quarta-feira, 11 de junho de 2008

Angola e o petróleo

Fonte: Diário económico

A subsidiação dos preços dos combustíveis é perigosa, porque ilude os agentes económicos sobre a nova realidade energética.

Um destes dias, observando o parque automóvel de Luanda dei por mim a questionar-me sobre a racionalidade económica da política de combustíveis de Angola.

O parque automóvel da capital angolana é de extremos. Se são os carros velhos que predominam, os que mais impressionam são os jipes de luxo, de preferência último modelo americano com consumos que chegam a ultrapassar os 20 litros aos 100 km.

Mas em Angola um carro que gaste muito não constitui problema. Apesar dos sucessivos recordes do preço do petróleo, há muito que o preço oficial da gasolina está “congelado” nos 40 kwanzas por litro, cerca de 33 cêntimos de euro, enquanto o do gasóleo não sai dos 29 kwanzas, pouco mais de 24 cêntimos de euro. A título comparativo, na Europa o preço sem impostos é cerca do dobro do de Angola, o que indicia que os preços angolanos são fortemente subsidiados.

(foto - postos de abastecimento de combustível no mercado paralelo)

Em Angola, o que custa não é o dinheiro que se gasta a atestar o depósito, é o tempo que se demora a abastecer. Na capital escasseiam os postos de combustíveis sendo frequentes as filas nas bombas. Quem não quer esperar pode recorrer ao mercado “negro”, onde, além de correr o risco do produto ser adulterado, paga mais caroem Maio a gasolina ultrapassou os 200 kwanzas, cinco vezes o preço oficial, devido a problemas de abastecimento da Sonangol.

(clicar na foto para poder ler o aviso)

Resumindo para concluir, a análise do mercado de combustíveis angolano sugere alguma irracionalidade económica. As autoridades fixam preços demasiado baixos para os combustíveis. Os preços demasiado baixos promovem um consumo desenfreado. O consumo desenfreado é controlado através de barreiras administrativas, que se traduzem, por exemplo, na enorme escassez de postos de combustíveis.

(clicar na imagem, para ver o interior do posto de abastecimento)

Esta política é errada. Estamos em pleno choque petrolífero. Ainda que venham a descer face aos níveis actuais, os preços do crude deverão permanecer em patamares elevados. Isto é bom para os países produtores, como é o caso de Angola. Mas as autoridades de Luanda não podem esquecer-se que o país também é consumidor de petróleo e que os novos preços deveriam ser passados para os agentes económicos locais, obrigando-os a um consumo mais eficiente, a começar pelos jipes que escolhem. O contrário do que está a ser feito. A subsidiação dos preços dos combustíveis é no mínimo perigosa, porque ilude os agentes económicos angolanos sobre a nova realidade energética.


Comentário:Eu não percebo nada de economia, mas também nesta situação perante os dados apresentados, mais uma vez, até um cego consegue ver a quem interessa este tipo de negócio. Isto é, o cego consegue ver em qual(ais) da(s) mão(s) está entregue este sector, e as deficiências que ele apresenta e quem serão os directamente interessados que esta situação esteja acontecer.

Com tantos blocos e poços de petróleo, com tanta fartura, com tanta cobiça por parte das chancelarias internacionais, no país onde o progresso dizem ser dos mais elevados, existe falta de combustível para os jeeps dos grandes senhores.Existe falta de combustível para colocar o sector da indústria a funcionar em condições, sem correr o risco de interrupções, paragens forçadas por falta de abastecimento quer na capital, quer nas outras províncias do país, devido à logística inerente ao seu abastecimento.

Eu só gostava de saber, onde é que certas individualidades de renome, conseguem ver o progresso neste país, onde mais parece existir, um DESGOVERNO TOTAL.

Meus senhores, por favor, parem de atirar areia para os olhos.A existir progresso, será no sector da construção civil, no mercado imobiliário e no sector bancário (lavagem de dinheiro), os restantes sectores funcionam de acordo com o progresso, gerado à " Luz da Vela ".Pura ilusão óptica.Parece que existe.Mas no fundo não existe lá nada.Tudo não passa de uma grande campanha de marketing encetada pelas chancelarias internacionais com elevados interesses no petróleo angolano, que é levado imediatamente para o exterior do país em navios tanques.

Este tipo de marketing, tem que existir, caso contrário "não há mamadeira para ninguém".

O truque deste marketing, passa por ajudar a passar para o exterior de Angola, uma imagem de melhoria a todos os níveis.Mas, as ONG e os escritórios da ONU, quando começam a juntar a sua VOZ à do Bob Geldof, é que começamos a ver que tudo não passa de uma miragem.Ai daquele que fale mal de Angola, dentro das suas fronteiras, recebe imediatamente ordem de expulsão, ou sofre pressões para controlar a "matraca- boca".A ordem de expulsão e as pressões, são factores muito importantes, para analisar a verdadeira realidade no país do progresso dos lobbies do petróleo da família Dos Santos da Sonangol - Estatal.

Gil Gonçalves escreve num dos seus posts: « Mas, essa ONU conversa bem, apoia muito bem, riem bwé com estes maus governantes. Ah! Afinal basta ter petróleo, depois fingir e dizer que este país tá-se a desenvolver. Essas companhias petrolíferas são muito corruptas, por isso existem muitos corruptos no poder. O que queremos é o vosso petróleo o resto não interessa! PORRA! ESTAMOS A MORRER À FOME!!! »


Venham as eleições o mais rápido possível.Pode ser que ainda exista uma esperança.Uma luz ao fundo do túnel, no caminho para a mudança deste tipo de «Desgovernação influenciado pelo marketing e tráfico de influências internamente e externamente».

2 comentários:

Anónimo disse...

escola dos só cretinos

cazimar disse...

Caro anónimo

*Infelizmente ao que parece a moda dos cretinos instalou-se em todos os países, e ao que parece também, veio para ficar