terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Angola/África: Boas Festas

Para todos os frequentadores/leitores
Boas Festas
 
 
 
 

África/África do Sul:O que Mandela sonhou, a África do Sul concretizou?


 


A liberdade foi o legado que Nelson Mandela deixou à África do Sul.Mas 20 anos após o fim do apartheid, a realidade da comunidade negra é bem diferente daquilo que o histórico líder projetou.
A redefinição do país carregou a promessa de libertar a comunidade negra de todas as correntes.A emancipação daqueles que representam 80% da população não dissipou as desigualdades.Apenas uma minoria conseguiu adquirir poder económico.
 
No coração de um dos bairros mais chiques de Joanesburgo, um restaurante tornou-se no grande motivo de orgulho de Mandisa. Aqui dizem que ela é um dos “diamantes negros”. O apartheid obrigou-a ao exílio.Regressou depois da libertação de Mandela.Trabalhou no setor financeiro.Dez anos mais tarde, realizava o seu sonho. “Havia gente que me dizia para não assumir que era eu a proprietária deste negócio, porque se se soubesse que pertence a uma mulher negra, as coisas não iam resultar.Eu recusei.Lutei tanto para ter isto.Como é que poderia dizer que não é meu?As pessoas que continuam a ter medo deviam era agarrar as oportunidades, tentar fazer com que as coisas funcionem, e preparar-se para trabalhar muito”, declara Mandisa.
 
 
Nos arredores de Joanesburgo, o Soweto foi um dos palcos principais da luta anti-apartheid. Nos últimos 20 anos, muita coisa tem mudado por aqui.Entre empreendimentos e centros comerciais, a emergência de uma nova classe média tornou-se numa realidade concreta.Afinal, o Soweto é uma terra de oportunidades, diz-nos Nqobile, um exemplo de empreendedorismo nas chamadas township. Vendeu comida na rua para comprar as primeiras ferramentas da atividade que ambicionava ter. Fez uma formação, recebeu um microcrédito do Estado e abriu uma joalheria.“Os mais velhos aqui do bairro dizem-me que têm estima pelo que eu estou a fazer, porque lutaram para que pudesse acontecer.E os mais jovens têm de fazer o mesmo, têm de se tornar autossuficientes, e deixarem de ser dependentes do mestre, como acontecia há 20 anos”, afirma.
 
 
Mas o Soweto é o exemplo de que a liberdade trazida por Mandela não representou prosperidade para todos.A localidade de Alexandra, por exemplo, simboliza as dificuldades atuais com que se debate uma grande fatia da comunidade negra.Faltam infraestruturas, falta alojamento, os serviços públicos são ineficazes, o desemprego é endémico – os males de Alexandra refletem a outra realidade sul-africana, na qual 60% das famílias negras vive na pobreza.
 
Tumi tenta enfrentar todos os obstáculos.O ginásio que abriu serve de pretexto para afastar os jovens das ruas de Alexandra das malhas da toxicodependência e da delinquência.Tumi elenca as carências: “Precisamos de investidores.Precisamos de centros de acolhimento infantil.Precisamos de bibliotecas.Há muita gente aqui que não teve acesso à educação.No ginásio, tentamos alertar para as questões relacionadas com a saúde.Não é preciso muito para mudar a vida desta comunidade.”
 
Com o fim do apartheid, Frans abriu um pequeno comércio.Se a liberdade é o bem mais precioso que tem, salienta, o resto não mudou muito: “Temos liberdade, temos direitos… Mas a economia, o poder, ainda estão na mão dos brancos. São eles que mandam.Como é que nós podemos mandar se não temos dinheiro e estamos esfomeados?”
 
A cerca de quarenta quilómetros a norte de Joanesburgo, milhares de famílias amontoam-se nos bairros de Diepsloot.Imigrantes do Zimbabué, da Etiópia, de Moçambique, do Gana, até do Paquistão… São os estrangeiros e o acolhimento está muito longe de ser o melhor. Pilhagens, violência verbal e mesmo agressões físicas tornaram-se frequentes.
 
Não há muito tempo, dois homens foram mortos em Diepsloot. Lojas como a de Daniel, vindo da Etiópia, foram assaltadas.Os responsáveis nunca sofreram consequências.“Perdi tudo.Partiram a porta, roubaram tudo das prateleiras. Nem uma colher deixaram. A polícia diz que não pode fazer nada.A nossa vida não está segura aqui”, desabafa Daniel.
 
 
O cantor Abel fugiu do Zimbabué onde militava contra o regime de Robert Mugabe e partilha de um pessimismo que parece generalizado: “As pessoas estão frustradas.O governo não cumpre o seu papel.Não há emprego.O sentimento de frustração contamina tudo.É preciso segurança. Ninguém se preocupa com esta gente.A raiva acumula-se e as pessoas descarregam umas nas outras.Para um estrangeiro, é muito duro viver aqui.”
 
 
Fonte:euronews



domingo, 8 de dezembro de 2013

Angola:Curiosidades da reconstrução (Dessabamento de estradas)

               
 
Estrada Luanda/Huambo na zona do Lussumu antes da Quibala 
 

 
(Assim ficou, sem nenhuma sinalização, há mais de 24 horas)
 
 

 

 
 
 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Angola/Luanda:Confrontos na cadeia de Luanda


 
  video



Nove mortos e 22 feridos é o resultado dos confrontos entre reclusos ocorridos na terça-feira à noite na Cadeia Central de Luanda (CCL), noticiou hoje a agência Angop.

Segundo o porta-voz dos Serviços Prisionais, Menezes Cassoma, três dos 22 feridos registados na rixa encontram-se em estado grave, tendo necessitado de tratamento hospitalar.
 
Dos nove mortos, sete já foram identificados, acrescentou Menezes Cassoma.
 
A rixa começou depois de um grupo de reclusos ter ateado fogo a colchões.
 
Com capacidade para 500 reclusos, a CCL conta presentemente com mais de dois mil detidos.
 
No passado dia 30 de Outubro, uma rixa igualmente protagonizada por um grupo de detidos da CCL provocou 14 feridos, três dos quais em estado grave.
 
Fonte:Lusa / NJ

 

Angola/África do Sul:Madiba Morreu

 R.I.P



O mundo saiu à rua.Ele, é o ícone dos sul-africanos.Ele, é o ícone de todos nós.Símbolo da luta contra o "apartheid", símbolo da liberdade, da paz.Aos 95 anos, Nelson Mandela deixou o mundo mais desamparado, até porque "o seu legado vai muito além do país e do tempo em que viveu".E o mundo sabe-o.


 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Angola/Portugal:Negócios primeiro.Direitos humanos depois



 
 
 

Angola: O ideal dos miseráveis

 
 
 
(clicar em cima da imagem, para ampliar)
 
 
 
 


Angola/Moçambique:"Vimos logo que não havia sobreviventes. Está tudo em pedaços"


Queda de avião das Linhas Aéreas de Moçambique faz 33 mortos, entre os quais seis portugueses, um deles luso-brasileiro.Um comissário da polícia da Namíbia descreveu ao PÚBLICO o cenário que as equipas de salvamento encontraram.



Durante quase 24 horas, as famílias dos passageiros e da tripulação do voo TM 470 das Linhas Aéreas de Moçambique ficaram com as suas vidas em suspenso.Mas a brutalidade da notícia, que se ia anunciando com o passar do tempo, acabou por ser confirmada ao início da tarde deste sábado: o avião Embraer 190, que partira de Maputo na sexta-feira de manhã e que tinha como destino Luanda, despenhou-se no Parque Nacional de Bwabwata, na Namíbia.
 
Quando as equipas de resgate chegaram ao local, o desfecho era evidente: nenhum sobrevivente, 33 mortos, entre os quais seis portugueses, um deles luso-brasileiro.
O alerta foi dado ainda na sexta-feira por habitantes da região do Parque Nacional de Bwabwata, localizado numa estreita língua de terra entre Angola e o Botswana, conhecida como Faixa de Caprivi. Eram 14h (12h em Portugal continental) e a LAM já tinha perdido o contacto com o avião havia 30 minutos.
"Fomos alertados por habitantes locais que um avião tinha caído no Parque Nacional de Bwabwata. O fumo era visível em toda a área", disse ao PÚBLICO o vice-comissário da polícia da Namíbia na região de Kavango, Willy Bampton.
Custa-lhe descrever o cenário que as equipas de salvamento encontraram: "Vimos logo que não havia sobreviventes, havia corpos espalhados por todo o lado. Dá a impressão de que o avião explodiu assim que se despenhou. Há destroços espalhados por uma área superior a 500 metros, está tudo em pedaços."

O alerta foi dado às 14h, mas a chuva e a densa vegetação impediram uma chegada rápida ao local. As operações foram interrompidas com o cair da noite e só neste sábado, por volta das 10h locais, foram avistados os primeiros destroços.
O vice-comissário não sabe dizer nem conseguiu recolher nenhum testemunho sobre o que poderá ter causado a queda do avião. "Não há muita gente a habitar naquela região, poucas pessoas podem dizer o que realmente aconteceu."

Certezas só nos próximos dias, com a análise às caixas negras, recolhidas pelas equipas da Agência Nacional de Aviação Civil da Namíbia. Entretanto, as operações no terreno vão também continuar, "para remover os destroços e recolher todos os corpos", disse o responsável.

"Não estava a chover muito"
 
Nesta altura do ano, é comum chover naquela região, pelo que os voos estarão preparados para fazer frente a essas condições – o vice-comissário Willy Bampton confirma que chovia nesse dia, "mas não estava a chover muito".

Contactado pelo PÚBLICO, o vice-director da Agência Nacional de Aviação Civil da Namíbia e responsável pelos serviços meteorológicos, F. Uirab, disse que a organização vai reunir-se no domingo de manhã e recusou-se a prestar mais declarações, confirmando apenas que as caixas negras foram encontradas.

O jornal moçambicano A Verdade avança que o piloto "era um moçambicano com larga experiência aos comandos de aeronaves da LAM, com mais de 4000 horas de voo".O jornal escreve ainda que o piloto era chefe de operações e instrutor de voo e não era a primeira vez que comandava um voo entre Maputo e Luanda.Para além do piloto, os comandos do avião estavam também entregues a um co-piloto que, "apesar de jovem, tinha experiência de voo, com pelo menos 1000 horas" em aparelhos da LAM.

O A Verdade cita também um piloto moçambicano "com larga experiência", que disse ter informações sobre uma queda abrupta do aparelho. "A informação que tenho é que o avião desapareceu do radar a 5 mil pés por minuto, portanto vem a cair, não vem a descer normalmente, é uma descida quase que em queda", cita o jornal moçambicano.

O avião, um Embraer 190 de fabrico brasileiro, foi adquirido pela LAM no final de 2012.
Foi um dos mais trágicos acidentes aéreos da história da aviação moçambicana – em 1986, a queda de um Tupolev na África do Sul fez 34 mortos, entre eles o então Presidente do país, Samora Machel.

Número de portugueses com dupla nacionalidade pode subir

Neste sábado, o Governo português está ainda a contactar os familiares das vítimas, pelo que não foram avançados muitos pormenores sobre os passageiros.

Contactado pelo PÚBLICO, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse apenas que "várias" das vítimas viviam em Portugal, especificando que o cidadão luso-brasileiro era da zona de Rio Maior.
José Cesário disse ainda que as autoridades portuguesas estavam a tentar confirmar se entre os restantes passageiros havia outros cidadãos com dupla nacionalidade. Além dos cinco portugueses e do luso-brasileiro, a lista de passageiros inclui ainda dez moçambicanos, nove angolanos, um francês e um chinês.

"Estamos a ponderar a deslocação de pessoas para a Namíbia e estamos em contacto com cada família para ver o que será preciso", disse ao PÚBLICO o secretário de Estado das Comunidades.

Cavaco Silva envia condolências e Moçambique abre inquérito
Em comunicado, o Presidente da República, Cavaco Silva, enviou condolências às famílias das vítimas da queda do avião, dizendo ter recebido a notícia "com grande consternação".

"De acordo com a informação apurada até ao momento, seis cidadãos portugueses estariam a bordo. Os serviços diplomáticos e consulares nacionais têm estado em contacto com as respectivas famílias e com as autoridades dos países envolvidos, com vista a seguir todos os acontecimentos de forma muito próxima", lê-se no comunicado.

"Neste momento difícil, quero apresentar às famílias portuguesas envolvidas a expressão da minha muito sentida solidariedade", assinala o Presidente da República.
Depois de a queda do aparelho ter sido confirmada, o Governo de Moçambique anunciou a abertura de duas investigações, uma nacional e uma internacional.

"O Governo tomou de imediato medidas destinadas a fazer o acompanhamento do acidente e apurar as suas causas. Uma comissão de inquérito foi constituída e vai juntar-se à comissão internacional de inquérito a ser liderada pela Namíbia, que é o país onde ocorreu o acidente", anunciou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Gabriel Muthisse, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
 
 
Fonte:Público.PT