segunda-feira, 20 de outubro de 2008

PORTUGUESES PROCURAM INVESTIDORES EM ANGOLA

Fonte: o apostolado


Representantes de dez empresas portuguesas encontram-se em Angola, em visita de exploração de áreas de negócios

A missão empresarial portuguesa deve permanecer em Angola até ao próximo dia 24 de Outubro, próxima sexta-feira, com o intuito de cativar mais investimento angolano para as empresas portuguesas.

A comitiva portuguesa é composta por personalidades que representam empresas de diversos sectores de actividade, nomeadamente, comércio de peças e acessórios para veículos automóveis, comércio de mobiliário de escritório, carpintaria, consultoria e programação informática, comércio por grosso de ferragens, ferramentas manuais e artigos para canalizações e aquecimento, energia, serviços em gestão da qualidade, actividades de embalagem e metalomecânica.

Promovida pelo Conselho Empresarial do Centro (CEC) e pela Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC), a iniciativa inscreve-se no Projecto “Centro Internacional”, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional, Programa Operacional Regional do Centro, Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, na modalidade de projectos conjuntos, refere um comunicado de imprensa.

António Almeida Henriques, presidente do CEC, explica, em comunicado, que “há em Angola grandes empresas com vontade e capacidade de investimento externo e o mercado português é um dos mercados naturais desse investimento angolano. Por isso vamos levar uma missão de empresários do Centro a Angola, não só para avaliarem as possibilidades de investimento em Angola, mas também para tentarem captar parceiros para os projectos de desenvolvimento das suas empresas”.

O também vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CCIC) e chefia a missão, recorda a actual conjuntura internacional, de grandes restrições ao crédito, para enquadrar esta iniciativa do CEC: “Há muitas empresas nossas associadas que estão disponíveis para abrir o seu capital a parceiros externos, como forma financiarem a sua expansão, quer interna, quer externa. Existe, assim, uma consonância de interesses e objectivos que vamos tentar operacionalizar”.


Comentário:É melhor mesmo os empresários e as empresas portuguesas rumarem com destino a Angola.Porque o puto "Portugal" está a bater no fundo do poço, embora os políticos queiram fazer crer o contrário.

Com esta procura por parte das empresas portuguesas em Angola, levanta-se uma questão.Vão canalizar e aplicar o investimento em Angola, e que medidas é que estas empresas vão tomar no puto (Portugal) para criarem postos de trabalho aos milhares de portugueses que deambulam pelas ruas e centros comerciais do Portugal dos pequeninos, consequência da má gestão económica, e da inoperância da indústria tuga, para a criação de postos de trabalho.

Sim, porque o investimento em Angola, ocasionará a abertura de postos de trabalho, para os cidadãos angolanos.Ou será, que estas empresas e respectivos empresários vão criar uma linha especial de emigração para portugueses com destino a Angola, tal como aconteceu no tempo do Salazarismo.Ajudando desta forma a resolver a GRANDE CRISE DE DESEMPREGO QUE EXISTE NO PAÍS DE ORIGEM DESTES EMPRESÁRIOS E RESPECTIVAS EMPRESAS.

Corre por aí, à boca cheia a comparação e a semelhança entre as políticas de Sócrates e de Salazar.

Corre também por aí, que já são milhares os portugueses a rumarem com destino a Angola.Alguém é capaz de adivinhar as razões desta desenfreada romaria (procura) ?

Não vale, culparem a crise dos Estados Unidos...Porque esta procura, começou acontecer muito antes dessa crise.

1 comentário:

Jorge disse...

Gostei do comentário... especialmente daquela parte em que fala do número de portugueses que está em Angola.
Digo apenas o seguinte, são apenas uma pequena percentagem comparada com o número de angolanos que está em Portugal.
Por isso digo que Angola é um país do presente, e não do futuro, nem o nicho de população "supostamente" mais culta consegue ter uma visão periférica do que é o mundo hoje.
A crise nos EUA criou uma crise no resto do mundo, é a globalização meu caro, hoje em dia todos estamos interligados, o tempo em que era cada um por si já lá vai...
Sei que há quem queira disfarçar, tentar passar a mensagem de que em Angola não há crise. Pois bem, se as vendas mundiais caem, a produção também cai. Quando a produção cai, a procura de petroleo cai, o que leva a que o seu preço desça.
Angola vive de quê? O PIB de Angola vive do petroleo, por isso meu caro, a crise também está em Angola.