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Fimes Que Falam de África
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bcp crime
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Mais Angola
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Diamantes - Angola - Congo
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Branco de quintal
Fernando Teixeira (Baião)
Pensamento da Semana
"Sabemos que o que fazemos não é mais do que uma gota no oceano, mas se essa gota não estiver no oceano fará lá falta!"
(Madre Teresa de Calcutá)
África Minha - Música
Vamos Falar de .....
Este espaço tem como objectivo principal, colocar em debate (discussão) vários temas.Sendo que, o tema eleito por mim, será África.A razão da minha escolha, incide na minha origem. Espero com a minha e vossa contibuição, proporcionar várias realidades (boas ou más)....
Cazimar
África Minha - Angola
África Minha Porque te deixei? Não sei... Talvez, por culpa dos homens e da sua intolerância. Só sei.... Que sinto saudades de ti. Estou arrependida de ter-te abandonado. Por ti choro e penso todos os dias da minha vida. Fazes-me falta... África Minha.
Flor do deserto - Argéçia
Lembranças da Minha África Minha
Álbum Fotográfico
Os olhos da Alma
Cry Áfica
Etnografia e Artesanato Africano
Máscaras - Angola
Máscara Ovingange wana wewo cerimonial
Mascara
Mwana-Pwo
Mascara
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Chokwe
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Tchokwe
Luena Cokwe
Uíge
Trono Cokwe
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Cadeira do Chefe
Mesa
Banco Tchockwe
Sugestões
Padrões e Tecidos(panos) africanos - moda
Nigéria- Pano Nube
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Kanga- Leso
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Modelo
Sapatilhas Zulu
Colar Kiffa
Adornos - Bijuteria - Malas - Sacos - Calçado
Pulseira - Ghana
Marcas de Angola
Sonangol - Petrolífera
Marcas
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TAAG - Transportadora Aérea de Angola
Marcas - Unitel
Telecomunicações
Marcas de Angola
Cerveja
Vamos construir uma cubata - Material necessário
Secagem ao sol dos adobes de argila. Na imagem, vê-se uma cubata construída com este material. Ao fundo, molhos de colmo para os telhados.
Construção da cubata - Passo 1
Construção da estrutura que irá suportar a cobertura de colmo da cubata. Estas, construídas com estacas de madeira, são depois revestidas de argila.
Construção da cubata - Passo 2
Construção da estrutura que irá suportar a cobertura de colmo da cubata.
Construção da Cubata - Passo 3
Reforçando a estrutura que irá suportar a porta da cubata. Reparar na forma como as ripas horizontais são seguras às verticais.
Construção da Cubata - Passo 4
A sequência de imagens permite ficar com uma ideia das técnicas de construção usadas nesta zona: estrutura de pau a pique revestida da barro e coberta de colmo ou paredes de adobes de barro secos ao sol.
SOBRE A GÉNESE DA LITERATURA ANGOLANA
Escrito por: Pepetela
O primeiro livro editado em Angola e escrito por um angolano data de 1849 e foi publicado em Luanda pouco depois de se ter instalado a Imprensa Oficial. Trata-se de um livro de poemas, intitulado “Espontaneidades da minha alma”, cujo autor, José da Silva Maia Ferreira, pertencia a uma família de comerciantes portugueses instalada há muito na colónia.
Podemos inventar um passado, um pai e até um ideal para subir na vida? Sim, principalmente se essa vida se passar em Angola na pós Guerra Colonial. Pepetela regressa com um retrato mordaz dos últimos 30 anos em Angola, a seguir ao fim da Guerra Colonial, através da ascensão e queda do empresário Vladimiro Caposso. Rapaz modesto do Calulo, o filho de enfermeiro que tratava a tropa portuguesa, depressa descobre que sobreviver em Luanda em muito depende do MPLA e, por isso, muda o seu nome de José para o mais revolucionário Vladimiro. É a partir daí que começa a escalar os degraus da política e da finança. Dos anos 70 e da loja aberta no feriado da Independência para poder “servir o Povo” ao novo milénio do campo de golfe onde rouba a água do rio aos pastores e agricultores, Vladimiro Caposso e a sua família empreendem em Predadores uma viagem ao longo das três décadas de transformação. Onde o oportunismo e a esperança se entremeiam na evolução de Angola até aos dias de hoje
Autor: Pepetela Editora: Publicações D. Quixote Colecção: Autores Língua Portuguesa 1ª Edição: Outubro 2005 Nº Páginas: 384
Pepetela, (n. Benguela, Angola, em 29 de Outubro de 1941) é o pseudónimo do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos.Licenciado em Sociologia e exerce a docência na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Luanda. Em 1997, foi galardoado com o Prémio Camões pelo conjunto da sua obra.
Obras: 1973 - As Aventuras de Ngunga 1978 - Muana Puó 1980 - Mayombe 1985 - O Cão e os Caluandas 1985 - Yaka 1992 - Geração da Utopia 1995 - O Desejo de Kianda 1996 - A Glorioso Família 1996 - Parábola do Cágado Velho 1997 - A Gloriosa Família 2000 - A Montanha da Àgua Lilás 2001 - Jaime Bunda, Agente Secreto 2003 - Jaime Bunda e a Morte do Americano 2005 - Predadores
"O quase fim do mundo " - Pepetela
Novo Romance
Sou médico. Não muito especializado, daqueles que servem para todas as ocasiões, género roupa unisex pronta a vestir. Habitava então a minha caótica cidade de cerca de dois milhões de habitantes, mas nunca ninguém se preocupou em saber ao certo, até podiam ser quatro. Nessa manhã muito cedo fui coordenar uma campanha de vacinação contra um surto de poliomielite acabado de surgir num conjunto de aldeias relativamente perto da cidade. Avanço acrescentar que a doença já fora dada como extinta várias vezes pelo governo, o que lhe merecera felicitações internacionais, no entanto ao fim de uns tempos regressava para provocar explicações descosidas do ministro da Saúde, acusando pragas fomentadas do exterior.
E se a vida animal de repente desaparecesse da Terra, excepto num pequeno recanto do mundo e em doses mínimas? Talvez as causas se conheçam depois, mas o que importa é a existência de alguns seres, aturdidos pelo desaparecimento de tantos, e procurando sobreviver. É sobre estes sobreviventes e as suas reacções, desejos, frustações mas também pequenas/grandes vitórias que trata o novo romance de Pepetela. Detalhe importante: o recanto do mundo que escapou à hecatombe situa-se numa desgraçada zona da desgraçada África. Um livro das publicações Dom Quixote Relembre-se que Pepetela é Prémio Camões 1997.
Literatura Africana - Sugestões de Leitura
Manuel Arouca - "Deixei o meu Coração em África"
Deixei o Meu Coração em África
Isabel recebe um manuscrito em condições inesperadas e misteriosas. O seu autor, Rodrigo, desaparecido há seis anos e dado como morto pelos seus amigos, relata as experiências e as vivências, os factos e as emoções, os encontros e os desencontros que marcaram a sua vida. Assim, o leitor é levado numa viagem que, por um lado, o transporta aos loucos anos sessenta na alta sociedade lisboeta; e, por outro, o leva à sedução de África, continente misterioso que abre novos horizontes. Se encontramos a guerra de guerrilha, difícil e intensa, deparamo-nos também com o glamour de uma vida aventureira, célebre por safaris, pára-quedismo, aviões e um quotidiano nas fazendas marcado pela ousadia. As relações pessoais espelham-se num pano de fundo que é uma época politicamente moralista, marcada por valores tradicionais e pela guerra colonial.
MANUEL DOS SANTOS LIMA
MANUEL DOS SANTOS LIMA
Nasceu no Kuito, antiga Silva Porto, em 1935. Estudante de Direito em Coimbra, representou Angola, juntamente com Joaquim Pinto de Andrade, no 1º Congresso Internacional dos Escritores e Artistas Negros realizado em Paris. Na sequência da sua actividade intelectual a PIDE fixou-lhe residência em Portugal de 1958 a 1961, ano em que é chamado a cumprir o serviço militar. É já como oficial do exército português, com destino marcado para Goa, que decide desertar e juntar-se à rebelião angolana. Como membro do Comité Director do MPLA foi fundador e 1º comandante em chefe do EPLA – Exército Popular de Libertação de Angola, embrião das futuras FAPLA. Já depois da independência tornou-se opositor ao regime de Luanda denunciando criticamente o que vai mal em Angola. Doutorou-se em Letras em Lausane, Suíça, exercendo funções docentes nesse país , em França e no Canadá. Sobre a experiência de ter estado em ambos os lados da barricada, escreveu “AS LÁGRIMAS E O VENTO” em 1975 (uma publicação da Editora Afrontamento de 1989), onde analisa, de modo ficcional, a forma de estar na guerra colonial de cada um dos contendores: o Exército Português e o MPLA. Já nessa obra conseguimos notar uma visão fortemente crítica sobre os futuros líderes angolanos, como pode ver-se neste breve trecho do livro, onde escreve, referindo-se à CEI – Casa dos Estudantes do Império, que “era antes um centro bastante reaccionário que consagrava as divisões sócio-raciais existentes nas colónias e onde os estudantes “do Ultramar” se erigiam em revolucionários a conta-gotas, de óculos e pêra “à Lumumba” mas tirados a papel químico da imagem dos seus colegas metropolitanos. O desencadeamento da insurreição deixara-os tão surpresos quanto perplexos.”
Purga em Angola
A publicação de "Purga em Angola", polémico ensaio sobre o sangrento contragolpe de 27 de Maio de 1977 no seio do MPLA, tem valido aos seus autores, o casal de investigadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, uma série de "ameaças e tentativas de intimidação", confirmadas, ao JN, pelos próprios. Além disso, é quase impossível encontrar o livro à venda.(Deve ser uma óptima leitura de reflexão e não só... para quem conseguir encontrar)
Paulo Seco lança novo livro na Casa de Angola em Lisboa
«A nudez cristalina de Susana» é o título do novo livro do jovem escritor angolano Paulo Seco, que será lançado esta quarta-feira, dia 19 de Dezembro, pelas 18.30h, na Casa de Angola de Lisboa. «A nudez cristalina de Susana é um romance que versa sobre um chamamento para uma reconciliação do ser humano com o ambiente que se insere e cumpre os desígnios da própria vida. (...) Ainda existe gente (Susana é toda essa gente) capaz de viver em perfeita comunhão com a natureza e prenhe de humanidade». Estas são algumas palavras do prefácio que esclarecem a essência do quarto trabalho de Paulo Seco, nascido em Luanda, a 20 de Junho de 1974.Lançou em 2001 “Uma Gota de Água repousada na Pétala da Flor da Esperança, poesia; em 2003 “Sermão da Noite Desconhecida”, poesia, e em 2007 “Laços verticais”, também poesia.Actualmente, Paulo Seco é aluno de Letras da UP e trabalha numa esplanada na zona histórica do Porto.
África Acima - Gonçalo Cadilhe
Depois de quinze anos a viajar por terra e mar, Gonçalo Cadilhe aventurou-se pelo continente africano numa jornada que teve início no ponto mais austral de África, a Cidade do Cabo, e terminou em Lisboa.
"As Mulheres do Meu Pai" - José Eduardo Agualusa
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola a 13 de Dezembro de 1960.Estudou Agronomia e Sivicultura em Lisboa.Vive entre Lisboa e Luanda
"As Mulheres do Meu Pai"
Romance
Por ocasião da morte da mãe, Laurentina, prosaica mulher portuguesa, descobre que aqueles que a criaram não são os seus verdadeiros pais e que é filha de um famoso músico angolano chamado Faustino Manso.Empreende então uma viagem a Angola acabando por chegar precisamente no dia do funeral de Faustino.Realizadora de cinema, Laurentina resolve abraçar a sugestão de um dos seus sobrinhos e dá início a um périplo por todos os locais por onde passou Faustino Manso a fim de realizar um documentário sobre o músico.Saindo de Luanda até Benguela, Namíbe, África do Sul, Maputo, Quilimane e Ilha de Moçambique, Laurentina traça um roteiro que lhe permitirá reconstruir a história do seu pai e, sobretudo, as paisagens e culturas tão diferentes.E é aqui que o livro resplandece beleza.As diversas culturas entrelaçam-se nas várias personagens que surgem. A narração poética de Agualusa consegue-nos transmitir o exótico daqueles países, faz-nos ter vontade de conhecer aqueles personagens e realizar-mos, nós próprios, essa espécie de road-movie que Laurentina efectua.No entanto, nem tudo o que parece é, e Laurentina descobre factos muitos interessantes sobre Faustino.
Opiniões: Gostei imenso do livro.As descrições de Agualusa sobre essas culturas transmitem alegria e naturalidade. A expressão das relações promiscuas, que é ancestral, está bem vincada e achei curioso a forma como Agualusa contrapõe ou, diria, equivale ao comportamento verificado hoje em dia por grande parte dos jovens portugueses. Não será esse comportamento importando a essas gentes africanas e à sua cultura, tão diferente da portuguesa? Até porque Laurentina representa uma faixa, minoritária é certo, de jovens portugueses: Nascida em Portugal, mas com fortes laços culturais com essa África.Quanto à escrita de Agualusa, é poética, descreve na perfeição sítios e lugares, transmitindo várias das chagas que abundam em África (e não só) e a alegria e despreocupação em que vivem os autóctones daquelas regiões. Não é tão corrosivo como outro célebre autor angolano, mas deixa entender, embora ao de leve, crítica sociais ao pós independência como também ao papel dos colonos portugueses.Interessante a leve referência ao aparthaide, assunto que talvez merecesse uma abordagem mais ampla, mas não no contexto deste livro.
TCHIKAKATA BALUNDU (Aníbal João Ribeiro Simões)
“O FEITIÇO DA RAMA DE ABÓBORA”. Delicioso título este que, só por si, dá vontade de ler. Trata-se de uma publicação de 1996 da Editora Campo das Letras. O autor, nascido em 1955 na aldeia de Chilume na província do Huambo, transporta-nos para uma Angola rural, tema pouco abordado na literatura angolense mas que, ainda assim ou talvez por isso, ganhou o Prémio Sonangol de Literatura em 1991
TAZUARY NKEITA (José da Costa Soares Caetano)
Jornalista e escritor, nasceu em Luanda no ano de 1956. Foi chefe de redacção da ANGOP (1975-1984), chefe da secção de informação internacional do DIP do MPLA (1984-1990), director do gabinete do ministro da comunicação social (1990-1991), director de informação da ANGOP (1991-1994) e jornalista da OMS em Angola (1995-2001)
MIGUEL FRANCISCO “MICHEL”
“Este livro é um hino à Liberdade, à dignidade Humana, e um testemunho que deixará uma memória escrita às novas gerações para que situações semelhantes não voltem a acontecer numa jovem e grande nação.” Estas são as palavras do Editor para o livro “NUVEM NEGRA – O DRAMA DO 27 DE MAIO DE 1977” publicado pela Clássica Editora em 2007. O seu autor, com o nome de guerra “Michel”, nasceu em 1955 em Dala-Cachibo, município da Kibala, Kwanza-Sul. É licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto. Foi professor de Direito na Jean Piaget e é, actualmente, docente na Universidade Lusíada em Angola. Foi incluído na leva de prisioneiros sem culpa formada durante os dias que se seguiram à alegada tentativa de golpe de estado levada a cabo por Nito Alves e enviado para um campo de concentração em Calunda na província do Moxico. Aí sofreu e foi testemunha das barbaridades praticadas pelos guardas do dito campo. “Nunca, por nada deste mundo, aceitarei silenciar a existência daquele Campo, onde assisti os piores horrores de que só interesses não confessados de falsos militares podem justificar a barbárie praticada depois do 27 de Maio. (…) Nunca me passou pela cabeça admitir que numa Angola independente fosse possível praticarem-se tamanhas atrocidades…” O autor aponta um dedo acusador ao presidente Neto e aos que o rodeavam....
"Os verdes do mato não acabam" - João Coutinho
Natural da República Democrática do Congo, nascido a 6/4/44, João Coutinho foi oficial miliciano em Angola no período 1967/69 sendo actualmente Professor (na situação de reformado), tradutor, jornalista colaborador da RTP-Madeira na área do desporto, licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Franceses). Deixou Angola em Setembro de 1975 (Editora Ausência)
" A balada do Subúrbio " - José Vegar
Contra o poder político autárquico e o poder policial, Kamikaze, um jovem negro líder de um gangue de um bairro excluído no subúrbio de Lisboa, lança uma revolução silenciosa, disseminada de modo incontrolável através da Internet, do rap e do grafitti.
PEDRO ROSA MENDES
“Este é um livro sobre coisas simples: a tranquilidade do medo e a vitalidade da morte. Em Junho de 1997 aterrei em Luanda com a intenção de atingir Quelimane por terra. A razão para tal projecto era a mais nobre de todas, ou seja, nenhuma em especial. Estas páginas são o atlas para ler essa travessia: a cartografia afectiva de uma rota cujos locais têm rosto de gente e onde espaço e tempo são as coordenadas que mais mentem. Avisaram-me todos: a guerra permanecia nessa latitude. Houve baixas entre os companheiros de estrada. O meu regresso também não estava prometido.” Depois de ler esta nota introdutória quem pode ficar indiferente? O livro intitula-se “BAÍA DOS TIGRES”, foi publicado pela Dom Quixote em 1999 e é um dos meus livros de cabeceira. O autor, um jornalista português nascido em 1968 em Cernache do Bonjardim, propôs-se imitar os passos dos exploradores Hermenegildo Capello e Roberto Ivens, voltando a percorrer os caminhos por eles traçados no século XIX, que os levaram de Angola à Contracosta. O resultado é a descrição de uma viagem preenchida com sensações fortes, onde percorremos paisagens naturais e humanas de uma intensidade incrível. Vamos assistindo horrorizados aos monstros e monstruosidades que a(s) guerra(s) gera(m). Mas vemos também as singularidades do continente africano, coisas pequenas, onde residirá aquele feitiço que nos agarra e nos prende:
Angola situa-se na costa ocidental da África austral, tendo sido colónia portuguesa até 11 de novembro de 1975, quando conquistou sua independência. Tem uma área de 1.246.700 Km quadrados. A língua oficial é o português, mas Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, kimbundo, kikongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama. A população é predominantemente cristã, e a religião católica é a mais difundidaA moeda corrente é o Kwanza (KZ). .
Clima de Angola
A latitude da República de Angola (Sul do Equador, entre os paralelos 4º 22' e 18º 02') determina, em termos gerais, um clima entre o árido ou dos desertos e o temperado quente com seca quase invernal. O seu tipo de relevo, dominado por planaltos e ainda os efeitos da corrente oceânica fria de Benguela bem como o factor de continentalidade, resultam numa importante diversidade climática.O clima é tropical ao Norte e subtropical ao Sul, sendo temperado nas zonas de maior altitude. Há duas estações distintas: uma quente e húmida, e com níveis de pluviosidade bastante elevados, e outra mais fria e seca, denominada cacimbo.
Mulheres e Homens das Tribos de Angola
Distribuição dos Povos de Angola
Culturas e etnias
A população de Angola, a sua distribuição geográfica e a taxa de variação anual não são conhecidas com precisão, devido à não realização de recenseamentos desde 1970. O português falado por um número crescente de angolanos é a língua oficial do país, sendo já entendido por consideráveis faixas urbanas da população, localizadas sobretudo ao longo do litoral, com menos de 40 anos, como a sua língua materna. Do ponto de vista da sua composição etnolinguística, o povo angolano é integrado maioritariamente pelos seguintes grupos: Ovimbundu (língua Umbundu); Ambundu ou Akwambundu (língua Kimbundu); Bakongo (língua Kikongo); Lunda-Cokwe (língua Cokwe); Nganguela (designação genérica de povos no quadrante sudeste, sendo mais útil identificar os vários subgrupos); Nyaneka-Humbe (ou Nkhumbi), na realidade dois povos diferentes (línguas Lunyaneka e Lukhumbi); Ovambo (a língua principal em Angola é a dos Kwanyama, um subgrupo); Helelo ou Herero (língua Tjihelelo).Todos estes são grupos Bantu. Os Ambundu, Ovimbundu e Bakongo juntos representam (usando os dados dos Censos de 1960 e 1970 como referência) cerca de 75% da população. Há uma pequena minoria de povos autóctones da região, não-Bantu, com destaque para os Kung ("Bosquímanos"), caçadores-colectores descendentes dos mais antigos habitantes desta região austral. Em consequência da colonização, existe também um pequeno número de angolanos de origem europeia.
Minerais de Angola
Pesca - Principais Centros - Namíbe - Benguela
Toda a costa maritíma de Angola é rica em peixe.São inúmeras e diversas as espécies de peixes e crustáceos.Sendo a pesca artesanal a de maior incidência
Pesca Artesanal
Hidrografia - Rios
A configuração hidrográfica de Angola tem uma estreita ligação com o seu relevo uma vez que os rios têm como origem as zonas planáltica e montanhosa seguindo depois para as regiões de mais baixo-relevo. Os seus leitos são, na sua maioria, irregulares não faltando os rápidos e as inclinações, alargando-se nas zonas costeiras. Existem quatro vertentes de escoamento das águas:(a) a vertente atlântica, com os rios Chiluango, Zaire ou Congo, o rio Bengo, Kwanza ou Cuanza, o rio Queve ou Cuvo, o Catumbela e o rio Cunene;(b) a vertente do Zaire, no norte de Angola, com os rios Cuango, Cassai, e seus afluentes, Cuilo, Cambo, Lui, Tchicapa e Luachimo;(c) a vertente do Zambeze, à qual pertencem os rios do Leste de Angola tais como os afluentes do Zambeze, o Luena, Lungué-Bungo e o Cuando;(d) e, por fim, a vertente do Kalahari, com muitos rios de regime intermitente de onde se destacam os rios Cubango e os afluentes Cuchi e o Cuito. O maior e o mais navegável rio de Angola é o Kwanza, com cerca de 1.000 quilómetros de extensão e cujo afluente, o Lucala, forma as célebres quedas de Kalandula, de impressionante beleza e com mais de 100 metros de altura.
Angola - Ritmos e Danças
Danças Africanas
Danças Tribais Africanas. Danças e rituais que despertam o ritmo e as expressões corporais, que existem dentro de nós, inspirando o corpo e a alma e onde a música e a se entrelaçam com dinamismo e alegria de viver. Dançadas individualmente. Dança de saltos atléticos, figurinos exóticos e ritmos de êxtase. É uma expressão fortíssima de sentimentos artísticos, emocionais e religiosos.
Dança
Angola é detentora de 1650km de costa marítima com águas deliciosamente quentes.É também rica em belezas naturais que proporcionam paisagens espectaculares destacando-se as formações rochosas, várias quedas de água, praias, lagoas e rios.
Deserto do Namíbe e Flora
Este deserto singular, onde a Corrente fria de Benguela transforma o ar quente em névoa, permite a sobrevivência de espécies raras de plantas, que alimentam elefantes, girafas e antílopes. Uma das plantas mais fabulosas do deserto do Namibe é a Welwitschia Mirabilis, apelidada por Charles Darwin de "ornitorrinco do reino vegetal" que vive até 2 mil anos só com a névoa matinal. Outra planta que sobrevive bem às duras condições do deserto é o melão !nara, com sua raiz de 40 metros de profundidade.
Flora - Imbondeiro - Baoba
Imbondeiro árvore de grande porte e imponência.Encontra-se espalhado por toda Angola.O imbondeiro é uma fonte de inspiração de muitos artistas, proporcionando contrastes magníficos com a natureza.O fruto desta árvore denomina-se "Múcua"
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