domingo, 22 de junho de 2008

Vivendas de luxo deveriam custar 90 mil

Fonte:Jornal de Angola

O metro quadrado de uma vivenda de luxo em Luanda deveria estar à volta do equivalente a 700 a 1000 dólares, cinco vezes a menos que os praticados actualmente no mercado imobiliário, segundo o arquitecto Cruz Calvário.
Com esta taxa, a vivenda poderia custar entre os 50 e os 90 mil dólares contra as 20 vezes a mais de que são vendidas hoje. O arquitecto não compreende que bases estas imobiliárias utilizaram para estipular os preços dos imóveis. “Nós fizemos um estudo no mercado angolano, baseado nos padrões internacionais, que pelo menos o metro quadrado para uma casa de luxo estaria entre os 700 e os 1000 dólares”.

Cruz Calvário, que falava à margem do II fórum Imobiliário, Urbanismo e Arquitectura de Angola, que terminou ontem, disse haver necessidade de se disciplinar o mercado para que num futuro próximo não atinja níveis assustadores.

Nesta senda, o arquitecto João Donito sublinha que as instituições de direito são chamadas a criarem uma regulamentação que defina o tipo de construção a ser feita e os valores a serem aplicados a cada uma delas. Só assim, refere, é que as empresas poderão ter o máximo cuidado de estipularem preços dos imóveis. Aliás, durante a abertura do evento, o vice-ministro do Urbanismo e Ambiente, Mota Liz, anunciou a intenção de o governo criar mecanismos jurídicos para proteger o cidadão da especulação financeira que se verifica no mercado imobiliário.

O Governo está preocupado com a situação, pois, já está tornar a vida do cidadão de baixa renda mais difícil. Por isso, desenvolve alguns programas de fomento habitacional para que todos os cidadãos tenham acesso a moradias condignas e a preços mais baixos.
Estes programas contemplam infra-estruturas como água, luz, telecomunicações, drenagem pluvial e esgotos públicos, espaços verdes, escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais.



Comentário:Finalmente o Jornal de Angola, começa a dar a mão à palmatória depois da sua evidente colagem ao poder e da sua tentativa desenfreada ao tentar acusar Bob Geldof, os jornais Expresso, Público a SIC e o seu programa "eixo do mal " apelidando-os de boateiros.Afinal não há fumo sem fogo.Afinal o "boato" confirma-se ser verdadeiro com a confirmação do Jornal de Angola, através da publicação desta notícia.Estou em crer, se não fosse verdade o dito jornal não a teria publicado.Pela boca morre o peixe.

Por último, a ver vamos se as políticas que o governo diz estar a fomentar para contrariar esta especulação e simultâneamente permitir aos cidadãos com baixos rendimentos e recursos terem acesso a moradias condignas a preços mais baixos, assim como, às respectivas infra-estruturas inerentes à sua funcionalidade vão na verdade comtemplar esssas classes.Tudo não passa também, por um negócio paralelo dos amigos com influência ao serviço do Estado para os amigos dispostos a pagar a taxa suplementar do favorecimento, a chamada dita «gasosa».



Sempre disse por aqui, que Angola tinha começado a reconstrução do país pelo topo da pirâmide, cedendo aos lobbies e às pressões das grandes empresas de contrução civil envolvidas na reconstrução.Começaram pelos endinheirados, pelo retorno rápido do investimento, descurando o suporte da base da pirâmide, as classes com baixos rendimentos que dia-a-dia vai sufocando e reclamando pela melhoria das suas condições de vida, que na prática nada foi feito, antes pelo contrário, agravaram-se as suas condições com as expropriações de terras onde essas classes de baixos rendimentos tentam sobreviver sem dignidade e fora do contexto das riquezas do país, atirando com elas para os confins do mundo ou para o relento, tendo como tecto o sol e as estrelas.

Os responsáveis pelo Urbanismo e Arquitectura de Angola, deveriam ler e escutar as opiniões como as que são expostas, aqui : http://maisangola.wordpress.com/

1 comentário:

fernando baião disse...

É claro que têm de falar, é um dos problemas mais graves que assolam a população de Luanda e não só, e as eleições estão à porta. Como a "maioria parte" já está governada, pode-se falar do problema.