quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Casas Editoras portuguesas dominam sector dos manuais escolares em Angola [VERGONHA]

A falta de empresas e de técnicos qualificados justifica liderança que o sector dos manuais escolares no país seja dominado por editoras portuguesas, principalmente a Texto Editora e a Porto Editora, disseram à Lusa fontes do sector.
A totalidade dos materiais usados pelos alunos angolanos do segundo ciclo - que vai da 10ª à 12ª classe - são criados e elaborados por técnicos portugueses com a aprovação do Ministério da Educação angolano.
“Todo esse material é pilotado pela editoras estrangeiras porque nós ainda não temos muitos especialistas na elaboração dos materiais do segundo ciclo”, explicou à Agência Lusa David Chivela, director-geral do Instituto de Investigação e Desenvolvimento (INIDE) do Ministério da Educação de Angola.
Já os materiais usados no ensino primário e no primeiro ciclo são elaborados em Angola por técnicos nacionais, cabendo às editoras portuguesas apenas a produção dos manuais.
Neste caso, disse David Chivela, “as editoras, quer estrangeiras, quer nacionais, apenas produzem o produto acabado, mas a sua concepção, a sua elaboração, desde a fase inicial, é feita por técnicos angolanos”, sublinhou.
A área de edição em Angola “é quase inexistente”, o que obriga o governo angolano a recorrer às editoras portuguesas.
“Na realidade, não temos nenhuma editora angolana de raiz a trabalhar connosco. Trabalhamos com a Luanda Editora, mas que faz parte do grupo português Texto Editora”, afirmou o director-geral do INIDE.
“A única editora de raiz que nós conhecemos, mas que no fundo todo o material é feito em Portugal, é a Nzila”, explicou David Chivela.
No entanto, a Nzila é também uma empresa detida maioritariamente por capitais portugueses, neste caso da Editorial Caminho, empresa que Miguel Paes do Amaral e o seu sócio, Nicolas Berggruen, pretendem adquirir.
O director-geral do INIDE, o organismo público que tem como responsabilidade elaborar o material didáctico, aprová-lo e remetê-lo à direcção do Ministério da Educação, deu como exemplo a livraria Mensagem, uma empresa de direito angolano cujos produtos que comercializa são totalmente feitos fora do país.
Segundo David Chivela, o Ministério da Educação trabalha actualmente com a Plural Editores, que faz parte da Porto Editora, com a Texto Editora, de capitais mistos portugueses e angolanos, e com a Plátano, também portuguesa.
O responsável aponta a falta de matérias-primas para a produção dos livros, como a principal causa para as editoras recorrerem a Portugal para produzir os manuais escolares e os livros.
“Os livros produzidos aqui chegam a ser mais caros (do que os importados de Portugal). E compreende-se porquê, as matérias-primas são todas importadas, existem imensos problemas, a falta de água, energia, combustível, e isso tudo influi no preço do livro”, adiantou.
Segundo David Chivela, as dificuldades de trabalho são imensas e, pelo facto, as editoras nacionais que querem trabalhar com o Ministério acabam por não ser capazes de honrar os seus compromissos.
As editoras portuguesas contactadas pela Agência Lusa são unânimes em referir que o maior problema para se efectuar o trabalho em Angola prende-se com as infra-estruturas básicas.
Lusa

Comentário: Aqui está talvez, uma da suposta confirmação para as intenções do Brasil, ao intentar seduzir Angola, para a mudança da sua língua oficial, com aproximação à escrita e fala brasileira.Ainda recentemente na II Conferência da Lusofonia realizada em Lisboa (10/12/07) o embaixador brasileiro junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmava que a promoção da língua portuguesa está a ser o aspecto mais débil do trabalho da organização lusófona.Por seu lado, Ernâni Lopes, o anfitrião da Conferência, lembrou que o Brasil está a posicionar-se para ser uma das principais potências internacionais - tal como Rússia, China e Índia.

Supostamente esta situação das Editoras portuguesas em Angola, também pode ser uma das razões, para que o recente livro " Purga em Angola" esteja envolvido num mistério e trocas de acusações entre a Editora e os autores do livro.
Devo dizer, que já andei pelas livrarias à procura deste livro.A resposta foi igual em todas elas " Está esgotado". À pergunta sacramental de quando é que pensam voltar a ter a obra? Respondem todos a uma só voz: Não sabemos, vá passando.À excepção da minha livraria habitaul, onde sou frequentadora assídua e cliente, que muito simpáticamente, deixou-me a esperança de talvez conseguir arranjar o livro.Até este momento ainda não o conseguiu.
Os lobbies das influências políticas e transacções comerciais falam mais alto.Uma certeza, quase já temos.O conteúdo do livro, para além de conter factos presumívelmente verdadeiros, incomodou e mexeu com muitos Elefantes Vladmiros em Angola.
Enquanto à vida, à esperança.Eu ainda, não perdi a esperança de um dia, ainda poder vir a ler o livro

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Luanda terá 800 residências para acolher desalojados

Fonte: Jornal de Angola
Wednesday, 05 December 2007

Cerca de 800 residências serão colocadas à disposição dos cidadãos desalojados das zonas de risco, revelou terça-feira o vice-ministro das Obras Públicas, Joanes André. Segundo o responsável, as residências, que vão beneficiar dez mil famílias, estão a ser erguidas nas zonas do Panguila e Zango.
Ainda em relação ao programa de realojamento de cidadãos que viviam junto às valas e à berma das estradas, o vice-ministro das Obras Públicas assegurou que a construção das casas está a decorrer à mesma velocidade empregue nas obras.
Com vista a dar maior celeridade ao processo de realojamento, explicou o vice-ministro, o Governo agregou mais empreiteiras para a construção das residências, sobretudo por haver disparidade entre os números de cidadãos inicialmente previstos e os constatados no terreno.


Comentário: O que são 800 residências(casas) para milhões de desalojados.Se compararmos a dimensão de alguns dos projectos de obras, virados exclusimanete para o luxo de uma minoria.Verificamos que estas 800 residências são uma Gota de água no Oceano.Inclusive a notícia não apresenta um modelo tipo de residência para o referido projecto. Assim como , não avança um valor para o orçamento desta obra (comparado com os milhões de muitas outras).Talvez por vergonha e hipocrísia de quem foi e é responsável por estas descrepâncias sociais.Como é que este responsável pensa alojar 10.000 pessoas em 800 residências.Provávelmente deve estar a pensar alojar em cada residência mais de 10 pessoas, atolhadas como sardinhas em lata.Cá para mim, esta obra é mais uma acção de marketing dos governantes, políticos e partido no Poder (MPLA).É que, o povo já começa a manifestar o seu descontetamento de tantas obras só para os outros(novos ricos).Alguém lembrou-se de oferecer-lhe 800 casinhas num projecto de Natal.Desta forma acalmar os ânimos de descontentamento.






Será este, o modelo tipo da residência das 800 pessoas?





Reparem na dimensão da notícia e comparem-na com a notícia do " Projecto da Baía de Luanda ".O projecto da baía é acompanhado de promenores.Promenores esses, direccionados para o bem estar e LUXOS dos frequentadores da Marginal e Ilha de Luanda.


Para os frequentadores, continuarem a viver com luxos superiores a estes, como mostra a foto.
Enfim! Isto é Angola e a filosofia de vida luxuosa dos pseudos angolanos (Vladmiros).
800 casinhas, e já vais com muita sorte...
Aguenta POVO.
Usa bem, o teu poder de VOTO.Se não souberes usá-lo, vais continuar a ser sempre o último, nas opções das melhorias da tua vida e bem estar.

Todos nós, os conhecedores das realidades de Angola, temos consciência que Angola, e as suas capitais provinciais necessitam de obras.E que, essas mesmas obras, deveriam ter ínicio na melhoria das condições de vida das populações carenciadas.E tal, não está acontecer.Começarem pelo Topo da pirâmide.Pelos ricos.Pelos pseudo angolanos (Vladmiros).

Escutem com atenção a letra da música " Enquanto os ébridos Viverem".Reflictam sobre o massacre a que o povo angolano está sujeito, mesmo sem armas a servirem de desculpas para uma guerra fomentada pelos Vladmiros de Angola.

Projecto Baía de Luanda já consumiu 50 milhões de dólares

Fonte: Lusa
Wednesday, 05 December 2007

Cinquenta milhões de dólares foram já consumidos no projecto “Baía de Luanda”, que tenciona mudar a imagem daquela zona da capital angolana. Ao longo da Baía estão ainda em curso dragagens, prevendo-se também a abertura de um canal navegável e, entre outras movimentações, a descontaminação do local.

De acordo com o "Notícias Lusófonas", dois anos, até ao final de 2009, é o prazo estimado para a conclusão das obras da frente terrestre, que coincidirá com a finalização global do projecto "Baía de Luanda". O concurso internacional para esta nova dimensão já foi lançado e as propostas deverão ser recebidas até Fevereiro próximo.

A requalificação e o reordenamento urbano da área de intervenção, está, agora, na finalização da segunda fase da empreitada da obra marítima, que enquadra a dragagem do canal na zona sul da Baía de Luanda para o alargamento da Avenida 4 de Fevereiro.

Os trabalhos de dragagem e aterro em curso, abrangem uma área que vai desde o início da Ilha do Cabo (local de maior alargamento devido à futura construção do viaduto no nó da Fortaleza) até ao Posto de Informação, localizado em frente ao Largo do Baleizão, explica uma nota da entidade promotora.

Esta fase marítima dos trabalhos que está prestes a ser concluída tem este mês de Dezembro como limite, consubstanciando ainda a construção de um aterro no interior da Baía da Chicala destinado a suportar parte das infra-estruturas do futuro viaduto no nó da Fortaleza.

Até ao momento estão finalizadas duas fases do projecto na área marítima, que são a abertura do canal e a constituição do aterro no prolongamento do Largo 17 de Setembro, a recuperação e limpeza das estações de bombagem e do sistema de recolha de esgotos da marginal, incluindo a dragagem e aterro que estarão concluídos nas próximas semanas.

A responsável pela área de comunicação do projecto "Baía de Luanda", Catarina Sierra, revelou que no global o projecto vai custar 135 milhões de dólares (91,5 milhões de euros).

Comentário: Façam o favor de comparar a dimensão deste projecto, com as 800 habitações para desalojados.Repito 800.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Poema - As Terras Sentidas

Agostinho Neto

As terras sentidas de África
nos ais chorosos do antigo e novo escravo
no suor aviltante do batuque impuro
de outros mares
sentidas

As terras sentidas de África
na sensação infame do perfume estonteante da flor
esmagada na floresta do ferro e fogo
as terras sentidas

As terras sentidas de África
no sonho logo desfeito em tinidos de chaves carcereiras
e no riso sufocado e na voz vitoriosa dos lamentos
e no brilho inconsciente das sensações escondidas
das terras sentidas de África

Vivas
em si e connosco vivas

Elas fervilham-nos em sonhos
ornados de danças de embondeiros sobre equilíbrios
de antílope
na aliança perpétua de tudo quanto vive

Elas gritam o som da vida
gritam-no
mesmo nos cadáveres devolvidos pelo Atlântico
em oferta pútrida de incoerência e morte
e na limpidez dos rios

Elas vivem
as terras sentidas de África
no som harmonioso das consciências
incluída no sangue honesto dos homens
no forte desejo dos homens
na sinceridade dos homens
na razão pura e simples da existência das estrelas

Elas vivem
as terras sentidas de África
porque nós vivemos
e somos partículas imperecíveis
das terras sentidas de África

( Do livro Sagrada Esperança)


Comentário: Este poema parece ter sido escrito hoje.Pena que o poder político instalado em Angola e os pseudos angolanos (vladmiros) não se lembrem dele.



mentira

sábado, 1 de dezembro de 2007

Autora de "Purga em Angola" diz-se alvo de intimidação

Fonte: Jornal de Notícias
Friday, 30 November 2007

A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.
"Um antigo ministro e hoje deputado do MPLA, num telefonema que me dirigiu, afirmava, preto no branco, que a publicação do livro ainda nos traria, a mim e ao meu marido, complicações", denuncia a investigadora do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa, sem querer avançar a identidade do dirigente angolano.

Se é sobre a figura de Agostinho Neto - Presidente da República na altura dos acontecimentos - que o livro faz incidir a maior dose de responsabilidades, "Purga em Angola" coloca também em xeque figuras hoje consensuais no meio literário lusófono, como Pepetela, Manuel Rui Monteiro ou Luandino Vieira.

Os três escritores terão feito parte da tristemente célebre ‘Comissão das Lágrimas’, nome atribuído à instância criada com o objectivo de julgar os supostos envolvidos no contragolpe que pretendeu depor Agostinho Neto, distinguido com o Prémio Lenine da Paz, no ano anterior ao massacre.

Edição "embrulhada"
Números exactos sobre o total de mortos provocados pelo contragolpe não existem com rigor, mas há um dado que ajuda a situar a dimensão da chacina depois das depurações: 80 mil angolanos foram riscados do quadro de militantes do MPLA.

Ao longo da investigação, a co-autora concluiu que "militantes e simpatizantes, amigos e familiares, dezenas de milhar de pessoas passaram por cadeias e campos de concentração. E muitos foram mortos após aterradores interrogatórios, sem nunca ter sido julgados e sem se saber sequer onde repousam as ossadas".

O Jornal de Notícias contactou, ao longo do dia de ontem, a Embaixada de Angola para obter uma reacção oficial à publicação do livro, mas todas as tentativas para chegar à fala com o máximo responsável da diplomacia angolana em Portugal revelaram-se infrutíferas.

Desde o lançamento, no início de Outubro, que o livro tem estado rodeado daquilo que Dalila Mateus define como "condições atribuladas e estranhas" que fizeram aumentar as contra-informações.

A docente universitária garante também que "uma semana antes do lançamento, quando os autores ainda não tinham visto o livro, já na Embaixada de Angola alguém se gabava de o ter e de o ir mandar para Angola".

As suspeitas adensaram-se a partir do momento em que a tiragem rapidamente esgotou e, apesar das sucessivas promessas nesse sentido, o stock não foi reposto. "Há praticamente um mês que não existem livros à venda", acusa Dalila Cabrita Mateus, para quem "não admira que, com esta embrulhada, apareçam pessoas a dizer que boa parte da edição foi vendida a Angola para ser queimada. Ou, então, a afirmar que Angola comprou a distribuidora e esta retirou os livros do mercado".

Carlos Araújo, editor da ASA, responsável pelo livro, desmente eventuais pressões sofridas e atribui à situação interna da empresa, adquirida há cerca de dois meses pelo grupo de Miguel Paes do Amaral, as dificuldades no lançamento de uma nova edição.

O responsável admite que "houve um erro de cálculo na tiragem", de apenas dois mil exemplares, mas garante que o problema afectou outros livros.
Apesar da garantia de Carlos Abreu de que uma nova edição estaria disponível a partir da passada terça-feira, a verdade é que ontem, ao fim do dia, "Purga em Angola" continuava esgotado.

Com excepção da Lello, no Porto, encontrar um exemplar do ensaio é uma tarefa quase condenada ao fracasso das 45 lojas da rede da Bertrand às nove do Grupo Bulhosa, o cenário repete-se um pouco por todo o lado.

Comentário: Só me apetece dizer.No meio desta embrulhada toda, está uma das razões pelas quais eu aprecio e leio atentamente as obras do escritor angolano Pepetela.Embora este escritor, afirme que as suas obras são produto de ficção, quem as lê, sabe perfeitamente 99.90% é a realidade, devido aos cargos e envolvimentos políticos que ele viveu e ocupou quer dentro do MPLA e governo quer na sociedade angolana.Ficando difícil para o escritor, separar a realidade da ficção quando escreve as suas obras.Ler Pepetela é ler a mentalidade dos angolanos pré e pós-guerra de Angola.

Quanto ao desabafo e incómodo dos autores do livro "Purga em Angola" se proventura tivessem lido atentamente a obra "Predadores" de Pepetela, já saberiam de antemão que esta situação iria acontecer.Deveriam saber que "com os Vladmiros" de Angola ninguém se mete ou mexe.Eles controlam tudo, inclusive Editoras.Para as editoras portuguesas, outros interesses se levantam.Convêm ler as intenções do escritor angolano José Eduardo Agualusa relativamente a este assunto, ao qual pretende uma aproximação ao Brasil em deterimento da língua portuguesa.E todas as Editoras portuguesas, estão interessadas e à espera de terem uma oportunidade na " Missão de Espírito de Reconstrução de Angola".Quem sabe, se este comportamento da parte da editora, esta obra não veio abrir o caminho à tal oportunidade que esperava, para integrar o "Espírito de Missão em Angola".A força do capital ( dinheiro) fala mais alto, que um simples livro e seu(s) autor(es).Deveriam ter procurado uma editora espanhola ou francesa (por exemplo), para a edição da sua obra.Infelizmente isto é Angola, e as relações bilaterais entre países.Esta obra, neste momento é inoportuna.Não interessa a nenhuma das partes envolvidas (Angola-Portugal-Editoras), à excepção dos seus autores.