sexta-feira, 30 de novembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Polícia militar agride jornalista português

Fonte: Agência Lusa
Thursday, 29 November 2007

O jornalista português António Cascais, da rádio alemã Deutche Welle, e o deputado da UNITA Alexandre Neto Salombé, foram agredidos esta quarta-feira em Luanda pela polícia militar, disse à Lusa o parlamentar da principal força da oposição angolana.
O incidente ocorreu cerca das no Bairro do Iraque, onde há várias semanas estão a decorrer demolições de casas.Alexandre Neto Salombé, deputado do partido União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e director da rádio ‘Despertar’, acrescentou à Lusa que vai denunciar o caso no parlamento angolano.O deputado e o jornalista português, que trabalha como «freelancer» para a emissora pública alemã Deutche Welle (Voz da Alemanha), foram impedidos por militares e seguranças de registar com um gravador e uma câmara de filmar incidentes a que assistiram.Contactado por telefone a partir de Lisboa, o deputado disse à Lusa ter sido vítima de humilhações e tortura psicológica por parte de militares, seguranças, e do responsável da empresa que está a gerir as demolições.
António Cascais, por sua vez, disse à Lusa que o cenário que viu no Bairro do Iraque assemelhava-se ao de uma «guerra civil», pelo que considerou obrigação sua, enquanto jornalista, divulgar o que se estava a passar.

Comentário: O petróleo e os diamantes conseguem proporcionar situações maravilhosas como esta.Só, não conseguem comprar a liberdade de expressão e a Democracia.

"Se as coisas são feitas para serem usadas (petróleo e diamantes), e as pessoas para serem amadas (respeito...aceitando o direito à difrença na opinião), porque é que, amamos as coisas ( a riqueza indivual) e usamos as pessoas (atropelamos e violamos os direitos - desrespeito)?"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Empréstimos garantidos pelo petróleo são insustentáveis - PNUD

Fonte: Reuters (Christopher Thompson)
Saturday, 17 November 2007

Especial Retrospectiva - Angola 32 Anos. A utilização de empréstimos garantidos pelo petróleo para financiar a reconstrução do pós-guerra é insustentável. Deveria realizar-se uma conferência internacional para aceder a uma maior variedade de fundos, afirmou na última terça-feira um representante das Nações Unidas.

“A situação actual não é sustentável. (Utilizar) empréstimos cuja garantia é o petróleo é atar as próprias mãos,” afirmou na terça-feira Pierre-François Pirlot, coordenador residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola. “As reservas petrolíferas não são eternas, talvez durem mais 15 anos. Se está a contar com as indústrias extractivas, a situação também não é melhor.”

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsaariana, depois da Nigéria, produzindo actualmente 1,4 milhões de barris por dia. O Governo prevê um aumento na produção para 2 milhões de barris por dia até ao final de 2007. O país está actualmente a meio do ‘boom’ da reconstrução financiado pelas receitas de petróleo, depois de uma guerra civil que durou 27 anos.

Ao contrário de outros países em situação de pós-conflito, tais como o Iraque, o Afeganistão e a Serra Leoa, Angola nunca realizou a conferência para a reconstrução. Uma decisão que alguns analistas atribuem à relutância de Angola abrir as suas contas pouco transparentes ao escrutínio externo.
“São necessários biliões de dólares para reconstruir as infra-estruturas,” disse Pirlot em entrevista à Reuters. “A nível simbólico é importante realizar uma conferência para a reconstrução, para mostrar à comunidade internacional e aos investidores que o plano a longo prazo é credível.”

Alguns economistas defendem que Angola não precisa de doadores internacionais. Os cofres do Governo angolano viram recentemente um aumento significativo no crédito externo, a principal razão para o aumento do orçamento de Estado de 2006 no valor de US 25 biliões de dólares. Em 2005, o valor foi de apenas US 13 biliões de dólares.

No entanto, Pirlot afirmou que o crédito estrangeiro pode simplesmente adiar alguns problemas, visto que Luanda consigna a maioria da sua produção petrolífera futura para o pagamento de dívidas. “O paradoxo é que Angola quer manter a sua soberania. No entanto, está a hipotecar o seu futuro,” afirmou.

O Ministro das Finanças, José Pedro de Morais, afirmou que o financiamento das linhas de crédito vai aumentar de 800 milhões de dólares em 2005 para 5 biliões em 2006, incluindo uma linha de crédito de US 3 biliões de dólares do Eximbank China, cuja garantia é o petróleo.

Portugal foi o último país a oferecer uma linha de crédito, depois de ter concedido um empréstimo no valor de 300 milhões de euros no último mês.

Pirlot afirmou que Angola precisa de um investimento a longo prazo para diversificar a sua produção, acrescentando que planeou uma conferência de investimento a médio prazo.
“São necessários investidores para desenvolver novamente o sector industrial e não linhas de crédito. A conferência de reconstrução faz sentido a médio prazo. Angola também tem sido criticada pelo uso do crédito estrangeiro no passado, sobretudo pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelas organizações de sociedade civil que dizem que os empréstimos não são transparentes.
No entanto, o Ministro das Finanças afirmou que Angola era digna de créditos devido à paz que existe actualmente no país e ao grande crescimento económico, embora 70 por cento da população viva abaixo do limiar da pobreza.

Comentário: Digam lá que o JES não é esperto.Não expõe ao mundo os montantes dos seus fundos particulares.Hipoteca Angola e o futuro dos angolanos através do petróleo e diamantes.Daqui a 15 anos os que não receberam a sua factura, ficam a chuchar no dedo, e às voltas e baldrocas com os chineses e outros (Futuros mandantes e controladores de Angola).Entretanto JES vai chorando e apelando ao investimento externo na "Missão de espírito e boa vontade na reconstrução de Angola". É tudo feito na base da boa vontade, para ambos os lados.Não se esqueçam que Angolano sabe chorar ao coração e cativá-lo, acenam com o petróleo impedem a razão de analisar friamente os factos e dados (escondem os fundos).Angolano frequentou durante 32 anos a Alta Escola da Corrupção, quer material quer das palavras e comunicação (contra informação).

Os angolanos Vladmiros ( personagem do livro "predadores"de Pepetela) vão dizer que este inglês não percebe nada dos assuntos de Angola, como tal, anda a falar àtoa por inveja.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Projecto para a construção do Novo Palácio Governamental

José Eduardo dos Santos quer governar à dimensão Mundial.


Este projecto vai implicar a destruição dos bairros da Samba Grande, Samba Pequena, Cidade Alta, Bairro da Quinanga(ex-Praia do Bispo) Bairro Azul ( ex - Bairro da Coreia)

Muita gente andava desconfiada, porque razão os terrenos envolventes ao Maussoléu de Agostinho Neto, permaneciam livres, sem a febre das actuais construções chinocas e de outros países.A resposta para essas pessoas, fica aqui exposta, através de fotos e alguns planos projectados para esse espaço








segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Estudo coloca Luanda como a cidade mais cara do mundo para expatriados

Fonte: Agência Lusa
Monday, 26 November 2007


A capital angolana, Luanda, tornou-se na cidade mais cara do mundo para trabalhadores expatriados, revela um estudo da empresa de recursos humanos ‘ECA International’, divulgado esta segunda-feira em Singapura.

O estudo baseia-se nos preços dos últimos 12 meses de um cabaz de 128 bens de consumo e serviços habitualmente adquiridos por expatriados em 300 locais do mundo. Os dados apurados são usados pelas empresas para calcular as ajudas de custo pagas a funcionários no estrangeiro.
Entre estes itens estão alimentos (lacticínios, carne e peixe, fruta fresca e vegetais), bebidas e tabaco, serviços, roupa, electrodomésticos, automóveis e peças, além de refeições em restaurantes.

Luanda é seguida por Oslo, Moscovo, Stavanger (Noruega), Copenhaga, Kinshasa, Seul, Libreville (Gabão), Genebra e o centro de Londres, no 10.º lugar.
«Algumas pessoas podem estar surpreendidas por cidades africanas estarem nos primeiros dez lugares», afirmou Lee Quane, do escritório da ECA em Hong-Kong. E explicou que os itens do cabaz de compras feitas pelos expatriados não estão facilmente disponíveis no mercado local e são, por isso, mais caros.

Em 2006, Luanda surgia em segundo lugar, atrás de Harare, posicionada então como a mais cara devido à hiperinflação registada no Zimbabué.
«Angola sempre foi um local caro para expatriados, porque é difícil obter a qualidade de bens e serviços de que eles esperariam desfrutar em casa. O seu constante crescimento no custo de vida é em larga medida resultado do aumento dos preços do petróleo», afirma a ECA International.

Com a valorização do kwanza, adianta, Luanda «tornou-se mais cara para os visitantes», apesar de a inflação estar «contida». Um outro estudo divulgado na semana passada pela consultora imobiliária Worx apontava as carências de novos projectos de habitação de qualidade «à excepção dos espaços destinados aos colaboradores das empresas relacionadas com o petróleo», como causa dos altos preços de compra a aluguer que se registam na capital angolana, dos mais altos em África.

«Com a elevada procura, as rendas atingiram valores recorde no continente africano», com os valores das «prime rent» mensais (renda de zona de referência) de T5 rondar os 12 mil dólares (17 mil euros) por metro quadrado.
A Worx explica estes valores como o resultado de 27 anos de guerra civil em Angola (1975-2002), a que se associa a falta de investimentos nos últimos anos.
Se em termos globais Luanda é a cidade mais cara, já na Ásia é a capital da Coreia do Sul, Seul, que lidera a lista definida pela ECA.
O estudo sustenta que a desvalorização do iene faz com que as cidades japonesas sejam mais baratas.

A capital japonesa, Tóquio, mantém o segundo posto das cidades mais caras da Ásia, mas em termos globais saiu da lista das 10 mais caras devido à desvalorização do iene.
«A desvalorização do iene contra várias moedas, associada a uma baixa inflação, reduziu significativamente os custos para estrangeiros em Tóquio, Yokohama e Kobe nos últimos anos», refere o relatório da sondagem.

Na Ásia, as cidades japonesas de Yokohama e Kobe surgem no terceiro e quarto lugares, seguidas de Hong Kong, Taipé (Taiwan), Pequim e Xangai (China), Singapura e Cantão (no 10.º lugar), a capital da província chinesa de Guangdong, sul do país.
A sondagem revela também que há 15 cidades chinesas entre as 39 mais caras da Ásia.

Os elevados preços da alimentação e a valorização do remimbi chinês fez aumentar o custo de vida dos expatriados nas cidades chinesas, diminuindo a diferença que mantinha com outras cidades mais desenvolvidas como Hong-Kong e Taipé.

A capital indonésia, Jacarta, está no 11.º lugar das cidades mais caras na Ásia, Banguecoque no 18.º, Manila no 19.º, Hanoi em 32.º lugar, um acima de Kuala Lumpur, a capital da Malásia que foi classificada no 33.º posto e considera Islamabad a cidade menos dispendiosa para os expatriados.

Comentário: Esta classificação não surpreende.O maldito petróleo, tanto está para o bem, como para o mal

sábado, 24 de novembro de 2007

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Série Angolana de Humor - Conversa no Quintal

Para quem não conhece ou nunca teve oportunidade de ver esta excelente série de humor angolana, aqui ficam alguns momentos divertidos.


domingo, 18 de novembro de 2007

Comunidade angolana em Portugal realiza manifestação




"O voto é um direito constitucional, ninguém nos pode impedir de o exercer"
Lisboa - A Comunidade angolana em Portugal realiza na próxima Segunda Feira, dia 19 , uma manifestação em frente ao Consulado de Angola em Lisboa para exigir o direito ao voto,nas eleições, negado a diáspora, pelo Governo do MPLA.


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Negócio do Aluguer de Casas em Luanda



Negocio : Aluguer
Cidade : Luanda
Província : Luanda
Preço, $ : 5,000
Quartos : 1
Casa de Banho : 1
Tipo de Propriedade : Apartamento
Ano de Construção : desconhecido
Metro Quadrado : desconhecido
Garagem : desconhecido
Bairro : Bairro Azul
Colegio por perto : desconhecido
Description IDEAL PARA PEQUENAS EMPRESAS IDEAL FOR SMALL BUSINESS

Apartamento tipo Estudio ideal para Escritorio. Bachelor Flat, ideal for Office.
Apenas Disponivel em Janeiro de 2008 Only available in January 2008
Com um escritorio externoWith an External Office

Fonte: http://www.casasemangola.com/

* Nota :Em caso de dúvida ou ignorância, uma vez que o preço não especifica a moeda ( kwanzas, euros, USD) se o preço pedido pelo aluguel, fôr em Kwanzas, feita a conversão do valor para Euros e USD os resultados são os seguintes :

Conversão em EUROS
2007 Novembro 16, Sexta Feira
5000 Kwanza angolana = 45.64174 Euro
5000 Euro (EUR) = 547'744 Kwanza angolana (AON)
Preço Médio 0.009082 / 0.009128 (oferta/procura)Preço estimado baseado em dólares americanos.
FXConverter™: Conversor de Moeda Corrente © 1997-2007 by OANDA.com.

Conversão em USD ( dolares)
2007 Novembro 16, Sexta Feira
5000 Kwanza angolana = 66.85922 US Dólar
5000 US Dólar (USD) = 373'920 Kwanza angolana (AON)
Preço Médio 0.01331 / 0.01337 (oferta/procura)

Pelos valores resultantes da reconversão, tudo leva a crer que o valor pedido será em Euros.Isto é 5.000 (5 mil) euros ou USD

Comentário: Imaginem se uma casa (casa é favor, diria anexo) com este nível ( tipo construção clandestina da época colonial - Bairro Azul ex Bairro da Coreia, actualmente um musseque) o aluguel é deste montante, qual será o valor de um aluguel de uma moradia nos bairros considerados finos da época colonial (Alvalade, Miramar)ou num apartamento ou moradia das actuais construções que estão acontecer na cidade de Luanda.Para suportar estes preços é necessário possuir um rendimento de milionário. Os que conseguem suportar estes preços, ou são de uma condição social restrita com acesso directo às riquezas de Angola, ou possuem uma formação altamente especializada, conseguida nas melhores Universidades da UK ou USA.Ou ainda uma formação de nível inferior, conseguida na Universidade da Escola da Vida e Esquemas Alternativos.
Com estes preços, os Deuses Angolanos devem estar Loucos, e simultâneamente contra o cidadão médio e pobre, para que estes consigam adquirir uma habitação condigna.A estes só lhes resta a alternativa de construir uma barraca, casa de lata, num musseque dentro e fora da cidade de Luanda.Não admira que Luanda seja uma cidade musseque.



Nas santas terrinhas, o povo a estas situações fazia um TOMA PARA CHULOS

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Madeira de Cabinda - Como é possível a Falência das Empresas

video

Andam Todos Ao Mesmo - Espírito de Missão



O grupo brasileiro Odebrecht anunciou que vai se associar às empresas angolanas Sonangol e Damer para investir US$ 200 milhões na produção de etanol e de eletricidade em Angola.
O projeto, em fase final de estudo, vai ser desenvolvido na província de Malanje, próximo à hidrelétrica de Capanda, numa área total de 30 mil hectares, divulgou a Odebrecht, em comunicado.
Desta área, 20 mil hectares serão destinados à plantação de cana-de-açúcar e os outros 10 mil à rotação de cultivo e à instalação de uma unidade industrial. "A escolha desta área se deve às características climáticas, topográficas e infra-estruturais da região, estando situada a pouco mais de 400 quilômetros de distância de Luanda [capital de Angola]", adianta a empresa brasileira.

Biocom
A unidade industrial angolana terá uma capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas de matéria-prima por safra - produzindo 160 mil toneladas de açúcar e 50 mil metros cúbicos de etanol - e deverá produzir 140 megawatts de energia elétrica por ano. Denominada Biocom (Companhia de Bioenergia de Angola Ltda), a sociedade será dividida em 40% para a Odebrecht, 40% para a Damer e os 20% restantes para a Sonangol. O empreendimento deverá criar 2 mil postos de trabalho diretos na região.

De acordo com a Odebrecht, o projeto vem "resgatar o potencial agroindustrial do país, devido às suas características climáticas ou topográficas, que garantiram no passado colonial um papel de destaque entre os países exportadores de commodities no continente africano".
Para o Brasil, permite o "reforço do posicionamento geopolítico na África, a disseminação mundial do etanol como biocombustível e a abertura de um mercado de serviços, tecnologia e bens de capital para o agronegócio brasileiro".

Fonte: Agência Lusa

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Apreendidos 11 mil metros cúbicos de madeira a caminho da China

As autoridades da província de Nampula, Norte de Moçambique, anunciaram hoje a apreensão de 11 mil metros cúbicos de madeira avaliados em 3,5 milhões de euros, que iam ser ilegalmente exportados para a China.
Pedro Mangue, dos Serviços Nacionais de Inspecção de Terras e Florestas no Ministério da Agricultura de Moçambique, afirmou que a referida madeira, acondicionada em 531 contentores, está em toros, uma forma de corte que o Governo proibiu desde Junho último.
A interdição visa refrear o corte excessivo de madeira no país e permitir a reposição florestal em Moçambique.
No lote apreendido, as autoridades encontraram ainda madeira de Umbila e Pande, cuja exportação em toros é proibida desde 2006, afirmou Mangue.
Oito empresas das províncias de Nampula e Cabo Delgado, norte de Moçambique, e Zambézia, centro, estão alegadamente envolvidas no caso desta apreensão, afirmou o mesmo funcionário do Ministério da Agricultura de Moçambique.
"A madeira já tinha passado de todos os esquemas de controlo montados no porto de Nacala, nomeadamente os serviços de Alfândegas e da Agricultura", destacou a fonte.
Pedro Mangue indicou que a mercadoria confiscada será vendida em hasta pública, devendo os infractores responder no Tribunal Aduaneiro.
"Os madeireiros têm de ser sérios e exercer a actividade com responsabilidade. Temos de valorizar os nossos recursos", disse Mangue.
Os operadores deste sector aproveitam-se da incapacidade das autoridades, em meios materiais e recursos humanos, para persistir na exportação de madeira em moldes considerados ilícitos e invariavelmente destinada ao mercado chinês.
Recentemente, as autoridades moçambicanas descobriram que um navio chinês deixou o porto da Beira, na província de Sofala, centro de Moçambique, com um carregamento de 1894 toros de madeira, supostamente com o aval da Direcção Nacional de Terras e Florestas (DNTF).
A riqueza em madeira de muitos países africanos e a fragilidade no controlo desta actividade no continente levou os operadores chineses a virarem-se para África, para alimentar a grande procura desta matéria-prima naquele país asiático.

domingo, 11 de novembro de 2007

DEDO NA F´RIDA... Vamos falar de....


* Clique em cima da foto para ampliar

32ª Aniversário da Independência de Angola

Comemora-se hoje, 11 de Novembro o 32ª Aniversário da Independência de Angola.

Para muitos, é um dia de alegria e euforia.Para outros, um dia de tristeza e agonia.Para os primeiros, o dia é de alegria e euforia, porque desembaraçaram-se de um antigo colonizador - Portugal, que segundo eles os oprimia, limitando-lhes a liberdade em todos os âmbitos da sua vida, roubavam-lhes a riqueza da terra e do país.Os exemplos vividos em Angola, com os Segundos Colonizadores não são melhores, do que aqueles que viveram no passado.Não há liberdade de expressão nem democracia.Os que colocam a nú as negociatas, são silenciados, mandados para a prisão como castigo pela sua audácia e interferência nos destinos do povo e do país.A riqueza é mal distribuída, onde os comtemplados são os angolanos sentados em poltronas luxuosas e almofadadas, sem competência para mandar executar obras e melhorar as condições de vida do seu povo.As condições alteraram-se para pior, afundando o povo na miséria e fome.Há mais cerveja que escolas.A maioria das crianças não tem um pão para comer por dia.Esperemos que não esqueçam, enquanto comemoram mais um aniversário, que Angola, tem novos colonizadores, onde estão incluídos países que são Super Potências Mundiais, que não são, serão colonizadores moles como foi Portugal.Esperemos que não esqueçam, que estão a começar a Terceira Colonização.Esperemos que o objectivo dos novos colonizadores seja o "espírito de missão" de ajudar os angolanos.Qualquer observador atento e conhecedor das riquezas de Angola, não acredita que seja esse o " espírito de missão" por parte dos países empenhados na reconstrução de Angola.Esperemos que o preço a pagar mais tarde, não seja elevado demais quer para Angola, quer para os Angolanos.

Para os angolanos, que consideram este dia, este aniversário uma tristeza e uma agonia, a realidade é cruel, porque todos eles sabem, que tudo o que fizeram por Angola foi de alma e coração, onde o coração chorou mais alto que a razão das riquezas, a ganância do homem, que em nome da "Opressão e Liberdade" fomentaram uma guerra, despedaçaram e desmembraram um povo e um país.A maioria desses fomentadores da liberdade quer em Angola, quer em Portugal, vivem actualmente em óptimas condições, esqueceram-se do seu povo, que continuou, continua a viver miserávelmente e a ser a última opção nos destinos e reconstrução de Angola.Não adianta continuar chorar pelo leite derramado do passado.Adianta sim, estar atento e vigilante para o que vai acontecer no futuro por Angola.Vamos esperar para ver se os mesmos poderosos vão continuar a comer tudo, esquecendo o verdadeiro povo, aquele que não come nada.
Sou tão angolana como os pseudo libertadores e fomentadores de teorias de liberdades dos oprimidos. Tenho o mesmo direito e dever de expressar a minha opinião que os pseudo responsáveis da Segunda e Terceira colonização.

Os meus votos de aniversário para Angola, serão: " Muxima Angola ".


Mami

sábado, 3 de novembro de 2007

Angola - Luanda - Cidade Musseque



Escrito por Marcelo Rosa Maio 29th, 2007

Em Angola, conheço somente a cidade de Luanda. Não conheço outros locais. Mas o que vemos em Luanda dá uma excelente idéia do que espera um estrangeiro ao se mudar para lá.
É uma cidade que poderia ser muito bonita, se fosse bem cuidada, mas a sujeira impera, e as marcas de trinta anos de guerra mostram sua força. Vidros quebrados, marcas de balas por todos os cantos. Pouca ou nenhuma infraestrutura urbana. Parques, praças, inexistentes.
Nos bairros mais populosos e pobres, como o Rocha Pinto, realmente nos sentimos em uma favela qualquer no Brasil. As casas sem revestimento nenhum, e com as telhas de amianto presas por tijolos. Nunca entrei em nunhuma, porém dizem que por dentro elas são bem confortáveis, seja lá o que isso quer dizer em Angola.
Mas a cidade não é só pobreza. Próximo do oceano temos uma região com prédios governamentais, bem cuidada e com alguns bares como o Bahia (se não me engano é de propriedade da filha do Djavan). Nas fotos abaixo temos duas vista dessa região.


*Aqui vivem os novos ricos - Generais, novos colonizadores e oportunistas corruptos que expulsaram os portugueses de Angola


*Aqui vivem os pobres - militantes guerrilheiros seguidores dos generais, escravos dos novos colonos e dos oportunistas corruptos que expulsaram os portugueses de Angola

*Aqui vivem os novos ricos - Generais, novos colonizadores e oportunistas corruptos que expulsaram os portugueses de Angola

*Aqui instalam-se os grandes grupos empresariais que vão para Angola ajudar na sua reconstrução

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

“Sou tanto angolano como o presidente da republica”


Lisboa - Os angolanos não devem ficar calados perante o que se está a passar, “porque é preciso começar a resgatar o país das mãos dos que o conspurcam”, defendeu quinta feira o jornalista angolano Rafael Marques em declarações à Agência Lusa.

“É fundamental. É preciso começarmos a resgatar o país das mãos daqueles que conspurcam o nome de Angola e fazem de Angola uma coutada privada”, frisou Rafael Marques.

Chegado de Angola há três dias, onde passou os últimos quatro meses, Rafael Marques não esconde a revolta face aos mais recentes acontecimentos verificados no país.

As condenações em tribunal do anterior responsável da “secreta” angolana, general Fernando Miala, e do director do semanário “Angolense”, Graça Campos, e a “arbitrariedade” das autoridades no alegado motim da cadeia de Luanda levam Rafael Marques a considerar que “os angolanos não devem ficar calados”.

“O que deve ser dito de forma clara e inequívoca é que o que está a acontecer em Angola não merece o silêncio dos angolanos. Merece a denúncia, merece a repulsa”, destacou.

No caso do general Miala, condenado a quatro anos de cadeia, Rafael Marques confessa que não ficou surpreendido com a decisão do tribunal.

“Angola não se rege pelas regras do Direito. Rege-se pelas normas do poder arbitrário. Logo a sentença não podia ser uma surpresa”, salientou.

“Era preciso eliminar o homem. Um homem que durante muitos anos pensava que estava a servir o país, mas que, na verdade, estava a servir um grupo de indivíduos, encabeçado pelo Presidente da República (José Eduardo dos Santos)”, disse.

“Já não precisavam dele porque já consolidaram o seu poder. O processo do general Miala é similar ao processo de `27 de Maio`, em que as pessoas que defenderam (o primeiro Presidente angolano) Agostinho Neto foram mortas para dar lugar, dar espaço às famílias parasitárias que hoje dominam e privatizam o país a seu bel-prazer”, acusou.

“Tudo o resto é um ardil”, garantiu.

No caso do jornalista Graça Campos, condenado a oito meses de cadeia por injúrias e difamação ao ministro da Justiça, Paulo Tjipilica, Rafael Marques acredita estar perante “mais uma prova de falta de seriedade do sistema jurídico”.

“Temos em Angola um sistema jurídico que continua a ser dominado por figuras que têm um passado duvidoso quanto à promoção do estado de Direito”, acrescentou.

A condenação de Graça Campos é “injustificável”, porque, tratando-se de um caso de difamação dever-se-ia ter aplicado uma pena suspensa.

Instado a dizer se a pena pode traduzir um aviso à restante imprensa angolana, tendo em conta que o país irá em breve a eleições, Rafael Marques acha que não.

“Esses avisos têm sido feitos de forma regular. Este não é o primeiro aviso. Mas devo dizer que há vários projectos ligados a figuras do próprio regime, em que se incluem também os filhos do Presidente da República, para a criação de outros órgãos de comunicação social”, vincou.

O objectivo, considerou, “é afastar os escolhos para permitir que esses projectos possam singrar e ocupar o espaço que neste momento foi conquistado pela imprensa privada”.

Quanto à realização de eleições legislativas em Angola em 2008 e presidenciais em 2009, Rafael Marques não acredita que venham a realizar-se.

“Não acredito que haja eleições em 2008. O processo democrático pura e simplesmente não é a realização de eleições e as pessoas estão conscientes de que não houve processo democrático em Angola”, salientou.

A razão é que Rafael Marques considera que “não há abertura que permita vislumbrar alternativas de poder” e essa situação, acredita, “foi feita de forma propositada”.

“Foi feito de forma propositada, aniquilando, manietando e corrompendo os opositores”, afirmou.

“Angola é um país em que se promove a fome, em que se promove a pobreza e em que se promove a luxúria como formas de desagregação do tecido social e da coesão social. As pessoas acabam sempre por se inclinar ou não resistir à corrupção”, acrescentou.

Rafael Marques afirma-se um patriota e diz que não medo de entrar no seu país.

“Sou um cidadão livre. Não temo ninguém porque não cometi nenhum crime e Angola é também o meu país. Sou um patriota e sou tanto angolano como o Presidente da República, José Eduardo dos Santos”, frisou.

Fonte: Lusa