segunda-feira, 9 de junho de 2008

Angola :Especulação desenfreada na compra e venda de casas de luxo

(clicar na foto para ampliar)






Comentário: Os efeitos preversos das palavras de Bob Geldof, aquando da sua passagem por Lisboa, chamou de "criminosos aos governantes angolanos" e que tanta tinta fez correr na troca de acusações entre a imprensa angolana defensora dos capitalistas-criminoso-corruptos, nomeadamente o jornal Estatal-Jornal de Angola, em particular com alguns jornais-Jornal Público-Expresso e televisão portugueses-SIC.Sem esquecer os interesses dos banqueiros como o BES, BIC etc,.

Mas, a curiosidade reside, com o tempo, começa-se a levantar o véu, sobre a polémica da especulação imobiliária em Angola, e os seus respectivos destinatários interessados neste negócio, quer sejam vendedores, quer compradores, investidores ou banca, etc e tal.

Este tipo de negócio interessará a quem?

Certamente que não interessará à maioria do cidadão angolano de baixos rendimentos, porque esses pobres coitados, por enquanto só podem sonhar com uma habitação made in China de duvidosa qualidade (marketing eleitoral), ou com a compra ou aluguer de uma cubata, num dos musseques mais luxuosos e povoados, situados privilegiadamente ao redor e na parte central da cidade de Luanda.No entanto a localização destes musseques, também começa a sofrer a cobiça pelos terrenos por parte dos grandes grupos imobiliários, alguns deles apoiados por pessoal com forte influência junto do poder central e das decisões.Refiro-me aos generais e ministros e respectivos familiares.A maioria dos familiares desta corja sugadora, são os principais responsáveis ou accionistas das empresas envolvidos em grandes projectos de construção imobiliária.Cabendo ao general e aos outros membros, o papel de exercerem influências internamente nos organismos a quem cabe a responsabilidade de supervisionar e administrar esses terrenos e locais.Na maioria das vezes o cidadão comum (pobre) que vive nesses terrenos é expropriado sem direito a contrapartidas, sendo posteriormente os terrenos vendidos a preços exorbitantes aos interessados na sua compra, com avultadas comissões (gasosa) aos intervenientes que facilitaram o seu desbloqueamento e expropriação.Isto é, a corja instalada e organizada internamente dentro dos orgãos de poder, é que contribue circunstancialmente para o aumento do custo final de uma casa.Eles estão envolvidos deste a expropriação dos terrenos até à conclusão da obra.Estão sempre a «mamar e a sacar» dependendo dos objectivos de cada um.Tudo isto, é facilitado pela falta de legislação adequada, e que tarda em aparecer, por impedimento da corja envolvida na corrupção do negócio imobiliário de luxo para Angola e para a cidade de Luanda.

Esta situação também interessa, e é altamente rentável para todos aqueles, que durante os últimos anos enriqueceram de forma duvidosa e que vêm no sector imobiliário uma boa oportunidade para " LAVAREM AS SOMAS ACUMULADAS " através de actos provávelmente e maioritáriamente ilícitos.Compram para alugar a preços exagerados.

Quem serão os alvos, com capacidade para pagar um aluguer elevado

Certamente, que serão as comunidades estrangeiras a trabalharem na reconstrução de outros sectores em Angola, e que são atraídos pela própria corja a investirem em Angola, confrontando-se com a escassez da oferta de habitação, sendo forçados a pagarem os altos preços exigidos, pela corja detentora do negócio do imobiliário.

Resumindo e concluindo, o progresso em Angola está a ser gerido e direccionado, para a corja MINORITÁRIA que desde o passado vem constantemente acumulando riquezas duvidosas, sem prestação de contas ao povo, e que perante as exigência e pressões internacionais numa mudança de mentalidade e da imagem para Angola, criou e usou o mercado imobiliário para camufladamente poder continuar a exercer a sua influência e corrupção de uma forma mais disfarçada perante a opinião pública internacional.

A outra parte, que dá pelo nome de «povo» continua a ser altamente penalizada e mergulhada na miséria da pobreza social e económica, lutando para conseguir ultrapassar todas as barreiras que a MINORIA RICA E AFECTA AO PODER cada vez mais lhes coloca dificultando o seu acesso às melhores condições de vida.

A classe endireilhada corrupta, tem consciência que nesta fase de reconstrução de Angola, onde circulam avultadas somas de dinheiro e de negócios, por parte dos investidores estrangeiros, é o momento certo para poderem continuar a ROUBAR DESENFREADAMENTE quer o povo angolano quer o investimento estrangeiro.A chamada " EXPLORAÇÃO SEM LIMITES A TODO GÁS", antes que o acto eleitoral faça alterar todo o cenário, o rico vire mais pobre que a própria pobreza.Para tal, tem que tomar medidas antecipadas de proteger as riquezas, investindo em património imobiliário e em acções nas empresas mais bem cotadas no mercado.Veja-se o exemplo da criação do banco BIC, uma parceria família Dos Santos (ang) e Amorim (pt)

Nesta fase de reconstrução de Angola, é normal para um cego, que as classes desfavorecidas não sejam comtempladas com nenhuma melhoria nas suas vidas, quer seja social ou económica.A estratégia para calar as classes desfavorecidas, passou pela entrada facilitada da China em Angola, principalmente direccionada para obras de baixo custo e de qualidade duvidosa, no âmbito das estruturas socias com fins eleitoralistas.Ou seja, a China é que está a custear e a suportar os gastos com o povo, cujas as gerações futuras terão que pagar.Resta saber, a que preço.

Os ricos e o Estado angolano, estão ocupados a lavar e a rentabilizar as suas fortunas com negócios particulares que futuramente serão mais rentáveis para eles.

O povo angolano tem que começar "abrir o olho".O progresso que tanto falam pelo mundo inteiro, é uma estratégia de marketing imposta pelo poder instituído e pela minoria rica, que ao aplicaram as suas fortunas em projectos megalómanos, têm que atrair investimento e investidores estrangeiros,futuros potenciais consumidores da aplicação das suas fortunas no negócio imobiliário.O dinheiro, está na posse do investidor que tem condições para poder pagar um aluguer elevado.Não está na posse das classes desfavorecidas, cujo rendimento diário é igual a 1 euro.Eles estão-se a borifar para o povo, e para as condições em que este tenta sobreviver.

7 comentários:

fernando baião disse...

Conheço os artigos do Semanário Angolense e a realidade actual(de há uns anos para cá)sobre a grande especulação que atinge o imobiliário, sobretudo em Luanda, mas não tarda que cidades como Benguela e Lobito sofram os mesmos dissabores.Quanto ao seu comentário, que haverei de dizer? Você já disse tudo, por este andar a "tampa da panela" vai rebentar mais cedo do que se esperava, não há nenhum povo no mundo que aguente tanto. As makas já começaram a surgir em alguns musekes, mais próximos da orla marítima, onde a procura dos investidores é maior e a ganância dos "oferecedores" ainda é "mais maior".
P.S."tuyou" é uma palavra francesa que significa "tubo" mas em gíria quer dizer "dica"

fernando baião disse...

Não é para publicar, evidentemente, mas em todos os blogs que consulto ou comento, vem o curriculo do autor do Blog.Pergunto, eu, a(o) Cazimar quem é? Não sou da DISA nem da PIDE.

cazimar disse...

*Eu sou uma cidadã do mundo, com alma e coração africano.Mais particularmente Angolano.
*Ao contrário do que pensa, aqui não está publicado, mas uma consulta atenta encontrará o meu curriculum espalhado em vários locais.

fernando baião disse...

Obrigado pela dica, mas tenho tido dificuldades, se me dissesse um dos locais, mesmo em kaxexe, agradecia. Não duvido que seja uma cidadã do Mundo, eu próprio, conheci em Genebra, Josué de Castro, brasileiro que lutou contra a Fome no Mundo, com o livro Geografia da Fome e que se tornou num defensor da teoria dos cidadãos do Mundo. Sei que gostaria de ver Angola, em prosperidade, com o seu povo a usufruir das suas riquezas, mas a coisa tá feia.

fernando baião disse...

Só hoje é que reparei que tinha retirado o meu livro "O Crime do Bairro da Cuca" do seu Blog. Não fui eu que pedi a publicidade, mas tirar porque fiz alguns comentários que não lhe agradaram, é feio. De qualquer maneira o livro está quase esgotado. Obrigado

cazimar disse...

*Colocarei o seu mais recente livro(obra).Diga-me qual é, e terá o seu merecido destaque.O crime do bairro da Cuca, não sabe, mas fica a saber, foi seleccionado por mim, por um único motivo, que não vou comentar neste espaço, por entender que não é o local próprio para o fazer.Eu não coloco sugestões de leituras com fins publicitários, é uma opção minha.

*Além do mais, você melhor do que ninguém sabe os motivos que levaram-me a retirar o seu livro das minhas sugestões.É uma oferta minha para si, como sinal de protesto contra as suas atitudes, neste espaço.Começamos mal a nossa relação de comentaristas.Resta saber como vai terminar.
*Já agora, aproveite a "dica" que lhe dei.Certamente que não se vai arrepender.

fernando baião disse...

É verdade que, a quente, houve algumas situações menos correctas, mas, da minha parte, tentei corrigir. Angola é para mim, não sei como dizer, uma criança que eu vi nascer, amo-a como aos meus filhos, que também ali nasceram. Ás vezes não sei resistir a criticas mais fortes e reajo com o coração e não com a razão.Apesar de, hoje, sentir uma certa frustação em ver o estado em que está a "minha criança", procuro acalentar a esperança que tudo irá mudar para muito melhor.Penso que o mesmo se passa consigo. Como dizemos lá na terra, estamos juntos.
P.S.Fiquei na mesma com essa de aproveitar a "dica", sinceramente, não cheguei lá.