais são alheias as vontades e necessidades básicas das populações.Aleguei que, pelo crescente transvase biunívoco entre governantes e altos dirigentes de grupos ligados à banca, o 'capital' tinha deixado de necessitar do processo democrático para fazer vingar uma agenda não política, não ideológica, mas apenas financeira.Se se apresentassem a votos em vez de partidos, as agências de rating, o BCE, ou administradores de multinacionais, instituições que efectivamente governam sem este sufrágio, certamente os eleitores europeus pensariam duas vezes antes de os eleger.Ou aumentaria ainda mais a já assustadora abstenção que decorre deste divórcio entre eleitores e 'coisa eleita', abstenção, em si também, uma séria ameaça ao sistema democrático.

Como no caso de algumas democracias islâmicas, onde há uma total submissão ao poder eclesiástico e religioso, as democracias ocidentais sucumbiram a outras forças maiores que transformaram os avanços civilizacionais do pós-guerra, para todos, em propriedade de muito poucos: o capital, o lucro, a ganância.A democracia existe, é um facto, mas atropelada por esta selvagem verdade: 'de um homem, um voto, passámos a um dólar, um voto'. Ainda segundo Joseph Stiglitz, no seu livro 'O Preço da Desigualdade': 'A seguir à Segunda Guerra Mundial, o FMI passou a ser o instrumento eleitoral a que os países entregavam na realidade a soberania'.E prossegue: 'Os mercados financeiros conseguem o que querem. Podem existir eleições livres, porém, do modo como são apresentadas aos eleitores, não existe uma verdadeira escolha nas questões que realmente lhes interessam, as questões da economia.'

Também o Nobel e Economista, Paul Krugmam, afirmou, e cito:'Nos anos 70 iniciou-se o processo de globalização, que em vez de beneficiar todas as nações, tendeu a produzir ganhos para alguns à custa de outros.A visão geral era que a integração dos mercados mundiais produziam 'desenvolvimento desigual', um aumento nos padrões de vida das nações ricas à custa das pobres'.

Já no seu livro, 'O Fim Da Pobreza', o professor Jeffrey Sachs, maior especialista mundial na área, defende que os investimentos prioritários devem ser nas áreas da agricultura, sendo proposto que se subsidiem os preços de fertilizantes e sementes, saúde pública, como a construção de clínicas que permitam a prestação de cuidados médicos e distribuição de medicamentos a baixo custo, educação, através da construção de escolas e do fornecimento de refeições às crianças com o objectivo de promover a assiduidade, combater o abandono escolar e melhorar os resultados dos alunos, água potável, saneamento básico, transportes e comunicações.Não creio que alguma destas realidades esteja na agenda das democracias vigentes da forma que são tuteladas.

HM chama-me simplista.Neste meu 'simplismo', não estou nada mal acompanhado, como se vê. Já o mesmo não posso afirmar das actuais companhias ideológicas de HM, e das antigas tão pouco.

Enquanto Músico, tenho andado pelo mundo, conhecido o chão de muita gente.Mas sobretudo tenho cruzado ano após ano o chão do meu País.Sei da sua frágil situação porque estou na estrada quase ininterruptamente há mais de vinte cinco anos.O País que eu conheço tem fome, tem necessidade de Paz social, de Justiça célere, de um Sistema Nacional de Saúde humano, omnipresente, de um sistema de ensino de qualidade e gratuito, de creches, centros de dia, tem necessidade de Bondade, de não deixar morrer os seus na solidão mais triste.O País que eu conheço não é o país que HM conhece, mas sim aquele que ele, no confortozinho do seu gabinete, desconhece.Portugal precisa de uma democracia a sério, participada e esclarecida, de reformar os seus agentes políticos, as suas políticas, as suas falsas elites, mas também alguns dos seus arautos, sobretudo os que nunca souberam vencer o complexo maoísta, como HM, que entrou no pequeno livrinho vermelho do qual, lamentavelmente, nao conseguiu ainda sair cabalmente sem ter que afirmar estas banalidades simétricas como se expurgasse de dentro um arrependimento qualquer."

Fonte:expresso

Angola:Os 20 países do mundo com pior desempenho ambiental em 2014


 

A insustentável relação entre pobreza e degradação ambiental

O ranking EPI 2014, que mede o desempenho ambiental dos países, mostra a estreita relação que existe entre pobreza e degradação do meio ambiente.Feito a cada dois anos pelas Universidades de Yale e Columbia, o estudo classificou 178 países com base em 20 indicadores distribuídos por 9 categorias, como saúde ambiental, poluição do ar, recursos hídricos, biodiversidade e habitat.

Bem distantes dos 20 países mais verdes do mundo, na lanternina do ranking estão países muito pobres e com altos níveis de degradação de recursos naturais.É uma relação fácil de entender.A falta de dinheiro se reflete no baixo tratamento de resíduos, em índices humilhantes de acesso à esgoto e água tratada, à elevada contaminação dos rios, da terra e do ar, entre outras condições de vida degradantes.

Ao mesmo tempo, os problemas ambientais ajudam a piorar o quadro, colocando em risco muitas das atividades que sustentam as comunidades nesses países.Fenômenos extremos provocados pelas mudanças climáticas, por exemplo, levam à diminuição da água potável, da terra para agricultura e das reservas pesqueiras.


19 - Angola (28.69 pontos)

Ranking geral: 160º
População: 20.82 milhões
PIB per capita: US$4.580
Pontuação e posição por categoria
Saúde: 15.29 / 171º
Qualidade do Ar: 79.27/ 93
Água e Saneamento: 11.76/149
Recursos hídricos: 0 / 145º
Agricultura: 56/126º
Florestas: 26.24 / 76º
Recursos pesqueiros: 22.95/ 65º
Biodiversidade e Habitat: 41.7º/118º
Clima e Energia: ---


sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Mensagem do dia : Estrada

 
 

Podridão:Perfil do político



 
(Imagem by Cesar Wilson)


"Há qualquer coisa de podre, há qualquer coisa de decadente e de vil neste tempo.Repare-se no rosto dos que estão no poder, e no daqueles que estão preparados para os substituir.Sempre aquelas caras que pouco se alteram.Sempre os mesmos hábitos.Sempre o mesmo sarro da aldrabice, da dissimulação, do desdém por todos nós."

(Baptista Bastos)





Viver a vida

Vida

 
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.
 
Augusto Branco
 
 
 
 

quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Mensagem:Povo corrupto

Povo corrupto
 

Muita carga

terça-feira, 10 de Dezembro de 2013

Angola/África: Boas Festas

Para todos os frequentadores/leitores
Boas Festas
 
 
 
 

África/África do Sul:O que Mandela sonhou, a África do Sul concretizou?


 


A liberdade foi o legado que Nelson Mandela deixou à África do Sul.Mas 20 anos após o fim do apartheid, a realidade da comunidade negra é bem diferente daquilo que o histórico líder projetou.
A redefinição do país carregou a promessa de libertar a comunidade negra de todas as correntes.A emancipação daqueles que representam 80% da população não dissipou as desigualdades.Apenas uma minoria conseguiu adquirir poder económico.
 
No coração de um dos bairros mais chiques de Joanesburgo, um restaurante tornou-se no grande motivo de orgulho de Mandisa. Aqui dizem que ela é um dos “diamantes negros”. O apartheid obrigou-a ao exílio.Regressou depois da libertação de Mandela.Trabalhou no setor financeiro.Dez anos mais tarde, realizava o seu sonho. “Havia gente que me dizia para não assumir que era eu a proprietária deste negócio, porque se se soubesse que pertence a uma mulher negra, as coisas não iam resultar.Eu recusei.Lutei tanto para ter isto.Como é que poderia dizer que não é meu?As pessoas que continuam a ter medo deviam era agarrar as oportunidades, tentar fazer com que as coisas funcionem, e preparar-se para trabalhar muito”, declara Mandisa.
 
 
Nos arredores de Joanesburgo, o Soweto foi um dos palcos principais da luta anti-apartheid. Nos últimos 20 anos, muita coisa tem mudado por aqui.Entre empreendimentos e centros comerciais, a emergência de uma nova classe média tornou-se numa realidade concreta.Afinal, o Soweto é uma terra de oportunidades, diz-nos Nqobile, um exemplo de empreendedorismo nas chamadas township. Vendeu comida na rua para comprar as primeiras ferramentas da atividade que ambicionava ter. Fez uma formação, recebeu um microcrédito do Estado e abriu uma joalheria.“Os mais velhos aqui do bairro dizem-me que têm estima pelo que eu estou a fazer, porque lutaram para que pudesse acontecer.E os mais jovens têm de fazer o mesmo, têm de se tornar autossuficientes, e deixarem de ser dependentes do mestre, como acontecia há 20 anos”, afirma.
 
 
Mas o Soweto é o exemplo de que a liberdade trazida por Mandela não representou prosperidade para todos.A localidade de Alexandra, por exemplo, simboliza as dificuldades atuais com que se debate uma grande fatia da comunidade negra.Faltam infraestruturas, falta alojamento, os serviços públicos são ineficazes, o desemprego é endémico – os males de Alexandra refletem a outra realidade sul-africana, na qual 60% das famílias negras vive na pobreza.
 
Tumi tenta enfrentar todos os obstáculos.O ginásio que abriu serve de pretexto para afastar os jovens das ruas de Alexandra das malhas da toxicodependência e da delinquência.Tumi elenca as carências: “Precisamos de investidores.Precisamos de centros de acolhimento infantil.Precisamos de bibliotecas.Há muita gente aqui que não teve acesso à educação.No ginásio, tentamos alertar para as questões relacionadas com a saúde.Não é preciso muito para mudar a vida desta comunidade.”
 
Com o fim do apartheid, Frans abriu um pequeno comércio.Se a liberdade é o bem mais precioso que tem, salienta, o resto não mudou muito: “Temos liberdade, temos direitos… Mas a economia, o poder, ainda estão na mão dos brancos. São eles que mandam.Como é que nós podemos mandar se não temos dinheiro e estamos esfomeados?”
 
A cerca de quarenta quilómetros a norte de Joanesburgo, milhares de famílias amontoam-se nos bairros de Diepsloot.Imigrantes do Zimbabué, da Etiópia, de Moçambique, do Gana, até do Paquistão… São os estrangeiros e o acolhimento está muito longe de ser o melhor. Pilhagens, violência verbal e mesmo agressões físicas tornaram-se frequentes.
 
Não há muito tempo, dois homens foram mortos em Diepsloot. Lojas como a de Daniel, vindo da Etiópia, foram assaltadas.Os responsáveis nunca sofreram consequências.“Perdi tudo.Partiram a porta, roubaram tudo das prateleiras. Nem uma colher deixaram. A polícia diz que não pode fazer nada.A nossa vida não está segura aqui”, desabafa Daniel.
 
 
O cantor Abel fugiu do Zimbabué onde militava contra o regime de Robert Mugabe e partilha de um pessimismo que parece generalizado: “As pessoas estão frustradas.O governo não cumpre o seu papel.Não há emprego.O sentimento de frustração contamina tudo.É preciso segurança. Ninguém se preocupa com esta gente.A raiva acumula-se e as pessoas descarregam umas nas outras.Para um estrangeiro, é muito duro viver aqui.”
 
 
Fonte:euronews



domingo, 8 de Dezembro de 2013

Angola:Curiosidades da reconstrução (Dessabamento de estradas)

               
 
Estrada Luanda/Huambo na zona do Lussumu antes da Quibala 
 

 
(Assim ficou, sem nenhuma sinalização, há mais de 24 horas)