terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

História sobre o 27 de Maio de 1977 está a ser distorcida

Fonte: Jornal de Angola (Jornal pertencente às cúpulas do Presidente da Nação e MPLA)

A história de Angola está a ser distorcida e manipulada pelos que tentaram o golpe no dia 27 de Maio de 1977 com o fim de darem uma imagem diferente do que realmente se passou, refere uma declaração da Fundação António Agostinho Neto, à propósito de livros e artigos que têm sido publicados em Angola e Portugal sobre esta data.Assinada pela presidente do seu conselho de administração, Irene Neto, a declaração da Fundação Agostinho Neto refere que os livros e artigos publicados apresentam uma visão muito subjectiva e manipulam a história, para darem uma imagem dos mentores e protagonistas da tentativa de golpe de Estado que não é a realidade.
“O que se vai publicando mais não faz do que contar uma mentira atrás de outra”, lê-se na declaração, onde se considera de paradoxal o facto de essas distorções e manipulações ocorrerem ante o silêncio de muitas testemunhas e participantes directos que ainda estão vivos e sabem que a verdade não está a ser contada.
Segundo a Fundação Agostinho Neto, a história do 27 de Maio de 1977 precisa ser contada com base em factos, documentos e depoimentos de todos os que nele participaram. Ou seja, “a história terá de ser narrada ouvindo todas as partes”.
“Os livros e artigos até agora publicados por dito(a)s historiadore(a)s apenas contam mentiras e versões do lado dos golpistas, sem nunca se preocuparem em ouvir o MPLA, o Governo e outros participantes, nem respeitarem as evidências históricas”, refere a declaração que defende a necessidade de se investigar com maior urgência a verdade sobre o 27 de Maio, uma vez que “não se tem publicado quase nada e a maior parte da informação está em posse de pessoas que podem morrer ou perder a memória deste evento”.
De acordo com o documento, quanto mais tarde ocorrer essa investigação maior será o risco de não se compilarem todas as informações e evidências históricas e de se confrontarem as versões de uns e de outros. Acrescenta que todos os participantes, directos e indirectos do 27 de Maio de 1977 têm o direito e o dever de escrever para legarem o seu testemunho à história, ao passo que o MPLA e o Governo devem mobilizar as pessoas e os meios necessários para a investigação dos acontecimentos ocorridos naquela data.
“Com este gesto, contribuiremos todos para contar a verdade histórica e reduzir-se-ão as possibilidades dos que querem mentir, falsear, distorcer meias verdades, exagerar o número de mortos e inverter papéis de quem se quer passar por vítima inocente”, defende ainda a Fundação Agostinho Neto.
A fundação reitera que continuará a investigação e a recolha de todas as evidências históricas com o fim de contribuir para a verdade sobre o 27 de Maio de 1977 e sobre a acção do fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, assim como de seus companheiros.





Comentário:Todos os que têm a coragem de escrever sobre esta "nódoa incómoda" da história do MPLA e do seu fundador, são uma cambada de aldrabões, baseando-se em factos e churilhos de mentiras com o intuito de denegrirem a versão oficial e oficiosa dos seus protagonistas.

Certo é que, Irene Neto Presidente do Conselho de Administração da Fundação Agostinho Neto, disponibilizou-se para usar este meio de comunicação social, para maliciosamente tentar da mesma forma denegrir os factos constantes nos artigos e livros em questão.Se a Instituição que Irene Neto dirige e administra já tivesse feito o seu devido trabalho de casa, relativamente a esta nódoa, tornando público a sua visão dos factos, provávelmente muitos dos interessados neste tema, tivessem acesso a essa versão, e pudessem da mesma forma julgar e contrapôr.Enquanto a versão oficial da Fundação que ela representa não forem tornados públicos, pervalecem como oficiais as mentiras dos artigos dos autores dos livros.Sem esquecer, que ambos os autores dos livros convergem para a mesma teoria dos factos dos acontecimentos de Maio de 1977.Os argumentos apresentados pela dona Irene Neto, não acrescentaram nada de novo às mentiras de uns e de outros.

Dona Irene Neto, deveria preocupar-se em canalizar todos os seus conhecimentos e poderes como representante da Fundação Agostinho Neto, para recolher depoimentos entre os protagonistas ainda vivos, prestando um grande contributo a todos os níveis.Será que a dona Irene Neto e o partido que ela representa, estão mais interessados, que o tempo vá passando e a morte encarregue-se de levar o testemunho dos protagonistas ainda vivos.
Ao invés a dona Irene Neto, rápidamente optou por usar a comunicação social partidária, numa tentativa de distrocer a verdade, integrando-se dentro do grupo dos que tentam manipular história, tentando dar uma imagem que não corresponde à realidade e à verdade, com mentiras umas atrás das outras, atrasando a história de Angola.

Dona Irene Neto, onde já se viu, uma fundação representar uma pessoa, sem ter a sua obra devidamente elaborada.Quer sejam, obras boas (estas já devem estar publicadas) ou más(faltam publicar).


Isto é Angola...

Em Angola, não se passa nada...

Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam, cuidado com as catanas afiadas,(símbolo da bandeira da nação), com as doenças endémicas( doença do sono, malária, cólera, HIV), com as emboscadas, com a "gasosa", com as ameaças " não há fumo, sem fogo" com a contra-informação, com as perseguições aos jornalistas e imprensa privada, com as descriminações raciais no B.I, cuidado com os saques dos internacionalistas.Tudo isto, em nome do " Poder Popular " e do MPLA)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

MARCOLINO MOCO QUEBRA SILÊNCIO

Fonte: VOA

O antigo primeiro-ministro Marcolino Moco rompeu o silêncio a que esteve remetido nos últimos anos para assumir publicamente que já criticou «em algumas ocasiões» o Presidente da República.

Marcolino Moco não precisou o momento em que o terá feito e se foi esta postura que pesou no seu afastamento do cargo.
Mas o agora deputado do MPLA reconheceu que ao criticar o Chefe de Estado «alguns ficaram muito zangados porque não se pode criticá-lo».

Moco, que já foi secretário-geral do MPLA, evitou admitir se o seu comportamento era parte das reformas internas que o seu partido precisa. Para ele em democracias modernas o Presidente de República não é alguém «intocável ou insubstituível».

Reconhece Eduardo dos Santos como sendo um «um grande camarada» e esclarece que não tem rancor do Presidente da República, por o ter destituído.

Segundo declarou, as relações que manteve com o PR (enquanto chefe do Governo) não eram familiares, amigáveis nem empresariais mas «relações político-partidárias».


«Não posso ter rancor do Presidente por ele me ter destituído. Ele próprio é que me tinha posto no lugar. Então, o lugar é dele. Ele pôs-me, ele tirou-me», desabafou Marcolino Moco justificou as praticamente nulas aparições em público desde o seu polémico afastamento da cúpula do seu partido, há cerca de dez anos, com a alegação de que foi aconselhado a fazê-lo.
O antigo secretário-geral do MPLA afastou a possibilidade de vir a mudar de partido mas sublinhou que já não é tão «fanático como era em 1974», quando aderiu àquele partido.

Mais dados sobre a entrevista de Marcolino Moco ao semanário Cruzeiro do Sul o ouvinte (leitor) poderá acompanhar na nossa edição desta terça-feira.


Comentário: Marcolino Moco, define básicamente e objectivamente a filisofia política da ditadura que é imposta pelo Todo Poderoso Presidente da Nação, quando reconhece " que ao criticar o Chefe de Estado «alguns ficaram muito zangados porque não se pode criticá-lo»."

O Marcolino Moco, no meio destas jogadas políticas e de ditadura, até teve alguma sorte e complascência da parte do Todo Poderoso.O seu destino, poderia ter sido semelhante ao de muitos que viveram o "Holocausto de 1975".

Diz também Marcolino Moco, que deixou de ser tão fanático pelo partido.É um bom sinal para a democracia.Se Marcolino Moco, tivesse coragem e canaliza-se todo o seu conhecimento e experiência, para fazer passar a sua mensagem entre os jovens, contribuindo para a desmitificação e funcionamento existentes nas cúpulas do MPLA.Onde a crítica e liberdade de expressão é inexistente e está dependente do Ditador Todo Poderoso Presidente da Nação.

O MPLA não é, nem nunca foi, um partido virado para as cúpulas das minorias do "exterior". Do e para o POVO.Foi sempre, um partido virado para o seu interior.Do e para os gorilas e lambe botas, dependentes do intocável ou insubstituível José Eduardo dos Santos.

Marcolino Moco, quando dentro de um navio, alguém rema contra a maré das maiorias, vê-se obrigado a saltar ou a ser empurrado à força pela borda fora.Esse alguém torna-se um incómodo.Uma pedra no sapato que incómoda, criando um mal estar geral.Temos que ver, calar e comer com eles, em silêncio sem levantar ondas.Marcolino, em navios desse tipo, não há lugar para os honestos, nem luxos de liberdades de expressão.

Isto é Angola...

Em Angola, não se passa nada...

Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam, cuidado com as catanas afiadas,(símbolo da bandeira da nação), com as doenças endémicas( doença do sono, malária, cólera, HIV), com as emboscadas, com a "gasosa", com as ameaças " não há fumo, sem fogo" com a contra-informação, com as perseguições aos jornalistas e imprensa privada, com as descriminações raciais no B.I, cuidado com os saques dos internacionalistas.Tudo isto, em nome do " Poder Popular " e do MPLA).

HOLOCAUSTO EM ANGOLA – Memórias de entre o cárcere e o cemitério

Autor: Américo Botelho

Editora Vega



Angola 1975. Enquanto em Luanda, sob o troar dos canhões na batalha de Kifangondo, Agostinho Neto proclama, perante a África e o Mundo, a independência de Angola, em simultâneo, em Carmona, hoje Uige, e em Nova Lisboa, hoje Huambo, os ainda aliados, Holden Roberto e Jonas Savimbi, proclamavam a efémera República Democrática de Angola. O que resultou dessa dupla e antagónica proclamação foi uma das mais sangrentas guerras fratricidas que dizimou para cima de 100.000 pessoas para só falar de angolanos.
A maior parte deles, presos, torturados e assassinados sumariamente sem culpa formada e sem um julgamento legal. Sobretudo pós 27 de Maio quando, face ao golpe Nitista, os ânimos e ódios se extremaram e Agostinho Neto, sedento de poder único e absoluto, não olha a meios, mesmo os mais sanguinários, para o conquistar e deter
. As prisões e campos de concentração vão-se enchendo de cidadãos, nacionais e estrangeiros, acusados dos crimes mais diversos e inimagináveis. A terra angolana cobre-se assim de sangue numa escalada de violência e de crimes nunca vista. Com o auxílio dos soviéticos e dos cubanos, o MPLA, Agostinho Neto e as forças da ordem, Disa e militares, não poupam nenhum dos considerados opositores ou discordantes do regime ditatorial que pretendem impor e os fuzilamentos em massa começam a entrar na ordem do dia. É neste cenário terrível que o Autor deste livro, Américo Cardoso Botelho, se vê detido e mergulhado na masmorra de uma prisão onde diariamente são cometidos os maiores atentados à vida e aos direitos humanos. Durante cerca de 5 anos, Américo Cardoso Botelho conhece os horrores desse inferno prisional e mercê de uma coragem excepcional não só resiste às provações que lhe são impostas como consegue registar tudo o que vê e lhe contam outros prisioneiros, alguns deles hoje ainda vivos e citados no livro. Os casos de barbárie e crueldade humana a que assiste e lhe são transmitidos são narrados com uma isenção exemplar, não por ajuste de contas ou retaliação das penas sofridas, mas por uma assunção de justiça e julgamento dos principais autores desses crimes (alguns deles a ocuparem hoje lugares de relevo no governo de José Eduardo dos Santos), pela memória de todos quantos foram vítimas desses crimes e em respeito às famílias que ainda hoje ignoram onde param os corpos dos seus parentes para fazerem o luto e as honras funerárias. Contextualizando as circunstâncias históricas e politicas que estão na raiz dessa luta sangrenta e fazendo eco do sofrimento, tortura e morte de muitos dos seus colegas de prisão, Américo Cardoso Botelho dá-nos um testemunho impressionante e de inestimável valor para que, à semelhança do que aconteceu em Nuremberga em relação ao holocausto nazi, as entidades internacionais se detenham nesse outro holocausto e promovam o julgamento de todos quantos estão na sua origem.



Mais informação sobre a obra em http://www.holocaustoemangola.com/




sábado, 16 de fevereiro de 2008

HOTEL DE LUXO NAS QUEDAS DE CALANDULA

Fonte : o apostolado

Uma unidade hoteleira de luxo foi inaugurada quarta-feira última, no município de Calandula, na província de Malange, marcando uma aposta no desenvolvimento do turismo.

O "hotel yonaka" está classificado com 4 estrelas, dispondo de 38 quartos para 60 hóspedes, 4 suites executivas e 4 presidenciais e uma piscina.

É a primeira unidade hoteleira desta categoria no município, cujo pólo de atracção são as quedas de Calandula, principal ponto turístico da região.

Cinco milhões de dólares é o montante gasto na edificação do empreendimento, cuja construção durou cerca de 3 anos.

Conta com 90 empregados, serviços de Internet e de ginásio, com os preços dos dormitórios a variar entre 70 e 400 dólares norte-americanos.

O proprietário do estabelecimento, Monteiro Kapunga, anunciou para os próximos tempos a construção de outros projectos no mesmo município, nos sectores do turismo e indústria.

Comentário: Iniciativas deste género são de louvar e sempre desejáveis.Fica a ganhar a região, o turismo e o país.Só que, a tabela de preços assusta qualquer um, e afasta a suposta clientela.Atendendo que a região em causa, ainda não possui todas as infraestruturas de suporte necessárias para acompanhar esta tabela de preços.Em Angola deve haver muitos empresários dedicados à hotelaria e turismo, sem noção da realidade turística praticada nos outros países.
África, está cheia de quedas de água, como por exemplo "Vitória Falks", cujas as infraestruturas envolventes são de excelente qualidade e a tabela de preços praticada muito mais acessível e atractiva.
Um país em reconstrução, sem as necessárias infraestruturas envolventes, sem ainda possuir as credenciais necessárias ao nível do turismo mundial, não pode iniciar-se no turismo com uma tabela de preços elevada.Qual é o turista que vai arriscar gastar uma pipa de massa, a fazer turismo em Angola, se o país está envolto em nuvens de poeira e pó, ocasionadas pelas milhares de obras espalhadas.Estradas inacabadas e aos solavancos.

Deviam seguir o exemplo do grupo Pestana, na ilha de São Tomé.Um empreendimento novinho em folha, a ser estreado, cuja a tabela vai rondar os 450 euros por uma estadia de 7 noites..Este grupo, devido à qualidade dos seus serviços prestados e atendendo à ilha em questão, tem credibilidade no turismo mundial, para poder praticar uma tabela de oferta de preços muito superior, à que se propõe.Não o faz, por uma simples razão.O destino por enquanto é desconhecido, e o importante em termos de marketing e canalização de turismo, é divulgar a oferta como um destino turístico no futuro.Começam por baixo, e não por cima.Isto é, não espantam a caça.O importante é rentabilizar, tornar o destino conhecido, para aumentar a sua procura.

Em Angola, têm muito que aprender relativamente ao Turismo.Em Angola o Turismo, está entregue nas mãos dos "cabarolas".Os cabarolas, só contribuem para a desgraça do turismo.O Algarve em Portugal, foi um bom exemplo, relativamente ao cabarolas.

Diz o velho ditado: Quem tudo quer.Tudo perde.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Império angolano estuda agora EDP

Fonte: Expresso

Boas relações entre António Mexia e Manuel Vicente, construídas na Galp, podem facilitar o acesso da Sonangol à maior empresa portuguesa

O presidente da Sonangol, Manuel Vicente, é o grande concretizador da estratégia de internacionalização da petrolífera angolana e Portugal é o principal destino da ofensiva do capital do petróleo. A Sonangol já é accionista da Galp e do BCP e a EDP perfila-se como o seu próximo alvo. As telecomunicações deverão vir a seguir. Tudo para desenvolver os negócios africanos da petrolífera.


*O meu comentário referente a esta notícia, segue ao vídeo anexado



TAKE TWO - FRAUDE no BCP - Off shore em Angola








Comentário: Ao que parece, as boas relações económicas entre Portugal e Angola, parecem assentar no mesmo sistema, que o José Sócrates, usou quando assinou os projectos para o seu grupo dos "4 Mosqueteiros Amigos".O sistema do " toma lá da cá " o sistema das "contrapartidas" a todos os níveis. Os sistemas de off shores.Os sistemas de negócios, só para os amigos com poderes políticos e económicos.Permutas de interesses, que visam directamente o aumento de capitais, e o seu enriquecimento, através do encobrimento, recorrendo às cortinas de fumo.Ao escutar dissertação do analista, principalmente quando ele enumera as várias situações, que podem levar a conclusão do mesmo, para a " culpa morrer solteira".Eles comem tudo.Eles são imunes a qualquer sistema jurídico.O mundo dos ricos, é um mundo diferente do mundo do pobre.No mundo dos ricos, só existem direitos sem penalizações.Ao contrário do mundo do pobre, que só existem deveres altamente penalizantes, se não forem cumpridos.Qualquer dia a Sonangol, servirá de intermediária no "offshore da família Imperial Angolana".Qualquer dia, a Sonangol coloniza o país irmão de Portugal.Lavagem de capitais.Diz a notícia, que são só suspeitas.E eu digo, "Não há fumo sem fogo".

Alguém sabe dizer, qual é a filiação partidária do "Chefão Máximo do Banco de Portugal" ?

O Banco de Portugal, o BCP a CNVM, esqueceram-se todos de "avisar".

Só o pobre, não pode esquecer-se de avisar, que vai ali, e já volta.Quando voltar, tem os fiscais das finanças, à porta de casa à espera dele.

Isto é Portugal e Angola.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

As "Obras de Arte" do Engenheiro José Sócrates

Já agora deixo aqui um link onde se podem ver algumas as obras de arte de José Sócrates:

http://static.publico.clix.pt/docs/politica/projectossocrates/index.html


Comentário: Com obras de arte deste nível, não admira que Portugal esteja mergulhado num pantanal de enigmas.

Um estudo efectuado por cientistas portugueses, que descodificaram o nome SOCRATES. Eis as conclusões do estudo:

S alazar
O utrora
C aiu;
R egressou
A gora
T ransformado
E m
S ocialista

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Sociedade discute discriminação racial no Bilhete de Identidade

A polémica identificação racial nos bilhetes de identidade angolanos foi legalmente decidida pela Assembleia Nacional há quase uma década, mas agora, a sete meses das eleições legislativas no país, a sociedade volta a discutir a medida.


Por Ricardo Bordalo
da Agência Lusa


Os cidadãos angolanos têm no bilhete de identidade a sua "raça" discriminada por "negro", "misto" ou "branco", desde 2000, ano em que foi votada a melindrosa lei no Parlamento.
Mas o assunto foi, entretanto, esquecido. Até que, nos últimos dias, os jornais e as rádios de Luanda o fizeram renascer das cinzas.

A Rádio Ecclesia, emissora da Igreja Católica angolana, e os jornais privados Semanário Angolense e Agora deram largo destaque à questão.

Este último assumiu em manchete que o ítem raça deverá ser anulado no Parlamento antes das legislativas de Setembro, embora no corpo da notícia este título não esteja sustentado.

No Semanário Angolense, na parte mais nobre da edição, é avançada a questão: "Raças no BI: Sim ou não?"

Este semanário pergunta ainda: "É proibido voltar a discutir?" O assunto regressou mesmo à ordem do dia como um dos temas de topo da actualidade angolana.

O que emerge com clareza é que esta é uma realidade que a sociedade angolana não conseguiu "encaixar" ao longo dos últimos oito anos.

A iniciativa parlamentar que permitiu a inclusão da identificação racial no BI angolano partiu do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que tem a maioria absoluta no Parlamento e é poder no país desde a independência, em 1975.
Justino Pinto de Andrade, economista e um dos mais respeitados analistas políticos angolanos, diz que "discriminar através do elemento racial é um erro histórico".

E recorda que "até o sistema colonial acabou por entender - na década de 1960 - que esse elemento não fazia sentido pondo-lhe fim".

"Ninguém se pode esquecer que há muitos exemplos na História da Humanidade - o nazismo - onde esse elemento serviu para um exercício de crueldade tremendo", sublinha Pinto de Andrade.

E, para Pinto de Andrarde, "restam poucas dúvidas de que na génese desta iniciativa política - através da sua aprovação na Assembleia Nacional - esteve a intenção de excluir", porque, embora sem nomear, lembra que "se não for a intenção de excluir, não é fácil encontrar outra razão".

"Este é um grande desafio para a sociedade angolana, porque o futuro passa pela aceitação cabal da diferença e quem pensar o contrário está a agir contra a maré da História", enfatiza.

Para alterar este cenário, "só com outra mentalidade vai ser possível", defende, adiantando que isso se deve ao facto de "se estar a falar de pessoas e não de partidos".
E justifica: "Esta é uma questão transversal no cenário politico-partidário angolano", porque "alguns partidos da oposição, incluindo a UNITA, não tomaram uma posição muito clara sobre esta matéria".

Também o sociólogo Paulo de Carvalho defende ser este, "como outro qualquer", um bom momento "para resolver o problema".

E, em conversa com a Lusa, diz só encontrar uma justificação para se ter "introduzido" em Angola este elemento identificativo: "A intenção de excluir."

"Com isto pretende-se apenas levar as minorias a terem consciência de que são, de facto, minorias e devem permanecer no seu canto".
Paulo de Carvalho, indo à memória, sublinha que "em 1969 - seis anos antes da independência, que teve lugar em 1975 - os documentos de identificação em Angola já não continham este elemento".

E mesmo o argumento usado pelas autoridades para a existência do ítem racial nos BI, que é o de facilitar a identificação, não colhe junto de Paulo de Carvalho.

"Se fizesse sentido essa justificação, então esses elementos poderiam ficar apenas na folha de registo e não de acesso público", adverte.

Para o sociólogo, há apenas uma certeza: "Esta discriminação não reflecte a realidade angolana e pode gerar mal estar social."
O sociólogo coloca ainda uma questão sem resposta na actual lei: "Então que raça é aplicada aos muitos chineses que já são ou vão ser angolanos no futuro breve?"

Actualmente há milhares de cidadãos oriundos da China a trabalhar em Angola no âmbito do processo de reconstrução nacional.

Entretanto, para a UNITA, maior partido da oposição, que votou contra esta iniciativa do MPLA em 2000, a questão é muito simples: "Foi um erro e agora só resta uma alternativa que é corrigir esse erro".

Adalberto da Costa Júnior, porta-voz da UNITA, lembra que a medida "foi contestada" pelo seu partido e defende que "quem protagonizou o erro deve agora, sem embaraços, avançar com uma iniciativa que ponha fim ao absurdo".

"A cidadania não é nem pode ser condicionada a questões desta natureza", diz Júnior, salientando que "a reconciliação nacional - iniciada com o fim da guerra em 2002 - ainda não é um processo acabado e, mesmo não impedindo esse processo, a discriminação racial também não o facilita".

Contactado pela Lusa, o deputado e porta-voz do MPLA, Norberto dos Santos "Kwata Kanawa", diz desconhecer quaisquer polémicas em torno desta questão e recorda que se alguém está interessado em discutir o assunto no Parlamento deve avançar com uma iniciativa nesse sentido.

"Se assim for, o MPLA vai discutir o assunto nessa altura. Até ao momento desconheço que esse seja o caso", disse de forma sucinta Norberto dos Santos.








sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Ingrid Betancourt "Com Raiva no Coração"



«Chamo-me Ingrid Betancourt. Tenho 41 anos e sou senadora do meu país, a Colômbia.

Devo muito à França. Foi lá que fiz os meus estudos e este livro, escrito em francês, constitui para mim um modo de manter esta ligação, assim como é uma oportunidade para dar a conhecer a minha luta ao país que me ensinou o que é a democracia e o que é a liberdade.
Sabem como são poderosos, na Colômbia, os cartéis da droga, esta droga que mina a vida dos nossos jovens. Certamente que têm ouvido falar das matanças e dos escândalos políticos que eles causam. Mas, por trás destas organizações mafiosas, está o meu povo – um povo corajoso e orgulhoso que deseja libertar-se desta engrenagem infernal. É por ele que luto, há mais de dez anos.

É, porém, uma luta perigosa. Tenho dois filhos, que já foram ameaçados de morte. Tive de separar-me deles, para os proteger. E, já por duas vezes, a máfia colombiana tentou matar-me. Estou consciente dos perigos, mas estes não me farão recuar. É nisso que reside a minha esperança.»


Ingrid Betancourt (2002)

Ingrid Betancourt, nasceu em 1961, na Colômbia. É filha de um ex-embaixador da UNICEF e de uma ex-Miss Colômbia. Passou parte da juventude em Paris, onde fez os seus estudos (licenciou-se em Ciências Políticas). Foi casada com um diplomata francês, de quem teve dois filhos (actualmente está casada com um publicitário).

Desde criança, habituou-se a conviver com gente como Pablo Neruda e Gabriel García Márquez, amigos da família. E o empenhamento político surgiu com naturalidade: foi eleita deputada e depois senadora. Paladina da cruzada anticorrupção, foi também conquistada pela defesa do ambiente, tendo criado o Oxigénio, um pequeno partido ecologista.

Em 23 de Fevereiro de 2002, no decurso da sua campanha como candidata à presidência da Colômbia, foi raptada pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a guerrilha de inspiração guevarista que há muitos anos se opõe a sucessivos governos do seu país. Ingrid Betancourt, é não só uma mulher de coragem, lutando contra a força tentacular do narcotráfico e contra a corrupção na política, mas também uma voz renovadora da esperança no triunfo da democracia na Colômbia.







Melanie, filha de Ingrid, numa manifestação em França, para pedir pela libertação da sua mãe












Nada como, passar algumas passagens do livro, que podem ajudar a compreender as razões pelas quais esta mulher representava e representa uma ameaça para qualquer poder instalado, em qualquer parte do planeta.Recomendo vivamente a leitura do seu livro "Com Raiva no Coração", pois através dele, aprenderemos a conhecer um pouco mais(muito), como funcionam internamente os sistemas partidários, os jogos pelo poder, as trapaças e atropelos, que muitos políticos usam em nome do povo ou de um país.Trapaças e atropelos, que não são visíveis aos olhos do "povo".Esta mulher teve a coragem de sózinha, lutar contra tudo e todos, com uma Raiva cega de demonstrar e provar, primeiramente ao seu povo e país, secundáriamente ao mundo, como a corrupção corrói os políticos, os partidos, os poderes governativos instalados,os media (imprensa escrita e falada), os grandes grupos empresariais, o sistema militar e judicial.



(...)Nessa altura acontece-me uma coisa absolutamente inesperada.Yamid Amat, a estrela da televisão colombiana, convida-me para o jornal da noite.Fico bastante assustada, pois sei que é uma oportunidade única e que, se não a aproveitar, serei votada ao esquecimento.Preparo-me para o pior, pois Yamid Amat tem fama de entrevistador implacável.
- Ninguém a conhece na Colômbia - começa ele por dizer.Diga-nos quem é e porque é que se candidata ao Parlamento.
- Quero lutar contra a corrupção.
Aí vejo-o reprimir ostensivamente uma gargalhada.
- Lutar contra a corrupção?Mas o que vai fazer contra a corrupção?
- Denunciar os corruptos no Parlamento.
- Ah, bom!Quer dizer então que conhece pessoas corruptas no Parlamento?
- Conheço muitas.E penso que você também conhece.
- Claro! - responde Amat secamente. - Mas eu não vou dizer o nome delas. Você é capaz de as denunciar?
- Sou.
E avanço com cinco nomes que me vêm à cabeça.Os cinco políticos que considero mais corruptos.
Amat fica atordoado.Faz uma pausa e, mudando bruscamente de tom:
- Esta história dos preservativos ... os Colombianos estão chocados...
Faço o meu discurso de camapanha, e a entrevista acaba. (...)

(...) São exactamente dezassete horas quando subo à tribuna.Para me demarcar radicalmente dessa assembleia de homens congestionados e furibundos, pus uma minissaia azul e vesti um casaco no mesmo tom, sobre uma simples T-shirt.Todas as câmaras de televisão estão apontadas para mim.Dispo então o casaco e surge, estampado na minha T-shirt, o elefante criado por Juan Carlos, com a seguinte frase em maiúsculas: « APENAS A VERDADE!».Está dado o tom, e pode ler-se a consternação assassina, mas impotente.(...)

(...) - Devem imaginar como me custa fazer acusações deste género.Porque custa muito carregar sozinho a verdade nesta farsa que vos é apresentada como um julgamento.Dentro de poucas horas, estes deputados que as câmaras vos mostram um tanto atarantados vão inocentar o presidente.E porque vão eles inocentá-lo ? Porque, salvando-o, salvar-se-ão a si próprios.Vejam este senhor, por exemplo, sentado à minha frente...Tenho aqui um recibo assinado pelo seu punho.Este senhor recebeu uma quantidade de milhões de pesos...Digo-vos claramente: se este senhor resolvesse condenar o chefe do Estado, não sei se amanhã estaria vivo...Nós os Colombianos, somos espectadores impotentes de um jogo cujo resultado já está decidido.Hoje, o nosso país está no fundo do abismo, na agonia, e contudo sei que virá o dia da nossa aspiração à felicidade vencerá a atracção vertiginosa que há tanto tempo sentimos pela morte.Estou confiante.
Sucede então uma coisa curiosa, insólita num recinto colombiano: o silêncio prolonga-se enquanto regresso ao meu lugar, um silêncio impressionante, como se estes homens, tão prontos à violência, estivessem provisóriamente aniquilados. (...)

Podem ler mais, sobre esta grande mulher, em : http://www.linux24info.info/kraj-es-show-Ingrid_Betancourt

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Libermédia apresenta guia turístico das praias de Luanda



Fonte: Jornal de Angola (Jornal ao serviço do poder instalado)


Gabriel Bunga

A Libermédia Produções (empresa de serviços de imagem, catálogos, brochuras e fotografias) apresentou ontem à imprensa, em Luanda, um guia turístico das praias da cidade, no âmbito das comemorações dos 434 anos da capital.
A revista visa oferecer informação diversificada sobre centros turísticos de Luanda a turistas nacionais e estrangeiros.O guia das praias inclui, entre outras atracções, uma completa descrição e localização das praias, restaurantes, alojamentos e locais de interesse turístico, numa extensão de 150 quilómetros, começando por Cabo Ledo e Caxito, passando pelo Mussulo e pela Ilha do Cabo.
De acordo com a directora da empresa, Ossanda Líber, que falava em conferência de imprensa ontem no Hotel Continental, a presente edição da revista “Luanda Coast 2008” será de grande utilidade a todos aqueles que precisam de explorar as belíssimas praias de Luanda.
Para além da “Luanda Coast 2008”, está no pacote de projectos da LiberMédia mais um Website de lugares turísticos da capital do país e mais um guia que se ocupará de informações sobre museus, igrejas, hotéis e outros espaços públicos que podem estar à disposição dos turistas.
De publicação anual, a revista tem oitenta páginas e custa mil e 200 Kwanzas.



Comentário:Gostaria imenso de acreditar, que os conteúdos informativos que este guia turístico se propõe, tivessem aplicação na realidade, no terreno.Isto é, que Angola tivesse na realidade todas as infra-estruturas necessárias capazes de oferecerem ao " turista e ao turismo" e acima de tudo, conseguissem assegurar uma simbiose entre o preço/qualidade dos serviços prestados.

Esta notícia, veio mesmo a calhar.No passado fim de semana, realizou-se em Lisboa a Feira Turimo de Lisboa (BTL), que tive a oportunidade de visitar.As ofertas eram muitas e variadas.Para todos os gostos e carteiras.Sabendo antecipadamente que os países que integram os PALOP iriam estar presentes, com as suas ofertas.Era normal que estivesse curiosa para conhecer as ofertas de Angola.Pelas razões sobejamente conhecidas, uma delas, que é o país de África com maior índice de desenvolvimento.E também, porque tenho consciência que Angola tem enormes potencialidades para desenvolver e apresentar uma oferta de turismo ao nível dos melhores do mundo.

Qual não foi o meu espanto, ao chegar ao Stand de Angola, constato que o mesmo era igualzinho ao do ano passado, não apresentava novidades, nem mesmo em termos do design visual.Como sabem, é pela visão que o estômago tem o primeiro impacto da gula.O pessoal de apoio ao Stand, tal como acontece todos os anos, encontrava-se em amena cavaqueira uns com os outros, enquanto os potenciais interessados pelas ofertas, passavam desinteressadamente pelo stand.Comentei este pequeno promenor, com as pessoas que acompanhavam-me.Ainda mais estranho, tornou-se esta forma de estar, quando "Angola" está na moda, em Portugal.

Promenores à parte, vamos ao que interessa.

Nos eventos desta natureza, o pessoal que os frequenta, procura recolher as tais "brochuras, catálogos, imagens, promoções, etc," informativas sobre os países e respectivas ofertas.No stand de Angola este tipo de informação era escasso, direi mesmo inexesistente.Frustada e desapontada, recolhi o que havia disponível.No recanto do meu sossego, começo analisar as tão famosas brochuras e catálogos.A minha frustação no lugar de diminuir, aumenta ainda mais.E passo a citar as razões para o aumento da minha frustação .

Não consegui nenhuma brochura.Consegui um ÚNICO catálogo de uma agência de viagens " Expresso - Viagens e Turismo, S.A." sem apresentar nenhum cuidado na apresentação atractiva e aliciamento visual.O catálogo deve ter sido feito, no ano de mil e novecentos e troca o passo.Esta agência, segundo informação inclusa, diz operar em Angola desde 1966.Ao abrir o cátalogo, o meu espanto atingiu os limites do paranormal, o folheto dizia respeito a uma oferta na "TANZÂNIA" mais própriamente em Saadani no "National Park", completamente escrito em inglês, sem tradução para outras línguas.Impensável.Mas real.Fiz a respectiva pesquiza na internet, através do endereço constante no catálogo, e o paranormal aumentou.Só abria a págima inicial, onde constam os contactos.Podem comprovar através do endereço :

(clicar nas imagens para aumentar)

Petreficada, passei ao folhete seguinte, constante no interior da capa do catálogo.Um simples papelzinho de 20cm X 10 cm referente a outra Agência de Viagens e Turimo denominada por "MÃE MENA" em que as ofertas referentes a Angola são:Pedidos de vistos, Emissão de passaportes, Check-In/Out de passageiros, Serviços de Renta a Car, Reservas em Hóteis, Certificados de Vacinas, Bilhetes de Passagem(Nacional e Internacional) Marcação de Audiências e Entrevistas ( em instituições públicas e privadas).A única oferta que esta agência oferece em termos de viagens meramente turísticas, são destinadas à África do Sul, diz a agência que oferecem excelentes condições de estadia e saberão servir.A pesquiza através da internet, relativamente a esta agência não é possível, uma vez que não possui endereço.Uma agência direccionada para ao tratamento de documentação, e quase nada tem para oferecer turísticamente.Um favor pessoal, prestado a alguém com interesses na agência em Angola.

Repito tudo isto, num simples papelzinho de 20cm X 10 cm.(Conforme pode comprovar através da foto).


Foto 2



Continuei a minha aventura em busca das ofertas turísticas em Angola.E a próxima aventura, diz respeito a um desdobrável de fraca qualidade, e com imagens referente ao " Aldeamento Turístico Pasárgada" que fica a 64km de Luanda na província do Bengo.Inclui todos os contactos, incluindo endereço electrónico (e-mail), mas o acesso via internet, tal como todos os outros não é possível.


Foto 3





Perante estes factos, é de saudar a criação de guias turísticos em Angola.Mas apetece-me revoltadamente, dizer aos criadores desta ideia, que não basta apresentar como ofertas, as lindas praias de Angola, principalmente aquelas que ficam a mais de 50 km de Luanda, Hotéis e aluguer de automóveis, cujo os preços praticados são dos mais elevados do mundo.Cujo o sistema de transportes urbanos não funcionam devidamente, em que a oferta e a qualidade do transporte público, assemelha-se a uma capoeira.Onde a alternativa colocada ao "turista" para poder visitar a cidade, é no famoso candongueiro, muito típico e turístico.Em termos de oferta, ao nível da restauração, os serviços prestados pela maioria dos restaurantes colocados à beira da estrada e das praias, não reunem as mínimas condições de higiene , são autênticos atentados à saúde pública.Por outro lado, o número de camas disponíveis para a prática de um turismo económico e atractivo, simplesmente não existe.Não seria preferível, criarem primeiro as infra-estruturas necessárias, do que meterem-se na "Aventura" de oferecerem aos potenciais turistas uma oferta, tipo "Gato por Lebre".Não estão a tentar colocar a carroça à frente dos bois, contribuindo ainda mais para a descrebilização futura do turismo.Não haverá aqui, uma pontinha de aproveitamento e oportunismo.

Sejamos realistas, o turismo que um turista pode pensar encontrar actualmente em Angola, é um turismo semelhante ao das imagens propostas no Folheto Informativo (foto 4).Um turista não consegue, desfrutar dos prazeres oferecidos pelo MiamiBeach ou das lindas praias da ilha de Luanda, sem ter que desfrutar das lindas paisagens degradantes, oferecidas pelos pobres coitados que rodeiam e invadem as restantes praias ao longo da orla da ilha.A não ser, que reservem para o Turista uma viatura tipo Jeep Hummer de vidros fumados.
A mudança urgente dos símbolos da bandeira, uma das maiores imagens de marketing que um país pode ter.O símbolo da catana na bandeira, pode representar um elemento dissuasor para os potenciais turistas.É um símbolo dissonante.Substituam a catana pela "Palanca Negra".

Foto 4


Foram provávelmente este tipo de ofertas turísticas (foto 4) que condicionaram, a falta de empenho por parte dos responsáveis pelo turismo em Angola na BTL, e justificaram a sua postura desinteressada.

O turismo actualmente, é um grande sector gerador de riqueza, como tal não pode ser gerido por pessoas, que não possuem uma formação altamente qualificada.O turismo, deixou de ser um sector destinado à carolice de alguns.O turista é cada vez mais exigente, na escolha dos seus destinos.O turismo não é só praia.O turismo é muito mais abrangente.A relação oferta/preço/qualidade é muito competitiva.Não serão certamente as praias de Luanda que vão seduzir o mercado turístico.O Brasil comparativamente com Angola, tem a mesma qualidade ao nível das praias, com empreendimentos turísticos com qualidade e preços muito mais atractivos.

Como complemento do Folheto Informativo Turístico de Angola - Luanda sugiro a visualização dos vídeos colocados no seguinte endereço

http://angola-africa.zip.net/
http://carlacarinhas.sites.uol.com.br/angola/video_luanda.html

domingo, 20 de janeiro de 2008

Dois portugueses morreram no acidente aéreo perto do Huambo

Fonte : Notícias Lusofonas

Dois portugueses morreram hoje no acidente aéreo próximo da cidade do Huambo, centro de Angola, disse fonte da secretaria de Estado das Comunidades portuguesas. A informação também foi transmitida em Luanda pela companhia Tropicana, proprietária da aeronave, um King Air B 200.

No acidente, além dos dois portugueses, morreram mais oito pessoas, entre as quais o proprietário da companhia Tropicana, o empresário Valentim Amões.

A identidade dos passageiros e tripulantes não foi avançada para que as famílias sejam contactadas antes.

A mesma fonte disse que ainda ninguém da companhia, da Força Aérea ou das equipas de resgate chegaram aos destroços, mas "populares que chegaram ao local indicaram que as 10 pessoas a bordo morreram".

O avião saiu cerca das 07:00 (06:00 de Lisboa) do aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, com destino ao Huambo.

Já na proximidade desta cidade do Planalto Central angolano deixou de contactar a torre de controlo do Huambo.

A Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENANA) de Angola aponta o mau tempo como causa provável do acidente.

Aparelhos da Força Aérea angolana estão a sobrevoar a área em busca dos destroços do aparelho, que opera em Angola essencialmente com voos charter.


Comentário: Já começaram os "mistérios".Desta vez, nada tem haver com brometos de sódio, ou outras doenças estranhas.Nem com prisões de jornalistas e perseguições à imprensa privada, ou censura aos cantores angolanos.Desta vez, tem a ver com quedas de aviões, com a perda de vidas humanas.Segundo a fonte, estão incluídos entre as vítimas dois portugueses e um angolano muito estimado na zona do huambo.Mas antes de fazer este comentário estive a dar uma vista de olhos, em outras fontes.Uma dessas fontes, é analista e conhecedor profundo dos problemas de Angola.Podem consultar a sua opinião em: http://pululu.blogspot.com/ .Eu partilho da mesma opinião, relativamente à análise, que ele faz sobre o mistério desta queda e acidente.Para quem conhece Angola, e é um conhecedor profundo sobre como funcionam as "teias" internas da política, este acontecimento pode ser o ínicio de muitos outros, também eles misteriosos, que ainda estarão para acontecer.Quem ainda se lembra, na altura debandada dos portugueses em Angola, de ver fotos afixadas em placards estratégicamente escolhidos, com imagens de corpos esquartejados, onde raramente se visualizava um corpo inteiro, que se pudesse dizer que todas aquelas partes esquartejadas, pertenciam a um único ser humano.Reparem bem na nóticia, o helicópetro que vai em auxílio, também sofre uma queda, mas por sorte e milagre, salvam-se todos.A mesma sorte e milagre, que não tiveram as vítimas do acidente.

Isto é Angola...

Em Angola não se passa nada...

Angola recomenda-se... ( pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam.Cuidado com as catanas afiadas, com as doenças negras, com a taxa da gasosa, com a água contaminada, com os saques em nome do poder popular dos internacionalistas, com a queda de aviões).

Aos poucos, vamos descobrindo a velha e verdadeira Angola, cheia de truques e mistérios

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sandálias havachinanas


Recebi na minha caixa de correio electrónico, uma mensagem que gostaria de partilhar com todos os frequentadores ou curiosos deste espaço.



Pediatras estão recomendando: Muito cuidado com tudo que for "Made in China", principalmente produtos que tiverem corantes amarelos. Veja só:

SANDÁLIAS FALSIFICADAS HAVAIANAS "Made in China” SÃO PINTADAS COM TINTA TÓXICA. O EFEITO É CATASTRÓFICO. ALERTE SEUS AMIGOS E FAMILIARES.












































Comentário: A este tipo de problema, aplica-se perfeitamente o velho ditado popular "O barato sai caro".Atraídos pelo preço do produto, podemos arranjar problemas sérios de saúde.
Se ao comprarmos uma simples haviana chinesa, podemos viver este"pesadelo", é fácil começarmos a imaginar e a interrogar-nos, que tipo de material usarão os chineses em obras de grande suporte e envergadura.Sem falar no tipo de material usado no acabamento final das obras.

Pessoalmente, posso afirmar que não sou consumidora dos produtos "made in China".No entanto, não quer dizer que esteja livre de um problema como este, pois as armadilhas a que estamos sujeitos, são variadas.É do conhecimento geral, que os grandes grupos empresarias, encomendam produtos à China, posteriormente colocam a etiqueta com a designação das suas "marcas".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Última Hora - Angola: Teatro Avenida vai ser demolido

Fonte:Portugal Diário

Situado na baixa de Luanda, edifício chegou a ser sede dos serviços de bombeiros

O velho Teatro Avenida, na baixa de Luanda, onde várias gerações se iniciaram nas artes cénicas antes da independência de Angola, em 1975, vai ser demolido, segundo noticia a agência Lusa.

Carlos Vieira Lopes, director nacional da Arte e Acção Cultural de Angola, disse que no lugar do antigo teatro será erguido um moderno edifício que integrará um novo espaço para teatro e cinema bem como outras funcionalidades

Situado na baixa de Luanda, na Avenida Rainha Ginga, o edifício chegou a ser a sede dos serviços de bombeiros de Luanda antes de, em 1968, ser transformado no Teatro Avenida, o maior do país na altura, que também tinha a valência de sala de cinema.

A renovação e requalificação em curso da baixa da capital angolana, que envolve uma profunda transformação da Baía de Luanda e ainda a parte da cidade mais próxima da marginal, é a razão apontada para a demolição do Teatro Avenida.

Carlos Vieira Lopes adiantou ainda que a demolição do Teatro Avenida não significa que a cultura, nomeadamente o teatro e o cinema, vão deixar de manter a sua presença no local.

Isto, porque, a demolição do Avenida vai dar lugar a um novo edifício destinado à promoção da cultura angolana.

Carlos Vieira Lopes explicou que o projecto previsto para o local visa «melhorar e modernizar, para melhor servir o público amante da arte e da cultura».

Comentário: É com tristeza que recebi esta notícia.Coisas da tão chamada "renovação", onde outros interesses se levantam e falam mais alto.Quem conhece, o local onde está situado o Teatro Avenida, fácilmente alcança as motivações que podem estar por detrás desta demolição.
Fica a saudade e a recordação no albúm das memórias das nossas vidas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ESTRADA NOVA, MAS JÁ ESBURACADA

Fonte: o apostolado

A estrada que liga a Comuna da Barra Do Dande à região dos Libongos apresenta já remendos e pequenos buracos.

Aberta à circulação nos últimos seis meses, é bastante visível em várias partes da via asfalto removido formando buracos ainda que de pequena dimensão.

O facto de haverem também remendos bastante recentes noutros lugares da estrada, pode indiciar já uma má construção da rodovia. Para isso concorrerá o facto da camada de asfalto ser bastante fina. "Esta estrada nós vimos há pouco a ser feita e não é possível ter remendos e buracos. Isso quer dizer que quem a construiu nos aldrabou", comentaram ao "Apostolado" habitantes nas redondezas

De resto, esta não é a primeira estrada construída e que meses depois entra rapidamente em estado de degradação. O novo tapete colocado entre os Municípios de Viana (Luanda) e o de Icolo e Bengo (Bengo) e Icolo e Bengo –Dondo, faz prova de que algo está errado na construção de estradas em Angola
A via de cerca de 20 quilómetros veio encurtar distâncias no percurso que liga a capital angolana, Luanda, aos Municípios de Ambriz (Província do Bengo), Nzeto (Província do Zaire) e Mbzanza Congo (capitado do Zaire). De Caxito aos Libongos são cerca de 40 quilómetros, que se tornam

Anteriormente, para se chegar a estas localidades os automobilistas eram obrigados a escalar a cidade de Caxito a 60 quilómetros de Luanda e depois empreender a marcha em direcção àqueles Municípios do Norte.

NO SENTIDO ZAIRE

A ligação terrestre entre os Libongos e a capital do Zaire, Mbanza Congo está ainda na estaca zero.

Depois da costumada terraplanagem de cerca de 250 quilómetros até à sede municipal de Nzeto, Província do Zaire, o asfalto tarda a chegar. Consequentemente, os buracos voltaram a tomar conta do pavimento, tendo piorado com as últimas chuvas.

Ao longo da via que dá também acesso à capital do Zaire, Mbanza Congo, e aos Municípios de Soio, Noqui, não se verifica ainda qualquer empresa a preparar-se para a asfaltagem. Mas, durante o ano de 2007 as autoridades locais e centrais haviam anunciado o início da construção dessa estrada ainda para fins do ano que terminou.

Neste momento a viagem de Luanda a Nzeto pode demorar cinco horas a uma velocidade de 80 quilómetros horários.


Comentário:Para muitos, estas situações não são novidades, até esperadas.Primeiro o ritmo frenético imposto pelos chineses na construção de algumas obras de grande volume, só por si, já era um indicador, que algo poderia estar ou a ser anormal.Com o passar do tempo, aliado ao volume e peso do tráfego, a juntar às condições atmoféricas, verifica-se que a anormalidade nas estradas pode estar na espessura do "asfalto".Andam a "aldrabar" o povo.Andam a esbanjar dinheiro desnecessáriamente.Provávelmente os engenhocas envolvidos nas contruções das estradas, nem estudos prévios fizeram sobre as condições para a sua construção.Tal era a presa.O importante é, as obras acontecerem, de preferência de "cara lavada", com outro aspecto, iludir os olhos do eleitorado.Em política as obras executadas, para além de terem um impacto social relevante, são muito importantes para cativar e aliciar votos.O "Bum" das construções em Angola, principalmente dos Chineses, para muitos como eu, sempre foi de desconfiança.Até porque os produtos "made in China" são normalmente de má qualidade, no que diz respeito às matérias primas empregues na fabricação desses mesmos produtos, reflectindo-se no seu prazo de durabilidade.Normalmente, pelo menos comigo acontece quase sempre, seja qual fôr o produto que adquira "made in China" se não avariar antes, o prazo máximo que consigo usufruir desses produtos é de precisamente de seis meses.Optei por abdicar dos produtos "made in China", pois sentia que andava a deitar dinheiro à rua, aliciada pelo baixo custo e sem garantia.Prefiro optar por pagar um pouco mais caro, e ficar na posse do certificado de garantia, que varia entre um ano a três anos, conforme o produto.

Não ficarei nada admirada, se dentro de pouco tempo, outras situações começarem a surgir em outras obras executadas pelos chineses.Refiro-me mais concretamente, aos edíficios ( prédios), pontes, túneis, viadutos etc.

Os chineses estão a "vender gato por lebre " aos angolanos.Estão-se aproveitar da sua situação privilegiada de parceiro apoiante em armamento durante a guerra.E também, da necessidade dos governantes que estão no poder, apresentarem obras aos olhos do povo.Por outro lado, tentar passar a mensagem, que eles (os governantes) estão a trabalhar bem, para o desenvolvimento de Angola e a contibuir para a modificação de mentalidades.Tudo não passa de um Jogo de interesses, entre o poder político instalado, e o poder económico da China.Mais tarde as futuras gerações vão pagar com juros elevados todas estas loucuras de uns e de outros.Para alguns, o futuro ainda está longe.Pensam eles "Com o futuro, deve preocupar-se de preferência, quem vier ocupar o lugar no poder, depois de eles sairem".O importante, é o que está acontecer agora.Para esses, o "agora" é conseguirem continuar a governar, dentro dos moldes democráticos de fachada, onde se movem os lobbies económicos, onde a corrupção tem várias caras e designações.Permitindo inclusive, abertura de bancos privados fora de Angola, sem preocupações quanto ao apuramento da real proveniência dos fundos, que vão permitir essa abertura no exterior.Servirá esse banco, para lavar a cara e a imagem de uns e de outros.Servirá esse banco, para outras jogadas, que todos sabem quem são os prováveis jogadores, mas que ninguém se atreve a dizer ou a escrever os seus nomes.Como disse, Francisco Louçã:" Angola é tão pornográficamente rica, que lhe permite ter este tipo de relações com os lobbies.José Eduardo dos Santos está à mais anos no poder que Mugabe".Francisco Louçã, foi o único a levantar a voz, para acusá-lo de vários crimes cometidos contra o seu povo.É dentro desta promiscuidade e hipocrísia que a democracia em Angola vai-se instalar e reinar. Ninguém está, minimamente preocupado com o povo angolano.Estão sim, preocupados quem vai ocupar a cadeira do poder(es).Os valores das "cartadas" em jogo são demasiado elevados.Convinha que fossem os mesmos, para não correrem o risco de as regras poderem ser alteradas, com o jogo a decorrer e antes das grandes obras finalizarem e a garantia do dinheiro estar seguro no bolso ou cofres.


Isto é Angola...
Em Angola, não se passa nada...
Angola recomenda-se...(Sócrates pelo menos faz propaganda e recomenda...Cuidado com as catanas.Elas afiadas cortam em pedaços.)