terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Angola/África: Boas Festas

Para todos os frequentadores/leitores
Boas Festas
 
 
 
 

África/África do Sul:O que Mandela sonhou, a África do Sul concretizou?


 


A liberdade foi o legado que Nelson Mandela deixou à África do Sul.Mas 20 anos após o fim do apartheid, a realidade da comunidade negra é bem diferente daquilo que o histórico líder projetou.
A redefinição do país carregou a promessa de libertar a comunidade negra de todas as correntes.A emancipação daqueles que representam 80% da população não dissipou as desigualdades.Apenas uma minoria conseguiu adquirir poder económico.
 
No coração de um dos bairros mais chiques de Joanesburgo, um restaurante tornou-se no grande motivo de orgulho de Mandisa. Aqui dizem que ela é um dos “diamantes negros”. O apartheid obrigou-a ao exílio.Regressou depois da libertação de Mandela.Trabalhou no setor financeiro.Dez anos mais tarde, realizava o seu sonho. “Havia gente que me dizia para não assumir que era eu a proprietária deste negócio, porque se se soubesse que pertence a uma mulher negra, as coisas não iam resultar.Eu recusei.Lutei tanto para ter isto.Como é que poderia dizer que não é meu?As pessoas que continuam a ter medo deviam era agarrar as oportunidades, tentar fazer com que as coisas funcionem, e preparar-se para trabalhar muito”, declara Mandisa.
 
 
Nos arredores de Joanesburgo, o Soweto foi um dos palcos principais da luta anti-apartheid. Nos últimos 20 anos, muita coisa tem mudado por aqui.Entre empreendimentos e centros comerciais, a emergência de uma nova classe média tornou-se numa realidade concreta.Afinal, o Soweto é uma terra de oportunidades, diz-nos Nqobile, um exemplo de empreendedorismo nas chamadas township. Vendeu comida na rua para comprar as primeiras ferramentas da atividade que ambicionava ter. Fez uma formação, recebeu um microcrédito do Estado e abriu uma joalheria.“Os mais velhos aqui do bairro dizem-me que têm estima pelo que eu estou a fazer, porque lutaram para que pudesse acontecer.E os mais jovens têm de fazer o mesmo, têm de se tornar autossuficientes, e deixarem de ser dependentes do mestre, como acontecia há 20 anos”, afirma.
 
 
Mas o Soweto é o exemplo de que a liberdade trazida por Mandela não representou prosperidade para todos.A localidade de Alexandra, por exemplo, simboliza as dificuldades atuais com que se debate uma grande fatia da comunidade negra.Faltam infraestruturas, falta alojamento, os serviços públicos são ineficazes, o desemprego é endémico – os males de Alexandra refletem a outra realidade sul-africana, na qual 60% das famílias negras vive na pobreza.
 
Tumi tenta enfrentar todos os obstáculos.O ginásio que abriu serve de pretexto para afastar os jovens das ruas de Alexandra das malhas da toxicodependência e da delinquência.Tumi elenca as carências: “Precisamos de investidores.Precisamos de centros de acolhimento infantil.Precisamos de bibliotecas.Há muita gente aqui que não teve acesso à educação.No ginásio, tentamos alertar para as questões relacionadas com a saúde.Não é preciso muito para mudar a vida desta comunidade.”
 
Com o fim do apartheid, Frans abriu um pequeno comércio.Se a liberdade é o bem mais precioso que tem, salienta, o resto não mudou muito: “Temos liberdade, temos direitos… Mas a economia, o poder, ainda estão na mão dos brancos. São eles que mandam.Como é que nós podemos mandar se não temos dinheiro e estamos esfomeados?”
 
A cerca de quarenta quilómetros a norte de Joanesburgo, milhares de famílias amontoam-se nos bairros de Diepsloot.Imigrantes do Zimbabué, da Etiópia, de Moçambique, do Gana, até do Paquistão… São os estrangeiros e o acolhimento está muito longe de ser o melhor. Pilhagens, violência verbal e mesmo agressões físicas tornaram-se frequentes.
 
Não há muito tempo, dois homens foram mortos em Diepsloot. Lojas como a de Daniel, vindo da Etiópia, foram assaltadas.Os responsáveis nunca sofreram consequências.“Perdi tudo.Partiram a porta, roubaram tudo das prateleiras. Nem uma colher deixaram. A polícia diz que não pode fazer nada.A nossa vida não está segura aqui”, desabafa Daniel.
 
 
O cantor Abel fugiu do Zimbabué onde militava contra o regime de Robert Mugabe e partilha de um pessimismo que parece generalizado: “As pessoas estão frustradas.O governo não cumpre o seu papel.Não há emprego.O sentimento de frustração contamina tudo.É preciso segurança. Ninguém se preocupa com esta gente.A raiva acumula-se e as pessoas descarregam umas nas outras.Para um estrangeiro, é muito duro viver aqui.”
 
 
Fonte:euronews



domingo, 8 de dezembro de 2013

Angola:Curiosidades da reconstrução (Dessabamento de estradas)

               
 
Estrada Luanda/Huambo na zona do Lussumu antes da Quibala 
 

 
(Assim ficou, sem nenhuma sinalização, há mais de 24 horas)
 
 

 

 
 
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Angola/Luanda:Confrontos na cadeia de Luanda


 
  video



Nove mortos e 22 feridos é o resultado dos confrontos entre reclusos ocorridos na terça-feira à noite na Cadeia Central de Luanda (CCL), noticiou hoje a agência Angop.

Segundo o porta-voz dos Serviços Prisionais, Menezes Cassoma, três dos 22 feridos registados na rixa encontram-se em estado grave, tendo necessitado de tratamento hospitalar.
 
Dos nove mortos, sete já foram identificados, acrescentou Menezes Cassoma.
 
A rixa começou depois de um grupo de reclusos ter ateado fogo a colchões.
 
Com capacidade para 500 reclusos, a CCL conta presentemente com mais de dois mil detidos.
 
No passado dia 30 de Outubro, uma rixa igualmente protagonizada por um grupo de detidos da CCL provocou 14 feridos, três dos quais em estado grave.
 
Fonte:Lusa / NJ

 

Angola/África do Sul:Madiba Morreu

 R.I.P



O mundo saiu à rua.Ele, é o ícone dos sul-africanos.Ele, é o ícone de todos nós.Símbolo da luta contra o "apartheid", símbolo da liberdade, da paz.Aos 95 anos, Nelson Mandela deixou o mundo mais desamparado, até porque "o seu legado vai muito além do país e do tempo em que viveu".E o mundo sabe-o.


 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Angola/Portugal:Negócios primeiro.Direitos humanos depois



 
 
 

Angola: O ideal dos miseráveis

 
 
 
(clicar em cima da imagem, para ampliar)
 
 
 
 


Angola/Moçambique:"Vimos logo que não havia sobreviventes. Está tudo em pedaços"


Queda de avião das Linhas Aéreas de Moçambique faz 33 mortos, entre os quais seis portugueses, um deles luso-brasileiro.Um comissário da polícia da Namíbia descreveu ao PÚBLICO o cenário que as equipas de salvamento encontraram.



Durante quase 24 horas, as famílias dos passageiros e da tripulação do voo TM 470 das Linhas Aéreas de Moçambique ficaram com as suas vidas em suspenso.Mas a brutalidade da notícia, que se ia anunciando com o passar do tempo, acabou por ser confirmada ao início da tarde deste sábado: o avião Embraer 190, que partira de Maputo na sexta-feira de manhã e que tinha como destino Luanda, despenhou-se no Parque Nacional de Bwabwata, na Namíbia.
 
Quando as equipas de resgate chegaram ao local, o desfecho era evidente: nenhum sobrevivente, 33 mortos, entre os quais seis portugueses, um deles luso-brasileiro.
O alerta foi dado ainda na sexta-feira por habitantes da região do Parque Nacional de Bwabwata, localizado numa estreita língua de terra entre Angola e o Botswana, conhecida como Faixa de Caprivi. Eram 14h (12h em Portugal continental) e a LAM já tinha perdido o contacto com o avião havia 30 minutos.
"Fomos alertados por habitantes locais que um avião tinha caído no Parque Nacional de Bwabwata. O fumo era visível em toda a área", disse ao PÚBLICO o vice-comissário da polícia da Namíbia na região de Kavango, Willy Bampton.
Custa-lhe descrever o cenário que as equipas de salvamento encontraram: "Vimos logo que não havia sobreviventes, havia corpos espalhados por todo o lado. Dá a impressão de que o avião explodiu assim que se despenhou. Há destroços espalhados por uma área superior a 500 metros, está tudo em pedaços."

O alerta foi dado às 14h, mas a chuva e a densa vegetação impediram uma chegada rápida ao local. As operações foram interrompidas com o cair da noite e só neste sábado, por volta das 10h locais, foram avistados os primeiros destroços.
O vice-comissário não sabe dizer nem conseguiu recolher nenhum testemunho sobre o que poderá ter causado a queda do avião. "Não há muita gente a habitar naquela região, poucas pessoas podem dizer o que realmente aconteceu."

Certezas só nos próximos dias, com a análise às caixas negras, recolhidas pelas equipas da Agência Nacional de Aviação Civil da Namíbia. Entretanto, as operações no terreno vão também continuar, "para remover os destroços e recolher todos os corpos", disse o responsável.

"Não estava a chover muito"
 
Nesta altura do ano, é comum chover naquela região, pelo que os voos estarão preparados para fazer frente a essas condições – o vice-comissário Willy Bampton confirma que chovia nesse dia, "mas não estava a chover muito".

Contactado pelo PÚBLICO, o vice-director da Agência Nacional de Aviação Civil da Namíbia e responsável pelos serviços meteorológicos, F. Uirab, disse que a organização vai reunir-se no domingo de manhã e recusou-se a prestar mais declarações, confirmando apenas que as caixas negras foram encontradas.

O jornal moçambicano A Verdade avança que o piloto "era um moçambicano com larga experiência aos comandos de aeronaves da LAM, com mais de 4000 horas de voo".O jornal escreve ainda que o piloto era chefe de operações e instrutor de voo e não era a primeira vez que comandava um voo entre Maputo e Luanda.Para além do piloto, os comandos do avião estavam também entregues a um co-piloto que, "apesar de jovem, tinha experiência de voo, com pelo menos 1000 horas" em aparelhos da LAM.

O A Verdade cita também um piloto moçambicano "com larga experiência", que disse ter informações sobre uma queda abrupta do aparelho. "A informação que tenho é que o avião desapareceu do radar a 5 mil pés por minuto, portanto vem a cair, não vem a descer normalmente, é uma descida quase que em queda", cita o jornal moçambicano.

O avião, um Embraer 190 de fabrico brasileiro, foi adquirido pela LAM no final de 2012.
Foi um dos mais trágicos acidentes aéreos da história da aviação moçambicana – em 1986, a queda de um Tupolev na África do Sul fez 34 mortos, entre eles o então Presidente do país, Samora Machel.

Número de portugueses com dupla nacionalidade pode subir

Neste sábado, o Governo português está ainda a contactar os familiares das vítimas, pelo que não foram avançados muitos pormenores sobre os passageiros.

Contactado pelo PÚBLICO, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse apenas que "várias" das vítimas viviam em Portugal, especificando que o cidadão luso-brasileiro era da zona de Rio Maior.
José Cesário disse ainda que as autoridades portuguesas estavam a tentar confirmar se entre os restantes passageiros havia outros cidadãos com dupla nacionalidade. Além dos cinco portugueses e do luso-brasileiro, a lista de passageiros inclui ainda dez moçambicanos, nove angolanos, um francês e um chinês.

"Estamos a ponderar a deslocação de pessoas para a Namíbia e estamos em contacto com cada família para ver o que será preciso", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado das Comunidades.

Cavaco Silva envia condolências e Moçambique abre inquérito
Em comunicado, o Presidente da República, Cavaco Silva, enviou condolências às famílias das vítimas da queda do avião, dizendo ter recebido a notícia "com grande consternação".

"De acordo com a informação apurada até ao momento, seis cidadãos portugueses estariam a bordo. Os serviços diplomáticos e consulares nacionais têm estado em contacto com as respectivas famílias e com as autoridades dos países envolvidos, com vista a seguir todos os acontecimentos de forma muito próxima", lê-se no comunicado.

"Neste momento difícil, quero apresentar às famílias portuguesas envolvidas a expressão da minha muito sentida solidariedade", assinala o Presidente da República.
Depois de a queda do aparelho ter sido confirmada, o Governo de Moçambique anunciou a abertura de duas investigações, uma nacional e uma internacional.

"O Governo tomou de imediato medidas destinadas a fazer o acompanhamento do acidente e apurar as suas causas. Uma comissão de inquérito foi constituída e vai juntar-se à comissão internacional de inquérito a ser liderada pela Namíbia, que é o país onde ocorreu o acidente", anunciou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Gabriel Muthisse, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
 
 
Fonte:Público.PT
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Angola:Novembro Negro

Grandes mentiras, originam grandes "tiros no pé".
 
 
 
Os governantes angolanos desmentem que o presidente José Eduardo dos Santos, esteja ausente do país por motivos de saúde, em tratamento de um câncer numa clinica em Barcelona, como anunciou a RTP(Rádio TelevisãoPortuguesa).
 
Segundo o ministro Georges Chikoti, comunicou aos jornalistas em Luanda, a ausência do presidente Eduardo dos Santos, é devido ao gozo de férias privadas.
 
No minimo é muito estranho o momento que o Srº Presidente José Eduardo dos Santos, escolheu para gozar férias no estrangeiro com a primeira dama.
 
Estranho, porque a data de partida escolhida pelo presidente, antecedeu (8 de Novembro) a data de celebração do Aniversário da Indepenência de Angola (11 de Novembro), dia histórico para a nação angolana.
 
Mais estranho se torna, a ausência do presidente, depois da revelação bombástica dos assassinatos de dois ativistas cujo o poder dizem estar envolvido nas suas mortes.Esta revelação deu origem a um pedido de manifestação por parte das vítimas, tendo sido o mesmo, negado, e consequentemente não foi acatado, provocando tumultos na cidade de Luanda, onde a força bruta empregue por parte das forças policiais especiais do poder (Guarda presidencial), deu origem à morte de mais um ativista.Com todos estes episódios, já foram silenciados três vozes contra o regime.
Grande obra, porque os culpados continuam a ser as vitimas, e não os mentores das armadilhas/jacarés - o poder.
 
O Sr ª Presidente, aproveitou também as férias no estrangeiro, para atingir a comunidade muçulmana, proibindo os actos de fé, originando uma indignação ao nível global na comunidade islâmica, colocando o povo angolano numa situação constrangedora e quiçá perigosa.
 
E ainda querem os governantes que ocupam o poder, que os lesados e indignados, fiquem calados e submissos a tanta repressão vinda da parte de quem governa e diz desejar a Paz para o país e povo angolano.Farsa e hipocrísia dos governantes.
 
Quem com ferro malha, com ferro morre.
 
Com tantos acontecimentos estranhos e polémicos a acontecer em Angola, o seu Presidente, goza férias ????
 
Só algo muito grave, que possa estar acontecer na vida particular do presidente, como por exemplo o seu estado de saúde, poderá estar a impedi-lo de suspender o "gozo de férias", para regressar imediatamente para junto do seu povo, que está a viver momentos muito dificeis de instabilidade.A não ser, que estes momentos façam parte de alguma estratégia de sucessão ao nivel interno do partido no poder.Onde tudo e todos são arrastados e usados para camuflar a verdadeira origem de tanta instabilidade.Luta pelo poder.

Este desmentido por parte dos governantes angolanos, é mais uma palhaçada sem crédito.Os actos, os momentos, e o tempo de ausência, falam por si.Mais valia continuarem a estar calados, que andarem constantemente, a dar tiros no pé.Já ninguém acredita no que os governantes angolanos falam.Estão constantemente a arranjar "makas" dentro e fora do país, e a inventar fantasmas contra os opositores.
 
 
 
 
 
 
 

Luanda:Imagens "Clube Ferroviário de Luanda"

Clube Ferroviário de Luanda
 


 
 
 
 

Portugal:Como funciona a corrupção.Eles comem tudo.

Escândalo
 

 
 
 

Angola/Portugal:Influência que empresários angolanos estão a ganhar na comunicação social portuguesa

Francisco Louçã:"Em Portugal perdoam-se dívidas se forem muito elevadas"
 
 
 
Francisco Louçã usou como exemplo a venda da participação de Joaquim Oliveira na Controlinveste ao empresário angolano António Mosquito para dizer que a banca perdoa mais facilmente quem tem dívidas elevadas.
 
Francisco Louçã alertou hoje para a influência que empresários angolanos estão a ganhar na comunicação social portuguesa, que o economista considera "um activo estratégico" do país.
"Somando as intervenções de Álvaro Sobrinho e de António Mosquito na imprensa em geral, os interesses de empresários angolanos, directamente ligados ao regime do presidente José Eduardo dos Santos, dominam hoje uma parte muito importante da imprensa escrita, da rádio e até já concorreram à privatização da RTP", disse o antigo líder do Bloco de Esquerda à margem da conferência "A austeridade cura? A austeridade mata?", na Faculdade de Direito de Lisboa.
Estas operações no sector dos media preocupam Louçã porque "a liberdade de comunicação tem que ser garantida contra a tentação de qualquer regime de submeter estes órgão à propaganda, ou às suas próprias visões que são restrictivas da liberdade de imprensa."
Louçã considera que o recente negócio da venda da participação de Joaquim Oliveira na Controlinveste (detentora do Diário de Notícias e da TSF) ao empresário angolano António Mosquito é mais um exemplo de que "em Portugal perdoam-se dívidas se forem muito elevadas."
"É surpreendente porque se trata de um empresário que pediu 300 milhões de euros emprestados, que é perdoado parcialmente na sua dívida e que a reestrutura numa conciliação de interesses com António Mosquito, o dono da Soares da Costa e com outros interesses da banca portuguesa", referiu.
 
Fonte:Jornal de Negócios 
 
 
 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Angola:“Não há qualquer justificação para a morte de um homem desarmado"

Human Rights Watch desafia Angola a investigar morte de opositor
 
Organização de defesa dos direitos humanos critica repressão violenta da manifestação organizada pela UNITA no último sábado.




- A Human Rights Watch, HRW, desafiou o Governo angolano a investigar a morte de um activista da oposição, quando estava sob custódia da guarda presidencial, a detenção de activistas e a violência usada para dispersar a manifestação da UNITA no último sábado em Luanda.
Num comunicado em que relata, com base em vários testemunhos, os acontecimentos do último fim-de-semana, a organização de direitos humanos sublinha que a repressão de protestos pacíficos "vai apenas aumentar o descontentamento público” na origem de um número crescente de protestos em Luanda. “Os partidos da oposição e os activistas têm todo o direito a manifestar-se de forma pacífica contra os alegados assassínios cometidos pelas forças de segurança e a pedir justiça”, sublinha Leslie Lefkow, directora adjunta da HRW para África.
 
 - “Não há qualquer justificação para a morte de um homem desarmado. O Presidente deve mandar investigar a sua guarda por este homicídio e acusar os responsáveis, incluindo oficiais”, desafia Lefkow, que acusa ainda a polícia angolana de uso desproporcionado da força para dispersar as centenas de pessoas que participavam na manifestação e de sequestrar e ameaçar Alberto Zola, advogado da Associação Mãos Livres, que presta assistência jurídica a activistas.Em contrapartida, a HRW diz não ter dados para corroborar informações de que outros manifestantes teriam morrido na sequência da repressão policial.
 
Ler mais aqui:
 
http://www.publico.pt/mundo/noticia/human-rights-watch-desafia-angola-a-investigar-morte-de-opositor-1614010


Em contrapartida, a HRW diz não ter dados para corroborar informações de que outros manifestantes teriam morrido na sequência da repressão policial.
 
Se não encontraram informações, o melhor é investigarem/procurarem junto dos Jacarés no rio Bengo.



 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Angola:A polícia é do povo.Não é do MPLA.

Angola: Tornou-se o primeiro país do mundo a proibir o Islão e os muçulmanos

 


De acordo com vários relatórios provenientes de Angola, várias mesquitas no país foram fechadas e  em alguns casos, destruídas.
 
O jornal The Guardian relata que em 22 de novembro , a ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva disse que "o processo de legalização do Islã não foi aprovado pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos e que os locais de culto - Mesquitas, seriam encerradas até novo aviso. "
 
A ministra disse ainda, que o encerramento das Mesquitas foi decidido, com o propósito de impedir o alastramento de movimentos de " peregrinações religiosas ilegais ", que a cobro da religião, podem dar origem a movimentos e locais de concentração com origem criminosa.

Ontem 24 de novembro, o presidente angolano José Eduardo dos Santos disse que o país está a trabalhar no sentido de colocar um fim à influência islâmica em Angola uma vez por todas , enquanto o governador de Luanda, Bento Bento, disse que os muçulmanos "radicais" não são bem-vindos no país e que o governo angolano não irá legalizar as mesquitas ou outros locais de culto para os muçulmanos.
Fonte:http://guardianlv.com/2013/11/islam-banned-in-angola/

Angola: Bombas Proibidas Usadas Contra Angolanos

Como se pode ver nestas imagens, a policia lançou indiscriminadamente bombas de gás lacrimogéneo de vários helicópteros que sobrevoaram a zona dos Congoleses e o Cemitério de Santa Ana, não só contra manifestantes, mas também contra viaturas e população em geral que passavam no local.Os gases levados pelo vento espalharam-se rapidamente para áreas residenciais dos bairros adjacentes.Até os cortejos fúnebres não foram poupados, tal foi a violência e a desumanidade das forças policiais, que inviabilizaram com esta brutalidade a passagem dos préstitos fúnebres.
 
De acordo com informações de organizações internacionais credíveis, afins, as bombas usadas contra angolanos neste dia 23 de Novembro de 2013, estão proibidas internacionalmente.Assim, para além da necessidade de se fazer uma investigação internacional sobre a origem e as características destas bombas proibidas internacionalmente, o Executivo angolano não hesitou em utiliza-las contra o seu próprio povo.A história repete-se, como na Siria, na Tunisia e no Egipto.

 
Por volta das 11, do dia 23 de Novembro de 2013, a policia lançou o caos, em frente ao cemitério de Santa Ana, com bombardeamentos sistemáticos de gases lacrimogéneos que causaram feridos e desmaios de angolanos que nada tinham a ver com as manifestações.
 
 
 
Falando para a imprensa internacional, denunciando as brutalidades do regime, acompanhado de vários dirigentes da UNITA.
 
 
Helicóptero a "gasear" impiedosamente angolanos
 
Fonte:
 
 
 

domingo, 24 de novembro de 2013

Angola - A notícia mostra que há dois pesos e duas medidas

 
A notícia mostra que há dois pesos e duas medidas, no que diz respeito ao direito dos cidadãos usarem a sua liberdade para manifestarem o seu desagrado, e que o prato da balança tende para o lado dos assassinos, que detêm o poder, atirando com os opositores aos  jacarés inocentemente ou distribuindo balas, matando pessoas inocentes em nome de uma Paz relativa e frágil dentro do próprio poder.
 
Não devemos excluir de maneira nenhuma os infractores que cometeram os crimes contra a sociedade ou qualquer outro cidadão comum, só porque eles pensam de forma diferente.Todos que se sentem injustiçados, têm o direito a manifestar a sua indignação, seja ela, pela via privada ou pública, desde que respeitem as regras e a sociedade.
 
No entanto, devido aos acontecimentos ocorridos, ontem em Luanda, onde foi aplicada uma carga excessiva de repressão, orientada pelo poder, é com espanto (?), que assistimos a mais uma farsa estratégica do poder, permitidindo e organizando marchas(manifestações) no dia seguinte, em nome da paz, e de uma pseuda democracia de fachada, e os que, são inocentes e se sentem injustiçados e prejudicados, é que são considerados como os responsáveis, como os bandidos, apenas porque eles pensam de forma diferente e reclamam justiça junto da sociedade, enquanto quem destrói vidas, é cada vez mais privilegiado, porque a sociedade encontra-se amedrontada com receio de ser engolida pelos jacarés no rio Bengo.

Para o partido dos jacarés,  só existe uma forma de democracia, a deles - "democracia da repressão".A cada dia que passa, são mais numerosas  as vozes que começam a  levantar-se, quer seja internamente ou extrenamente.Veja-se o exemplo dos diplomatas angolanos na Holanda, todos os problemas são resolvidos pela via da repressão e pancadaria.

A cada dia que passa, com este tipo de comportamentos por parte das forças do poder, vão revelando a sua postura autoritária, demonstrando que não estão preparados para aceitar e viver em plena democracia, sem que tenham que recorrer ao uso da força, repressão, e assassinatos.

Cada dia que passa, assistimos  o poder, a dar vários " tiros no pé" revelando fraquezas e nervosismo.

O mais velho, está ausente do país (fala-se que está com problemas de saúde), os jacarés alinham-se para disputarem o " poder do rio Bengo", manipulando e usando a oposição, o próprio povo, e alguns países, como Portugal, para disfarçarem as disputas internas.Guerrilha psicológica.São todos boas pessoas e inocentes.Deve ser por isso, que o partido dos Jacarés do Bengo, " deixou de defender os interesses dos angolanos e da nação e passou a defender apenas "os interesses de meia-dúzia de pessoas" do partido (dos Jacarés)" conforme afirma Salvador Freire (ex-combatente e membro da associação Mãos Livres).

Da sociedade civil fazem parte todos os angolanos, sem excepção e limitações de opinião
 

"Sociedade civil marcha pela paz e democracia em Angola"
 
 


Angola:MPLA, partido dos predadores e da repressão

Citação
 



“Todos nós, na minha família, nos sentimos como parte do MPLA, mas não deste MPLA autoritário” que, segundo ele, “deixou de defender os interesses dos angolanos e da nação” e passou a defender apenas “os interesses de meia-dúzia de pessoas” do partido.Por isso, diz, deixou de ser “militante activo” há dez anos.

(Salvador Freire é ex-combatente e oficial do antigo movimento de libertação na reserva)
 
 
 
 
 


sábado, 23 de novembro de 2013

Angola em estado crítico:Polícia invade sede da UNITA aos tiros




Luanda – O país acordou em Estado de sitio, este sábado, depois de a Policia através do seu porta-voz Aristofanes dos Santos ter ameaçado impedir qualquer manifestação em respeito a memória de Isaias Cassule e Alves Kamulingues, dois activistas executados pelas autoridades e lançados aos jacarés.

Logo nas primeiras horas do dia, a policia invadiu a sede da CASA-CE, em Luanda, tendo prendido um grupo de militantes que preparam cartazes exigindo justiça pelo que aconteceu com os dois ativistas mortos.O Deputado desta formação, Leonel Gomes foi detido junto com outros jovens.

O Líder da CASA-CE, Abel Chivukuvku ao ir procurar os seus companheiros pelas cadeias de Luanda, acabou também por ser detido e solto uma hora depois.O Governo parece que tem saudades da guerra”, diz uma testemunha.

Em Cabinda, mesmo sem antes da convocada manifestação se realizar, o Secretariado provincial da UNITA foi invadido por efectivos das FAA e Policia.A margem da operação foi preso o Secretario da UNITA para a Comunicação e Marketing naquela província do Norte de Angola
Em Menongue as forças policiais invariam também a sede da UNITA, e espancaram membros desse partido.Na ocasião os policiais atiraram granadas de fumo lacrimogéneo. A informação foi prestada pelo Secretario Provincial Ernesto Kambinda.

Na província do Bengo foi detido esta manha, o Secretário Provincial da JURA naquela província, João Moisés Bessa por um forte aparato da polícia destacado no desvio da Barra do Dande.A sede deste partido em Caxito foi cercada pela policia desde a madrugada do dia 23 impedindo todos os populares que circulam naquele perimentro.
Na província do Bie, apesar dos impedimentos o povo, começou a sair as ruas depois das 9h da manha fazendo-se presente na manifestação programada.Antes o Comamdante Provincial Adjunto da Policia Nacional, Sr. Menhucho reuniu-se com Secretário Provincial da UNITA, Lito Kandambu solicitando para que nao saíssem as ruas para cumprimento das ordens do Governo e Ministerio do Interior.  Momentos depois alguns populares juntaram-se defronte do Secretariado do Comité Provincial do maior partido da oposição, onde foi lido um manifesto.

Clima de instabilidade que se segue no país foi antecedido por uma campanha movida pela TPA, com reportagens em que se fazia recordar a guerra que terminou a 10 anos atrás.O trabalho da Televisão estatal, segundo, observações foi no sentido dar a entender ao povo de que a manifestação em respeito a memoria de Alves Kamulingue e Isaias Cassule, eram sinónimos de guerra.
 
Fonte:Angop
 

Angola: Um morto e 67 detidos em madrugada de tensão em Angola

 
 
 
A polícia angolana não confirma, mas o partido da oposição Convergência Ampla de Salvação de Angola diz que um dirigente foi morto durante a madrugada e 67 pessoas estão detidas.
O líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), diz que um dirigente foi morto e 67 pessoas continuam detidas, depois de terem estado a colar cartazes denunciando a morte de dois antigos militares.
 
Em declarações à TSF, Abel Chivukuvuku faz a denúncia e diz que ele próprio foi detido por algum tempo. Tenta agora libertar as 67 pessoas que continuam nas instalações da polícia angolana.
 
O responsável acusa os efetivos da Unidade de Guarda Presidencial (UGP) de terem morto Wilbert Ganga, dirigente da Juventude Patriótica, ala juvenil do partido, o segundo maior da oposição em Angola.
 
Abel Chivukuvuku promete não baixar os braços, mas não participa na manifestação convocada pela UNITA, para hoje.
 
Ouvido pela agência Lusa, o comando geral da polícia nacional de Angola não confirma a morte do jovem e promete fazer uma declaração mais tarde.
 
O protesto contra a repressão foi ontem à noite proibido pelo governo angolano.O ministério do Interior alega que há outra manifestação, marcada pelo MPLA, e a coincidência entre os dois protestos poderia pôr em causa a ordem e segurança públicas.
 
Apesar da proibição, a UNITA decidiu manter o protesto.O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, reafirma que a manifestação é pacífica e um direito do povo angolano.
 
À TSF, Alcides Sakala fala num nervoso por parte do Governo, que está a criar algum pânico entre a população.
 
Fonte:TSF


 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Angola e Portugal: Amizade em risco ?


Estará Angola, a tentar substituir Portugal pela China nas parcerias ?
                                      

Angola/Brasil - Tudo tem um preço

Cagadas & Mijadas
 




Angola: Democracia de fachada



 
 
 


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Angola:Jornalistas holandeses agredidos pelo embaixador e funcionários da embaixada de Angola em Haia

Será que Angola vai cortar as relações com a Holanda ?
Este episódio mancha gravemente a imagem de Angola e dos angolanos no exterior.
 
 

 
Dois jornalistas holandeses foram agredidos violentamente, quarta-feira, pelo embaixador e funcionários da embaixada de Angola em Haia, na Holanda, durante uma reportagem. Veja o vídeo.

Os repórteres de uma estação de televisão procuravam saber por que razão os diplomatas estrangeiros estacionam mal os automóveis naquela cidade.
A reportagem sobre as infrações ao estacionamento em Haia por parte dos funcionários das embaixadas correu, por sinal, muito mal quando chegou o momento de abordar a embaixada de Angola.

Ao tentar procurar respostas para o estacionamento abusivo na rua, os dois jornalistas do canal de televisão "PowNews" foram barbaramente agredidos por funcionários da embaixada de Angola.E, perante a insistência dos repórteres - que queriam saber se era normal na embaixada de Angola agredirem fisicamente as pessoas -, o próprio embaixador saiu à rua para agredir a soco e pontapé os jornalistas e ainda quebrou o foco de luz e tentou destruir a câmara.

A reportagem está a gerar indignação entre os holandeses.O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou à reportagem do canal holandês que vai aguardar a conclusão de um processo aberto para investigar os acontecimentos.Vários parlamentares lamentaram o sucedido, tendo mesmo um deputado exigido o repatriamento dos funcionários responsáveis pelas agressões.
 
Fonte:JN
 
 

Angola: De Armas e Bagagens (Documentário/Filme)


O que levaria consigo se tivesse que fugir de casa sem saber se regressaria?
 


 
Entre 1974 e 1976, perto de 300 mil Portugueses abandonaram Angola.Mais de 100 mil tinham nascido lá.
 
Esta é a história das incríveis fugas de Angola por terra, mar, e ar, e de tudo aquilo que não quiseram deixar para trás.
 
Realização: Ana Delgado Martins
 
Produção: Real Ficção

Angola/Luanda:Variação climática e transformações na costa de Luanda.

Perigo eminente para as populações que vivem à beira mar




A apresentação foi elaborada pela estratégia pesquisadora Ana Julante e foi apresentada pelo coordenador da Unidade Pesquisa da Development Workshop Sr. André Melo.A apresentação teve como pano de fundo as hipótese de uma pesquisa que será realizada em parceria como Ministerio do Ambiente de Angola.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Angola:Imagens e paisagens

Belezas de Angola
 
 (Waco-Kungo - Cuanza Sul)
 
(Balombo/Benguela)
 

Porto Amboim/Cuanza Sul - Luis C.Pereira

 Alto Zambeze/Moxico - Michal Synowiec

Baía dos Tigres/Namíbe
 
Baía dos Tigres/Namíbe
 
Deserto/Namíbe

Soyo/Zaire
 
 
 
 
 

Angola:Grandes verdades:De quem é a culpa ?

Saída de José Eduardo dos Santos pode levar a "convulsões" em Angola - Zacarias Kamuenho
 



Estrasburgo, França, 20 nov (Lusa) - O arcebispo emérito de Lubango, Zacarias Kamuenho, admitiu hoje que a saída do Presidente José Eduardo dos Santos após três décadas à frente do destino de Angola pode criar "convulsões" no país.
 
Zacarias Kamuenho, que recebeu em 2001 o prémio Sakharov e hoje esteve em Estrasburgo no âmbito das celebrações do 25.º aniversário deste galardão, disse à Lusa que a eternização de José Eduardo dos Santos no poder "revela que algo da democracia não vai como devia", mas destacou que o que segue é uma incógnita.
 
"Já vimos países [que foram] prósperos durante algum tempo (...) depois vieram as eleições e depois outras eleições e o país foi abaixo.É isso que nós também tememos, que venha a haver convulsões.Oxalá não haja e que depois disto, quem vier a governar possa agarrar o país e conduzi-lo de maneira democrática, na paz e na tranquilidade", declarou o arcebispo, instado a comentar uma entrevista recente do Presidente angolano a um canal de televisão brasileiro em que afirmou que a sua substituição está a ser discutida.
 
Fonte:Expresso
 
 



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Angola:Mistérios e abafos dos assassinatos em Angola

(Por causa destes mistérios e abafos, é que andam muitos ressabiados bajuladores do poder, a tentar calar e a perseguir as vozes de revolta nas redes sociais, na comunicação social, espalhando o clima de terror e da mentira à distância.As detenções dos criminosos, são uma farsa.)

Ativistas desaparecidos foram assassinados pelos serviços de segurança

Dois conhecidos ativistas angolanos, raptados após uma manifestação de ex-militares, foram assassinados pelo Serviço de Inteligência e de Segurança do Estado depois de terem sido torturados.O caso está a escandalizar o país e a colocar a nu o violento sistema repressivo do regime de José Eduardo dos Santos.
 
Os ativistas Alves Kamulingue e Isaías Sebastião Cassule, raptados a 27 e 29 de maio do ano passado, no seguimento de uma manifestação de ex-militares, veteranos e desmobilizados, que exigiam a atualização do valor das suas pensões, foram executados pelos serviços de segurança angolanos segundo um documento a que o portal angolano Club-K teve acesso.

O documento revela a forma como as autoridades executaram os dois cidadãos e torna claro que o ex-militar Alves Kamulingue foi detido por volta das 14 horas, nas mediações no Hotel Skyna, por tropas da UGP - Unidade da Guarda Presidencial - e que o entregaram na esquadra da Polícia Nacional da Ingombota.
Alves Kamulingue ficou sob responsabilidade do chefe de departamento da investigação criminal daquele departamento, Manuel Miranda, também conhecido por “Chefe Miranda”.
 

Isaías Sebastião Cassule, conhecido ativista e organizador de protestos não compareceu nesta manifestação de antigos combatentes, mas é informado que o seu amigo Alves Kamulingue teria sido levado por militares.Em solidariedade, Cassule avança com contactos para fazer denúncias sobre a detenção do rapto e programa uma entrevista à Rádio Eclésia.
No dia 29 de Maio, Isaías Sebastião Cassule é atraído por um telefonema de alguém que se identifica por “Tunga” que lhe diz ter informações sobre o rapto de Kamulingue e que inclusive pretendia fazer-lhe chegar um suposto vídeo do amigo a ser levado.Ao anoitecer, Isaías Cassule e um amigo Alberto António dos Santos vão ter com o suposto “Tunga”.
Para ser mais facilmente identificado, o suposto “Tunga” apareceu vestido com uma camisola que dizia “32 é muito”, igual aos dos jovens revolucionários.Logo a seguir, cinco elementos cercam os dois ativistas. Isaías Cassule é raptado enquanto Alberto Santos escapa e denuncia como o amigo foi raptado.

Desde então, Alberto António dos Santos, ex-mecânico da UGP, tomou medidas de prevenção com medo de que pudesse ser alvo dos raptores. No dia 27 de Março do deste, encontrava-se num mercado em Luanda e através do seu telemóvel, elementos da DNIC - Direção Nacional de Investigação Criminal -, identificaram a sua localização e detêm-no por “participação no sequestro” de Isaías Cassule.

Nos interrogatórios é questionado sobre com quem terá desabafado acerca do rapto do amigo.No entanto, o chefe do Departamento de Crimes contra Pessoas da DNIC, Fernando Recheado, e o instrutor do processo, Armindo César, pediram a Alberto os Santos para dizer que um partido da oposição lhe deu dinheiro para sequestrar os próprios colegas.Fernando Recheado ameaçou-o de que se não dissesse que a UNITA tinha ordenado os sequestros, seria preso por muito tempo.
Alberto dos Santos foi posto em liberdade, em finais de Setembro, depois de passar mais de seis meses na comarca de Viana de Luanda, sem culpa formada.

Os assassinatos

Logo após ter sido detido, Isaías Sebastião Cassule, foi levado para a esquadra da polícia, mas terão sido elementos do aparelho de segurança que o terão ido buscar para ser transportado para outro local.Cassule foi brutamente espancado durante dois dias seguidos, acabando por morrer.O seu cadáver foi atirado ao rio Dande, na província de Bengo, precisamente, numa área onde há jacarés.

Um elemento conhecido por “Cheu”, tido como o homem de ligação com o gabinete do governador provincial de Luanda, Bento Francisco Bento terá confessado tudo sobre Isaías Cassule e atribuiu as culpas aos elementos da delegação de Luanda, do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE).

Alves Kamulingue foi também alvo de “treinos”, expressão usadas pelos operacionais da DNIC, para definir torturas.O mesmo terá sido executado com um tiro na cabeça.Os disparos terão sido feitos por um oficial da esquadra da ingombotas, identificado “Kiko”, suposto sobrinho da Ministra do Ambiente, Fátima Jardim.
 

Autoridades angolanas tentaram abafar o caso

No seguimento de um interrogatório, o autor dos disparos revelou que apenas cumpriu ordens do seu superior, “Chefe Miranda”. Este por sua vez, ao ser interpelado referiu que também cumpriu supostas ordens do diretor provincial da investigação de Luanda (DPIC), António Pedro Amaro Neto, que entretanto foi ouvido na passada quarta-feira.

Com base nas revelações, a Direção Nacional de Investigação Criminal (DNIC), enviou para as referidas matas oficiais identificados por David, Benchimole, Jesus e Fernando Recheado, a fim de fazerem a reconstituição do crime.

Estes encontraram as supostas ossadas de Alves Kamulingue, e levaram consigo as suas sapatilhas e roupa encontradas no local.As autoridades decidiram manter o assunto da descoberta como “top secret”, para evitar com que o tema viesse a público como execução.

Quando se sucederam as referidas mortes, o diretor-geral do SINSE, Sebastião José António Martins era também o ministro do Interior e encontrava-se fora do país, na sequência da autorização do Presidente José Eduardo dos Santos para dar seguimento a um tratamento de saúde.
Bento Francisco Bento, o governador de Luanda teria entretanto sido informado, sobre o que aconteceu, por intermédio de um elemento de ligação junto ao seu gabinete que participara na operação.

Ao regressar do exterior, Sebastião Martins tomou conhecimento do assunto.Mesmo assim, foi tentando um acordo de cavalheiros a fim de se abafar o caso.Porém, a divulgação do escândalo pelo Club-K, detalhando o assassinato dos dois ativistas colocou o plano em causa.

Assim, as autoridades através da Procuradoria-Geral da República viram-se obrigadas a sair a público e ordenar as detenções dos envolvidos no desaparecimento dos dois cidadãos. Por seu lado, José Eduardo dos Santos exonerou Sebastião José António Martins de diretor do SINSE, nomeando para o seu lugar o seu adjunto Eduardo Filomeno Leiro Octávio.
 

Fonte:Esquerda.net

 
 
 

domingo, 17 de novembro de 2013

Angola:Povo português e angolano, reféns das parcerias entre as elites coruptas angolanas e portuguesas

Jamais a elite corrupta angolana retirará o seu dinheiro de Portugal, porque em nenhum país era possível haver tanto capital com origem desconhecida, como em Portugal.Comprando os angolanos desta forma, a capacidade de dominarem a política em Portugal.Como a política em Portugal se submete aos negócios, e estes em parte são angolanos, assistimos a situações que até podem colocar em causa a própria segurança do estado português
 

Curiosidades:Moto 4 com motor Ferrari


As moto 4 são um veículo sempre interessante.Especialmente se estiverem equipadas com um motor Ferrari V8 de 3.0 litros. Sim, leu bem.Este é a Lazareth Wazuma V8F Matt Edition e por debaixo da superfície está um motor V8, vindo diretamente de Maranello...
 
 
  

Angola:Anita e Isabel dos Santos

Empresária diz que “não são verdade” a maior parte dos rumores que dizem sobre si e separa a sua carreira profissional do facto de ser filha do Presidente de Angola.



 
 
 

sábado, 16 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013